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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.54 no.2 Belo Horizonte Apr. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352002000200003 

Padronização da determinação da velocidade de condução nervosa sensitiva dos nervos tibial e peroneal de cães clinicamente sadios, pela utilização de eletrodos de superfície

[Sensory nerve stimuli conduction evaluation standardization of tibial and peroneal nerves in healthy dogs using surface electrodes]

 

M.M. Feitosa1, M.H.M.A. Larsson2, W.S. Ushikoshi3, S.H.V. Perri1

1Curso de Medicina Veterinária – Universidade Estadual Paulista - Campus de Araçatuba
Rua Clóvis Pestana, 793
CEP 16050-680 – Araçatuba, SP
2Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Universidade de São Paulo
3Universidade de Guarulhos / Universidade Santo André

 

Recebido para publicação em 5 de junho de 2001.
Recebido para publicação, após modificações, em 7 de novembro de 2001.
E-mail: feitosam@fmva.unesp.br
Trabalho financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

 

 

RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo a padronização dos valores de referência de velocidade de condução nervosa sensitiva dos nervos tibial e peroneal em cães clinicamente sadios, pela utilização de eletrodos de superfície. Em todos os sítios de estimulação, captação, referência e terra foram utilizados eletrodos do "tipo jacaré", exceto na captação do estímulo no nervo peroneal, próximo à articulação fêmur-tibial, onde o registro só foi possível com a utilização de eletrodo de agulha. Foram utilizados 30 cães, 11 machos e 19 fêmeas, sem raça definida, com idade entre dois e seis anos. Os valores médios das medidas dos potenciais evocados pela estimulação sensitiva dos nervos tibial e peroneal foram: latência inicial, 1,82±0,30ms (1,30 a 2,55ms) e 1,57±0,29ms (1,01 a 2,16ms), amplitude de pico a pico, 96,48±45,78mV (41,6 a 214mV) e 121,25±57,49mV (54,8 a 299mV) e duração, 1,97±0,69ms (1,01 a 3,56ms) e 2,37±0,85ms (1,11 a 3,94ms), respectivamente. Os valores médios das medidas de velocidade de condução nervosa sensitiva dos nervos tibial e peroneal foram, respectivamente, 62,14+7,71ms (50,0 a 77,2ms) e 65,18+6,42ms (53,8 a 79,2ms), respectivamente.

Palavras-chave: Cão, condução nervosa sensitiva, nervo sensitivo, eletroneurografia

 

ABSTRACT

The standard values for the sensory conductance velocity of tibial and peroneal nerves of healthy dogs, using surface electrodes was determined. All the stimulating, recording, reference and ground electrodes were alligator clips, except for the recording electrode in the peroneal nerve, placed near the stifle joint, which consisted of a hypodermic needle. Thirty dogs of mixed breeds, 11 males and 19 females, aged between two and six years, were used. Sensory nerve action potentials from stimulation of the tibial and peroneal nerves averages were: for latency 1.82+0.30ms (1.30 to 2.55ms) and 1.57±0.29ms (1.01 to 2.16ms); for amplitude 96.48+45.78mV (41.6 to 214mV) and 121.25±57.49mV (54.8 to 299mV); and for duration 1.97+0.69ms (1.01 to 3.56ms) and 2.37±0.85ms (1.11 to 3.94ms), respectively. Sensory conduction velocity averages were: 62.14+7.71ms (50.0 to 77.2ms) and 65.18+6.42ms (53.8 to 79.2ms) for tibial and peroneal nerves, respectively.  

Keywords: Dog, sensitive nerve conduction velocity, electroneurography

 

 

INTRODUÇÃO

A confirmação da ocorrência de lesão em determinado nervo sensitivo é muitas vezes uma tarefa difícil. A determinação da velocidade de condução nervosa sensitiva pode complementar o exame clínico e auxiliar a localização da lesão, fornecendo informações que não poderiam ser obtidas por outros métodos (Chrisman, 1991; Chrisman & Clemmons, 1993).

