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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.53 no.4 Belo Horizonte Aug. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352001000400015 

Concentração de progesterona e de estradiol 17-b e características ultra-sonográficas da vesícula embrionária no início da gestação em éguas Puro Sangue Inglês

[Progesterone and estradiol 17-b concentration, and ultrasonic images of the embryonic vesicle during the early pregnancy in Thoroughbred mares]

 

L.E.S. Ferraz1*, W.R.R. Vicente1, P.R.R. Ramos2

1Departamento de Reprodução Animal da FCAV- UNESP-Jaboticabal
2
Departamento de Biofísica, IB-UNESP, Botucatu-SP

 

Recebido para publicação em 27 de junho de 2000.
Recebido para publicação, após modificações, em 17 de julho de 2001.
*Endereço para correspondência:
Rua Isaac Theodoro de Lima, 629/12
14020-540 - Ribeirão Preto, SP
E-mail: leferraz@uol.com.br

 

 

RESUMO

Associaram-se dosagens séricas de progesterona e estradiol 17-b, realizadas durante os primeiros 36 dias de prenhez em 30 éguas PSI, com exames ultra-sonográficos, para verificar fenômenos que ocorrem com a vesícula embrionária. As éguas foram divididas em dois grupos de 15 animais, o primeiro constituído por éguas paridas e o segundo por éguas virgens ou vazias na estação anterior. Por meio da ultra-sonografia foram verificados fenômenos de mobilidade, fixação e orientação da vesícula embrionária. As concentrações séricas de progesterona e estradiol 17-B variaram (P<0,01) durante o período estudado porém não foi possível estabelecer uma correlação entre concentrações desses hormônios com desenvolvimento da vesícula embrionária. A concentração de estradiol 17-b circulante foi maior (P<0,01) nas éguas paridas.

Palavras-chave: Égua, progesterona, estradiol 17-b, ultra-som, prenhez

 

ABSTRACT

Measurements of progesterone and estradiol 17-b concentrations within the first 36 days of pregnancy were taken in order to study the relationship between their concentrations and the ultrasound embryonic vesicle examination in 30 Thoroughbred mares. Two groups of 15 animals each were used, one consisting of maiden or barren mares from the previous breeding season, and the other one of foaling mares. The phenomena of mobility, fixation and orientation of the embryonic vesicle were studied, and no relationship between hormone concentration and the development of the concept was found. The concentration of oestrogens was higher (P<0.01) in the foaling mares.

Keywords: Mare, progesterone, estradiol 17-b , ultrasound, pregnancy

 

 

INTRODUÇÃO

O início da gestação em qualquer espécie, e em particular na eqüina, é marcado por vários acontecimentos. Durante esse período o útero e os ovários da égua, assim como o embrião, passam por várias modificações, adaptando-se à nova condição. Entre essas modificações cita-se a alteração dos níveis séricos de progestágenos e estrógenos.

Os progestágenos são hormônios que colaboram com a manutenção da prenhez (Allen, 1993). No início da gestação eles são em sua maioria de origem ovariana, atingindo um pico aos 25 dias de prenhez e outro em torno de 90 dias (formação dos corpos lúteos secundários). A partir dos 150 dias os progestágenos têm origem na placenta e apresentam aumento significativo nas proximidades do parto (Holtan et al., 1975; Nett et al., 1976; Caldas et al., 1990).

No início da gestação os estrógenos encontram-se em níveis muito baixos, ocorrendo elevação por volta de 35 a 60 dias devido ao aumento da atividade ovariana. A partir do 80º dia observa-se incremento da concentração de estrógenos, atingindo pico por volta de 210 dias, proveniente das gônadas fetais. O declínio da concentração ocorre até o momento do parto (Nett et al., 1975). Tsumagari et al. (1991) relatam que os níveis de estradiol 17-b são irrisórios no início da gestação, alcançando valores de 25±16pg/ml no quarto mês de gestação e atingindo o pico de 130/400 pg/ml ao redor do nono mês.

No início da década de 80 proliferaram os exames ultra-sonográficos por via transretal, com o intuito de se observar estruturas internas e órgãos reprodutores na égua (Palmer & Driancourt, 1980; Ginther, 1984; Squires et al., 1988). Na espécie eqüina tornou-se possível identificar a vesícula embrionária no interior do útero já a partir do nono dia de gestação, sendo o exame confiável em todos os animais no 12º após a fecundação (Palmer & Driancourt, 1980; Villahoz et al., 1983; Ginther, 1984).

