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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.63 no.3 Belo Horizonte June 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352011000300007 

MEDICINA VETERINÁRIA

 

Eficácia do florfenicol e da oxitetraciclina no controle de Aeromonas hydrophila em pacu (Piaractus mesopotamicus)

 

Efficacy of the florfenicol and of the oxytetracycline in the control in Aeromonas hydrophila in pacu (Piaractus mesopotamicus)

 

 

S.P. CarraschiI,II; C. CruzII; J.G. Machado NetoIII; M.P. CastroIV; N.L. BortoluzziIV; A.C.F. GírioII

ICentro de Aquicultura da Unesp - Campus de Jaboticabal - Jaboticabal, SP
IINúcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais em Matologia - NEPEAM, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Via de Acesso Prof. Dr. Paulo Donato Castellani, s/ nº, Zona Rural, 14884-900 - Jaboticabal, SP
IIILaboratório de Ecotoxicologia dos Agrotóxicos e Saúde Ocupacional (Laborseg), Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - Unesp de Jaboticabal - Jaboticabal, SP
IVLaboratório de Ictiopatologia - Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - Jaboticabal, SP

 

 


RESUMO

Determinou-se a concentração eficaz de oxitetraciclina (OTC) e florfenicol (FFC) no tratamento de Aeromonas hydrophila em pacu (Piaractus. mesopotamicus). Os pacus foram submetidos à captura duas vezes ao dia por quatro dias e em seguida foram infectados com A. hydrophila (2,4x107 bactéria mL-1). Os tratamentos utilizados foram: controle sem infecção (CSI), controle com infecção (CCI) e tratados com 110,0; 140,0 e 170,0mgOTC.kg-1, e 5,0; 10,0 e 15,0mgFFC.kg-1. As variáveis de qualidade da água foram monitoradas diariamente. Após o tratamento, no CSI dos dois testes, ocorreu 100% de sobrevivência. Nos testes com OTC, no CCI, a sobrevivência foi de 29,2%; em 110,0mg.kg-1, 37,5%; em 140,0mg.kg-1, 29,2%; e em 170,0mg.kg-1, 50,0%. Nos testes com FFC, foi eficaz com 10,0mg.kg-1, e no CCI a sobrevivência foi de 76,9%; em 5,0mg.kg-1, 81,81%; em 10,0mg/L.kg-1, 100% e em 15,0mg.kg-1, 87,5%. A OTC, em concentrações de até 170,0mg.kg-1 de ração, não é eficaz para o controle de A. hydrophila em pacu, e o FFC é eficaz na concentração de 10,0mg.kg-1 e ambos não alteram as variáveis de qualidade de água.

Palavras-chave: tratamento, doenças, bactérias, antibióticos


ABSTRACT

The effective concentration of antibiotics OTC and FFC in the treatment of Aeromonas hydrophila in pacu (Piaractus mesopotamicus). The pacus were subjected to capture twice daily (four days) and then were infected with A. hydrophila (2.4 x10 7 bacteria mL -1 ). The treatments were: control without infection (CSI), with infection control (CCI) and 110.0, 140.0 and 170.0mgOTC.kg -1 , and 5.0, 10.0 and 15.0mgFFC.kg -1 . The variables of water quality were monitored daily. After treatment, the CSI of the two experiments was 100% survival. In tests with OTC, the CCI was 29.17%, in 110.0mg.kg -1 , 37.5%, in 140.0mg.kg -1 , 29.17% and in 170.0mg.kg -1 , 50.0%. The FFC was effective with 10.0 mg kg -1 , and in the CCI the survival was 76.9%, in 5.0mg.kg -1 , 81.81%, in 10.0mg/L.kg -1 , 100% and in 15.0mg.kg -1 , 87.5%. The OTC in concentrations of up to 170.0 mg.kg -1 of ration is not effective in the control of A. hydrophila in pacu and the FFC is effective in the concentration of 10.0mg.kg -1 and this antibiotic does not change the variables of water quality.

Keywords: treatment, diseases, bacteria, antibiotics


 

 

INTRODUÇÃO

As bacterioses destacam-se como importantes fatores limitadores da produtividade, pois provocam atraso no crescimento e alta taxa de mortalidade (Ranzani-Paiva et al., 1997), e são consideradas um dos principais problemas da aquicultura em sistemas de cultivo intensivo. As bactérias do gênero Aeromonas estão entre os patógenos que mais causam perdas econômicas, sendo responsáveis por grande parte das doenças dos animais de cultivo. Elas são encontradas em diversos habitats e as espécies que causam doenças em peixes são: A. hydrophila, A. veronii, A. sobri, A. cavie, A. allosaccharophila e A. salmonicida (Austin e Austin, 1987). A A. hydrophila, um bastonete móvel gram-negativo, causa septicemia hemorrágica em peixes, caracterizada por apresentar lesões superficiais e hemorragias focais como petéquias, e exoftalmia. Internamente, pode haver acúmulo de líquido ascítico, anemia e lesões no fígado e rins, como pontos de necrose (Austin e Austin, 1987).

