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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

versão impressa ISSN 0102-0935versão On-line ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. v.57 n.6 Belo Horizonte dez. 2005

https://doi.org/10.1590/S0102-09352005000600002 

MEDICINA VETERINÁRIA

 

Estudo epidemiológico de problemas reprodutivos em rebanhos bovinos na bacia leiteira de Goiânia

 

An epidemiological study of reproductive failure in dairy herds from Goiânia

 

 

J.R.A. AndradeI; N. SilvaII, *; W. SilveiraIII; M.C.C. TeixeiraIII

IDepartamento de Zootecnia - PUC-Goiás
IIEscola de Veterinária - UFMG Caixa Postal 567 30123-970 - Belo Horizonte, MG
IIICentro Diagnóstico e Pesquisa Veterinária - Goiânia, GO

 

 


RESUMO

No período de março 2001 a julho 2002 foram estudadas 2823 fêmeas bovinas, em idade de reprodução, mestiças das raças Holandesa e Gir, pertencentes a 34 propriedades da bacia leiteira de Goiânia. A taxa de prenhez foi 47,8%. Entre os animais não gestantes (n= 1473), 17% apresentaram alterações inflamatórias do útero. Outras anormalidades encontradas foram: aplasia parcial do sistema genital (0,04%), feto macerado (0,01%), ovário aderido (0,04%). Casos de natimortalidade (0,04%), retenção placentária (0,01%) e cervicite (0,6%) e taxas de abortos (0,88%) também foram registrados. Cocos Gram positivos (41,3%) e bastonetes Gram negativos (52,6%) foram os microrganismos mais isolados, sendo Staphylococcus aureus e Escherichia coli os principais patógenos encontrados nas infeccções uterinas. Testes in vitro mostraram que esses microrganismos apresentaram maior susceptibilidade frente ao cloranfenicol, à gentamicina e à neomicina.

Palavras-chave: bovino, endometrite, etiologia, antibiograma


ABSTRACT

An epidemiological study was carried out on 2823 cows from 34 dairy herds from Goiania in the State of Goias-Brazil during 2001 to 2002. The pregnancy rate was 47.8%. In 1473 non-pregnant cows, causes of reproductive failure problems were sought. The most prevalent uterine infection was endometritis (17.0%). Uterine disorders such as partial hypoplasia of the genital system (0.04%), macerate fetus (0.01%), adhesion of ovaries (0.04%), stillbirth (0.04%), retained placenta (0.01%), cervix inflammation (0.6%) and abortion (0.88%) also were found. Uterine swabs were collected aseptically for microbiological culture. Gram positives cocci (41.3%) and Gram negatives rods (52.6%) were found, and Staphylococcus aureus and Escherichia coli were the most prevalent pathogens. Susceptibility patterns of microorganisms suggested the use of chloramphenicol, gentamicin and neomycin for antimicrobial therapy.

Keywords: dairy herd, endometritis, etiology, antimicrobial


 

 

INTRODUÇÃO

As infecções uterinas causam importantes perdas econômicas para o sistema de exploração agropecuária, posto que provocam aumento do intervalo de parto, do número de serviços por concepção, da taxa de descartes e diminuição da produção de leite (Fourichon et al., 2000; Drillich et al., 2005).

Diferentes fatores de risco são registrados como predisponentes aos processos infecciosos do útero, como manejo pré-parto inadequado, distúrbios endócrinos e nutricionais, condições sanitárias precárias, fatores ambientais de estresse, infecções pós-parição, entre outros (Bruun et al., 2002; Mejía e Lacau-Mengido, 2005). Como resultado desses processos, observa-se o engrossamento da parede uterina, o que possibilita o diagnóstico por meio de palpação retal e/ou exame por espéculo vaginal (Drillich et al., 2005; Mejía e Lacau-Mengido, 2005).

Os problemas reprodutivos mais freqüentes causados pelas infecções uterinas são as retenções de placenta (49%), os abortos (38%), as metrites (29%) e as endometrites (30%) (Torres e Cordeiro, 1989).

Entre os agentes infecciosos relacionados às infecções uterinas, predominam estreptocococos, estafilococos, Escherichia coli, Proteus spp e Arcanobacterium (Actinomyces) pyogenes, produzindo infecções isoladas ou mistas, assim como Clostridium spp, Micrococcus, Pseudomonas spp, Enterobacter spp e Bacillus spp (Dohmen et al., 1995; Silva e Lobato, 1999).

Na bacia leiteira de Goiânia, apesar de sua importância para o sistema de produção pecuária de leite, pouco se conhece sobre os problemas reprodutivos e suas conseqüências para a produtividade dos rebanhos. Destaca-se o trabalho realizado por Bressan et al. (1999), que identificaram como principais problemas encontrados nas propriedades rurais da região: repetição de cio e retenção de placenta em 48% das fêmeas bovinas, abortos em 28% e anestros em 29%. Segundo Carvalhedo (1998) e Rocha (1998), E. coli (25% - 28%), S. aureus (14% - 22%), Staphylococcus coagulase negativo (6,0%), Streptococcus spp (19,8%), Arcanobacterium (Corynebacterium) spp (7,9%), Bacillus spp (7,0%) e Enterococcus agglomerans (6,0%) são os principais agentes etiológicos envolvidos com as infecções uterinas em bovinos pertencentes à bacia leiteira de Goiânia.

