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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

versão impressa ISSN 0102-0935versão On-line ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. v.55 n.2 Belo Horizonte abr. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352003000200004 

Isolamento de bactérias aeróbias e sua sensibilidade a antimicrobianos em processos de osteomielite canina

 

Aerobic bacterial isolates and susceptibility to antimicrobial agents in canine osteomyelitis

 

 

A.C. SimionatoI; M.C.C. RamosII; S.D.A. CoutinhoI, *

IFaculdade de Medicina Veterinária, Universidade Paulista (UNIP) Rua Dr. Bacelar 1212 04026-020 - São Paulo, SP
IILab&Vet, Diagnóstico Veterinário e Consultoria

 

 


RESUMO

O objetivo deste trabalho foi estudar a presença de bactérias aeróbias em 20 cães com osteomielite, decorrente de exposição óssea. Na identificação das bactérias utilizou-se o sistema API-Bio Mérieux e testou-se a sensibilidade dos microrganismos in vitro, pelo método de difusão em ágar, frente a 14 diferentes antibacterianos. O osso mais acometido pela infecção foi a tíbia (35%). Isolaram-se 68,3% de bactérias Gram positivas e 31,7% de Gram negativas. Staphylococcus spp, Streptococcus spp e Enterococcus spp foram os gêneros mais freqüentes, representando respectivamente 34,1%, 14,6% e 14,6% do total de bactérias (41 cepas). Enterobactérias foram isoladas em 26,8% das amostras. Os cocos Gram positivos apresentaram maior sensibilidade à amoxicilina associada ao ácido clavulânico. Os microrganismos Gram negativos, tanto as bactérias da família Enterobacteriaceae como as do gênero Pseudomonas, apresentaram altos índices de resistência.

Palavras-chave: cão, antibiograma, bactérias, exposição óssea, osteomielite


ABSTRACT

The aim of this work was to detect aerobic bacteria in osteomyelitis process in dogs with bone exposure. The API-Bio Mérieux Identification System was used to identify the bacteria. Susceptibility in vitro was verified by the agar diffusion method, to 14 different antibiotics. The most frequent bone involved was tibia (35%). Gram positive cocci represented 68.3% from isolates and the Gram negative bacteria 31.7%. Staphylococcus spp, Streptococcus spp and Enterococcus spp were the most frequent genus, representing, respectively, 34.1%, 14.6%, and 14.6% of the total bacteria strains (41 strains). Enterobacteria were isolated in 26.8%. Cocci Gram positive presented good susceptibility to amoxicillin associated with clavulanic acid. Gram negative microorganisms, the enterobacteria and Pseudomonas sp, showed high resistance profile.

Keywords: dog, antibiogram, bacteria, bone exposure, osteomyelitis


 

 

INTRODUÇÃO

A osteomielite ou osteíte compreende a inflamação do osso, dos elementos da medula óssea, do endeósteo, do periósteo e dos canais vasculares (Fossum, Hulse, 1992; Fossum et al., 1997; Herron, 1998; Johnson, 1995; Piermattei, Flo, 1997; Smith, 1993).

Comumente o termo é associado aos processos infecciosos, onde o osso é infectado por bactérias. Hematoma, tecidos moles desvitalizados e ossos avasculares são excelentes meios para a proliferação bacteriana. O desenvolvimento de infecção no sítio do trauma depende da integridade dos tecidos moles, da virulência do microrganismo infectante e da habilidade do hospedeiro em organizar a resposta imune efetiva. Suprimento sanguíneo adequado é essencial para o fornecimento de nutrientes, oxigênio, componentes celulares da resposta imune e antibacterianos. O trauma associado com a injúria inicial e a reparação cirúrgica causam problemas no afluxo sanguíneo, tornando os animais menos capazes de eliminar os microrganismos (Smith, 1993).

