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Acta Botanica Brasilica

Print version ISSN 0102-3306On-line version ISSN 1677-941X

Acta Bot. Bras. vol.22 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062008000100004 

Fungos anamórficos (Hyphomycetes) no Semi-árido do Estado da Bahia, Brasil

 

Anamorphic fungi (Hyphomycetes) in the Semi-arid Region of Bahia State, Brazil

 

 

Flavia Rodrigues BarbosaI, II; Luís Fernando Pascholati GusmãoI, 1; Fabio Fernandes BarbosaI, II

IUniversidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Ciências Biológicas, Laboratório de Micologia (LAMIC), BR 116, Km 03, C. Postal 252, 44031-460 Feira de Santana, BA, Brasil
IIBolsistas/DTI/IMSEAR/CNPq

 

 


RESUMO

Durante o levantamento de fungos anamórficos associados à folhas em decomposição de diferentes plantas na região semi-árida do Estado da Bahia, 23 espécies, pertencentes a 19 gêneros foram encontradas. Dessas, uma espécie constitui novo registro para a Bahia e três para o Brasil, respectivamente: Drechslera victoriae (F. Meehan & H.C. Murphy) Subram. & B.L. Jain, Ochroconis crassihumicola (Matsush.) de Hoog & Arx, Pyricularia caffera Matsush. e Tretopileus sphaerophorus (Berk & M.A. Curtis) Hughes & Deighton. Descrições, comentários e ilustrações são apresentados para essas espécies.

Palavras-chave: biodiversidade, taxonomia, microfungos, folhedo, decomposição


ABSTRACT

During a survey of the anamorphic fungi associated with leaf litter of different plants from the semi-arid region of Bahia state, 23 species belonging to 19 genera were found. One species is recorded for the first time for Bahia and three for Brazil, respectively: Drechslera victoriae (F. Meehan & H.C. Murphy) Subram. & B.L. Jain, Ochroconis crassihumicola (Matsush.) de Hoog & Arx, Pyricularia caffera Matsush. and Tretopileus sphaerophorus (Berk & M.A. Curtis) Hughes & Deighton. Descriptions, comments and illustrations are provided for these species.

Key words: biodiversity, taxonomy, microfungi, leaf litter, decomposition


 

 

Introdução

Presentes em diferentes ambientes, os fungos, através da ação de várias enzimas, atuam como decompositores da matéria orgânica (Grandi & Gusmão 1998). Como decompositores, facilitam a reincorporação de nutrientes ao solo, o que constitui papel importante para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas através da ciclagem de nutrientes (Heredia-Abarca 1994).

Os fungos anamórficos são encontrados na natureza na sua forma assexual, caracterizados por estruturas tais como conidióforos, células conidiogênicas e conídios. Estes últimos têm como função a dispersão e a perpetuação das espécies sendo de grande importância ecológica e taxonômica. Contudo, em alguns casos, os fungos anamórficos podem apresentar a fase sexual (teleomorfa), na maioria conectada a representantes do Filo Ascomycota e alguns do Filo Basidiomycota (Kirk et al. 2001).

A região semi-árida brasileira compreende uma área de 857.999,3 km2 (Sudene 1997), abrangendo o norte de Minas Gerais e quase todos os estados do Nordeste, excluindo-se o Maranhão. Nessa região o aspecto fitofisionômico predominante é a caatinga, ocorrendo outros tipos vegetacionais como matas úmidas, matas estacionais, cerrados, tabuleiros e campos rupestres. Estudos sobre fungos anamórficos decompositores do folhedo nos ecossistemas brasileiros são escassos, como salientado por Grandi (1991). Maia & Gibertoni (2002), em inventário da diversidade de fungos no semi-árido nordestino apresentaram um check list com 451 espécies distribuídas entre os Filos Ascomycota, Basidiomycota, Oomycota, Zygomycota (incluindo a ordem Glomales, atualmente Glomeromycota) e os fungos anamórficos, sendo estes representados por 198 espécies distribuídas em 82 gêneros. Gusmão, comunicação pessoal, em levantamento bibliográfico e de herbários na mesma região observou a ocorrência de 437 espécies de fungos anamórficos distribuídos em 188 gêneros. Esse número ainda pode ser considerado pequeno quando comparado ao número de espécies descritas, cerca de 80.000 (Kirk et al. 2001) e à estimativa de 1,5 milhão de espécies fúngicas em todo o mundo (Hawksworth 2001).

