SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.54 issue5Effect of levels of whole cottonseed in the diet of sheep on intake, digestibility and energy balanceMultivariate analysis of multiple ovulation followed by embryo transfer results from zebu donors author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.54 no.5 Belo Horizonte Oct. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352002000500006 

Parâmetros genéticos para características lineares de úbere, escore final de tipo, produção de leite e produção de gordura na raça Holandesa

[Genetic parameters for linear udder traits, final score and milk and fat yields in Holstein]

 

A.F. Freitas1,2, N.M. Teixeira1,2, M.C. Durães1,2, M.S. Freitas3, R.B. Barra4

1Embrapa Gado de Leite
Rua Eugênio do Nascimento 610
36038-330 – Juiz de Fora, MG
2
Bolsista do CNPq
3
Universidade Federal de Viçosa
4
Associação de Criadores de Gado Holandês de Minas Gerais

 

Recebido para publicação em 21 de dezembro de 2001
ary@cnpgl.embrapa.br

 

 

RESUMO

Utilizaram-se 3.063 registros de classificação linear de 2.593 vacas, obtidos entre 1997 e 1999, para estudar características de úbere, escore final de tipo e produções de leite e gordura por meio de modelo animal de repetibilidade para características múltiplas tomadas três a três. As médias das características de úbere variaram de 3,79 para colocação das tetas anteriores a 5,81 para altura do úbere posterior. A média do escore final para tipo foi 80 e para produções de leite e gordura foram, respectivamente, 7.019±1.817kg e 236±60kg. As repetibilidades variaram de 0,46 para profundidade do úbere a 0,76 para escore final de tipo, e as herdabilidades de 0,11 para ligamento suspensório mediano a 0,40 para escore final. Em geral, as correlações genéticas entre as características lineares de úbere foram altas e positivas. O maior valor foi entre altura e profundidade do úbere (0,71), seguida da correlação entre inserção anterior e profundidade do úbere (0,69). Ao envolver características produtivas e de úbere, o maior valor foi 0,46, obtido entre produção de leite e largura do úbere posterior. A correlação entre produção de gordura e largura do úbere foi moderada (0,23). Algumas correlações foram negativas e em geral as fenotípicas foram, em valores absolutos, inferiores às genéticas.

Palavras-chave: Gado leiteiro, Holandês, características de úbere, escore final de tipo, produção de leite e gordura, parâmetros genéticos

 

ABSTRACT

Data on 3,063 linear classification records from 2,593 cows, from 1997 to 1999, were used in these analyses. A multiple trait animal model for three simultaneous trait was used to obtain correlations between pairs of the linear udder traits, final score, and milk and fat yields. Averages for udder traits ranged from 3.79 for fore teat placement to 5.81 for fore udder height. The average of final score was 80 and for milk and fat yields were 7,019±1,817 kg and 236±60kg, respectively. Repeatabilities ranged from 0.46 for udder depth to 0.76 for final score and heritabilities ranged from 0.11 for udder cleft to 0.40 for final score. Genetic correlations among linear udder traits were generally high and positive. The highest genetic correlation for linear udder traits occurred between udder height and udder cleft (0.71), followed by the correlation between fore udder attachment and udder cleft (0.69). Genetic correlation that included production and udder traits showed that the highest value was 0.46 between milk yield and rear udder width. Fat yield was moderately correlated with rear udder width (0.23). Some negative relationships were found. Estimates of phenotypic correlations were generally lower in absolute values than their corresponding genetic correlations.

Keywords: Dairy cattle, Holstein, udder traits, final score, milk and fat yields, genetic parameters

 

 

INTRODUÇÃO

Desde 1996, a Associação de Criadores de Gado Holandês de Minas Gerais (ACGHMG) avalia vacas pelo tipo por meio de escores lineares. O escore final de tipo é também calculado para todos os animais avaliados. Dentre as características de tipo, as relacionadas com o úbere são importantes por causa da sua influência na ordenha mecânica, na saúde do úbere e na produção de leite. Para a avaliação morfológica do úbere, consideram-se as características avaliadas em uma escala linear de um a nove. Para a determinação de sua profundidade estima-se a distância entre sua inserção posterior e a base do úbere, usando-se o jarrete como referência. A inserção do úbere é determinada pelo perímetro do ligamento à parede abdominal e a colocação das tetas pela sua inserção na base. A altura do úbere posterior é determinada na sua inserção e o ligamento suspensório mediano pela fenda mediana entre os quartos. Uma descrição completa para as características de tipo usadas pela Associação encontra-se em Magalhães Júnior (1999).

