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Acta Botanica Brasilica

Print version ISSN 0102-3306

Acta Bot. Bras. vol.23 no.4 São Paulo Dec. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062009000400004 

ARTIGOS

 

Invasão biológica por Prosopis juliflora (Sw.) DC.: impactos sobre a diversidade e a estrutura do componente arbustivo-arbóreo da caatinga no Estado do Rio Grande do Norte, Brasil

 

Biological invasion by Proposis juliflora (Sw.) DC.: impacts on diversity and structure of the shrubby-arboreal component of caatinga in the State of Rio Grande do Norte, Brazil

 

 

Leonaldo Alves de Andrade1; Juliano Ricardo Fabricante; Francieldo Xavier de Oliveira

Universidade Federal da Paraíba, CCA, Areia, PB, Brasil, Laboratório de Ecologia Vegetal

 

 


RESUMO

Este trabalho teve como objetivos estudar os impactos causados pela invasão da algaroba - Prosopis juliflora (Sw.) DC. sobre a fitodiversidade e a estrutura do componente arbustivo arbóreo da caatinga. Foram selecionadas áreas em dois municípios no Rio Grande do Norte, Brasil, (Área I e Área II), sendo que em cada município foi estudado um remanescente de caatinga sem a presença de P. juliflora (Ambiente 1) e uma área invadida pela referida espécie (Ambiente 2). Em cada ambiente, foram plotadas 10 parcelas, nas quais foram amostrados todos os indivíduos arbóreo-arbustivos, incluídos nas categorias de adultos e regenerantes. A diversidade, medida pela função de Shannon-Wiener, para o Ambiente 1, nas Áreas I e II, alcançou, respectivamente, os seguintes valores: 2,74 e 2,44 para os adultos; 1,96 e 1,83 para os regenerantes; enquanto que, para o Ambiente 2, esses valores foram de apenas 0,88 e 0,42 para os adultos; 0,16 e 0,79 para os regenerantes, correspondendo às Áreas I e II, respectivamente. Os resultados demonstraram que P. juliflora afeta drasticamente a diversidade e, por conseguinte, a estrutura das comunidades invadidas, tornando evidente a necessidade de controle da referida invasora que ora ameaça a biodiversidade autóctone da caatinga e ecossistemas associados.

Palavras-chave: bioinvasão, espécie exótica, perda de diversidade, caatinga


ABSTRACT

We studied the impacts caused by the invasion of algaroba - Prosopis juliflora (Sw.) DC. - on Caatinga biodiversity and structure. Areas in two minicipalities in the state of Rio Grande do Norte were selected (Area I and Area II). Ten plots were established in each environment, in which all shrubby-arboreal individuals were sampled. The diversity indices, measured by the Shannon-Wiener function, were: in Areas I and II of Environment 1, respectively 2.74 and 2.44 for adults, and 1.96 and 1.83 for regenerating individuals; in Areas I and II of Environment 2 these values were only 0.88 and 0.42 for adults; 0.16 and 0.79 for regenerating individuals, respectively. The results showed that P. juliflora drastically affects the diversity and, therefore, the structure of invaded communities, making evident the need to control such an invasive species which threatens the native biodiversity of the Caatinga and related ecosystems.

Key words: biological invasion, exotic species, loss of diversity, caatinga, xeric vegetation


 

 

Introdução

A flora da caatinga (também denominada de savana estépica - IBGE 1992) apresenta variadas tipologias, cuja característica comum é a adaptação morfofisiológica para a convivência com elevado déficit hídrico. A vegetação da caatinga está adaptada a longos períodos de estiagem e, portanto, as espécies que ali evoluíram apresentam eficientes mecanismos para resistir, ou para completar seu ciclo de vida no menor espaço de tempo possível, frente às severas condições a que estão submetidas (Andrade-Lima 1981; Rizzini 1997).