O presente trabalho teve como objetivo realizar um inventário de Hyphomycetes associados a folhas em decomposição de plantas que ocorrem no Semi-árido do Estado da Bahia, contribuindo para o aumento do conhecimento sobre a micodiversidade no Brasil.

 

Material e métodos

Dentro do Projeto IMSEAR (Instituto Milênio do Semi-árido), no período de abril a setembro/2002, foram realizadas coletas nos municípios de Caetité, Carinhanha, Gentio do Ouro, Maracás, Morro do Chapéu, Mundo Novo, Santo Inácio, Sento Sé e Xique-xique no Estado da Bahia. Folhas em decomposição de diferentes espécies vegetais foram coletadas e passaram pela técnica de lavagem sucessiva de substratos, descrita detalhadamente por Grandi & Gusmão (1998). Após a lavagem, os fragmentos foliares foram cortados em pedaços menores, colocados em câmaras-úmidas deixadas em temperatura ambiente (25 ºC) durante 45 dias. Nesse período, as estruturas foram retiradas com o auxílio de agulha fina em estereomicroscópio e colocadas diretamente entre lâmina e lamínula com meios de montagem PVL (álcool polivinílico + ácido lático + fenol) e PVL + azul de algodão. A identificação foi feita em microscópio óptico, por meio de mensurações das estruturas como: conídio, célula conidiogênica, conidióforo, setas, sétulas, etc. Após identificação, as lâminas foram depositadas no Herbário da Universidade Estadual de Feira de Santana (HUEFS). As espécies registradas pela primeira vez para o Estado da Bahia e para o Brasil foram descritas e ilustradas em detalhes. Para as demais foram apresentadas referências de descrição e ilustração e a distribuição geográfica.

 

Resultados e discussão

Foram identificados 23 táxons correspondentes a 19 gêneros de Hyphomycetes associados à decomposição de folhas coletadas na região semi-árida do Estado da Bahia. Drechslera victoriae (F. Meehan & H.C. Murphy) Subram. & B.L. Jain é referida ela primeira vez para a Bahia, enquanto Ochroconis crassihumicola (Matsush.) de Hoog & Arx, Pyricularia caffera Matsush. e Tretopileus sphaerophorus (Berk & Curt.) Hughes & Deighton são referidas pela primeira vez para o Brasil.

Ardhachandra cristaspora (Matsush.) Subram. & Sudha, Can. J. Bot. 56(7): 73. 1978.

Basiônimo: Rhinocladiella cristaspora Matsush., Microfungi of the Solomon Islands and Papua-New Guinea: 49. 1971.

Descrição e ilustração: Grandi & Gusmão (2002, como R. cristaspora).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Gentio do Ouro, 16/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Hymenaea martiana (Caesalpiniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56735).

Distribuição geográfica: Austrália (Matsushima 1989), Brasil (Bahia e São Paulo), Costa do Marfim, Tanzânia, Zâmbia (Onofri & Castagnola 1983), Cuba, Espanha, Índia, Japão, Papua-Nova Guiné, Peru, Taiwan (Grandi & Gusmão 2002).

Beltrania rhombica Penz., Nuovo G. Bot. Ital. 14: 72. 1882.

Descrição e ilustração: Gusmão & Grandi (1996).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Gentio do Ouro, 16/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Hymenaea martiana (Caesalpiniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56764).

