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Acta Botanica Brasilica

versión impresa ISSN 0102-3306

Acta Bot. Bras. vol.10 no.2 Feira de Santana dic. 1996

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33061996000200015 

RESUMOS DE DISSERTAÇÕES E TESES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

 

 

TÍTULO: Vegetação e flora de uma área de transição caatinga - carrasco em Padre Marcos/PE

AUTOR: Maria Edileide Alencar Oliveira

DATA: abril de 1994

LOCAL: Mestrado em Biologia Vegetal - UFPE

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Everardo Valadares de Sá Barreto Sampaio (orientador) - UFPE
Marcelo Ramos da Fonseca - UFBA
Simon Joseph Mayo - RBG, Kew
Mateus Rosas Ribeiro - UFRPE
Dilosa Carvalho de Alencar Barbosa - UFPE

 

RESUMO - Composição florística (ervas, subarbustos, arbustos, árvores e lianas), diversidade, arquitetura e estrutura foram determinadas em Padre Marcos - PI. Foram utilizadas 45 parcelas de 10x10m, com inclusão dos indivíduos lenhosos vivos com diâmetro do caule ao nível do solo 3cm e altura 1 m. O solo apresentou pH ácido, alto alumínio e baixos cálcio e magnésio. Foram coletadas 81 espécies (29 famílias), 68 atendendo aos critérios de inclusão e 57 (23 famílias) amostradas. Bignoniaceae, Caesalpiniaceae, Cactaceae e Fabaceae incluíram 44% das espécies amostradas. A similaridade entre Serra Velha e caatingas do cristalino, caatingas de areia, carrascos e cerrado foi determinada. As afinidades florísticas foram baixas com o cerrado (9 espécies em comum) e as caatingas do cristalino (16) e altas com as caatingas de areia (27) e os carrascos (29). Densidade e área basal foram 4.618 ind/ha e 24,2 m2/ha. As alturas e diâmetros médios e máximos foram 3,2 e 9,0m e 6,5 e 43,0cm. Caesalpinaceae, Mimosaceae, Bignoniaceae, Fabaceae e Euphorbiaceae totalizaram 76,7% do índice do valor de importância (IVI). Cenostigma gardnerianum Tui., Adenocalymma sp., Piptadenia moniliformis Pers., Acacia riparia Kunth, Mimosa acutistipula Benth. e Croton argyrophylloides Moll. Arg. tiveram os maiores IVI. Adenocalymma sp. teve 24,3% da densidade relativa. O índice de densidade de Shannon e Wiener foi 2,65 nats/ind., na faixa dos de caatinga de areia, carrascos e cerrados.

 


 

TÍTULO: Biologia floral e sistema reprodutivo de cinco espécies de Melastomataceae, na mata de Dois Irmãos - Recife - PE

AUTOR: Gladys Flávia de Albuquerque Melo

DATA: junho de 1995

LOCAL: Mestrado em Biologia Vegetal - UFPE

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Isabel Cristina Sobreira Machado (orientador) - UFPE
Modesto Luceno - UFPE
Volker Bittrich - UNICAMP
Simon Joseph Mayo - RBG, Kew
Maria do Carmo Amaral - UNICAMP

 

RESUMO - Foram estudadas cinco espécies de Melastomataceae: Henriettea succosa DC., Clidemia bisserrata D. Don, C. hirta (L.) D. Don, C. capitellata (Bonpl.) D. Don e Miconia ciliata (Rich.) DC. Registrou-se o período de floração e frutificação, horário e sequência de antese, visitantes florais e experimentos de polinização controlada para cada espécie. Foram feitas análises de viabilidade polínica, razão pólen/óvulo (P/O), crescimento do tubo polínico no gineceu (em Miconia ciliata) e análises meióticas dos grãos de pólen (em Clidemia spp.). Os resultados demonstraram que todas as espécies estudadas são melitófilas, com antese diurna e anteras poricidas, sendo registradas visitas de abelhas Augochloropsis sp. (em flores das cinco espécies), Augochlora sp. (em Miconia ciliata), Melipona scutellaris, Xylocopa (Neoxylocopa) suspecta e Xylocopa sp. (em Henriettea succosa), todas coletando pólen por vibração. Registrou-se a ocorrência de agamospermia em Henriettea succosa e nas três espécies de Clidemia. Por apresentar mecanismos eficazes na polinização associados às freqüentes visitas dos polinizadores efetivos, sugerimos que Henriettea succosa é uma espécie com agamospermia facultativa. As análises meióticas realizadas nas espécies de Clidemia indicaram que C. bisserrata e C. capitellata apresentam esterilidade cromossômica e que em C. hirta, possivelmente, ocorre esterilidade gênica. Sugerimos que as espécies de Clidemia são derivadas de hibridações interespecíficas. Mecanismo de auto-incompatibilidade, provavelmente do tipo gametofítico, foi registrado em Miconia ciliata, espécie cujo sucesso reprodutivo é favorecido pelas freqüentes visitas dos polinizadores efetivos.

