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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.53 no.1 Belo Horizonte Feb. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352001000100018 

Uso de antimicrobianos como promotores de crescimento e resistência em isolados de Escherichia coli e de Enterobacteriaceae lactose-negativa da microflora fecal de frangos de corte

(Antimicrobial use as growth promoters and resistance for isolates of Escherichia coli and of Enterobacteriaceae lactose negative of the fecal microflora of broiler chickens)

 

R.P. Pessanha, P.P. Gontijo Filho*

Laboratório de Microbiologia, Departamento de Patologia.
Universidade Federal de Uberlândia – UFU
Av. Pará, 1720 - Umuarama
38405-320 Uberlândia, MG

 

Recebido para publicação, após modificações, em 28 de julho de 2000.
*Autor para correspondência
E-mail: gontijofilho@ufu.br

 

 

RESUMO

Foram coletadas amostras de fezes de aves durante um ciclo de criação (45 dias) e analisadas quantitativamente quanto à presença de Escherichia coli e de Enterobacteriaceae lactose-negativa (ELN). As contagens de colônias lactose-positivas e negativas foram realizadas em placas de ágar MacConkey e os isolados foram submetidos ao teste de susceptibilidade aos antimicrobianos in vitro, pela técnica de difusão em gel. Os números desses microrganismos estabilizaram-se na faixa de 106 UFC/g de fezes para E. coli, e de 105 UFC/g de fezes para ELN. A resistência e a multirresistência aos antimicrobianos de isolados de E. coli foram observadas em 98,6% e 65,7%, e nos de ELN em 98,1% e 84,6%, respectivamente. Os espectros de resistência de E. coli e ELN foram: 52 e 57% ao cloranfenicol, 51 e 67% à cefalotina, 48 e 84% à tetraciclina, 45 e 74% ao ácido nalidíxico, 42 e 57% à ampicilina, 28 e 55% a sulfametoxazol + trimetoprim e 26 e 22% à gentamicina, respectivamente. O estudo demonstrou que os frangos de corte podem funcionar como reservatórios de genes de resistência a antibióticos importantes em medicina veterinária e humana.

Palavras-chave: Frango, bactéria resistente, antibiótico

 

ABSTRACT

In this investigation samples of broiler chicken faeces were collected, during one breeding cycle (45 days). The samples were quantitatively analyzed regarding the presence of Escherichia coli and of Enterobacteriaceae lactose negative (ELN). The positive and negative lactose colony counting were carried out in agar MacConkey plates and the isolates were submitted to in vitro antimicrobial susceptibility tests, by agar disk diffusion method. For E. coli the number of these microrganisms stabilized around 106 CFU/g of faeces, and of 105 CFU/g for ELN. The resistance and multirresistance results to antimicrobials of E. coli isolates were observed in 98.6% and 65.7%, and 98.1% and 84.6% to ELN, respectively. The E. coli and ELN resistance rates were: 52 and 57% to chloramphenicol, 51 and 67% to cephalothin, 48 and 84% to tetracycline, 45 and 74% to nalidixic acid, 42 and 57% to ampicillin, 28 and 55% to sulphametoxazole + trimethoprim and 26 and 22% to gentamicin, respectively. The study demonstrated that broiler chickens may act as important antibiotic resistant gene reservoirs for veterinary and human medicine.

Keywords: Chicken, resistant bacteria, antibiotic

 

 

INTRODUÇÃO

A administração de certos antibióticos e quimioterápicos em pequenas concentrações e de forma contínua à ração de aves proporciona aumento significativo do ganho de peso e melhor conversão alimentar (Robblee & Biely, 1970; Fernandez et al., 1973; Griffin, 1980; Soares, 1996). Esse emprego é freqüentemente referido como subterapêutico porque a quantidade utilizada é inferior àquela usada no tratamento de doenças específicas (Young, 1994).

Vários experimentos indicam que os promotores de crescimento proporcionam diminuição do número de bactérias aderidas à mucosa intestinal, o que reduz a competição por nutrientes com o hospedeiro, diminuição de bactérias produtoras de toxinas e amônia, que prejudicam a absorção dos nutrientes, e conseqüentemente diminuição das células inflamatórias na parede intestinal e do grau de descamação e renovação das vilosidades intestinais (Armstrong, 1986; Henry et al.,1987; Izat et al., 1989). No entanto, há crescentes indicações de que o uso rotineiro de antibióticos como promotores de crescimento em rações de animais e peixes pode diminuir a capacidade dessas drogas de curar infecções em pessoas e animais, pois essa prática pode ser responsável pela emergência e manutenção de bactérias patogênicas multirresistentes aos antibióticos (Manie et al., 1998; Grady, 1999).