Distribuição geográfica: cosmopolita (Gusmão & Grandi 1996).

Cladosporium cladosporioides (Fresen.) G.A. de Vries, Contribution to Knowledge of the Genus Cladosporium Link ex Fries: 57. 1952.

Basiônimo: Penicillium cladosporioides Fresen., Beitr. Mykol. 3: 22. 1850.

Descrição e ilustração: Grandi & Attili (1996).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Caetité, 16/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Asteraceae, Gusmão s.n. (HUEFS-56791); Maracás, 4/IX/2002, sobre folhas em decomposição de Croton sp. (Euphorbiaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56802).

Distribuição geográfica: cosmopolita (Ellis 1971).

Cladosporium oxysporum Berk. & M. A. Curtis, J. Linn. Soc. Bot. 10: 362. 1868.

Descrição e ilustração: Grandi & Gusmão (1996).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Caetité, 21/V/2002, sobre folhas em decomposição de Stachytarpheta aff. quadrangula (Verbenaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56788), 20/V/2002, sobre folhas em decomposição de Hyptis crinita (Lamiaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56789), 16/V/2002, sobre folhas em decomposição de Asteraceae, Gusmão s.n.

(HUEFS-56790); Gentio do Ouro, 16/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Hymenaea martiana (Caesalpiniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56787), 27/V/2002, sobre folhas em decomposição de Phryngilanthus sp. (Loranthaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56786), 10/VI/2002, sobre folhas em decomposição de Cordia trichotoma (Boraginaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56793), 10/VI/2002, sobre folhas em decomposição de Lafoensia sp. (Lythraceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56794); Maracás, 19/VIII/2002, sobre folhas em decomposição de Croton sp. (Euphorbiaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56801); Morro do Chapéu, 20/V/2002, sobre folhas em decomposição de Turbina corymbosa (Convolvulaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56799), 30/IV/2002, sobre folhas em decomposição de Annonaceae, Gusmão s.n. (HUEFS-56796); Mundo Novo, 8/IX/2002, sobre folhas em decomposição de Trigonia nivea (Trigoniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56800); Santo Inácio, 29/VIII/2002, sobre folhas em decomposição de Banisteriopsis sp. (Malpighiaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56792), 16/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Pteron sp. (Fabaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56797), 5/VIII/2002, sobre folhas em decomposição de Pavonia glazovianum (Malvaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56798), 2/V/2002, sobre folhas em decomposição de Senna alata (Caesalpiniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56804); Sento Sé, 23/IV/2002, sobre folhas em decomposição de Ipomoea incarnata (Convolvulaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56784), 23/IV/2002, sobre folhas em decomposição de Mansoa sp. (Bignoniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56785), 30/IV/2002, sobre folhas em decomposição de Tocoyena formosa (Rubiaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56795); Xique-xique, 23/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Aspidosperma pyrifolium (Apocynaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56803), 22/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Ruellia incompta (Acanthaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56805).

Distribuição geográfica: África do Sul, Brasil (Bahia e São Paulo), Canadá, Cuba, El Salvador, Equador, EUA, Índia, Japão (Gusmão, dados não publicados; Grandi 1998).

Drechslera victoriae (F. Meehan & H.C. Murphy) Subram. & B.L. Jain, Curr. Sci. 35: 355. 1966.

Fig. 1-3

 


 

Basiônimo: Helminthosporium victoriae F. Meehan & H.C. Murphy, Science 104: 413. 1946.

Teleomorfo: Cochliobolus victoriae R. R. Nelson, Phytopathology 50: 775. 1960.

Conidióforo macronematoso, mononematoso, flexuoso, septado, simples, liso, levemente nodoso, castanho-claro, 288-350×5,7-8,9 µm; célula conidiogênica politrética distribuída ao longo do conidióforo, integrada, com proliferação percurrente, cicatrizada, lisa; conídio solitário, 6-10 pseudoseptado, obclavado, reto ou curvo, simples, liso, hilo pouco protuberante, castanho-claro, 45,7-85,4×13,3-19 µm.