A devastação da cobertura vegetal do semi-árido é uma realidade preocupante, embora não existam dados atualizados a este respeito. As informações disponíveis (MMA 2002) indicam uma expressiva redução da cobertura vegetal primária em praticamente todos os estados nordestinos, bem como uma sistemática exploração das formações secundárias, na maior parte dessa região. A pecuária extensiva, a agricultura itinerante e a exploração de lenha constituem as principais causas dessa devastação, que promovem a perda de biodiversidade. Em extensas áreas do semi-árido, já são raríssimos os remanescentes de caatinga em bom estado de conservação. Este fato foi vivenciado quando da seleção de áreas para a realização dos levantamentos durante a execução da pesquisa que deu origem a este artigo.

A devastação da flora autóctone abre caminhos para a invasão por espécies exóticas, que podem desencadear grandes impactos sobre a biodiversidade, alterando a estrutura das comunidades e inibindo a regeneração das espécies nativas (Margalef 1994; Woitke & Dietz 2002; Pujadas 2001; Ziller & Zalba 2007). O processo de invasão de um ecossistema por uma espécie exótica se dá quando a espécie introduzida adapta-se, passando a se dispersar e a alterar os novos ecossistemas (Pysek 1995; Parker et al. 1999; Ziller 2000). Estudos envolvendo invasão biológica, bem como a suscetibilidade de ambientes a este problema são relativamente recentes, estando a maioria dos trabalhos restrita às últimas décadas (Noble 1989; Roy 1990; Rejmanek e Richardson 1996; Williamson e Fitter 1996; Pegado et al. 2006; Lawes & Grice 2007; Andrade et al. 2008; Santana e Encinas 2008).

Na caatinga este problema surgiu com a introdução de espécies exóticas trazidas com o objetivo de constituírem alternativas econômicas para a região, a exemplo de Prosopis juliflora (Sw.) DC. (Algaroba), cujo potencial invasivo no bioma já foi ressaltado recentemente por Pegado et al. (2006) e por Andrade et al. (2008). Trabalhos recentes, a exemplo de Elfadl e Luukkanen (2004), realizados no oeste do Sudão, de Shiferaw et al. (2004), no nordeste da Etiópia, e de Pegado et al. (2006) e Andrade et al. (2008), no nordeste do Brasil, mostram que P. juliflora causa sérios problemas em locais diferentes do seu habitat natural, pois, de acordo com esses autores, a sua capacidade de reprodução e regeneração a torna extremamente agressiva, particularmente se associada a alguns facilitadores, como os dispersores e, principalmete, a ação antrópica.

A algaroba chegou ao Nordeste brasileiro nos anos de 1942, como mais uma opção econômica para o semi-árido (Oliveira et al. 1999), principalmente para o uso como forrageira e madeireira (Ribaski 1987; Mendes 1989). Esta cultura arbórea foi difundida e teve o seu plantio estimulado pelos órgãos governamentais, durante algumas décadas. A partir dos plantios comerciais e dos pequenos arboretos estabelecidos pela população rural, a espécie começou a se expandir, tendo sua disseminação facilitada pelos rebanhos, haja vista que seus frutos constituem forragem de boa qualidade.

Os sítios preferenciais da espécie constituem áreas de relevante interesse social e ambiental para a caatinga, haja vista que esta ocupa principalmente os Neossolos Flúvicos, as baixadas sedimentares e as manchas de solos mais profundos, onde a água, no sub-solo, é mais abundante. Ressalte-se que aí se incluem as matas ciliares, ambientes legalmenteenquadrados como Áreas de Preservação Permanente (Lei Nº 4.771, de 15 de setembro de 1965), sendo muito importantes, por desempenharem funções ambientais e ecológicas estratégicas e por deterem elevado grau de endemismo e apresentarem biodiversidade potencialmente maior, quando comparadas com as adjacências (Andrade et al. 2005).

Diante desta realidade, o objetivo deste trabalho foi avaliar os impactos causados pela invasão de P. juliflora sobre a composição, a estrutura e a diversidade do estrato arbustivo-arbóreo da caatinga, buscando subsidiar ações de conservação, manejo e restauração das áreas invadidas.

