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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

versão impressa ISSN 0102-0935

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.63 no.2 Belo Horizonte abr. 2011

https://doi.org/10.1590/S0102-09352011000200017 

ZOOTECNIA E TECNOLOGIA E INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

 

Simulação da rentabilidade e viabilidade econômica de um modelo de produção de leite em free-stall

 

Simulation of economic feasibility and profitability of a free stall model milk production

 

 

I.D. Barbosa SilveiraI; M.D.P. PetersII, *; T. StorchIII; E.A. ZiguerIV; V. FischerV

IDepartamento de Zootecnia, Universidade Federal de Pelotas - Pelotas, RS
IIPós-Graduação em Zootecnia - Universidade Federal de Pelotas - Pelotas, RS - Bolsista CAPES
IIIMédico veterinário
IVAluno de graduação - Universidade Federal de Pelotas- Pelotas, RS
VDepartamento de Zootecnia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

 


RESUMO

Avaliaram-se a rentabilidade e a viabilidade econômica da implantação de um sistema de produção de leite em free-stall. Foi realizada uma pesquisa técnico-mercadológica para definir os investimentos necessários e determinar os custos de cada fator de produção. Considerou-se um modelo de produção composto por 100 vacas em lactação, com produção média total de 2595 litros de leite por dia. O custo operacional total mensal foi de R$27.787,39, tendo a nutrição como a variável de maior relevância, representando 62,7% do custo. Para a receita bruta mensal, obteve-se o valor de R$43.817,50 e a consequente receita líquida mensal de R$16.030,11. Observou-se rentabilidade de 12,2% ao ano, com valor presente líquido negativo de R$131.627,39. Concluiu-se que o modelo proposto mostrou-se economicamente inviável levando-se em consideração os preços estimados.

Palavras-chave: produção de leite, free-stall, rentabilidade, simulação


ABSTRACT

The economical profitability and viability of the implantation of a milk production system in free stall were evaluated. A technical-market analysis was done to define the necessary investment as well as to determine the costs of each production factor. A production model with 100 lactating cows averaging 2,595 liters of daily production was considered. The total monthly operational cost was R$27,781.39 showing that nutrition is the variable with higher relevance (62.7% of the cost). For the monthly gross income a value of R$43,817.50 was obtained and, consequently, the monthly net income (NI)was R$16,030.11. A 12.2% profitability per year from NI rendering a deficit net value of R$131,627.39. Considering the estimated prices it is concluded that the proposed model was economically unfeasible.

Keywords: milk yield, free stall, profitability, simulation


 

 

INTRODUÇÃO

Uma nova realidade na atividade leiteira tem surgido com a conscientização dos produtores da necessidade de administrarem eficientemente a atividade, tornando-a mais competitiva e buscando maior rentabilidade. A eficiência no processo produtivo é um ponto fundamental para a manutenção de qualquer atividade pecuária, sendo que estudos com a finalidade de determinar o custo e a rentabilidade proporcionam aos produtores subsídios para a tomada de decisões (Ferreira et al., 2004).

Dados obtidos da apuração dos custos de produção têm sido utilizados para análise da rentabilidade, redução dos custos controláveis, planejamento e controle das operações do sistema e identificação do ponto de equilíbrio da atividade (Lopes e Carvalho, 2000). Porém, pesquisadores têm se preocupado em estimar o custo da produção e estudar a viabilidade econômica da produção de leite (Marques, 1999), sem, contudo, avaliar o impacto da variação do preço do leite e dos fatores de produção na rentabilidade do sistema.

Segundo Lopes e Carvalho (2000), a análise econômica da atividade leiteira é importante, pois é possível detectar os pontos críticos do sistema produtivo, buscando soluções para eles, a fim de aumentar os lucros ou diminuir os custos de produção em sistemas intensivos. Este trabalho teve como objetivo avaliar a rentabilidade e a viabilidade econômica da implantação de um sistema simulado de produção de leite em free-stall, avaliando-se a sensibilidade dos indicadores econômicos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo teve como base a simulação da implantação de um sistema de produção de leite em free-stall para 100 animais da raça Holandesa. Realizou-se uma pesquisa técnico-mercadológica com o objetivo de definir os investimentos necessários para a implantação do sistema, bem como para determinar os custos de cada fator de produção e a possibilidade de negociação da matéria-prima com laticínios regionais capazes de absorver o volume produzido. Os investimentos totalizaram R$937.636,76 referentes à aquisição de 115 animais, instalações do free-stall, sala de ordenha, maquinários, entre outros, conforme descrito na Tab. 1. Dentre os investimentos, também foi considerado o capital de giro no valor de R$27.787,39, necessário para manutenção da atividade durante o primeiro mês, visto que neste período a atividade não geraria receita.