Material examinado: BRASIL. Bahia: Xique-xique, 18/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Aspidosperma pyrifolium (Apocynaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56740).

Distribuição geográfica: cosmopolita (Farr 2007).

O material examinado apresentou características e mensurações que concordaram com Ellis (1971). Essa espécie diferencia-se de Drechslera sorokiniana (Sacc.) Subram. & B.L. Jain por apresentar conídios mais claros e mais estreitos (Ellis 1971). No Brasil a espécie foi registrada como Bipolaris victoriae ocorrendo em sementes de Avena sativa L. (Mendes et al.1998).

Idriella lunata P.E. Nelson & S. Wilh., Mycologia 48(4): 550. 1956.

Descrição e ilustração: Ellis (1971).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Morro do Chapéu, 30/V/2002, sobre folhas em decomposição de Turbina corimbosa (Convolvulaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56751); Santo Inácio, 10/IX/2002, sobre folhas em decomposição de Pavonia glazovianum (Malvaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56749); Xique-xique, 17/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Ruellia incompta (Acanthaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56750).

Distribuição geográfica: provavelmente cosmopolita (Farr 2007).

Memnoniella echinata (Riv.) Galloway, Trans. Br. Mycol. Soc. 18: 165. 1933.

Basiônimo: Penicillium echinatum Rivolta, Dei Parassiti Vegetali: 451. 1873.

Descrições e ilustrações: Ellis (1971), Jong & Davis (1976), Mercado-Sierra et al. (1997).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Santo Inácio, 2/IX/2002, sobre folhas em decomposição de Senna alata (Caesalpiniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56743); Xique-xique, 7/VIII/2002, sobre folhas em decomposição de Ruellia incompta (Acanthaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56744).

Distribuição geográfica: cosmopolita (Ellis 1971).

Myrothecium leucotrichum (Peck) M.C. Tulloch, Mycol. Pap. 130: 12 1972.

Basiônimo: Excipula leucotricha Peck, Rep. N.Y. St. Mus. nat. Hist 29: 49. 1878.

Descrições e ilustrações: Tulloch (1972), Matsushima (1989).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Caetité, 16/V/2002, sobre folhas em decomposição de Asteraceae, Gusmão s.n. (HUEFS-56763); Santo Inácio, 22/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Senna alata (Caesalpiniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56761); Xique-xique, 17/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Ruellia incompta (Acanthaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56762).

Distribuição geográfica: Brasil (Bahia) (Gusmão, dados não publicados), Dinamarca, EUA, Malásia, Nigéria, Nova Zelândia, Serra-Leoa, Uganda (Tulloch 1972).

Neojohnstonia minima Gusmão & Grandi, Mycotaxon 80: 98. 2001.

Descrição e ilustração: Gusmão & Grandi (2001).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Mundo Novo, 29/VIII/2002, sobre folhas em decomposição de Zanthoxylum cf. nigrum (Rutaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56752).

Distribuição geográfica: Brasil (Bahia) (Gusmão & Grandi 2001).

Ochroconis crassihumicola (Matsush.) de Hoog & Arx, Kavaka 1: 57. 1973.

Fig. 4-8

Basiônimo: Scolecobasidium crassihumicola Matsush., Microfungi of the Solomon Islands and Papua-New Guinea: 50. 1971.

Conidióforo macronematoso, mononematoso, flexuoso, septado, ramificado, liso, castanho-claro; célula conidiogênica integrada, com proliferação simpodial, denticulada, com dentículos cilíndricos; conídio solitário, com um septo mediano, constrito no septo, elíptico, simples, seco, levemente verrucoso, castanho-claro, 7,0-12×4,2-6,0 µm.

Material examinado: BRASIL. Bahia: Mundo Novo, 13/VIII/2002, sobre folhas em decomposição de Zanthoxylum cf. nigrum (Rutaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56756).

