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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.61 no.4 Belo Horizonte Aug. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352009000400023 

ZOOTECNIA E TECNOLOGIA E INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

 

Influência do transporte e mudança de local de manejo nas variáveis fisiológicas e produtivas de cabras Alpinas

 

Physiologic and productive responses of Alpine goats submitted to transportation to a new dairy location

 

 

T.S. CanaesI; J.A. NegrãoII; F.A. PaivaII; M. ZarosII; T.F.G. DelgadoI

IAluno de pós-graduação - FCAV-UNESP - Jaboticabal, SP
IIFaculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos - USP - Pirassununga, SP

 

 


RESUMO

Estudaram-se o efeito do transporte e a mudança de local de manejo sobre a produção e a composição do leite e sobre as variáveis fisiológicas, utilizando-se 12 cabras da raça Alpina em final de lactação. Semanalmente, foram mensuradas a produção e composição do leite e a contagem de células somáticas, além do volume do leite residual após administração de ocitocina. Foram colhidas amostras de sangue para dosagem hormonal (cortisol) e enzimática (glicose) no plasma no dia do transporte: antes (7h10min) e após (8h20min, 8h30min e 10h30min) o transporte. Nas três semanas subsequentes ao transporte, também foram colhidas amostras de sangue às 8h20min. Obtiveram-se teores mais elevados (P<0,05) de cortisol e glicose após o transporte e a mudança de local de manejo, e menor produção de leite (P<0,05) um dia após o evento. Porcentagem de gordura (P<0,05) e contagem de células somáticas apresentaram diferenças significativas (P<0,05) após o transporte. Os resultados permitem concluir que o transporte é um agente estressor que pode, momentaneamente, influenciar a produção animal.

Palavras-chave: cabra, cortisol, estresse, leite residual, produção de leite


ABSTRACT

The effects of transportation and reallocation on milk production and composition and physiological responses were studied in 12 late-lactation Alpine goats. Weekly, somatic cell count, milk production and composition, and residual milk volume (after administration of oxytocin) were monitored. Blood samples were taken for hormonal (cortisol) and enzymatic dosages (glucose) in plasma on the day of transportation: before (7h10min) and after transportation (8h20min, 8h30min, and 10h30min). During the three weeks after transportation, blood samples were also taken at 8h20min. Higher levels (P<0.05) of cortisol and glucose after transportation and reallocation were observed and milk yield was significantly lower (P<0.05) one day after them. Milk fat percentage and somatic cell count (P<0.05) were higher after transportation. Results allow concluding that transportation is a stressor agent that may momentarily influence animal production.

Keywords: goat, cortisol, stress, residual milk, milk production


 

 

INTRODUÇÃO

Há um interesse em muitos países de aprofundar as pesquisas as pesquisas sobre os efeitos do transporte e do manejo no bem-estar dos animais (Grandin, 1997). Muitas pesquisas estão sendo desenvolvidas com o objetivo de quantificar a severidade do estresse imposto e identificar circunstâncias e métodos aceitáveis para minimizar os efeitos adversos deste tipo de manejo (Grandin, 2000). O transporte pode desencadear alterações fisiológicas no animal como aumento de frequência respiratória, batimentos cardíacos, temperatura corporal e da pele, além do aumento dos níveis de cortisol, influenciando a produção de leite e consequentes alterações de sua qualidade (Yagi et al., 2004). Em geral, níveis de cortisol têm sido mensurados em estudos voltados à resposta de animais domésticos ao estresse (Sanhouri et al., 1989; Nwe et al., 1996; Gygax et al., 2008). Quando a rotina da ordenha é quebrada, pode haver aumento dos níveis plasmáticos de cortisol, inibição da liberação de ocitocina e, consequentemente, inibição da ejeção do leite, mesmo para vacas especializadas (Negrão e Marnet, 2006).

Além de inibir a cinética de ejeção do leite (Bruckmaier et al., 1993), o estresse aumenta o volume de leite residual em decorrência da inibição da liberação de ocitocina endógena, por exemplo, a presença de um tratador aversivo durante a ordenha pode aumentar em 70% o leite residual (Rushen et al., 2001).

