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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.60 no.2 Belo Horizonte Apr. 2008

https://doi.org/10.1590/S0102-09352008000200029 

ZOOTECNIA E TECNOLOGIA E INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

 

Utilização do triticale e de enzimas em dietas para suínos: digestibilidade e metabolismo

 

Utilization of triticale and of enzymes in pig diets: digestibility and metabolism

 

 

L. HauschildI; P.A. LovattoI, *; C.R. LehnenI, II; A.d'A. CarvalhoI, II; L. AlebranteI

IUniversidade Federal de Santa Maria Faixa de Camobi, km 97105-900 – Santa Maria, RS
IIBolsista - CAPES

 

 


RESUMO

Avaliou-se o efeito da inclusão de níveis de triticale sobre o valor nutritivo de dietas para suínos com ou sem enzimas. Foram utilizados 24 suínos machos, castrados, com peso inicial de 59kg, alojados em gaiolas metabólicas. O delineamento foi de blocos ao acaso em arranjo fatorial 3 x 2 (níveis de triticale, 0, 30 e 60%, com ou sem enzimas), com quatro repetições cada. A inclusão de triticale na dieta em até 60% e a adição de enzimas não influenciou (P>0,05) a digestibilidade da matéria seca, fósforo, energia bruta, metabolização da energia, energia digestível e metabolizável e o balanço do N. Os valores médios de energia digestível e metabolizável foram de 3.537 e 3.435kcal. Houve interação triticale x enzimas na proteína digestível aparente (PDa) (P<0,01). Na dieta com 60% de triticale sem adição de enzimas a PDa foi 6% inferior à controle. Na dieta com 30 e 60% de triticale com enzimas, a PDa foi similar à controle e 5% superior à dieta com 60% de triticale sem enzimas. A inclusão de 60% de triticale em dietas para suínos reduz a PDa. A adição de enzimas melhora a PDa em dietas com 30 e 60% de triticale.

Palavras-chave: suíno, b-glucanase, fósforo, metabolizibilidade, nitrogênio, xilanase


ABSTRACT

The effect of triticale levels with or without enzyme supplementation on nutritive value of pig’s diet was evaluated using twenty four barrows weighting 59kg, housed in metabolic crates. A complete randomized experimental block design in a 3 x 2 factorial arrangement (triticale levels -0, 30 e 60% with or without enzymes) with four replicates each was utilized. No effects of triticale levels and enzymes supplementation (P>0.05) were observed on dry matter digestibility, phosphorus, crude energy, metabolization of energy, digestible and metabolizable energy and nitrogen balance. The average values of digestible and metabolizable energy were 3,537 e 3,435kcal. An interaction triticale x enzymes effect on apparent digestible protein (DPa) (P<0.01) was observed. Apparent digestible protein for 60% triticale diets without enzymes supplementation was 6% lower than control diet while DPa of 30 and 60% triticale diets with enzymes supplementation were similar to DPa of the control diet and 5% higher than 60% triticale diets without enzyme supplementation. The inclusion of 60% triticale in pig diets reduces the DPa. Enzymes supplementation improves the DPa for diets containing 30 and 60% of triticale.

Keywords: swine, b-glucanase, phosphorus, metabolizibility, nitrogen, xylanase


 

 

INTRODUÇÃO

O milho é a principal fonte energética utilizada na alimentação de suínos. A escassez do milho na entressafra eleva seu custo, estimulando sua substituição nas dietas por alimentos alternativos. Assim, ingredientes com perfil nutricional semelhante ao do milho, que não comprometam o desempenho animal, vêm sendo estudados (Fedalto et al., 1999; Hogberg e Lindberg, 2004).

O Rio Grande do Sul é um dos estados mais importantes na produção nacional de grãos. A localização geográfica do RS apresenta condições de clima e solo favoráveis à produção de culturas de inverno, com potencial para alimentação dos suínos. Dentre essas culturas, destaca-se o triticale, cereal que combina a qualidade protéica e energética do trigo com a rusticidade do centeio.