Distribuição geográfica: Cuba (Matsushima 1987, como S. crassihumicola), Papua-Nova Guiné (Matsushima 1971, como S. crassihumicola).

A descrição do material concorda com o descrito na literatura (Matsushima 1987) apesar de Matsushima 1971 não considerar o conídio constricto no septo. O. crassihumicola foi proposto por de Hoog & Von Arx (1973) como nova combinação de Scolecobasidium crassihumicola Matsush. Segundo estes autores, as características distintivas entre os dois gêneros são: presença de célula conidiogênica ampuliforme e conídios em forma de Y ou T em Scolecobasidium e células conidiogênicas surgindo de um micélio com pequenas ramificações cilíndricas e conídios elipsóides a cilíndricos em Ochroconis. Este é o primeiro registro da espécie para o Brasil.

Ochroconis humicola (Barron & Busch) de Hoog & Arx, Kavaka 1: 57. 1973.

Basiônimo: Scolecobasidium humicola G.L. Barron & L.V. Busch, Can. J. Bot. 40: 83. 1962.

Descrição e ilustração: Gusmão, dados não publicados.

Material examinado: BRASIL. Bahia: Mundo Novo, 5/IX/2002, sobre folhas em decomposição de Trigonia nivea (Trigoniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56758).

Distribuição geográfica: Alemanha, Austrália, Quênia, Tailândia (Farr 2007), Brasil (Bahia e São Paulo) (Gusmão, dados não publicados; Grandi 1989, como S. humicola), Canadá, EUA, Ilhas Marshall, Índia, Paquistão, Paraguai (Grandi 1999, como S. humicola), Cuba, México (Heredia-Abarca & Reys-Estebanez 1999), Japão (Matsushima 1975, como S. humicola), Papua-Nova Guiné (Matsushima 1971, como S. humicola), Peru (Matsushima 1993), Taiwan (Matsushima 1980, como S. humicola). Provavelmente cosmopolita.

Paraceratocladium polysetosum Castañeda, Fungi Cubense II: 9. 1987.

Descrição e ilustração: Gusmão & Barbosa (2003).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Sento Sé, 5/V/2002, sobre folhas em decomposição de Tocoyena formosa (Rubiaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56745).

Distribuição geográfica: Brasil (Bahia) (Gusmão & Barbosa 2003), Cuba (Castañeda-Ruiz 1987).

Periconia byssoides Pers. ex Mérat, Nouv. Fl. Environs Paris, Ed 2, 1: 18. 1821.

Descrição e ilustração: Ellis (1971).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Sento Sé, 6/V/2002, sobre folhas em decomposição de Tocoyena formosa (Rubiaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56781).

Distribuição geográfica: cosmopolita (Ellis 1971).

Periconia cookei Manson & M. B. Ellis, Mycol. Pap. 56: 72. 1953.

Descrições e ilustrações: Ellis (1971).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Caetité, 20/V/2002, sobre folhas em decomposição de Hyptis crinita (Lamiaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56779), 16/V/2002, sobre folhas em decomposição de Asteraceae, Gusmão s.n. (HUEFS-56780); Gentio do Ouro, 27/VI/2002, sobre folhas em decomposição de Hymenaea martiana (Caesalpiniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56782); Morro do Chapéu, 2/V/2002, sobre folhas em decomposição de Turbina corymbosa (Convolvulaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56783).

Distribuição geográfica: Brasil (Bahia) (Gusmão, dados não publicados), Flórida (Fell & Hunter 1979), Hungria (Révay 1998), Inglaterra (Mason & Ellis 1953), Taiwan (Matsushima 1980). Provavelmente cosmopolita.

Pithomyces chartarum (Berk. & M. A. Curtis) Ellis, Mycol. Pap. 76: 13. 1960.

Basiônimo: Sporidesmium chartarum Berk. & M. A. Curtis, Grevillea 3(26): 50. 1874.

