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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.63 no.5 Belo Horizonte Oct. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352011000500017 

ZOOTECNIA E TECNOLOGIA E INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

 

Efeito do aumento da frequência de ordenhas no início da lactação sobre produção, composição do leite e características reprodutivas de vacas mestiças Holandês-Zebu

 

Effects of increasing milking frequency in early lactation on milk production, milk composition and reproductive parameters of crossbred Holstein Zebu cow

 

 

J.A.M. LimaI; S.G. CoelhoII,*; J.R.M. RuasIII; A.M.Q. LanaII; H.M. SaturninoII; R.B. ReisII

IAluna de pós-graduação - EV-UFMG - Belo Horizonte, MG
IIEscola de Veterinária - UFMG, Caixa Postal 567, 30123-970 - Belo Horizonte, MG
IIIEPAMIG

 

 


RESUMO

Cinquenta e três vacas mestiças Holandês-Zebu, multíparas, foram distribuídas em quatro grupos para avaliar os efeitos de quatro e duas ordenhas diárias até o 21º dia da lactação, seguidas de duas ordenhas diárias, com ou sem a sucção de leite pelo bezerro, sobre: produção, composição do leite, peso corporal das vacas e dos bezerros e características reprodutivas. A produção e a composição do leite foram avaliadas a cada quatro dias até o 33º dia da lactação e, a partir desta data, a cada 15 dias. Os animais foram pesados ao parto, semanalmente até dois meses após o parto e, a partir desta data a cada 30 dias. O experimento foi desenvolvido em delineamento inteiramente ao acaso, em arranjo fatorial 2x2. As produções médias de leite foram 16,7, 17,2, 19,0 e 18,9kg/d (P<0,01), para vacas ordenhadas duas e quatro vezes com ou sem a sucção de leite pelo bezerro, respectivamente. Os percentuais de gordura, sólidos totais, produção de leite corrigido para 3,5% de gordura e corrigido para sólidos totais foram mais elevados nos grupos com quatro ordenhas. O aumento da frequência de ordenhas no início da lactação aumentou a produção de leite (P<0,01), mas não influenciou o peso dos bezerros e nem as características reprodutivas avaliadas (P>0,05).

Palavras chave: amamentação, número de ordenhas, presença do bezerro, produção de leite, eficiência reprodutiva


ABSTRACT

Fifty three multiparous crossbred Holstein Zebu cows were distributed in four groups with the purpose of evaluating the effects of four daily milking until lactation day 21 and after this day two milking, with or without suckling by the calf, on milk yield and composition, cows and calves weights and the reproductive parameters. Milk production and composition were measured each four days until the 33th day of lactation, then each 15 days until the end of lactation. The animals were weighed at birth, and weekly until two months postpartum and then each 30 days until the end of lactation. The experiment was completely randomized in a 2x2 factorial design. The average milk productions were 16.7, 17.2, 19.0, and 18.9kg/day (P<0.01), for cows milked twice or four times a day with or without suckling by the calf, respectively. Fat and total solids percentages, 3.5% fat corrected milk, and total solids corrected milk were higher in the groups of cows milked four times a day. The increase in milking frequency at the beginning of lactation increased the production of milk (P<0.01), but did not influence the weight of cows and calves or reproductive parameters (P>0.05).

Keywords: number of milking, presence of the calf, milk yield, reproductive efficiency, suckling


 

 

INTRODUÇÃO

A produção e a composição do leite podem ser alteradas pela adoção de diversas práticas, entre elas destacam-se o melhoramento genético, as mudanças na nutrição, o ambiente e o conforto, os tratamentos hormonais, e pelo aumento no número diário de ordenhas. As respostas ao aumento da frequência de ordenhas são variadas, sendo relatados valores de 20-30%, 15-20% e somente 6% na produção com a mudança de uma para duas, de duas para três e de três para quatro ordenhas diárias, respectivamente (Stelwagen, 2001). Quanto à composição do leite, alguns estudos (Amos et al., 1985; DePeters et al., 1985) não observaram alterações na composição do leite de acordo com a frequência de ordenhas, enquanto outros (Speicher et al., 1994; Barnes et al., 1990) relataram apenas leve redução no percentual médio de gordura e proteína resultante do aumento da produção.

