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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

versão impressa ISSN 0102-0935

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. v.54 n.4 Belo Horizonte jul./ago. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352002000400016 

Colimetria de água marinha em áreas de cultivo e extrativismo de mexilhões no município de Niterói, RJ

[Coliform enumeration in mussel-growing waters from Niteroi city, RJ-Brazil]

 

A.A. Pinheiro Jr.1, L.A.T. Oliveira2, R.M. Franco2, J.C.A.P. Carvalho2

1Pós-graduando da Faculdade de Veterinária da UFF
Rua Cândido Portinari, 633 - Golfe
25965-090 – Teresópolis, RJ
2
Depto. de Tecnologia de Alimentos da Faculdade de Veterinária da UFF

 

Recebido para publicação em 28 de julho de 2000.
Recebido para publicação, após modificações, em 9 de novembro de 2001.
E-mail: alfredo_pinheiro@uol.com.br

 

 

RESUMO

Analisaram-se amostras de água do mar de cinco pontos da Baía de Guanabara quanto ao número mais provável (NMP) de coliformes totais e de Escherichia coli usando-se o método fluorogênico, e verificaram-se o pH, a salinidade e a temperatura dos locais de colheita. As contagens de E. coli nas amostras das estações Icaraí, Boa Viagem e Santa Cruz foram, em média, acima do previsto na legislação, enquanto que nas estações Piratininga e Rio Branco, 92,9% e 100% das amostras tiveram contagens de E. coli menor que 3/100ml. Observou-se relação positiva entre coliformes totais e E. coli, enquanto que a correlação entre colimetria, pH, salinidade e temperatura da água não foi significativa. Temperatura e pH mostraram pouca variação entre as estações, sendo as médias de salinidade, coliformes totais e E. coli semelhantes em Icaraí, Boa Viagem e Santa Cruz. Piratininga e Rio Branco apresentaram médias diferentes destas e semelhantes entre si. Os resultados em Icaraí, Boa Viagem e Santa Cruz indicam provável impropriedade para o cultivo e/ou extrativismo de mexilhões destinados ao consumo, enquanto que os de Piratininga e Rio Branco indicam provável propriedade para a instalação de cultivo de mexilhões ou mesmo para depuração natural de mexilhões cultivados em águas contaminadas.

Palavras-chave: Coliformes, Escherichia coli, águas de cultivo, Baía de Guanabara

 

ABSTRACT

Water samples from five different sites on Guanabara Bay (Icaraí, Boa Viagem, Santa Cruz, Piratininga, and Rio Branco) were analyzed for estimated numbers of coliform and Escherichiacoli. Water pH, salt concentration, and temperature were measuredin the sampling place. E.coli countings for samples collected in Icaraí, Boa Viagem, and Santa Cruz were usually higher than the values legallyaccepted by the Brazilian Ministry of Agriculture. In Piratininga and Rio Branco, respectively, 92.3% and 100% of the sampleshad countings of lessthan 3 E.coli/100ml. A significant correlation was found between total coliforms and E. coli countings. The average water temperature and pH were equal in the investigated sites. By contrast, water salinity, total coliforms, and E. coli counts were statistically equal in Icaraí, Boa Viagem, and Santa Cruz, but different when compared to samples collected in Piratininga and Rio Branco. Nevertheless, samples collected in Piratininga and Rio Branco were statistically similar in these two sites. Results indicate that water from Icaraí, Boa Viagem, and Santa Cruz are unsuitable for cultivating and/or harvesting bivalves for human consumption.

Keywords: Coliform, Escherichia coli, water quality, Guanabara Bay

 

 

INTRODUÇÃO

O lançamento de resíduos de redes de esgoto no oceano implica necessariamente no acompanhamento das condições microbiológicas do ambiente marinho. Ele deve ser feito escolhendo-se alguns grupos bacterianos que indiquem qualitativa e quantitativamente as condições de salubridade das águas marinhas que recebem efluentes domiciliares (Vieiraet al., 1996).

Considerando-se a existência de contaminação fecal nas águas marinhas onde há despejo de esgoto, a biota do ecossistema também apresenta algum grau de contaminação. Neste caso, sob o aspecto da saúde pública, deve ser dada importância à pesquisa de coliformes na água de áreas de cultivo e extrativismo de espécies animais que se destinam ao consumo humano (West et al., 1985).

Os moluscos bivalves, como os mexilhões (Perna perna Linnaeus, 1758), são organismos micrófagos que se alimentam de microrganismos e partículas orgânicas mantidos em suspensão na água (Barnes, 1984). Segundo Brown & Dorn (1977), quando os mexilhões são criados em águas contaminadas com esgoto, esse processo geralmente resulta na acumulação de microrganismos patogênicos, bem como organismos planctônicos e suas toxinas.

