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Acta Botanica Brasilica

versão impressa ISSN 0102-3306versão On-line ISSN 1677-941X

Acta Bot. Bras. v.22 n.3 São Paulo jul./set. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062008000300020 

Eunotia Ehrenberg (Bacillariophyceae) do rio Guaraguaçu, litoral do Paraná, Brasil

 

Eunotia Ehrenberg (Bacillariophyceae) of Guaraguaçu river, littoral of Paraná State, Brazil

 

 

Priscila Izabel Tremarin1; Thelma Alvim Veiga Ludwig; Hermes Moreira Filho

Universidade Federal do Paraná, Departamento de Botânica, Setor de Ciências Biológicas, Centro Politécnico, C. Postal 19031, 81531-990 Jardim das Américas, Curitiba, PR, Brasil

 

 


RESUMO

O trabalho apresenta o levantamento florístico da família Eunotiaceae do rio Guaraguaçu, um dos principais rios da bacia hidrográfica litorânea paranaense, região sul do Brasil. Amostras foram coletadas em abril e outubro de 2003 no plâncton e perifíton em seis estações ao longo do leito do rio. Identificaram-se 40 espécies, sendo 16 novos registros para o estado do Paraná: Eunotia anamargaritae, E. auriculata,E. batavica, E. convexa var. convexa f. impressa,E. dacostae, E. denticulata, E. fallax var. groenlandica, E. herzogii, E. meridiana, E. muscicola var. tridentula, E. nymanniana, E. pseudoindica, E. trinacria, Eunotia sp. 2, Eunotia sp. 3 e Eunotia sp. 4.

Palavras-chave: diatomáceas, taxonomia, bacia litorânea, plâncton, perifíton


ABSTRACT

The survey is a inventory floristic of Eunotiaceae family from Guaraguaçu river, one of the important lotic ecosystems of Litoranea watershed, State of Paraná, South Brazil. Samples were collected on April and October of 2003 from plankton and periphyton at six localities along the river. Forty species were identified and 16 taxa were registered for first time to State of Paraná: Eunotia anamargaritae,E. auriculata, E. batavica, E. convexa var. convexa f. impressa, E. dacostae,E. denticulata,E. fallax var. groenlandica, E. herzogii,E. meridiana, E. muscicola var. tridentula,E. nymanniana, E. pseudoindica, E. trinacria, Eunotia sp. 2, Eunotia sp. 3 and Eunotia sp. 4.

Key words: diatoms, taxonomy, littoral basin, plankton, periphyton


 

 

Introdução

Na América do Sul, trabalhos relevantes sobre a família Eunotiaceae foram desenvolvidos por Reichardt (1995) na Guiana Francesa e, De Oliveira & Steinitz-Kannan (1992) e Sala et al. (2002) na Amazônia equatoriana e colombiana, respectivamente. Além destes, Metzeltin & Lange-Bertalot (1998), em estudo sobre a flora diatomológica de regiões tropicais sul-americanas, registraram elevada riqueza de espécies do gênero Eunotia Ehrenberg, incluindo novidades taxonômicas para a ciência. Entre os estudos florísticos brasileiros, destacam-se os realizados por Patrick (1940a; b) no nordeste do Brasil e que descreveu cinco novas espécies para a família Eunotiaceae com base em amostras dos Estados do Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Distrito Federal. Registros importantes foram realizados por Hustedt (1965), Souza-Mozimann et al. (1997) e Ferrari et al. (2007) para a região amazônica, sendo que estes últimos determinaram 23 espécies de Eunotia, baseando-se em amostras provenientes de igarapés com pH ácido da Amazônia.

No Paraná trabalhos relevantes foram desenvolvidos por Ludwig & Valente-Moreira (1989) que identificaram 24 espécies de Eunotia em amostras provenientes do lago do parque regional do Iguaçu, sendo cinco novos registros para o Estado, e Fürstenberger & Valente-Moreira (2000), com duas novas citações, dentre as 11 espécies de Eunotia determinadas em amostras da lagoa Tarumã, localizada no município Ponta Grossa. Uma nova espécie de Eunotia,E. itapuana, foi descrita por Torgan & Becker (1997; 1998) ocorrendo em ambiente subaéreo na região costeira do Rio Grande do Sul. Ainda para o mesmo Estado, Torgan & Delani (1988) registraram 35 táxons específicos e infra-específicos de Eunotia para um ecossistema pantanoso. Bicudo et al. (1999), em estudo da diatomoflórula da Reserva Biológica do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga em São Paulo, identificaram 16 espécies pertencentes à ordem Eunotiales, sendo nove citações pioneiras para o Estado. O gênero Eunotia também foi bem representado no estudo sobre Thalassiosiraceae e Eunotiaceae em bancos de macrófitas aquáticas da lagoa Bonita, Distrito Federal (Souza & Moreira Filho 1999), sendo que este levantamento resultou na proposição de uma nova espécie do gênero (Souza & Compère 1999).

Trabalho taxonômico envolvendo a flora de diatomáceas em rios no litoral do Paraná foi desenvolvido por Landucci & Ludwig (2005), divulgando as Coscinodiscophyceae e Fragilariophyceae, mas estudos sobre Eunotiaceae são inexistentes na bacia hidrográfica Litorânea.

O presente estudo teve por objetivos dar continuidade ao inventário da diatomoflórula de ambientes lóticos do Estado do Paraná, contribuindo com a taxonomia e o registro geográfico das diatomáceas pertencentes à família Eunotiaceae do rio Guaraguaçu.