Descrição e ilustração: Grandi (1991).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Gentio do Ouro, 10/VI/2002, sobre folhas em decomposição de Cordia trichotoma (Boraginaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56769); Sento Sé, 30/IV/2002, sobre folhas em decomposição de Tocoyena formosa (Rubiaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56770), 2/V/2002, sobre folhas em decomposição de Dioclea grandiflora (Fabaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56771).

Distribuição geográfica: cosmopolita (Ellis 1971).

Pyricularia caffera Matsush., Matsushima Mycological Memoirs 9: 23. 1996.

Fig. 9-11

Conidióforo macronematoso, mononematoso, flexuoso, septado, não ramificado, liso, nodoso, castanho-oliváceo, 105-135×2,3-3 µm; célula conidiogênica poliblástica, intercalar, integrada, com proliferação simpodial, denticulada, com dentículos cilíndricos; conídio solitário, 1-septado, naviculado, constricto no septo, seco, verrucoso, com hilo protuberante, hialino, 7,5-15×3 µm.

Material examinado: BRASIL. Bahia: Caetité, 16/V/2002, sobre folhas em decomposição de Asteraceae, Gusmão s.n. (HUEFS-56748).

Distribuição geográfica: África do Sul (Matsushima 1996).

O material observado apresentou conídios menores quando comparado à descrição de Matsushima (1996), porém as demais características permitiram identificar como P. caffera. A espécie foi isolada de folhas mortas submersas de Aceris sp. na África do Sul (Matsushima 1996). Este é o primeiro registro da espécie para o Brasil.

Selenosporella curvispora MacGarvie, Sci. Proc. R. Dubl. Soc., Ser. B 2: 153. 1968.

Descrição e ilustração: Ellis (1971).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Carinhanha, 17/V/2002, sobre folhas em decomposição de Caesalpiniaceae, Gusmão s.n. (HUEFS-56755); Morro do Chapéu, 30/IV/2002, sobre folhas em decomposição de Annonaceae, Gusmão s.n. (HUEFS-56754).

Distribuição geográfica: Austrália, França, Índia, Inglaterra, Irlanda, Itália (Gusmão et al. 2001), Brasil (Bahia e São Paulo) (Gusmão, dados não publicados; Gusmão et al. 2001), Japão (Matsushima 1975), México (Heredia-Abarca et al. 1995), Peru (Matsushima 1993). Provavelmente cosmopolita.

Speiropsis scopiformis Kuthub. & Nawawi, Trans. Br. Mycol. Soc. 89: 584. 1987.

Descrição e ilustração: Barbosa & Gusmão (2005).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Gentio do Ouro, 16/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Hymenaea martiana (Caesalpiniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56776); Santo Inácio, 19/VIII/2002, sobre folhas em decomposição de Banisteriopsis sp. (Malpighiaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56777); Mundo Novo, 13/VIII/2002, sobre folhas em decomposição de Zanthoxylum cf. nigrum (Rutaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56775).

Distribuição geográfica: Brasil (Bahia e São Paulo) (Gusmão et al. 2001; Barbosa & Gusmão 2005), China (Farr 2007), Cuba, Malásia, Nova Caledônia (Gusmão et al. 2001), México (Heredia-Abarca et al. 2000).

Stachybotrys chartarum (Ehrenb.) Hughes, Can. J. Bot. 36: 812. 1958.

Basiônimo: Stilbospora chartarum Ehrenb., Sylv. Mycol. Berol. 9: 21. 1818.

Descrições e ilustrações: Matsushima (1975), Jong & Davis (1976), Mercado-Sierra et al. (1997).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Caetité, 16/V/2002, sobre folhas em decomposição de Asteraceae, Gusmão s.n. (HUEFS-56746).

Distribuição geográfica: Arábia Saudita, Austrália, Canadá, Cuba, EUA, Hawaii, Índia, Inglaterra, Japão, Taiwan (Whitton et al. 2001), Brasil (Bahia) (Gusmão, dados não publicados).