Já foram descritos na literatura alguns métodos de determinação da velocidade de condução nervosa sensitiva com seus respectivos valores de referência para a latência, amplitude e duração dos potenciais de ação da condução nervosa. Esses valores variam de acordo com a metodologia utilizada. Em nenhum dos trabalhos já realizados foram utilizados eletrodos de superfície do "tipo jacaré", como estimuladores e captadores. A grande maioria dos autores utiliza eletrodos de agulha, o que torna o custo do exame mais elevado (Niederhauser et al., 1990; Redding et al., 1982). Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi determinar os valores de referência de velocidade de condução nervosa sensitiva dos nervos tibial e peroneal de cães, utilizando eletrodos de superfície do "tipo jacaré".

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados 30 cães clinicamente sadios, 11 machos e 19 fêmeas, com idades entre dois e seis anos, sem raça definida, com peso variando de 7 a 14kg. Os cães foram submetidos a exame físico geral incluindo o exame neurológico, a fim de se identificar distúrbio neurológico que interferisse com a padronização dos dados.

Os animais foram tricotomizados nos pontos de inserção dos eletrodos e a pele foi limpa e desengordurada com álcool. Inicialmente os cães foram submetidos a pré-anestesia com acepromazina (Acepran 0,2% - Univet) na dose de 0,055mg/kg por via intravenosa. Após 15 minutos foi realizada indução e manutenção anestésica com pentobarbital sódico (Hypnol 3% - Fontoveter) na dose de 15mg/kg por via intravenosa.

Para a realização dos testes eletrodiagnósticos utilizou-se equipamento de eletromiografia e potenciais evocados LBM-3 (BIO-LOGIC Systems Corporation, Neuro Diagnostics, Inc.). Nos estudos de condução nervosa foram avaliadas as seguintes características: latência, amplitude e duração dos potenciais de ação e velocidade de condução nervosa sensitiva. As medidas de latência, amplitude e duração dos potenciais foram automaticamente calculadas pelo aparelho. O tempo decorrido entre o artefato do estímulo e o início do potencial de ação (latência inicial) foi apresentado em milisegundos. A amplitude do potencial do pico negativo ao pico positivo (amplitude pico a pico) foi apresentada em microvolts. A duração do potencial foi registrada em milisegundos.

Após a inserção da distância (em milímetros) entre os eletrodos registrador e estimulador no aparelho, a velocidade de condução nervosa foi calculada automaticamente e apresentada em metros por segundo. A distância entre os pontos de estimulação e captação foi medida no membro estendido com fita métrica inelástica.

Para a estimulação utilizaram-se dois eletrodos do "tipo jacaré", posicionados cerca de 3cm de distância um do outro e acoplados ao estimulador manual. Os eletrodos registrador, referência e terra também eram do "tipo jacaré", exceto para o registro do nervo peroneal, no qual o eletrodo utilizado foi uma agulha monopolar de 0,4mm de diâmetro por 40mm de comprimento. Realizou-se a avaliação sensitiva dos nervos tibial e peroneal dos dois membros pélvicos.

Na avaliação do nervo tibial o eletrodo estimulador (catodo) foi colocado nos músculos interósseos plantares, com o ânodo sobre uma falange do quinto dedo. O eletrodo registrador foi colocado sobre a face lateral do terço distal da tíbia, próximo à veia safena, com o eletrodo referência 3cm proximal ao registrador, e o eletrodo terra sobre a tuberosidade calcânea. O nervo peroneal teve como sítio de estimulação (catodo) o tendão do músculo tibial cranial, com o ânodo colocado sobre um osso do tarso. O eletrodo registrador foi colocado caudalmente à articulação fêmur-tibial; o eletrodo de referência a 3cm de distância do registrador sobre o fêmur e o eletrodo terra entre o registrador e o estimulador, sobre a tíbia (Fig. 1).

