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Cadernos de Saúde Pública

Print version ISSN 0102-311X

Cad. Saúde Pública vol.24 no.10 Rio de Janeiro Oct. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2008001000015 

ARTIGO ARTICLE

 

Cárie dentária em população ribeirinha do Estado de Rondônia, Região Amazônica, Brasil, 2005/2006

 

Dental caries in a riverine community in Rondônia State, Amazon Region, Brazil, 2005-2006

 

 

Ricardo Henrique Alves da SilvaI; Roberta Francisca Martins de CastroII; Diana Carla Soares CunhaII; Carina Thais de AlmeidaIII; José Roberto de Magalhães BastosIII; Luis Marcelo Aranha CamargoIV

IFaculdade de Odontologia de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Brasil
IIFaculdades São Lucas, Porto Velho, Brasil
IIIFaculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, Brasil
IVInstituto de Ciências Biomédicas, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

O objetivo foi analisar experiência de cárie dentária na população ribeirinha residente às margens dos rios Machado e Preto (Rondônia, Brasil), em 2005 e 2006. Foram examinados 469 indivíduos com formulário preconizado pela Organização Mundial da Saúde, sob luz natural e utilização de espátulas de madeira e sonda CPI. Na faixa etária de 4-5 anos de idade, ceod = 4,30 e 19,64% livres de cárie; 6-10 anos, CPOD = 1,04, ceod = 3,52, 17,05% livres de cárie; aos 12 anos, CPOD = 2,65 e 30,76% livres de cárie; aos 18 anos, CPOD = 5,41 e 19,51% livres de cárie; 35-44 anos, CPOD = 17,74 e 2,98% livres de cárie; 65-74 anos, CPOD = 21,56 e 4,34% livres de cárie. Na análise por componentes, constatou-se que o componente cariado tem maior prevalência nas idades de 0-3, 4-5, 6-10, 12 e 18 anos. Em adultos e idosos, o componente que mais contribui é o perdido. Conclui-se que a população apresenta índices de cárie dentária elevados, sendo necessária a atuação em âmbito educativo, preventivo e curativo.

Cárie Dentária; Saúde Bucal; Diagnóstico Bucal


ABSTRACT

This study aimed to analyze dental caries patterns among riverine people from Rondônia State, Brazil (Machado and Preto rivers) in 2005 and 2006. A total of 469 subjects were examined, using the World Health Organization form, under natural light, using a wooden tongue depressor and CPI probe in cases of doubts about the presence of dental caries. The results were: 4-5-year age bracket, dmtf = 4.30 and 19.64% caries-free; 6-10 years, DMTF = 1.04, dmtf = 3.52 and 17.05% caries-free; 12 years, DMTF = 2.65 and 30.76% caries-free; 18 years, DMTF = 5.41 and 19.51% caries-free; 35-44 years, DMTF = 17.74 and 2.98% caries-free; 65-74 years, DMTF = 21.56 and 4.34% caries-free. When each component was analyzed separately in the dmtf and DMTF indices, decay was most prevalent in the 0-3, 4-5, 6-10, 12, and 18-year brackets. However, in young and older adults, the most prevalent component was missing teeth. In conclusion, the study population showed a high dental caries index, thus highlighting the need for educational, preventive, and curative measures.

Dental Caries; Oral Health; Oral Diagnosis


 

 

Introdução

As condições de saúde bucal em nível individual e coletivo são avaliadas, principalmente, pela análise da ocorrência de cárie dentária. O declínio da prevalência da cárie, em populações jovens, pode ser notado mundialmente, principalmente nas últimas três décadas, nas mais diferentes localidades 1,2,3.

Em populações social e economicamente desfavorecidas, a prevalência de doenças passíveis de prevenção geralmente se apresenta mais elevada quando comparada com localidades mais desenvolvidas. A cárie dentária também segue esse padrão de distribuição, seja por falta de informação da população sobre os cuidados com a higiene bucal ou por falta de acesso ao tratamento odontológico 4,5,6,7,8,9.

Quanto à região do estudo, observa-se que o inquérito SB Brasil 2003 10 constatou os seguintes índices para a Região Norte: ceod 1,34 (até os 3 anos de idade); ceod 3,22 (aos 5 anos de idade); CPOD 3,13 (aos 12 anos de idade); CPOD 6,14 (15-19 anos de idade); CPOD 19,88 (35-44 anos de idade); CPOD 28,34 (65-74 anos de idade).

E inserida nessa região, a população do Município de Porto Velho, Estado de Rondônia, local do presente estudo, caracteriza-se por possuir 371.791 habitantes, sendo cerca de 30% residente em área rural e rural-ribeirinha 11.