 

Material e métodos

O rio Guaraguaçu é um sistema litorâneo importante pela dimensão e volume d'água, apresentando influência do regime de marés uma vez que parte de seu leito situase em região de planície costeira. Está localizado na bacia hidrográfica Litorânea paranaense, abrangendo os municípios de Pontal do Paraná, Paranaguá e Matinhos. Coletas foram realizadas nos meses de abril e outubro/2003 em seis estações de coleta (25º43'S48º33'W; 25º40'S-48º30'W; 25º39'S-48º30'W; 25º37'S48º30'W; 25º36'S-48º29'W, 25º35'S-48º29'W) durante período de maré alta e baixa, registrando-se os valores de salinidade durante a amostragem (Fig. 1). Vinte e nove amostras foram analisadas. As amostras de plâncton foram coletadas através de rede com abertura de malha de 25 μm e as de perifíton pela raspagem de partes de macrófitas aquáticas submersas. Lâminas para estudo foram confeccionadas com material oxidado através da técnica de Simonsen (1974), modificada por Moreira-Filho & Valente-Moreira (1981). As amostras foram registradas no Herbário da Universidade Federal do Paraná (UPCB). Ilustrações foram obtidas em fotomicroscópio Olympus BX40 com filme Imagelink (Kodak). O registro de ocorrência das espécies para o Estado foi baseado em trabalhos já publicados. As identificações basearam-se, principalmente, em Hustedt (1930), Krammer & Lange-Bertalot (1991) e Metzeltin & Lange-Bertalot (1998). O sistema de classificação baseou-se em Round et al. (1990) e a terminologia para descrição das espécies em Barber & Haworth (1981). Descrições e comentários taxonômicos relevantes foram providenciados para as 16 espécies pioneiras para o Estado paranaense.

 

 

Resultados e discussão

O levantamento florístico das Eunotiaceae do rio Guaraguaçu permitiu a identificação de 44 táxons, sendo 41 espécies, cinco variedades e uma forma taxonômica.

O rio Guaraguaçu sofre influência do regime de marés. As estações de coleta mais próximas da foz do rio, durante a maré alta, apresentaram valores de salinidade 10 e 13, considerados salobros de acordo com o sistema de Veneza (Smayda 1983), mas durante a maré baixa os valores estimados foram zero.

Chave de identificação para as espécies de Eunotia do rio Guaraguaçu
1. Presença de ondulações na margem dorsal da valva
  2. Valvas com mais de oito ondulações.................................... 33. E. serra
  2. Valvas com menos de cinco ondulações
    3. Extremidades destacadas do corpo valvar
      4. Valvas com número par de ondulações dorsais
        5. Margem ventral reta a sutilmente côncava
          6. Extremidades truncadas..................... 26. E. praerupta var. bidens
          6. Extremidades capitadas a subcapitadas
            7. Comprimento superior a 39,2 μm........ 5. E. convexa var. convexa f. impressa
            7. Comprimento inferior a 27,7 μm
              8. Valvas com 16-17 estrias em 10 μm................ 14. E. herzogii
              8. Valvas com 12-14 estrias em 10 μm................ 32. E. schneideri
        5. Margem ventral fortemente côncava
          9. Extremidades fletidas dorsalmente 41........... Eunotia sp.2
          9. Extremidades não fletidas dorsalmente
            10. Ondulações achatadas.................. 1. E. anamargaritae
            10. Ondulações arredondadas..................... 39. E. zygodon
      4. Valvas com número ímpar de ondulações dorsais
        11. Valvas com mais de 5,5 μm de largura
          12. Extremidades largamente arredondadas....................... 31. E. rabenhorstii
          12. Extremidades de outras formas
            13. Presença de estrias mais encurtadas na margem dorsal da valva, intercaladas com as demais
              14. Ondulação mediana mais proeminente, longitudinalmente mais alongada que as demais...... 2. E. auriculata
              14. Ondulação mediana mais proeminente ou não, longitudinalmente similar as demais................. 36. E. trigibba
            13. Ausência de estrias mais encurtadas na margem dorsal da valva.................... 28. E. pyramidata var. pyramidata
        11. Valvas com menos de 4 μm de largura
          15. Margem ventral côncava; extremidades capitadas..........23. E. muscicola var. tridentula
          15. Margem ventral reta a levemente côncava; extremidades subcapitadas.......................................................37. E. trinacria
    3. Extremidades não destacadas do corpo valvar...... 29. E. pyramidata var. monodon
1. Ausência de ondulações na margem dorsal da valva
  16. Extremidades mais largas que a largura mediana da valva
    17. Margem dorsal e ventral reta
      18. Extremidades largamente capitadas........................... 12. E. flexuosa
      18. Extremidades cuneadas......................................... 35. E. transfuga
    17. Margem dorsal convexa e ventral côncava
      19. Presença de intumescimento mediano na margem ventral da valva ............................................................................13. E. formica
      19. Ausência de intumescimento mediano na margem ventral da valva ........................................................................... 3. E. batavica
  16. Extremidades mais estreitas que a largura mediana da valva
    20. Extremidades destacadas do corpo valvar
      21. Valvas com extremidades fletidas dorsalmente
        22. Extremidades subcapitadas.......... 11. E. fallax var. groenlandica
        22. Extremidades capitadas
          23. Mais de 16 estrias em 10 μm.................. 24. E. nymanniana
          23. Menos de 12 estrias em 10 μm
            24. Extremidades fortemente fletidas; nódulos terminais da rafe bem próximos às extremidades da valva............ 7. E. denticulata
            24. Extremidades levemente fletidas; nódulos terminais da rafe não tão próximos das extremidades da valva.......... 10. E. fallax var. fallax
      21. Valvas sem extremidades fletidas dorsalmente
        25. Aréolas conspícuas
          26. Largura superior a 12,3 μm................. 25. E. praerupta var. praerupta
          26. Largura inferior a 10,6 μm
            27. Valvas com mais de 14 estrias em 10 μm
              28. Extremidades cuneado-arredondadas.............. 16. E. indica
              28. Extremidades cuneadas............ 27. E. pseudoindica
          27. Valvas com menos de 12 estrias em 10 μm
            29. Extremidades subcapitadas.................. 22. E. monodon
            29. Extremidades subcapitado-cuneadas........... 19. E. maior
      25. Aréolas inconspícuas
        30. Extremidades pouco destacadas do corpo valvar
          31. Nódulos terminais da rafe grosseiros; extremidades largamente arredondadas......................................... 40. Eunotia sp. 1
          31. Nódulos terminais da rafe mais delicados; extremidades subcapitadas a atenuado-arredondadas......... 34. E. sudetica
        30. Extremidades bem destacadas do corpo valvar
          32. Valvas com mais de 42,4 μm compr.
            33. Margem dorsal levemente convexa; 11-14 estrias em 10 μm .................................................43. Eunotia sp. 4
            33. Margem dorsal mais fortemente convexa; 15-18 estrias em 10 μm..................................................38. E. veneris
          32. Valvas com menos de 21,3 μm compr.
            34. Extremidades rostrado-arredondadas, sutilmente fletidas para a margem ventral; 12-14 estrias em 10 μm......... 21. E. minor
            34. Extremidades subcapitadas, não fletidas para a margem ventral; 20 estrias em 10 μm......................8. E. exigua
  20. Extremidades não destacadas do corpo valvar
    35. Margem ventral intumescida próxima às extremidades da valva
      36. Nódulos terminais projetados até aproximadamente metade da largura da extremidade valvar; extremidades atenuado-arredondadas......... 42. Eunotia sp. 3
      36. Nódulos terminais restritos às margens da valva; extremidades arredondadas a atenuado-arredondadas.................. 20. E. meridiana
    35. Margem ventral não intumescida próxima às extremidades da valva
      37. Extremidades arredondadas
        38. Valvas assimétricas................................................. 9. E. faba
        38. Valvas simétricas
          39. Comprimento superior a 66,3 μm
            40. Presença de uma área hialina próxima aos nódulos terminais que interrompe as estrias nas extremidades da valva................................................. 6. E. dacostae
            40. Ausência desta característica.......30. E. rabenhorstiana
          39. Comprimento inferior a 20,5 μm
            41. Largura valvar superior a 6,9 μm; 10-14 em estrias 10 μm....................................... 18. E. luna var. globosa
            41. Valvas com largura inferior a 4 μm; 12-16 estrias em 10 μm ................................................17. E. intermedia
      37. Extremidades atenuado-arredondadas
        42. Nódulos terminais distantes das extremidades........... 15. E. incisa
        42. Nódulos terminais próximos das extremidades.......... 4. E. bilunaris