 

Material e métodos

Por meio de expedições técnicas, foram selecionadas áreas remanescentes de caatinga que melhor expressassem a flora regional em sua composição e estrutura e, próximas a estas, áreas com a ocorrência de P. juliflora. Apesar das notórias dificuldades a seleção dos locais levou em consideração históricos de uso análogos, para que assim fossem validadas as comparações entre as comunidades invadidas e os remanescentes da vegetação nativa. Para tanto, foram selecionadas áreas nos municípios deCarnaúba dos Dantas (Área I) e Acari (Área II), no estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Em cada município foram caracterizadas duas situações: Ambiente 1 - remanescente de caatinga sem a presença de P. juliflora; Ambiente 2 - caatinga invadida por P. juliflora.

Área I - O remanescente de caatinga sem a presença de P. juliflora (Ambiente 1) possui uma área de aproximadamente 300 ha. Segundo os proprietários, a área foi explorada até o final da década de 1970, com culturas anuais. Nos últimos 10 anos, o local vem sendo utilizado apenas para a criação de bovinos. O Ambiente 2 situa-se na margem esquerda do rio Carnaúbas, com área estimada em 200 ha. Após ser desmatado, há 40 anos, o local foi explorado por 15 anos com culturas anuais e, em seguida, foi abandonado, quando então teve início a invasão por P. juliflora

Área II -O Ambiente 1 foi representado por um fragmento de caatinga, cuja área foi estimada em aproximadamente 40 ha. Segundo o proprietário, há mais de 30 anos a vegetação não sofre corte raso, porém, foram observados indícios de exploração seletiva. O Ambiente 2 pertence à mesma propriedade e possui uma área relativamente igual à do anterior. A exploração se deu com culturas anuais e frutíferas, sendo depois abandonada, quando, então, teve início o processo de invasão, há cerca de 20 anos. Ambas as áreas estudadas neste município situam-se às margens do riacho do Saco, e estão separadas apenas por uma cerca de arame farpado.

Foi utilizado o método das parcelas (Brow-Blanquet 1950), para a coleta dos dados florístico-fitossociológicos, sendo que a instalação destas se deu de maneira aleatória. Dez parcelas de 8 x 50 m foram alocadas em cada ambiente, perfazendo 20 unidades amostrais por área. No interior das parcelas, foram amostrados todos os indivíduos arbustivo-arbóreos, com altura igual ou superior a 20 cm. Esses indivíduos foram categorizados como adultos e regenerantes, considerando-se adultos, aqueles com Diâmetro ao Nível do Solo (DNS) > 3 cm e, como regenerantes, aqueles com DNS < 3cm, segundo metodologia desenvolvida para o bioma caatinga (Rodal et al. 1992). A escolha deste método deve-se ao fato de que o mesmo vem sendo amplamente utilizado em estudos da vegetação arbustivo-arbórea da caatinga, o que confere a possibilidade de maiores comparações, e consequentemente considerações mais consistentes para os resultados obtidos.

Para os adultos, foram medidos a altura e o Diâmetro à Altura do Peito (DAP) e, para os regenerantes, foram medidos a altura e o DNS. Os parâmetros estruturais calculados foram aqueles recomendados por literatura especializada (Lamprecht 1964; Finol 1971; Muller-Dombois e Ellemberg 1974; Mateucci e Colma 1982; Whittaker 1984; Pereira et al. 2001; Kent e Coker 1999), tais como: Área Basal (ABi), Densidade Absoluta (DA), Freqüência Absoluta (FA), Dominância Absoluta (DoA), Valor de Cobertura (VC), Valor de Importância (VI) para os adultos, e Freqüência Absoluta da regeneração natural (FARN), Densidade Absoluta da Regeneração Natural (DARN), Classe Absoluta de Tamanho da Regeneração Natural (CATRN), e Regeneração Natural Relativa (RNR%) para os regenerantes.

