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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.55 no.2 Belo Horizonte Apr. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352003000200011 

 

Produção de leite de vacas alimentadas com alta proporção de forragem em dietas

 

Feeding high forage diets to lactating dairy cows

 

 

V.R. MoreiraI; H.S. SantosI; L.D. SatterI; I.B.M. SampaioII

IU.S. Dairy Forage Research Center, USDA-ARS, 1925 Linden Drive West Madison – Wi – 53706
IIUniversidade Federal de Minas Gerais

 

 


RESUMO

Vinte e duas vacas primíparas e 26 multíparas da raça Holandesa foram distribuídas em três tratamentos em um delineamento inteiramente ao acaso. As dietas testadas consistiram de duas proporções forragem:concentrado, 55:45 (RCS) e 75:25 (RCSH), para silagem de milho comum, e 75:25 (BMR) para outra dieta baseada no híbrido bm3. Não houve interação entre tratamentos e ordem de lactação. A proporção silagem de alfafa:silagem de milho na porção forrageira da dieta foi de 47,7:53,3. A ingestão (kg/dia) de matéria seca e de proteína bruta foi superior para BMR e RCS (19,5 e 19,5; 3,41 e 3,42, respectivamente) em relação à ingestão para RCSH (17,6 e 3,14), enquanto que a de fibra em detergente neutro foi maior para BMR (6,61) e menor para RCSH e RCS (6,08 e 5,40, respectivamente). O consumo de fibra em detergente ácido (kg/dia) foi maior para BMR e RCSH (4,88 e 4,73) e menor para RCS (4,02). A produção de leite foi superior para o tratamento com maior proporção de concentrados (35,7kg/vaca/dia), seguida pelo tratamento BMR (34,1kg/vaca/dia) e finalmente por RCSH, com a menor produção (32,1kg/vaca/dia). O teor de gordura no leite foi superior nos tratamentos com alto conteúdo de forragem na dieta, enquanto que a porcentagem de proteína seguiu padrão oposto. O híbrido bm3, em dieta contendo alta proporção de forragem, foi eficiente em manter o nível de desempenho de vacas de alta produção em comparação à dietas com relações forragem:concentrado normal ou alta e baseadas em híbridos contendo diferente genética de milho.

Palavras-chave: silagem de milho, bm3, alta forragem, leite, vaca leiteira


ABSTRACT

Twenty two primiparous and 26 multiparous Holstein cows were distributed in three treatments in a completely randomized design. Diets were prepared to have 55:45 (RCS) and 75:25 (RCSH) forage to concentrate ratio, for normal corn silage, and 75:25 (BMR) for another diet based on the bm3 corn hybrid silage. No interaction was observed between treatment and parity. Alfalfa silage to corn silage ratio were 47.7:53.3 in the forage portion of the diets. Dry matter and crude protein intakes (kg/day)were higher for BMR and RCS (19.5 and 19.5; 3.41 and 3.42, respectively), as compared to the intakes for RCSH (17.6 and 3.14, respectively), while neutral detergent fiber had higher ingestion with BMR treatment (6.61) and lower with RCSH and RCS treatments (6.08 and 5.40, respectively). Acid detergent fiber was highly consumed (kg/day) for BMR and RCSH treatments (4.88 and 4.73, respectively). Milk production was higher for the treatment with high levels of concentrates (35.7kg/cow/day), followed by the BMR treatment (34.1kg/cow/day)and finally, by RCSH with lower production response (32.1kg/cow/day). Fat test in the milk was higher for high forage diets, while milk protein content followed the opposite pattern. Hybrid bm3, used in high forage diets, was efficient to maintain performance of high producing dairy cows, when compared to diets with normal or high forage diets based on different corn genetics.

Keywords: corn silage, hybrids, bm3, high forage, milk, dairy cow


 

 

INTRODUÇÃO

O uso de concentrados em dietas de vacas leiteiras está intimamente associada à produção de leite e à saúde das vacas.

O nível de fibra na dieta é um fator limitante para o suprimento energético de vacas leiteiras de alta produção, seja por restringir o consumo, devido ao enchimento ruminal, seja por reduzir a utilização do alimento, resultante de baixa digestibilidade. Desse modo, o uso de dietas baseadas exclusivamente em forragens é limitante para esses animais.

A silagem de milho além de ser boa fonte energética apresenta níveis mais baixos de fibra do que as forragens de pastejo. Por isso, os produtores têm procurado usá-la com mais freqüência. Outra razão para seu uso é o recente impulso dado pelo melhoramento genético na produção de híbridos de milho específicos para produção de silagem. Block et al. (1998) concluíram que a modificação dos componentes fibrosos das silagens por meio do melhoramento genético pode ter importante efeito sobre o desempenho animal.

A viabilidade para se atingir altos níveis de produção com altas quantidades de forragem foi testada por Phipps et al. (1998). Esses autores verificaram que é possível atingir bons níveis de produção de leite, utilizando dietas com altos níveis de forragem de boa qualidade.

Segundo Pellerin et al. (1999), a redução de 1000kg de concentrado na dieta de vacas que produziram aproximadamente 7000kg/lactação não afetou a produção de leite ou a concentração de gordura do leite.