Entre os antibióticos, a oxitetraciclina (OTC) e o florfenicol (FFC) são os mais utilizados para tratar infecções causadas por bactérias gram-negativas em peixes (Rigos e Troisi, 2005). A OTC apresenta amplo espectro de ação contra os patógenos de peixes e baixa toxicidade (Barragy, 1994) e é eficaz no tratamento de colunariose e aeromonose (Bullock et al., 1986; Thomas-Jinu e Goodwin, 2004; Andrade et al., 2006). O FFC apresenta eficácia nas infecções por A. salmonicida subsp. salmonicida, A. hydrophyla, F. psychrophilum, Yersinia ruckeri e Vibrio anguillarum (Fukui et al., 1987; Nordmo et al., 2006).

Este trabalho teve como objetivos determinar a concentração dos antibióticos oxitetraciclina (Terramicina®) e florfenicol (Aquaflor®) no tratamento da infecção experimental por A. hydrophila em pacu e avaliar as variáveis de qualidade da água durante o tratamento com esses xenobióticos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Pacus, com média de peso de 33,08±4,97 gramas, foram mantidos em caixa de 400 litros, e duas vezes ao dia, durante quatro dias, foram submetidos à captura. Os peixes foram retirados da água por dois minutos como estímulo estressante como forma de causar imunossupressão (Urbinati et al., 2004). Após este período de indução de estresse, foram infectados com A. hydrophila por injeção intracelomática de 2,4x107 bactéria mL-1 (escala McFarland). Vinte e quatro horas após a infecção foram observados os sinais clínicos causados pela bactéria, como: dilatação do celoma, exoftalmia, lesões cutâneas bilaterais avermelhadas com erosão da pele e corrosão da nadadeira caudal, após o que se iniciou o tratamento com os antibióticos.

Foram realizados dois experimentos, um para cada antibiótico. No experimento com OTC, foram utilizados 104 peixes, e com FFC 64 peixes. Os tratamentos utilizados foram: controle sem infecção (CSI) - peixes alimentados com ração comercial -, controle com infecção (CCI) - peixes alimentados com ração comercial - e três concentrações de cada antibiótico - peixes alimentados com ração comercial -, com três repetições por tratamento e em delineamento inteiramente ao acaso. Os antibióticos utilizados foram a Terramicina®, com 5,5gOTC.100g-1, e o Aquaflor®, com 500gFFC.kg-1. Para os grupos tratados com antibióticos, foi utilizada a ração da Poli Nutri (32% PB) e em cada quilo de ração foram acrescidos, de forma homogênea, 110,0; 140,0 e 170,0mg de OTC.kg-1 ou 5,0; 10,0 e 15,0mg de FFC.kg-1 dissolvidos em 2% de óleo vegetal. Essa ração foi mantida em temperatura ambiente por quatro dias para secagem. O tratamento com OTC teve duração de sete dias, e o com FFC 10 dias, à taxa de 2,0% do peso corporal ao dia e manutenção do fluxo de água constante de 9,0ml.s-1.

O antibiótico foi considerado eficaz quando apresentou, no mínimo, 90% de eficácia, de acordo com a Portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil n. 48 (Brasil, 1997), relativo a parasitos, adaptada para bactérias.

As condições iniciais das variáveis de qualidade da água foram: temperatura 25±2ºC; pH entre 6,5 e 7,5; O2D entre 7,0 e 8,0mgL-1 e condutividade elétrica entre 180,0 e 185,0 mScm-1, e foram monitoradas diariamente durante o tratamento, duas vezes ao dia (manhã e tarde).

Esse projeto foi aceito pelo Comitê de Ética da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp de Jaboticabal, protocolo no 028409-08.

 

RESULTADOS

No experimento com OTC, a taxa de sobrevivência no CSI foi de 100%. A OTC não foi eficaz no controle da infecção causada por A. hydrophila. Após sete dias de alimentação no CCI, a taxa de sobrevivência foi de 29,2%; em 110,0mg.kg-1, 37,5%; em 140,0mg.kg-1, 29,2% e em 170,0mg.kg-1, 50,0%. Do total de 104 organismos que iniciaram o experimento com OTC somente 43 sobreviveram após sete dias de tratamento, mesmo se considerando os peixes do CCI e os tratados.

Uma hora após o arraçoamento com OTC, ainda se observava sobra de alimento, indicando baixo consumo de ração.

No experimento com FFC, a taxa de sobrevivência no CSI foi também de 100%. Após 10 dias de alimentação no CCI, a taxa de sobrevivência foi de 76,9%; em 5,0mg.kg-1, 81,8%; em 10,0mg/L.kg-1, 100%; e em 15,0mg.kg-1, 87,5%. Do total de 64 peixes que iniciaram o experimento com FFC, 57 permaneceram até o final de 10 dias.

