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Cadernos de Saúde Pública

Print version ISSN 0102-311X

Cad. Saúde Pública vol.31 no.4 Rio de Janeiro Apr. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00083114 

Artigo

Autoavaliação do estado de saúde e fatores associados: um estudo em trabalhadores bancários

Self-assessment of health status and associated factors: a study in bank workers

Autoevaluación del estado de salud y factores asociados: un estudio en empleados del banco

Glenda Blaser Petarli 1   * 

Luciane Bresciani Salaroli 1  

Nazaré Souza Bissoli 1  

Eliana Zandonade 1  

1Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, Brasil

RESUMO

O objetivo deste trabalho foi verificar como trabalhadores bancários avaliam seu estado de saúde e os principais fatores associados a esse indicador nessa população. Trata-se de um estudo transversal com 525 funcionários de uma rede bancária do Estado do Espírito Santo, Brasil. A magnitude das associações foi avaliada através de regressão logística hierarquizada em níveis. Verificou-se que 17% (n = 87) dos bancários autoavaliaram seu estado de saúde como regular ou ruim. Estiveram associados à pior autoavaliação de saúde o reduzido nível socioeconômico (OR = 1,80; IC95%: 1,06-3,05), o estilo de vida sedentário (OR = 2,64; IC95%: 1,42-4,89), o excesso de peso (OR = 3,18; IC95%: 1,79-5,65), o baixo apoio social (OR = 3,71; IC95%: 2,10-6,58) e a presença de doenças crônicas (OR = 5,49; IC95%: 2,46-12,27). Concluiu-se que, comparado com outras localidades, houve um expressivo número de bancários que autoavaliaram seu estado de saúde como regular ou ruim, e que a presença de doenças crônicas apresentou-se como o fator de maior impacto sobre a forma como o indivíduo avalia sua própria saúde.

Palavras-Chave: Estresse Psicológico; Saúde do Trabalhador; Autoavaliação

ABSTRACT

The aim of this study was to determine how bank employees assess their health status and risk factors associated with this indicator in this population. This is a cross-sectional study involving 525 workers of a banking system in the State of Espírito Santo, Brazil. The magnitude of the associations was assessed using logistic regression hierquizada in levels. It was found that 17% (n = 87) of bank self-rated their health status as fair or poor. Were associated with worse self-assessed health of the low socioeconomic level (OR = 1.80; 95%CI: 1.06-3.05), the sedentary lifestyle (OR = 2.64; 95%CI: 1.42-4.89), the excess weight (OR = 3.18; 95%CI: 1.79-5.65), low social support (OR = 3.71; 95%CI: 2.10-6.58), and the presence of chronic diseases (OR = 5,49; 95%CI: 2.46-12.27). It is concluded that, compared with other locations, there was a significant number of banking that self-rated their health status as fair or poor, and that the presence of chronic diseases was presented as the factor with the greatest impact on how the individual evaluates their own health.

Key words: Psychological Stress; Occupational Health; Self-Assessment

RESUMEN

El objetivo de este estudio fue investigar cómo los empleados del banco a evaluar su estado de salud y factores de riesgo asociados a este indicador en esta población. Se trata de un estudio transversal con 525 trabajadores de un sistema bancario en el estado de Espírito Santo, Brasil. La magnitud de las asociaciones se evaluó mediante regresión logística hierquizada en niveles. Se encontró que 17% (n = 87) de los trabajadores del banco auto-calificaron su estado de salud como regular o mala. Se asociaron con la salud autopercibida peor del bajo nivel socio-económico (OR = 1,80; IC95%: 1,06-3,05), el sedentarismo (OR = 2,64; IC95%: 1,42-4,89), el exceso de peso (OR = 3,18; IC95%: 1,79-5,65), el baja apoyo social (OR = 3,71; IC95%: 2,10-6,58), y la presencia de enfermedades crónicas (OR = 5,49; IC95%: 2,46-12,27). Se concluye que, en comparación con otros lugares, hubo un número significativo de la banca que la auto-calificaron su estado de salud como regular o mala, y que la presencia de enfermedades crónicas se presenta como el factor de mayor impacto en cómo los evalúa individuales su propia salud.