No Brasil a questão é ainda mais significativa em função de problemas tais como: baixo índice de controle sanitário em muitos dos criatórios, falta de saneamento básico, vigilância sanitária precária na utilização dessas drogas e venda livre em farmácias (Claude, 1994).

Embora seja geralmente aceito que o emprego de agentes antimicrobianos em animais resulte em aumento na prevalência de bactérias resistentes na microflora normal do intestino, poucos estudos foram capazes de mostrar uma ligação direta entre a exposição aos antibióticos e a presença de bactérias resistentes nos animais, devido à incapacidade de distinguir claramente entre os animais expostos e não expostos aos antibióticos. Gellin et al. (1989) relataram a influência da utilização de antibióticos em bactérias Gram negativas da microflora fecal de porcos.

Os objetivos desta investigação foram verificar o impacto do uso de um quinoxalínico como promotor de crescimento, nas diferentes fases do ciclo de criação de frangos de corte, quanto à presença de isolados de Escherichia coli e de Enterobacteriaceae lactose-negativas na microflora fecal e verificar o espectro de resistência destes isolados aos diferentes grupos de antimicrobianos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi realizado no período de setembro a dezembro de 1999. As aves foram criadas na granja Mix Fort, localizada na cidade de Uberlândia, MG, em um galpão de 1200m2 com capacidade para 10.000 aves.

A alimentação consistiu em quatro tipos de ração (pré-inicial, inicial, crescimento e abate), com as concentrações de quinoxalínico (promotor de crescimento) referidas a seguir: pré-inicial (1 a 7 dias), 9.000mg, inicial (8 a 23 dias), 6.000mg, crescimento (24 a 37 dias), 3.000mg e abate (38 a 45 dias), 3.000 mg/ton. Os principais componentes das rações foram: milho moído, sorgo moído, farelo de soja, farinha de carne, protenose, calcário, sal moído, suplemento vitamínico com aditivo e suplemento mineral.

Foram coletadas três amostras de fezes por dia, três vezes por semana, durante seis semanas, com o auxílio de uma espátula estéril e frascos plásticos estéreis, de diversos pontos do galpão. Elas foram transferidas para o laboratório em tempo inferior a duas horas e processadas imediatamente.

Foi preparada uma suspensão a 1% de cada amostra em salina, com o auxílio de pipeta Pasteur e agitador Vórtex. Volumes de 0,1ml dessa suspensão e de diluições em salina (10-2, 10-4) foram inoculados na superfície de placas de ágar MacConkey, incubadas a 37ºC, por 24 a 48 horas. As colônias lactose-positivas e negativas foram quantificadas como unidades formadoras de colônia por grama de fezes (UFC/g). Duas colônias lactose-positivas e duas negativas de cada amostra de fezes foram inoculadas em ágar estoque, incubadas a 37ºC por 24 horas e estocadas em congelador a –25ºC.

Os testes de susceptibilidade às drogas foram realizados pela técnica de difusão em gel, usando os procedimentos padronizados pelo NCCLS ("National Commitee for Clinical Laboratory Standard"), utilizando-se os seguintes discos de antimicrobianos: ampicilina (AMP), cefalotina (CEF), cloranfenicol (CLO), tetraciclina (TET), gentamicina (GEN), ácido nalidíxico (NA) e sulfametoxazol + trimetoprim (SFT). Como controle foi utilizada a E. coli ATCC (Barry & Thornsberry, 1991).

Análises de variância foram realizadas utilizando-se o "software" SANEST. Os dados foram transformados em raiz quadrada de x + 0,5, e para as comparação entre médias foi utilizado o teste de Tukey com 5% de probabilidade (Zonta & Machado, 1986).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As contagens de colônias viáveis de Escherichia coli e membros da família Enterobacteriaceae lactose-negativa (ELN) nas diferentes fases de criação estão na Tab. 1. Os números desses microrganismos estabilizaram-se na faixa de 106 UFC/g a partir do uso da ração inicial para E. coli, e de 105 UFC/g, quando do emprego da ração de crescimento, para ELN.

 

 

A porcentagem total de isolados de E. coli resistentes nas fezes não diferiu estatisticamente em relação à de ELN (98,6% versus 98,1%), entretanto as porcentagens desses microrganismos resistentes a três ou mais antibióticos foram estatisticamente diferentes (84,6% versus 65,7%; Tab. 2). Resultados semelhantes foram obtidos por Gellin et al. (1989) ao mostrarem que a resistência também foi mais freqüente nas bactérias não fermentadoras de lactose do que entre as fermentadoras. Os resultados evidenciam que a presença de bactérias Gram negativas da família Enterobacteriaceae resistentes e multirresistentes já eram prevalentes quando das primeiras coletas na granja, observando-se pouca variação nas suas freqüências ao longo do ciclo de criação. No entanto, a elevada taxa de isolados multirresistentes de E. coli e ELN sugere um mecanismo plasmidial de mediação dessa resistência, cuja presença seria favorecida pela ação pressora do quinoxalínico.

