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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.61 no.4 Belo Horizonte Aug. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352009000400018 

ZOOTECNIA E TECNOLOGIA E INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

 

Digestibilidade e metabólitos sanguíneos de vacas da raça Holandesa superovuladas que receberam Lac100® ou linhaça em grão como fontes de gordura

 

Digestibility and blood concentration of metabolites in superovulated dairy cows fed Lac100® or linseed as fat sources

 

 

F.L.B. CavalieriI; G.T. SantosII,V,*; D.C. SilvaIII,VI; L.P. RigolonI,II; J.C. DamascenoII,V; L.C. CapovillaI; C.M. BetiniI; F.S. RamosIII,VI; H.V. PetitIV

IDepartamento de Medicina Veterinária - CESUMAR - Maringá, PR
IIDepartamento de Zootecnia - UEM Av. Colombo, 5790 87020-900 - Maringá, PR
IIIAluna de pós-graduação - UEM - Maringá, PR
IVDairy and Swine Research and Development Centre, Agriculture and Agri-Food Canada, STN Lennoxville, Canadá
VBolsista do CNPq
VIBolsista da CAPES

 

 


RESUMO

Foram avaliados os efeitos de duas fontes de gordura, Lac100® (Yakult), fonte de ácido graxo ômega-6, e linhaça em grão (Linum usitatissimum) (LIN), fonte de ácido graxo ômega-3, sobre a digestibilidade aparente da matéria seca (DMS), proteína bruta (DPB), fibra em detergente neutro (DFDN), fibra em detergente ácido (DFDA) e extrato etéreo (DEE), e concentrações sanguíneas de HDL, LDL, VLDL, colesterol, triglicerídeos, glicose, cálcio, fósforo, N-ureico e progesterona. Foram utilizadas 10 vacas da raça Holandesa em lactação, distribuídas nos dois tratamentos, em um delineamento estatístico inteiramente casualizado. Os animais alimentados com Lac100® apresentaram maiores valores de DFDN (57,44% vs. 50,80%) e DEE (77,70% vs. 72,18%) quando comparados aos alimentados com LIN. Os animais alimentados com Lac100® apresentaram maiores concentrações de LDL (111,00 vs. 45,46mg/dL), HDL (82,27 vs. 64,93mg/dL) e colesterol total (203,60 vs. 116,13mg/dL) e menor concentração de N-ureico (13,22 vs. 15,19mg/dL) em relação aos animais alimentados com linhaça em grão. As concentrações sanguíneas de glicose, cálcio, fósforo e progesterona não foram alteradas. Os resultados sugerem que a fonte de gordura na dieta modifica a DFDN e a DEE e, as concentrações sanguíneas de LDL, HDL e colesterol total em vacas em lactação.

Palavras-chave: gado de leite, Lac100®, linhaça em grão, perfil metabólico, ômega-6, ômega-3


ABSTRACT

The effect of two sources of fat, calcium salts of soybean oil, Lac100® (Yakult), a source of omega-6 fatty acids or whole flaxseed (Linum usitatissiumum), a source of omega-3 fatty acids were evaluated to determine the apparent digestibility of dry matter (DDM), crude protein (DCP), neutral detergent fiber (DNDF), acid detergent fiber (DADF), and ether extract (DEE); and blood concentrations of HDL, LDL, VLDL, cholesterol, triglycerides, glucose, calcium, phosphorus, N-urea, and progesterone. Ten lactating Holstein cows were allocated in two treatments and a completely randomized design was used. Cows fed Lac100® had higher values of DNDF (57.44% vs. 50.80%) and DEE (77.70% vs. 72.18%) compared to those fed flaxseed. Cows fed Lac100® had higher blood concentrations of LDL (111.00 vs. 45.46mg/dL), HDL (82.27 vs. 64.93mg/dL), and total cholesterol (203.60 vs. 116.13mg/dL) and lower N-urea (13.22 vs. 15.19mg/dL) compared to those fed flaxseed. Blood concentrations of glucose, calcium, phosphorus, and progesterone were similar between the treatments. These results suggest that dietary fat modifies DNDF and DEE and blood concentrations of LDL, HDL, VLDL, and total cholesterol in lactating dairy cows.