Palabras-clave: Estrés Psicológico; Salud Laboral; Autoevaluación

Introdução

Nas últimas décadas, a autoavaliação do estado de saúde tem sido um indicador amplamente utilizado em levantamentos epidemiológicos (1). Esse indicador, determinado a partir de como o indivíduo avalia sua saúde em uma escala de quatro ou cinco pontos (2), tem poder preditivo sobre a mortalidade, a morbidade e a utilização de serviços de saúde, além de refletir uma avaliação global de doenças, sintomas, habilidades funcionais e bem-estar geral (3). Por apresentar confiabilidade e validade equivalentes a outras avaliações mais complexas da condição de saúde, a autoavaliação do estado de saúde deve ser considerada um complemento importante para medidas objetivas (4).

Os fatores levados em consideração pelo indivíduo ao autoclassificar seu estado de saúde ainda não são totalmente compreendidos, mas parecem refletir uma percepção abrangente de saúde que inclui aspectos biológicos, psicológicos e sociais (5), assim como fatores demográficos, culturais e ainda aqueles relacionados ao ambiente de vida e de trabalho (1) , (6).

Tendo em vista a estreita relação entre a autoavaliação de saúde com a mortalidade e a morbidade (5), uma melhor compreensão dos fatores relacionados a esse indicador pode servir de base para o desenvolvimento de ações preventivas, de modo a manter ou a melhorar a saúde das populações. Nesse contexto, deve-se também ter atenção à saúde da população trabalhadora, em especial de setores submetidos a intensas reestruturações produtivas potencialmente prejudiciais ao indivíduo, como no caso de trabalhadores do setor bancário (7).

Com o crescimento das trocas internacionais e dos investimentos estrangeiros, verificou-se a internacionalização das atividades bancárias. Cresceu a concorrência, que induziu transformações na organização do trabalho e adoção de novas tecnologias (8). Se, de um lado, essas transformações acarretaram aumento da produtividade e lucratividade do setor, por outro lado geraram redução de emprego, maior exigência por qualificação e cumprimento de metas, intensificação e sobrecarga de tarefas, bem como aumento de controle e pressão sobre os trabalhadores, o que repercutiu fortemente nas condições de vida dos bancários (9).

Sendo assim, este trabalho teve como objetivo verificar o modo como funcionários de uma rede bancária da Grande Vitória, Espírito Santo, Brasil, avaliam seu estado de saúde e os principais fatores associados a esse indicador em tal população.

Material e métodos

O estudo constituiu-se de uma investigação observacional transversal e seus dados foram derivados de uma pesquisa, junto a bancários, sobre síndrome metabólica, resistência à insulina e fatores associados (10). A amostra foi composta de 525 funcionários de uma rede bancária da região da Grande Vitória, com idade entre 20 a 64 anos, de ambos os sexos, em plena atividade laboral. A coleta de dados ocorreu no período de agosto de 2008 a agosto de 2009.

Para o cálculo do tamanho amostral considerou-se como população do estudo todos os 1.410 bancários da instituição onde foi realizada a pesquisa; levou-se em conta prevalência de autoavaliação positiva de saúde esperada de aproximadamente 50% (utilizados para maximizar a amostra), nível de significância de 5%, erro amostral de 6% e efeito do desenho igual a dois (efeito dos conglomerados das agências). O tamanho mínimo da amostra calculada foi de 450 funcionários. Como forma de compensar as possíveis perdas, foram analisados todos os 525 bancários sorteados aleatoriamente para o projeto original.

As variáveis independentes foram agrupadas em sociodemográficas, comportamentais (hábitos de vida) e antropométricas, caraterísticas de trabalho e condição de saúde, coletadas a partir de questionário estruturado, aplicado por entrevistadores treinados. Essas variáveis foram incluídas segundo o modelo teórico apresentado na Figura 1, em que os blocos 1 e 2 apresentam possíveis variáveis de confusão que foram avaliadas no modelo multivariado.

As variáveis sociodemográficas incluíram sexo, faixa etária, escolaridade, etnia, estado civil e classe socioeconômica. A classe socioeconômica foi determinada de acordo com o Critério de Classificação Econômica Brasil (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa. http://www.abep.org/novo/Content.aspx?ContentID=302, acessado em 29/Abr/2014). e categorizada em "A + B" e "C + D + E". A faixa etária foi categorizada em "até 30 anos", "entre 30 e 50 anos" e "mais de 50 anos".

