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Acta Botanica Brasilica

Print version ISSN 0102-3306On-line version ISSN 1677-941X

Acta Bot. Bras. vol.21 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062007000400013 

Florística, estrutura e características do solo de um fragmento de floresta paludosa no sudeste do Brasil

 

Floristics, structure and soil characteristics of a swamp forest fragment, in southeast Brazil

 

 

Laércio LouresI; Douglas Antônio de CarvalhoII, 1; Evandro Luiz Mendonça MachadoIII; João José Granate de Sá e Melo MarquesIV

IEscola Agrotécnica Federal de Inconfidentes, 37575-000 Inconfidentes, MG, Brasil
IIUniversidade Federal de Lavras, Departamento de Biologia, 37200-000 Lavras, MG, Brasil
IIIUniversidade Federal de Lavras, Departamento de Ciências Florestais, 37200-000 Lavras, MG, Brasil
IVUniversidade Federal de Lavras, Departamento de Ciências do Solo, 37200-000 Lavras, MG, Brasil

 

 


RESUMO

Realizou-se o levantamento da comunidade arbórea de uma floresta semidecidual montana ribeirinha, situada no alto Rio Pardo, Santa Rita de Caldas, Minas Gerais (altitude 1.156 a 1.203 m), com o objetivo de avaliar as variações estruturais e variáveis ambientais relacionadas ao substrato. Foram analisadas a densidade, área basal e distribuição de tamanho das árvores e a composição florística da comunidade. Foram alocadas 25 parcelas de 10x40 m para amostragem dos indivíduos arbóreos com diâmetro à altura do peito > 5 cm. Também foram coletados dados topográficos e amostras do solo para análises químicas e texturais. Foram registrados 2.982 indivíduos, 50 famílias, 78 gêneros e 110 espécies. Foram verificados três subgrupos de solos (Organossolos, Gleissolos Melânicos e Gleissolos Háplicos), distribuídos em seqüência, acompanhando o curso do riacho. A comunidade arbórea apresentou uma composição florística e estrutural diferente das florestas paludosas e aluviais do Sudeste e Sul do Brasil, em altitudes menores. Uma análise de correspondência canônica detectou um gradiente de distribuição das espécies arbóreas, principalmente correlacionadas com as variações de argila e de cota altimétrica.

Palavras-chave: Floresta paludosa montana, floresta ciliar, floresta ribeirinha, solo


ABSTRACT

A survey of the tree community was conducted for an upland semideciduous riparian forest, located on the upper Rio Pardo, Santa Rita de Caldas, Minas Gerais (1156 to 1203 m altitude), in order to evaluate structural variation and environmental variables associated with the substrate. Density, basal area, tree size distribution and floristic composition were evaluated. In 25 10x40 m plots, all trees with dbh > 5 cm were sampled, topographical aspects were determined and soil samples were collected for chemical and textural analyses. A total of 2982 individuals from 50 families, 78 genera and 110 species were recorded. A sequence of three soil subgroups (Organosoil, Melanic Gleisoil and Haplic Gleisoil) was registered in a downstream direction. Floristic composition and structure the tree community was different from other swamp and alluvial forests of southern and southeastern Brazil, at lower altitudes. Canonical correspondence analysis detected a tree-species distribution gradient correlated mainly with clay content and elevation variation.

Key words: montane swamp forest, riparian forest, soil


 

 