Dessa forma, o objetivo deste trabalho é apresentar os dados do levantamento de cárie dentária realizado na população residente às margens dos rios Machado e Preto, a fim de possibilitar uma análise das condições de saúde bucal da população.

 

Material e métodos

Inicialmente, o projeto de levantamento epidemiológico foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo, através do processo nº. 82/2004, seguindo as normas da Resolução nº. 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.

A população-alvo do estudo foi composta pela população residente às margens dos rios Machado e Preto, região norte do Estado de Rondônia, sendo ambos afluentes do rio Madeira.

Estima-se que a população estudada conte com cerca de 800 habitantes, baseado em estimativas da Prefeitura Municipal de Porto Velho, não possuindo nenhum tipo de serviço de saúde e apresenta, como dificuldade, o fato de a viagem feita por barco demorar cerca de vinte horas até Porto Velho, sendo que a maioria da população não possui condições financeiras para custear tal viagem.

As coletas dos dados foram realizadas durante três viagens, nos anos de 2005 (fevereiro e julho) e 2006 (janeiro), sendo a população do estudo selecionada por conveniência, ou seja, moradores presentes nas localidades durante os períodos de coleta que autorizaram a realização do exame odontológico.

O exame clínico foi realizado com luz natural, nas dependências do Barco-hospital Floriano Riva Filho (pertencente ao Município de Porto Velho e Ministério da Saúde) e nas visitas domiciliares, realizadas por dois examinadores previamente calibrados, utilizando espátulas de madeira descartáveis, espelhos clínicos planos nº. 5 e equipamento de proteção individual. Não se utilizou sonda exploradora, sendo a sonda CPI utilizada quando havia dúvidas da presença de uma lesão cariosa, em virtude do grande número de exames e dificuldades na esterilização.

Toda a população que foi até o Barco-hospital recebeu atendimento clínico (nas áreas de odontologia, medicina, nutrição, farmácia e enfermagem, além de exames laboratoriais), independentemente da participação no levantamento epidemiológico.

O procedimento de calibração foi realizado através do exame de duas seqüências de vinte indivíduos cada, apresentando as mais variadas condições de cárie dentária, a fim de contemplar todas as condições dos critérios diagnósticos. Os exames foram realizados no período da manhã, e os reexames, no período da tarde, em voluntários, no Centro de Saúde Bucal Prof. Dr. João Adolfo Caldas Navarro, em Monte Negro, Rondônia, onde está localizada a sede do Instituto de Ciências Biomédicas 5 (ICB-5), dois dias antes da primeira viagem. A concordância verificada pelo teste kappa (k) indicou k = 0,85 (interexaminadores), k = 0,92 e k = 0,90 (intraexaminador, respectivamente examinador 1 e 2), consideradas satisfatórias.

Durante o levantamento epidemiológico, realizaram-se exames em duplicata em 5% da amostra, nos três primeiros e três últimos dias de exame de cada viagem, a fim de observar se a concordância era mantida em um nível satisfatório. A concordância verificada pelo teste kappa indicou k = 0,86 (interexaminadores), k = 0,94 e k = 0,93 (intraexaminador, respectivamente examinador 1 e 2).

O modelo de ficha utilizado foi o estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) 12, utilizando os critérios estabelecidos para as condições dentárias, tanto para dentes decíduos, como para permanentes: cariado, restaurado (com cárie e sem cárie), extraído, hígido e excluído.

Optou-se, neste estudo, pela análise estatística descritiva dos índices CPOD e ceod, seguido do desvio-padrão (DP), assim como o percentual de livres de cárie e a proporção por componente do CPOD, tabulado por meio do Microsoft Office Excel 2003 (Microsoft Corp., Estados Unidos).

 

Resultados

O tamanho da amostra de estudo, dividido por faixas etárias, ficou com a distribuição exposta na Tabela 1, perfazendo 469 sujeitos da pesquisa.

 

 

Os resultados obtidos no levantamento epidemiológico demonstram o índice de cárie (CPOD e/ou ceod, de acordo com a faixa etária), seguido pela medida do DP, bem como o percentual de livres de cárie, os quais podem ser observados na Tabela 2.

 

 

O número de indivíduos livres de cárie indicou: na faixa etária de 0-3 anos de idade (n = 69; 66,35%); de 4-5 anos (n = 11; 19,64%); de 6-10 anos (n = 22; 17,05%); aos 12 anos (n = 16; 30,76%); aos 18 anos (n = 8; 19,51%); de 35-44 anos (n = 2; 2,98%); de 65-74 anos (n = 1; 4,34%), (Tabela 2).