O híbrido mutante de milho de nervura marrom (bm3) tem apresentado maior digestibilidade da fibra e melhor utilização da planta inteira em vários experimentos (Block et al., 1982; Stallings et al., 1982; Sommerfeldt et al., 1979). Contudo, o alto custo das sementes desse híbrido no mercado é um dos principais fatores que limitam sua utilização. Eastridge (1999) indicou que uma das formas para aumentar o retorno sobre o investimento atribuído a esse híbrido é a sua utilização em maior proporção na dieta.

Devido aos promissores resultados obtidos em experimentos anteriores com o híbrido de milho de nervura marrom, este experimento foi montado com os objetivos de avaliar os limites de aumento da fração forrageira nas dietas de vacas leiteiras, com base no consumo de silagem de milho, e avaliar o seu desempenho.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Neste experimento foram utilizados o híbrido de nervura marrom – brown midrib-bm3 (FullTimeâ Forage – Cargill Hybrid Seeds, Minneapolis, Minnesota) - e uma mistura de vários híbridos (B3). A colheitadeira autopropelida utilizada foi a Uni ChopperNew Idea (AGCO Co. Duluth, Geórgia) com quatro linhas de corte, estabelecida para um tamanho teórico de corte de 11mm.

A silagem composta por vários híbridos foi usada como controle e estocada em silo trincheira. A de bm3 foi estocada em um agsilo, ou seja, um silo tubular de lâmina de polietileno. A composição das silagens é apresentada na Tab. 1.

 

 

O experimento foi realizado nas dependências da Fazenda de Pesquisa do USDA-ARS United States Dairy Forage Research Center, localizada em Prairie du Sac, Wisconsin, EUA.

Vinte e duas vacas primíparas e 26 multíparas, média de 138 dias em lactação e 38,1kg de leite por dia, foram distribuídas em um delineamento de blocos (ordem de lactação) ao acaso. As vacas receberam injeções de somatotropina bovina recombinante (PosilacÒ , Monsanto Co., St. Louis, MO) em intervalos de 14 dias. Todos os animais receberam a mesma dieta por no mínimo duas semanas antes do início do experimento. As rações experimentais foram distribuídas individualmente por 24 dias, em uma instalação tipo tie-stall. Para as sobras de alimento foi permitido variação entre 5 e 10% da quantidade oferecida em termos de matéria natural. As vacas foram uniformemente distribuídas nos tratamentos com base na ordem de lactação, esquema de aplicações de somatotropina recombinante bovina, produção de leite, dias em lactação e contagem de células somáticas.

A temperatura média durante o período foi de 22,8oC, sendo a média das máximas diárias de 30,6oC e a média das mínimas de 15oC. O pico máximo foi atingido logo nas primeiras semanas do período experimental, 35oC, e foi concomitante ao pico das mínimas, 20,6oC.

As rações experimentais e a sua composição em nutrientes são apresentadas na Tab.2. Os tratamentos envolveram duas dietas com alta relação forragem:concentrado, 75:25, usando a silagem de bm3 (BMR) ou a silagem-controle (RCSH). No último tratamento (RCS), a relação forragem:concentrado da ração foi de 55:45, baseado na silagem-controle. As vacas foram alimentadas com RCS durante os 14 dias do período de adaptação. A porção volumosa da dieta foi constituída de uma mistura de silagem de milho e silagem de alfafa na proporção de 53,3:47,7 para todos os tratamentos.

 

 

As rações experimentais foram calculadas de acordo com as recomendações do Nutrient Requirements of Dairy Cattle (1989) e oferecidas na forma de rações completas. As dietas com alta forragem tiveram composições semelhantes para proteína bruta e fibras semelhantes, enquanto a dieta com relação regular de forragem:concentrado apresentou o mesmo teor de proteína bruta, com níveis de fibras bem mais baixos.

Amostras das dietas, com aproximadamente 10kg, foram avaliadas para tamanho de partícula. Elas foram armazenadas em câmaras frias por no máximo 24h. O equipamento utilizado para a determinação do tamanho de partículas das silagens foi o Wisconsin Forage Screens, com peneiras de furos 1,9, 1,3, 0,64, 0,40, 0,12cm e resíduos. Os resultados obtidos nas duas peneiras superiores foram somados para equivaler à primeira peneira do Penn State Forage Separator. As médias de duas subamostras analisadas para a dieta de cada híbrido são apresentadas na Tab. 3.

 

 

O alimento oferecido e as sobras foram registrados diariamente para o cálculo da ingestão de matéria seca. Amostras das rações, das sobras e das silagens de alfafa e dos dois híbridos foram coletadas diariamente e armazenadas em câmara fria, sob condições de congelamento. Todas as amostras congeladas foram compostas semanalmente por alimento. Os concentrados foram amostrados semanalmente. As amostras dos alimentos foram secas a 60oC e moídas em peneira com furos de 1mm de diâmetro, montada em um moinho tipo Wiley (Arthur H. Thomas, Philadelphia, PA).