Introdução

As florestas ripárias funcionam como reguladoras de processos erosivos, estabilizam margens, promovem ciclagem de nutrientes, freiam a carreação de sedimentos para o meio aquático, facilitam a interação solo-água-fauna e promovem a estabilidade térmica dos corpos d'água, entre outras funções (Lima 1989, Pedralli & Teixeira 1997). Apesar de sua importância, as florestas ripárias aproximam-se da erradicação em várias partes do Brasil (Gibbs et al. 1980). As florestas ripárias são divididas em permanentemente inundada ou paludosa, inundada anualmente ou de várzea e floresta seca (Rodrigues & Shepherd 1993). As florestas paludosas ou de brejos são naturalmente fragmentadas (Torres et al. 1994, Ivanauskas et al. 1997, Toniato et al. 1998, Paschoal & Cavassan 1999), ocorrem sobre solos hidromórficos e possuem baixa diversidade (Leitão Filho 1982), apresentando espécies capazes de germinar e crescer em condições de saturação hídrica e conseqüente falta de oxigênio (Joly 1986). As espécies ali ocorrentes podem ser classificadas em peculiares (exclusivas e não exclusivas) e complementares (de áreas secas e indiferentes) (Torres et al. 1992). As espécies peculiares exclusivas são aquelas restritas às áreas paludosas; as peculiares não exclusivas podem ocorrer em outros ambientes, mas só se destacam em áreas permanentemente inundáveis. As espécies complementares de terras secas se destacam em terras temporariamente inundáveis, mas, nunca nas paludosas; as complementares indiferentes, são aquelas que podem se destacar em qualquer ambiente, florestas paludosas, de galeria, ciliares e de planalto. As florestas paludosas são muito pouco estudadas no Brasil (Toniato et al. 1998), limitando quase que somente ao estado de São Paulo, onde essas formações encontram-se muito degradadas (Torres et al. 1994). Em Minas Gerais, um único estudo foi desenvolvido, no Sul do estado, por Rocha et al. (2005), num continuum de floresta paludosa e de encosta. Este trabalho tem como objetivo estudar a florística e a estrutura da comunidade arbórea de um fragmento de floresta paludosa no alto Rio Pardo, no município de Santa Rita de Caldas, Sul de Minas Gerais, bem como as correlações entre as variações da estrutura dessa comunidade arbórea e as variáveis ambientais relacionadas ao substrato. O presente estudo é o primeiro em áreas paludosas acima de 1.000 m no Brasil.

 

Material e métodos

O fragmento de floresta paludosa localiza-se no município de Santa Rita de Caldas, MG, no bairro rural do Pião, a 10 km da sede do município (46º21'20"W; 22º05'44"S; altitude de 1.158 a 1.204 m). O fragmento, com área de 10,5 ha, corresponde a uma floresta estacional semidecidual montana (Veloso et al. 1991) e acompanha o riacho Luiz Espanhol, desde suas nascentes até uma represa artificial, com uma extensão de 800 m. As águas percorrem aproximadamente 300 m e se encontram com as águas do ribeirão da Prata, que desagua no ribeirão São Bento e este no rio Pardo, próximo à cidade de Santa Rita de Caldas (Fig. 1). O clima é subtropical úmido (Cfb de Köppen) e apresenta condições mesotérmicas úmidas, verões temperados e chuvosos e invernos sujeitos a geadas (INDI 1977). A pluviosidade média anual é de 1.695 mm, com período chuvoso de outubro a março, e seco de julho a agosto; a temperatura média anual é de 7,4 ºC para as mínimas e 25,9 ºC para as máximas; a umidade relativa anual média é de 78,2%.

 

 

A vegetação da região é considerada de abrangência do domínio Atlântico (IBGE 1997). O terreno que contorna o fragmento foi cultivado nos últimos 30 anos em sistema de rodízio com pastagem, batata e milho. Devido ao cultivo e, principalmente, às operações mecânicas de colheita da batata, houve danos erosivos ao solo e o assoreamento de algumas áreas. Outras perturbações foram a erosão superficial de alguns trechos da floresta e a erosão em ravina, em canais de escoamento de água, o que provocou espontaneamente a formação de um dique e o levantamento do nível da água em uma área de baixada de aproximadamente 300 m2, em que ocorreu a morte da maioria das árvores atingidas (observações pessoais). Segundo os moradores da região, proprietários e ex-proprietários da área do fragmento, nos últimos sessenta anos não houve mudanças aparentes na mata. Entretanto, há sinais de perturbações como retirada de madeiras, ocorrências de fogo e presença de gado. Ocorrem no fragmento espécies não arbóreas e regionalmente tidas como indicadoras de floresta original, como Canistrum cyatiformis Mez. (Bromeliaceae) e Bambusa taguara Nees (Poaceae). A flora herbácea terrestre do fragmento tem vários representantes típicos de formações paludosas, como Blechnum brasiliense Desv., Echinodorus grandiflorus (Cham. & Schldtl.) Micheli, Edychium coronarius J. Koering, Piper aduncum L., Pothomorphe umbellata (L.) Miq., Eriocaulon decangulare L., Equisetum martii Milde e Eryngium horridum Malme.