Calculou-se também o índice de diversidade de Shannon-Wiener (H') (Shannon & Weaver 1949), e o impacto da espécie exótica sobre as comunidades invadidas, por meio do índice de impacto ambiental de exóticas (IIAE), efetuado a partir do cálculo do coeficiente do impacto ambiental, cujo índice de acordo com Reaser et al. (2007), varia de -1 a 1 e, quanto mais próximo do extremo negativo, mais acentuado é o grau da invasão.

Sendo: IIAE = índice de impacto ambiental de exóticas; Pexóticas = valor do VI das plantas exóticas; Pnativas= valor do VI das plantas nativas; Ptotal = valor do VI total (VI = 300).

Para avaliar a similaridade e a distribuição das espécies nas áreas estudadas, utilizou-se o método de agrupamento divisivo Twinspan (Two Way Indicator Species Analysis) (Hill et al. 1975). O método dos agrupamentos seqüenciais aglomerativos utilizado na análise foi o Arithmetic Average Clustering (Sneath & Sokal 1973).

A identificação botânica foi feita pela comparação com materiais herborizados e mediante consulta à literatura e a especialistas. A lista florística foi organizada de acordo com o sistema APG II (2003) e a lista dos autores das espécies segundo Brummitt e Powell (1992). O processamento dos dados foi feito usando-se o Software Mata Nativa 2© (CIENTEC 2002), PC-ORD© (McCune 1997) e MVSP 3.1© (MVSP/PLUS 1998).

 

Resultados e discussão

Florística

No levantamento florístico foram inventariados 5.984 indivíduos pertencentes a 18 famílias, 36 gêneros, 46 espécies, dos quais 40 delas distribuídas no Ambiente 1 (caatinga sem a presença de P. juliflora) e seis no Ambiente 2 (caatinga invadida) da Área I, e 17 no Ambiente 1 e 12 no ambiente 2 da Área II.

Em relação à distribuição do número de espécies por família, Fabaceae (20 espécies), Euphorbiaceae (sete espécies) e Anacardiaceae (três espécies), foram as mais bem representadas no presente estudo. Essas famílias também se destacaram nos trabalhos de Pereira et al. (2001), Pereira et al. (2002), Lemos e Rodal (2002), Nascimento et al. (2003) e Andrade et al. (2005) como sendo as mais abundantes de diferentes fisionomias de caatinga na região semi-árida do Nordeste brasileiro.

A lista florística levantada relaciona diversas espécies registradas em outros estudos desenvolvidos em vegetação de caatinga, em outros estados (Pereira et al. 2001, na Paraíba; Alcoforado-Filho et al. 2003, em Pernambuco; Nascimento et al. 2003, em Pernambuco; Amorim 2005, em Pernambuco; Pegado et al. 2006, na Paraíba). Uma comparação particular com o trabalho de Albuquerque e Andrade (2002), desenvolvido em Pernambuco, demonstra que quase a metade das espécies é comum em ambos os levantamentos. Essa similaridade ainda foi maior quando se comparou este trabalho com os resultados apresentados por Andrade et al. (2005), desenvolvido na Paraíba.

Observa-se que as maiores quantidades de famílias, gêneros e espécies, foram encontrados no Ambiente 1 em ambas as Áreas (Tab. 1). A baixa abundância taxonômica verificada no Ambiente 2 revela o efeito negativo de P. juliflora sobre a fitodiversidade arbóreo-arbutiva nos sítios invadidos. Segundo Parker et al. (1999), dentre os principais impactos provocados por espécies exóticas nos ecossistemas invadidos, destacam-se a diminuição da riqueza de espécies e da diversidade de um modo geral.