 


 

TÍTULO: Estudos taxonômicos do gênero Combretum Loefl. (Combretaceae R. Br.) em Pernambuco - Brasil

AUTOR: Maria Iracema Bezerra Neta

DATA: agosto de 1985

LOCAL: Mestrado em Biologia Vegetal - UFPE

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Margareth Ferreira de Sales (orientador) - UFRPE
Simon Joseph Mayo - RBG, Kew
Enide Eskinazi Leça - UFRPE
Maria Jesus Nogueira Rodal - UFPE
Leonor Costa Maia - UFPE

 

RESUMO - Foram realizados estudos taxonômicos das espécies de Combretum Loefl. (Combretaceae) ocorrentes em Pernambuco, Brasil. Baseou-se na análise comparativa das características morfológicas das espécies obtidas em campo, no período de fevereiro/1993 a junho/1994 e de espécimes herborizados recebidos por empréstimo de várias instituições do país. Com a finalidade de auxiliar na determinação do número de espécies e identificação das mesmas, foram realizados estudos complementares sobre a morfologia e estrutura polínica de oito espécies, o acompanhamento das etapas de germinação e desenvolvimento das plântulas de duas espécies, a estrutura dos tricomas lepidotos de seis espécies e a contagem do número cromossômico de duas espécies. São apresentados chave para as espécies, descrições, ilustrações, relação de material examinado, distribuição geográfica, dados fenológicos e comentários gerais sobre os táxons. Os caracteres morfológicos mais importantes para reconhecer as espécies são a forma do fruto e do hipanto superior e inferior, associados ao tipo de inflorescência. Para a região estudada foram encontradas nove espécies: C. duarteanum Cambess., C. fruticosum (Loefl.) Stuntz, C. hilarianum D. Dietr., C. lanceolatum Pohl ex Eichler, C. laxum Jacq., C. leprosum Mart., C. monetaria Mart., C. pisonioides Taub. e C. rupicola Ridl., sendo que C. lanceolatum é referida pela primeira vez para Pernambuco. A maioria das espécies estudadas está distribuída dentro do domínio do semi-árido, em vegetação de caatinga.

 


 

TÍTULO: Caracterização de Acanthaceae medicinais conhecidas como Anador no Nordeste do Brasil

AUTOR: Antônio Fernando Morais de Oliveira

DATA: julho de 1995

LOCAL: Mestrado em Biologia Vegetal - UFPE

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Laíse de Holanda Cavalcanti Andrade (orientador) - UFPE
Haroudo Sátiro Xavier - UFPE
Francisco José de Abreu Matos - UFC
Dilosa Carvalho de Alencar Barbosa - UFPE
Arnóbio Gonçalves de Andrade - UFRPE

 