A comunidade arbórea foi amostrada em 25 parcelas de 10x40 m, distribuídas com mínimo de 10 m de distância entre elas, alinhadas no sentido longitudinal, num ângulo de 45º NE (Fig. 1). A topografia foi registrada com auxílio de teodolito, altímetro, clinômetro e trena. O solo predominante em cada parcela foi classificado de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA 1999). Em cada parcela, foi coletada uma amostra composta do solo superficial (0-20 cm), com cerca de 500 g, constituída de cinco sub-amostras (nos vértices e no centro das parcelas). Efetuaram-se análises químicas e texturais das amostras de solo nos Laboratórios de Análises de Solos da Escola Agrotécnica Federal de Inconfidentes e da Universidade Federal de Lavras, seguindo o protocolo da EMBRAPA (1997). As variáveis de solo obtidas foram: pH; teores de P, K, Ca, Mg, Al; saturação por bases; matéria orgânica e teores de areia, silte e argila.

Nas parcelas foram registrados todos os indivíduos arbóreos vivos com diâmetro à altura do peito (DAP) > 5,0 cm. Os indivíduos com caules divididos desde a base foram incluídos no levantamento quando a área basal total dos caules foi > 19,64 cm2. Para cada indivíduo foram registrados a espécie, DAP (obtido a partir da circunferência), altura total, inclinação do caule e ocorrência de perfilhamento. Também o número de indivíduos mortos foi anotado. Foram coletadas amostras de material botânico das árvores registradas para posterior identificação e inclusão no Herbário ES AL, Universidade Federal de Lavras. A identificação do material botânico foi realizada através de comparações com material de coleções botânicas e de consultas à literatura e a especialistas. As identificações das angiospermas seguem o sistema Angiosperm Phylogeny Group II (APG II 2003).

Para descrever a estrutura da comunidade foram utilizadas as seguintes variáveis, calculadas para cada espécie: altura máxima, número de indivíduos, número de parcelas com ocorrência da espécie, área basal e valor de importância (VI), este último obtido da soma dos valores relativos de número de indivíduos, área basal e freqüência (Martins 1991). Para a determinação da diversidade de espécies foram calculados os índices de Shannon (H') e de equabilidade de Pielou (J) em base logarítmica natural (Brower & Zar 1984). Foram preparadas distribuições de densidade de árvores por classes de diâmetro e de altura para os três hábitats de solo, empregando intervalos com amplitudes crescentes para compensar o decréscimo da densidade nas classes de tamanhos maiores (Botrel et al. 2002). Foi adotada a densidade de árvores por hectare ao invés da freqüência por classes porque os habitas de solo tinham áreas desiguais. Para verificar se a distribuição das freqüências de indivíduos arbóreos nas classes de diâmetro e altura era independente do hábitat de solo foi aplicado o teste de qui-quadrado para tabelas de contingência (Zar 1996). Para analisar as correlações entre os gradientes ambientais e vegetacionais, foi empregada a análise de correspondência canônica (ter Braak 1987) sendo esta ordenação indicada para a visualização de relações estreitas entre variáveis ambientais e abundância de espécies (Kent & Coker 1992). Espécies com menos de 10 indivíduos foram retiradas da matriz de abundância. Retiraram-se das análises todas as variáveis ambientais com correlação aos eixos da ordenação inferior a 0,4 ou com alta redundância conforme Oliveira Filho & Ratter (1994), restando quatro variáveis: argila, cota, desnível e concentração de Ca.