Para incluir características de tipo em programas de melhoramento é necessário que se conheçam suas herdabilidades e as correlações genéticas e fenotípicas entre elas e as correlações entre elas e as características produtivas. A ênfase em cada característica de tipo depende de sua correlação genética com a produção. Se a seleção for somente para produção, as características de tipo poderão variar em direção indesejada. Estimativas de heritabilidade para características de úbere em raças européias variaram de 0,12 a 0,38 (Thompson et al., 1983; Harris et al., 1992; Gengler et al., 1997; Gengler et al., 1999). Gengler et al. (1997) observaram aumento nos valores de herdabilidade para características de tipo a partir do início da década de 90, comparados aos valores obtidos nas décadas de 70 e 80. Repetibilidade ou correlações fenotípicas para a mesma característica em diferentes lactações variaram de 0,34 a 0,66, quando foram estimadas entre escores na primeira e segunda lactações (Meyer et al., 1987)

Correlações genéticas e fenotípicas foram positivas e altas entre características de úbere sendo as correlações genéticas maiores (Thompson et al., 1983). Em geral as correlações fenotípicas entre as características de tipo são menores em valor absoluto do que as correlações genéticas (Brotherstone et al., 1990; Harris et al., 1992).

As correlações genética e fenotípica entre inserção do úbere anterior, altura do úbere posterior, largura do úbere posterior e colocação das tetas anteriores foram positivas e a maior correlação genética foi entre largura e altura do úbere posterior (Harris et al., 1992).

Correlações genéticas e fenotípicas envolvendo escore final, em geral, são altas (Brotherstone et al., 1990).

Meyer et al. (1987) estimaram correlações entre características produtivas e de tipo para primeira e segunda lactações. Nenhuma das estimativas entre produção de leite, gordura ou proteína e características de tipo foi maior do que 0,3 e a maioria foi menor do que 0,1, em valor absoluto. As correlações genéticas foram em geral maiores em valor absoluto, mas não se observou um padrão consistente para a primeira e segunda lactações. Quando a primeira e a segunda lactações foram consideradas em conjunto, encontraram-se correlações negativas importantes entre produção e inserção do úbere anterior (-0,2) e altamente negativa com profundidade do úbere (-0,4). Os autores concluíram que as características lineares não servem como previsores de características produtivas.

Com exceção das correlações genéticas entre características produtivas e inserção do úbere anterior, profundidade do úbere e colocação de tetas anteriores, as quais variaram de -0,01 a -0,44, as outras estimativas foram positivas, entre 0,01 e 0,68 (Misztal et al.,1992 ). Esses autores concluíram que seleção somente para produção seria desfavorável para algumas características de úbere.

No Brasil, estimativas de herdabilidade para características de úbere variaram de 0,16 a 0,59. A maior correlação genética foi entre produção de leite até 305 dias e largura do úbere posterior, 0,60, e as correlações entre profundidade do úbere e inserção do úbere anterior com produção foram desfavoráveis (Esteves, 1999).

O objetivo deste estudo foi obter estimativas de parâmetros genéticos para características lineares de úbere e suas correlações com produção em rebanhos da raça Holandesa no Estado de Minas Gerais.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Os dados das características lineares de úbere foram extraídos dos arquivos da Associação de Criadores de Gado Holandês de Minas Gerais - ACGHMG. O número total de registros para cada característica foi 3.063, relativos a 2.593 vacas filhas de 89 touros em 111 rebanhos. O período em que se realizaram as mensurações foi de 1997 a 1999. As características lineares de úbere foram: profundidade do úbere, inserção do úbere anterior, colocação das tetas anteriores, altura do úbere posterior, largura do úbere posterior e ligamento suspensório mediano, usadas para a obtenção do índice de seleção americano denominado "composto de úbere". Elas foram avaliadas por escores de 1 a 9 pontos. O escore final de tipo variou de 55 a 99 pontos.

Somente foram usadas vacas com avaliações de tipo e informações de produção de leite e gordura. As classificações foram feitas em duas épocas: abril a setembro (seca) e outubro a março (águas). Estabeleceram-se as seguintes classes de estádio da lactação na ocasião das avaliações: abaixo de 61 dias de lactação, de 61 até 120 dias, de 121 até 180 dias e acima de 180 dias. Eliminaram-se as lactações com duração maior do que 700 dias e as classes de rebanho-ano com menos de três observações.

