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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.54 no.4 Belo Horizonte July/Aug. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352002000400004 

Relação entre desempenho e infecções por nematódeos gastrintestinais em bovinos Nelore em crescimento

[Relationship between performance and infections by gastrointestinal nematodes in growing Nelore cattle]

 

C.V.J. Nicolau1, A.F.T. Amarante1, G.P. Rocha2, W.A.C. Godoy1

1Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista - UNESP
Caixa Postal 510
18618-000 – Botucatu, SP

2
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP-Botucatu

 

Recebido para publicação em 5 de junho de 2001
Recebido para publicação, após modificações, em 26 de setembro de 2001.
E-mail: btclonic@terra.com.br

 

 

RESUMO

Este estudo teve por objetivo verificar a associação entre o desempenho e a carga parasitária de 28 machos inteiros da raça Nelore (a partir de um ano de idade), naturalmente infectados por nematódeos gastrintestinais. De novembro de 1999 a junho de 2000, os animais foram pesados quinzenalmente, período no qual foram colhidas amostras de fezes e de sangue para a realização, respectivamente, de exames coprológicos e sangüíneos. Os dados da contagem de ovos por grama de fezes (OPG) ajustaram-se ao modelo de distribuição binomial negativa, indicando que a distribuição de nematódeos no rebanho é agregada. Não ficou evidenciada associação entre ganho de peso e contagem de OPG, e entre contagem de OPG e volume globular (VG). De 10 coeficientes de correlação entre ganho de peso e VG, oito foram negativos, mas apenas dois significativos (P<0,05). As estimativas de repetibilidade da contagem de OPG, LOG (OPG+1) e VG foram de 0,26, 0,25 e 0,33, respectivamente. Cooperia punctata foi a espécie mais freqüentemente encontrada parasitando os animais. Além dessa espécie, foram detectados os seguintes nematódeos: Haemonchus placei, Haemonchus similis, Trichostrongylus axei, Bunostomum phlebotomum e Oesophagostomum radiatum. O parasitismo por nematódeos gastrintestinais aparentemente não prejudicou o desenvolvimento dos animais estudados.

Palavras-chave: Bovinos, Cooperia, Haemonchus, ganho de peso, volume globular

 

ABSTRACT

This study was carried out to verify the association between the performance and the parasitic load of 28 growing Nelore bulls (one year old) naturally infected with gastrointestinal nematodes. From November/1999 to June/2000, the animals were weighed fortnightly and in this period fecal and blood samples were collected for laboratory analyses. The data of the egg counts per gram of feces (EPG) fitted into a negative binomial distribution model, indicating that the nematodes exhibit aggregated distribution. There was no clear evidence of association between the weight gain and the EPG or between the EPG counts and the packed cell volume (PCV). Eight of the 10 correlation coefficients between weight gain and PCV were negative, but only two were significant (P<0.05). The estimates of repeatability of the EPG, LOG (EPG + 1) and PCV were of 0.26, 0.25 and 0.33, respectively. Cooperia punctata was the species more frequently found and in heavier load parasitizing the animals. Besides this species, the following nematodes were observed: Haemonchus placei, Haemonchus similis, Trichostrongylus axei, Bunostomum phlebotomum and Oesophagostomum radiatum. The parasitism by these gastrointestinal nematodes at such loads apparently did not interfere with the growth of young bulls of the Nelore breed.

Keywords: Cattle, Cooperia, Haemonchus, weight gain, packed cell volume

 

 

INTRODUÇÃO

As infecções por nematódeos gastrintestinais em bovinos, quando maciças, podem causar a morte dos animais. A maior conseqüência do parasitismo é a morbidade, caráter crônico da infecção que tem como principal resultado o baixo índice de crescimento dos animais e o retardo na idade de abate (Bianchin & Melo, 1985; Pinheiro et al., 1999). A redução do ganho de peso de bovinos infectados com Haemonchus placei geralmente é acompanhada também por redução nos valores de volume globular (VG) (Gennari et al., 1991). Segundo O'Kelly et al. (1988), essa relação não é influenciada pelo grupo racial pois é a mesma tanto nas raças zebuínas como nas taurinas.