1. Eunotia anamargaritae Metzeltin & Lange-Bertalot, Iconogr. Diatomol. 5: 51, pl. 37, fig. 9. 1998.

Eunotia zygodon var. elongata Hustedt in A. Schmidt, Atl. Diatom. pl. 287, fig. 14. 1913. Fig. 2

Valvas com margem dorsal convexa e duas ondulações pouco acentuadas, achatadas; margem ventral côncava; extremidades subcapitado-arredondadas, fletidas ventralmente, destacadas do corpo valvar, mais largas do que a largura mediana da valva; estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades; aréolas delicadas. Compr. 121,7-199,9 μm; larg. 15-19 μm; 8-12 estrias em 10 μm; 20-24 aréolas em 10 μm.

E. anamargaritae difere de E. zygodon não apenas em relação ao comprimento valvar, mas também no con-junto das demais características da valva, tal como a presença de ondulações achatadas na primeira espécie e arredondadas na segunda (Metzeltin & Lange-Bertalot 1998).

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47493, 47495, 47497, 47499); perifíton (UPCB47494, 47496, 47498, 47502, 47506); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); perifíton (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47524, 47525).

2. Eunotia auriculata Grunow in Van Heurck, Syn. Diat.

Belg. pl. 35, fig. 15. 1881. Fig. 3

Valvas com margem dorsal convexa apresentando três ondulações, ondulação mediana mais larga e proeminente que as demais; margem ventral côncava; extremidades truncadas, destacadas do corpo valvar, mais estreitas que a largura mediana da valva; estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades, estrias encurtadas intercaladas com as demais, presentes na margem dorsal; aréolas inconspícuas. Compr. 45,8 μm; larg. 13,4 μm; 10 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Matinhos, rio Guaraguaçu, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47510).

3. Eunotia batavica Berg, Bot. Nat. p. 462, pl. 5, fig. 186. 1939.

Fig. 4-5

Valvas com margem dorsal levemente convexa; margem ventral com concavidade um pouco mais pronunciada; extremidades cuneado-arredondadas, não destacadas do corpo valvar; linha hialina longitudinal estreita no lado ventral da valva; estrias paralelas a radiadas nas extremidades; aréolas delicadas. Compr. 49,8-100,3 μm; larg. 7,9-10,3 μm; 12-16 estrias em 10 μm; 12 aréolas em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47494); Pontal do Paraná, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47511).

4. Eunotia bilunaris (Ehrenberg) Mills, Index Gen. Spec. Diat. Syn. (2): 675. 1934.

Synedra bilunaris Ehrenberg, Abh. Akad. Wiss. Berl. p. 87. 1831 (1832). Fig. 6-9

Compr. 9,5-86,9 μm; larg. 2,4-4 μm; 16-22 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Cascavel (Tavares & Valente-Moreira 2000), Curitiba (Ludwig & Valente-Moreira 1989; Ludwig et al. 2005), Mangueirinha e Palmas (Ludwig & Flôres 1995), Ponta Grossa (Fürstenberger & Valente-Moreira 2000). Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47493, 47495, 47497, 47499); perifíton (UPCB47494, 47496, 47500, 47502, 47503, 47506); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); perifíton (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47514, 47523, 47524, 47516, 47519, 47525, 47521); perifíton (UPCB47513, 47515, 47517, 47518, 47520).

5. Eunotia convexa var. convexa f. impressa Hustedt, Ber.

Deustch. Bot. Ges. (65): 133-144, pl. 141, fig. 7. 1952. Fig. 10

Valvas com margem dorsal convexa apresentando quatro ondulações, depressão mediana um pouco mais pronunciada que as demais; margem ventral reta; extremidades capitadas, destacadas do corpo valvar, mais estreitas que a largura mediana da valva; estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades; aréolas inconspícuas. Compr. 39,2-47,4 μm; larg. 4-5,5 μm; 14-16 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47493, 47495, 47497, 47499); perifíton (UPCB47494, 47496); 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47516, 47523, 47525); perifíton (UPCB47513).

6. Eunotia dacostae Lange-Bertalot & Metzeltin, Iconogr. Diatomol. 5: 56, pl. 50, fig. 5-6. 1998.

Fig. 11-12

Valvas com margem dorsal levemente convexa; margem ventral côncava; extremidades arredondadas, não destacadas do corpo valvar; estrias paralelas a radiadas nas extremidades, interrompidas nas extremidades por uma área hialina projetada dos nódulos terminais; aréolas inconspícuas. Compr. 66,3-143,5 μm; larg. 6,3-7,8 μm; 14-20 estrias em 10 μm.

