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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.52 n.6 Belo Horizonte Dec. 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352000000600012 

Atividade in vitro de permetrina, cipermetrina e deltametrina sobre larvas de Rhipicephalus sanguineus (Latreille, 1806) (Acari, Ixodidae)

[In vitro activity of permethrin, cipermethrin and deltamethrin on larvae of Rhipicephalus sanguineus (Latreille, 1806) (Acari, Ixodidae)]

 

F.F. Fernandes

Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública - Universidade Federal de Goiás
Caixa Postal, 131
74605-050 - Goiânia, GO

 

Recebido para publicação, após modificação, em 30 de junho de 2000.
E-mail: ffreitas@iptsp.ufg.br.

 

 

RESUMO

Investigaram-se os efeitos toxicológicos in vitro de três piretróides em diferentes concentrações, formulados para uso pecuário, domiciliar e em cães, sobre larvas de R. sanguineus, objetivando monitorar sua suscetibilidade e fomentar seu controle. Utilizaram-se 1.604 larvas em jejum, com 15 a 21 dias, obtidas por infestação artificial em cão, imersas nas soluções testadas, contidas em dispositivos constituídos por placa de Petri descartável, papel filtro e parafina, mantidas em incubadoras do tipo BOD e observadas ao estereoscópio por 24h. Observaram-se excitabilidade, movimentação repetitiva, diminuição da locomoção, desprendimento, paralisia, "knock-down" e proliferação cuticular de gases e líquidos. A mortalidade na 24a hora foi de 86,9%, 100,0%, 80,3%, 86,0%, 68,2% e 78,0%, respectivamente, para permetrina 1250ppm e 2500ppm, cipermetrina 150ppm e 300ppm, e deltametrina 25ppm e 50ppm. Não houve mortalidade no grupo controle.

Palavras-chave: Carrapato, Rhipicephalus sanguineus, piretróide

 

ABSTRACT

Aiming at monitoring the susceptibility, increasing the control and evaluating the toxicological effects, of different concentrations of three pyrethroids were investigated in vitro against Rhipicephalus sanguineus larvae using concentrations formulated for cattle, dogs and household use. A total of 1,604 15-21 day-old fasting larvae, obtained by artificial infestation in dogs, was immersed in the solutions. Larvae were then maintained in BOD incubators inside experimental devices, constituted by disposable Petridishes, filter paper and paraffin, and observed on the stereomicroscope during a 24-hour period. The larvae have shown excitability, repetitive movements, decrease of locomotion, detachment, paralysis, knock-down and production of gases and liquid in the cuticle. Mortality after 24 hours was 86.9% (1250ppm) and 100.0% (2500ppm) for permethrin; 80.3% (150ppm) and 86.0% (300ppm) for cipermethrin; and for deltamethrin 68.2% (25ppm) and 78.0% (50ppm). Mortality was not observed in the control group.

Keywords: Tick, Rhipicephalus sanguineus, pyrethroid

 

 

INTRODUÇÃO

Rhipicephalus sanguineus (Acari: Ixodidae) (Latreille, 1806) é um carrapato heteroxeno cosmopolita, de baixa especificidade parasitária, originário da África e introduzido no meio urbano com o cão doméstico, seu principal hospedeiro. Esse ixodídeo é o principal vetor biológico e reservatório de Ehrlichia canis, sendo responsável também pela transmissão de diversos patógenos como Babesia canis, B. caballi, B. equi e Rickettsia do grupo etiológico da febre maculosa (Sexton et al., 1976). Estudos realizados na Carolina do Norte, EUA, demonstraram que R. sanguineus, principalmente suas formas imaturas, alimentam-se em humanos mais freqüentemente do que previamente se supunha (Harrison et al., 1997). O ixodídeo desenvolve-se em sinantropia com alta densidade e prevalência em algumas cidades do Brasil, e poderá causar aumento da incidência de enfermidades emergentes ao homem, tais como babesiose e febre maculosa. Contudo, no Brasil apenas alguns estudos foram realizados com esse vetor (Coelho, 1993; Sartor et al., 1996; Famadas & Mota, 1997; Fernandes, 1997a,b; Fernandes et al., 1997, 1998; Fernandes & Freitas, 1999).

Recursos têm sido consumidos no emprego de acaricidas químicos como principal forma de combate aos ixodídeos, no entanto, o desenvolvimento de resistência a esses produtos tem progredido rapidamente. Desenvolvimento de resistência de R. sanguineus a acaricidas arsenicais (Gladney & Dawkins, 1976), organofosforados, carbamatos (Polyakov & Smirnova, 1976) e organoclorados (Belot & Mishra, 1979) foi constatado no exterior, na década de 70. No Brasil, os primeiros trabalhos de controle químico de R. sanguineus surgiram somente em meados da década de 90, bem como o primeiro relato de desenvolvimento de resistência desse carrapato a produtos acaricidas e inseticidas (Fernandes et al., 1997,1998).