A estrutura do free-stall foi projetada a partir de valores médios indicados para o sistema em que a unidade seria composta por uma sala de ordenha do tipo espinha de peixe 2x6 canalizada, sala de máquinas e leite, escritório e farmácia, duas salas de espera pré-ordenha e quatro baias com capacidade de 25 animais cada. A ocupação das baias seria determinada a partir da categoria e do estádio lactacional, com o objetivo de maximizar as eficiências produtiva e nutricional, assim consideradas: baia 1 - composta por animais de terceira, quarta e quinta ordem de lactação e com até 100 dias de lactação; baia 2 - animais de terceira, quarta e quinta ordem de lactação e com 101 a 205 dias de lactação; baia 3 - animais de terceira, quarta e quinta ordem de lactação e com 206 a 315 dias de lactação; baia 4 - composta por primíparas (primeira lactação) e vacas de segunda ordem de lactação, com estádios de lactação variados; baia 5 - composta por vacas secas.

A dieta foi calculada com base no NRC (Nutrient..., 2001), utilizando-se, a produção leiteira estimada de acordo com o período lactacional e o peso médio de 550 e 650kg para vacas primíparas e multíparas, respectivamente. Foi estimada a produtividade média de 34, 27, 18 e 20 litros/animal/dia para as baias 1, 2, 3 e 4, respectivamente. A ingestão de matéria seca (IMS) foi de 3,2%, 3,3%, 2,8% e 3,0%, seguindo-se a mesma ordem anterior. Na baia 5, composta pelas vacas secas, a IMS foi de 2%, e os animais foram alimentados em uma área exterior, anexa ao free-stall. A composição nutricional específica para cada grupo encontra-se na Tab. 2. O custo de cada ingrediente da dieta foi estimado com base em valores médios; para os principais componentes do concentrado, milho e soja, utilizou-se a média histórica dos últimos 10 anos, a fim de se minimizar o efeito da variação dos preços desses produtos (Anuário..., 2004).

Nos custos operacionais totais (COT), foram considerados os gastos com nutrição, salários de quatro funcionários, um gerente e três empregados, imposto territorial rural (ITR), água, combustível, material para higienização, luz, medicamentos e gastos reprodutivos, assistência técnica e possíveis gastos com manutenção de equipamentos. Para cálculo do salário dos funcionários, foi utilizado um acréscimo de 58% referente aos encargos sociais com alíquotas de 20%, 8% e 30%, respectivamente, para INSS, FGTS e insalubridade (Zainaghi, 2003).

A reposição dos animais foi considerada como uma despesa anual, pois a venda dos animais de descarte participava na composição da receita bruta (RB) e, assim, abatia parte do valor a ser investido. Foi estimado o preço médio de compra de R$2.500,00/animal, perfazendo, dessa forma, uma despesa adicional de R$37.500,00 ao ano. A RB foi determinada a partir do volume de leite mensal produzido somada à venda de animais de descarte, em que foi considerado o valor médio de R$800,00/animal. Considerou-se o preço de R$0,55/litro de leite como o valor médio para este nicho de produtor.

Determinou-se a receita líquida (RL) subtraindo-se RB da COT, utilizada para cálculo dos seguintes indicadores econômicos: valor presente líquido (VPL) e taxa interna de retorno (TIR). Foi utilizado um horizonte de planejamento como base de cálculo de 15 anos, pois, neste período, a maior parte dos bens sofreu depreciação (Buarque, 1984). Dessa forma, ao final do estudo, foi incluída na RL uma alíquota estimada em 20% dos investimentos iniciais, referente ao valor residual dos equipamentos que ainda não apresentavam depreciação completa, bem como o valor referente ao retorno do capital de giro.

O VPL indica se os retornos obtidos com o investimento serão suficientes para compensar os custos operacionais e o investimento realizado em valores presentes, ou seja, para que o investimento seja considerado satisfatório, seu resultado deve ser positivo. A rentabilidade do projeto foi determinada a partir da TIR, assim, para que o investimento seja satisfatório, a TIR deve ser superior à taxa mínima de atratividade (TMA), ou seja, maior que o rendimento de uma aplicação bancária de segurança e liquidez, como a caderneta de poupança ou um certificado de depósito bancário (Buarque, 1984). Para base de cálculo, foi utilizada a TMA de 15% ao ano.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foi obtido como COT mensal o valor de R$27.787,39, indicando-se a representatividade de cada variável na Tab.3. Para a RB mensal, obteve-se o valor de R$43.817,50 e consequente RL mensal de R$16.030,11. A partir desta RL, alcançou-se a rentabilidade de 12,2% ao ano, com VPL negativo de R$131.627,39. Em tal contexto, este estudo simulado mostrou-se inviável economicamente, ou seja, renderia R$131.627,39 a menos que uma aplicação financeira (TMA = 15%/ano), no período de 15 anos. Fellet e Galan (2000) encontraram rentabilidade de 10,0% ao ano em sistemas de produção que utilizavam como base nutricional cana-de-açúcar, silagem de milho e suplementação com concentrado. Dados semelhantes foram observados por Schiffler et al. (1999), os quais, em avaliação de sistemas semi-intensivos, verificaram remuneração sobre o capital investido de 9,8%. Portanto, torna-se evidente que o modelo proposto foi mais favorável que os sistemas de produção menos intensivos, pois, segundo Konzen (1998), os sistemas mais tecnificados de produção de leite são mais rentáveis que os menos tecnificados.