 

Resultados

Variáveis topográficas e edáficas – As três classes de solos identificadas no fragmento florestal (Fig. 1) foram: (a) os Organossolos, situados na parte mais elevada do fragmento, de textura média (20% das parcelas); (b) os Gleissolos Melânicos localizados na parte intermediária do fragmento, de textura média (20% das parcelas) e (c) os Gleissolos Háplicos, encontrados no centro e nas áreas mais baixas do fragmento, de textura predominantemente argilosa (60% das parcelas). As classes de solo diferiram quanto às variáveis químicas, texturais e topográficas (Tab. 1). A principal diferença entre as três classes de solo é o teor de matéria orgânica. A grande quantidade de matéria orgânica nos Organossolos levou a níveis mais baixos de pH e a uma acidez potencial (H + Al) mais elevada, embora com teores de nutrientes (Ca e Mg) relativamente altos. Como seria esperado, a argila seguiu comportamento oposto ao da matéria orgânica, sendo mais abundante nos Gleissolos Háplicos. Aparentemente, os Gleissolos Melânicos apresentaram um balanço ideal entre argila e matéria orgânica, com altos teores de nutrientes sem, contudo, apresentarem os altos níveis de acidez e toxidez dos Organossolos. A diferença da cota média da parcela mais alta (cabeceira) e a parcela mais baixa (próximo à represa) foi de 46 m.

 

 

Florística, estrutura e diversidade da comunidade arbórea – Foram identificadas 110 espécies, pertencentes a 50 famílias e 78 gêneros, sendo 105 espécies de angiospermas, quatro espécies de Pteridófitas e uma espécie de Gimnosperma (Tab. 2). As dez famílias que apresentaram maior riqueza foram Myrtaceae (12 espécies), Lauraceae (11), Euphorbiaceae (7), Salicaceae (5), Solanaceae (4), Asteraceae (4), Cyathaceae (3), Fabaceae Faboideae (3), Malvaceae (3) e Myrsinaceae (3), com 70,51% do total de espécies. Vinte e oito famílias apresentaram somente uma espécie. Os gêneros com mais espécies foram Ocotea (8), Casearia, Solanum (4), Ilex, Sebastiania, Machaerium, Eugenia e Myrcia (3).

 


 

Do total de indivíduos (2.982), as famílias com maior abundância foram Myrtaceae, Mysinaceae (24%), Euphorbiaceae (13%), Lauraceae (7%), Cardiopteridaceae (6%), Aquifoliaceae (5%), Meliaceae (4%), Bignoniaceae, Sapindaceae (3%), Styracaceae (2%). As dez espécies com maior número de indivíduos foram Myrsine leuconeura (23%), Myceugenia ovata (13%), Sebastiania brasiliensis (12%), Myrcia laruotteana (7%), Citronella gongonha (6%), Nectandra nitidula (5%), Ilex brasiliensis (4%), Cedrela odorata (4%), Tabebuia umbellata (3%), Styrax leprosum (2%). Os dez maiores valores de área basal (AB), em m2, foram anotados para Sebastiania brasiliensis (4,80), Myrsine intermedia (4,44), Citronella gongonha (4,29), Cedrela odorata (3,05), Myrceugenia ovata (2,07), Nectandra nitidula (1,73), Tabebuia umbellata (1,63), Myrcia laruotteana (1,30), Ilex brasiliensis (0,80) e Matayba guianensis (0,79). Os maiores VI (valor de importância) foram para Myrsine leuconeura (37,66), Sebastiania brasiliensis (27,25), Myrceugenia ovata (22,61), Citronella gongonha (19,37), Myrcia laruotteana (14,68), Cedrela odorata (14,47), Nectandra nitidula (13,29), Tabebuia umbellata (9,08), Matayba guianensis (6,00) e Styrax leprosum (5,84) (Tab. 2). Ocorreram 338 indivíduos perfilhados ou enforquilhados no nível da superfície do solo (11%), 729 indivíduos inclinados (24%) e 246 árvores mortas.