O triticale apresenta teor protéico 22% mais alto que o do milho, com um perfil melhor de aminoácidos, principalmente lisina (Nutrient..., 1998). Algumas variedades têm níveis de lisina 50% mais elevados que o milho, e seu uso pode diminuir em aproximadamente 3% a inclusão de farelo de soja nas dietas de suínos (Myer et al., 1996). O triticale melhora ainda a digestão do P devido à atividade fitásica intrínseca (Pointillart, 1993).

Existem algumas limitações para o uso do triticale na alimentação de suínos devido aos polissacarídeos não amiláceos (PNA), que não são hidrolisados pelas enzimas digestivas (Bedford, 1995). O efeito negativo dos PNA na digestibilidade dos ingredientes deve-se ao aumento da viscosidade no trato gastrintestinal (Jorgensen et al., 1996). No entanto, a adição de complexos multienzimáticos do grupo das carboidrases (celulases, hemicelulases e xilanases) pode viabilizar a substituição do milho por triticale em rações de suínos. Essas enzimas reduzem a viscosidade da digesta e aumentam a digestibilidade dos alimentos (Fireman e Fireman, 1998). Outros fatores negativos do triticale têm sido relatados, dentre os quais os inibidores de tripsina (Brand et al., 1995), o baixo valor energético e a pouca palatabilidade (Shimada et al., 1974). Entretanto, as concentrações de inibidores de tripsina são baixas nas variedades de triticale cultivadas no Brasil (Beagle 82, BR–1, BR-2, BR-4).

A substituição de milho por triticale nas dietas para suínos em crescimento piora linearmente a conversão alimentar (Myer et al., 1989), mas não afeta o consumo de ração e o ganho de peso (Furlan et al., 1999). Os poucos trabalhos publicados mostram resultados variáveis e contraditórios do nível ideal de triticale a ser usado em dietas para suínos. Além disso, poucos estudos avaliaram o uso de triticale associado a enzimas na digestibilidade aparente das dietas e no metabolismo dos animais. Este trabalho teve por objetivo estudar a digestibilidade aparente das dietas e o balanço do nitrogênio de suínos alimentados com dietas contendo diferentes níveis de triticale com ou sem adição de enzimas.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado entre outubro e novembro de 2004. Foram utilizados 24 suínos machos castrados, geneticamente homogêneos e irmãos paternos, oriundos de cruzamentos industriais entre as raças Landrace x Large White x Duroc. O peso vivo (PV) médio inicial foi de 59,29, e o final de 69,8kg. Os animais foram alojados em gaiolas metabólicas, mantidas em ambiente semicontrolado em temperatura média de 22ºC. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso, consistindo em um fatorial 3 x 2 (níveis de inclusão de triticale, 0, 30 e 60%, com ou sem adição de enzimas), com quatro repetições por tratamento, tendo o animal como unidade experimental.

As dietas experimentais (Tab. 1) foram formuladas segundo o NRC (Nutrient..., 1998), sendo isoenergéticas, isoprotéicas, isocálcicas e isofosfóricas. Foram adicionadas 50g/t de ração de um complexo enzimático com atividades de xilanases e b-glucanases.

 

 

O experimento teve duração de 24 dias, divididos em dois períodos de 12 dias cada - sete de adaptação dos animais às gaiolas e ao alimento e cinco para coletas. As rações foram fornecidas de acordo com o peso metabólico (PV0,60). A quantidade diária de ração foi ajustada de acordo com a estimativa do ganho médio diário, considerando um consumo de 2,6 vezes ao da mantença, estimada em 250kcal EM/kg PV0,60 (Noblet et al., 1993). A ração foi fornecida em três refeições diárias, às 8, 13 e 18h, e o acesso à água foi livre.