Estes impactos ficam ainda mais evidentes neste trabalho quando se analisa a abundância de indivíduos de P. juliflora em relação aos das demais espécies, o que evidencia uma grande disparidade numérica. Dos 2191 indivíduos amostrados nas áreas invadidas, 1923 (88%) foram de P. juliflora, dos quais782 (91,3%) na Área I e 1141 (85,5%) na Área II. Tais valores demonstram o poder de exclusão desta invasora, dificultando o estabelecimento e a colonização das espécies autóctones, que praticamente desapareceram em meio aos densos maciços formados pela espécie exótica. Dentre as espécies nativas inventariadas nas áreas invadidas, as populações de algumas delas são muito pequenas, de modo que a baixa equitabilidade tende a comprometer a permanência desses taxa na comunidade.

Análise da Estrutura do Estrato Adulto

No Ambiente 1 da Área I, a densidade total foi de 1.787 indivíduos.ha-1 pertencentes a 34 espécies; já no Ambiente 2, a densidade total foi de 1.275 indivíduos.ha-1 pertencentesa cinco espécies (Tab. 2). Para os Ambientes 1 e 2 da Área II, os resultados foram semelhantes, cujo remanescente sem invasão, a densidade total foi de 2.772 indivíduos.ha-1, pertencentes a 15 espécies, já na área invadida, a densidade total foi de 1.042 indivíduos.ha-1, pertencentes a sete espécies (Tab. 3). Percebe-se que a espécie P. juliflora, apresentou Freqüência Absoluta de 100%, indicando uma distribuição homogênea por toda a extensão dos ambientes invadidos (Tab. 2; Tab. 3).

O valor de área basal obtido para os Ambiente 1 e 2 da Área I (3,779 m2.ha-1; 2,856 m2.ha-1) (Tab. 2) e da Área II (3,47 m2.ha-1; 2,096 m2.ha-1) (Tab. 3) é considerado muito baixo para a caatinga. Para indivíduos com DNS > 3 cm, que corresponde ao mesmo nível de inclusão adotado neste trabalho, Rodal et al. (1998) encontraram 6,04 m2.ha-1 em Buíque Pernambuco; Mendes e Castro (2003), encontraram 21,8 m2.ha-1 em um fragmento de caatinga arbórea em São José do Piauí, Piauí; e Pereira et al. (2002) estudando o componente arbustivo-arbóreo de um remanescente do bioma no Agreste Paraibano encontraram 7,8 m2.ha-1.

Ressalta-se a dificuldade de se encontrar fragmentos de caatinga em bom estado de conservação no contexto geográfico das áreas estudadas, devido à pressão antrópica exercida sobre os remanescentes. Uma das principais fontes de renda da população na região é a produção de materiais cerâmicos (IBGE 2000), que usa lenha como fonte de energia. Isto causa impactos tanto no solo quanto na vegetação, uma vez que promove o desmatamento para atender à demanda de lenha e dendroenergia. Portanto, a área de caatinga estudada nestes municípios, mesmo sendo a melhor que se pôde encontrar, reflete de maneira contundente os impactos dessa exploração, o que explica o valor de área basal abaixo dos padrões geralmente apresentados pelo bioma caatinga (Rodal et al. 1998; Mendes & Castro 2003; Pereira et al. 2003).

Com relação ao VI, observa-se que no ambiente invadido da Área I (Tab. 2), P. juliflora apresentou um valor muito elevado (245,22), com uma grande disparidade em relação às outras espécies. Este valor de VI para uma única espécie demonstra o desequilíbrio estabelecido pela invasora no ecossistema. Pegado et al. (2006), trabalhando com invasão desta mesma espécie no município de Taperoá, estado da Paraíba, também registraram VI muito alto (212,27). No Ambiente 1, as cinco espécies de maior Valor de Importância somaram 35,3%. Este valor, se comparado com o de P. juliflora (82% do VI total), revela a agressividade e o impacto que a espécie invasora está causando sobre a biota local. Na grande maioria dos trabalhos fitossociológicos realizados na caatinga, é comum encontrar valores de VI mais próximos dos encontrados no Ambiente I (Pereira et al. 2001; Lemos e Rodal 2002; Fabricante & Andrade 2007a; b).

