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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.55 no.5 Belo Horizonte Oct. 2003

https://doi.org/10.1590/S0102-09352003000500015 

ZOOTECNIA E TECNOLOGIA E INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

 

Qualidade da carcaça de suínos em terminação alimentados com diferentes níveis de restrição alimentar e de energia na dieta

 

Carcass quality of pigs in the finishing period fed with different feed restriction levels and energy in the diet

 

 

H.C.A. BarbosaI; A.A. VieiraII*; F.Q. AlmeidaIII; Z.S. TeixeiraIV; R.M. SouzaV; J.F. CamposVI

IMestrando em Zootecnia - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Bolsista da FAPERJ
IIInstituto de Zootecnia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro 23851-970 - Seropédica, RJ
IIIInstituto de Veterinária da UFRRJ
IVConsultor Técnico - Fazenda Penalva, Juiz de Fora, MG
VEscola de Veterinária da UFMG, Belo Horizonte, MG
VIGerente de Produção - Fazenda Penalva, Br 267, km 138, Juiz de Fora, MG

 

 


RESUMO

O trabalho objetivou avaliar quatro níveis de restrição alimentar (RA) (0, 5, 10 e 15%) e dois níveis de energia líquida (EL) na dieta (2.083 e 2.252kcal EL/kg de ração) sobre as características de carcaça de suínos na fase de terminação. Foram utilizados 48 suínos Dalland, 24 machos castrados e 24 fêmeas, distribuídos em delineamento experimental de blocos ao acaso em arranjo fatorial 4´ 2´ 2 (nível de restrição x nível de energia ´ sexo). Foram avaliados: peso da carcaça quente, comprimento da carcaça, espessura média do toucinho, rendimentos da carcaça e de cortes e relação carne:gordura na carcaça. Os resultados mostraram melhora na qualidade da carcaça, considerando-se a redução na espessura de toucinho (Y= 2,587 - 0,0186RA) e o aumento no peso (Y= 6,628 + 0,0276RA) e nos rendimentos do lombo (Y= 6,5895 + 0,1389RA - 0,0081RA2) e do pernil (Y= 17,143 + 0,0646RA) com o aumento da restrição alimentar. O aumento da energia líquida da dieta resultou em aumento no rendimento da carcaça (77,4 e 79,1%). As fêmeas apresentaram menor espessura de toucinho do que os machos castrados (2,36 e 2,54 cm).

Palavras-chave: energia líquida, rendimento da carcaça, qualidade da carcaça


ABSTRACT

This research aimed to evaluate the effect of feed restriction (FR) and net energy (NE) levels on the carcass quality of pigs in the finishing period. Forty eight animals, 24 barrows and 24 gilts were used in a completely randomized block design with three replicates of each sex. The treatments consisted of a 4 ´ 2 factorial (four levels of feed restriction - 0, 5, 10 and 15% - and two levels of net energy - 2083 and 2252kcal NE/kg of feed). The hot carcass weight, carcass length, backfat thickness, dressing percentage of carcass and of cuts and meat:fat ratio in the carcass were evaluated. The results showed an improvement in carcass quality, considering the reduction in backfat thickness (Y= 2.587 - 0.0186FR) and the increase in weight (Y= 6.628 + 0.0276FR) and in yielding of ham (Y= 6.5895 + 0.1389FR - 0.0081FR2) and loin (Y= 17.1430 + 0.0646FR) with the increase of feed restriction level. The increase in the net energy level of the diet resulted in an increase in carcass dressing percentage (77.4 and 79.1%). Gilts had better backfat tickness than the castrated males (2.36 and 2.54cm).

Keywords: net energy, dressing percentage of carcass, carcass quality


 

 

INTRODUÇÃO

A restrição alimentar em suínos pode ser um instrumento adequado para melhorar a eficiência alimentar, reduzir a deposição de gordura na carcaça e aumentar a deposição de carne na carcaça (Bellaver, 1995). Vários autores, ao utilizarem programas de restrição alimentar para suínos, observaram que os animais submetidos a tal regime apresentaram carcaça mais magra e com maior percentual de carne em relação aos alimentados à vontade, principalmente quando essa restrição ocorreu na fase de terminação (Pereira et al., 1987; Leymaster, Mersmann, 1991; Bikker et al.,1996a). Segundo Ramaekers et al. (1996), quando a restrição da ingestão total de energia é de 20% ou mais do consumo à vontade, o percentual de carne magra na carcaça pode ser aumentado, entretanto isso pode resultar em menor taxa de crescimento dos machos castrados em relação às fêmeas.