Figura 1: Modelo teórico hierarquizado das possíveis relações entre variáveis sociodemográficas, comportamentais, antropométricas, caraterísticas de trabalho e condição de saúde e a autoavaliação de saúde de trabalhadores bancários. Vitória, Espírito Santo, Brasil, 2008-2009. 

O grupo de variáveis comportamentais e antropométricas incluíram consumo de bebida alcoólica, tabagismo, nível de atividade física, índice de massa corporal (IMC) e circunferência da cintura (CC).

Em relação ao tabagismo foram considerados fumantes os indivíduos que faziam uso do tabaco independente da quantidade ou frequência de consumo, conforme o consenso de abordagem e tratamento do fumante (11).

O nível de atividade física foi determinado pela aplicação da versão curta do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) validado para a população brasileira (12). Foram considerados indivíduos suficientemente ativos aqueles que relataram no mínimo 150 minutos de atividades com frequência ≥ 5 dias na semana, levando-se em consideração apenas o somatório das sessões referentes a lazer e transporte, conforme recomendação atual, de modo a evitar a superestimação do nível de atividade física (13).

O IMC foi categorizado de acordo com os pontos de corte da Organização Mundial da Saúde (OMS) (14) e reagrupados em eutrofia/baixo peso (IMC ≤ 24,9kg/m2) e sobrepeso/obesidade (IMC > 24,9kg/m2). A CC foi obtida através da medida, com fita métrica inextensível, da menor curvatura localizada entre o último arco costal e a crista ilíaca (15). O ponto de corte adotado foi ≥ 94 cm para homens e ≥ 80 cm para mulheres (14).

O grupo de variáveis referentes às características do trabalho envolveu cargo/função, local de trabalho, tempo de trabalho no banco, tempo de trabalho na função atual, horas diárias de trabalho, apoio social e nível de estresse ocupacional. As variáveis relativas a tempo de trabalho no banco e tempo de trabalho na função atual foram categorizadas em "até cinco anos" e "mais de cinco anos", como forma de representar, respectivamente, os que trabalhavam há pouco tempo no banco ou na função atual e os que trabalhavam há mais tempo.

A variável cargo/função foi dicotomizada em "atendimento ao cliente" e "sem atendimento ao cliente". Os indivíduos classificados como "atendimento ao cliente" correspondiam àqueles que desempenhavam funções nas agências bancárias, tais como funções de caixa ou demais atribuições envolvidas com o atendimento direto ao público. Os "sem atendimento ao cliente" correspondiam àqueles indivíduos que desempenhavam cargos administrativos e/ou de gerência, realizando suas atividades sem contato direto com o público, em um prédio considerado a unidade administrativa, com estrutura física desvinculada das agências.

Para determinação do estresse ocupacional utilizou-se a versão reduzida e adaptada para o Brasil da Job Stress Scale desenvolvida para investigação do estresse ocupacional de acordo com o modelo demanda-controle (16). A partir da aplicação da escala, os escores obtidos na dimensão demanda e controle foram divididos em "alto" e "baixo" de acordo com as respectivas medianas. A partir da combinação entre os níveis de demanda e controle os indivíduos foram alocadas nos quatro quadrantes previstos no modelo: baixa exigência, trabalho ativo, trabalho passivo e alta exigência de forma a expressar as relações entre as demandas psicológicas e controle sobre o processo de trabalho (17). O apoio social também foi determinado a partir da versão reduzida e adaptada para o Brasil da Job Stress Scale (16) e seus escores foram alocados em "alto" ou "baixo" de acordo com sua mediana.

O grupo de variáveis referentes à saúde envolveu a presença de doenças crônicas autorreferidas e alterações de saúde identificadas no estudo original. Em relação às doenças crônicas autorreferidas os indivíduos foram questionados se alguma vez receberam o diagnóstico de doenças como colesterol elevado, diabetes, úlcera, gastrite, hérnia de disco, lesão por esforço repetitivo (LER) e/ou artrose, sendo categorizadas em "nenhuma", "1 ou 2", "mais de 3 doenças".

Em relação às alterações diagnosticadas, foram coletados exames bioquímicos e variáveis hemodinâmicas para determinação de dislipidemia, pressão arterial elevada, síndrome metabólica e glicemia alterada. Maiores detalhes acerca da metodologia empregada no estudo original para coleta desses e dos demais dados estão publicados no estudo de Salaroli et al. (10).