O objetivo deste trabalho foi avaliar as respostas fisiológicas e produtivas de cabras da raça Alpina submetidas ao transporte e à mudança de local de manejo.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizadas 12 cabras da raça Alpina, uniformes quanto à produção de leite e escore corporal, na segunda lactação, com produção média de leite de 1380±160ml, peso de 62,25±1,80kg. Os animais experimentais permaneceram em sistema semi-confinado com acesso a um piquete de capim-tanzânia (Panicum maximum, Jacq.) com baixa disponibilidade de matéria verde. A silagem de milho e o concentrado à base de milho grão, farelo de soja, soja tostada e calcário foram fornecidos após a ordenha da manhã seguindo recomendações do NRC (Nutrient..., 2007). O sal mineral e a água foram fornecidos à vontade.

Durante todo o período experimental, os animais foram ordenhados em sala de ordenha, uma vez ao dia às 6h30min. A ordenhadeira mecânica com seis conjuntos de teteiras foi regulada para manter 180 pulsações por minuto com vácuo ajustado a 44kPa. Após o término da ordenha, foram administrados, semanalmente, 2,5mL de ocitocina (10UI/mL), via intramuscular, e após cinco minutos as cabras foram novamente ordenhadas para a obtenção da fração do leite residual, o qual foi expresso em quantidade (mL) e em porcentagem do leite total. Os teores de proteína, gordura, lactose, sólidos totais e contagem de células somáticas foram determinados por meio do contador eletrônico Bentley 20001 e pelo Somacount 3002, respectivamente. Cada amostra de 50mL de leite foi conservada com uma pastilha do conservante bronopol (2-bromo-2-nitropropano-1,3-diol) e analisada em até sete dias após a colheita.

Os animais transportados em caminhão especializado tipo gaiola (carroceria aberta), durante 60 minutos, percorreram 35km e foram alojados em instalações desconhecidas por eles, constituindo um novo ambiente de ordenha.

Para análise do cortisol e glicose, o sangue foi colhido da veia jugular das cabras presas no canzil nos seguintes momentos: 1- antes do transporte (10 minutos antes do evento, às 7h10min); 2- após o transporte, ao desembarque (8h20min), aos 10min (8h30min) e aos 120min após o desembarque (10h30min). O sangue também foi colhido na semana anterior (05/08), no dia posterior ao transporte (11/08) e nas semanas subsequentes (18, 25 e 31/08), sempre no horário do desembarque (8h20min).

Nas colheitas de sangue, utilizaram-se tubos heparinizados e a vácuo, conservados em recipiente com gelo. Posteriormente, o sangue foi centrifugado por 15 minutos, a 3000g, a 15ºC de temperatura para obtenção do plasma. O plasma foi conservado a -20ºC para posteriores dosagens fisiológicas de cortisol e glicose. Foram utilizados kits para dosagem imunoenzimática (EIA) de cortisol3 e glicose plasmática4.

Para as análises estatísticas, utilizou-se o PROC GLM do SAS/2004, por meio de análise de variância e, para os contrastes entre as médias, utilizou-se o teste Tukey. O nível de significância utilizado foi o de 5%, e todos os resultados experimentais foram apresentados com médias e o erro-padrão médio (EPM).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As concentrações de cortisol e glicose nas cabras submetidas ao transporte e um novo ambiente de manejo encontram-se na Fig. 1. As curvas de cortisol e glicose apresentaram perfis semelhantes, sendo que os níveis basais do cortisol e da glicose (10min antes do transporte, colhido às 7h10min) aumentaram significativamente (P<0,05) e progressivamente logo após o transporte, atingindo, respectivamente, os picos de 18,7±2,41ng/mL e 160,9±13,3mg/dL 10min após o desembarque.

Entretanto, esses níveis diminuíram, alcançando valores semelhantes ao basal, 120 minutos após o transporte. Estes resultados demonstram que o transporte e a mudança de ambiente de manejo foram agentes estressores. Segundo McDonald e Pineda (1989), caprinos adultos, em condições normais, apresentam valores de cortisol que podem variar de 8 a 19ng/mL. Nwe et al. (1996) relataram que os níveis de cortisol em cabras aumentaram 30min após o transporte, alcançando o pico em uma hora, e que os valores basais foram alcançados três horas após o fim do transporte.

Animais transportados por longas distâncias e realocados em um novo ambiente apresentaram alterações importantes nos níveis de cortisol (Pearson e Kilgour, 1980; Odore et al., 2004; Ishiwata et al., 2008). Assim, o aumento observado nas concentrações de cortisol após o transporte indica que esse manejo é muito estressante para os animais (Grigor et al., 1997; Adamante et al., 2008), comparável a outros tipos de estresse causados pelo manejo (Blackshaw, 1984; Paiva et al., 2006).