Keywords: dairy cow, flaxseed, Lac100®, metabolic profile, omega-6, omega-3


 

 

INTRODUÇÃO

A grande demanda energética das vacas de alta produção e a incapacidade dos animais de consumir quantidades necessárias de energia nas dietas induz os nutricionistas a aumentar a quantidade de concentrado em relação à quantidade de volumoso. A adição de gordura na dieta permite aumentar a densidade energética da dieta em detrimento da proporção de carboidratos não-fibrosos, resultando em proporção mais adequada de concentrado - volumoso (Neto, 1998; Cavalieri et al., 2005).

A adição de gordura na dieta de vacas em lactação, no entanto, pode interferir na digestão de outros nutrientes, bem como da própria gordura adicionada (Jenkis e Jane, 1989). Estes efeitos podem ocorrer de diversas maneiras, tais como, pela cobertura física da fibra dietética, impedindo o ataque dos microrganismos; pela modificação da população microbiana do rúmen, em função dos efeitos tóxicos da gordura sobre microrganismos ruminais. Existem ainda os efeitos ativos da gordura da dieta na superfície das membranas dos microrganismos e a redução na disponibilidade de cátions pela formação de sabões (Palmquist e Jenkis, 1980; Cavalieri et al., 2005).

Para reduzir os efeitos tóxicos da gordura, buscam-se fontes de gorduras inertes no rúmen. Esse tipo de gordura não apresenta um grupo carboxil livre no ácido graxo, que é a condição inicial básica para os microrganismos iniciarem o processo de bio-hidrogenação (Jenkis, 1993; Neto, 1998). Todavia, o grau de insaturação é, provavelmente, a mais importante característica para a digestibilidade (Wu et al., 1991; Drackley, 2000; Nutrient..., 2001; Oliveira, 2001). Jenkis e Jenny (1989) observaram redução na digestibilidade aparente dos ácidos graxos de 68 para 47% quando a fonte de gordura com 99% de ácidos graxos insaturados foi substituída por fonte de gordura saturada. Grummer (1991) verificou que a digestibilidade dos ácidos graxos saturados diminui à medida que o comprimento da cadeia aumenta, sugerindo que a digestibilidade dos ácidos graxos no intestino também é determinada pelo ponto de fusão desses ácidos. Normalmente, o coeficiente de absorção intestinal de ácidos graxos varia de 80% para ácidos graxos saturados a 92% para ácidos graxos insaturados em dietas convencionais com baixo teor de gordura (2 a 3% na MS) (Bauchart, 1993).

A linhaça em grão é um alimento rico em ácidos graxos poli-insaturados, em especial o ácido linolênico (Kennely, 1996), e, por estar na forma de grão, o óleo da linhaça pode ter liberação mais lenta, diminuindo, assim, a bio-hidrogenação ruminal (Cavalieri et al., 2005).

Son et al. (1996) relataram aumento na produção de progesterona nos animais que receberam gordura animal, observação feita também por Willians (1989) e Lammoglia et al. (1996). Esse aumento na síntese de progesterona, possivelmente, está relacionado com o aumento de colesterol, sendo que o HDL é a principal fração lipídica que estimula a síntese de progesterona na circulação (Willians, 1989). Mancio et al. (1999) encontraram correlação positiva entre os teores de colesterol total e de HDL e a concentração de progesterona.

Segundo Aswhort (1995), a concentração de progesterona circulante influencia a quantidade e a composição dos polipeptídicos secretados pelo endométrio, muitos dos quais são responsáveis pelo desenvolvimento do embrião e também estão relacionados à qualidade do ovócito. O'Callaghan et al. (2000) afirmaram que pequenas mudanças na concentração de progesterona, no período inicial do desenvolvimento embrionário, podem comprometer a sobrevivência do embrião.