Com relação à poluição marinha na área metropolitana do Rio de Janeiro e Niterói, a região da Baía de Guanabara é o ambiente que se apresenta mais empactado, com reflexos na coluna d'água, na biota e até mesmo nos sedimentos. Isso ocorre principalmente devido ao tempo ao qual ela está submetida à fontes de poluentes, à quantidade e variedade de substâncias descartadas e ao fato de possuir circulação relativamente restrita, a não ser ao longo do seu canal principal (Kjerfve et al., 1997). Diariamente são descartados na Baía de Guanabara cerca de 400 toneladas de efluentes domésticos, dos quais apenas uma pequena parte recebe algum tipo de tratamento, seis toneladas de lixo doméstico, sete toneladas de óleo, 0,3 toneladas de metais pesados e 64 toneladas de matéria orgânica de origem industrial (PDBG, 2000).

O objetivo deste trabalho foi determinar a qualidade microbiológica de águas marinhas de áreas de cultivo e extrativismo de mexilhões no Município de Niterói por meio da determinação do número mais provável (NMP) de coliformes totais e de Escherichia coli.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram realizadas coletas quinzenais, no período de janeiro de 1999 a outubro de 1999, de amostras de água do mar (80) em cinco pontos na Baía de Guanabara (Fig. 1): Estação 1- Enseada de Icaraí (extrativismo); Estação 2- Ilha da Boa Viagem (extrativismo); Estação 3- Fortaleza de Santa Cruz (cultivo); Estação 4- Piratininga (extrativismo); Estação 5- Forte Barão do Rio Branco (cultivo a ser implantado).

 

 

As amostras foram colhidas com frascos esterilizados, de vidro âmbar, capacidade de 250ml, em 2/3 de seu volume, as quais foram mantidas em refrigeração até o momento da análise. O tempo decorrido entre a colheita das amostras e a análise nunca ultrapassou duas horas.

No momento da colheita das amostras foi feita a medição da temperatura da água com termômetro de coluna de mercúrio com escala de 18 a 32ºC. A medida do pH foi feita com um medidor digital portátil (Corningâ, EUA) modelo PS15. Na determinação da salinidade foi utilizado um medidor portátil de salinidade (YSIÒ, EUA) modelo 30M. A colimetria foi realizada seguindo-se a técnica dos tubos múltiplos modificada, com o uso de um método cromogênico/fluorogênico (West & Coleman, 1986; Edberg et al., 1990; Giammanco et al., 1992; Franco & Landgraf, 1996; Manafi, 1996).

A partir das amostras de água foram feitas diluições decimais seriadas em solução salina peptonada a 0,1% (SSP 0,1%), até a diluição 10-5 (Vanderzant & Splittstoesser, 1992) e de cada diluição foi inoculado 1ml numa série de três tubos contendo 10ml de Florocultâ (Merck, EUA) LMX Broth. Os tubos foram incubados em estufa bacteriológica a 35-37ºC por 24 horas, conforme recomendação de Manafi & Kneifel (1991).

Após a incubação foi feito o cálculo do NMP de coliformes com base na tabela estatística de Hoskins para três tubos (West & Coleman, 1986; Edberg et al., 1990; Giammanco et al., 1992; Franco & Landgraf, 1996; Manafi, 1996).

O cálculo do NMP de coliformes totais foi feito pelos tubos que tiveram alteração da coloração do caldo de amarelo para verde-azulado. No caso da E. coli, os tubos que apresentaram viragem da cor do meio foram submetidos à luz ultravioleta de 365nm. Os tubos que apresentaram fluorescência azulada foram considerados positivos para E. coli, sendo então calculado o NMP (Edberg et al., 1991; Ossmer, 1993; Brenner et al., 1993).

Foi feita a confirmação adicional para a presença de E. coli por meio da prova do indol (Ossmer, 1993).

Para fins de análise estatística, os resultados de colimetria cujo NMP foi <3 foram considerados como =2 (Araújo et al., 1995) e o NMP de coliformes totais e E. coli foram submetidos à transformação logarítmica decimal (Edberg et al., 1991; Lizárraga-Partida & Cárdenas, 1996; Pommepuy et al.,1996).

Os resultados médios da colimetria foram calculados por média geométrica (Rowse, 1981; Motes Jr. & Peeler, 1991; Araújo et al., 1995).

No tratamento estatístico dos dados foram realizados testes de correlação, regressão linear, análise de variância e teste Duncan.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Segundo Dupont et al. (1996), a técnica usual para enumeração de coliformes na água é laboriosa e seus resultados só são conhecidos vários dias após a colheita das amostras. Nessas circunstâncias é difícil repetir várias análises para se obter uma amostragem mais representativa e agir prontamente para garantir maior proteção para a saúde pública, sendo os métodos rápidos para enumeração de coliformes mais indicados. Neste trabalho foi feita a enumeração de coliformes totais e Escherichia coli com o uso de um método enzimático, o que permitiu obter resultados 24 horas após a colheita de amostras.