Distribuições em diâmetro e altura – Os Organossolos apresentaram maior densidade na primeira e segunda classes de diâmetro; na quarta classe, ocorreram mais indivíduos nos G. Melânicos (Fig. 2A). Quanto à distribuição em classes de altura, a maior parte dos indivíduos concentrou-se na segunda classe nos três tipos de solos (Fig. 2B). Os Organossolos tiveram maior densidade na terceira classe, que os demais tipos de solo. As proporções de indivíduos arbóreos não se distribuíram de forma independente dos habitas de solo do fragmento (Tab. 3). Com base na altura dos indivíduos das espécies dominantes a floresta estudada apresenta um estrato inferior, composto de Myrceugenia ovata, Ocotea laxa, Drimys brasiliensis, Rollinia emarginata, Inga vulpina, Dicksonia sellowiana; um estrato médio e superior, composto de Myrcia laruotteana, Ilex brasiliensis, Myrcia splendens, Nectandra nitidula, Myrsine leuconeura, Citronella gongonha, Sebastiania brasiliensis e Styrax leprosum e um estrato de espécies emergentes composto de Tabebuia umbellata, Cedrela odorata, Matayba guianensis, Erythrina falcata, Tapirira obtusa, Sapium glandulosum e Luehea divaricata.

 


 

 

 

Distribuição das espécies – As variáveis ambientais mais fortemente correlacionadas com o primeiro eixo da análise de correspondência canônica foram argila e cota e, com o segundo eixo, Ca e desnível (Tab. 3). As correlações entre parcelas e ambiente retratam a formação de três grupos distintos (Fig. 3A): o primeiro, formado de parcelas em solos G. Háplicos, com cotas menores e pouca drenagem, composto das seguintes espécies correlacionadas: Dicksonia sellowiana, Ilex paraguariensis, Piptocarpha macropoda e Tabebuia umbellata (Fig. 3B); o segundo grupo é influenciado por cotas altas, maior teor de matéria orgânica (Organossolos), tendo como plantas correlacionadas Talauma ovata, Tapirira obtusa, Protium spruceanum e Dendropanax cuneatum; o terceiro grupo sofre influência do desnível e Ca (G. Melânicos), tendo como plantas correlacionadas as generalistas Allophylus edulis, Sapium glandulosum, Guetarda uruguensis e Eugenia dodonaeifolia. Plantas importantes no caráter abundância, como Myrsine leuconeura, Myrceugenia ovata, Sebastiania brasiliensis e Citronella gongonha ficaram posicionadas próximo à divergência dos eixos das variáveis, indiferentes às variações ambientais estudadas. A espécie que apresentou maior plasticidade foi Myrceugenia ovata que esteve presente em 25 parcelas, seguida de Sebastiania brasiliensis e Nectandra nitidula (em 24), Myrcia laruotteana e Myrsine leuconeura (em 23), Citronella gongonha e Cedrela odorata (em 21) e Ilex brasiliensis (em 19).

 


 

