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Acta Botanica Brasilica

Print version ISSN 0102-3306

Acta Bot. Bras. vol.17 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062003000400015 

Macrófitas aquáticas da lagoa de Jijoca de Jericoacoara, Ceará, Brasil

 

Aquatic macrophytes of Jijoca of Jericoacoara lagoon, Ceará, Brazil

 

 

Lígia Queiroz MatiasI; Expedito Rômulo AmadoII; Edson Paula NunesI

IDepartamento de Biologia, Centro de Ciências, Universidade Federal do Ceará, CEP 60451-970, Fortaleza, CE, Brasil
IIBolsista CNPq. UFC, Departamento de Biologia

 

 


RESUMO

A lagoa de Jijoca de Jericoacoara situa-se no litoral do Ceará, Nordeste do Brasil (2º50'10'' e 2º55'32''S - 40º28'32'' e 40º24'09''W), sendo bordejada em sua extremidade Norte por dunas e por vegetação de tabuleiro nas demais faces. Realizou-se o levantamento da composição florística e da estrutura da comunidade de macrófitas aquáticas presentes na lagoa. As amostras das plantas foram coletadas e depositadas no herbário EAC. Densidade, freqüência e cobertura das espécies foram amostradas em 10 transectos plotados em áreas com boas condições de conservação de suas margens, evitando-se áreas urbanas e de atividade agropecuária adjuntas à lagoa. Apresenta-se a lista de 45 espécies ocorrentes, suas formas biológicas e dados da estrutura da comunidade. As espécies com maior índice do valor de importância (IVI) foram Eleocharis mutata (L.) Roem. & Schult., Paspalidium geminatum Stapf, Eleocharis atropurpurea (Retz.) Kunth, Nymphoides indica (L.) Kuntze e Echinodorus tenellus (Mart.) Buchen. A forma de vida predominante foi "plantas enraizadas ao substrato - anfíbias tolerantes à seca". Em relação à profundidade, ocorre aumento da diversidade de espécies de áreas mais profundas para 0-0,5m de espessura da lâmina d'água.

Palavras-chave: macrófitas aquáticas, terras úmidas, lagoas costeiras


ABSTRACT

The Jijoca of Jericoacoara lake is located at Ceará Coastal Zone, Northeast of Brazil (2º50'10'' e 2º55'32''S - 40º28'32'' e 40º24'09''W), and it has sand dunes on the Northern shore and arboreal semi-deciduous vegetation around the other lakesides. A floristic and communities structure survey of aquatic flora was conducted. Plant samples were collected and included in the EAC Herbarium. The density, frequency, and cover were measurements used in describing communities by intercept transect sampling. Sampling was carried out in Jijoca of Jericoacoara lake at 10 localities, except areas with human impact, such as urban and agricultural areas. A list of 45 species, their life forms and vegetation structure are presented. The higher importance value index (IVI) species were Eleocharis mutata (L.) Roem. & Schult., Paspalidium geminatum Stapf, Eleocharis atropurpurea (Retz.) Kunth, Nymphoides indica (L.) Kuntze, and Echinodorus tenellus (Mart.) Buchen. The most common life-form was "emergent bottom-rooted plants with amphibious habit". In relation to depth, species diversity increased from the deeper areas and peaked at 0-0,5 m above water level.

Key words: aquatic macrophytes, wetland, coastal lakes


 

 

Introdução

O litoral cearense está incluído no "Domínio dos depósitos sedimentares cenozóicos" constituído por sedimentos tércio-quaternários da Formação Barreiras, sobrepostos a depósitos holocênicos de dunas, praias, mangues e aluviões em superfícies localizadas (Souza 1988), sendo considerado ecossistema de grande fragilidade no contexto do macrozoneamento do litoral brasileiro (MMA 1996).