E. dacostae apresenta certa similaridade com E. parallela Ehrenberg, contudo a primeira apresenta menor curvatura valvar e uma área hialina próxima aos nódulos terminais que parte em direção à superfície valvar interrompendo as estrias nesta região.

Apesar da variação métrica da população estudada no rio Guaraguaçu apresentar-se um pouco inferior à registrada na obra original (compr. 100-120 μm, larg. 7,5-8 μm e 13-14 estrias em 10 μm), os exemplares apresentaram as características diagnósticas da espécie.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47496); Matinhos, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47510); Pontal do Paraná, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47513).

7. Eunotia denticulata (Brébisson) Rabenhorst, Fl. Eur.

Alg. 1(1): 73. 1864. Himantidium denticulatum Brébisson in Kützing, Sp. Alg. p. 10, 1849. Fig. 13

Valvas com margem dorsal levemente convexa; margem ventral côncava; extremidades capitadas, fletidas dorsalmente, destacadas do corpo valvar, mais estreitas que a largura mediana da valva; estrias paralelas a sutilmente radiadas nas extremidades; aréolas inconspícuas. Compr. 57,7 μm; larg. 4,7 μm; 12 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47502).

8. Eunotia exigua (Brébisson ex Kützing) Rabenhorst, Eur. Alg. sect. 1, p. 73. 1864. Himantidium exiguum Brébisson ex Kützing, Sp. Alg., p. 8. 1849. Fig. 14-15

Compr. 10,3-16,6 μm; larg. 3,2-4 μm; 20 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Moreira Filho et al. 1973; Contin 1990; Ludwig et al. 2005), Mangueirinha, Palmas e Pinhão (Ludwig & Flôres 1995), São José dos Pinhais (Momoli 1967).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47494, 47498); 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47516, 47523, 47526); perifíton (UPCB47513, 47515).

9. Eunotia faba (Ehrenberg) Grunow in Van Heurck, Syn. Diat. Belg. pl. 34, fig. 34. 1881. Himantidium faba Ehrenberg, Abh. Akad. Wiss. Berl. pl.1/2, fig. 3. 1854. Fig. 16

Compr. 25,6 μm; larg. 7,5 μm; 12 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Ludwig et al. 2005), Pinhão (Ludwig & Flôres 1995), Ponta Grossa (Fürstenberger & Valente-Moreira 2000).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512).

10. Eunotia fallax A. Cleve var. fallax, Sven. Vet. Akad.

Handl. 21(3): 33, pl. 1, fig. 35. 1895. Fig. 17-18

Compr. 31,9-52,5 μm; larg.: 3,8-4,4 μm; 11-12 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Contin 1990).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47514).

11. Eunotia fallax var. groenlandica (Grunow) Lange-Bertalot & Nörpel in Pascher, Süssw. Fl. Mitteur. 2: 207, pl. 150, fig. 10-15. 1991.

Eunotia paludosa Grunow var. groenlandica Grunow in Van Heurck, Syn. Diat. Belg. 1881.

Fig. 19-21

Valvas com margem dorsal convexa; margem ventral reta a sutilmente côncava; extremidades subcapitadas, sutilmente fletidas dorsalmente, pouco destacadas do corpo valvar, mais estreitas que a largura mediana da valva; estrias paralelas; aréolas inconspícuas. Compr. 15,9-46,4 μm; larg. 3,2-4 μm; 14-16 estrias em 10 μm.

Krammer & Lange-Bertalot (1991) sinonimizaram a var. gracillima Krasske com a var. groenlandica. Jensen (1985) comenta que E. fallax var. gracillima difere da variedade típica da espécie por apresentar extremidades não capitadas, valvas mais estreitas e extremidades geralmente pouco fletidas dorsalmente. Alguns exemplares de E. glacialis Meister, contidos em Krammer & Lange-Bertalot (1991), lembram E. fallax var. groenlandica. Todavia, E. glacialis distingue-se por ter valvas sempre arqueadas, com margens recurvadas próximas às extremidades, além de poder apresentar extremidades capitadas (Patrick & Reimer 1966).

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47501); perifíton (UPCB47502); Matinhos, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPC47512, 47514, 47516, 47523, 47524, 47525, 47521); perifíton (UPCB47513, 47517, 47520).

12. Eunotia flexuosa Brébisson ex Kützing, Sp. Alg. p. 6. 1949. Fig. 22

Compr. 124-186 μm; larg. 5,5-6 μm; 14-18 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Caiobá (Valente-Moreira & Moreira Filho 1982; Moreira Filho & Valente-Moreira 1984), Cascavel (Tavares & Valente-Moreira 2000), Curitiba (Moreira Filho & Momoli 1966; Moreira Filho et al. 1973; Ludwig & Valente-Moreira 1989; Contin 1990; Lozovei & Shirata 1990), Londrina (Bittencourt-Oliveira 2002), Palmeira (Valente-Moreira 1975), Ponta Grossa (Moro et al. 1994; Fürstenberger & Valente-Moreira 2000; Bittencourt-Oliveira 2002), São José dos Pinhais (Momoli 1967), Sapopema, Sertanópolis e Telêmaco Borba (Bittencourt-Oliveira 2002).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47495, 47497, 47499); perifíton (UPCB47496, 47500); 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512).

13. Eunotia formica Ehrenberg, Phys. Abh. Akad. Wiss. Berl. 1: 414. 1841 (1843).

Fig. 23

Compr. 169,2-188 μm; larg. 9,4-11,9 μm; 8-10 estrias em 10 μm; 22-26 aréolas em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Contin 1990; Lozovei & Shirata 1990).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47493, 47495, 47497, 47499); perifíton (UPCB47494, 47496, 47500, 47506); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); perifíton (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47514, 47516, 47525); perifíton (UPCB47517, 47518).