O diagnóstico das infecções causadas pelos nematódeos gastrintestinais baseia-se na contagem de ovos por grama de fezes (OPG). A contagem é considerada eficiente para se estimar a carga parasitária de bovinos (Bryan & Kerr, 1989). Amarante et al. (1999) constataram que é possível determinar em ovinos, com base nos valores de OPG e VG, a capacidade de resposta às infecções por nematódeos gastrintestinais. A contagem de OPG é considerada critério eficiente para selecionar rebanhos ovinos com resistência à verminose (Woolaston & Baker, 1996).

Os nematódeos geralmente apresentam distribuição agregada, seguindo o padrão de distribuição binomial negativa, ou seja, a maioria dos hospedeiros alberga poucos parasitas, enquanto que um número relativamente pequeno de hospedeiros concentra a maioria dos parasitas (Sréter et al., 1994; Stear & Murray, 1994). Esses animais são a principal fonte de contaminação ambiental com estádios de vida livre dos parasitas e, freqüentemente, são menos produtivos que os demais.

Os objetivos deste trabalho foram os de investigar a distribuição dos nematódeos gastrintestinais em bovinos jovens machos da raça Nelore e verificar a associação entre ganho de peso, contagem de OPG e valores de VG e determinar a repetibilidade dessas duas últimas variáveis.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado na área de produção de bovinos de corte da Fazenda Experimental da Universidade Estadual Paulista (UNESP), sediada no município de São Manuel (SP). A propriedade apresenta a pastagem dividida em 14 piquetes formados predominantemente por Brachiaria decumbens, Brachiaria humidicola e Brachiaria brizantha. A taxa de lotação variou de 1 a 5 animais/ha e o rodízio dos animais nos piquetes baseou-se na análise visual das condições da pastagem.

Foram utilizados 28 machos inteiros, puros de origem, da raça Nelore. Os animais eram filhos de seis reprodutores oriundos do programa de seleção adotado no plantel a partir de 1987, e apresentavam-se naturalmente infectados por nematódeos gastrintestinais. Os animais foram desmamados aos sete meses de idade com média de peso corrigido para 205 dias de 184,8 kg. A média de idade no início (11 de novembro) e ao final (8 de junho) do experimento foi de 308 e 518 dias, respectivamente. No início da prova de ganho de peso cada animal recebeu suplementação diária de 500g de milho, 500g de torta de algodão, 1 kg de cama de frango e sal mineral ad libitum.

O manejo sanitário ao qual os animais eram usualmente submetidos na fazenda não foi alterado. Antes do início do experimento foram tratados com ivermectina (IvomecÒ Merial) (0,2 mg/kg) e por ocasião do desmame com fosfato de levamisol (RipercolÒ L*150F Fort Dodge) (4,7 mg/kg). No início da prova foram tratados novamente com fosfato de levamisol. Após o término do experimento foram mais uma vez tratados com o mesmo anti-helmíntico, porém com dosagem mais alta (9,4 mg/kg). Esse procedimento foi realizado para verificar se havia parasitas com resistência ao levamisol ou se foi usada subdosagem, uma vez que as contagens de OPG continuaram relativamente elevadas após os tratamentos com a primeira dose indicada.

A partir do início da prova de ganho de peso, os animais foram pesados a cada 14 dias, após jejum de 18 horas. Nos mesmos dias das pesagens foram colhidas amostras de sangue e fezes. Nas de sangue determinou-se o VG pelo método do micro-hematócrito. Contagens de OPG foram realizadas nas amostras de fezes de acordo com o método modificado de Gordon & Whitlock (1939) – cada ovo contado representava 50 ovos/g. Larvas infectantes de nematódeos foram obtidas de culturas fecais (Roberts & O'Sullivan, 1950), as quais foram identificadas de acordo com Keith (1953).

O grau de contaminação da pastagem por larvas infectantes de nematódeos gastrintestinais foi estimado a cada saída e entrada dos animais nos piquetes; o capim foi colhido sempre no período da manhã, em um traçado em "W" previamente delineado no piquete de acordo com Taylor (1939). As amostras de capim foram colhidas próximas, distância inferior a 20cm, e longe de bolos fecais, distância superior a 20cm (Raynaud & Gruner, 1982), e processadas separadamente no laboratório conforme preconizado por Amarante & Barbosa (1995). As larvas infectantes (L3) foram identificadas (Keith, 1953), estimando-se o número de larvas infectantes por quilograma de matéria seca de forragem (L3/kg MS).