Pode-se observar, novamente, que a espécie de maior predominância em todos os parâmetros fi tossociológicos no ambiente invadido da Área II (Tab. 3), foi P. juliflora, que obteve 81,6% do VI total, seguida das espécies T. aurea, C. flexuosa, C. jamacaru, M. tenuiflora, J. molissima, porém com grande discrepância no valor do índice. Dentre as espécies que se fizeram presentes nos dois Ambientes, C. jamacaru, M. tenuiflora e J. malissima são as que demonstram oferecer uma maior resistência à invasão por P. juliflora, visto que estas espécies estiveram presentes nas áreas de caatinga invadida nos municípios de Carnaúba dos Dantas e Acari, e também foram amostradas no trabalho de Pegado et al. (2006) e Andrade et al. (2008) em áreas invadidas por esta mesma espécie exótica, nos município de Monteiro, PB e Taperoá, PB respectivamente.

Análise da Estrutura do Estrato Regenerante

Quanto à regeneração natural do ambiente invadidoda Área I, foram identificadas seis espécies sendo que P. juriflora apresentou a maior regeneração natural (78,44%), confirmando o seu comportamento invasor nos dois estádios analisados. As demais espécies presentes na caatinga invadida, como: M. teniuflora, J. molissima, P. gounellei e C. jamacaru somaram apenas 21,56% da RNR (Tab. 4).

Na Área II, a análise da Regeneração Natural do Ambiente II, mostra que a espécie P. juliflora apresentou o mesmo comportamento observado anteriormente (Tab. 5). Nesta área, ocorreu o maior número de espécies (oito taxa) convivendo com P. juliflora, porém, participando estruturalmente, com pouca relevância, o que pode ser observado na RNR cujo valor representou apenas 34,3% da amostra. Essa constatação sugere que a P. juliflora continue dominando o conjunto florístico, já que o comportamento apresentado pela regeneração natural é quem determina as chances de sobrevivência e importantes para a perpetuação do táxon.

Para o Ambiente 1, as espécies que apresentaram os maiores valores de FRN foram: C. sonderianus, P. gounellei, M. tenuifora, C. pyramidalis e J. molissima. Estas espécies também foram destaques no estrato adulto do presente estudo, e têm sido classificadas por diversos autores como sendo muito tolerantes a perturbações (Sampaio 1996; Sampaio et al. 1998; Drumond et al. 2002; Alcoforado-Filho et al. 2003; Andrade et al. 2005; Fabricante & Andrade 2007a; b), e mesmo assim, algumas delas não estavam presentes nos ambientes invadidos, o que sugere que os efeitos de P. juliflora são mais contundentes do que a própria ação antrópica, fator este, comum no Ambiente 1 das áreas amostradas.

Diversidade Florística e Impacto Ambiental de Exóticas

Os valores de H' foram maiores nas áreas de caatinga sem a presença de P. juliflora: Para a Área I foi de 2,74 para os adultos e de 1,96 para os regenerantes do Ambiente 1 e 0,88 e 0,16 respectivamente para os adultos e para a regeneração natural do Ambiente II. Na Área II, foi de 2,44 para os adultos e 1,83 para os regerantes do Ambiente 1 e de 0,42 para os adultos e de 0,79 para a regeneração natural do Ambiente II. Os índices para o Ambiente 1 foram similares aos encontrados em outros estudos realizados no bioma (Araújo et al. 1995; Ferraz et al. 1998; Rodal et al. 1998; Pereira et al. 2002; Lemos & Rodal 2002; Alcoforado-Filho et al. 2003 e Farias e Castro 2004; Amorin et al. 2005; Fabricante & Andrade 2007a; 2007b), que por sua vez são superiores aos obtidos para o Ambiente 2. Este fato demonstra o impacto causado pela invasora sobre as comunidades autóctones e corrobora as afirmações de Parker et al. (1999), Primental et al. (2000) e Ziller (2001), de que as espécies invasoras trazem sérias conseqüências ecológicas, além de alteração fi sionômica da paisagem natural.