Discussão

Perfil e contexto florístico – A família Myrtaceae que aparece em primeiro lugar em número de espécies no presente estudo, também o foi nas florestas de altitude de Bocaina de Minas (Carvalho et al. 2005) e Camanducaia (França & Stehmann 2004). As famílias Lauraceae, Solanaceae e Asteraceae, importantes aqui, também são destaques naquelas florestas, fato este também salientado por Oliveira Filho & Fontes (2000) para áreas de altitude. Rubiaceae e Melastomataceae que ocorrem com relativa expressão em florestas de encostas em áreas de altitude, como Camanducaia e Bocaina de Minas, com seis e doze espécies, respectivamente (França & Stehmann 2004; Carvalho et al. 2005), não foram expressivas no presente estudo. Nas florestas de brejo do estado de São Paulo, Rubiaceae e Melastomataceae, também não foram dominantes (Toniato et al. 1998; Teixeira & Assis 2005). A família Fabaceae, a partir de 1.500 m de altitude perde importância (Carvalho et al. 2005) e a floresta paludosa em estudo, a 1.200 m, reflete essa tendência. O gênero Ilex foi relacionado com áreas de altitude nas regiões sudeste e sul do Brasil (França & Stehmann 2004; Carvalho et al. 2005; Souza & Lorenzi 2005, presente estudo). A floresta paludosa de altitude de Santa Rita de Caldas, apresentou espécies comuns com matas da região sul do Brasil, como Araucaria angustifolia, Myrcianthes gigantea, Ilex paraguariensis, Cordyline spectabilis, Dicksonia sellowiana, Styrax leprosum, Myrciaria delicatula e Solanum sanctaecatharinae (Reitz et al. 1983; Dias et al. 1998; Barddal et al. 2003). As espécies Chionanthus trichotomus e Gaylussacia brasiliensis, aqui encontradas, ainda não haviam sido citadas para o estado de Minas Gerais em áreas aluviais e paludosas. Drymis brasiliensis, previsível para áreas pantanosas de altitude na região sudeste do Brasil (Souza & Lorenzi 2005), foi representada no presente estudo com 11 exemplares e não ocorreu em floresta paludosa de menor altitude na região (Rocha et al. 2005). Myrceugenia ovata, Ilex brasiliensis e Styrax leprosum, sobressaíram em Santa Rita de Caldas mas não ocorreram em outros fragmentos em áreas homólogas (Toniato et al. 1998; Ivanauskas et al. 1997; Marques et al. 2003; Teixeira & Assis 2005; Rocha et al. 2005) indicando que estas espécies sejam típicas da região planáltica e serrana do sul de Minas Gerais. Salienta-se também no presente estudo a dominância de Myrsine leuconeura (=M. intermedia) que ocorre em outros locais de forma discreta (Toniato et al. 1998; Rocha et al. 2005).

Há poucas citações em trabalhos no Brasil apontando o clima como fator determinante da florística e da estrutura de uma floresta. No estado de São Paulo, os dados disponíveis sobre matas higrófilas são de regiões semelhantes quanto às condições climáticas, situadas em altitudes entre 470 e 660 m, o que não seria fator determinante para a variação florística (Scudeller et al. 2001). Nas regiões serranas, as massas de ar frio no inverno tendem a se acumular nas baixadas, onde podem ocorrer geadas (Ometo 1981). Essa pode ser a explicação para a ausência de certas espécies, no local de estudo, e que são comuns em outras florestas ribeirinhas das regiões sul e sudeste do Brasil, como Calophyllum brasiliense Camb., Tapirira guianensis Aubl., Croton urucurana Baill., Genipa americana L., Guarea guidonea (L.) Sleum., Cytharexyllum myrianthus Cham, Euterpe edulis Mart. e Cecropia pachystachia Trec. (Rodrigues & Nave 2000; Barddal et al. 2003; Marques et al. 2003; Budke et al. 2004; Rocha et al. 2005).

Estrutura e distribuição das espécies – A densidade de árvores na floresta paludosa do riacho Luiz Espanhol, de 2.982 ind.ha1, pode ser considerada alta se comparada com as florestas paludosas e florestas de altitude do sudeste do Brasil (Costa et al. 1997; Ivanauskas et al. 1997; França & Stehmann 2004; Carvalho et al. 2005; Rocha et al. 2005; Teixeira & Assis 2005). O índice de diversidade no local de estudo de 2,98, foi superior ao registrado em floresta em Campinas (2,80) e em Itatinga (2,60) (Ivanaukas et al. 1997; Toniato et al. 1998), porém inferior ao registrado em Bocaina de Minas (4,15) (Carvalho et al. 2005).

O gênero Sebastiania possui espécies peculiares e importantes em florestas paludosas (Ivanauskas et al. 1997). Neste trabalho, S. brasiliensis foi a terceira espécie em abundância, enquanto que S. commersoniana tem abundância seis vezes superior a da segunda colocada, em matas de aluvião de Araucária (Barddal et al. 2003). Em Santa Maria, S. brasiliensis também é uma espécie abundante (Budke et al. 2004). Nectandra nitidula é uma espécie que aqui aparece em sétimo lugar em importância e teve participação em nascentes difusas em Lavras (Pinto et al. 2005). Esta espécie se encaixaria no grupo das complementares indiferentes (conforme Torres et al. 1992), que pode ocorrer em ambientes paludosos, áreas ciliares sazonalmente inundáveis e em outras permanentemente secas. Dendropanax cuneatum e Matayba guianensis (= M. eleaegnoides) foram similares em termos estruturais e ambientais. Em duas áreas de encosta de altitude estas espécies estão ausentes (França & Stehmann 2004; Carvalho et al. 2005) indicando que elas têm mais afinidade com ambientes ripários ou proximidades.