O aumento da frequência de ordenhas tradicionalmente tem sido empregado ao longo de toda a lactação tanto em animais da raça Holandesa (Erdman e Varner, 1995), quanto em mestiços com variada composição genética (Ruas et al., 2006b). Estudos recentes em vacas Holandesas relataram aumento na produção de leite em vacas ordenhadas mais vezes ao dia, sem distribuição homogênea de ordenhas, nos primeiros dias da lactação, com a persistência deste efeito após as vacas retornarem ao menor número de ordenhas (Hale et al., 2003; Van Baale et al., 2005; Soberón, 2008). No entanto, não há estudos sobre a utilização dessa metodologia em animais mestiços. Desta forma, este trabalho teve o objetivo de avaliar o efeito do aumento do número de ordenhas no início da lactação e da sucção ou não do leite pelos bezerros, em vacas ½ Holandês-Zebu, sobre a produção e a composição do leite, o peso corporal das vacas e dos bezerros e sobre as características reprodutivas.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizadas 53 vacas mestiças ½ Holandês-Zebu de segunda, ou mais lactações. Todos os animais receberam o mesmo manejo alimentar, que consistiu no pastejo de Brachiaria decumbens no período de chuvas e suplementação com volumoso conservado, no período seco. O concentrado foi fornecido a partir de produção diária superior a 8kg de leite.

Os animais foram distribuídos em quatro grupos, de tal forma que, ao final da distribuição, todos se apresentavam homogêneos quanto à ordem de lactação, à produção da lactação anterior e à condição corporal ao parto. No grupo BA2, 12 vacas ordenhadas duas vezes ao dia, durante toda a lactação, receberam os respectivos bezerros para apojo - sucção do leite somente antes da colocação das teteiras -; no grupo BM2, 13 vacas ordenhadas duas vezes ao dia, durante toda a lactação, receberam os respectivos bezerros para a sucção de leite em um teto, nos primeiros 21 dias da lactação; no grupo BA4, 15 vacas ordenhadas quatro vezes ao dia, do primeiro ao 21º dia da lactação, receberam os bezerros para o apojo; no grupo BM4, 13 vacas ordenhadas quatro vezes ao dia, do primeiro ao 21º dia da lactação, receberam os bezerros para a sucção de leite em um teto nos primeiros 21 dias da lactação. A partir do 22º dia da lactação, todas as vacas foram ordenhadas duas vezes ao dia e todos os bezerros foram apresentados apenas para o apojo.

As ordenhas foram realizadas no seguinte esquema: nas ordenhas da manhã e da tarde, as vacas dos grupos quatro ordenhas foram as primeiras a serem ordenhadas, seguidas dos demais lotes de vacas da fazenda. Ao final, as vacas dos grupos de quatro ordenhas foram novamente ordenhadas. Os intervalos entre ordenhas para as vacas dos grupos BA2 e BM2 foram sete horas da primeira para a segunda ordenha e 17 horas da segunda para a primeira ordenha do dia seguinte. Nas vacas dos grupos BA4 e BM4, foram de duas horas entre a primeira e a segunda ordenha, cinco horas entre a segunda e a terceira ordenha, uma hora e 30min entre a terceira e a quarta ordenha, e 15 horas e 30min entre a quarta e a primeira ordenha do dia seguinte, aproximadamente. Após a última ordenha da manhã e da tarde, os bezerros fizeram a sucção do leite residual.

A produção de leite foi mensurada a cada quatro dias até o 33º dia da lactação e, a partir daí, a cada 15 dias, até o final da lactação. Nestes mesmos dias, amostras para composição do leite foram coletadas a cada ordenha. Na última ordenha diária, foi feito um pool das amostras de cada animal, sendo estas refrigeradas em recipientes plásticos a 4ºC com 2-bromo 2-nitropropano 1,3-diol (bromopol), na relação de 10mg de bromopol para 50mL de leite, e enviadas ao laboratório de análise e qualidade do leite. A produção de leite foi corrigida para 3,5% de gordura (LCG) e para o teor de sólidos totais (LCST), segundo as equações descritas por Gravet (1987) e Tyrrell e Reid (1965), respectivamente.