No tratamento com FFC, somente no primeiro e no segundo dia de alimentação, ocorreu pequena sobra de ração. Após esse período, o consumo foi total (2,0% do peso corporal).

Após o tratamento com os dois antibióticos, ocorreu melhora dos sinais clínicos, com cicatrização da epiderme. Alguns sinais, como o avermelhamento da periferia da ferida, e algumas lesões com erosão da pele ainda estavam presentes em alguns animais do CCI e nos do tratamento com OTC. Isso pode ser atribuído ao fato de que esse antibiótico não foi eficaz no controle de A. hydrophila e o CCI não ocorreu medicação; assim, as lesões não apresentaram total cicatrização.

As variáveis de qualidade de água não foram alteradas durante o tratamento com os antibióticos em nenhum dos períodos de avaliação (manhã e tarde), estando dentro dos parâmetros iniciais dos experimentos.

 

DISCUSSÃO

O pequeno consumo de ração nos tratamentos com OTC sugere baixa palatabilidade. Rigos et al. (1999), ao trabalharem com ração adicionada OTC com 5% de óleo, também observaram baixa palatabilidade para Dicentrarchus labrax. Segundo esses autores, a palatabilidade é maior quando a OTC é incluída durante a preparação da ração, o que poderia aumentar a eficácia desse antibiótico.

A OTC foi 100% eficaz para outras espécies, incluindo para Salvelinus fontinalis para tratar úlcera (Snieszko et al., 1951); para I. punctatus para tratar aeromonose, com 50,0mg.kg-1 (Oxytetracycline, 1986) e em I. punctatus no tratamento de F. columnare, com 80,0mg.kg-1 (Tomas-Jinu e Goodwin, 2004). Porém, neste trabalho a maior eficácia observada foi de 50% em 170,0mg.kg-1. Talvez essa baixa eficácia possa ser pelo efeito da infecção, pela perda de apetite ou pela baixa palatabilidade da ração.

As concentrações recomendadas encontradas na literatura estão entre 50,0mg.kg-1 e 1750mg.kg-1 (Scott, 1993; Namdari et al., 1996; Aquaculture..., 1998; Ueno et al., 2004; Wang e Li, 2004), dependendo da bactéria, da espécie de peixe e das variáveis físico químicas da água. Mesmo se utilizando concentrações entre esse intervalo de concentração, não foi obtida eficácia de controle de infecção experimental de A. hydrophila em pacu.

A concentração de 5,0mg de FFC não foi suficiente para melhorar o estado debilitado dos peixes infectados com A. hydrophila e refazer a homeostasia (Darwish, 2007). A de 10,0mg de FFC foi suficiente para promover a homeostasia, apresentando 100% de eficácia, ou seja, nenhum peixe morreu (Aquaflor, 2010b). Já 15,0mg de FFC foi uma concentração muito alta, sendo que o antibiótico começa a competir pelo sítio metabólico e não consegue reestabelecer o seu estado saudável por despender muita energia para metabolizar o antibiótico.

A sobrevivência foi maior em pacu tratado com 10,0mg.kg-1 (100%) do que em salmão para tratar A. salmonicida (87%) (Inglis et al., 1991). Para o controle de Streptococcus iniae em Morone chrysops x M. saxatilis, a eficácia dessa mesma concentração também foi menor (69,2%) do que para o pacu; porém, com 5,0mg.kg-1 e 15,0mg.kg-1, a eficácia foi maior (86,7% e 94,2%, respectivamente) do que para o tratamento de aeromonose em pacu (Darwish, 2007), indicando que a concentração eficaz de tratamento de S. iniae está entre 10,0 e 15,0mg.kg-1, enquanto, para o pacu, foi de 10mg.kg-1.

A concentração eficaz de 10,0mg.kg-1 de FFC está de acordo com a indicada para I. punctatus para tratar E. ictaluri (Gaikowski et al., 2003; Aquaflor, 2010b); para salmão para tratar furunculoses (Inglis et al., 1991; Nordmo et al., 2006); para G. morhua para tratar vibriose (Seljestokken et al., 2006) e para O. niloticus para tratar A. hydrophila (Aquaflor, 2010a).

 

CONCLUSÃO

A OTC, em concentrações de até 170,0mg.kg-1 de ração, não é eficaz para o controle de A. hydrophila em pacu, e o FFC é eficaz na concentração de 10,0mg.kg-1 para o controle e o tratamento de infecção por A. hydrophila em pacu. O uso desses antibióticos não alterou as variáveis de qualidade de água.

 

AGRADECIMENTOS

À Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), pelo auxílio ao projeto de pesquisa, proc. no 2008/51900-3, e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela bolsa concedida, proc. no 136523/2009-9.

 

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Recebido em 19 de maio de 2010
Aceito em 6 de abril de 2011

 

 

E-mail: pacarraschi@yahoo.com.br

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