A ocorrência de indivíduos perfilhados ou enforquilhados no nível da superfície do solo em florestas paludosas também foi verificada por Ivanauskas et al. (1997). As causas do tombamento das plantas em ambientes paludosos podem estar relacionadas à pequena profundidade do sistema radicular em solos com lençol freático muito superficial e à instabilidade dos solos hidromórficos (Martinez-Ramos 1985). A percentagem de árvores mortas encontrada (7,63% do total de indivíduos em pé - os vivos mais os mortos) é compatível com os valores de 5% a 8% encontrados em ambientes paludosos e não-paludosos (Martins 1991; Schlittleretal. 1995; Toniato et al. 1998).

A maioria dos indivíduos amostrados (70%) se encaixou na classe diamétrica abaixo de 10 cm, retratando uma mata "paliteira" (árvores finas), de alta densidade. O porte menor dos indivíduos em áreas encharcadas pode também ser causado pela presença de sistema radicular superficial e instabilidade dos solos (Bianchini et al. 2003). Comparando o diâmetro dos indivíduos do local de estudo com aqueles da floresta de encosta e de altitude de Bocaina de Minas (Carvalho et al. 2005), verifica-se no presente estudo um número maior de indivíduos na primeira e segunda classe diamétrica, indicando que as árvores de floresta paludosa são mais finas do que as de floresta de encosta. Também, comparando a altura dos indivíduos destas duas florestas, observa-se que a floresta de encosta apresenta maior número de árvores altas que a paludosa.

A influência da umidade dos solos na distribuição de espécies arbóreas e nas variações fisionômicas nas florestas tropicais tem largo subsídio na literatura (e.g. Basnet 1992; Oliveira Filho et al. 1994; Clark et al. 1998; Botrel et al. 2002). A proximidade da represa (cota) e o teor de argila foram as variáveis que mais contribuíram para a divisão dos grupos de parcelas e espécies em três hábitats. Em duas áreas, uma de cotas mais altas e com maior teor de matéria orgânica (Organossolos) e outra de cotas baixas com solos argilosos (G. Háplicos) e pouca drenagem, destacaram-se Talauma ovata e Dendropanax cuneatum, espécies comuns nas florestas paludosas do sudeste brasileiro (Rocha et al. 2005), além de Dicksonia sellowiana e Tabebuia umbellata, espécies peculiares exclusivas de áreas paludosas (Lorenzi 1998, Carvalho et al. 2005). Numa terceira área, intermediária e menos úmida (G. Melânicos), ocorreram as espécies complementares indiferentes. A despeito do presente trabalho haver detectado uma clara correlação entre a distribuição de espécies e as características do substrato, com ênfase para a disponibilidade de água nos solos, foi também identificado um razoável montante de variância não explicada pelas variáveis estudadas. O histórico de perturbação diferenciada é uma possível variável não considerada e de difícil controle. Se perturbações naturais promovidas pelo processo de silvigênese podem criar um mosaico de eco-unidades de variada composição e estrutura (Oldeman 1983), aquelas promovidas pelo homem e pelo gado constituem um fator adicional a ser considerado na área de estudo (Toniato & Oliveira Filho 2004). Acrescente-se a isto que ainda se pode deixar uma larga margem para efeitos estocásticos na distribuição das espécies.

 

Agradecimentos

Aos professores Ary Teixeira de Oliveira Filho (UFLA) e Marcos Sobral (UFMG), pelo auxílio nas identificações botânicas; Lúcia Ferreira, Wellington Fleming e Edson Pisteli (EAFI), pelos levantamentos topográficos e análises de solos.

 

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Recebido em 13/07/2006. Aceito em 8/03/2007

 

 

1 Autor para correspondência: douglasc@ufla.br

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