 

 

As taxas de resistência aos diferentes antimicrobianos de isolados de E. coli e ELN estão na Tab. 3. Em relação à primeira, as taxas mais altas foram, pela ordem, cloranfenicol (52%), cefalotina (51%), tetraciclina (48%), ácido nalidíxico (45%) e ampicilina (42%), e as menores, sulfametoxazol + trimetoprim (28%) e gentamicina (26%). Com relação a ELN, as maiores taxas foram para tetraciclina (84%), ácido nalidíxico (74%), cefalotina (67%), cloranfenicol (57%) e ampicilina (57%), e as menores, sulfametoxazol + trimetoprim (55%) e gentamicina (22%), coincididindo com a mesma ordem observada para E coli.

 

 

A tetraciclina é muito utilizada profilaticamente em frangos de corte (Manie et al., 1998). Taxas elevadas de resistência tanto para isolados de E. coli quanto para de ELN incluíram a tetraciclina. Em estudo realizado nos EUA envolvendo salmonelas resistentes a drogas em humanos e animais, verificou-se que a proibição do uso de tetraciclinas com finalidade profilática em rações acarretou redução significativa de salmonelas resistentes a esse antimicrobiano, tanto em humanos quanto em suínos (Manie et al., 1998).

Altas taxas de resistência também foram verificadas com o ácido nalidíxico, com os beta-lactâmicos (ampicilina e cefalotina) e com o cloranfenicol para os dois grupos de microrganismos. Quanto à associação sulfametoxazol + trimetoprim, a alta resistência ocorreu somente para ELN (55%). O ácido nalidíxico corresponde ao mesmo grupo de antimicrobianos do quinoxalínico, substância utilizada como promotor de crescimento nas rações dos frangos.

Os beta-lactâmicos são os antibióticos mais utilizados na prática médica, o que resulta em preocupação com as elevadas taxas de resistência desses microrganismos de importância médica (Shlaes et al., 1997). Em muitos países do mundo, como é o caso do Brasil, apesar de a escolha do antimicrobiano para utilização terapêutica estar restrita a razões econômicas, predominam nos hospitais infecções associadas a bactérias multirresistentes, para as quais se faz necessária a utilização de antibióticos de última geração (Pannuti & Grinbaum, 1995).

Dentre os antibióticos clássicos, o cloranfenicol tem papel importante na medicina veterinária. Ele foi uma das primeiras drogas antimicrobianas ditas de largo espectro a ser empregada rotineiramente (Paiva Netto, 1989). Na medicina humana, sua prescrição está usualmente restrita a hospitais, muito reduzida em razão de existirem outras opções menos tóxicas (Calia,1992). O Ministério da Agricultura e Abastecimento em portaria recente (Brasil, 1998) proibiu sua utilização na prática veterinária, ao considerar que a presença de resíduos na carne, leite e ovos, oriundos de animais tratados, pode constituir risco à Saúde Pública. As taxas de resistência de 52% para os isolados de E. coli e 57% para os de ELN devem ser atribuídas à presença de genes responsáveis pela resistência fazendo parte de plasmídeos, cuja presença é favorecida pela utilização do quinoxalínico.

Embora muitos fatores possam influenciar a maior ou menor resistência da bactéria ao antibiótico no homem ou nos animais, as duas principais forças de pressão para que isso ocorra são a prevalência de genes de resistência e a extensão do uso do antimicrobiano. Se a flora possui genes de resistência e a comunidade utiliza a droga persistentemente, bactérias capazes de sobreviver ao fármaco irão emergir e se multiplicar. A administração de antibióticos afeta as bactérias que estão no ambiente, nas pessoas e nos animais. Assim a resistência aos antibióticos que emerge em um lugar ou organismo pode se disseminar de forma ampla. A utilização de antimicrobianos em doses baixas como a utilizada em rações de aves é a fórmula perfeita para a seleção crescente de bactérias resistentes nas aves tratadas, as quais podem passar os microrganismos resistentes aos profissionais que têm contato com elas ou para as pessoas que preparam e consomem o produto delas oriundo (Levy,1999).

 

CONCLUSÕES

O estudo demonstrou que os frangos de corte podem funcionar como reservatórios de genes de resistência a antibióticos importantes em medicina veterinária e humana. Embora a situação possa estar mais relacionada com as condições sanitárias da granja investigada, o uso do promotor de crescimento na ração pode contribuir para a prevalência dos isolados multirresistentes observados.

 

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