A maioria das infecções ósseas em cães é de origem bacteriana. As bactérias Gram positivas dos gêneros Staphylococcus e Streptococcus são as mais isoladas de animais com fraturas expostas. Escherichia coli, Proteus sp e Pseudomonas sp também podem estar associados aos processos de osteomielite (Fossum et al., 1997; Johnson, 1995).

Embora muitos desses microrganismos sejam oportunistas, tendo por habitat o ambiente ou a microbiota animal, podem apresentar grande potencial patogênico, principalmente na presença de lesões, uma vez que ossos desvitalizados e lesões em tecidos moles podem se constituir em meios de cultura bacteriana (Smith, 1993).

A cultura microbiológica é o teste definitivo para o diagnóstico da osteomielite, sendo essencial na determinação do agente etiológico e de sua sensibilidade às drogas antibacterianas (Carlson, 1991; Fossum et al., 1997).

A fim de evitar a contaminação dos tecidos contíguos preconiza-se o uso de antibioticoterapia precoce (Faria, 2000). A escolha de um antibacteriano na terapia ortopédica é uma decisão complexa que envolve a avaliação de algumas variáveis clínicas. Devem ser consideradas a condição clínica do paciente, farmacocinética, toxicidade e interação da droga, via de excreção, freqüência e via de administração dos antibacterianos disponíveis. Além disso, na escolha do antibacteriano devem também ser levados em consideração o resultado da cultura e sensibilidade do microrganismo (Budsberg, Kemp, 1990).

A opção pelo antibacteriano pode ser realizada de forma empírica se forem conhecidos os microrganismos infectantes mais prováveis, enquanto se processa a cultura e o antibiograma. Dessa maneira, são fundamentais as pesquisas e a divulgação de dados relativos à osteomielite, pois há carência de informações dessa natureza na bibliografia nacional. O objetivo deste trabalho foi identificar as bactérias aeróbias presentes em exposições ósseas de cães e estudar sua sensibilidade in vitro frente a 14 diferentes antibacterianos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados 20 cães, 13 machos e sete fêmeas, de raças e idades variadas, portadores de exposição óssea com presença ou não de fratura, encaminhados ao serviço de cirurgia do Hospital Veterinário da Universidade Paulista.

Para a colheita de material obtiveram-se tranqüilização e analgesia dos animais com o emprego, respectivamente, de acepromazina 0,2% (Acepran 0,2% Univet S.A. Ind. Veterinária)(0,2mg/kg) e cloridrato de meperidina (Dolantina, Hoechst Laboratório) a 0,2%, também na dose de 0,2mg/kg de peso corpóreo, pelas vias endovenosa ou intramuscular.

A remoção mecânica de sujidades e a anti-sepsia do sítio da colheita foram feitas com gaze embebida em solução de hipoclorito de sódio 0,5% (Líquido de Dakin).

As amostras, colhidas no osso exposto ou na medula óssea, por meio de suabes estéreis com meio de transporte de Stuart, foram encaminhadas imediatamente ao laboratório para serem processadas.

As amostras foram semeadas em caldo BHI (Brain Heart Infusion) e em placas de Petri contendo ágar BHI acrescido de 8% de sangue desfibrinado de carneiro. Incubou-se o material em estufa à 37oC e após 24 a 48h, ou assim que os caldos se tornaram turvos, fez-se o replaqueamento no meio citado. Foram realizadas leituras das placas com 24, 48 e 72 horas após a incubação.

As colônias isoladas foram identificadas em gênero e espécie, sempre que possível, com a utilização do sistema de identificação API-Bio Mérieux.

Todas as amostras de colônias bacterianas isoladas das exposições ósseas foram submetidas ao teste de sensibilidade in vitro (antibiograma), realizado pela técnica de difusão em ágar de discos contendo concentrações conhecidas de antibacterianos, método de Kirby e Bauer (Bauer et al. 1966).