O estudo da suscetibilidade ou resistência do R. sanguineus aos acaricidas torna-se urgente pelo fato de vários acaricidas como deltametrina e cipermetrina, com formulações para uso exclusivo em bovinos, eqüinos ou domiciliar, estarem sendo administrados aos cães sem prévio estudo científico, sob formas e dosagens variadas, o que resulta em ineficiência do acaricida, desenvolvimento de alelos resistentes nessa população de carrapatos, prejuízos econômicos aos criadores, intoxicação dos animais e impacto ambiental pelo efeito residual deles na natureza. (Furlong, 1993; Fernandes et al., 1997).

Nesse sentido, propôs-se neste trabalho uma investigação sobre a atividade acaricida dos piretróides permetrina, cipermetrina e deltametrina em diferentes concentrações sobre larvas de R. sanguineus, com o objetivo de estudar sua suscetibilidade aos acaricidas e indicar medidas de controle desse vetor.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Coletaram-se fêmeas de R. sanguineus, repletas de sangue e desprendidas naturalmente, em canis infestados de oito residências distribuídas em quatro bairros da cidade de Goiânia, Goiás. De cada canil foram colhidas 20 fêmeas, encontradas em muros, paredes, madeiramento de telhado e no piso, escondidas em frestas para oviposição. Elas foram acondicionadas em quatro tubos de polietileno (3 ´ 9 cm de altura, com tampa enroscável) e transportadas ao laboratório, para obtenção de larvas por incubação. Das oviposturas com melhores índices de eclosão, verificadas segundo Amaral (1993), constituiu-se um "pool" de larvas, com o qual infestou-se artificialmente uma cadela jovem da raça Dobermann, mantida em um canil e livre de resíduos acaricidas. Durante o verão, quando se observou maior número de ixodídeos, teleóginas maiores e mais ágeis foram coletadas no canil e transportadas ao laboratório (Fernandes, 1997b).

Ao microscópio estereoscópico verificou-se ausência de mutilações ou malformações nas fêmeas selecionadas. Elas foram lavadas em água destilada, secas em papel toalha e individualizadas em tubos de polietileno para realizarem a oviposição. Para se obter eclosão homogênea e larvas com idade uniforme, reuniram-se, diariamente e com auxílio de espátulas inoxidáveis, as oviposturas das teleóginas em um único tubo, constituindo um "pool" de ovos. Os tubos foram identificados e vedados com fita crepe. Para manter a umidade no interior dos tubos, prendeu-se internamente à tampa enroscável uma mecha de algodão hidrófilo umedecida. Dos tubos com melhor eclosão (igual ou maior que 90%), observada diariamente, selecionaram-se as larvas para os bioensaios.

Utilizaram-se as seguintes formulações comerciais dos piretróides: permetrina 0,25%, cipermetrina 15% e deltametrina a 2,5%. Eles foram testados nas concentrações: permetrina 2500ppm (dosagem recomendada no produto comercial para pulverizações de cães e gatos) e 1250ppm, cipermetrina 150ppm (recomendada para pulverização de bovinos) e 300ppm e deltametrina nas dosagens recomendadas para pulverizações de bovinos (25ppm) e de eqüinos (50ppm). Para as diluições utilizou-se água destilada. As soluções acaricidas foram homogeneizadas por agitação e colocadas em camadas delgadas em placas de Petri, sobre um fundo branco. O tubo com o "pool" de larvas foi colocado sobre um Becker de 1000ml, disposto no centro de uma forma de alumínio (24,5 ´ 5,0cm) com água até sua metade. A tampa do tubo foi perfurada rapidamente com o ponteiro incandescente de um ferro elétrico de solda. As larvas, ao saírem pelo orifício, ora voluntariamente, ora por estímulo (calor e CO2 do hálito), eram colhidas com um pincel nº 4 com pêlos claros, para contrastar com a coloração castanho-avermelhada das larvas, e colocadas no centro de uma circunferência de 7cm de raio, desenhada sobre uma folha de papel. Apenas larvas com boa capacidade locomotora, as que rapidamente ultrapassavam o círculo, foram aproveitadas. Para fixar a folha de papel à bancada, vedar o orifício do tubo e eliminar larvas excedentes utilizou-se fita adesiva do tipo "crepe".

