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Acta Botanica Brasilica

versión impresa ISSN 0102-3306

Acta Bot. Bras. vol.10 no.2 Feira de Santana dic. 1996

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33061996000200017 

RESUMOS DE DISSERTAÇÕES E TESES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

 

 

TÍTULO: Ontogenia da antera e do rudimento seminal de Tabebuia pulcherrima Sandwith (Bignoniaceae)

AUTOR: Nelson Sabino Bittencourt Júnior

DATA: outubro de 1995

LOCAL: Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Jorge E. de Araújo Mariath (orientador) - UFRGS
Paulo Luiz de Oliveira - UFRGS
Bruno Edgard Irgang - UFRGS
Alfredo Elio Cocucci - Univ. Nac. de Córdoba, AR

 

RESUMO - O método de formação da parede do androsporângio é do tipo Dicotiledôneo. A camada parietal primária, a camada esporogênica e o tapete interno derivam-se diretamente do meristema fundamental. O tapete é do tipo secretor e possui origem dual. O dimorfismo tapetai e a precoce diferenciação do tapete interno são interpretados como expressão de um lapso ontogenético entre as duas camadas tapetais. O desenvolvimento do andrófito segue o modo usual em angiospermas. A estrutura reticulada da exina é determinada pela primexina. A exina das membranas aperturais sofre rupturas irregulares, expondo parcialmente o estrato pectinizado. Apenas uma onda de amilogênese/ amilólise ocorre na célula vegetativa, durante a maturação do andrófito. A célula generativa não desenvolve amiloplastos, torna-se falciforme, com parede celular fortemente PAS-positiva e associa-se ao núcleo da célula vegetativa, formando a unidade reprodutiva masculina. Os rudimentos seminais são anátropos, unitégmicos e tenuinucelados. Os primórdios de rudimentos seminais apresentam estrutura trizonada. O tegumento deriva-se das camadas dérmica e subdérmica. O desenvolvimento do ginófito é do tipo Polygonum. Na porção calazal do aparelho oosférico, as paredes comuns entre as sinérgides, a oosfera e a célula média, embora muito tênues, estão presentes até a maturidade da unidade reprodutiva feminina.

 


 

TÍTULO: O andrófito de Ilex paraguariensis St. Hil. (Aquifoliaceae): estrutura e citoquímica do tubo polínico e grão de pólen

AUTOR: Rinaldo Pires dos Santos

DATA: dezembro de 1995

LOCAL: Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Jorge E. de Araújo Mariath (orientador) - UFRGS
Alfredo Gui ferreira - UFRGS
Paulo Luiz de Oliveira - UFRGS
Alfredo Elio Cocucci - Univ. Nac. de Córdoba, AR

 

RESUMO - O andrífito de Ilex paraguariensis St. Hil. (Aquifoliaceae) é analisado quanto aos seus aspectos citológicos em estádio maduro e suas transformações ao longo do crescimento do tubo polínico in vitro e in vivo. Além disso, é detalhada a estrutura e citoquímica da parede do tubo e da esporoderme. O andrófito maduro é bicelular. O núcleo vegetativo e a célula generativa estão intimamente associados e formam a unidade reprodutiva masculina de erva-mate. A célula generativa apresenta poucas mitocôndrias e nenhum plastídio. Vários feixes de microtúbulos estão presentes ao longo do seu eixo longitudinal. O tubo polínico é rico em mitocôndrias alongadas, retículo endoplasmático rugoso e dictiossomos. Alguns proplastídios com estroma denso acompanham o percurso das organelas no tubo polínico. Na zona apical do tubo, dois tipos de vesículas dictiossômicas são produzidas. A parede do tubo é formada por calose e pectinas. O grão de pólen é tricolporoidado e intectado. A exina subdivide-se em uma ectexina compacta (esporopolenina e subst. pécticas). A intina é triestratificada e mais espessa sob os colpos a intina tem função especial na saída inicial do tubo polínico e na saída posterior dos elementos citoplasmáticos durante a vacuolação, sob os mesocolpos.