 

RESULTADOS

Dezesseis animais sem raça definida (SRD) e quatro das raças Pastor Alemão, Pastor Branco, Boxer e Weimaraner, 35% deles com idades entre 1 e 2 anos, constituíram o universo deste estudo. A tíbia foi o osso mais acometido, sete casos (35%), seguida pelas falanges e rádio/ulna, respectivamente, com quatro (20%) e três (15%) casos.

Foram isoladas bactérias em 17 casos (85%), obtendo-se 41 cepas distribuídas conforme a Tab. 1.

 

 

A maior parte dos casos (65%) constituiu-se de infecções mistas (mais de um agente infectante) e nelas o tempo médio decorrido do trauma foi de 78,9 horas. Nas infecções simples (20%) o tempo médio decorrido foi de 42,7 horas e nos casos negativos (15%), o atendimento clínico-cirúrgico (colheita do material) se deu, em média, cinco horas após o trauma.

Nas Fig. 1, 2, 3 e 4 tem-se o comportamento das bactérias quanto à resistência frente às drogas antimicrobianas empregadas.

 

 

 

 

 

Em relação às bactérias Gram positivas, o antibacteriano mais efetivo foi a amoxicilina associada ao ácido clavulânico, com 25 cepas sensíveis em 26 testadas (Fig. 1, 2 e 3).

As do gênero Staphylococcus também demonstraram alta sensibilidade à cefalexina, cloranfenicol e enrofloxacina (Fig. 1) e as do gênero Streptococcus altos índices de sensibilidade a vários antibacterianos (azitromicina, cefalexina, cloranfenicol, eritromicina, gentamicina, lincomicina e rifampicina) (Fig. 2). Quanto às bactérias do gênero Enterococcus, observaram-se altos índices de resistência frente à cefalexina, lincomicina, oxacilina, penicilina e tetraciclina (Fig. 3). Cabe ressaltar que 50% das bactérias dos gêneros Staphylococcus e Streptococcus mostraram resistência à penicilina e nenhuma cepa do gênero Enterococcus foi sensível a essa droga.

Cloranfenicol, enrofloxacina, e gentamicina mostraram-se efetivos in vitro contra as enterobactérias, as quais apresentaram alto padrão de resistência à eritromicina, lincomicina, oxacilina e penicilina (Fig. 4).

As duas cepas de Pseudomonas spp mostraram sensibilidade somente à gentamicina.

 

DISCUSSÃO E CONCLUSÕES

A maior presença de machos, já observada por outros pesquisadores (Caywood et al., 1978; Griffiths, Bellenger, 1979; Smith et al., 1978; Stead, 1984; Wong, Mason, 1984), é possível de ser compreendida se o instinto territorial, característica comportamental e agressividade forem considerados (Griffths, Bellenger, 1979).

A maior incidência das lesões nos membros (tíbia e rádio/ulna) pode estar relacionada com a localização dos ossos, a qual favorece a instalação do processo infeccioso através do contato direto com os microrganismos do meio ambiente.

A maioria dos casos de infecção pode ser atribuída às fraturas expostas, porém muitos autores citam as cirurgias ortopédicas (redução aberta da fratura fechada) como a principal causa de osteomielite (Caywood et al., 1978; Fossum, Hulse, 1992; Fossum et al., 1997; Johnson, 1995; Piermatte, Flo, 1997; Smith, 1993; Stead, 1984). O fato de os cães viverem soltos nas ruas (condições sociais e econômicas), mesmo tendo domicílio, torna-os mais sujeitos a traumatismos e acidentes, daí a discrepância observada quanto às causas de osteomielite verificada em outros países.

Observou-se relação entre o tempo decorrido do trauma e o tipo de infecção (casos negativos e infecções simples ou mista). Nos três casos negativos, o tempo médio decorrido entre o trauma e a colheita do material foi de cinco horas, e nos 13 casos de infecção mista, foi de 78,9 horas. Portanto, quanto maior o tempo sem atendimento clínico-cirúrgico, maior o risco do surgimento de infecções mistas.