RESUMO - No Nordeste brasileiro, algumas plantas medicinais são conhecidas popularmente como anador. Destas, pelo menos três pertencem à família Acanthaceae e são utilizadas, de uma maneira geral, como analgésicas. Este estudo teve como objetivo diferenciar essas plantas através de dados morfológicos e químicos. Foram preparadas, no Jardim Botânico do Curado (Recife - PE), 100 estacas de aproximadamente 20cm, cultivadas em substrato formado por uma mistura de barro e matéria orgânica (2,5:1,5). Os três táxons estudados pertencem a duas espécies distintas (Justicia pectoralis Jacq. e J. gendarussa Burm.), sendo a primeira representada por duas variedades, uma delas identificada como J. pectoralis var. stenophylla Leonard. Essas foram diferenciadas pelo hábito cespitoso e folhas estreitamente-lanceoladas na variedade stenophylla e hábito decumbente e folhas estreitamente-ovaladas na variedade A; J. gendarussa destacou-se pelo porte subarbustivo e folhas elípticas, com nervuras vináceas. Os três táxons podem ser propagados por estaquia, com percentual de brotação igual a 97%. As duas variedades de J. pectoralis apresentam taxas de crescimento e de produção de matéria seca semelhantes, diferindo na taxa de produção foliar. J. gendarusa apresentou as maiores taxas de crescimento geral. Quimicamente, as duas variedades de J. pectoralis possuem cumarinas, agliconas de quercetina e quempferol, (β-sitosterol e leucoantocianidinas. Justicia gendarussa destacou-se pela presença de C-glicosídeos, proantocianidinas condensadas e (β-sitosterol. A presença de cumarinas e flavonóides justifica o uso popular destas plantas para tratamento de dores em geral.

 


 

TÍTULO: Revisão taxonômica do gênero Cenostigma Tul. (Leguminosae - Caesalpinioideae) para o Brasil

AUTOR: Francisco Maurício Teles Freire

DATA: março de 1994

LOCAL: Mestrado em Biologia Vegetal - UFPE

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Graziela Maciel Barroso (orientador) - UFPE
Geraldo Mariz - UFPE
Enide Eskinazi-Leça - UFRPE
Margareth Ferreira de Sales - UFRPE
Leonor Costa Maia - UFPE

 

RESUMO - Consta neste trabalho uma revisão taxonômica das espécies do gênero Cenostigma Tui. (Leguminosae-Caesalpinioideae) para o Brasil. Um estudo foi feito para as espécies, com descrições, ilustrações, distribuição geográfica e discussão. Com base em material de herbários nacionais e estrangeiros, coleção-tipo, observações de campo e novas coletas, 4 espécies foram reconhecidas, 6 taxa infraespecíficos foram criados, dos quais 4 são variedades novas, um, uma nova combinação e o outro uma redescrição. É apresentada uma chave dicotômica para as espécies. É discutido o polimorfismo, a proximidade e a afinidade das espécies. Foram determinados o número de cromossomos das espécies e o número básico do gênero. Descrições polínicas são apresentadas, com fotos dos grãos. O gênero foi mantido na tribo Caesalpineae e não foi considerada a sua inclusão no grupo Caesalpineae. Uma espécie da região do Tocantins é registrada na Bahia e uma descrita para o Paraguai aparece no Brasil. A maioria das espécies se encontra em ambiente de cerrado, principalmente nos Estados do Tocantins, Goiás, Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

 


 

TÍTULO: Biologia de reprodução de Auxemma oncocalyx (Fr. Ali.) Taub. e Auxemma glazioviana (Boraginaceae)

AUTOR: Maria Arlene Pessoa da Silva

DATA: agosto de 1995

LOCAL: Mestrado em Biologia Vegetal - UFPE

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Isabel Cristina Sobreira Machado (orientador) - UFPE
Simon Joseph Mayo - UFPE
Lilia Willadino Andrade - UFPE
José Luiz Hamburgo Alves - UFPE
Tânia Maria Muniz de Arruda Falcão - UFRPE

 

RESUMO - Foram abordados aspectos da biologia floral, fenologia, morfologia polínica e sistema de reprodução de Auxemma oncocalyx (Fr. Ali.) Taub e A. glazioviana Taub. (Boraginaceae). Os trabalhos foram desenvolvidos em áreas de caatinga, nos municípios de Pentecoste e Morada Nova, ambas no Ceará de dezembro de 1992 a julho de 1994. A. oncolcalyx e A. glazioviana apresentam heterostilia do tipo distilia, uma vez que apresentam flores brevistilas e longistilas, caracterizadas por diferentes comprimentos do estilete e estigma, forma das papilas estigmáticas, forma e escultura do pólen. Em A. glazioviana, observou-se ainda, diferenças nos tamanhos dos pólens das flores brevistilas e longistilas. Este dimorfismo floral é mencionado pela primeira vez para Auxemma. Ambas as espécies são autoincompatíveis. A razão pólen/óvulo é elevada, tanto em A. oncocalyx, como em A. glazioviana, confirmando a xenogamia. A. oncocallyx é uma espécie arbórea, com flores hermafroditas, apresentando período de floração de março a junho. A. oncocalyx foi considerada miiófila, sendo polinizada por duas espécies de moscas da família Syrphidae. A. glazioviana apresenta hábito e características semelhantes às de A. oncocalyx, com período de floração mais prolongado, iniciando em abril e estendendo-se até agosto. A. oncocalyx é melitófila sendo visitada, durante o dia, por abelhas Apis melífera. Ambas as espécies apresentam dispersão anemocórica, mediada pelo cálice acrescente. As sementes de A. oncocalyx são fotoblásticas neutras, com germinação do tipo faneroepígina.