A classificação dos níveis pressóricos dos indivíduos foi feita com base nos critérios das VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão (18). Neste estudo, reagrupou-se em: pressão arterial elevada (pressão arterial sistêmica - PAS ≥ 140mmhg e/ou pressão arterial diastólica - PAD ≥ 90mmhg) e pressão arterial normal (abaixo destes valores). Deve-se destacar que também foram considerados hipertensos os indivíduos que relataram a utilização de medicamentos anti-hipertensivos.

Os níveis de glicemia foram classificados de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (19). Os indivíduos com glicemia menor ou igual a 100mg/dL foram classificados na categoria de "glicemia normal" e os demais como "glicemia alterada".

Os níveis de LDL, colesterol total, triglicerídeos e HDL foram classificados de acordo com a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (20) para investigação de dislipidemia. O critério utilizado para o diagnóstico de síndrome metabólica foi do National Cholesterol Education Program - Adult Treatment Panel III dos Estados Unidos (NCEP-ATP-III) (21).

A variável dependente "autoavaliação do estado de saúde" foi analisada por meio da percepção do indivíduo sobre sua própria condição de saúde, com a pergunta: "De um modo geral, em comparação com pessoas de sua idade, como você considera o seu próprio estado de saúde?". As categorias de resposta "muito bom", "bom", "regular" e "ruim" foram reagrupadas em: "bom/muito bom" e "regular/ruim".

Foram calculadas as frequências absolutas e relativas das variáveis independentes, segundo as categorias da autoavaliação do estado da saúde. Calculou-se o teste qui-quadrado para verificar associação entre elas; as variáveis com valor de p menor de 20% nesse teste foram incluídas na análise multivariada de regressão logística.

Para a análise de regressão logística foram realizados cinco modelos, em que as variáveis foram inseridas em blocos, conforme metodologia proposta por autores de estudo semelhante (22). O Modelo 1 foi composto apenas pelas variáveis socioeconômicas; o Modelo 2, pelas variáveis socioeconômicas, comportamentais e antropométricas; o Modelo 3, composto por variáveis socioeconômicas, comportamentais, antropométricas, características do trabalho; o Modelo 4 e o Modelo 5 (final) foram constituídos por variáveis socioeconômicas, comportamentais, antropométricas, características do trabalho e condição de saúde.

Nos Modelos de 1 a 4, foi utilizado um método de inclusão das variáveis que determina a permanência de todas as variáveis no modelo, isto é, todas as variáveis são consideradas para o resultado dos odds ajustados. Para o modelo final, foi utilizado o método de inclusão das variáveis que as insere uma a uma, deixando no modelo ajustado apenas as variáveis estatisticamente significantes. Foram apresentados os odds ratio ajustados com os respectivos intervalos de 95% de confiança. O nível de significância final adotado foi de 5%.

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo (CAAE nº 03978612.5.0000.5060) como complementação do estudo original.

Resultados

Do total de 525 bancários do estudo original, foram elegíveis para esse estudo os dados de 520 indivíduos, por atenderem os critérios de inclusão. Desse total, 83% (n = 433) dos indivíduos autoavaliaram seu estado de saúde como bom ou muito bom e 17% (n = 87) autoavaliaram como regular ou ruim.

Na análise univariada, em relação às características sociodemográficas (Tabela 1), nenhuma variável apresentou-se significativamente associada à autoavaliação do estado de saúde.

Tabela 1: Autoavaliação do estado de saúde, segundo características socioeconômicas e demográficas, em bancários da Grande Vitória, Espírito Santo, Brasil, 2008-2009.  

Em relação às variáveis comportamentais e antropométricas (Tabela 2), foram associados à autoavaliação de saúde (p < 0,05) o tabagismo (p = 0,020), o nível de atividade física (p = 0,003), o IMC (p = 0,000) e a CC (p = 0,000). Entre os indivíduos que autoavaliaram negativamente seu estado de saúde, o maior percentual refere-se a pessoas que fumam e que possuem um nível insuficiente de atividade física, assim como a indivíduos que apresentam sobrepeso ou obesidade (IMC > 24,9kg/m2) e CC elevada.

Tabela 2: Autoavaliação do estado de saúde, segundo características comportamentais e antropométricas, em bancários da Grande Vitória, Espírito Santo, Brasil, 2008-2009.  