Altos níveis energéticos na ração proporcionam maior porcentagem de gordura na carcaça de suínos (Carnino, 1994 ). Quando há excesso de energia na dieta, acima das exigências para deposição de proteína e para mantença, ocorre aumento de deposição de gordura na carcaça. O excesso de consumo de energia que pode ocorrer na fase de terminação dos suínos alimentados à vontade pode ser evitado pela restrição de fornecimento de energia. Giles (1990) cita como forma de restrição alimentar a redução na densidade energética da dieta durante a fase de terminação, evitando-se o excesso de gordura, particularmente nas fêmeas.

O ganho diário de carne e gordura aumenta linearmente com o aumento do consumo de ração até atingir o potencial máximo da taxa de deposição de carne, enquanto que o excesso de energia é desviado para a deposição de gordura. A conseqüência do excesso de consumo será menor taxa de crescimento corporal e maior taxa de deposição de gordura (Whittemore, 1993). Em suínos alimentados com baixo nível alimentar ocorre redução na espessura de toucinho e aumento no conteúdo de carne da carcaça (Wood, 1993).

A relação carne:gordura na carcaça piora com o aumento na quantidade de energia ingerida, mesmo quando não se alcança a taxa máxima de deposição de carne magra. A percentagem de carne e a eficiência de ganho de carne são otimizadas em menor nível de ingestão alimentar, em relação ao nível de ingestão que permita máximo ganho de peso e eficiência alimentar (Bikker et al., 1996a). Segundo Machado et al. (1984), a correlação entre espessura de toucinho e quantidade total de gordura da carcaça é positivo, por isso ela constitui importante indicador da qualidade de carcaça de suínos.

Suínos machos castrados alimentados à vontade têm menor conteúdo de carne magra do que as fêmeas com o mesmo peso de abate (Leymaster, Mersmann, 1991). Segundo Bikker et al. (1996b), em fêmeas sob regime de restrição alimentar, o peso de carcaça não é afetado pelo nível de energia ingerida. De acordo com Nold et al. (1997), as fêmeas apresentam carcaças mais magras, com maior percentagem de músculos e maior área de olho de lombo do que os machos, e não há diferença entre sexos quanto ao peso de carcaça quando os animais são alimentados com alto ou baixo nível de proteína.

O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos de diferentes níveis de restrição alimentar e de energia líquida da dieta sobre a qualidade de carcaça de suínos na fase de terminação.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados 48 suínos Dalland, 24 machos castrados e 24 fêmeas, descendentes de machos da linhagem Dalboar 70 cruzados com fêmeas da linhagem C40. As dietas experimentais foram fareladas e compostas por sorgo, farelo de soja e farelo de trigo com nível de energia líquida de 2.083kcal EL/kg de ração (Tab.1) ou por sorgo, farelo de soja e óleo de soja degomado, com nível de energia de 2.252kcal EL/kg de ração (Tab.2), ambas suplementadas com minerais e vitaminas de acordo com as recomendações para suínos em terminação do National... (1998).

 

Tabela 1 - Clique para ampliar

 

 

Tabela 2 - Clique para ampliar

 

Os níveis de restrição alimentar utilizados foram de 15, 10, 5 e 0% do consumo à vontade. As dietas foram calculadas de modo que os animais submetidos aos diferentes níveis de restrição alimentar e energia consumissem a mesma quantidade de lisina e proteína bruta.

A quantidade de consumo da dieta sem restrição, estimada com base em experimentos anteriores, foi de 3,2kg de ração/animal/dia. A alimentação foi feita de acordo com o manejo da granja, com as devidas alterações propostas para cada tratamento. Os animais alimentados à vontade tiveram o alimento à disposição durante 24 horas por dia.

Os animais foram separados por peso, idade e sexo para formação de blocos e alojados em dois galpões de terminação, um com 32 baias e outro com 16 baias. Ao atingirem o peso médio aproximado de 95kg, um animal por baia foi retirado aleatoriamente e enviado para abate para avaliação da carcaça, totalizando 48 animais.

O abate ocorreu após jejum alimentar e hídrico de 24 e 12 horas, respectivamente. A carcaça foi separada em duas metades por um corte longitudinal na linha dorso-lombar, que corresponde à coluna vertebral, mensurando-se o seu comprimento da borda cranial da primeira costela até a borda cranial da sínfise pubiana, com uma fita métrica metálica. A espessura do toucinho foi medida com um paquímetro em três regiões específicas, a primeira próxima da primeira vértebra torácica, a segunda próxima da última vértebra torácica e a terceira próxima da última vértebra lombar, de acordo com a metodologia do sistema de tipificação de carcaça suína (Ministério..., 1981).