As espécies invasoras caracterizam-se por apresentar uma grande facilidade de adaptação aos ambientes onde são introduzidas, passando a competir severamente com as espécies nativas (Ziller 2000; Ziller & Zalba 2007), comunidades autóctones e corrobora as afirmações de Parker e excluindo-as com certa facilidade. Estudando a cobertura vegetal de fisionomias da caatinga paraibana, Paes-Silva (2002), Pegado et al. (2006) e Andrade et além de alteração fisionômica da paisagem natural. al. (2008) também relataram o empobrecimento das sinúsias em conseqüência da substituição da flora nativa por P. juliflora.

A baixa riqueza específica nos ambientes invadidos é ratificada também pelo índice de impacto ambiental de exóticas (IIAE), cujos valores obtidos para o Ambiente 2, foram -0,635 e -0,637 para as Áreas I e II respectivamente. Esses valores do IIAE foram mais expressivos do que os obtidos em estudos realizados em regiões notoriamente problemáticas da Europa (Genovesi 2005; Reaser et al. 2007), o que remete à necessidade de intervenção e controle imediato de P. juliflora na caatinga.

Estes resultados também vão de encontro às afirmações de Lima (2003), Blumenthal (2005) e Filgueiras (2005) de que regiões tropicais, a exemplo de grande parte do Brasil, são potencialmente mais suscetíveis a invasões biológicas, devido ao clima e ao substrato propícios à propagação de espécies com potencial invasor e, principalmente, porque os táxons alóctones estão livres de competidores, predadores e parasitas, apresentando, assim, vantagens fitofisiológicas competitivas em relação às espécies nativas.

Similaridade Florística

Segundo a análise de Twinspan, houve a formação de dois grupos entre os Ambientes: um formado pelos Ambientes invadidos, e o outro, pelos Ambientes de caatinga sem a presença de P. juliflora; e tres grupos entre as espécies: um formado por taxa que só ocorreram nos Ambientes de caatinga não invadida, outro com P. juliflora isolada, e um terceiro grupo de espécies, com aquelas de ocorrência mais ampla e, por conseqüência, as que de certa forma ainda resistiram ao processo de invasão biológica de P. juliflora (Fig. 1). A divisão das amostras revelou a total dependência da presença ou ausência de P. juliflora para a formação dos grupos dos Ambientes e das espécies, o que converge novamente aos aspectos negativos que exerce a espécie sobre a fitodiversidade de áreas invadidas.

Os dados levantados e analisados revelam que P. juliflora reduz drasticamente a fitodiversidade do estrato adulto e da regeneração natural das comunidades invadidas. Não apenas os índices de diversidade são afetados, mas também os parâmetros estruturais das comunidades autóctones. As espécies J. molissima, C. jamacaru, S. spectabilis, M. tenuiflora, Z. joazeiro, P. gounellei e C. flexuosa demonstraram maior tolerância à invasão de P. juliflora, porém apresentaram populações muito pequenas, o que lhes confere poucas chances de continuar competindo com a espécie invasora.

A proliferação desta invasora na caatinga é uma constatação e os parâmetros avaliados, evidenciam os impactos que a invasora está causando sobre as espécies autóctones, integrantes do estrato arbustivo arbóreo da caatinga. Espera-se que estes resultados, possam subsidiar políticas de controle de P. juliflora, bem como fomentar outras pesquisas que visem identificar características ecológicas da invasora e das demais espécies, frente ao processo de contaminação biológica pelo táxon em questão.

 

Agradecimentos

Os autores agradecem aos proprietários das áreas estudadas; à equipe do Laboratório de Ecologia Vegetal da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Fundação O Boticário de Proteção a Natureza, pelo fomento à pesquisa, e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pela bolsa de estudo do terceiro autor.

 

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Recebido em 01/09/2008.
Aceito em 19/12/2008

 

 

1 E-mail: landrade@cca.ufpb.br

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