O aumento da glicose sanguínea em situações de estresse está relacionado ao acréscimo da taxa de gliconeogênese e à diminuição moderada da utilização do açúcar pelas células (Chrousos e Gold, 1992; Peters et al., 2007). Nwe et al. (1996) também observaram aumentos semelhantes nos níveis de glicose e cortisol sanguíneos em cabras submetidas ao transporte.

As concentrações de cortisol e glicose (Fig. 2) foram influenciadas pelo transporte. Houve diferença significativa (P<0,05) nas dosagens de cortisol em função do dia de colheita, sendo o maior nível (17,86±1,40ng/mL) observado no dia do transporte.

Ainda, na Fig. 2, observa-se diferença significativa (P<0,05) para glicose no dia do transporte quando comparada às semanas anteriores e subsequentes. Pode-se inferir que o transporte e a mudança de ambiente de manejo alteraram o metabolismo dos animais, porém nas semanas subsequentes, a taxa metabólica retomou aos valores próximos aos basais.

O transporte e a mudança de local de manejo influenciaram a produção de leite até uma semana após o evento (P<0,05) (Fig. 3), sugerindo que os animais habituaram-se ao novo ambiente, recuperando a produção mensurada antes do transporte.

Também houve diferença significativa (P<0,05) para a interação dia/animal sobre a porcentagem do leite residual. Isto sugere que os animais habituaram-se ao novo ambiente duas semanas após o transporte e a mudança de local de ordenha, quando apresentaram menor porcentagem de leite residual. O volume de leite residual foi inversamente relacionado à produção total de leite, fato já citado por Peaker e Blatchford (1988) e Marnet e McKusic (2001), e diretamente relacionado com a liberação de cortisol, também observado por Porcionato et al. (2005). Entretanto, se não houver liberação de ocitocina, a ejeção do leite é prejudicada, o que foi observado nas duas semanas subsequentes ao transporte.

A composição físico-química e a contagem de células somáticas do leite encontram-se na Tab. 1. A gordura foi o único componente que apresentou diferença significativa (P<0,05) entre as semanas do transporte. Os dados da literatura relatam alterações semelhantes na composição do leite em animais submetidos ao estresse térmico, causando diminuição nos teores de sólidos totais, proteína e gordura (Giesecke, 1985; Du Preez, 2000; González e Silva, 2003). A composição alterada no teor de gordura do leite pode ser explicada pelo estresse sofrido pelos animais, resultando em diminuição na síntese, absorção e mobilização dos metabólitos a partir do trato digestivo, fígado e tecido adiposo, e sua utilização pela glândula mamária (Head, 1989).

O transporte e a mudança de ambiente promoveram aumento significativo (P<0,05) na contagem de células somáticas uma semana após o evento. Estudos mostraram que o estresse induzido por transporte acompanhado da mudança para novos ambientes de manejo prejudica a resposta imunológica, predispondo os animais a doenças (Thiry et al., 1987), devido à liberação de cortisol e catecolaminas (Fauci, 1979; Crary et al., 1983; Landmann et al., 1984), e pode diminuir a competência imunológica e induzir ao aumento de perdas de células secretoras, ocasionando elevação na contagem de células somáticas (Yagi et al., 2004). Contudo, não houve constatação de mastite clínica no presente experimento. Relação inversa entre produção de leite e contagem de células somáticas foi observada no presente estudo após o transporte. Alguns autores também observaram a mesma relação em outras situações estressantes (Hinckley, 1983; Zeng e Escobar, 1995; Grasso et al., 2007).

 

CONCLUSÃO

O transporte e a mudança de ambiente de manejo induziram o estresse momentâneo promovendo aumento da contagem de células somáticas e redução temporária da produção de leite de cabras até uma semana após o evento. Assim, modificações nas instalações e no manejo de ordenha devem ser evitadas sempre que possível, a fim de se evitar prejuízos ao produtor.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido em 24 de setembro de 2008
Aceito em 18 de maio de 2009

 

 

E-mail: tscanaes@yahoo.com.br
1 Infrared Analyser for milk, Bentley Instruments Incorporated - Chaska, Minnesota, EUA.
2 Bentley Instruments Incorporated - Chaska, Minnesota, EUA.
3 Diagnostic Systems Laboratories - DSL-10-2000 Active® -Webster, Texas, EUA.
4 Laborlab -Guarulhos, São Paulo, Brasil.

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