As pesagens das vacas foram realizadas ao parto e semanalmente até dois meses após o parto e, a partir daí, avaliadas a cada 30 dias, até o final da lactação. As pesagens dos bezerros seguiram o mesmo esquema das pesagens das vacas.

O experimento foi montado em delineamento inteiramente ao acaso, com no mínimo 12 repetições por grupo em arranjo fatorial 2x2, sendo dois métodos de ordenha (com e sem sucção do leite pelo bezerro) e duas ou quatro ordenhas. Esses tratamentos foram aplicados até o 21º dia da lactação. A homocedasticidade e a normalidade dos dados foram avaliadas pelos testes de Bartlett e Lilliefors, respectivamente. Os valores de leite corrigido para gordura e sólidos totais foram transformados pela função logarítmica. A produção e a composição do leite foram analisadas em arranjo em parcelas subdivididas, sendo os grupos experimentais a parcela, e o tempo (dias) a subparcela. A produção de leite foi avaliada até os 250 dias, quando a lactação foi considerada encerrada. Os pesos das vacas ao parto e dos bezerros ao nascimento foram utilizados como covariáveis. As variáveis estudadas foram avaliadas por análise de variância utilizando-se o teste de Tukey a 5% de probabilidade para comparação de médias. Para o número de cobrições e o período de serviço, usaram-se o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis e o teste F a 5% de probabilidade, respectivamente. A produção por dia de lactação foi avaliada por análise de regressão. As análises foram realizadas utilizando-se os procedimentos do Software SAEG (Sistema..., 2000).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em 250 dias de lactação, as produções médias diárias das vacas dos grupos quatro ordenhas foram maiores do que das vacas ordenhadas duas vezes ao dia (P<0,01), e não foi observado efeito da sucção de leite pelos bezerros (Tab. 1, Fig. 1). Os grupos de quatro ordenhas encerraram a lactação com média de produção total de 4.489kg de leite, e os de duas ordenhas de 3.967kg de leite, o que corresponde a aumento de 13% da produção total, ou 2,08kg/dia a mais de leite que os grupos de duas ordenhas (Tab. 2). O pico de produção ocorreu na terceira semana da lactação em todos os grupos, sendo observados os valores de 20,4; 19,2; 25,0 e 24,0kg de leite, respectivamente, para os grupos BA2; BM2; BA4 e BM4. Nas três primeiras semanas da lactação, os grupos de quatro ordenhas produziram, em média, 4,0kg/d a mais de leite que os de duas ordenhas. Resultados semelhantes foram relatados por Hale et al. (2003), Dahl et al. (2004), ao utilizarem também quatro ordenhas diárias durante as três primeiras semanas da lactação, seguidas de duas ordenhas diárias em vacas da raça Holandesa.

DePeters et al. (1985) e Erdman e Varner (1995) relataram, respectivamente, aumento de produção de 15% e 3,5kg de leite/dia em animais da raça Holandesa, ordenhados três vezes ao dia por toda a lactação. Estes valores estão próximos aos obtidos neste trabalho com mestiços F1 Holandês-Zebu, demonstrando o grande potencial de aumento da produção com a utilização de quatro ordenhas diárias apenas durante os primeiros 21 dias da lactação, sem impacto significativo nos custos operacionais, uma vez que este aumento foi obtido sem a necessidade de criação de novo turno de ordenha. Mesmo com intervalos entre ordenhas pequenos e desiguais, ocorreu aumento da produção e manutenção deste efeito após o retorno a duas ordenhas diárias.

De acordo com Hale et al. (2003) e Wall e McFadden (2007), a maior produção de leite observada com o aumento da frequência de ordenhas no início da lactação, bem como sua manutenção, está relacionada ao aumento da proliferação e diferenciação celular, com possível redução nas taxas de apoptose, sendo a taxa de apoptose provavelmente regulada por mecanismos locais sensíveis ao aumento da frequência de ordenhas. Esses mecanismos locais, apesar de não elucidados, têm sido comprovados pelo aumento e pela manutenção da produção, observados em animais ordenhados, nos primeiros dias da lactação, quatro vezes ao dia em metade do úbere e duas vezes ao dia na outra metade (Wall e McFadden, 2007).