Na análise de cada um dos componentes do índice CPOD, observa-se que o componente cariado tem maior relevância nas idades de 0-3, 4-5, 6-10, 12 e 18 anos. Já nas faixas etárias adulta (35-44) e idosa (65-74), o componente que mais contribui com o valor do índice é o componente perdido (Tabela 3).

E, na Tabela 4, está representado o percentual de indivíduos, de acordo com os componentes dos índices de cárie dentária, dividido por faixa etária, demonstrando a grande contribuição do componente cariado nas faixas 0-3, 4-5, 6-10 e 12 anos de idades, dos componentes cariado e perdido, nas faixas etárias de 18 e 35-44 anos, e do componente perdido na faixa 65-74 anos de idade.

 

Discussão

Do ponto de vista epidemiológico, a cárie é, possivelmente, a doença bucal de maior relevância. Sua estreita associação com dieta e estilo de vida também lhe confere relevância antropológica 13. Na população estudada, pôde ser observado que a dieta, baseada principalmente em produtos de pesca, caça, plantações e criações locais, devido ao distanciamento e isolamento de centros urbanos, aliada a um grande desconhecimento sobre a saúde bucal e práticas insuficientes em higiene oral conduzem ao quadro epidemiológico observado.

A amostragem por conveniência realizada neste estudo pode gerar potenciais vieses de seleção, pois não há como saber se todas as pessoas incluídas na amostra são representativas da população, não possibilitando mensuração do erro amostral e impedindo uma declaração conclusiva sobre os resultados obtidos 14,15. Porém, pelo desconhecimento e dificuldades de localização da população estudada, adotou-se esse modelo de amostragem.

Dentre as faixas etárias, o grupo etário de 65-74 anos estudado não alcançou o número mínimo recomendado de quarenta pessoas 12, atingindo apenas 23 sujeitos da pesquisa, sendo essa limitação importante e devendo ser ressaltada para possíveis vieses na comparação com outros dados populacionais.

Os dados indicam, na população estudada, CPOD = 2,65 aos 12 anos de idade. Narvai et al. 3 relatam que o índice CPOD, na Região Norte, declinou de 7,50 (em 1986) para 3,13 (em 2003), aos 12 anos de idade, sendo a média nacional observada, em 1986, CPOD = 6,65 e, em 2003, CPOD = 2,79.

Além disso, aos 12 anos de idade, 33% da população estudada possui CPOD > 3,0; e 30% são livres de cárie, sugerindo uma concentração da doença cárie, fato observado em diversos estudos, nas mais diferentes populações 3,7,16,17,18. Nesse sentido, Narvai et al. 3 afirmam que, no Brasil, 20% dos escolares passaram a concentrar 60% da carga da doença.

A população estudada apresenta, como característica marcante, um isolamento dos centros urbanos devido aos elevados custos para viagem até o Município de Porto Velho, porém, não se trata de população indígena, possuindo hábitos de vida exemplificados pela agricultura de subsistência, caça e pesca, além de hábitos em saúde bucal de origem popular e folclórica 19.

Sendo assim, no trabalho de Arantes et al. 13, no qual foram examinados 228 índios Xavánte (Brasil), observam-se CPOD = 3,70 (12-14 anos), CPOD = 4,60 (15-19 anos), CPOD = 15,05 (30-39 anos) e CPOD = 19,60 (50 anos ou mais), dados semelhantes com a população do presente estudo.

A influência para a configuração de tais índices de cárie dentária refere-se, de acordo com DeAngelis & Warren 6, à falta de acesso aos cuidados em saúde bucal, consumo de água não fluoretada e a necessidade de educação em saúde bucal, fato esse confirmado por diversos autores 20,21. Em nosso estudo, foram observadas características semelhantes, respaldadas pelo elevado número de atendimentos clínicos realizados em todas as viagens.

Considerando-se os dados coletados, observou-se que o componente cariado esteve mais presente nas idades de 0-3, 4-5, 6-10, 12 e 18 anos. Nas comunidades examinadas, a cobertura assistencial em saúde é precária, não existindo posto de saúde na maioria delas e contando com a escassa presença de profissionais da saúde na maior parte do tempo.

Nas faixas etárias de 35-44 anos e 65-74 anos, observa-se uma maior contribuição por parte do componente perdido, indicando que o problema da cárie dentária só é resolvido quando não há mais condição de se recuperar o elemento dentário, sendo a exodontia a principal estratégia assistencial na localidade, resultado também observado por pesquisadores em regiões com estrutura semelhante 13.