Todos os alimentos foram analisados nas amostras semanais para proteína bruta, fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido. Todas as análises foram calculadas com base na matéria seca determinada a 105oC por oito horas.

As vacas foram pesadas ao início e final do período experimental. O escore da condição corporal foi dado para todas as vacas por três indivíduos, avaliado separadamente.

A produção de leite foi pesada diariamente desde o período pré-experimental. Amostras de leite foram tomadas em duas ordenhas consecutivas (vespertina e matutina) semanalmente, e enviadas para análises dos teores de gordura, proteína, lactose e sólidos não gordurosos e para contagem de células somáticas. As análises foram realizadas pelo National Cooperative DHIA (Wisconsin DHIA Laboratory, Appleton) mediante procedimentos de infravermelho proximal, usando um aparelho Fossomatic-605 com filtro B (Foss Electric, Hillerød, Denmark).

A produção de leite corrigida para o teor de sólidos totais foi baseada na fórmula descrita por Tyrrel e Reid (1965).

Para o cálculo da produção de leite corrigida para o teor de 3,5% de gordura usou-se a fórmula de Gravert (1987).

Para as análises estatísticas usou-se o procedimento de modelos mistos do pacote estatístico SAS 7.0 (Proc Mixed), ajustado para um delineamento inteiramente ao acaso.

O seguinte modelo foi utilizado para testar o efeito dos tratamentos sobre o desempenho das vacas em lactação:

Yjkl= m + Tk + Ll + TLkl + ejkl, em que:

Yjkl = valor médio da dependente variável para o animal j, ordem de lactação l, sob o tratamento k,

m = média geral,

Tk = efeito do tratamento (k= 1 a 3),

Ll = efeito da ordem de lactação (m = 1 a 2)

TLkl = interação tratamento versus ordem de lactação

ejkl = erro residual, assumido como normalmente distribuído.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As interações entre os tratamentos e a ordem de lactação foram não significativas para todas as características estudadas.

A dieta RCSH resultou em menor (P£ 0,001) ingestão de matéria seca e proteína bruta (Tab.4). Apesar do alto conteúdo de fibra presente na dieta BMR, este fato não limitou o nível de ingestão de matéria seca em relação à ração preparada com maior nível de concentrados. Oba e Allen (1998) verificaram aumento da ingestão de matéria seca para vacas alimentadas com bm3 em menor proporção na dieta, comparado à dietas com híbrido normal em alto e baixo nível de fibra e com bm3 em alta proporção na dieta. Quando corrigida em função do peso vivo dos animais a dieta BMR apresentou maior (P£ 0,009) ingestão de matéria seca do que a dieta RCS, e esta foi superior ao RCSH.

 

 

A ingestão de fibra em detergente neutro e de fibra em detergente ácido foi mais elevada nos tratamentos contendo alta proporção de forragem (BMR e RCSH), especialmente naquelas dietas baseadas em bm3. Apesar de apresentarem níveis semelhantes de fibra ingerida, a fibra mais facilmente digestível do híbrido bm3 pode ter resultado em rápida taxa de passagem pelo rúmem, diminuindo a limitação da ingestão por enchimento ruminal, conforme demonstraram os dados na matéria seca.

A Tab.5 apresenta os dados relativos a produção e composição do leite. As vacas alimentadas com a ração BMR produziram mais (P£ 0,001) leite do que as tratadas com RCSH, entretanto, a produção do tratamento com menos forragem foi ainda superior. Estes resultados sugerem menor aproveitamento dos nutrientes destinados à produção de leite do tratamento BMR em relação à dieta com relação forragem:concentrado normal, uma vez que a ingestão de ambas foi semelhante.

 

 

Não obstante, a simples correção do leite para 3,5% de gordura indicou que todos os tratamentos foram semelhantes (P³ 0,05). A produção de leite corrigida para sólidos totais foi mais sensível às diferenças (P£ 0,02) entre RCSH e RCS, em favor desse último. A produção de leite corrigida para seu conteúdo de sólidos totais para a dieta BMR foi intermediária e similar aos demais tratamentos.

O teor de gordura foi mais baixo (P£ 0,006) no leite de vacas alimentadas com a dieta RCS, e similar para os tratamentos BMR ou RCSH. As vacas alimentadas com as dietas RCSH e BMR produziram leite com menor (P£ 0,001) concentração de proteína do que aquelas vacas do tratamento RCS. Não houve diferença (P³ 0,05) para produção de gordura do leite, entretanto a produção de proteína foi superior (P£ 0,001) em RCS. Os teores de lactose e de sólidos não gordurosos foram mais altos no leite de vacas alimentadas com a ração RCS.

 

CONCLUSÕES

A utilização de altos níveis de forragem composta por silagem de milho híbrido mutante bm3 e silagem de alfafa em dietas foi efetiva em manter os níveis de produção de leite e de ingestão de matéria seca, a despeito das grandes diferenças nos níveis de fibra em detergente neutro.

 

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Recebido para publicação em 5 de fevereiro de 2001
Recebido para publicação, após modificações, em 10 de janeiro de 2003

 

 

E-mail: viniciusm@dfrc.wisc.edu

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