14. Eunotia herzogii Krasske, Sven. Bot. Tidskr. 42(4):426, pl. 1, fig. 20. 1948.

Fig. 24

Valvas com margem dorsal convexa apresentando quatro ondulações, depressão mediana mais pronunciada que as demais; margem ventral sutilmente côncava; extremidades subcapitadas, levemente fletidas para o lado ventral da valva, destacadas do corpo valvar, mais estreitas que a largura mediana da valva; estrias paralelas na região mediana a radiadas em direção às extremidades; aréolas inconspícuas. Compr. 24,5-27,7 μm; larg. 3,2-4,7 μm; 16-17 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47496); 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47516).

15. Eunotia incisa Gregory, Quart. Jour. Micr. Sci. 2:96, pl. 4, fig. 4. 1854.

Fig. 25

Compr. 26,9-30,8 μm; larg. 3,2-4 μm; 12-16 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Ponta Grossa (Fürstenberger & Valente-Moreira 2000).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47496); fitoplâncton (UPCB47497); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47523).

16. Eunotia indica Grunow in Rabenhorst, Beitr. Nahr. Kenntn. Verbr. Alg. 2: 5, pl. 1, fig. 7. 1865.

Fig. 26

Compr. 68,8-76,1 μm; larg. 8,9-9,5 μm; 16-20 estrias em 10 μm; 22-24 aréolas em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Londrina (Bittencourt-Oliveira 2002), Palmeira (Valente-Moreira 1975), Paranaguá (Moreira Filho & Valente-Moreira 1979; Moreira Filho & Valente-Moreira 1984) e Telêmaco Borba (Bittencourt-Oliveira 2002).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB4749); 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47513).

17. Eunotia intermedia (Krasske ex Hustedt) Nörpel & Lange-Bertalot in Pascher, Süss.-Fl. Mitteleur. 2(3): 215, pl. 143, fig. 10-15. 1991.

Eunotia pectinalis (Dillwyn & Kützing) Rabenhorst var. minor (Kützing) Rabenhorst f. intermedia Krasske ex Hustedt, Akad. Verl. 7(2): 298, fig. 763. 1932.

Fig. 27-28

Compr. 9,5-16,6 μm; larg. 2,4-4 μm; 12-16 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Cascavel (Tavares & Valente-Moreira 2000), Mangueirinha, Palmas e Pinhão (Ludwig & Flôres 1995).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47494, 47496, 47498, 47500, 47503, 47506); fitoplâncton (UPCB47497); Matinhos, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47514, 47516, 47519, 47521, 47523, 47524, 47525, 47526); perifíton (UPCB47513, 47515, 47517, 47518, 47520).

18. Eunotia luna var. globosa Hustedt in A. Schmidt, Atl. Diatom. pl. 286, fig. 34. 1913.

Fig. 29-30

Compr. 20,5 μm; larg.: 6,9-7,9 μm; 10-14 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Ludwig & Valente-Moreira 1989).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Matinhos, rio Guaraguaçu, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47511).

19. Eunotia maior (Wm. Smith) Rabenhorst, Eur. Alg., sect. 1, p. 72. 1864.

Himantidium majus Wm. Smith, British. Diat. 2: 14, pl. 33, fig. 286. 1856.

Fig. 31-32

Compr. 41,3-68,2 μm; larg. 8,2-10,6 μm; 8-11 estrias em 10 μm; 18-20 aréolas em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Caiobá (Valente-Moreira & Moreira Filho 1982), Curitiba (Ludwig & Valente-Moreira 1989), Ponta Grossa (Moro et al. 1994).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); perifíton (UPCB47510).

20. Eunotia meridiana Metzeltin & Lange-Bertalot, Iconogr. Diatomol. 5: 67, pl. 59, fig. 7-10. 1998.

Fig. 33-35

Valvas com margem dorsal convexa; margem ventral reta a côncava apresentando pequena convexidade próxima às extremidades; extremidades arredondadas a atenuado-arredondadas, não destacadas do corpo valvar; estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades; aréolas delicadas, geralmente inconspícuas. Compr. 15-33,2 μm; larg. 4,7-8,7 μm; 12-14 estrias em 10 μm; 20-24 aréolas em 10 μm.

Os indivíduos analisados assemelham-se a Eunotia pirla Carter & Flower, mas esta última apresenta maior concavidade na margem ventral, extremidades mais destacadas do corpo valvar, número levemente mais elevado de estrias (cerca de 17 em 10 μm) e maior densidade de estrias nas extremidades da valva (Carter & Flower 1988).

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47502, 47503); Matinhos, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47514, 47516, 47519, 47523, 47524, 47525, 47521); perifíton (UPCB47513, 47520).

21. Eunotia minor (Kützing) Grunow in Van Heurck, Syn. Diat. Belg. pl. 33, fig. 20-21. 1881.

Himantidium minus Kützing, Bacill. p. 39, pl. 16, fig. 10. 1844.

Fig. 36

Compr. 18,1-21,3 μm, larg. 3,9-5 μm, 12-14 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Moreira-Filho et al. 1973; Ludwig & Valente-Moreira 1989; Contin 1990, Ludwig et al. 2005), Mangueirinha, Palmas e Pinhão (Ludwig & Flôres 1995), Ponta Grossa (Moreira Filho et al. 1976; Moro et al. 1994).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47516); perifíton (UPCB47518).

22. Eunotia monodon Ehrenberg, Abh. Akad. Wiss. Berl. p. 414, pl. 2, fig. 7. 1841 (1843).

Fig. 37

Compr. 35,4-78,6 μm; larg. 7,5-9,6 μm; 8-12 estrias em 10 μm; 16-24 aréolas em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Caiobá (Valente-Moreira & Moreira Filho 1982), Curitiba (Moreira Filho & Momoli 1966; Moreira Filho et al. 1973; Lozovei & Luz 1976; Contin 1990; Ludwig & Valente-Moreira 1989; Lozovei & Shirata 1990), Guaratuba (Moreira Filho 1961; Moreira Filho & Valente-Moreira 1984), Ipiranga e Londrina (Bittencourt-Oliveira 2002), Mangueirinha (Ludwig & Flôres 1995), Palmeira (Valente-Moreira 1975), Paranaguá (Valente-Moreira et al. 1986), Pinhão (Ludwig & Flôres 1995), Ponta Grossa (Fürstenberger & Valente-Moreira 2000), Sapopema (Bittencourt-Oliveira 2002), São José dos Pinhais (Momoli 1967), Sertanópolis e Telêmaco Borba (Bittencourt-Oliveira 2002).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47493, 47497, 47499); perifíton (UPCB47494, 47496, 47498, 47500); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB 47509); perifíton (UPCB 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47514, 47523, 47524); perifíton (UPCB47513, 47515, 47518).

