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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.52 n.6 Belo Horizonte Dec. 2000

https://doi.org/10.1590/S0102-09352000000600002 

Estudo da transmissão horizontal de Mycobacterium avium-intracellulare em suínos

[Horizontal transmission of Mycobacterium avium-intracellulare in swine]

 

V.S. Silva1, N. Mores1*, V.D. Dutra1, J.S. Ferreira Neto2, M.H.F. Saad3

1Centro Nacional de Pesquisa em Suínos e Aves - Embrapa
Caixa Postal 21
89700-000 – Concórdia, SC
2Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP
3FIOCRUZ – RJ

 

Recebido para publicação, após modificações, em 27 de abril de 2000.
*Autor para correspondência
E-mail: mores@cnpsa.embrapa.br

 

 

RESUMO

O trabalho teve como objetivo estudar a transmissão horizontal de Mycobacterium avium-intracellulare (MAI) entre suínos. Doze suínos com 35 a 42 dias de idade, divididos em três grupos de quatro e alojados em salas independentes, foram inoculados por via oral com as cepas VPS1, SC1 e ATCC-13950 de Mycobacterium avium-intracellulare. A seguir, quatro suínos não inoculados foram colocados em cada grupo e mantidos na mesma baia até o abate aos 150 dias da idade. Outro grupo de quatro suínos não inoculados foi utilizado como controle. Pelo exame de fezes verificou-se que houve excreção ativa de MAI entre 14 e 42 dias pós-inoculação. A transmissão da infecção foi avaliada pelo teste de tuberculina aos 140 dias de idade e pelos exames de patologia macro e microscópica e de isolamento do MAI de órgãos. Os quatro suínos em contato com aqueles inoculados com a cepa SC1 foram contaminados, enquanto que com a cepa VPS1 apenas um e com a ATCC-13950 somente dois. Concluiu-se que houve transmissão de MAI entre os suínos mantidos na mesma baia, com as três cepas utilizadas, mas foi mais evidente com a cepa SC1, indicando que o suíno pode ser importante fonte de infecção na disseminação da doença.

Palavras-chave: Suíno, transmissão, Mycobacterium avium intracellulare

 

 

ABSTRACT

Experimental infections were performed to study the horizontal transmission of Mycobacterium avium-intracellulare (MAI) in swine. Twelve 35 to 42 day-old pigs were divided into three groups of four pigs each. Each group was housed in separate rooms, and inoculated with three MAI strains: VPS1, SC1 and ATCC-13950. After inoculation, four non-inoculated swines were added to each group and maintained in the same pen up to 150 days of age, when were slaughtered. Other four non-inoculated swines were maintained as a control group. The infection was diagnosed by the tuberculin test at 140 days of age, by detection of macroscopic lesions at slaughter and histopathologic and bacteriologic examination of tissues collected at necropsy. Culture of fecal samples were made during the experiment indicating active excretion of MAI between 14 and 42 days post-inoculation. Transmission of MAI among pigs kept in the same pen was observed with all the three strains used. The most evident transmission was with strain SC1, in which four "in contact" pigs were infected, followed by ATCC-13950 (two pigs) and VPS1 (one pig). These results indicate that infected swine can be an important source of infection, favoring the dissemination of this disease.

Key words: Swine, transmission, Mycobacterium avium-intracellulare

 

 

INTRODUÇÃO

A linfadenite suína causada por Mycobacterium avium-intracellulare (MAI) tem gerado prejuízos à suinocultura em vários países. Por se tratar de uma enfermidade assintomática, o diagnóstico é feito em abatedouro pelo serviço de inspeção de carnes, por meio da visualização de lesões granulomatosas localizadas predominantemente nos linfonodos cefálicos e mesentéricos. Nos últimos anos a incidência da doença aumentou significativamente na região sul do Brasil, tornando necessário um melhor entendimento da doença para identificação de medidas de controle nas criações de suínos.