Com outro pincel, umedecido em solucão acaricida, as larvas foram colhidas e imediatamente imersas nas placas de petri. Após 1,5 minutos elas foram colocadas sobre o centro do papel filtro do dispositivo de contenção de larvas para ensaios com acaricidas (Fernandes, 1997b), afastadas uma das outras para facilitar sua observação. Colocaram-se no mínimo 20 larvas por dispositivo, construído a partir de placa de Petri descartável (9,4 ´ 1,5cm), papel filtro quantitativo (9,0cm de diâmetro) e parafina. O papel filtro serviu como piso para as larvas e para retirar delas o excesso de acaricida. O papel filtro foi colocado sobre a face interna da tampa da placa de Petri, que funcionou como a base do dispositivo. Este foi lacrado colocando-se entre as suas bordas externas parafina em fusão, retirada de uma pequena cuba inoxidável com auxílio de uma pipeta graduada, ambas mantidas sobre uma manta térmica. A base da placa de Petri constituiu a tampa do dispositivo que, por sua transparência (polietileno incolor), otimiza a observação das larvas. Para cada concentração foram utilizados 10 dispositivos, bem como para o grupo controle imerso apenas em água destilada.

Os dispositivos foram mantidos em incubadoras BOD a 27°C com umidade relativa superior a 80%. As leituras de umidade e temperatura foram realizadas a cada oito horas, por meio de um termoigrômetro. Para observar a interação ácaro-acaricida e a mortalidade, os dispositivos foram levados ao microscópio estereoscópico às 6, 12 e 24 horas após imersão. Anotaram-se em cada horário os efeitos toxicológicos e a mortalidade.

Para possibilitar a comparação dos resultados com os de outros pesquisadores, foram utilizadas nos bioensaios com os acaricidas larvas com 14 a 21 dias, e para efeito de cálculo de mortalidade, larvas sem capacidade locomotora foram consideradas mortas (FAO, 1995).

As provas biológicas foram expressas em percentual médio de mortalidade. Caso ocorresse mortalidade do grupo controle entre 0% e 5%, as mortalidades médias deveriam ser corrigidas pela fórmula de Abbot, e acima de 5%, os bioensaios deveriam ser anulados e repetidos (WHO, 1970; FAO, 1995). Para verificar a influência da variável concentração na eficiência larvicida foi aplicado o teste de qui-quadrado (c 2) ao nível de 5% de significância (Centeno et al., 1990). A eficiência dos tratamentos foi interpretada de acordo com o estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, em que a mortalidade média igual ou superior a 80% configura o status de suscetível ao vetor e abaixo de 80% o status de resistência (WHO, 1970), e pelo Ministério da Agricultura que preconiza para o registro do acaricida mortalidade mínima de 95% dos ixodídeos na dosagem recomendada (Ministério..., 1990).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

No canil experimental o desenvolvimento do R. sanguineus foi obtido com sucesso, chegando a serem contados 191 estádios na cadela e 43 teleóginas no canil. No laboratório as oviposturas obtiveram de 80 a 100% de eclosão. Os resultados encontram-se na Fig. 1. A mortalidade do R. sanguineus observada na 24ah (padrão-WHO, 1992) foi de 86,9%, 100,0%, 80,3%, 86,0%, 68,2% e 78,0%, respectivamente, para os piretróides permetrina 1250ppm e 2500ppm, cipermetrina 150ppm e 300ppm, deltametrina 25ppm e 50ppm. Constataram-se pelo teste do qui-quadrado diferenças significativas (a<0,05) entre as mortalidades médias na 24ªh obtidas pelas diferentes concentrações de permetrina (c2 = 33,43 > c2.05 (1) = 3,84) e deltametrina (c2 = 5,09 > c2.05 (1) = 3,84). As mortalidades observadas nos diferentes tempos foram signifi-cativamente diferentes (c2 =73,88>c2.05 (1) =3,84). Na 6ah foi de 46,9%, 54,2%, 36,8%, 55,0%, 29,1% e 45,5%, respectivamente para a permetrina 1250ppm e 2500ppm, cipermetrina 150ppm e 300ppm, deltametrina 25ppm e 50ppm, e na 12ah a mortalidade foi de 72,2%, 87,5%, 59,6%, 73,5%, 53,2% e 65,5%, na mesma seqüência de concentrações.

 