23. Eunotia muscicola var. tridentula Nörpel & Lange-Bertalot in Pascher, Süss.-Fl. Mitteur. 2: 3, pl. 156, fig. 12-22. 1991.

Fig. 38-39

Valvas com margem dorsal convexa apresentando três ondulações; margem ventral côncava; extremidades capitadas a subcapitadas, destacadas do corpo valvar, mais estreitas que a largura mediana da valva; estrias paralelas medianamente a radiadas em direção às extremidades; aréolas inconspícuas. Compr.: 14,2-15 μm; larg. 3,2-4 μm; 16-20 estrias em 10 μm.

Apesar da variedade típica da espécie ser mais comum na América do Sul, esta apresenta uma curvatura menos pronunciada na margem ventral da valva do que a variedade tridentula. Além disso, as duas variedades apresentam pequena diferença nos valores de eixo transapical. A var. muscicola apresenta em média 3 μm de largura e a var. tridentula, 3,5 μm (Krammer & Lange-Bertalot 1991).

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47500); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47525).

24. Eunotia nymanniana Grunow in Van Heurck, Syn.

Diat. Belg. pl. 34, fig. 8. 1881.

Fig. 40-42

Valvas com margem dorsal levemente convexa; margem ventral levemente côncava; extremidades capitadas, fletidas dorsalmente, destacadas do corpo valvar, mais estreitas que a largura mediana da valva; estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades; aréolas inconspícuas. Compr. 15,8-23,7 μm; larg. 2,5-3,2 μm; 16-18 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47499, 47501); Matinhos, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47514, 47516, 47521, 47524); perifíton (UPCB47515, 47518).

25. Eunotia praerupta Ehrenberg var. praerupta, Phys.

Akad. Wiss. Berl. p. 414. 1841 (1843).

Fig. 43

Compr. 41,9-79 μm; larg. 12,3-15,8 μm; 8-14 estrias em 10 μm; 20 aréolas em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Moreira Filho & Momoli 1966; Moreira Filho et al. 1973; Lozovei & Shirata 1990), Ponta Grossa (Moreira Filho et al. 1976), Sapopema (Bittencourt-Oliveira 2002), São José dos Pinhais (Momoli 1967).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47493, 47495, 47497); perifíton (UPCB47496); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); Pontal do Paraná, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47513, 47515).

26. Eunotia praerupta var. bidens (Ehrenberg) Grunow in Cleve & Grunow, Sven. Vet. Akad. Handl. 17(2):109. 1880.

Eunotia bidens Ehrenberg, Abh. Akad. Wiss. Berl., p. 413. 1841 (1843).

Fig. 44-45

Compr. 35,6-65,6 μm; larg. 7,9-15,8 μm; 10-13 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Moreira Filho & Momoli 1966; Moreira Filho et al. 1973; Ludwig & Valente-Moreira 1989; Contin 1990), Mangueirinha e Pinhão (Ludwig & Flôres 1995), Sapopema e Telêmaco Borba (Bittencourt-Oliveira 2002).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47496); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); perifíton (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47514, 47516, 47524, 47525); perifíton (UPCB47513, 47515, 47517, 47518, 47520).

27. Eunotia pseudoindica Frenguelli, Rev. Mus. La Plata, Bot. 3: 307. 1941.

Fig. 46

Valvas com margem dorsal convexa; margem ventral côncava; extremidades cuneadas, destacadas do corpo valvar, mais estreitas que a largura mediana da valva; estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades; aréolas delicadas. Compr.: 42,8-59,4 μm; larg. 7,9-9,3 μm; 14-18 estrias em 10 μm; 22-26 aréolas em 10 μm.

Frenguelli (1941) propõe a espécie E. pseudoindica com base em exemplares anteriormente descritos por ele como E. indica. Estes exemplares foram encontrados em amostras provenientes de um sistema de banhados e lagoas de Yberá, na Argentina. A diferença entre E. pseudoindica e E. indica baseia-se principalmente na forma das extremidades valvares. E. indica apresenta extremidades cuneado-arredondadas e E. pseudoindica extremidades cuneadas, mais atenuadas e alongadas. Além disso, o autor comenta que E. indica está mais relacionada com o grupo de E. monodon e que E. pseudoindica assemelha-se mais com as formas de E. zygodon, principalmente no que se refere ao tamanho e à forma da margem dorsal da valva.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47494); fitoplâncton (UPCB47495, 47497); Pontal do Paraná, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47513, 47515, 47517); fitoplâncton (UPCB47516, 47525).

28. Eunotia pyramidata Hustedt var. pyramidata in A. Schmidt, Atl. Diatom. pl. 286, fig. 20-24. 1913.

Fig. 47-50

Compr. 22,9-42,1 μm; larg. 7,1-8,7 μm; 10-13 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Moreira Filho et al. 1973; Ludwig & Valente-Moreira 1989; Contin 1990; Lozovei & Shirata 1990; Ludwig et al. 2005), Pinhão (Ludwig & Flôres 1995).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47493, 47497); perifíton (UPCB47496); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); perifíton (UPCB47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47516, 47523, 47524, 47525).

29. Eunotia pyramidata var. monodon Krasske, Arch. Hydrobiol. 35: 365, pl. 10, fig. 26-28, 35, 44. 1939.

Fig. 51

Compr. 17,5 μm; larg. 6,9 μm; 16 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Ludwig & Valente-Moreira 1989; Contin 1990).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47496).

30. Eunotia rabenhorstiana (Grunow) Hustedt, Süssw. Diat. Albert. Nat. Park. p. 72. 1949.

Desmogonium rabenhorstianum Grunow in Rabenhorst, Beitr., 1: 6, pl. 1, fig. 1, 1865.