As duas meias-carcaças foram pesadas e avaliadas quanto ao rendimento, à espessura média do toucinho, ao rendimento de cortes nobres, ao peso e ao rendimento do lombo, pernil e paleta. Na dissecação da carcaça, o pernil e a paleta foram desossados, considerando-se o peso sem o respectivo osso.

O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, sendo os tratamentos arranjados em esquema fatorial 4 ´ 2 ´ 2 (níveis de restrição alimentar ´ níveis de energia ´ sexo) em três blocos. Para a formação dos blocos foi considerado o peso dos animais no início do período experimental, sendo a unidade experimental representada pela baia.

Os dados foram submetidos à análise de variância, para avaliar os efeitos do nível de energia da dieta e de sexo, e à análise de regressão para avaliar o nível de restrição alimentar, utilizando-se o sistema de análises estatísticas e genéticas (UFV..., 1993).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Não foi observada interação significativa (P>0,05) entre níveis de restrição alimentar, níveis de energia na dieta e sexo para as características estudadas, com exceção de peso de carcaça e peso de lombo, em que ocorreu interação entre restrição alimentar e nível de energia na dieta, a qual será discutida posteriormente.

Os valores médios das características de rendimento e cortes da carcaça em função do nível de restrição alimentar podem ser observados na Tab. 3. Não foram observados efeitos significativos (P>0,05) do nível de restrição alimentar sobre o comprimento de carcaça, peso da paleta, rendimento da carcaça e relação carne:gordura.

 

Tabela 3 - Clique para ampliar

 

Os resultados de comprimento da carcaça assemelham-se aos obtidos por Ramaekers et al. (1996) e Bertol et al. (1999) e diferem dos encontrados por Bikker et al. (1996a), que observaram redução linear no peso da carcaça em função do aumento no nível de consumo da dieta.

Quanto ao rendimento de carcaça, os resultados diferem dos de Haydon et al. (1989), que observaram redução no rendimento de carcaça com a diminuição do consumo de energia, atribuído pelos autores à menor quantidade de gordura depositada associada à redução do consumo da dieta.

Os resultados da relação carne:gordura diferem dos obtidos por Haydon et al. (1989) que, ao avaliarem três níveis com restrição alimentar, à vontade e de 15 e 30% do consumo à vontade, observaram que ao limitar o consumo diário de energia em 30% ocorreram redução no conteúdo de gordura na carcaça e aumento da percentagem de carne. Segundo os autores, o aumento na percentagem de carne não foi tão eficiente quanto a redução no percentual de gordura. Deve-se levar em consideração, no entanto, que a restrição imposta por esses pesquisadores foi mais rigorosa que a adotada no presente trabalho. Resultados obtidos por Leymaster e Mersmann (1991), Thomke et al. (1995), Bikker et al. (1996a) e Ramaekers et al. (1996) confirmaram maior percentagem de carne na carcaça para os animais submetidos à restrição alimentar.

A análise de regressão mostrou redução linear na espessura média de toucinho (P<0,05) (Fig. 1), aumento linear no peso e rendimento de pernil (P<0,05) (Fig. 2 e 3) e resposta quadrática no rendimento de lombo (P<0,05) (Fig. 4) em função do nível de restrição alimentar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Estes resultados são semelhantes aos obtidos na literatura nos quais suínos alimentados com maior nível alimentar ou à vontade depositaram proporcionalmente mais gordura e menos músculo na carcaça do que os alimentados com baixo nível alimentar ou sob restrição alimentar (Friesen et al., 1995; Bikker et al., 1996a; Quiniou et al., 1996; Ramaekers et al., 1996; Ellis et al., 1996). Campbel e Taverner (1988) observaram correlação linear positiva entre a taxa de crescimento de gordura e o consumo alimentar, indicando que maior o consumo maior o depósito de gordura na carcaça.

Derivando-se a equação Y= 6,5895 + 0,1389RA -0,0081RA2 pode-se estimar o rendimento máximo de lombo na carcaça dos suínos, obtido com o nível de restrição alimentar de 7,18%.

Estes resultados concordam com os obtidos por Ramaekers et al. (1996), os quais observaram que a restrição alimentar de 20% ou mais pode melhorar o rendimento de carne magra na carcaça mas pode resultar em menor crescimento nos machos.