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Verificou-se suscetibilidade do vetor à permetrina e cipermetrina e resistência à deltametrina nas concentrações testadas (WHO, 1970). Todavia, a mortalidade obtida pela cipermetrina 150ppm está abaixo do recomendado oficialmente (Ministério..., 1990). Em outros países foi diagnosticada resistência de R. sanguineus a alguns acaricidas como organofosforados e carbamatos (Polyakov & Smirnova, 1976), organofosforados e arsenicais (Gladney & Dawkins, 1976) e organofosforados e organoclorados (Belot & Mishra, 1979). Resistência de Boophilus microplus (Acari: Ixodidae) à deltametrina foi recentemente diagnosticada em Goiânia (Fernandes, 1999). No Brasil, o primeiro relato de resistência desse vetor a piretróides foi o de Fernandes et al. (1997), que obtiveram 57,6% de mortalidade de larvas, após 30h de exposição à deltametrina 2,5% na dosagem de 3ml/l. Esses dados fortalecem a hipótese de que R. sanguineus estaria ao longo dos anos desenvolvendo resistência a acaricidas e inseticidas pelo uso indiscriminado em cães de produtos desenvolvidos para uso em outros animais (principalmente os carrapaticidas de uso em bovinos) ou como inseticidas domiciliares (Fernandes & Silva, 1999), em dosagens e aplicações variadas, sem prévio estudo científico (Fernandes et al., 1997b). Franc & Cadiergues (1999), diferente dos resultados supracitados, relataram eficácia de 95% contra R. sanguineus após 48h em tratamentos com xampu de deltametrina. Contudo, essa metodologia difere das autorizadas para o diagnóstico de resistência a acaricidas que, como particularidade empregam larvas em jejum in vitro (Stone & Haydock, 1962; FAO, 1971; Leite, 1988; FAO, 1995).

Apesar da eficiência in vitro da cipermetrina a 300ppm, há necessidade da realização prévia de ensaios toxicológicos em cães para sua recomendação nessa concentração elevada. Resultados semelhantes foram apresentados por Fernandes et al. (1998) que obtiveram 86,0% de mortalidade de larvas pela cipermetrina 15% em dosagem elevada (3ml/l), após 36 horas de exposição ao acaricida e por Alcaíno et al. (1995), no Chile, que obtiveram 85% de redução de carrapatos em cães infestados, com aplicação epicutânea de cipermetrina.

Castellà Espuny et al. (1994), na Espanha, por meio do método de "tea-bag", obtiveram índices sempre menores que 90% de inibição da eclosão de larvas desse ixodídeo ao utilizar deltametrina, e maiores ao usar cipermetrina e permetrina. Os resultados do presente trabalho concordam com os desses autores, pois dispõem em ordem decrescente de eficiência larvicida a permetrina, cipermetrina e deltametrina. Acredita-se que a recente introdução da permetrina no Brasil, em formulações específicas para combate de ectoparasitos em cães e gatos, colaborou para a eficácia encontrada. Stone et al. (1994), na Austrália, também relataram eficácia desse piretróide em testes para o controle de Ixodes holocyclus (Acari: Ixodidae) e Ctenocephalides felis (Siphonaptera: Pulicidae).

O dispositivo de contenção de larvas utilizado no presente trabalho (Fernandes, 1997b), por ser manuseado fechado, eliminou o risco de se confundir movimentação espontânea de larvas vivas com movimentação de larvas mortas, motivadas pela respiração de quem as observa. Não demonstrou toxicidade por não apresentar mortalidade no grupo controle. Testado neste trabalho na contenção de 1.604 larvas, com média de 22,8 e 23,4 larvas respectivamente para os grupos teste e controle, demonstrou ser seguro, não permitindo o escape das larvas.

Caracterizando o perfil toxicológico dos piretróides, que não diferiu entre si, observou-se ao microscópio estereoscópico a seqüência de efeitos toxicológicos: de início maior excitação das larvas, movimentação repetitiva, progressiva diminuição da capacidade locomotora, tremores, prostração (em decúbito dorsal ou ventral), estendimento das patas com aumento do desprendimento, movimentação apenas dos palpos, paralisia que evoluiu para a recuperação dos movimentos ou para a morte. Algumas larvas (1,9%), ainda vivas, apresentaram aumento de líquido e gases no seu interior, inicialmente com dilatação de pequenas áreas da cutícula (proterosoma, histerosoma, ou patas), e evolução para o comprometimento progressivo do idiosoma e morte. O efeito "knock-down", característico da ação de piretróides sobre artrópodes e confundível com morte por inibição reversível dos movimentos (Hervé, 1983), foi observado em culicíneos na 36ah de exposição à deltametrina por Silva et al. (1993) e por Fernandes (1996), embutindo uma falsa mortalidade de até 16,5%. A ocorrência desse efeito toxicológico suscita a necessidade de observação da mortalidade por um tempo maior que 24h. Constatado por Fernandes et al. (1997, 1998) em R. sanguineus submetido à deltametrina e cipermetrina, respectivamente, o "knock-down" foi observado neste trabalho na 12ah em apenas 1,73%, 1%, 1,42%, 1,5%, 1,82% das larvas submetidas à permetrina 1250ppm, cipermetrina 300ppm, cipermetrina 150ppm, deltametrina 50ppm e 25ppm, respectivamente.

 

AGRADECIMENTOS

Meus agradecimentos ao Professor Dr. Ionizete Garcia da Silva e aos graduandos de Medicina Veterinária José Rubens Veríssimo da Silva e Oyama Rodrigues da Silva pelo auxílio parcial à realização deste trabalho.

 

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