Para obtenção das estimativas dos parâmetros genéticos adotou-se a metodologia de máxima verossimilhança restrita (REML), com modelo animal, e algoritmo desenvolvido por Boldman et al. (1995), usando-se o seguinte modelo para análise de características múltiplas três a três:
y = Hh + Zu + Zp + e

em que y é o vetor de dados das características de tipo, produção de leite e produção de gordura; h é o vetor de efeitos fixos de rebanho-ano, época da classificação, composição racial (PO e PC), classes do estádio da lactação e idade da vaca à classificação como covariável; u é o vetor dos efeitos do mérito genético total, p representa os efeitos permanentes de meio inerentes às repetições das classificações das vacas, H e Z são as matrizes de incidência que relacionam h, u e p com y e e o vetor de efeitos residuais. u = a + Qg, em que a representa o vetor de efeitos genéticos aditivos do animal, g o vetor de efeitos fixos de grupos genéticos dos pais e Q a matriz de incidência que associa a com g.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Médias e desvios-padrão das nove características estudadas encontram-se na Tab. 1. Nas características de úbere elas indicam a tendência da pontuação da maioria dos animais. Na escala de 1 a 9 espera-se que as médias sejam próximas de 5 e os desvios-padrão de 1,5 (Meyer et al., 1987). Nem sempre pontuações mais altas indicam superioridade das vacas. Por exemplo, valores medianos na escala de 1 a 9 para profundidade do úbere são preferidos. Para as demais características, quanto maior a pontuação, melhor. A média estimada para profundidade do úbere foi 4,98±1,59, muito próxima da relatada por Esteves (1999), também com dados da ACGHMG, relativos a 1.712 avaliações para características de tipo (5,12±1,23,). Rupp & Boichard (1999), com dados da raça Holandesa na França, encontraram média menor, 3,8±1,5.

 

 

Com exceção do valor para colocação de tetas anteriores, as médias para as outras características lineares de úbere variaram entre 5 e 6. Valores para a raça Holandesa descritos na literatura em países de clima temperado foram ligeiramente superiores aos deste estudo (Ducrocq, 1993; Van Dorp et al., 1998; Rupp & Boichard, 1999), principalmente para a primeira lactação (Meyer et al., 1987; Brotherstone et al., 1990).

As médias do escore final de tipo (80±3,9 pontos) e produção de leite (7.019±1.817 kg) foram maiores do que as apresentadas por Esteves (1999) no Brasil.

As estimativas de herdabilidade e repetibilidade para as características lineares de úbere e escore final para tipo encontram-se na Tab. 2. As repetibilidades foram altas, variando de 0,46±0,08 para profundidade do úbere a 0,76±0,08 para escore final. Valores menores foram obtidos por Gengler et al. (1997), na raça Jersey nos Estados Unidos, também com modelo de repetibilidade, os quais variaram de 0,36 para profundidade do úbere a 0,51 para inserção do úbere anterior, e para escore final, de 0,48 a 0,60. A altura do úbere posterior foi a característica de úbere com maior herdabilidade, próxima à obtida por Esteves (1999) no Brasil e por Boettcher et al. (1998) com Holandês canadense (0,25) e Gengler et al. (1997) na raça Jersey (0,28). Outros autores encontraram valores mais baixos, em torno de 0,17 e 0,18 (Gengler et al., 1999; Rupp & Boichard, 1999; Short & Lawlor, 1992; Weigel et al., 1997).

 

 

As estimativas de herdabilidade para colocação das tetas anteriores e inserção do úbere anterior foram ligeiramente inferiores, 0,25 e 0,22, às relatadas por outros autores (Boettcher et al., 1998; Gengler et al., 1999; Van Dorp et al., 1998). Os valores estimados para profundidade do úbere, largura do úbere posterior e ligamento suspensório mediano foram baixos, iguais ou inferiores a 0,13, menores do que os observados na literatura, os quais variaram de 0,16 a 0,28 (Gengler, et al., 1997; Rupp & Boichard, 1999; Van Dorp et al., 1998; Weigel et al., 1997). A herdabilidade para escore final de tipo foi alta, inferior à estimativa de 0,55 obtida por Esteves (1999).