Os resultados do rendimento e cortes da carcaça de suínos em terminação em função do nível de energia líquida da dieta são apresentados na Tab. 4.

 

Tabela 4 - Clique para ampliar

 

Foi observado efeito significativo (P<0,05) do nível de EL da dieta sobre o rendimento de carcaça. Os animais alimentados com dieta de 2.252kcal EL/kg tiveram maior rendimento de carcaça, 79,1%, do que os com dieta de 2.083kcal EL/kg, 77,4%. Resultados semelhantes foram obtidos por Gonçalves et al. (1999), enquanto que Oliveira e Teixeira Filho (1984) e Bertechini et al. (1986), ao avaliarem dietas com diferentes níveis de energia, não observaram diferença significativa quanto ao rendimento da carcaça.

Não foi observado efeito do nível de energia (P>0,05) sobre a espessura média de toucinho, discordando dos resultados descritos por Quiniou et al. (1996) e Gonçalves et al. (1999), segundo os quais animais alimentados com maior nível de energia na dieta apresentaram maior espessura de toucinho do que os alimentados com dietas de menor nível de energia. Giles (1990) observou que a espessura de toucinho é uma característica relativamente insensível a alteração na ingestão de energia quando suínos em crescimento e suínos geneticamente melhorados em terminação são alimentados com dietas com conteúdo de energia próximo do consumo voluntário.

A elevação do nível de energia da dieta não correspondeu ao aumento significativo de gordura na carcaça (P>0,05). Este efeito do nível de energia sobre a relação carne:gordura está de acordo com a observação de Oliveira e Teixeira Filho (1984), mas discorda da de Gonçalves et al. (1999), os quais observaram que maior nível de energia na dieta resultou em aumento significativo do percentual de gordura na carcaça. Os autores concluíram que a qualidade da carcaça fica prejudicada quando os animais são alimentados com níveis elevados de energia na dieta.

Houve interação significativa entre os níveis de restrição alimentar e energia na dieta (P<0,05) para as características peso da carcaça e peso do lombo (Tab.5).

 

Tabela 5 - Clique para ampliar

 

Animais alimentados à vontade com dieta de 2.252kcal EL/kg de ração apresentaram maior peso da carcaça e peso do lombo, 79,40 e 2,66kg, do que aqueles cuja dieta foi de 2.083kcal EL/kg de ração, 72,15 e 2,32kg, respectivamente. Nos animais submetidos à restrição alimentar não se observou efeito do nível de energia líquida sobre o peso da carcaça e peso do lombo (P>0,05).

Para animais alimentados com dietas de 2.083kcal EL/kg na dieta foi observado efeito quadrático no peso de lombo em função dos níveis de restrição alimentar, de acordo com a equação Y = 2,30 + 0,11RA - 0,0065RA2 (R2= 0,94), em que o peso máximo de lombo (2,77kg) foi obtido com o nível de restrição alimentar de 8,5%.

Não foi observado efeito significativo de sexo em relação às características avaliadas, exceto espessura de toucinho, que foi maior nos machos castrados do que nas fêmeas (2,54 e 2,36cm, respectivamente). Os resultados estão de acordo com aqueles encontrados na literatura, nos quais fêmeas apresentam menor espessura média de toucinho, o que resulta em carcaças superiores, com menor quantidade de gordura do que as de machos castrados (Ellis et al., 1996; Hyun et al., 1997; Nold et al., 1997; Moeller et al., 1998; Fialho et al., 1998; Gonçalves et al., 1999). Segundo Quiniou et al. (1999), fêmeas apresentam deposição de gordura similar à machos inteiros, e deposição de carne similar à de machos castrados, sendo a deposição de gordura maior nos machos castrados do que nos machos inteiros.

 

CONCLUSÕES

O aumento no nível de restrição alimentar melhorou a qualidade da carcaça se se considerar a redução na espessura do toucinho e o aumento de peso e rendimento do pernil e do lombo. O aumento no nível de energia líquida da dieta resultou em aumento de peso e rendimento da carcaça e as fêmeas apresentaram menor espessura de toucinho do que os machos castrados.

 

AGRADECIMENTOS

Ao Sr. Manoel Teixeira Lopes, proprietário da Fazenda Penalva, pelo financiamento da pesquisa, aos funcionários da Fazenda Penalva, pela colaboração nos trabalhos de campo, e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro pela concessão da bolsa de Mestrado.

 

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Recebido para publicação, após modificações, em 19 de julho de 2002

 

 

* Autor para correspondência
E-mail: assisv@ufrrj.br

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