 

 

Dentre os componentes do COT, a nutrição foi a variável de maior influência, representando 62,7%. Ao se considerarem apenas os custos variáveis totais (CVT), a alimentação foi responsável por 71,5% destes custos. Resultados semelhantes foram encontrados por Lopes et al. (2005), os quais relataram que a alimentação de vacas de leite totalmente confinadas representa 66,5% do custo operacional efetivo. Ao se avaliarem de forma isolada os custos nutricionais, observaram-se as seguintes proporções médias para cada ingrediente: grão de soja 34,5%, grão de milho 23,0%, silagem de milho 19,6%, pré-secado 9,1%, sal mineral 7,5%, farelo de soja 3,8%, bicarbonato de sódio 1,3% e casca de soja 1,1%.

Dada a alta contribuição da nutrição para o COT, e levando-se em consideração que o grão de soja, o milho e a silagem são as principais variáveis determinantes deste custo, pode-se inferir que distorções de preços destes insumos podem influenciar de maneira significativa os custos de produção e, consequentemente, a resposta econômica do sistema produtivo adotado. A fim de quantificar a influência da variação de preços destes insumos, foram elaborados diferentes cenários de preços pagos por estes produtos, com o intuito de determinar as possíveis alterações nos indicadores financeiros.

Com base no que é apresentado na Fig. 1, pode-se inferir que, com os preços considerados para os componentes nutricionais, chega-se à rentabilidade de 12,2% ao ano; com diminuição de 15% nos custos médios dos componentes da dieta, a TIR passa a 15,1% e o VPL torna-se positivo em, aproximadamente, R$4.704,61, o que viabiliza o sistema adotado. No entanto, os preços médios utilizados para os grãos de milho e soja encontram-se valorizados em relação ao presente momento, dessa forma, os indicadores financeiros com valores de hoje demonstrar-se-iam ainda mais expressivos no aspecto de viabilidade financeira.

 

 

Devido ao fato de o modelo apresentar como principal fonte de volumoso a silagem de milho, e esta ser susceptível a fatores bióticos e abióticos, como, por exemplo, à variabilidade climática de cada região, ocorre também grande variação no custo de sua produção (Faturi et al., 2003). Neste contexto, diferentes custos de produção para este produto foram simulados, conforme descrito na Fig. 2.

 

 

Torna-se evidente que alterações no custo de produção da silagem influenciam de forma significativa os indicadores econômicos. Adotando-se estratégias que visem à redução de custos, seja pelo gerenciamento da produção, seja pelo aumento da produtividade, podem-se alcançar respostas econômicas diferentes em, aproximadamente, R$250.000,00. Por exemplo, custo aproximado de R$0,03 por kg de matéria verde (MV) poderia ser alcançado mediante uso de adubos orgânicos oriundos de dejetos dos animais (Lopes e Magalhães, 2005). Mais ainda, podem-se obter preços mais elevados em ocasiões decorrentes de transtornos climáticos. No entanto, despesas que gerem a necessidade de irrigação e também gastos inesperados de controle de pragas podem atuar em sentido contrário.

Outra variável de relevância foi os gastos com funcionários, que representaram 98,3% e 15,4% dos custos fixos (CF) e COT, respectivamente. Nesse contexto, Lopes et al. (2001) verificaram que a mão de obra contribuiu com 25,8% do custo operacional efetivo, com relação vaca:homem de 7:1. Assim, neste estudo, a adoção do sistema intensivo de produção com relação vaca: homem de 28:1 possibilitou a diluição desses custos devido à intensificação da atividade. Lopes et al. (2005), ao avaliarem a representatividade da mão de obra em sistemas de alta adoção tecnológica, observaram que essa variável foi responsável por 14,1% do custo total, ou seja, valor semelhante aos encontrados no presente modelo de produção.

Com relação à origem das receitas, a RB gerada a partir da venda do leite representaria 97,7% e, assim, os outros 2,3% da receita seriam originários da venda de animais de descarte. Portanto, qualquer alteração no preço de negociação na venda do produto leite pode influenciar e distorcer, de forma expressiva, os resultados econômicos do sistema.

A fim de avaliar essas alterações, simulou-se a variação dos indicadores financeiros para diferentes cenários, referentes ao preço pago pelo litro do leite.

Conforme mostra a Fig. 3, observou-se grande sensibilidade na alteração dos indicadores financeiros, pois, com o acréscimo de R$0,04 na comercialização do produto, a rentabilidade passou a 15,7%, obtendo-se o ganho de R$33.593,43 sobre a aplicação financeira com TMA de 15% ao ano. Os principais motivos que explicam essa grande alteração são o grande volume produzido, bem como o fato de a venda do leite ser a principal fonte geradora de receita, conforme já comentado anteriormente. Dessa forma, fica evidente a dependência da negociação do produto com as indústrias, frente ao sucesso da atividade leiteira.

 

CONCLUSÃO

A implantação do modelo de sistema de produção de leite em free-stall demonstrou ser inviável com os preços considerados neste estudo.

 

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Recebido em 10 de março de 2010
Aceito em 28 de março de 2011

 

 

E-mail: monipaulapeters@yahoo.com.br
* Autor para correspondência (corresponding author)

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