Com o objetivo de identificar as espécies de helmintos que infectavam os animais do experimento foram utilizadas duas bezerras traçadoras, ou seja, livres de infecções helmínticas. Antes de serem colocadas no piquete elas foram tratadas com anti-helmíntico e sete dias após o tratamento apresentaram contagem de OPG negativa. Os animais permaneceram junto ao rebanho durante 55 dias. Ao final desse período foram abatidos para remoção dos tratos gastrintestinal e pulmonar e recuperação dos nematódeos gastrintestinais. Foram colhidos 10% do conteúdo de cada órgão procedendo-se à digestão do abomaso e do intestino delgado (Ueno & Gonçalves, 1998). Após, foram realizadas contagem e identificação das espécies de nematódeos nas amostras (Ueno & Gonçalves, 1998).

Os dados de distribuição de freqüência obtidos a partir das contagens de OPG foram ajustados aos modelos de distribuição binomial negativa e de Poisson, com a finalidade de investigar se a distribuição era agregada ou aleatória. Para determinar o grau de agregação da contagem de OPG, o parâmetro k da distribuição binomial negativa foi estimado pelo método da máxima verossimilhança (Bliss & Fisher, 1953; Ludwig & Reynolds, 1988). O ajuste dos dados para distribuição binomial negativa e de Poisson foi testado usando a estatística de c2 de Pearson (Sokal & Rohlf, 1981). A correlação de Pearson (SAS, 1998) foi calculada entre as seguintes variáveis: ganho de peso acumulado (GPa), contagem de OPG transformada para LOG10(OPG+1) e VG. Para as duas últimas variáveis estimou-se a repetibilidade (Giannoni & Giannoni, 1987).

 

RESULTADOS

Os valores do c2 indicaram que o número de ovos eliminados nas fezes não apresentava distribuição aleatória (P<0,01). Para todos os dias de coleta os dados se ajustaram ao modelo de distribuição binomial negativa (Tab. 1), o que indica distribuição agregada dos nematódeos no grupo de animais estudados.

 

 

A contagem de OPG mais elevada ocorreu no início do experimento, decrescendo progressivamente até o final. Após o primeiro tratamento com anti-helmíntico, houve redução na contagem de OPG – a média aritmética decresceu de 378,6 para 71,4, o que implicou em redução de 81,1%. A cultura de fezes realizada 14 dias após o tratamento mostrou predominância de nematódeos do gênero Cooperia (Fig. 1). Após o segundo tratamento anti-helmíntico, com o dobro da dosagem recomendada pelo fabricante e administrado ao final do experimento, ocorreu redução acentuada na contagem de OPG (a média aritmética decresceu de 198,2 para 5,3, redução de 97,3%). Isso demonstra que a baixa eficácia do primeiro tratamento deveu-se provavelmente a subdosagem e não à resistência dos parasitas à droga.

 

 

As médias referentes ao VG e ao peso dos animais são apresentadas na Tab. 1. Os coeficientes de correlação entre GPa e VG obtidos ao longo do experimento foram em sua maioria negativos e próximos de zero (Tab. 2). Os coeficientes de correlação entre GPa e contagem de OPG foram baixos (variaram de -0,24 a 0,30) e não foram estatisticamente significativos (Tab. 2). O mesmo aconteceu com os coeficientes de correlação entre a contagem de OPG e VG, que apresentaram baixos coeficientes de correlação (de –0,25 a 0,27) também não significativos. As estimativas de repetibilidade (± desvio-padrão) das contagens de OPG, LOG10 (OPG+1) e VG foram de 0,26± 0,07, 0,25± 0,07 e 0,33± 0,07, respectivamente.

 

 

Os percentuais médios de L3 encontrados nas culturas são apresentados na Fig. 1. Houve predominância de larvas do gênero Cooperia, seguidas por larvas de Haemonchus. Foram ainda detectados nematódeos dos gêneros Trichostrongylus e Oesophagostomum. Quanto à contaminação das pastagens por larvas infectantes de nematódeos, as taxas mais elevadas foram registradas no início da prova de ganho de peso, com predominância de larvas de Cooperia spp. Tais valores foram mais elevados nas amostras colhidas próximas aos bolos fecais (média de 10380 L3/kg MS) do que nas colhidas longe (358 L3/kg MS). No final de março (aproximadamente aos 140 dias de experimento), também foram encontrados valores elevados de contaminação. Os outros gêneros encontrados na pastagem foram Haemonchus, Trichostrongylus e Oesophagostomum. Os dois primeiros apresentaram a maior contagem em janeiro (339 e 85 L3/kg MS, respectivamente) e o último em novembro (100 L3/kg MS).