 


 

TÍTULO: Pteridófitas no interior de uma floresta com araucária: Composição florística e estrutura ecológica

AUTORA: Rosana Moreno Senna

DATA: março de 1996

LOCAL: Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Jorge Luiz Waechter (orientador) - UFRGS
Paulo G. Windisch - UNESP
João André Jarenkow - UFPEL
Luís Rios de Moura Baptista - UFRGS

 

RESUMO - Um estudo florístico e fitossociológico, sobre pteridófitas de sub-bosque, foi desenvolvido numa floresta com araucária localizada em São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, Brasil. 41 espécies, 26 gêneros e 13 famílias foram registrados no levantamento fitossociológico. As espécies foram classificadas de acordo com tipos de forma biológica e padrões de distribuição geográfica. O estudo fitossociológico foi baseado num total de 30 parcelas de 4 x 4m (480 m2), distribuídas ao longo de seis transectos. Em cada parcela foram registrados dados de estrutura e comportamento para as espécies de pteridófitas. 30 espécies, 20 gêneros e 11 famílias foram registrados no levantamento fitossociológico. Aspleniaceae, Polypodiaceae e Hymenophyllaceae foram as famílias que apresentaram maior riqueza específica, tanto no estudo florístico, como no fitossociológico. O ambiente terrestre mostrou baixa diversidade específica e dominância de poucas espécies. O ambiente epifítico mostrou alta diversidade específica e baixos valores de freqüência. Com exceção de caméfitas, registrou-se as principais formas biológicas. Três comunidades de pteridófitas foram relacionadas aos três tipos principais de substratos. Registrou-se espécies basais e de ampla distribuição vertical. 5 espécies são pantropicais e 36 neotropicais.

 


 

TÍTULO: O gênero Vicia L. (Leguminosae-Faboideae) no Brasil

AUTORA: Nelci Rolim Bastos

DATA: março de 1996

LOCAL: Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Silvia T. S. Miotto (orientadora) - UFRGS
Ilsi Iob Boldrini - UFRGS
Ana Maria G. Azevedo-Tozzi - UNICAMP
Antonio Krapovickas - IBONE, AR

 

RESUMO - Neste trabalho faz-se um estudo taxonômico das espécies brasileiras de Vicia. São reconhecidas sete espécies e duas variedades: V. pampicola Burk, V. linearifolia Hook. et Arn., V. tephrosioides Vog., V. nana Vog., V. gramínea Sm. var. graminea. V. gramínea var. nigricarpa Bastos & Miotto, V. stenophylla Vog. e V. montevidensis Vog., ocorrentes nos estados do RS, SC, PR e MG. São apresentadas descrições e ilustrações das espécies estudadas, além da atualização da sinonímia. É estabelecida uma variedade nova, V. graminea var. nigricarpa, além da sinonimização de três espécies e de quatro variedades. V. pampicola é citada como ocorrência nova para o Brasil. São reestabelecidas as características morfológicas diagnosticas e é elaborada uma chave para identificação das espécies. Além disso, apresentam-se mapas de distribuição e observações sobre habitat, fenologia e importância econômica para todos os táxons.

 


 

TÍTULO: Algumas plantas trepadeiras nativas do RS com potencial de uso paisagístico - ênfase na família Bignoniaceae

AUTOR: Paulo Renato Backes

DATA: abril de 1996

LOCAL: Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Bruno Edgar Irgang (orientador) - UFRGS
Luis Emygdio de Mello Filho - JBRJ
Luis Rios de Moura Baptista - UFRGS
Atelene Normann Kämpf - UFRGS

 

RESUMO - São feitos comentários a respeito da destruição das paisagens naturais brasileiras, da cópia de modelos paisagísticos europeus, da mesmice florística das paisagens antrópicas do Brasil e as razões para se estudar e utilizar a flora nativa ornamental do país. Foram levantadas 62 espécies de trepadeiras nativas do RS com potencial de uso paisagístico com as quais foi elaborada tabela com informações resumidas sobre cada táxon. São descritas com detalhes, 17 espécies da família Bignoniaceae com alto potencial de uso paisagístico. Para cada táxon, há nomenclatura atualizada, dispersão geográfica, observações ecológicas, morfologia, fenologia, características paisagísticas e bibliografia recomendável. São feitos, ainda, comentários sobre o uso das plantas trepadeiras em projetos de recuperação ambiental, tendo sido elaborada tabela que relaciona os ambientes passíveis de tratamento paisagístico, as plantas apropriadas para tal e a função a que se destinam.