O objetivo deste experimento foi verificar o efeito de duas fontes de gordura, Lac100® (ômega-6) ou linhaça em grão (ômega-3) na digestibilidade da MS, PB, EE, FDA, FDN e as concentrações sanguíneas de HDL, LDL, VLDL, colesterol total, triglicerídeos, glicose, cálcio, fósforo, N-ureico e progesterona em vacas leiteiras da raça Holandesa.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizadas 10 vacas da raça Holandesa, com média de peso de 510kg, 154±43 dias de lactação e produção de 17,6±3,7kg de leite/dia, distribuídas em dois tratamentos com cinco repetições cada, em um delineamento experimental inteiramente ao acaso. O período experimental teve duração de 45 dias, sendo 30 dias de adaptação à dieta e 15 dias para a administração do óxido crômico e a coleta de alimentos e de fezes.

Os tratamentos consistiram de Lac100® (Yakult), fonte de ácido graxo ômega 6, (LAC) ou linhaça em grão (Linum usitatissimum), fonte de ácido graxo ômega 3, (LIN). As dietas (Tab. 1) foram fornecidas na forma de ração total misturada duas vezes ao dia.

Os dados para determinação do consumo de matéria seca e dos nutrientes foram obtidos diariamente, por meio dos registros do alimento oferecido e das sobras durante todo o período experimental. As amostras das dietas foram coletadas por cinco dias e congeladas a -10ºC. No momento das análises, essas amostras foram descongeladas, compostas por animal e desta foi retirada uma alíquota de aproximadamente 600g. As alíquotas foram secas em estufa de ventilação forçada (55 a 60ºC) por 72 horas, para determinação da matéria seca de acordo com a AOAC (Official..., 1990), e moídas em um moinho da marca Willey com peneira de 1mm.

Para a determinação da digestibilidade aparente da matéria seca e dos nutrientes, após 30 dias de adaptação à dieta, os animais passaram a receber, em dose única, 10g de óxido crômico (Cr2O6), no período da manhã e antes da primeira refeição. Durante um período de 14 dias, o óxido crômico foi depositado na parte inicial do esôfago com o auxílio de sonda metálica.

Do 11º ao 14º dia do período experimental, foram coletadas amostras de fezes, diretamente do reto, a cada oito horas, totalizando 12 coletas por animal. Após secagem em estufa de ventilação forçada (60ºC - 72h), as amostras foram processadas em moinho do tipo Willey (1mm) e compostas proporcionalmente, com base no peso seco ao ar, por animal, e armazenadas em frascos de polietileno para posteriores análises.

Os coeficientes de digestibilidade da matéria seca (MS), proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA) e extrato etéreo (EE) foram calculados conforme descrito em Coelho da Silva e Leão (1979).

As análises de MS, PB, EE, cinzas, cálcio, fósforo e cromo foram realizadas de acordo com AOAC (Official..., 1990) e as análises de FDN e FDA segundo Van Soest (1991).

Após 30 dias de experimento, os animais foram submetidos à sincronização de cio com implante auricular contendo 3,0mg de norgestomet2. Um dia após a colocação do implante, administrouse, por via intramuscular, 2,0mg de benzoato de estradiol. Sete dias após a colocação do implante, os animais foram submetidos ao tratamento superovulatório com o total de 750UI de hormônio folículo estimulante3, administrado em duas doses diárias decrescentes, durante quatro dias, sendo que, na sexta aplicação, foi retirado o implante e aplicado prostaglandina4. No segundo, no quarto e no sexto dia após o cio, foram realizadas coletas de sangue da veia jugular. O sangue foi coletado em tubo heparinizado e centrifugado a 3.200rpm por 20 minutos. O plasma obtido foi acondicionado em frascos eppendorf e armazenado a -20ºC até o momento das análises.