Foi utilizado o método de coleta total de fezes. O início e o final da coleta foram determinados pelo aparecimento de fezes marcadas (foram adicionados 1,5% de Fe2O3 às dietas). As fezes totais foram coletadas uma vez ao dia, acondicionadas em sacos plásticos e conservadas em congelador a –10ºC. No final do experimento, as fezes foram homogeneizadas e amostradas (0,5kg), secas em estufa de ventilação forçada (60ºC/72h) e moídas para análises posteriores. A urina excretada era drenada para baldes plásticos contendo 25ml de HCl 6N. A cada 12h, após homogeneização, o volume era medido e uma amostra de 5% era retirada e conservada sob refrigeração (4ºC). As análises químicas de fezes e urina foram realizadas segundo metodologia da AOAC (Official..., 1990). As variáveis avaliadas foram os coeficientes de digestibilidade aparentes da matéria seca (CDaMS), de energia bruta (CDaEB), de metabolizibilidade da energia (CME) e da proteína digestível aparente (PDa), de energia digestível aparente (EDa), a energia metabolizável aparente (EMa), o balanço do N e a digestibilidade do fósforo. Os valores de CDaMS, CDaEB, CDaPB, CME, EDa e EMa foram determinados de acordo com metodologia proposta por Matterson et al. (1965).

Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância usando o procedimento GLM do SAS (User’s..., 2000). As comparações de médias foram feitas pelo teste Tukey.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O triticale apresentou 88% de MS, 11,2% de proteína bruta (PB), 0,01% de cálcio (Ca) e 0,20% de fósforo (P). Estes valores foram mais baixos em 0,50% de MS, 0,86% de PB, 0,03% de Ca e 0,04% de P em relação aos propostos pelo Nutrient... (1998) e Rostagno et al. (2005). Essas variações eram esperadas, pois a composição química do triticale pode variar em função de fatores como cultivar, solo e clima (Owsley et al., 1987).

Os resultados de digestibilidade aparente da MS, PB e energia bruta (EB), energias digestível (ED) e metabolizável (EM) aparentes e a metabolizibilidade da energia são apresentados na Tab. 2. A inclusão de triticale e a adição de enzimas não afetaram (P>0,05) a digestibilidade e a metabolizibilidade da energia. Houve interação triticale x enzimas (P<0,01) na proteína digestível aparente (Tab. 3). Na dieta com inclusão de 60% de triticale sem adição de enzimas, a PDa foi 6% menor que a da dieta-controle. No entanto, na dieta com 30 e 60% de triticale com adição de enzimas, a PDa foi similar à controle e 5% mais elevada que a da dieta com 60% de triticale sem enzimas.

 

 

 

 

O triticale apresenta componentes celulares como os PNAs, que dificultam a digestão dos elementos protéicos e energéticos (Hogberg e Lindberg, 2004). Isso diminui o valor energético do triticale ao compará-lo com o milho. O principal constituinte dos PNAs no triticale são as arabinoxilanas (50%), que estão associadas às proteínas (Knudsen, 1997). Essa característica molecular dificulta a ação das enzimas endógenas na degradação dos componentes protéicos da dieta (Yin et al., 2000). A diminuição da proteína digestível aparente na dieta com 60% de triticale sem enzimas pode ser atribuída ao efeito negativo dos PNAs. Em dietas com arabinoxilanas, a secreção de N endógeno aumenta, elevando a excreção fecal de N (Yin et al., 2000). À medida que se substitui o milho por triticale, há redução linear dos coeficientes de digestibilidade da energia bruta (Furlan et al., 1999) e da matéria seca (Myer et al., 1989). Em dietas com 67% de triticale, no entanto, a energia digestível e a metabolizável não são alteradas (Brand et al., 1995). As respostas digestivas e metabólicas dos estudos com triticale são conflitantes. É possível que diferentes condições edafoclimáticas das regiões produtoras afetem as características químicas e físicas dos cereais de inverno (Cromwell et al., 2000).