Algumas lagoas formaram-se nesta região devido à ação conjugada dos processos de avanço de dunas e às variações da linha da costa. Geralmente estas lagoas situam-se em áreas de tabuleiros, sendo bordejadas em sua extremidade por dunas, mantendo contato com o mar através de pequenos cursos d'água, ou por percolação. Em sua maioria são de regime perene e possuem formas meandrantes, por terem sido, anteriormente, um curso fluvial. De forma geral, pode-se afirmar que o litoral do Ceará possui elevado potencial hidrológico, quando comparado com as áreas do semi-árido do Estado. Há riqueza de ambientes aquáticos e anfíbios, devido à perenidade prevalescente da drenagem superficial e a intrusão das águas marinhas nos estuários e lagunas. No entanto, a crescente ocupação do litoral cearense influi para que haja maior preocupação quanto ao uso adequado dos recursos hídricos e a conservação dos ambientes aquáticos (Vicente da Silva 1998).

Segundo Esteves (1998), "nenhuma comunidade límnica foi tão negligenciada no âmbito das pesquisas limnológicas, quanto à formada pelas macrófitas aquáticas". Weaner & Clements (1938) foram os primeiros a definirem estas comunidades como um conjunto de espécies herbáceas que se desenvolvem em água, em solos cobertos por água ou saturados por esta. Observando o Programa Internacional de Biologia Westlake (1969 apud Esteves 1998), macrófitas aquáticas é a denominação mais adequada para caracterizar vegetais que habitam desde brejos até ambientes verdadeiramente aquáticos, sendo uma denominação genérica, independente de aspectos taxonômicos. Irgang & Gastal Jr. (1996) adotaram conceito mais amplo do que Cook (1974; 1996) ao se referirem às espécies de plantas aquáticas, descrevendo as macrófitas aquáticas como "vegetais visíveis a olho nu, cujas partes fotossintetizantes ativas estão permanentemente ou por diversos meses, ou todos os anos, total ou parcialmente submersas em água doce ou salobra, ou ainda, flutuantes na mesma".

A lagoa de Jijoca de Jericoacoara foi recentemente decretada Área de Proteção Ambiental (Decreto Estadual 25.975/2000) considerando a necessidade de conscientização da população regional sobre a preservação da área e devido à sua riqueza florística, hídrica e paisagística. Outro aspecto relevante consiste na consolidação de ações para o seu desenvolvimento sustentável perante a exploração de seus recursos biológicos naturais, principalmente devido ao turismo. O levantamento da vegetação presente na lagoa realizou-se com o objetivo de observar a diversidade e as formas biológicas das macrófitas aquáticas, assim como a estrutura desta comunidade e a distribuição da flora em relação à profundidade. A partir das informações obtidas, propor sugestões para o manejo adequado deste recurso hídrico.

 

Material e métodos

O trabalho foi realizado na Área de Proteção Ambiental da Lagoa de Jijoca de Jericoacoara, localizada no litoral oeste do Estado do Ceará (2º50'10'' e 2º55'32''S - 40º28'32'' e 40º24'0''W), abrangendo área de 3.995,61ha (Fig. 1).

 

 

O clima da região é do tipo quente e úmido (Aw`sg. Köppen 1931), com chuvas de verão ocorrendo de janeiro a julho, e com temperaturas médias oscilando entre 35ºC e 25ºC, apresentando estação seca com média de duração de 5 a 6 meses, freqüentemente interrompida por chuvas ocasionais em setembro e outubro. Os dados referentes ao clima da região foram obtidos durante o ano de 2000, na Estação Meteorológica de Jijoca de Jericoacoara, fornecidos pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), de modo a caracterizar o período de estiagem da região e conseqüente regressão da lâmina d'água da lagoa.

O índice xerotérmico de Gaussen varia entre 100 e 150 (Georgen 1985). A região possui predomínio de sedimentos areno-quartzozos, com vegetação circundante composta por matas de tabuleiro e por vegetação psamófila reptante (Matias & Nunes 2001).

As coletas foram realizadas nos período de maior precipitação (março a junho) e de seca (agosto a outubro e janeiro) de 2000. A amostragem das comunidades foi definida tendose como base o conceito de macrófito aquático (Irgang & Gastal 1996, mod. Cook et al. 1974), sendo determinadas as plantas submersas ou flutuantes, permanentemente ou não, presentes em toda a lagoa. A metodologia de coleta segue as orientações de Haynes (1984).