As informações quanto à epidemiologia da doença tais como fatores de risco, fontes e modos de infecção e transmissibilidade ainda permanecem bastante controversas na literatura, dificultando a aplicação de estratégias de controle no campo. A transmissão horizontal da infecção causada por MAI entre suínos constitui um fator relevante a ser considerado no controle da enfermidade, visto que coloca o próprio suíno como possível fonte de infecção em um rebanho. Segundo Acha & Szyfres (1989), a transmissão das micobacterioses de um suíno para outro é duvidosa e, se ocorre, considera-se de pouca importância, pois as lesões de intestino são do tipo hiperplásicas e não se observam úlceras que permitam a eliminação do agente para o exterior. A transmissão de MAI de suíno para suíno foi demonstrada experimentalmente por Thoen et al. (1976), Jorgensen (1978), Ellsworth et al. (1980) e Acland & Whitlock (1986). O presente trabalho objetivou estudar a transmissão do MAI em leitões após o desmame.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados 28 suínos entre cinco e seis semanas de idade, divididos em três grupos de oito e um de quatro. Cada grupo foi alojado em uma sala independente, sendo que os de oito suínos foram divididos em dois subgrupos de quatro, no qual um subgrupo foi desafiado com uma amostra distinta de Mycobacterium avium-intracellulare por inoculação oral e o outro, não inoculado, foi mantido em contato com os infectados, na mesma baia, até os 150 dias de idade. Um grupo de quatro suínos não inoculados foi utilizado como controle.

Os critérios usados para descartar infecção natural dos leitões por MAI foram que a granja de origem dos animais apresentasse histórico negativo para linfadenite nos registros de abate e que as quatro porcas cujas leitegadas foram utilizadas no experimento não tivessem reagido aos testes de tuberculina intradérmica com PPD bovino e aviário, aplicados no final da gestação.

Para infecção experimental foram utilizadas três cepas de Mycobacterium avium-intracellulare (MAI): cepa VPS1 - sorotipo 1, isolada de linfonodos suínos coletados em um abatedouro de São Paulo, cepa SC1 - sorotipo 8, isolada de linfonodos suínos coletados em um abatedouro de Santa Catarina e ATCC (American Type Cell Collection) 13950 - sorotipo 16, também de origem suína. Em cada grupo, quatro suínos foram inoculados via oral com 32mg de cultivo de uma amostra de MAI, suspendidos em 5ml de BHI (Brain Heart Infusion). Na inoculação utilizou-se uma seringa, depositando-se a suspensão na parte superior da base da língua. Após a inoculação os suínos não infectados foram colocados em contato com os inoculados na mesma baia até o abate aos 150 dias de idade. O esquema abaixo mostra a divisão dos suínos de acordo com os tratamentos e respectivos alojamentos: T1i - sala 1 com quatro suínos inoculados com a cepa VPS1, T1c - sala 1 com quatro suínos em contato com os inoculados com a cepa VPS1, T2i - sala 2 com quatro suínos inoculados com a cepa SC1, T2c - sala 2 com quatro suínos em contato com os inoculados com a cepa SC1, T3i - sala 3 com quatro suínos inoculados com a cepa ATCC 13950, T3c - sala 3 com quatro suínos em contato com os inoculados com a cepa ATCC 13950 e T4 - sala 4 com quatro suínos não inoculados, usados como grupo controle.

Suabes retais foram coletados semanalmente para exame bacteriológico das fezes, a fim de identificar o período de excreção das micobactérias. A avaliação da infecção foi feita por meio de testes de tuberculina intradérmica com PPD aviário e bovino, na base superior da inserção da orelha, utilizando-se 0,1ml de PPD aviário (TECPAR, partida 001/96, com 0,05mg de tuberculoproteína) na orelha esquerda e 0,1ml de PPD bovino (TECPAR, partida 002/96, com 0,1mg de tuberculoproteína) na orelha direita. A leitura foi feita 48 horas após a aplicação e a interpretação feita segundo Charette et al. (1989).

Ao abate as carcaça foram inspecionadas a fim de identificar lesões granulomatosas nos linfonodos parotídeos, submaxilares, mediastínicos, gástrico, mesentéricos, hepático, inguinais e nas tonsilas, fígado e intestinos. Os órgão foram submetidos a exames histopatológicos utilizando-se a técnica de coloração por hematoxilina e eosina e coloração de Ziehl Neelsen para visualização de bacilos álcool-ácido resistentes (Luna, 1968). Fragmentos dos mesmos órgão foram colhidos para pesquisa de Mycobacterium sp. Cada amostra foi submetida aos métodos de descontaminação com hidróxido de sódio a 4% e ácido oxálico a 5%, segundo Quinn et al. (1994). Após a descontaminação, o material foi semeado em meio de cultivo Löewenstein Jensen deixando-se em incubação a 37ºC por até 60 dias.