As arabinoxilanas são hidrolisadas por enzimas exógenas específicas, como a xilanase e b-glucanase (Hogberg e Lindberg, 2004). A adição dessas enzimas nas dietas hidrolisa as paredes celulares dos PNAs, melhorando a digestibilidade dos componentes protéicos e energéticos. Neste experimento, as enzimas tiveram efeito sobre a proteína digestível nas dietas com 30% e 60% de triticale. A influência das enzimas na digestibilidade dos ingredientes, entretanto, depende da disponibilidade de substrato (Knudsen e Hansen, 1991). Isso pode explicar a ausência de efeito das enzimas na dieta-controle.

O balanço do N é apresentado na Tab. 4. Não houve interação triticale x enzimas, nem efeito de tratamentos e enzimas. Os resultados de N ingerido foram similares entre os tratamentos com diferentes níveis de triticale (49,8; 51,2 e 50,2 g/dia) e com ou sem enzimas (50,5 e 50,4 g/dia). Os resultados são semelhantes aos de outros estudos de digestão e metabolismo do N de suínos em crescimento (Otto et al., 2003; Fabian et al., 2004). Ingredientes fibrosos e com presença de PNAs estimulam a fermentação no intestino grosso, aumentando a população microbiana (Wenk, 2001). Isso aumenta a transferência de uréia plasmática para o intestino grosso, sendo convertida em amônia pelas bactérias ureáticas e utilizada para a síntese de proteína microbiana (Mamlof e Hakansson, 1984). Esse processo aumenta o N fecal e reduz o urinário (Galassi et al., 2004). Os baixos teores de fibra nas dietas experimentais (<4,0%) podem ter sido insuficientes para desencadear este processo.

 

 

A inclusão de até 67% de triticale nas dietas não altera o balanço do N (Brand et al., 1995), devido ao fato de os teores de aminoácidos serem semelhantes ou superiores aos do milho (Myer et al., 1996). A adição de enzimas não altera o balanço de N em dietas com uso de triticale (Bedford, 1995). O efeito das enzimas depende da presença de substrato, como os PNAs no triticale. A concentração desses componentes, contudo, pode variar de acordo com as características ambientais do lugar onde o triticale é cultivado (Anthony e Blakeney, 2005) e com o genótipo (Robert, 1985).

Os resultados da ingestão, excreção e absorção de P são apresentados na Tab. 5. Para a dinâmica do P, não houve diferenças nas variáveis estudadas para os diferentes níveis de triticale, nem para suas interações com enzimas. Na maioria dos cereais, 70% do P está sob a forma de fitato, que apresenta baixa digestibilidade, influenciando na absorção do P e da proteína (Mroz et al., 1994; Sands et al., 2001). A maioria das plantas apresenta atividade fitásica, mas o nível e a ação nos grãos variam entre os cereais (Barrier-Guillot et al., 1996). O triticale, por exemplo, apresenta alta atividade fitásica endógena, que pode aumentar a degradação do ácido fítico em 97% em relação às dietas à base de milho e farelo de soja para suínos (Kemme et al., 1998). Neste estudo, entretanto, não foi observado efeito do triticale sobre a digestão do fósforo. Isso pode ser explicado pela variação existente entre amostras do mesmo cereal em relação à presença de fitase (Maenz, 2001).

 

 

CONCLUSÕES

A inclusão de até 60% de triticale em dietas para suínos não afeta a digestibilidade dos nutrientes, a energia digestível e metabolizável e o balanço do N, mas reduz a proteína digestível aparente. A adição de enzimas melhora a digestibilidade da proteína em dietas com 30 e 60% de inclusão de triticale. Deste modo, sob o aspecto digestível, a inclusão de 60% de triticale com adição de enzimas aumenta a disponibilidade de proteína das dietas.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e à Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), pelas bolsas concedidas, e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), pelo apoio financeiro.

 

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Recebido em 26 de março de 2007
Aceito em 29 de fevereiro de 2008

 

 

E-mail: lovatto@smail.ufsm.br
* Autor para correspondência (corresponding author)

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