O material coletado foi depositado no Herbário EAC (Herbário Prisco Bezerra, Departamento de Biologia, Centro de Ciências, Universidade Federal do Ceará). A identificação foi realizada utilizando-se bibliografia especializada (Caspary 1878; Hoehne 1948; Kral & Smith 1980; 1982; Fromm-Trinta 1985; 1989; Wiersema 1987; Davidse et al. 1994; Haynes & Holm-Nielsen 1994; Cook 1996; Luceño, Alves & Mendes 1997; Rocha 1998). A lista está organizada por ordem alfabética de famílias, gêneros e espécies segundo sistema de Judd et al. (1999). A terminologia nomenclatural e abreviações dos nomes dos autores foram feitas segundo INPI (2001). As formas biológicas foram analisadas segundo Irgang & Gastal Jr. (1996).

Amostrou-se a comunidade por transecção contínua (Brower & Zar 1984), determinando a composição das espécies desde a borda até a profundidade de 3m, visto que, após esta profundidade, a ocorrência de macrófitas aquáticas torna-se rara. Foram realizados 10 transectos com auxílio de uma trena e bóia, cada um possuindo 50m e disposto em posição perpendicular à margem. Os transectos foram demarcados a partir da interface da lâmina d'água com o solo exposto à época de maior pluviosidade (março) e início das amostragens. As áreas foram definidas tendo-se como parâmetro o estado de conservação de suas margens, evitando-se áreas urbanas ou de intensa atividade agropecuária adjuntas à lagoa (Fig. 1). Obtevese a identificação das espécies que foram interceptadas pela linha, sendo os indivíduos contabilizados para análise de densidade e freqüência em intervalos de 5m, de modo que cada transecto possuiu 10 intervalos. Para medida de cobertura, estimou-se o "comprimento interceptado" por cada indivíduo. Este comprimento é a porção do transecto interceptado pelas plantas ou pela projeção perpendicular de sua folhagem (Canfield 1941). Em estudos de comunidades herbáceas, observa-se que a estimativa da densidade e cobertura pode ser de difícil interpretação devido a problemas de distinção entre as plantas individualmente. Para superar esta dificuldade, em áreas densamente povoadas e com a presença de espécies clonais, considerou-se como indivíduo cada touceira, indiferente da ocorrência de subunidades geneticamente homólogas, conforme proposta por Pielou (1974).

 

Resultados e discussão

O levantamento florístico evidenciou 18 famílias, 33 gêneros e 45 espécies (Tab. 1), número representativo tendo-se como parâmetro os trabalhos de Pott et al. (1989) e de Cervi et al. (1983), porém inferiores aos encontrados por Irgang et al. (1984) e Henriques et al. (1988). A família mais representativa devido ao maior número de espécies foi Cyperaceae, seguida por Fabaceae, Poaceae, Nymphaeaceae e Malvaceae.

 


 

Das formas de vida propostas por Irgang & Gastal Jr (1996), encontrou-se apenas plantas enraizadas ao substrato, sendo predominante as formas anfíbias tolerantes à seca sobre as formas com folhas flutuantes e com partes vegetativas inteiramente submersas (Tab. 1). Entre as plantas com folhas flutuantes encontram-se Nymphoides indica, Nymphaea lasiophylla e Nymphaea rudgeana.

As espécies N. indica, Eleocharis mutata e Paspalum vaginatum são comuns nas lagoas costeiras do sudeste brasileiro, as quais também ocorrem na Lagoa de Jijoca de Jericoacoara, sendo reconhecidas como espécies generalistas (Henriques et al. 1988). O mesmo pode-se dizer da espécie Echinodorus tenellus, freqüente nos sistemas aquáticos da América do Sul (Haynes & Holm-Nielsen 1994).

Ipomoea asarifolia, espécie presente geralmente em regiões dunares (Matias & Nunes 2001), foi encontrada na forma anfíbia, desenvolvendo raízes adventícias em partes vegetativas submersas. Esta espécie pode contaminar áreas alagáveis, interferindo na dinâmica da comunidade (Burks & Austin 2000). Porém, na lagoa estudada, ocorreu apenas em áreas de pouca profundidade e sujeitas à seca.