Fig. 52

Compr. 67,9-146,9 μm; larg. 5,5-8,7 μm; 12-20 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Moreira Filho et al. 1973; Ludwig et al. 2005), Pontal do Paraná (Valente-Moreira et al. 1994).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47494, 47498, 47503); Matinhos, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47525); perifíton (UPCB47513, 47518).

31. Eunotia rabenhorstii Cleve & Grunow in Van Heurck, Syn. Diat. Belg. pl. 35, fig. 12. 1881.

Fig. 53-55

Compr. 15,8-30 μm; larg. 5,5-7,9 μm; 10-15 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Moreira Filho & Momoli 1966; Moreira Filho et al. 1973; Ludwig & Valente-Moreira 1989; Contin 1990; Lozovei & Shirata 1990; Ludwig et al. 2005), Mangueirinha e Palmas (Ludwig & Flôres 1995), Paranaguá (Valente-Moreira et al. 1986), Pinhão (Ludwig & Flôres 1995), Ponta Grossa (Fürstenberger & Valente-Moreira 2000; Moro et al. 1994), São José dos Pinhais (Momoli 1967).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47493, 47495, 47497, 47499); perifíton (UPCB47494, 47496, 47498, 47500); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); perifíton (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47514, 47516, 47519, 47521, 47523, 47524, 47525); perifíton (UPCB47513, 47515, 47517, 47518, 47520).

32. Eunotia schneideri Metzeltin & Lange-Bertalot, Iconogr. Diatomol. 5: 77, fig. 1-2. 1998.

Fig. 56

Compr. 20,5-25,3 μm; larg. 3,2-4,7 μm; 12-14 estrias em 10 μm.

E. schneideri e E. bidentula W. Smith são espécies muito próximas que se distinguem pelo habitat, densidade de estrias e largura das ondulações. E. schneideri ocorre em regiões quentes, apresenta cerca de 12 estrias em 10 μm e ondulações delgadas, pouco pronunciadas. Já E. bidentula, ocorre em locais mais frios, possui 15-20 estrias em 10 μm e ondulações largas, pronunciadas (Metzeltin & Lange-Bertalot 1998; Krammer & Lange-Bertalot 1991).

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Contin 1990 - citada como Eunotia bidentula).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47495, 47497, 47499); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47519, 47523); perifíton (UPCB47513, 47515).

33. Eunotia serra Ehrenberg, Ber. Akad. Wiss. Berl. p. 45. 1837.

Fig. 57

Compr. 56,7-71,1 μm; larg. 8,7-11,9 μm; 11-12 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Palmas (Ludwig & Flôres 1995), Telêmaco Borba (Bittencourt-Oliveira 2002).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47496, 47506); Matinhos, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47513); fitoplâncton (UPCB47514).

34. Eunotia sudetica O. Müller, Forschungsber. Biol. Stat. Plön. 6: 12, pl. 3, fig. 25-26. 1898.

Fig. 58-59

Compr. 19,8-30,2 μm; larg. 4,7-7,1 μm; 11-15 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Caiobá (Valente-Moreira & Moreira Filho 1982), Cascavel (Tavares & Valente-Moreira 2000), Curitiba (Moreira Filho et al. 1973; Ludwig & Valente-Moreira 1989; Contin 1990), Mangueirinha e Palmas (Ludwig & Flôres 1995), Palmeira (Valente-Moreira 1975), Paranaguá (Moreira Filho & Valente-Moreira 1979), Pinhão (Ludwig & Flôres 1995), Ponta Grossa (Moreira Filho et al. 1976; Fürstenberger & Valente-Moreira 2000), Pontal do Paraná (Valente-Moreira & Moreira Filho 1981).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47501); perifíton (UPCB47502); Matinhos, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47514, 47516, 47519, 47523, 47525, 47526); perifíton (UPCB47513, 47515, 47517, 47518).

35. Eunotia transfuga Metzeltin & Lange-Bertalot, Iconogr. Diatomol. 5: 84, pl. 8, fig. 5, pl. 9, fig. 1-3. 1998.

Fig. 60

Compr. 98-181,7 μm; larg. 7,9-9,5 μm; 118 estrias em 10 μm; 14 aréolas em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Palmas (Ludwig & Flôres 1995 - citada como Eunotia lineolata Hustedt).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47493, 47495, 47497, 47499); perifíton (UPCB47494, 47498, 47500, 47502, 47503, 47506); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); perifíton (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47514, 47516, 47523, 47524, 47525); perifíton (UPCB47513, 47515, 47518, 47520).

36. Eunotia trigibba Hustedt in A. Schmidt, Atl. Diatom. pl. 286, fig. 16-18. 1913.

Fig. 61

Compr. 24,5-40,3 μm; larg. 8,7-11,1 μm; 9-18 estrias em 10 μm; 24 ou mais aréolas em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Ludwig & Valente-Moreira 1989; Contin 1990).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47494, 47500, 47506); fitoplâncton (UPCB47495, 47497, 47499); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); perifíton (UPCB47510); Pontal do Paraná, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47515, 47520); fitoplâncton (UPCB47516, 47523, 47524, 47525).

37. Eunotia trinacria Krasske, Beitr. Diat. Sach. Bot. Arch. p. 349, fig. a-d. 1929.

Fig. 62-63

Valvas com margem dorsal convexa apresentando três ondulações, ondulação mediana um pouco mais proeminente que as demais; margem ventral reta a sutilmente côncava; extremidades subcapitadas; sutilmente destacadas do corpo valvar, mais estreitas que a largura mediana da valva; estrias delicadas, paralelas a radiadas nas extremidades; aréolas inconspícuas. Compr. 16,6-23,7 μm; larg. 2,4 μm; 18-22 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47494, 47500); Matinhos, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47510); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47516, 47519, 47521, 47523, 47524, 47525); perifíton (UPCB47513).

38. Eunotia veneris (Kützing) De Toni, Syll. Alg. 2(2):794. 1892.

Himantidium veneris Kützing, Bacill. p. 40, pl. 30, fig.7. 1844.

Fig. 64

Compr. 42,4-45,3 μm; larg. 5,6-6,3 μm; 15-18 estrias em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Cascavel (Tavares & Valente-Moreira 2000).

Ocorrência nas amostras: UPCB BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47514).