Além disso, os sistemas de saúde pública foram, historicamente, curativos e excludentes 9,22, especialmente em relação a populações residentes em zona rural 23, levando aos quadros observados, neste estudo, para a população de maior faixa etária. Essa prática assistencial mutiladora, condenada nos dias atuais, continua sendo praticada na região, sendo necessária à reabilitação dessa população, por meio de próteses totais e removíveis, possíveis de serem realizadas no Barco-hospital Floriano Riva Filho.

Abreu et al. 23 concluem, em seu trabalho, que há uma tendência de queda no índice CPOD no meio rural brasileiro, mesmo ainda sendo os índices de cárie maiores na população rural que na urbana 24,25.

E, conforme observado no SB Brasil 2003 10, para a Região Norte, verificou-se que a contribuição por componentes do índice ceod, entre 18-36 meses, foi 1,31 (cariado), 0,02 (obturado) e 0,01 (perdido); e aos cinco anos de idade foi de 2,89 (cariado), 0,19 (obturado) e 0,15 (perdido). Os dados vão de encontro com os achados da presente pesquisa, sendo maiores aos cinco anos na população ribeirinha.

E, ainda no SB Brasil 2003 10, aos 12 anos de idade, o componente cariado responde por 2,27 em um CPOD = 3,13. No presente estudo, responde por 2,15 em um CPOD = 2,65.

Já em zona rural do Estado de São Paulo, o mais desenvolvido da nação brasileira, no Município de Itapetininga, verificou-se ceod = 2,63 (aos cinco anos) e CPOD = 2,45 (aos 12 anos), em escolares da zona rural, sendo os dados de cárie dentária, aos 12 anos, bastante próximos aos da população ribeirinha estudada em Rondônia 26.

E, apesar de serem antigas, quanto às metas da Federation Dentaire Internacionale (FDI) 27 e OMS 28, é possível observar que, para o ano 2000, almejavam-se alguns itens: aos cinco anos de idade, 50% dos indivíduos livres de cárie; aos 12 anos de idade, CPOD menor e/ou igual a 3,0; aos 18 anos de idade, 80% dos indivíduos com todos os dentes presentes na boca; na faixa etária de 35-44 anos, 75% dos indivíduos com vinte ou mais dentes presentes na boca; e na faixa de 65-74 anos, 50% dos indivíduos com vinte ou mais dentes na boca.

No presente estudo, foi observado que apenas uma das cinco metas supracitadas foi atingida, haja vista que: aos cinco anos de idade, apenas dois sujeitos da pesquisa (dentre 19 examinados) apresentaram CPOD = 0, perfazendo 10,53%; o CPOD, aos 12 anos de idade, foi 2,65; aos 18 anos de idade, 46,34% apresentaram todos os dentes presentes na boca; na faixa etária de 35-44 anos, apenas 29,85% dos sujeitos da pesquisa apresentaram vinte ou mais dentes na boca; e, na faixa de 65-74 anos, apenas 17,39% apresentaram vinte ou mais dentes na boca.

 

Conclusão

O índice de cárie dentária apresenta-se elevado, em todas as faixas etárias analisadas, na população residente às margens dos rios Machado e Preto, durante os anos 2005/2006, no Estado de Rondônia, sendo de extrema importância a implementação de programas educativos, preventivos e curativos na região.

 

Colaboradores

R. H. A. Silva e R. F. M. Castro participaram da elaboração e execução do projeto de pesquisa e da confecção do artigo científico. D. C. S. Cunha, C. T. Almeida e J. R. M. Bastos, colaboraram na execução do projeto de pesquisa e confecção do artigo científico. L. M. A. Camargo contribuiu na elaboração, execução e coordenação do projeto de pesquisa e da confecção do artigo científico.

 

Agradecimentos

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo fomento da pesquisa. À tripulação do Barco-hospital Floriano Riva Filho pela atenção e colaboração, à população ribeirinha pela cooperação e hospitalidade e à prefeitura de Porto Velho, na pessoa do Prefeito Roberto Sobrinho, pelo constante apoio nas etapas da pesquisa.

 

Referências

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Correspondência:
R. H. A. Silva
Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto
Universidade de São Paulo
Av. do Café s/n, Ribeirão Preto
SP 14040-904, Brasil
ricardohenrique@usp.br

Recebido em 27/Ago/2007
Versão final reapresentada em 11/Fev/2008
Aprovado em 25/Fev/2008