Foram realizadas as dosagens de VLDL (Friedewald), LDL (Friedewald), HDL (precipitação com fosfotungstato automatizada), colesterol total (eterase-oxidase automatizado) e progesterona (fluorometria), bem como as análises de triglicerídeos (GPO-end point), cálcio (ArsenasoIII-end point), fósforo (UV-Molibdato), N-ureico (cinético), glicose (hexoquinase), por meio da utilização do aparelho AIRONE 2005.

Para as variáveis digestibilidade dos nutrientes, foi utilizado o procedimento GLM do SAS/1999. Os dados de metabólitos sanguíneos foram analisados como dados repetidos usando-se o procedimento PROC MIXED do SAS/1999. O modelo incluiu os efeitos fixos de tratamento, dia da coleta e interação tratamento vs. dia da coleta, efeito aleatório de animal testado dentro de tratamento e erro residual.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os animais alimentados com Lac100® apresentaram aumento na digestibilidade aparente da FDN e do EE, e não foram observados efeitos de tratamento sobre a digestibilidade da MS, da PB e da FDA (Tab. 2). O grau de insaturação é, possivelmente, a mais importante característica que influencia a digestibilidade (Drackley, 2000; Oliveira, 2001), pelo fato de afetar a formação de micelas e o movimento dos ácidos graxos na camada de água adjacente as microvilosidades do intestino delgado (Nutrient..., 2001) ou por serem reesterificados mais rapidamente dentro do enterócito, facilitando sua remoção do citosol e aumentando com isso a taxa de absorção (Wu et al., 1991). Todavia, nesse experimento, os animais alimentados com linhaça em grão apresentaram menor digestibilidade do que os alimentados com Lac100®.

Estes resultados estão de acordo com Petit (2002) e Petit et al. (2002). Estes autores observaram redução (P<0,05) na digestibilidade aparente da MS, FDN, FDA e EE em vacas leiteiras alimentadas com linhaça em grão, quando comparadas aos animais alimentados com Megalac® ou soja micronizada. Os autores ainda afirmaram que o acesso, pelos microrganismos do rúmen ou pelas enzimas intestinais, foi maior à gordura do Megalac® (sabão de cálcio de ácido graxo) e à soja micronizada do que à linhaça em grão, na qual a gordura estaria associada à matriz fibra-proteína do grão.

Bauchart (1993) também observou a existência da incompleta disponibilidade de ácidos graxos, quando eles estão associados às estruturas celulares dos alimentos, dificultando a formação de micelas. Esse efeito estaria ausente nos animais alimentados com Lac100®, pois este, por ser sal de cálcio de óleo de soja, estaria prontamente disponível para a absorção intestinal.

A maior digestibilidade do FDN observada, nos animais alimentados com Lac100®, poderia justificar a menor ingestão de matéria seca verificada nestes animais. De acordo com Jenkis (1993), o grau de insaturação dos ácidos graxos determina a magnitude do seu efeito negativo na fermentação ruminal. Talvez, nesse experimento, parte dos ácidos graxos poli-insaturados (ácido linolênico) da linhaça em grão tenha sido liberado no rúmen, provocando, assim, queda na digestibilidade da FDN, por algum ou pela associação de alguns dos mecanismos descritos por Palmquist e Jenkis (1980).

Na Tab. 3, são mostrados dados dos animais alimentados com linhaça em grão que apresentaram menores (P<0,05) concentrações de HDL, LDL, colesterol total e fósforo, quando comparados aos animais alimentados com Lac100®.