A Tabela 3 apresenta a distribuição das variáveis relativas às características de trabalho segundo a autoavaliação de saúde. Nesse grupo, apenas o apoio social (p = 0,000) esteve associado ao desfecho investigado. Entre os que autoavaliaram seu estado de saúde como regular ou ruim, 69% apresentavam baixo apoio social.

Tabela 3: Autoavaliação do estado de saúde, segundo características do trabalho, em bancários da Grande Vitória, Espírito Santo, Brasil, 2008-2009.  

Analisando-se as variáveis referentes à saúde (Tabela 4), verificou-se que esteve positivamente associada à autoavaliação de saúde a presença de doenças crônicas autorrelatadas (p = 0,000). Entre os que autorrelataram uma saúde regular ou ruim, mais de 80% correspondiam aos indivíduos que apresentavam uma ou mais doenças crônicas autorreferidas.

Tabela 4: Autoavaliação do estado de saúde, segundo condição de saúde, em bancários da Grande Vitória, Espírito Santo, Brasil, 2008-2009.  

A Tabela 5 apresenta os modelos com progressivos ajustes para as variáveis com valor de p menor de 20% na analise univariada. Após ajustes para as variáveis de todos os domínios, verificou-se que permaneceram associados à autoavaliação de saúde a classe socioeconômica, o nível de atividade física, o IMC, o apoio social e a presença de doenças crônicas.

Tabela 5: Associação entre autoavaliação de saúde e variáveis sociodemográficas, comportamentais, antropométricas, características do trabalho e condição de saúde, segundo regressão logística multivariada, em bancários da Grande Vitória, Espírito Santo, Brasil, 2008-2009.  

Verificou-se que pertencer a classes socioeconômicas mais baixas aumentou o risco de os indivíduos autoavaliarem negativamente a própria saúde (OR = 1,80; IC95%: 1,06-3,05), assim como ser insuficientemente ativo (OR = 2,64; IC95%: 1,42-4,89) e apresentar excesso de peso (OR = 3,18; IC95: 1,79-5,65). No entanto, as variáveis que mais influenciaram na autoavaliação de saúde foi o reduzido apoio social, que elevou em mais de três vezes a chance de os indivíduos autoperceberem como regular ou ruim seu estado de saúde, e a presença de doenças crônicas. Os indivíduos com três ou mais doenças crônicas apresentaram maiores chances de pior autoavaliação (OR = 5,49; IC95%: 2,46-12,27), quando comparados aos indivíduos que relataram uma ou duas (OR = 3,12; IC95%: 1,60-6,09).

Discussão

Nesse estudo, o número de indivíduos que autoavaliaram a saúde como regular ou ruim (17%) foi aproximadamente duas vezes maior do que o observado em estudo semelhante envolvendo bancários de todas as capitais brasileiras (22) e similar ao percentual encontrado em trabalhadores industriais no Sul do Brasil (23). Entretanto, essa prevalência foi menor do que as encontradas em outros estudos nacionais, como no estudo Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) (24) e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) (25), que verificaram autoavaliação negativa de saúde em 35,3% e 25,61% da população, respectivamente. Cabe ressaltar, no entanto que esses estudos, em especial o VIGITEL (24), apresentam diferenças metodológicas que podem comprometer a comparação dos resultados, que deve, portanto, ser feita com cautela.

Considerando os resultados do modelo final ajustado, verificou-se que, em relação às variáveis sociodemográficas, diferentemente dos resultados de estudos nacionais (24) , (25) e internacionais (26) , (27), esse estudo não encontrou diferenças na percepção de saúde com o aumento da idade, escolaridade ou sexo. No entanto, nível socioeconômico mais elevado mostrou-se positivamente associado à melhor autoavaliação de saúde, corroborando com a literatura disponível (25) , (27) , (28), inclusive com pesquisa envolvendo esse mesmo grupo de trabalhadores (22).

A influência do nível socioeconômico na autoavaliação de saúde pode estar relacionada à aquisição de bens e produtos, incluindo medicamentos e alimentos saudáveis; ao maior acesso a atividades de lazer e prática de exercícios físicos e à maior autonomia no trabalho que o dinheiro proporciona. Considerando que tais aspectos influenciam favoravelmente a saúde, indivíduos de maior nível socioeconômico tenderiam, portanto, a sentir-se mais saudáveis (28) , (29).