 


 

TÍTULO: A Tribo Mutisieae Cass (Asteraceae) sensu Cabrera no Rio Grande do Sul e suas relações biogeográficas

AUTOR: Cláudio Augusto Mondin

DATA: maio de 1996

LOCAL: Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Luís Rios de M. Baptista (orientador) - UFRGS
Jorge Victor Crisci - MLP, AR
Jorge Luís Waechter - UFRGS
Maria Luiza Porto - UFRGS

 

RESUMO - Foram levantadas 48 espécies, 4 subespécies e 2 variedades da tribo Mutisieae no Rio Grande do Sul, Brasil, distribuídas em 12 gêneros e 4 subtribos. São apresentadas descrições dos gêneros e da tribo e chave das subtribos, gêneros, e espécies. Dez regiões fisiográficas do Rio Grande do Sul e 4 estações austro-sul-americanas constituíram 14 unidades amostrais que foram comparadas entre si quanto à presença ou ausência das espécies da tribo Mutisieae, através da aplicação do índice de Jaccard, utilizando-se métodos de classificação e ordenação. Na análise de agrupamentos utilizou-se o critério soma dos quadrados, e na ordenação o método utilizado foi o da análise das coordenadas principais. Obtiveram-se 2 grupos principais sensivelmente coincidentes com unidades biogeográficas reconhecidas por outros autores. Ficou evidente, ainda, a existência de um subgrupo de transição geograficamente intermediário entre os 2 grupos principais. São analisadas as afinidades entre as unidades amostrais baseadas em fatores ambientais. Faz-se uma reavaliação da área ancestral da família Asteraceae baseada nos resultados das análises deste estudo. Propõe-se que a área austro-sul-americana extra-andina situada desde a Patagônia até aproximadamente o paralelo de 30ºS, no Rio Grande do Sul, passe a ser a região mais provavelmente vinculada à área ancestral da família Asteraceae.

 


 

TÍTULO: Cultura "in vitro" de massas celulares suspensor-embrionárias de Araucaria angustifolia: morfogênese celular e poliembriogênese somática

AUTOR: Leandro Vieira Astarita

DATA: maio de 1996

LOCAL: Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

NÍVEL: Mestrado

BANCA EXAMINADORA:

Alfredo Gui Ferreira (orientador) - UFRGS
José Antônio Peters - UFPEL
Gilberto B. Kerbauy - USP
Maria E. Alves Áquila - UFRGS

 

RESUMO - Pretendeu-se neste trabalho: a) investigar condições para a indução, multiplicação e maturação de massas suspensor-embrionárias de Araucaria angustifolia; b) determinar padrões de diferenciação celular "in vitro", e a dinâmica de crescimento avaliando parâmetros bioquímicos do meio de cultura. Massas celulares foram induzidas a partir de pró-embriões zigóticos retirados de sementes imaturas, coletadas entre dezembro e março. Os explantes foram inoculados em meio LP, suplementado com 2,4-D ou NAA; BAP e Kin; e caseína hidrolisada. Altas taxas de indução foram obtidas com 10mg/ 1 de 2,4-D; 500 mg/l de caseína, independentemente da época de coleta. A multiplicação das massas foi realizada em meio semi-sólido e em suspensões celulares, com 1,5 mg/l de 2,4-D e 0,5mg/l de BAP e Kin. A organização celular formando pró-embriões somáticos foi obtida retirando-se os reguladores de crescimento e suplementando o meio com 1% de PEG e ABA (2 e 5 mg/l). Em suspensão as culturas cresceram 3,5 vezes (v/v), com tempo de duplicação de 1,6 dias. As fases "lag" e linear foram de 6 e 14 dias respectivamente, sendo a frutose o principal açúcar responsável pelo crescimento. As culturas foram constituídas por dois padrões celulares: células embrionárias e de suspensor. Os padrões de diferenciação indicaram que o Iº tipo celular originou estruturas amorfas e embriões somáticos. Contudo, estes embriões não progrediram para plântulas.

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