Dos isolados bacterianos, obtidos das fezes e dos tecidos, com características compatíveis com MAI, nos quais se considerou o tempo de crescimento e o aspecto das colônias, fizeram-se esfregaços em lâmina, corados pelo método de Ziehl Neelsen e enviados ao Laboratório de Hanseníase - FIOCRUZ para caracterização bioquímica e sorotipificação.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na Tab. 1 apresentam-se os resultados dos exames dos suabes de fezes para isolamento de MAI. Isolou-se o MAI em apenas sete (0,81%) das amostras de fezes, sendo seis de suínos do tratamento T2i, inoculados com a cepa SC1. O isolamento de MAI das fezes do animal 175/T2i, no primeiro dia após a inoculação (PI), indica excreção passiva. Os demais isolamentos de MAI, entre 14 e 42 dias PI, indicam o período de excreção ativa do agente inoculado.

 

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O isolamento de micobactérias das fezes não foi satisfatório devido ao alto nível de contaminações fúngicas e bacterianas detectado nos cultivos, indicando que os métodos de descontaminação usados não foram adequados. Ainda assim, o período de excreção ativa de MAI nas fezes coincide com os intervalos encontrados por outros autores. Pavlas (1987) detectou excreção ativa máxima entre 35 e 42 dias, enquanto Ellsworth et al. (1980) verificaram excreção máxima entre 23 e 55 dias pós-inoculação.

Os resultados globais dos exames de tuberculinização, necropsia, histopatologia (HE e Ziehl Neelsen) e bacteriologia dos tratamentos estão na Tab. 2.

 

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As quatro técnicas de diagnóstico empregadas neste estudo foram analisadas em conjunto, considerando que nenhuma delas mostrou-se 100% eficaz para detectar os casos positivos. Houve transmissão horizontal da infecção entre os suínos mantidos em contato com os inoculados com as três cepas utilizadas, comprovada em pelo menos um dos procedimentos de diagnóstico. Isso foi mais evidente com a cepa SC1, em que os quatro suínos em contato (T2c) com aqueles inoculados (T2i) foram infectados, conforme demonstrado pelo teste com PPD aviário e pela presença de lesões macro e microscópicas nos linfonodos. Esses dados sugerem que a cepa SC1 é mais patogênica que as demais testadas. Pavlas (1987) constatou que suínos inoculados com cepas mais virulentas eliminaram maior quantidade de MAI e por mais tempo do que aqueles inoculados com cepas menos virulentas. Os resultados deste trabalho foram semelhantes aos de Pavlas (1987), isto é, o maior número de isolamentos nas fezes foi de suínos inoculados com a cepa SC1. Segundo Ellsworth et al. (1980), as lesões granulomatosas nas tonsilas e em vários segmentos do intestino podem ser a fonte das micobactérias encontradas nas fezes dos suínos, abrindo a discussão sobre o papel desses órgãos como perpetuadores da infecção na transmissão de suíno para suíno dentro do rebanho. Acland & Whitlock (1986) verificaram a transmissão de Mycobacterium avium somente em dois de 34 suínos mantidos em contato com outros 30 inoculados por via oral com 45mg de cultura, enquanto Jorgensen (1978) demonstrou a transmissão pelo contato em 15 de 16 suínos, usando como inóculo uma cepa de M. avium sorotipo 2 de origem aviária. Thoen et al. (1976) constataram transmissão horizontal em um de dois suínos expostos pelo contato, utilizando animais infectados com M. avium sorotipo 8.

A diferença de virulência e patogenicidade das amostras SC1, VPS1 e ATCC 13950 pode estar associada a vários fatores, entre eles o diferente número de subculturas aos quais elas foram submetidas, pois a cepa VPS1 passou por oito subculturas desde o cultivo primário até a inoculação nos suínos, a SC1 por cinco subculturas e a ATCC 13950 vem sendo mantida através de repiques em meio de cultivo, de oito em oito meses, desde 1989. O declínio na virulência de MAI, atribuído ao tempo de estocagem e sucessivos repiques em meios de cultura, já foi mencionado em outros estudos (Tammemagi & Simmons, 1971; Grange et al., 1990). É possível, ainda, que haja uma diferente relação hospedeiro-parasita entre os sorotipos de MAI, uma vez que as cepas utilizadas neste estudo correspondem a sorotipos diferentes, concordando com resultados obtidos em outros trabalhos (Thoen et al., 1976; Jorgensen, 1978; Acland & Whitlock 1986).