No estudo quantitativo, foram amostradas 22 das 45 espécies presentes na lagoa (Tab. 3), observando-se que as espécies mais freqüentes foram Eleocharis sp., E. mutata e Paspalidium geninatum. Estas mesmas espécies apresentam maior índice de densidade, acompanhadas por Utricularia trichophylla e Echinodorus tenellus. As espécies com maior índice do valor de importância (IVI) foram E. mutata e P. geminatum, sendo as espécies que predominam na paisagem da lagoa, ocorrendo em áreas marginais ou em grupos densos emergentes ao centro.

 

 

 

 

Existem razões para se esperar que a família Cyperaceae seja a de maior riqueza de espécies e, estas, com os maiores IVI na comunidade. Estas espécies possuem sistema subterrâneo complexo formado por rizomas e tubérculos, sendo que algumas dispõem de estolhos subterrâneos, permitindo eficiente propagação vegetativa (Goetghebeur 1998) e, conseqüentemente, representam espécies competitivamente dominantes.

Ocorre um zoneamento na vegetação conforme a espessura da lâmina de d'água, observando maior número de espécies até 0,5m de profundidade (Tab. 2). Nesta faixa, que constitui a área de interface entre o ambiente terrestre e o aquático, ocorre maior diversidade de espécies e de formas biológicas, percebendo-se agrupamentos típicos de vegetação aquática, conforme descrito por Sculthorpe (1967). Pompêu & Moschini-Carlos (1995), Moschini-Carlos et al. (1993) e Menezes (1984) evidenciaram que a massa de macrófitas aquáticas submersas é baixa quando comparada com a de macrófitas aquáticas emersas em ambientes lênticos do interior de São Paulo. Para a lagoa de Jijoca de Jericoacoara, torna-se provável que o mesmo padrão ocorra, concordando com o modelo de Wetzel (1981). Apenas macroalgas como Chara sp. e espermatófitas como E. tenellus, Eleocharis sp.1, E. mutata, N. indica, P. geminatum e U. trichophylla encontram-se em profundidades maiores, formando agrupamentos homogêneos e característicos destas regiões da lagoa. As espécies de espermatófitas permanecem em estado vegetativo durante o período em que se encontram submersas, exceto P. geminatum, que desenvolve colmos flutuantes que permite a emersão dos ramos floríferos, facilmente visíveis em diferentes localidades.

Igualmente como observado por Pott et al. (1989) em lagoas do Pantanal brasileiro, à medida que o nível da lagoa baixa, a vegetação marginal acompanha o recuo d'água, havendo também uma sucessão de floração e frutificação das populações. Estes processos ocorrem durante o passar da estação seca que, na região de estudo, ocorre de julho a dezembro (Fig. 2). Neste período, as populações de U. trichophylla, Utricularia adpressa, Burmania capitata, E. tenellus tornam-se expostas e, juntamente com Xyris laxifolia, Eleocharis geniculata e E. atropurpurea florescem, de modo que estas foram coletadas férteis apenas sob estas condições ambientais. A determinação da espécie de Eleocharis sp. 1 não foi possível pois, mesmo sob exposição devido ao recuo da lâmina d'água, as populações não floresceram durante o período de amostragem.

 

 

De maneira geral, pode-se afirmar que as espécies ocorrem mais comumente em áreas marginais da lagoa, sendo que alguns representantes apresentam período de floração à medida que a lâmina d'água recua, durante a época de seca, que ocorre, geralmente, a partir de julho, como observado na Figura 2. Com a exposição das populações, as plantas tornam-se suscetíveis ao pisoteamento por ocasião da pressão turística, causando impacto às frágeis comunidades vegetais e acarretando a exposição do solo, conforme observado e registrado pelos autores (Matias 2001).

As Cyperaceae, como a família mais diversificada da lagoa e por seus indivíduos possuírem sistema subterrâneo complexo, possui função primordial para a estabilização dos sedimentos, principalmente nas margens, podendo exercer importância estrutural quando ocorrer a recomposição de áreas alteradas.

 

Agradecimentos

À ONG Lagoa Viva e à pousada Feddyssimo, pelo apoio local e hospedagem; ao Prof. Dr. Bruno Irgang, pelas sugestões apresentadas.

 

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Recebido em: 26/09/2002
Aceito em: 03/06/2003