O número médio de exemplares das diferentes espécies de nematódeos identificados nos animais traçadores foram: 212 Haemonchus placei, 34 Haemonchus similis, 62 Trichostrongylus axei, 23048 Cooperia punctata, 10 Bunostomum phlebotomum e 25 Oesophagostomum radiatum.

 

DISCUSSÃO

A distribuição da contagem de OPG nos bovinos foi semelhante às observadas em ovinos (Barger, 1985; Stear & Murray,1994; Sréter et al., 1994; Amarante et al., 1998), ou seja, mostrou-se agregada, com os dados ajustados ao modelo de distribuição binomial negativa. Com isso pode-se deduzir que um percentual relativamente reduzido de animais (os mais susceptíveis) albergaram a maioria dos parasitas e foram responsáveis pela maior parte da contaminação da pastagem por larvas infectantes.

O valor da repetibilidade das contagens de OPG verificado neste experimento (r=0,26) foi semelhante aos obtidos por Bekele et al. (1992), Amarante et al. (1998) e Stear et al. (2000), que trabalharam com ovinos naturalmente infectados com nematódeos gastrintestinais. Barger & Dash (1987), ao estudarem ovinos artificialmente infectados por H. contortus, obtiveram valores de repetibilidade próximos a 0,6. Mandonnet et al. (1996), que estudaram caprinos naturalmente infectados, encontraram r=0,47 para contagens de OPG realizadas semanalmente, valores que diminuíram à medida que aumentava o intervalo entre as amostragens.

A repetibilidade do VG observada (r=0,33) foi similar às verificadas em ovinos por Bekele et al. (1992) e Amarante et al. (1998) e superior à encontrada por Barger & Dash (1987) em ovinos artificialmente infectados com H. contortus. Em caprinos naturalmente infectados, Mandonnet et al. (1996) obtiveram valores iguais a 0,41 e 0,99 quando as amostras foram tomadas em intervalos de quatro meses e uma semana, respectivamente, o que demonstra a influência do intervalo entre as colheitas das amostras nos valores dos coeficientes: quanto maior for o intervalo, menor será o coeficiente.

Os coeficientes de correlação entre ganho de peso e contagem de OPG foram próximos a zero. Tais achados divergem das correlações negativas e significativas observadas por Ploeger & Kloosterman (1993) em novilhas de raças leiteiras, e por O'Kelly et al. (1988) em novilhas de corte. Em ovinos jovens, as correlações entre contagem de OPG e ganho de peso variam em função da raça dos animais e da espécie de nematódeo presente e são geralmente negativas (Bishop et al., 1996; Bisset et al., 1992; Eady et al., 1998; Boiux et al., 1998).

Em bovinos, O'Kelly et al. (1988) obtiveram coeficientes de correlação moderados e negativos entre VG e contagem de OPG, diferindo dos resultados deste trabalho. Os níveis baixos de infecção por parasitas hematófagos, como Haemonchus spp., verificados nos animais do presente experimento, provavelmente não chegaram a causar impacto negativo no VG, daí os baixos coeficientes de correlação observados.

No presente experimento, chamou a atenção a alta taxa de infecção por Cooperia punctata, e o nível relativamente baixo de infecções por outras espécies de nematódeos que apresentam grande patogenicidade como H. placei e O. radiatum.

O pequeno número de coeficientes de correlação significativos entre as três variáveis - ganho de peso acumulado, VG e contagens de OPG – permitiram deduzir que aparentemente o parasitismo por nematódeos gastrintestinais, com predominância de C. punctata, não foi prejudicial ao desenvolvimento dos bovinos avaliados.

 

AGRADECIMENTOS

Aos técnicos Maria Ângela B. Gomes, Antônio R. Gonzales, Valdir A. Paniguel e Márcia M. F. Bueno pelo auxílio prestado nas análises de laboratório; ao funcionário Ivo Donizetti Ferreira pelo auxílio nas atividades de campo e ao Prof. Dr. Carlos R. Padovani pelo auxílio nas análises estatísticas.

 

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