 

 

Para a análise dos resultados utilizou-se o teste t de Student para duas amostras não independentes, com o objetivo de comparar os lados direito e esquerdo em relação aos valores de amplitude, latência, duração e velocidade de condução nervosa sensitiva. Para a comparação das velocidades de condução nervosa sensitiva entre os nervos foi realizada a análise de variância e o teste de Tukey para caracterizar as diferenças. Em todos os testes foi fixado em 5% o nível para rejeição da hipótese de nulidade (Zar, 1992).

 

RESULTADOS

Os resultados da estimulação sensitiva dos nervos tibial e peroneal são apresentados nas Tab. 1 e 2. Como não foram constatadas diferenças significativas entre as medidas dos potenciais produzidos e das velocidades de condução nervosa dos lados direito e esquerdo, são apresentadas as médias combinadas dos dois lados.

 

 

 

DISCUSSÃO

Antes da definição dos pontos de colocação dos eletrodos, testaram-se os vários sítios descritos na literatura e optou-se por aqueles de localização mais fácil, isto é, os que permitiam repetibilidade do experimento com menor margem de erro. Durante a colocação dos eletrodos estimulador, registrador e de referência manteve-se permanentemente entre eles distância aproximada de 3cm, seguindo as recomendações de Chrisman & Clemmons (1993), que salientaram os erros técnicos que ocorrem quando essa recomendação não é seguida. Para evitar erros nas medidas das distâncias entre os sítios de estimulação as medições foram padronizadas, sendo realizadas sempre com os membros estendidos e sobre o trajeto do nervo.

No início do experimento deparou-se com uma grande dificuldade na avaliação da neurocondução sensitiva, a tal ponto que nos quatro primeiros cães foram necessárias duas repetições até que se obtivessem resultados satisfatórios. Como a sensibilidade do aparelho é muito maior na avaliação sensitiva do que na motora, existe muita interferência no registro dos potenciais. Prova disso é que até recentemente as latências das respostas sensoriais eram medidas apenas pelo seu pico, pois o excesso de interferência tornava mais segura e precisa a aferição nesse ponto. Atualmente, com o advento da memória e dos pró-mediadores que permitem detectar pequenos potenciais por eliminarem interferências produzidas pelo funcionamento dos componentes eletrônicos do próprio equipamento, tornando visíveis as respostas elétricas biológicas de baixa amplitude, é possível medir os potenciais no início e no final de sua deflexão. O importante, quando da comparação de valores de amplitude e duração dos potenciais sensitivos, é que se conheça o tipo de equipamento utilizado e seus recursos, para que os dados possam ser utilizados como referência por outros pesquisadores (Pinto, 1996). No presente experimento os valores de latência, amplitude e duração dos potenciais foram determinados de forma precisa devido ao tipo de equipamento utilizado, que registra na tela do osciloscópio os pontos de início, final e picos dos potenciais de ação.

Inicialmente foram realizadas várias tentativas com a utilização de um eletrodo registrador do "tipo jacaré" na estimulação sensitiva do nervo peroneal. Entretanto, não foi possível a utilização desse tipo de eletrodo nesse ponto, devido à localização anatômica do nervo peroneal na região da articulação fêmuro-tíbio-patelar, dificultando a captação do estímulo na superfície. Dessa forma, optou-se pela utilização do eletrodo de agulha.

Não foram verificadas diferenças significativas entre os valores de latência dos potenciais evocados por meio de estimulação sensitiva dos lados direito e esquerdo nos nervos estudados. No caso da velocidade de condução nervosa sensitiva, como não existem as junções neuromusculares e, portanto, o retardo terminal não é importante, alguns autores trabalham diretamente com os valores de latência, pois se ela estiver retardada, a velocidade de condução nervosa também estará diminuída. No entanto, como os valores de latência dependem da distância entre os sítios estimulador e registrador, e como a maioria dos trabalhos em medicina veterinária não utiliza dados de latência, optou-se por trabalhar somente com a velocidade de condução sensitiva para avaliar a neurocondução.