Segundo o Ministério da Agricultura (Brasil, 1988) os limites microbiológicos para áreas de criação, extração e manutenção de moluscos bivalves são: área proibida - acima de 700 coliformes fecais por 100ml de água; área limitada - entre 70 e 700/100ml, sendo indispensável o tratamento dos moluscos através da depuração; e área livre < 70/100ml.

Nesta pesquisa consideram-se as E. coli como coliformes fecais, por se acreditar ser este um critério mais rígido e confiável para se assegurar que a contaminação da água ou dos mexilhões seja de origem fecal. Segundo Thatcher & Clark (1973), Giammanco et al. (1992) e Franco & Landgraf (1996), dos coliformes fecais, apenas a E. coli tem como habitat primário o trato intestinal do homem e dos animais e, além disso, 90% dos microrganismos enumerados como coliformes fecais pelos métodos tradicionais compreendem cepas de E. coli (ICMSF, 1978).

A Tab. 1 mostra os valores médios das análises realizadas por estação de coleta.

 

 

Os testes de correlação linear múltipla (r) e regressão linear simples nas variáveis colimétricas por estação mostraram correlação positiva entre coliformes totais e E. coli em todas as estações exceto Rio Branco, onde todas as amostras tiveram contagens de E. coli <3/100ml (Tab. 2).

 

 

Na Fig. 2 são mostrados o NMP de E. coli/100ml nas amostras de água de quatro estações de coleta, Icaraí, Boa Viagem, Santa Cruz e Piratininga. Na estação Rio Branco, todas as amostras tiveram NMP <3/100ml.

 

 

A classificação das amostras de acordo com os padrões legais (Brasil, 1988) é mostrada na Tab. 3.

 

 

No estudo das variáveis pH e temperatura, apesar de não ter sido encontrada diferença significativa entre as cinco estações, observa-se que os valores decrescem conforme se distancia do entorno da Baía de Guanabara e se aproxima da região oceânica.

A análise de variância da salinidade da água mostrou diferença significativa entre as estações estudadas (Fig. 3). Pelo teste Duncan tem-se a formação de três grupos: Icaraí e Boa Viagem, Santa Cruz e Piratininga e Rio Branco. O primeiro grupo tem salinidade mais baixa por ser área que recebe despejo de esgotos, rios e águas pluviais em grande quantidade, o que determina diluição maior dos sais, enquanto que no terceiro grupo este fator não é determinante para redução da salinidade. A salinidade mais baixa nas amostras da estação Santa Cruz não pode ser explicada dessa forma, e sim, talvez, pela ação de correntes de marés.

 

 

Quanto à colimetria da água (coliformes totais e E. coli), a análise de variância mostrou diferenças entre estações (P<0,05) (Fig. 4 e 5). O teste Duncan não mostrou diferenças entre as estações Icaraí, Boa Viagem e Santa Cruz, e entre Piratininga e Rio Branco, isto é, o segundo grupamento apresentou contagens bem mais baixas. Nesse caso, o primeiro grupo apresenta alto índice de contaminação por ser formado pelas áreas onde há despejo de grande quantidade de esgoto doméstico e com circulação de águas mais restrita, o que impede a dispersão dos microrganismos, o que não ocorre em Piratininga e Rio Branco, onde há maior circulação de águas pela ação de correntes, ondas e marés, devido à proximidade da região oceânica.

 

 

 

 

No estudo da correlação e de regressão entre as variáveis físico-químicas e de colimetria da água por estação de coleta, nos 27 pares analisados, apenas um teve resultado significativo: salinidade x E. coli na estação Boa Viagem.

Os resultados estão de acordo com o estudo de Pereira (1999), no qual foi pesquisado o coeficiente de correlação e de regressão entre as variáveis físico-químicas e de colimetria na água do mar. Nessa pesquisa o autor afirma que os resultados se mostraram de maneira geral muito baixos, sendo baixos também os coeficientes de determinação, indicando que apenas uma pequena porcentagem da variação observada nos índices colimétricos está associada à variação das características físico-químicas. Vale ressaltar que o autor trabalhou com número de amostras maior do que no presente estudo.

Nesta pesquisa observam-se coeficientes de correlação e de regressão significativos em um número muito pequeno de pares, o que não permitiu formular conclusões definitivas.

Segundo Baldini et al. (1999), as águas estuarinas podem ser utilizadas para a aqüicultura graças à sua rica atividade biológica. Elas, porém, devem ser de boa qualidade microbiológica durante todo o ciclo do cultivo.

Os valores de Escherichia coli acima dos padrões legais nas estações Icaraí, Boa Viagem e Santa Cruz indicam que, provavelmente, esses não são locais apropriados para o cultivo e/ou extrativismo de mexilhões destinados ao consumo, enquanto que nas estações Piratininga e Rio Branco o NMP de E. coli, <3/100ml na maioria das amostras de água, indica a possibilidade de serem essas regiões apropriadas para a instalação de cultivo de mexilhões ou mesmo serem utilizadas para depuração natural de mexilhões cultivados em águas contaminadas.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

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