O aumento da atividade celular também não pode ser descartado, pois Hillerton et al. (1990) demonstraram aumento da atividade das enzimas acetil-CoA carboxilase (13,8%), ácido graxo sintase (11,1%), galatosiltransferase (17,1%) e glicose 6 fostato dehidrogenase (31,8%), e também aumento da síntese de DNA na glândula mamária de animais ordenhados quatro vezes ao dia.

Embora seja esperada redução no percentual de sólidos em função do aumento da produção, isto não ocorreu. Os valores de proteína não foram influenciados pelo aumento da frequência de ordenhas (P>0,05), e os grupos de quatro ordenhas apresentaram maior teor de gordura no leite (P<0,01). Por ter menor densidade em relação à proteína e à lactose, a gordura apresenta variações percentuais ao longo da ordenha, aumentando ao final desta e no leite que fica retido no úbere (Reis et al., 2007). Dessa forma, com o aumento da frequência de ordenhas, foi possível retirar do úbere uma fração de leite com maior valor de gordura, que alterou a concentração final deste sólido, alterando também os valores encontrados para leite corrigido para gordura e leite corrigido para sólidos totais, nestes mesmos grupos. Contudo, não é possível explicar a manutenção dos maiores valores de gordura após o retorno a duas ordenhas.

Nos grupos de vacas ordenhadas quatro vezes ao dia, no início da lactação, os bezerros tiveram acesso à maior quantidade de leite durante esse período, porém esta maior ingestão de leite não resultou (P>0,05) em aumento de peso (Fig. 2), pois, provavelmente, o período de fornecimento foi pequeno, ou seja, apenas durante os 21 dias iniciais da lactação. Ruas et al. (2006a) também não observaram aumento de peso em bezerros mestiços amamentados com maior volume de leite residual devido ao aumento da frequência de ordenhas.

O peso corporal das vacas foi influenciado pela interação número de ordenhas versus presença dos bezerros, sendo menor no grupo de duas ordenhas com mamada pelos bezerros nos primeiros 21 dias da lactação (Tab. 3). Não há uma explicação plausível para este resultado, uma vez que os animais deste grupo apresentaram a menor produção média diária e não houve efeito do número de ordenha e da presença do bezerro para a mamada ou não sobre o peso dos bezerros (Fig. 2), o que poderia justificar alguma mudança no peso corporal desses grupos.

Todas as vacas ficaram gestantes, não sendo o número de cobrições e o período de serviço influenciados pelo número de ordenha e pela presença do bezerro para mamada ou não, durante as ordenhas (P>0,05) (Tab. 4). Ruas et al. (2006b), assim como o presente estudo, também não observaram efeito da presença do bezerro durante a ordenha sobre diferentes características reprodutivas, como período de serviço, retorno ao cio e taxas de manifestação de cio e de gestação, até os 120 dias pós-parto de vacas mestiças Holandês-Zebu. Para DePeters et al. (1985), alterações no desempenho reprodutivo estão relacionadas a grandes mudanças do peso corporal ao longo da lactação em resposta à produção de leite, o que não foi observado neste estudo.

 

CONCLUSÕES

O aumento de duas para quatro ordenhas nos primeiros 21 dias da lactação, com ou sem a presença do bezerro durante a ordenha, aumentou a produção de leite em toda a lactação sem afetar o peso de vacas e de bezerros e o desempenho reprodutivo. Este manejo é uma boa estratégia para aumentar a produção de leite, sem aumento substancial no custo de produção, uma vez que as ordenhas não são distribuídas igualmente ao longo do dia e não é necessário novo turno de trabalho.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido em 19 de julho de 2010
Aceito em 5 de julho de 2011
Projeto financiado pela Fapemig - CVZ APQ-2413-5.04/07

 

 

E-mail: sandra@vet.ufmg.br
* Autor para correspondência (corresponding author)

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