Os valores de amplitude dos potenciais evocados de 5 a 250mV encontram-se dentro dos limites propostos por Holliday et al. (1977), mas ultrapassam os de 5 a 15mV descritos por Hoerlein (1978) e Chrisman & Clemmons (1993). Na estimulação sensitiva do nervo tibial, a amplitude média, 95,48 + 45,78mV, foi de 10 a 30 vezes maior do que a descrita por Nicca (1981) apud Nes (1986) e Redding et al. (1982). Nesses trabalhos o equipamento utilizado não possuía recursos que permitissem a captação de pequenos potenciais. As amplitudes obtidas na estimulação sensitiva do nervo peroneal foram maiores do que as do nervo tibial, provavelmente por ter sido utilizado um eletrodo do tipo agulha como registrador. Em relação aos valores descritos por Redding et al. (1982) e Niederhauser et al. (1990), a amplitude dos potenciais obtidos por estimulação do nervo peroneal neste experimento, 121,25 + 57,49 mV, chegam a ser de 10 a 60 vezes maiores. Parece que o motivo da discrepância entre os valores descritos e os aqui observados reside no tipo de equipamento utilizado acrescido ao fato da captação do estímulo ter sido realizada com eletrodo de agulha.

Os valores médios de duração dos potenciais evocados por estimulação sensitiva dos nervos tibial e peroneal, 1,97+0,69ms e 2,37+0,85ms, respectivamente, estão próximos aos descritos por Redding et al. (1982), que utilizaram praticamente os mesmos pontos deste experimento. No entanto, encontram-se abaixo dos descritos por Nicca (1981) apud Nes (1986) e Niederhauser et al. (1990), os quais utilizaram pontos de estimulação e captação diferentes dos utilizados neste experimento, justificando a diferença entre os valores obtidos, uma vez que entre os fatores que podem influenciar a neurocondução, os mais comuns estão na escolha dos pontos de estimulação, na colocação dos eletrodos de captação e na medida das distâncias. De acordo com Takakura & Inada (1983), Nes (1985) e Pinto (1996), não se admite a realização de um estudo baseado nos valores normais de um autor e na técnica de colocação de eletrodos de outro. O ideal seria que cada profissional possuísse os seus valores de referência. Como nem sempre isso é possível, deve-se tomar o cuidado de, ao escolher para parâmetro os resultados de um determinado autor, seguir com fidelidade a sua técnica, nos mínimos detalhes, desde o tipo de eletrodos utilizados até os pontos de estimulação e captação.

Não foram observadas diferenças significativas entre os valores da velocidade de condução nervosa sensitiva nos lados direito e esquerdo para os nervos tibial e peroneal. Para os nervos tibial e peroneal as velocidades de condução nervosa sensitiva, 62,14+7,71ms e 65,18+6,42ms, respectivamente, foram próximas às descritas por Redding et al. (1982) e superiores às relatadas por Binzegger (1976) apud Nes (1986).

A análise de variância e o teste de Tukey utilizados para a comparação das velocidades de condução sensitiva dos nervos estudados revelaram que não existem diferenças significativas entre os nervos tibial e peroneal, confirmando os relatos de Redding et al. (1982).

Apesar do uso de eletrodos subcutâneos aumentar a amplitude dos potenciais registrados quando posicionados exatamente sobre o trajeto exato do nervo, existe o inconveniente de que qualquer deslocamento do eletrodo pode levar a grandes alterações no tamanho e forma dos complexos, fazendo com que sua colocação seja trabalhosa e consuma muito tempo (Malik & Church ,1989). O uso de eletrodos de superfície do "tipo jacaré", como eletrodos estimuladores e registradores, facilita os estudos de neurocondução e diminui sensivelmente o custo do exame. No entanto, muitas vezes, por razões anatômicas ou devido a certas condições (por exemplo, áreas edematosas), faz-se necessário o uso de eletrodos de agulha. Conclui-se que é possível a utilização de eletrodos de superfície do "tipo jacaré" na avaliação da neurocondução sensitiva dos nervos tibial e peroneal, exceto para a captação do estímulo no nervo peroneal, na altura da articulação fêmuro-tíbio-patelar.

 

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