No início de seu desenvolvimento intra-uterino o embrião eqüino caracteriza-se pela intensa movimentação no útero, o que também parece estar ligado ao mecanismo de reconhecimento da prenhez (Sharp, 1980; Ginther, 1986). Durante a fase inicial da prenhez, a vesícula embrionária eqüina movimenta-se várias vezes ao dia por todo o lume uterino (fenômeno de mobilidade embrionária). Fenômenos de fixação da vesícula embrionária (cessação da mobilidade embrionária) e orientação do embrião (rotação da vesícula embrionária de maneira que o polo embrionário se localize na face ventral da vesícula) podem ser também observados (Ginther, 1983; Leith & Ginther, 1984; Ginther, 1986). Eles ocorrem de acordo com padrões previamente estabelecidos. Falhas no seu mecanismo podem estar relacionados à perda embrionária precoce (Ginther, 1985; Ginther, 1986).

Este trabalho teve por objetivo mensurar os níveis séricos de progesterona e de estradiol 17-b durante os primeiros 36 dias de gestação, comparando-os e correlacionando-os com o desenvolvimento da prenhez.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizadas 30 éguas da raça Puro Sangue Inglês (PSI), com idades entre 3 e 16 anos, em plena atividade ovariana e comportamento sexual normal. Os animais foram considerados hígidos por estarem com ótimo escore corporal, sob rígido controle parasitário e não apresentarem qualquer patologia reprodutiva que acarretasse queda de fertilidade. As éguas pertenciam ao Haras Pirassununga, Boituva - SP. O experimento foi conduzido entre os meses de agosto e dezembro.

Os animais foram divididos em dois grupos de 15 indivíduos. O primeiro grupo foi composto por éguas virgens ou vazias na estação de monta anterior, e o segundo por éguas paridas (com potro ao pé). Elas foram trazidas às cocheiras duas vezes ao dia para serem arraçoadas e submetidas aos exames de palpação retal e ultra-som.

Considerou-se como zero o dia da detecção da ovulação, e a partir daí realizaram-se colheitas periódicas de sangue nos dias 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 25, 30 e 36 da gestação.

As colheitas de sangue foram feitas sempre às oito horas, por punção da veia jugular, utilizando agulhas descartáveis acopladas a tubos Vacutainer (Becton Dickinson, England.) sem anticoagulante. Após a colheita, os tubos foram colocados em repouso para que houvesse formação do coágulo e separação do soro. Ato contínuo, o soro foi colocado em frascos de vidro esterilizados devidamente identificados e armazenados a –18° C para posterior análise dos níveis de progesterona e estradiol 17-b.

Os exames ultra-sonográficos foram realizados com Scanner 210 DX-II (Aloka Co., Japan.) e transdutor linear UST - 5813-52 de 5mhz para uso endoretal. A técnica do exame ultra-sonográfico descrita por Ginther (1986) consistia em percorrer o transdutor por via retal, com o objetivo de visualizar todo o trato genital interno da égua, incluindo os dois ovários com os respectivos cornos uterinos e o corpo do útero. Realizaram-se dois exames por dia, um pela manhã, entre 7 e 8 horas, e outro à tarde, entre 17 e 18 horas (Ginther, 1986). Os exames ultra-sonográficos visando o acompanhamento da prenhez foram realizados nos dias 12, 15, 18, 21, 25, 30 e 36 da gestação.

As dosagens de progesterona e de estradiol 17-b foram feitas utilizando-se radioimunoensaio (RIE) em fase sólida, com kits comerciais (COAT-A-COAT - Diagnostics Products Co., USA.) desenvolvidos para avaliação quantitativa dos hormônios, sem qualquer tipo de extração química e processo de purificação, valendo-se do I125 como elemento radioativo traçador. As amostras de sangue e os reagentes específicos para cada hormônio foram descongeladas e homogeneizadas até atingirem a temperatura ambiente. Os procedimentos utilizados nas dosagens hormonais foram aqueles especificados pelo fabricante do conjunto de reagentes comerciais. As contagens de radioatividade foram conduzidas utilizando-se um contador automático de poço, modelo Cobs Gamma (Roche Diagnostic Co., USA.), calibrado automaticamente para I125. Os resultados foram obtidos pelo uso de programa específico de computador.

As respostas hormonais não apresentaram homocedasticidade, razão pela qual foram submetidas à transformação logarítmica log (X+1), em que X é a quantificação individual do hormônio.

O diâmetro da vesícula embrionária e os dados hormonais transformados foram analisados segundo um delineamento em parcelas subdivididas, com os tratamentos como condição da égua e como subtratamento, o tempo de gestação, com 15 repetições (éguas) por tratamento.

Os valores séricos médios obtidos foram comparados pelo teste de Tukey (entre grupos dentro de cada tempo), e a evolução das parcelas ao longo do tempo (dentro do grupo) foram analisadas segundo regressão polinomial até o terceiro grau.

 

RESULTADOS

A concentração de progesterona não diferiu entre grupos (Tab. 1), mas sua variação foi significativa no decorrer do tempo observado, a qual se comportou segundo uma regressão de terceiro grau (P<0,01) (Fig.1).