 


 

TÍTULO: Ecofisiologia de Acacia farnêsiana (L.) Willd., em uma área de caatinga (Caruaru - PE)

AUTOR: Luiz Marivando Barros

DATA: novembro de 1995

LOCAL: Mestrado em Biologia Vegetal - UFPE

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Dilosa Carvalho Alencar Barbosa (orientador) - UFPE
Everardo Valadares de Sá Barreto Sampaio - UFPE
Lilia Willadino Andrade de Oliveira - UFRPE
Carlos Ramirez Franco da Encarnação - UFPE
Arnóbio Gonçalves de Andrade - UFRPE

 

RESUMO - Acacia farnesiana (L.) Willd, arbusto com valor econômico por suas propriedades madeireiras, forrageira, odorífera e ornamental. Foram analisados aspectos ecofisológicos dos frutos, sementes, germinação, recrutamento e padrão de distribuição espacial da população m uma área de 2000m2 de caatinga (Caruaru - PE). As sementes submetidas à escarificação mecânica (lixa de ferro) e química (H2SO4 concentrado) por 60, 75 e 90 minutos, registraram 100%, 99%, 95% e 100% de germinação, respectivamente, após 48 horas; o controle 17% de germinação após oito dias e as sementes in loco 34%, em igual período. A queda de folhas e brotamento dos 20 arbustos (10 rebrotados) ocorreram durante o período seco (agosto a dezembro) e chuvoso (abril), respectivamente. A floração apresentou dois picos, um em cada estação. A primeira safra (1992) apresentou: 54 e 64 flores/ramo; 991 e 1629 flores/ arbusto; 396 e 825 frutos/arbusto, para os indivíduos não rebrotados e rebrotados, respectivamente. A perda de frutos durante a maturação foi 23,5% e 24%, para os dois tipos de arbusto. Na safra de 1993 registrou-se um decréscimo superior a 50%, nos vários parâmetros analisados. Os frutos indeiscentes (barocóricos) apresentaram 41% de predação (coleóptero: Mimosestes sp.) das sementes em condições naturais e 100% quando armazenadas em placas de Petri, após oito semanas. Nos demais recipientes não ocorreu predação. O banco de sementes revelou 94 frutos/m2 (1547 sementes/m2, sob não rebrotados) e 120 frutos/m2, sob rebrotados). No levantamento foram obtidas 111 e 128 plântulas/m2 (estação chuvosa) e 30 e 32 plântulas/m2 (estação seca). A taxa de sobrevivência foi de 27% e 25%, nas duas condições analisadas. O total de indivíduos amostrados em 20 parcelas (10 x 10m) foi de 496, dos quais 10,5% pertenciam a seis espécies e quatro famílias e 89,5% a A. farnesiana. Destes, 70% de jovens (altura 1,15m) e 30% de adultos não rebrotados e rebrotados (altura 1,15m), dos quais 58,6% rebrotados. Os arbustos jovens e adultos registraram altura média de 0,56m e l,95m, respectivamente. Os jovens ocupam todas as subparcelas, uma variação de dois a 35 indivíduos. Detectou-se a presença de jovens e adultos em todas as classes de altura e perímetro basal ao nível do solo, e as maiores concentrações foram obtidas: jovens (altura: 0,16-0,86m e perímetro: l,0-5,0cm) e adultos (altura: 1,16-1,17m e perímetro 11-17cm). Em todas as classes de diâmetro foi verificada a presença de adultos existentes na área, concentradas nos intervalos: A. farnesiana (0,035 - 0,050cm) e demais espécies (0,035 - 0,089cm). A distribuição espacial da população, analisada como um todo, foi do tipo agregada.