Apesar da influência positiva da atividade física sobre a saúde (30), verificou-se que a maior parte dos bancários não destina tempo suficiente para a prática de atividade física, uma vez que, nessa pesquisa, mais da metade dos entrevistados foram considerados insuficientemente ativos. Os resultados também demonstraram que a inatividade física foi estatisticamente associada à pior autoavaliação de saúde. Tais resultados são condizentes com dados da literatura (22) , (23) e reforçam as evidências de que os indivíduos que mantêm um estilo de vida mais saudável tendem a autoavaliar melhor seu estado de saúde quando comparados com aqueles que não o fazem (31).

Apesar disso, essa investigação não encontrou significância estatística entre o tabagismo ou o consumo de álcool e a pior autoavaliação de saúde. Bombak (32) destaca que, apesar de alguns comportamentos serem considerados ostensivamente prejudiciais à saúde, para alguns indivíduos podem servir para promover prazer e alívio do estresse. Esse fato pode ter influenciado a forma como indivíduos que possuem o hábito de beber ou fumar autoavaliaram sua condição de saúde, comprometendo, consequentemente, a força de associação. A falta de associação com essas variáveis também foi evidenciada em outros estudos (1) , (33).

Corroborando com os resultados encontrados, está bem consolidado na literatura (34) que o excesso de peso aumenta as chances de pior autoavaliação de saúde. A obesidade, além de aumentar o risco para outras doenças crônicas, pode causar baixa autoestima, além de incapacidade funcional, problemas psicológicos e de interação social (35); essas condições podem ter impactado negativamente na forma como os bancários com excesso de peso perceberam sua saúde.

Com relação às características de trabalho, sabe-se que a exposição a condições de trabalhos adversas, extenuantes ou estressantes são fatores de risco para a saúde (36). Apesar disso, de forma diferente do esperado, a exposição a trabalhos com maior risco de estresse ocupacional, caracterizado por alta demanda e baixo controle segundo o modelo demanda-controle, não esteve associada à pior autoavaliação de saúde quando se comparou à autoavaliação daqueles não expostos a tais tipos de atividades (trabalhos de baixa exigência).

Diferentemente desse estudo, Silva & Barreto (22), investigando bancários, verificaram uma chance duas vezes maior de autoavaliação negativa de saúde em indivíduos expostos ao maior risco de estresse comparado aos não expostos. Da mesma forma, estudos envolvendo outra categoria profissional (37) , (38) também verificaram associação positiva entre essas duas variáveis. Deve-se considerar que, devido à realidade multifacetada e subjetiva da percepção do estresse, outras formas de avaliá-lo, como abordagens qualitativas (39), poderiam ser de grande valia para ampliar a compreensão de seus efeitos sobre a saúde.

Apesar da ausência de associação com o estresse ocupacional, a variável relativa a apoio social, também obtida pela Job Stress Scale, manteve-se fortemente associada à autoavaliação de saúde. No presente estudo, os bancários que relataram baixo apoio social apresentaram chance 3,71 vezes maior (IC95%: 2,10-6,48) de perceberem sua saúde como ruim.

A explicação para tais resultados seria baseada no efeito protetor sobre a saúde que o apoio social exerceria, uma vez que a integração social, a confiança no grupo, o auxílio na execução de tarefas advindo de colegas e superiores, verificados em situações de elevado apoio social, poderiam atuar como protetores dos efeitos do desgaste no trabalho sobre a saúde (40). Assim como em nosso estudo, outros autores (22) , (33) , (37) também demonstraram que os indivíduos com maiores índices de apoio social tendem a avaliar positivamente sua saúde.

Deve-se destacar, no entanto, que o fortalecimento do apoio social nas organizações de trabalho está cada vez mais prejudicado. O modelo atual de economia resulta, muitas vezes, em condições precárias de trabalho, desconfiança interpessoal e debilitação das relações sociais (41). Além disso, condições frequentemente presentes na organização do trabalho bancário, como as avaliações individuais de desempenho, a gestão por metas e os programas de qualidade total são, segundo Dejours & Bègue (42), fatores que contribuem para a redução da solidariedade entre as pessoas, para a exacerbação do individualismo e para a competição desmesurada nos locais de trabalho, fragilizando ainda mais o apoio social entre os trabalhadores.