Este trabalho objetivou avaliar algumas características relacionadas aos problemas reprodutivos dos rebanhos bovinos da bacia leiteira de Goiânia e sua relação com a produtividade.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi realizado na região da bacia leiteira de Goiânia, localizada na parte central do estado de Goiás, no período de março de 2001 a julho de 2002, abrangendo 27 municípios, com aproximadamente 4.865 propriedades de exploração leiteira, com número médio de 100 cabeças de bovinos, das quais 65 são vacas.

O tamanho da amostra foi determinado segundo descrição do Centro Panamericano de Zoonosis para pesquisa com conglomerados (Procedimientos..., 1973). A prevalência de casos de endometrites foi estimada em 12,0%, após ensaios em animais suspeitos de infecção, conforme preconizado por Rosemberger (1993). Utilizou-se grau de confiança de 95,0% e margem de erro de 10,0%, sendo trabalhadas 2823 fêmeas em 34 propriedades.

Avaliaram-se as taxas de prenhez, de abortos, de partos distocíacos e de retenção de placenta. Os processos inflamatórios e as alterações do útero foram diagnosticados por meio de palpação retal. A tonicidade do útero foi utilizada como método auxiliar para a detecção das infecções, além de complementar a avaliação das estruturas encontradas nos ovários (Rosemberger, 1993). Em todas as avaliações, levou-se em consideração o tempo decorrido após o último parto. Os animais examinados estavam fora do período do puerpério, quando as infecções uterinas são consideradas normais (Silva e Lobato, 1999).

As fêmeas confirmadas ou suspeitas de metrite foram submetidas à colheita de material cérvico-uterino para a bacteriologia, utilizando-se um swabes de algodão montado a partir de bastão de aço, adotando-se todos os procedimentos de rotina para colheita asséptica de material. O material colhido e identificado foi colocado em frascos estéreis contendo o meio de caldo-cérebro-coração (BHI Oxoid®) e enviado ao laboratório, sob refrigeração. Os exames para identificação dos microrganismos aeróbicos ou microaerófilos foram realizados segundo Quinn et al. (1994), e os testes de susceptibilidade in vitro aos antimicrobianos foram processados pelo método de difusão em disco (Bauer et al., 1966).

As análises estatísticas foram realizadas por meio dos testes de Kruskal-Wallis e qui-quadrado (Conover, 1980), utilizando-se o programa informático SAS (User's... 1980).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A taxa de prenhez foi de 47,8% (n= 1370 animais). Entre os animais não gestantes (n=1473), 1155 deles apresentavam cornos uterinos simétricos (78,4%) (Fig. 1). Cornos ligeiramente assimétricos (aumento no tamanho de 1,5 a 2,5 vezes) em relação aos seus opostos foram observados em 84 fêmeas (5,7%) e considerados com endometrites. Essa assimetria, mesmo com ausência de fluidos ou de espessamento da parede uterina, é indicativa de casos de endometrites (Drillich et al., 2005; Mejía e Lacau-Mengido, 2005). Detectaram-se 148 casos de metrite (10,0%), evidenciados pela maior assimetria entre os cornos uterinos. As alterações inflamatórias foram mais evidentes no corno direito (57,0%) que no corno esquerdo (43,0%). Essa diferença se justifica pela maior possibilidade de gestação nele, atribuída à maior atividade ovariana no lado direito (McEntee, 1990). A assimetria devida ao período de puerpério não foi considerada. Em 19 animais (1,3%), foram evidentes os sinais de piometra, inclusive com corrimento vaginal purulento.

 

 

Os resultados refletem as diferenças de nível tecnológico entre as propriedades, aspecto já comentado por Torres e Cordeiro (1989), ou podem ser atribuídos aos fatores de risco aos quais os animais estão expostos (Esslemont e Kossaibati, 1996; Bruun et al., 2002). Encontraram-se 17,0% de úteros com algum tipo de infecção, menor que os 29% e 30% verificados por Ribeiro et al. (1984) e Torres e Cordeiro (1989), respectivamente, em rebanhos brasileiros. Apesar de a taxa de prevalência de infecções uterinas ser inferior à registrada por aqueles autores, essa situação é preocupante, visto que as infecções uterinas interferem nos índices zootécnicos (Drillich et al., 2001; Mejia e Lacau-Mengido, 2005).

Observou-se tonicidade moderada em 68,6% dos úteros e apenas em 2,0% deles ela foi acentuada. Úteros com flacidez acentuada foram observados em 29,3% dos animais. Neste trabalho, a tonicidade foi considerada como um parâmetro auxiliar utilizado no diagnóstico dos distúrbios do sistema genital de bovinos. A tonicidade do útero foi associada à presença de grandes folículos ovarianos e com flutuação, sendo esses observados principalmente em animais próximos ao estro. A associação entre as estruturas flutuantes nos ovários pode determinar a classificação de cistos, assim como ser conseqüência de infecção uterina ou simplesmente resultado de ovários não funcionais, conforme preconizado por Rosemberger (1993).