 


 

TÍTULO: Biologia floral de Clusia nemorosa G. Mey (Clusiaceae)

AUTOR: Ariadna Valentina de Freitas e Lopes

DATA: dezembro de 1995

LOCAL: Mestrado em Biologia Vegetal - UFPE

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Isabel Cristina Sobreira Machado (orientador) - UFPE
Simon Joseph Mayo - RBG, Kew
Volker Bittrich - UNICAMP
Marcelo dos Santos Guerra - UFPE
Tânia Maria Muniz de Arruda Falcão - UFRPE

 

RESUMO - A biologia floral e a fenologia de Clusia nemorosa G. Mey. (Clusiaceae) foram estudadas em populações dióicas na Mata de Dois Irmãos e no Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, além de algumas observações em populações ginodióicas no Morro do Chapéu, Bahia. O estudo foi realizado entre março de 1993 e maio de 1995. Clusia nemorosa possui porte arbustivo a arbóreo, com floração de junho a dezembro, sendo que os indivíduos estaminados florescem antes dos pistilados. A razão sexual é de aproximadamente 1:1 nas três populações estudadas. As flores são do tipo taça, têm duração de um dia e a recompensa floral é resina, secretada por estaminódios, tanto nas flores estaminadas, como nas pistiladas e hermafroditas. A viabilidade do pólen é de aproximadamente 98% e os grãos são suboblatos e tricolporados. Os estigmas são sésseis e o supero. O fruto é carnoso do tipo cápsula septicida-septifraga e o tempo de desenvolvimento é de aproximadamente 6 meses. C. nemorosa é melitófila, tendo como visitantes 16 espécies de abelhas. Os princiapais polinizadores foram espécies de Euglossini (Euplusia mussitans, E. iophyrra, Eulaema cingulata, E. negrita, Euglossa cordata e Euglossa sp.), registradas somente na Mata de Dois Irmãos. Não foi detectada apomixia. A baixa taxa de formação de frutos em condições naturais nos indivíduos hermafroditas e a razão sexual, nas populações ginodióicas, sugerem que os indivíduos hermafroditas estejam atuando como masculinos.

 


 

TÍTULO: Morfo-anatomia de seis espécies de Pilosocereus Byles & Rowley (Cactaceae)

AUTOR: Delmira da Costa Silva

DATA: maio de 1995

LOCAL: Mestrado em Biologia Vegetal - UFPE

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

José Luiz de Hamburgo Alves (orientador) - UFPE
Isabel Cristina Sobreira Machado - UFPE
Maria da Graça Medina Arrais - UFPI
Dilosa Carvalho Alencar Barbosa - UFPE
Enide Eskinazi Leça - UFRPE

 

RESUMO - Seis espécies do gênero Pilosocereus Byles & Rowley foram investigadas quanto aos aspectos da anatomia do caule e raiz, em estrutura primária e secundária, morfologia das células epidérmica, tipo, tamanho e frequência dos estômatos. A estrutura primária do caule e raiz, apresentou-se praticamente invariável entre as espécies, exceto pela dimensão do tecido vascular. Na estrutura secundária do caule, observou-se a ocorrência de cristais de oxalato de cálcio nas células epidérmicas das espécies do subgênero Gounellea, enquanto que nas espécies do subgênero Pilosocereus estes cristais foram restritos às células da hipoderme colenquimatosa. Feixes corticais foram notados no caule de todas as espécies, em estrutura primária e secundárias; por outro lado, feixes medulares e bolsas de mucilagem foram observados apenas na estrutura secundária do caule. As células epidérmicas apresentaram formato que variou de pentagonal a hexagonal. Contorno da parede celular variando de reto a sinuoso. Estômatos do tipo paracítico e paralelocítico foram identificados, porém um terceiro tipo que apresentou características comuns aos tipos mencionados foi aqui chamado tipo intermediário.