 

 

 

 

A concentração de estradiol 17-b diferiu entre grupos (Tab. 1), e se comportou segundo uma regressão linear (P<0,01) ao longo do tempo, observando-se queda na concentração com o avançar da gestação (Fig. 2) em éguas paridas. As éguas virgens ou vazias apresentaram concentração irrisória de estradiol 17-b.

 

 

Quanto ao desenvolvimento da vesícula embrionária (Tab. 1) não foi verificada diferença entre grupos (P>0,05; Tab.1). A análise de regressão indicou aumento (P<0,01) do diâmetro da vesícula ao longo do tempo segundo uma equação de terceiro grau (Fig. 3) para ambos os grupos. Apesar de as éguas paridas apresentarem a vesícula embrionária ligeiramente maior que as éguas virgens e vazias durante todo tempo de observação, não se pode afirmar que a maior concentração de estradiol 17-b seja a responsável pelo maior desenvolvimento da vesícula embrionária.

 

 

Concentrações mais elevadas de estradiol 17-b foram também observadas segundo a ordem do estro e provavelmente estão relacionados à gestação anterior, isto é, éguas que ficaram prenhes no primeiro ou segundo estro pós-parto apresentaram níveis de estradiol 17-b significativamente maiores do que as que emprenharam a partir do terceiro estro.

Quanto à mobilidade e fixação da vesícula embrionária, as observações deste trabalho são semelhantes às relatadas na literatura. Durante os exames ultra-sonográficos realizados no 12° e 15° dias observou-se uma vesícula embrionária migrante, e nos exames feitos a partir do 18º dia a vesícula embrionária já estava fixada na porção distal de um dos cornos uterinos. Quanto à orientação, ela se deu da mesma forma, ou seja, o embrião começou a se desenvolver na porção ventral da vesícula, migrando posteriormente para o seu dorso. Estes fenômenos foram observados na gestação normal, não sendo objetivo determinar com precisão o momento exato de suas ocorrências, uma vez que necessitaria de metodologia própria com adoção de exames ultra-sonográficos mais freqüentes.

 

DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

No início da gestação as observações deste trabalho foram semelhantes às relatadas na literatura, com exceção do fato de se encontrarem éguas com dosagem de estradiol 17-b, muito acima do esperado. Cabe salientar que todas as éguas paridas apresentaram altos níveis de estradiol 17-b ao contrário das éguas virgens e vazias, nas quais por várias vezes não foi possível detectar estradiol 17-b sérico.

A maioria dos autores relata que a concentração de estrógenos no início da gestação é irrisória (Nett et al., 1975; Zavy et al., 1984; Tsumagari et al., 1991) e não mencionam o fato de éguas paridas terem alta concentração de estradiol 17-b circulante. Zavy et al. (1984) relataram concentrações de estradiol 17-b séricos inferiores a 5 pg/ml no início da gestação apesar de constatarem altas concentrações (200-400 pg/ml) no fluido uterino. Weedman et al. (1993), ao pesquisar a concentração de estradiol 17-b durante a foliculogênese, observaram que éguas em anestro ou na fase de transição estacional apresentam concentrações inferiores de estradiol 17-b ao de éguas durante a estação de monta. Concentrações maiores de estradiol 17-b estariam relacionados a um maior diâmetro dos folículos, porém não atingiram mais que 25 pg/ml.

A observação de concentração mais elevada de estradiol 17-b em éguas paridas coincide com a verificada por Allen et al. (1995) em experimento cujo objetivo era o de estabelecer o melhor momento para a inseminação a partir das dosagens séricas de progesterona e estradiol 17-b. Neste experimento as éguas paridas apresentaram concentrações de até 60 pg/ml, enquanto éguas virgens ou vazias na estação anterior não atingiam mais que 20 pg/ml.

Aurich et al. (1996), em um estudo sobre os efeitos de opióides endógenos na inibição da liberação de LH, sugerem que tal condição se dá sob baixa concentração de estrógenos, situação que ocorre durante o anestro e na fase de transição estacional. O fato de as éguas paridas apresentarem alta concentração de estradiol 17-b inibiria a ação desses opióides, permitindo uma secreção normal de LH, o que pode explicar porque a maioria delas apresentam cio do potro com ovulação, independentemente da época de parição, justificando tal condição.

Por meio do ultra-som foi possível observar os fenômenos pelos quais a vesícula embrionária passou no início da gestação, sem que eles fossem afetados por uma maior, ou menor, concentração dos hormônios quantificados. Gastal et al. (1996) acreditam que a fixação do embrião se dá pelo fato de que a vesícula ao se desenvolver atinge diâmetro superior ao do lúmen uterino, perdendo a facilidade para se movimentar no seu interior. O ligeiro aumento no tamanho da vesícula no grupo de éguas paridas coincide com a concentração mais elevada de estradiol 17-b, porém não foi possível estabelecer correlação entre essas duas características. A pequena diferença de tamanho das vesículas entre os grupos pode ser devida ao menor tônus do útero das éguas paridas.

 

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