Provavelmente a excreção ativa de MAI nas fezes dos animais infectados constitui-se em importante fonte de infecção para a manutenção da doença em rebanhos contaminados. Porém, outras fontes de infecção, como a serragem ou maravalha usadas como cama, já foram identificadas (Brooks, 1971; Windsor et al., 1984; Haugegaard et al., 1992). No presente experimento não foi utilizada cama nos locais onde os animais foram alojados.

A presença de lesões granulomatosas macro ou microscópicas compatíveis com micobacteriose em determinados linfonodos e o não isolamento de MAI desses espécimes, assim como o isolamento do agente de tecidos aparentemente normais, situações que ocorreram neste estudo, já foram observadas por outros autores (Tammemagi & Simmons, 1971; Ray et al., 1972; Ellsworth et al., 1980; Margolis et al., 1994). O isolamento de MAI de tecidos aparentemente normais, conforme ocorreu com animais do T1i e do T1c, pode ser atribuído à baixa patogenicidade das cepas (Acland & Whitlock, 1986) ou a infecções recentes em que não houve tempo para desenvolvimento das lesões (Cole et al., 1980). A presença de lesões e o não isolamento do agente, conforme ocorreu com um animal do T2c e em dois do T3c, podem ser explicadas pelo fato de que lesões mais antigas podem tornar-se superadas, permanecendo lesões estéreis (Oliveira, 1989), ou pode haver uma involução total das lesões, mantendo os tecidos com aparência normal (Ray et al., 1972).

O método de Ziehl Neelsen em cortes histológicos, utilizado como prova complementar para diagnóstico, mostrou-se pouco sensível na identificação dos suínos positivos, quando comparados com exames bacteriológicos e histopatológicos corados por hematoxolina e eosina. Dos 14 suínos em que foi isolado o MAI, apenas oito foram positivos pelo método de Ziehl Neelsen. Esses resultados concordam com os achados por Margolis et al. (1994), que encontraram apenas 15% de confirmação em secções coradas por Ziehl Neelsen de tecidos dos quais se isolaram micobactérias.

O teste de tuberculina com PPD aviário identificou 13 suínos positivos dos 14 nos quais o MAI foi isolado, mostrando ser um teste eficiente. Songer et al. (1979), testando suínos de uma granja com alta incidência de linfadenite, verificaram que a correlação entre o total de suínos reagentes à tuberculina e o total de suínos que apresentaram lesões ao abate foi de 97,1%, porém concluíram não haver a mesma correlação para cada suíno individualmente, e concluíram que o teste é adequado para identificação de rebanhos positivos. Houve, também, reação cruzada entre os dois testes tuberculínicos, porém, de modo geral, as reações ao PPD aviário foram mais freqüentes e intensas do que ao PPD bovino.

Nos exames histopatológicos observaram-se lesões granulomatosas do tipo proliferativo, com acúmulo de macrófagos, células epitelióides e gigantes, com caráter infiltrativo, que evoluíram para fibroplasia. Em estágios mais avançados os granulomas apresentaram-se demarcados por cápsula fibrosa, continham necrose caseificada e, em muitos casos, de calcificação. Este padrão de lesão é semelhante ao descrito por Senk et al. (1992).

O presente estudo permite afirmar que há transmissão horizontal das infecções causadas por MAI entre suínos mantidos na mesma baia, porém não oferece dados conclusivos para discutir o modo como se dá tal transmissão em condições naturais. Mas, considerando que os animais infectados eliminam o agente nas fezes por longo período, é provável que fatores ambientais, higiênicos e de manejo, que favorecem o contato dos suínos com as fezes, são importantes na manutenção da infecção no rebanho, tratando-se, portanto, de uma enfermidade multifatorial. Nesse aspecto, o suíno infectado pode ser um potencial disseminador da infecção, como na comercialização de reprodutores suínos oriundos de rebanhos infectados, e relevante no entendimento da epidemiologia da doença e na elaboração de medidas de controle.

 

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