As correlações genética e fenotípica entre as características de úbere estão na Tab. 3. As correlações genéticas foram maiores do que as fenotípicas correspondentes, semelhante aos resultados obtidos por Thompson et al. (1983) e Esteves (1999). Os maiores valores foram entre profundidade e altura do úbere e entre profundidade e inserção do úbere anterior, indicando que a seleção para profundidade resulta em melhora na altura e na inserção do úbere anterior. Thompson et al. (1983), Brotherstone et al. (1990), Misztal et al. (1992) e Gengler et al. (1997) também obtiveram alta correlação genética entre profundidade do úbere e inserção do úbere anterior, e valor mais baixo entre profundidade e altura do úbere.

 

 

A correlação genética entre altura e largura do úbere foi alta. Também foram altos os valores encontrados por Thompson et al. (1983), Misztal et al.(1992) e Esteves (1999), na raça Holandesa, por Harris et al. (1992) na raça Guernsey e por Gengler et al. (1997) na raça Jersey.

As correlações genéticas negativas entre ligamento suspensório mediano e profundidade do úbere, inserção do úbere anterior e altura do úbere posterior sugerem que a seleção para a primeira pode resultar em ganhos genéticos indesejáveis para as três últimas características.

A mais alta correlação fenotípica ocorreu entre altura e largura do úbere semelhante à obtida por Esteves (1999), também com gado Holandês de Minas Gerais. Boettcher et al. (1998) obteve 0,48 para essa correlação fenotípica, e Thompson et al.(1983), Harris et al.(1992), Short & Lawlor (1992) e Gengler et al.(1997) observaram valores entre 0,62 e 0,76.

As correlações fenotípicas entre escore final para tipo e inserção do úbere anterior, largura e altura do úbere foram moderadas. Estes resultados foram semelhantes aos obtidos por Esteves (1999) e por Gengler et al. (1997) para correlação entre escore final e inserção do úbere anterior. Meyer et al. (1987), Brotherstone et al. (1990) e Short & Lawlor (1992) verificaram valores acima de 0,47 para as citadas correlações. As demais correlações fenotípicas (Tab. 3) foram baixas ou negativas, sendo a mais negativa entre colocação das tetas anteriores e altura do úbere (-0,10). Os valores encontrados por Thompson et al. (1983), Harris et al. (1992) e Boettcher et al. (1998) para essa correlação foram positivos, 0,14 a 0,35.

As estimativas das correlações genéticas e fenotípicas entre as características lineares de úbere e escore final de tipo com produção de leite e gordura encontram-se na Tab. 4. A maior correlação genética foi entre produção de leite e largura do úbere posterior, inferior à relatada por Esteves (1999), 0,60, e superior ao valor de 0,31 obtido por Misztal et al. (1992). Valores ainda menores que 0,31 foram obtidos por Meyer et al. (1987), Short & Lawlor (1992) e Weigel et al. (1997). O valor estimado da correlação entre produção de leite e ligamento suspensório mediano, 0,36, foi superior aos baixos e até negativos observados por Meyer et al. (1987), Misztal et al (1992), Short & Lawlor (1992), Weigel et al. (1997) e Esteves (1999), de -0,04 a 0,04.

 

 

A característica do úbere que apresentou a maior correlação genética, 0,23, com a produção de gordura foi largura do úbere, valor maior do que 0,07 encontrado por Meyer et al. (1987) para a primeira lactação e 0,09 para a segunda.

Correlações genéticas negativas foram observadas entre profundidade do úbere, inserção do úbere anterior e colocação das tetas anteriores com a produção de leite e com a produção de gordura. Os valores variam entre –0,23 e –0,52. Também foi antagônica a correlação entre altura do úbere e produção de gordura (-0,07). Valores negativos médios a baixos, entre –0,03 a –0,52, foram relatados por Meyer et al. (1987), Harris et al. (1992) e Misztal et al. (1992).

Os valores médios e positivos das correlações genéticas entre produção de leite e de gordura e as demais características de tipo indicam que a seleção exclusivamente para produção de leite pode favorecer a seleção para altura e largura do úbere, ligamento suspensório mediano e escore final de tipo. O mesmo não se pode afirmar para as características negativamente correlacionadas com a produção de leite.

As correlações fenotípicas foram, na sua maioria, negativas, variando de –0,44, entre produção de leite e ligamento suspensório mediano, a –0,01, entre produção de leite e inserção do úbere anterior e entre produção de gordura e altura do úbere. As demais correlações fenotípicas foram baixas e positivas. As correlações fenotípicas negativas observadas neste estudo entre produções de leite e gordura com profundidade do úbere são mencionados na literatura, cujos valores variaram entre –0,10 e –0,30 (Meyer et al., 1987; Harris et al., 1992; Misztal et al., 1992).

