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Cadernos de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0102-311X

Cad. Saúde Pública vol.29 no.1 Rio de Janeiro jan. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2013000100001 

EDITORIAL

 

O caminho dos manuscritos em Cadernos de Saúde Pública

 

 

Marilia Sá Carvalho; Claudia Travassos; Cláudia Medina Coeli

Editoras

 

 

Foram 1.846 artigos cadastrados no nosso sistema de submissões – SAGAS – em 2012, 8,3% a mais do que em 2011. Desses, foram publicados nos 12 números regulares 174 Artigos originais, 12 Artigos de Revisão, 19 Comunicações Breves (que ainda se chamavam Notas) e 2 Fóruns com 8 artigos. Publicações institucionalmente ligadas ao Brasil foram 89,5%, mas o crescimento de submissões em espanhol aponta rumos importantes na cooperação científica.

É preciso reconhecer o crescimento da produção científica brasileira no campo da Saúde Coletiva, resultado de uma política de ciência e tecnologia consolidada. Parte deste esforço de publicação se deve aos processos de avaliação de pesquisas, pesquisadores e programas de pós-graduação pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e agências nacionais e estaduais de fomento à pesquisa. A inserção da ciência brasileira junto a países latino-americanos e africanos aumenta o envio de artigos destes países para nossos periódicos, num círculo virtuoso.

Alguns aspectos da demanda por publicação merecem reflexão e melhor entendimento pelos autores. Em primeiro lugar, apontamos a questão da pertinência. Nem sempre a revista melhor classificada, ou a que mais gostamos, é a mais adequada ao artigo que estamos escrevendo. CSP publica artigos originais com elevado mérito científico que contribuam ao estudo da Saúde Coletiva em geral e disciplinas afins. São privilegiados artigos de elevada relevância, tanto em termos da contribuição para o avanço do conhecimento como do potencial impacto social dos resultados produzidos.

Um ponto também importante é o formato de artigo. Manuscritos gerados com base em dissertações e teses por vezes não se sustentam de forma independente. Esbarramos com esse problema, frequentemente, em artigos submetidos à seção de Artigos de Revisão. Muitos são, visivelmente, capítulos de introdução de trabalhos maiores, e que fora do contexto destes perdem valor.

Assim, pensando em orientar o autor para que sua produção seja exposta o mais rapidamente possível, as editoras assumem a responsabilidade de identificar quais artigos terão de fato pouquíssima chance de serem publicados em CSP. Retornamos esses artigos aos autores, com uma brevíssima avaliação sobre a sua pertinência, que não é uma avaliação da qualidade, permitindo que os autores procurem um periódico mais apropriado em curto espaço de tempo. Com a oferta crescente de periódicos os mais variados, certamente haverá algum adequado ao trabalho. Nessa etapa, 56,5% dos artigos são recusados. A etapa seguinte, de revisão por pares, é bem delicada, e retornaremos a esse tema em breve. Apenas 49,6% das solicitações de parecer são respondidas positivamente.

Essas questões, entre dezenas de outras, vêm sendo objeto de debate entre nós três, e achamos pertinente levar esta discussão aos leitores e autores de CSP. Não há respostas prontas, mas perguntas relevantes, como na ciência: como fazer para trazer para CSP a vibração do campo da Saúde Coletiva, as inovações e o debate atual e comprometido?

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