Apesar de o apoio social ter apresentado forte impacto na autoavaliação de saúde, a variável de maior influência foi a presença de doenças crônicas autorreferidas. No estudo de Barros et al. (24), a presença de doenças crônicas também permaneceu como a variável de maior impacto sobre o autoavaliação da saúde, aumentando em quase 12 vezes a chance de os indivíduos masculinos avaliarem negativamente sua saúde e, em sete vezes, em mulheres. Resultados semelhantes também foram encontrados por outros autores (22) , (43).

A relação entre autoavaliação de saúde e doenças crônicas pode ser explicada pelo fato de que, apesar de ter sido descrita na literatura a existência de muitos determinantes fisiológicos e psicossociais nessa autoavaliação, a dimensão física parece exercer maior influência sobre essa variável (44). Portanto, considerando que os indivíduos com acúmulo de multimorbidades apresentam maiores chances de serem acometidos por dores, incapacidade, depressão, queixas somáticas, restrições na atividade física e na vida independente, eles tornam-se mais propensos a avaliar negativamente sua saúde (45).

Cabe destacar o elevado número de bancários 314 (61,2%) que autorreferiram possuir uma ou mais doenças crônicas. Dados da previdência social revelam que os principais motivos para concessão de auxílio-doença para trabalhadores do setor financeiro no ano de 2013 foram os relacionados a doenças osteomusculares, seguidos pelos transtornos mentais e comportamentais (Ministério da Previdência Social. Estatísticas: segurança e saúde ocupacional - tabelas. http://www.previdencia.gov.br/estatisticas/menu-de-apoio-estatisticas-seguranca-e-saude-ocupacional-tabelas/, acessado en 29/Abr/2014).

O comprometimento osteomuscular é muito frequente devido à natureza do trabalho bancário, com a manipulação de documentos, dinheiro e números, o que exige um esforço muscular estático o qual pode evoluir para inflamações nas estruturas músculo-esqueléticas (46). Em função disso, algumas agências bancárias têm adotado medidas que visam auxiliar o trabalhador para que ele possa resistir por mais tempo na atividade, tais como ginásticas laborais, rodízios de funções e utilização de equipamentos e mobiliários ergonomicamente planejados (7).

Os resultados desse estudo devem ser interpretados dentro do contexto de suas limitações. Entre elas, destaca-se o desenho metodológico que não permite fazer inferências causais ou temporais sobre associações encontradas. Além disso, algumas medidas foram baseadas em autorrelato e, portanto, podem estar sujeitas a viés de memória, suspeição diagnóstica e respostas socialmente desejáveis. Por fim, deve-se considerar que trabalhadores afastados das atividades laborais por motivos médicos não participaram da investigação, fato que pode ter subestimado a prevalência de autoavaliação negativa do estado de saúde (22) e interferido na magnitude das associações encontradas.

Como conclusão, pode-se afirmar que os resultados encontrados revelaram elevada prevalência de autoavaliação de saúde negativa entre os bancários investigados, quando comparados a bancários de outras localidades. Revelaram ainda que o fato de pertencer a classes socioeconômicas mais baixas, de apresentar estilo de vida sedentário, de estar acima do peso, de apresentar baixo apoio social no ambiente de trabalho e, principalmente, de possuir uma ou mais doenças crônicas impactou negativamente na forma como os bancários avaliaram seu próprio estado de saúde.

Considerando esses resultados, percebe-se que a maior parte dos fatores que influenciaram negativamente na autoavaliação de saúde dos bancários é passível de controle e orientação. Assim, torna-se necessário haver estratégias organizacionais focadas tanto no indivíduo, voltadas para o estímulo da prática de atividade física e para o controle de peso, quanto na organização do trabalho, com vistas à integração no ambiente laboral, de modo a favorecer o apoio social e a melhoria constante nos cuidados à saúde desses trabalhadores, considerando-se a promoção, a prevenção e a intervenção como fatores fundamentais para a melhoria das condições de saúde e trabalho.

Agradecimentos

Os autores gostariam de agradecer a todos os funcionários do banco que colaboraram para este estudo e à instituição financeira, que permitiu e financiou o desenvolvimento desta pesquisa.

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Received: May 28, 2014; Revised: November 06, 2014; Accepted: November 17, 2014

* Correspondência: glenda.petarli@gmail.com

Colaboradores G. B. Petarli, L. B. Salaroli, N. S. Bissoli e E. Zandonade participaram da concepção do projeto, na análise e interpretação dos dados, na redação do artigo, na revisão crítica relevante do conteúdo intelectual e na aprovação final da versão a ser publicada.

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