 

CONCLUSÕES

A variabilidade genética observada para todas as características de úbere, algumas altamente correlacionadas entre si, sugere que os programas de melhoramento podem ser efetivados sem a necessidade de inclusão de todas elas. Seleção exclusivamente para produção de leite pode favorecer a seleção para algumas características de úbere. Seleção para escore final de tipo melhora as características de úbere sem prejuízo para o ganho genético das características produtivas.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOETTCHER, P.J.; DEKKERS, J.C.M.; KOLSTAD, B.W. Development of an udder health index for sire selection based on somatic cell score, udder conformation, and milking speed. J. Dairy Sci., v.81, p.1157-1168, 1998.        [ Links ]

BOLDMAN, K.G.; KRIESE, L.A; VAN VLECK, L.D. et al. A manual for use of MTDFREML: a set of programs to obtain estimates of variances and covariances. Lincoln: Department of Agriculture/Agricultural Research Service. 1995. 120p.        [ Links ]

BROTHERSTONE, S.; McMANUS, C.M.; HILL, W.G. Estimation of genetic parameters for linear and miscellaneous type traits in Holstein-Friesian dairy cattle. Liv. Prod. Sci., v.26, p.177-192, 1990.        [ Links ]

DUCROCQ, V. Genetic parameters for type traits in the French Holstein breed based on a multiple-traits animal model. Liv. Prod. Sci., v.36, p.143-156, 1993.        [ Links ]

ESTEVES, A.M.C. Correlações genéticas e fenotípicas entre características lineares de tipo e produção de leite em rebanhos da raça Holandesa do Estado de Minas Gerais. 1999. 51f. Tese (Mestrado). Escola de Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.        [ Links ]

GENGLER, N.; WIGGANS, G.R.; WRIGHT, J.R. Animal model genetic evaluation of type traits for five dairy cattle breeds. J. Dairy Sci., v.82, p.1350-1368, 1999.        [ Links ]

GENGLER, N.; WIGGANS, G.R.; WRIGHT, J.R. et al. Estimation of (co)variance components for Jersey type traits using a repeatability model. J. Dairy Sci., v.80, p.1801-1806, 1997.        [ Links ]

HARRIS, B.L.; FREEMAN, A.E.; METZGER, E. Genetic and phenotypic parameters for type and production in Guernsey dairy cows. J. Dairy Sci., v.75, p.1147-1153, 1992.        [ Links ]

MAGALHÃES JUNIOR, M.N. O sistema de classificação linear para a raça Holandesa em Minas Gerais. In: MINAS LEITE – QUALIDADE DO LEITE E PRODUTIVIDADE DE REBANHOS LEITEIROS, 1. 1999, Juiz de Fora. Anais...Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 1999. p.57-61.        [ Links ]

MEYER, K.; BROTHERSTONE, S.; HILL, W.G. et al. Inheritance of linear type traits in dairy cattle and correlations with milk production. Anim. Sci., v.44, p.1-10, 1987.        [ Links ]

MISZTAL, I.; LAWLOR, T.J.; SHORT, T.H. et al. Multiple-traits estimation of variance components of yield and type traits using an animal model. J. Dairy Sci., v.75, p.544-551, 1992.        [ Links ]

RUPP, R.; BOICHARD, D. Genetic parameters for clinical mastite, somatic cell score, production, udder type traits, and milking ease in first lactation Holsteins. J. Dairy Sci., v.82, p.2198-2204, 1999.        [ Links ]

SHORT, T.H.; LAWLOR, T.J. Genetic parameters of conformation traits, milk yield, and herd life in Holsteins. J. Dairy Sci., v.75, p.1987-1998, 1992.        [ Links ]

THOMPSON, J.R.; LEE, K.L.; FREEMAN, A.E. et al. Evaluation of a linearized type appraisal system for Holstein cattle. J. Dairy Sci., v.66, p.325-331, 1983.        [ Links ]

VAN DORP, T.E.; DEKKERS, J.C.M.; MARTIN, S.W. et al. Genetic parameters of health disorders, and relationships with 305-days milk yield and conformation traits of registered Holstein cows. J. Dairy Sci., v.81, p.2264-2270, 1998.        [ Links ]

WEIGEL, D.J.; CASSEL, B.G.; PEARSON, R.E. Prediction of transmitting abilities for productive life and lifetime profitability from production, somatic cell count, and type traits in milk markets for fluid milk and cheese. J. Dairy Sci., v.80, p.1398-1405, 1997.        [ Links ]

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License