Stachybotrys nephrospora Hansf., Proc. Linn Soc. London 155: 45. 1943.

Descrições e ilustrações: Jong & Davis (1976), Mercado-Sierra et al. (1997).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Gentio do Ouro, 10/VI/2002, sobre folhas em decomposição de Cordia trichotoma (Boraginaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56747).

Distribuição geográfica: Brasil (Bahia) (Gusmão, dados não publicados), Canadá, Cuba, Nigéria, Paquistão (Mercado-Sierra et al. 1997), EUA, Tailândia (Farr 2007), Índia, Jamaica, Serra-Leoa (Ellis 1971), Japão, Uganda (Jong & Davis 1976), Papua-Nova Guiné (Matsushima 1971).

Tretopileus sphaerophorus (Berk. & M.A. Curtis) Hughes & Deighton, Mycol. Pap. 78: 2. 1960.

Fig. 12-13

Basiônimo: Monotospora sphaerophora Berk. & M. A. Curtis, J. Linn. Soc., Bot. 10: 360. 1868.

Conidioma em sinema, cilíndrico, castanho-claro a escuro, 356-581×25,9-74,7 µm; hifa do estipe castanho-clara a escura, 2,0-3,0 µm larg.; bulbilhos multicelulares, mais ou menos esféricos, bordas irregulares, castanho-escuros, 53-98,5 µm diâm.

Material examinado: BRASIL. Bahia: Sento Sé, 6/V/2002, sobre folhas em decomposição de Tocoyena formosa (Rubiaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56772).

Distribuição geográfica: Bahamas, Cuba, Indonésia, Paraguai (Seifert 1990), EUA, Java, México, Serra-Leoa (Heredia-Abarca et al. 2000), Malásia, Tailândia, Taiwan (Matsushima 1995).

A morfologia peculiar da espécie permite sua fácil identificação. A função dos bulbilhos ainda permanece desconhecida (Heredia-Abarca et al. 2000). Segundo Matsushima (1995) esta espécie é considerada como fase anamorfa de basidiomiceto devido à presença de fíbulas nas hifas do estipe, característica não evidenciada no material examinado. Seifert (1990) foi o primeiro a registrar a ocorrência da espécie no Oriente. Este é o primeiro registro da espécie para o Brasil.

Volutella minima Höhn., Sber. Akad. Wiss. Wien, Math. Naturw. Kl., Abt. 1 118: 1543. 1909.

Descrição e ilustração: Gusmão & Grandi (1997).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Xique-xique, 7/VIII/2002, sobre folhas em decomposição de Ruellia incompta (Acanthaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56734).

Distribuição geográfica: Colômbia, EUA, Java, Nova Zelândia, Panamá, Brasil, Índia, Inglaterra, Peru (Gusmão & Grandi 1997).

Wiesneriomyces laurinus (Tassi) P.M. Kirk, Trans. Br. Mycol. Soc. 82(4): 748. 1984.

Basiônimo: Volutellaria laurina Tassi [stat. anam.], Atti della Reale Accademia dei Fisiocritici di Siena, Serie 4 8: 551. 1897.

Descrição e ilustração: Gusmão & Grandi (1997).

Material examinado: BRASIL. Bahia: Gentio do Ouro, 16/VII/2002, sobre folhas em decomposição de Hymenaea martiana (Caesalpiniaceae), Gusmão s.n. (HUEFS-56759).

Distribuição geográfica: cosmopolita (Gusmão & Grandi 1997).

 

Agradecimentos

Os autores agradecem o suporte financeiro propiciado pelo projeto IMSEAR (Instituto do Milênio do Semi-Árido) e ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) pelas Bolsas concedidas (Processos 381296/2004-0 e 382416/2004-0).

 

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Recebido em 3/04/2006. Aceito em 16/04/2007

 

 

1 Autor para correspondência: lgusmao@uefs.br

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