O exame clínico do sistema genital mostrou que 0,6% das fêmeas apresentaram cérvice anormal. Essas alterações não são freqüentes em bovinos e estão relacionadas, principalmente, a distúrbios de formação genética (Rosemberger, 1993) e, aparentemente, têm pouca influência sobre as taxas reprodutivas em rebanhos leiteiros.

Ocorreram menos de 0,1% de casos de natimortalidade e retenção de placenta. Outras anormalidades encontradas foram: aplasia parcial do sistema genital (0,04%), feto macerado (0,01%), ovário aderido (0,04%) e abortos (0,88%). Bressan et al. (1999) encontraram, na bacia leiteira de Goiânia, índices de alterações uterinas superiores aos registrados neste trabalho. Essas diferenças podem ser atribuídas à metodologia utilizada por aqueles autores, baseada em informações obtidas junto aos órgãos de fomento da produção e assistência técnica rural do estado de Goiás.

Os resultados da avaliação do sistema reprodutivo dos animais não gestantes, segundo a categoria animal, são apresentados na Tab. 1. Em 92,7% das novilhas, predominou a classificação de útero normal (sem alterações patológicas). Observou-se que mais da metade delas não estava gestante (51,7%) e que a categoria era representada por animais com idade média acima de 24 meses, o que sugere primeiro parto tardio, aspecto já discutido por Ferreira (1991). Esses resultados fazem supor a existência de problemas de manejo nas propriedades. Nas categorias de vacas paridas e solteiras, não se observou diferença significativa em relação ao percentual de úteros classificados como normais (P>0,05).

 

 

Observaram-se 18,3% de ocorrências de úteros com processos infecciosos nas vacas paridas, 21,8% nas solteiras e 4,8% nas novilhas. Os processos infecciosos do útero têm sua origem, na maioria dos casos, no período pós-parto (Drillich et al., 2001). Na avaliação dos rebanhos, verificou-se que o manejo pós-parto era deficiente e que as taxas de infecções uterinas encontradas, principalmente em vacas solteiras, mostraram um processo persistente, aspecto já mencionado por Silva e Lobato (1999) e Mejía e Lacau-Mengido (2005).

É baixo o percentual de animais gestantes nas três categorias de animais, mas as causas não foram identificadas. O que se pode dizer é que os processos inflamatórios uterinos não são suficientes para justificar as baixas taxas de prenhez encontradas e que outros fatores, além daqueles de origem infecciosa, interferem na performance reprodutiva dos rebanhos estudados, conforme sugerem Brunn et al. (2002).

A freqüência dos microrganismos isolados de úteros com processos inflamatórios é apresentada na Tab. 2. Os cocos Gram positivos representaram 41,3% dos isolamentos, com destaque para o S. aureus. Foram também isolados E. coli e Arcanobacterium spp. Esses resultados aproximam-se dos descritos por Carvalhedo (1998) e Rocha (1998), para a mesma região estudada, especialmente quanto aos percentuais de S. aureus e de E. coli. A menor freqüência de isolamentos de Arcanobacterium spp. justifica-se pelo baixo índice de ocorrência de metrites agudas e piometras verificado neste trabalho. Sá (1991) descreve a correspondência entre a freqüência de isolamentos dessa bactéria e o agravamento dos processos infecciosos do útero. Vários microrganismos descritos na literatura como causadores de endometrite (Silva e Lobato, 1999) não foram isolados neste trabalho. A freqüência de infecções uterinas causadas por mais de um microrganismo foi baixa (0,8%) quando comparada com a de outros trabalhos (Dohmen et al., 1995; Silva e Lobato, 1999).

 

 

Os maiores percentuais de susceptibilidade foram verificados para o cloranfenicol, a gentamicina e a neomicina, e os de resistência para a penicilina e a tetraciclina (Tab. 3).

 

 

O percentual de amostras resistentes às várias drogas é fato complicador para os esquemas profiláticos e terapêuticos de controle das infecções uterinas nos rebanhos da região estudada. Essa resistência está, provavelmente, associada ao uso indiscriminado e incorreto de antibióticos, realizado quase sempre sem a determinação da susceptibilidade dos microrganismos frente às drogas, como mencionado por Silva et al. (1999) e Cardoso et al. (2000).

Não foram avaliados os aspectos sócio-econômicos das infecções uterinas neste trabalho e pouco se conhece sobre as suas conseqüências para a viabilidade da exploração econômica do setor leiteiro goiano, como destacaram Ferreira (1991) e Bressan et al. (1999). Apesar disso, os resultados obtidos possibilitam conhecer melhor e com maior profundidade os principais problemas sanitários da região, como a prevalência de metrites e endometrites, além da sua etiologia para, então, propor alterações para aumentar os índices de produtividade dos rebanhos bovinos leiteiros, como assinalado por Sá (1991).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação em 8 de julho de 2004
Recebido para publicação, após modificações, em 5 de outubro de 2005

 

 

* Autor para correspondência (corresponding author)
E-mail: nivaldovet@yahoo.com.br

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