As bactérias mais isoladas fazem parte da microbiota dos animais ou do ambiente, determinando infecções tipicamente oportunistas (Quinn et al., 1994) e têm sido descritas como as mais prevalentes em outros levantamentos realizados sobre a osteomielite canina (Fossum et al., 1997; Jonhson, 1995).

A freqüência do gênero Staphylococcus confirma a observada na literatura, isto é, 27 a 46% do total dos microrganismos (Caywood et al., 1978; Hirsh, Smith, 1978; Stead, 1984; Wong, Mason, 1984). Diferente da espécie humana, que abriga três espécies de estafilococos como microbiota de pele e mucosas, no cão o Staphylococcus intermedius, considerado o único habitante normal da pele, tem sido o mais isolado (Piermattei, Flo, 1997). Nesta pesquisa verificou-se maior prevalência de S. aureus, que representou 57% dos Staphylococcus spp. Tal fato evidencia que a osteomielite decorrente de fraturas expostas tem fontes de infecção exógenas, pois o isolamento de S. aureus do cão pode indicar fonte de infecção humana (Love, 1989).

A porcentagem de isolamentos do gênero Streptococcus está dentro dos limites (9 a 18%) observados na literatura (Caywood et al., 1978; Hirsh, Smith, 1978; Stead, 1984; Wong, Mason, 1984), a de enterococos mais alta do que as observadas por Smith et al. (1978) e Stead (1984) e a de enterobactérias um pouco acima da variação de 13 a 22% mencionada por Caywood et al. (1978); Hirsh e Smith (1978), Stead (1984) e Wong e Mason (1984).

A osteomielite é uma doença grave e a seleção da droga antimicrobiana deve considerar o padrão de sensibilidade in vitro das bactérias envolvidas no processo (Johnson, 1994; Smith et al., 1978).

Pesquisadores têm verificado alta sensibilidade de bactérias do gênero Staphylococcus, isoladas de processos de osteomielite canina, ao cloranfenicol, cefalosporinas e aminoglicosídeos (Hirsh, Smith, 1978; Smith et al., 1978; Stead, 1984), como à observada neste estudo. A resistência à penicilina, lincomicina e ampicilina também foi detectada por Hirsh e Smith (1978), Johnson (1994) e Love (1989).

Todas as bactérias isoladas neste experimento demonstraram elevados índices de resistência à penicilina, e mesmo que os níveis terapêuticos plasmático e ósseo sejam alcançados por essa droga, não se recomenda o seu uso em processos de osteomielite canina, a menos que o teste de sensibilidade indique o contrário.

Considerando-se que 70% das bactérias foram Gram positivas, e na impossibilidade de se realizar o isolamento e o antibiograma, o uso de amoxicilina associada ao ácido clavulânico constitui boa escolha no tratamento da osteomielite canina.

Os Enterococcus spp e diversas espécies da família Enterobacteriaceae estão presentes no solo e na água, ou fazem parte da microbiota intestinal do homem e dos animais (Quinn et al., 1994). Nesse caso, podem apresentar alto padrão de resistência a drogas antibacterianas (Jawetz et al., 1980). Isso pode ter ocorrido nesta pesquisa.

Conquanto tenha-se trabalhado com apenas duas amostras do gênero Pseudomonas, a elevada resistência observada a diversas drogas e sua sensibilidade à gentamicina estão de acordo com o disponível na literatura (Hirsh, Smith, 1978; Smith et al., 1978).

Pelo exposto, não se recomenda indicar uma droga que possa ser genericamente aplicada a todos os casos de osteomielite canina. Por ser de difícil tratamento, recomenda-se colher o material da lesão para isolamento dos microrganismos infectantes e testar sua sensibilidade frente às drogas antibacterianas.

 

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Recebido para publicação em 27 de março de 2002
Recebido para publicação, após modificações, em 29 de novembro de 2002

 

 

* Autor para correspondência: Rua Agariba, 48, 05053-010 – São Paulo - SP, E-mail: selene@uol.com.br

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