39. Eunotia zygodon Ehrenberg, Abh. Akad. Wiss. Berl. p. 415, pl. 2, fig. 6. 1841 (1843).

Fig. 65

Compr. 55,3-107,4 μm; larg. 11,9-15,8 μm; 10-12 estrias em 10 μm; 20-24 aréolas em 10 μm.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Curitiba (Contin 1990), Londrina (Bittencourt-Oliveira 2002), Palmeira (Valente-Moreira 1975), Ponta Grossa (Fürstenberger & Valente-Moreira 2000), Sertanópolis e Telêmaco Borba (Bittencourt-Oliveira 2002).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47494, 47496, 47498, 47503); fitoplâncton (UPCB47497); Matinhos, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47509); perifíton (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47513, 47517, 47518, 47520); fitoplâncton (UPCB47514, 47516, 47523, 47524, 47525).

40. Eunotia sp. 1

Fig. 66-68

Compr. 25,3-77,4 μm; larg. 4-6,3 μm; 12-18 estrias em 10 μm.

Exemplares similares a Eunotia sp. 1 foram registrados como Eunotia faba (Ehrenberg) Grunow por Fürstenberger & Valente-Moreira (2000) em estudo das Eunotiaceae em Ponta Grossa, Paraná. Contudo, ilustrações e descrições apresentadas para E. faba em Hustedt (1927-1966), Krammer & Lange-Bertalot (1991) e Schmidt (1874-1959) caracterizam a espécie pelas extremidades arredondadas, nódulos terminais da rafe menos grosseiros e margem ventral geralmente reta, detalhes morfológicos distintos dos de Eunotia sp. 1.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: Ponta Grossa (Fürstenberger & Valente-Moreira 2000 citada como Eunotia faba).

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47501); perifíton (UPCB47502, 47503); Matinhos, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47514, 47523, 47519); perifíton (UPCB47513, 47515, 47518).

41. Eunotia sp. 2

Fig. 69

Valvas com margem dorsal convexa apresentando quatro ondulações, depressão mediana mais pronunciada que as demais; margem ventral côncava; extremidades capitadas, fletidas dorsalmente, destacadas do corpo valvar, mais estreitas que a largura mediana da valva; nódulos terminais nas extremidades; estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades; aréolas inconspícuas. Compr. 26,9-36,3 μm; larg. 6,3-7,5 μm; 12-14 estrias em 10 μm.

Eunotia sp. 2 assemelha-se à exemplares de E. camelus Ehrenberg ilustrados por Metzeltin & Lange-Bertalot (1998). Porém, Eunotia sp. 2 apresenta extremidades capitadas com maior flexão dorsal e ondulações mais largas do que E. camelus que possui extremidades rostrado-arredondadas.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47493); perifíton (UPCB47500); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47523).

42. Eunotia sp. 3

Fig. 70-73

Valvas com margem dorsal convexa; margem ventral reta a côncava, geralmente apresentando leve intumescimento próximo as extremidades valvares; extremidades atenuado-arredondadas, não destacadas do corpo valvar; estrias paralelas a radiadas; aréolas inconspícuas. Compr. 11,9-54,4 μm; larg. 5,2-6,3 μm; 14-15 estrias em 10 μm.

Alguns exemplares de maior comprimento de Eunotia sp. 3 assemelharam-se a duas espécies apresentadas por Berg (1939), principalmente com as figuras 69 e 72c que correspondem a E. antiqua A. Berg e E. grunowi A. Berg, respectivamente. Estas espécies distinguem-se pela variação métrica superior às registradas nos exemplares do rio Guaraguaçu. E. antiqua apresenta entre 100-120 μm de comprimento, 7-8 μm de largura e 10-11,5 estrias em 10 μm, enquanto que E. grunowi tem entre 60-190 μm de comprimento e 10-12 estrias em 10 μm. Além disso, E. grunowi foi sinonimizada com E. valida Hustedt, e apesar dos exemplares encontrados estarem dentro da variação métrica apresentada por Hustedt (1927-1966), esta é ilustrada como tendo extremidades subcapitadas e ausência de intumescimento próximo às extremidades na margem ventral da valva.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47516, 47519); perifíton (UPCB47515, 47518).

43. Eunotia sp. 4

Fig. 74-75

Valvas com margem dorsal levemente convexa; margem ventral reta a levemente côncava; extremidades subcapitado-atenuadas, destacadas do corpo valvar, mais estreitas que a largura mediana da valva; nódulos terminais nas extremidades; estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades; aréolas inconspícuas. Compr. 56,3-113,4 μm; larg. 5,2-6,3 μm; 11-14 estrias em 10 μm.

O táxon em questão apresentou semelhança com exemplares tanto de E. veneris quanto de E. pectinalis. Contudo, E. veneris apresenta margem dorsal mais fortemente convexa e maior densidade de estrias (18 estrias em 10 μm), e E. pectinalis margem dorsal reta a pouco convexa e extremidades mais largas e arredondadas que Eunotia sp. 4 (Carter & Flower 1988; Hustedt 1927-1966). Exemplares similares a Eunotia sp. 4 foram registrados como Eunotia spec. N. 58/5-10 por Metzeltin & Lange-Bertalot (1998) quando analisaram amostras brasileiras. Apesar de terem considerado o táxon distinto dos demais estudados, os autores não realizaram a proposição da nova espécie.

Distribuição geográfica para o Estado do Paraná: primeira citação de ocorrência do táxon.

Ocorrência nas amostras: BRASIL. Paraná: Pontal do Paraná, rio Guaraguaçu, 16/IV/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & A. Campos s.n. (UPCB47500, 47502, 47503); fitoplâncton (UPCB47501); Matinhos, 24/X/2003, perifíton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47510, 47511); Pontal do Paraná, 24/X/2003, fitoplâncton, P. Bigunas, T. Ludwig & J. Silva s.n. (UPCB47512, 47514, 47516, 47519, 47523, 47524, 47525, 47526); perifíton (UPCB47513, 47515, 47517, 47518, 47520).

 

Agradecimentos

À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pela concessão de bolsa de Mestrado à primeira autora.

 

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Recebido em 25/04/2007. Aceito em 26/11/2007

 

 

1 Autor para correspondência: ptremarin@gmail.com

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