 


 

TITULO: Estudo taxonômico de espécies de Chamaecrista Moench (Leguminosae-Caesalpinioideae) ocorrentes no litoral de Pernambuco, Brasil

AUTOR: Carla Rosane Abreu da Costa

DATA: abril de 1996

LOCAL: Mestrado em Biologia Vegetal - UFPE

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Graziela Maciel Barroso (orientador) - CNPq
Laise de Holanda Cavalcanti Andrade - UFPE
Carmem Zickel - UFRPE
Simon Joseph Mayo - RBG, Kew
Enide Eskinazi Leça - UFRPE

 

RESUMO - Foram estudadas espécies do gênero Chamaecrista Moench (Caesalpiniaceae) ocorrentes no litoral de Pernambuco. Brasil, entre agosto de 1994 e agosto de 1995. Chamaecrista está representado no litoral de Pernambuco por sete espécies: Chamaecrista ensiformis var. ensiformis só possui registro de ocorrência na mata de Dois Irmãos (Recife) e em Vila Velha (Itamaracá) e, como foi tratada anteriomente como Cassia L., esta é a primeira citação da espécie para o Estado; Chamaecrista absus var. absus foi incluída neste estudo somente por sua ocorrência em Fernando de Noronha que, politicamente, faz parte de Pernambuco; Chamaecrista diphylla foi coletada somente em Ipojuca (praia de Maracaípe), no mês de novembro, contrariando o esperado, já que esta espécie floresce de abril a junho, agosto e novembro; Chamaecrsita nictitans var. disadensa só foi analisada através de material herborizado, uma vez que não foi coletada em nenhum ponto visistado, embora se tenha registro de sua ocorrência em Goiana; Chamaecrista nictitans var. ramosa somente foi coletada na Mata de Dois Irmãos (Recife); Chamaecrista ramosa var. ramosa e Ch. flexuosa var. flexuosa foram as espécies mais abundantes, coletadas em todos os pontos visitados. A autora considera a baixa quantidade de indivíduos encontrados como sendo resultante do processo desordenado de urbanização do litoral, ocorrido nos últimos anos em Pernambuco; também, as duas espécies mais abundantes devem ser muito competitivas em relação às demais, principalmente no que diz respeito às condições de solo e luminosidade.

 


 

TÍTULO: Taxonomia etnobotânica do gênero Ocimum L. (Laminaceae) no Nordeste do Brasil Referência para Pernambuco

AUTOR: Ulysses Paulino Albuquerque

DATA: outubro de 1996

LOCAL: Mestrado em Biologia Vegetal - UFPE

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Laise de Holanda Cavalcanti Andrade (orientador) - UFPE
Geraldo Mariz - UFPE
Fernando Dantas de Araújo/Coordenador do PNE
Isabel Cristina Sobreira Machado - UFPE
Carmem Zieckel - UFRPE

 

RESUMO - Estudo da diversidade de espécies do gênero Ocimum L. no Nordeste do Brasil, com enfoque especial para Pernambuco. Analisou-se sua etnobotânica ligada às práticas dos descendentes culturais do africano no Brasil, uma vez que parte das espécies são originárias da África. Estudou-se morfologica e taxonomicamente espécimes coletados no campo e aqueles adquiridos em mercados públicos do Recife-PE, bem como material procedente de diferentes localidades do acervo de herbários brasileiros e do Royai Botanic Gardens. A análise etnobotânica foi baseada em observação participante, entrevistas semi-estruturadas e em inventário bibliográfico, para estabelecimento do paralelismo Africa-Brasil. Discute-se a morfologia das espécies e a variação de caracteres com relação ao movimento de plantas e cultivo; inclui-se, ainda, chaves para determinação dos táxons específicos reconhecidos, descrições e ilustrações, além de um tratamento mais minucioso quali-quantitativo da morfologia das núculas. Através da morfologia comparativa das plantas, O. americanum L. e O. basilicum L. podem ser distinguidas entre si. São reconhecidas três secções, às quais estão subordinadas as sete espécies ocorrentes na região: O. americanum L., O. basilicum L., O. gratissimum L., O. transamazonicum C. Pereira, O. minimum L. (Ocimum), O. campechianum Mill. (Gymnocimum) e O. tenuiflorum var. religiosum Albuquerque, O. campechianum var. pubescens Albuquerque e O. campechianum var. congestifolium Albuquerque. Os resultados indicam, entre outras coisas, que existe correspondência e paralelismo de usos de Ocimum entre África e Brasil, bem como na atribuição de etnômios às espécies, e que o colonizador europeu foi responsável pela introdução de O. americanum, O. basilicum, O. gratissimum e O. minimum no Brasil.

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