No entanto, deve-se considerar que a LDL penetra na célula por endocitose adsortiva e, desta forma, a redução do número de receptores diminui o aporte de colesterol para as células (Junqueira e Carneiro, 1998). A consequência seria menor incorporação de colesterol nas células e aumento de LDL na circulação. Marzzoco e Bayardo (1999) relataram que o aumento de ácidos graxos poli-insaturados na dieta eleva a síntese de receptores de LDL e diminui a concentração circulante de LDL, o que talvez justificasse os resultados desse experimento, pois os animais, ao receberem linhaça em grão, apresentariam maior concentração de ácido graxo linolênico na circulação (Petit, 2002), o que poderia estimular a síntese de receptores para LDL e diminuir sua concentração na circulação. Essa hipótese poderia se aplicar também para o HDL, pois, de acordo com Bauchart (1993), o HDL pode usar os mesmos receptores de LDL para penetrar nas células.

Estes resultados são semelhantes aos relatados por Petit (2002), o qual também observou que os animais alimentados com linhaça em grão apresentaram menores concentrações de HDL, LDL e colesterol total que os animais alimentados com Megalac® ou soja micronizada.

Não houve efeito (P>0,05) da fonte de gordura na dieta sobre as concentrações sanguíneas de VLDL, triglicerídeos, glicose, cálcio e N-ureico (Tab. 3). De acordo com Fergunson et al. (1993), a taxa de concepção no rebanho diminui quando o nível de N-ureico no sangue está acima de 20mg/dL, isso por vários mecanismos, entre eles, a queda do pH uterino (Elrod e Butler, 1993) e intensificação do balanço energético negativo (Garcia-Bajalil et al., 1998). Os valores de Nureico deste experimento estão fora da zona de comprometimento da taxa de concepção, uma vez que o valor máximo encontrado foi de 17,56mg/dL. Petit et al. (2002) observaram que os animais alimentados com linhaça em grão apresentaram maior retenção urinária de nitrogênio comparados aos animais alimentados com Megalac.

Não houve efeito da fonte de gordura na dieta na concentração sanguínea de progesterona (Tab. 3). Aswhort (1995) afirmou que a concentração circulante de progesterona modifica a quantidade e a composição dos polipeptídicos secretados pelo endométrio, muitos dos quais são responsáveis pelo desenvolvimento do embrião, e também se relaciona diretamente com a qualidade do ovócito. Son et al. (1996) verificaram aumento na produção de progesterona nos animais que receberam gordura animal, e Mancio et al. (1999) encontraram correlação positiva entre o nível de colesterol total e de HDL na concentração de progesterona. Neste experimento, os animais alimentados com linhaça em grão apresentaram menores concentrações de LDL, HDL e colesterol sem afetar as concentrações de progesterona.

Não houve efeito do dia da coleta (P>0,05) e nem da interação dia de coleta com o tratamento (P>0,05) nas concentrações sanguíneas de HDL, LDL, colesterol total, triglicerídeos, cálcio e fósforo, no entanto houve um efeito crescente (P<0,05) da concentração de progesterona, VLDL, glicose e N-ureico em relação aos dias de coleta. Quanto à progesterona, isso é natural, pois a sua concentração máxima é alcançada a partir do décimo dia do ciclo estral. Deve-se ainda lembrar que as vacas neste experimento foram superovuladas, o que justifica as altas concentrações desse hormônio na circulação.

 

CONCLUSÕES

A digestibilidade do extrato etéreo e da fibra em detergente neutro e as concentrações sanguíneas de LDL, HDL, colesterol total e fósforo foram maiores nos animais alimentados com Lac100®. Não houve efeito do Lac100® nas concentrações de VLDL, triglicerídeos, glicose total, N-ureico, cálcio e progesterona

 

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Recebido em 21 de julho de 2008
Aceito em 27 de maio de 2009

 

 

* Autor para correspondência (corresponding author)
E-mail: gtsantos@uem.br
1 Bovigold/Tortura - Mairinque, SP, Brasil.
2 Crestar® - Intervet S.A., São Paulo, Brasil.
3 Pluset® - Serono, São Paulo, Brasil
4 Preloban® -Hoechst Roussel Vet S.A., São Paulo, Brasil.
5 Crony SRL - Roma, Itália.

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