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Acta Botanica Brasilica

versão impressa ISSN 0102-3306

Acta Bot. Bras. vol.24 no.1 São Paulo jan./mar. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062010000100017 

ARTIGOS

 

Diversidade de Leguminosae em uma área de savana do estado de Roraima, Brasil

 

Leguminosae diversity in a savanna area of Roraima, Brazil

 

 

Andréia Silva FloresI; Rodrigo Schütz RodriguesII, 1

IFundação Estadual do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia de Roraima, Museu Integrado de Roraima, Boa Vista, RR, Brasil
IIUniversidade Federal de Roraima, Centro de Estudos da Biodiversidade, Boa Vista, RR, Brasil

 

 


RESUMO

Leguminosae é considerada a família mais diversa nas savanas de Roraima, que são as maiores áreas de savana da Amazônia brasileira. Este trabalho tem como objetivos fornecer uma listagem florística e analisar os padrões de distribuição geográfica dos táxons de Leguminosae encontrados em uma área de savana em Boa Vista, Roraima (02º52´07´´N; 60º43´03´´W). Foram registrados 80 táxons distribuídos em 38 gêneros. Seis táxons são novos registros para a flora de Roraima. Os gêneros que apresentaram o maior número de espécies foram Aeschynomene e Chamaecrista, cada um com sete espécies. Leguminosae-Papilionoideae foi a subfamília mais diversa em número de gêneros (24) e de táxons infragenéricos (53). A análise da distribuição geográfica revelou a predominância de táxons com padrão neotropical. A área estudada representa um sítio diverso em táxons de Leguminosae, pois concentra cerca de 87% da diversidade citada para a família nas savanas de Roraima.

Palavras-chave: fitogeografia, Guayana, levantamento florístico, Leguminosae


ABSTRACT

Leguminosae is the most diverse family in the savannas of Roraima, which are the largest savanna areas in the Brazilian Amazon. This paper presents a floristic survey and an analysis of the geographic distribution patterns of Leguminosae taxa in a savanna area at Boa Vista, Roraima (02º52´07´´N; 60º43´03´´W). The survey identified 80 taxa belonging to 38 genera. Six taxa are new records for the flora of Roraima. The best-represented genera were Aeschynomene and Chamaecrista, both with seven species each. Leguminosae-Papilionoideae was the most diverse subfamily based on the number of genera (24) and infrageneric taxa (53). The phytogeographical analysis revealed predominance of taxa with a Neotropical distribution. The savanna site analyzed represents a legume diverse area, because it concentrates 87% of legume diversity referred for the savannas of Roraima.

Key words: floristic survey, Guayana, Leguminosae, phytogeography


 

 

Introdução

Leguminosae é a terceira maior família de angiospermas, apresentando cerca de 18.000 espécies, distribuídas em aproximadamente 727 gêneros em três subfamílias: Caesalpinioideae, Mimosoideae e Papilionoideae (Lewis et al. 2005). Sua distribuição é cosmopolita e está bem representada nas regiões tropicais, subtropicais e temperadas.

Nas regiões fitogeográficas da Amazônia e da Guayana, inventários atestam a grande importância da família Leguminosae na composição florística de diferentes sítios (Salomão et al. 1988; Almeida et al. 1993; Terborgh & Andresen 1998; Ferreira & Prance 1998; Milliken 1998; Oliveira 2000; Miranda & Absy 2000; Funk et al. 2007).

Roraima ocupa a região mais ao norte da Amazônia brasileira, fazendo fronteira internacional com a Guiana e a Venezuela. O Estado apresenta sua cobertura vegetacional original distribuída em diferentes formações florestais e não-florestais, incluindo formações vegetais particulares como as campinas e campinaranas concentradas ao sul e os tepuis, ao norte (Sette-Silva 1997; Barbosa et al. 2003).

Dentre os ecossistemas não-florestais, as savanas encontradas em Roraima se constituem como as maiores áreas de savanas da Amazônia brasileira, fazendo parte do complexo paisagístico "Rio Branco-Rupununi", que se estende para a Guiana e Venezuela (Jansen-Jacobs & ter Steege 2000; Barbosa et al. 2007). Fitogeograficamente, estas savanas estão inseridas na região Guayana, sobre o Escudo das Guianas (Huber 2006). A flora fanerogâmica das savanas de Roraima, apesar das estimativas indicarem a presença de aproximadamente 500-600 espécies (Barbosa et al. 2007; Miranda & Absy 1997), são geralmente consideradas de baixa riqueza específica, juntamente com os demais sítios disjuntos de savanas amazônicas (Miranda & Absy 1997; Ratter et al. 2006).

Leguminosae é apontada como a família mais diversa nas savanas de Roraima (Miranda & Absy 1997). Entretanto, as informações taxonômicas sobre a família ainda são fragmentadas e as estimativas de diversidade preliminares. Desta forma, este trabalho tem como objetivos fornecer a listagem florística e a análise dos padrões de distribuição geográfica dos táxons de Leguminosae encontrados em uma área de savana em Boa Vista, Roraima.

 

Material e métodos

Área de estudo - O trabalho foi realizado no Campus do Cauamé, pertencente ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Roraima, localizado no município de Boa Vista, Roraima (02º52´07´´N e 60º43´03´´W). Devido ao seu bom estado de conservação e por apresentar várias fitofisionomias de savana (Fig. 1), esta área foi incorporada ao Programa de Pesquisa em Biodiversidade - PPBIO Amazônia. A área apresenta cerca de 500 ha, compreendendo fitofisionomias de savana arbórea, parque, graminosa, bem como as matas ciliares do Rio Cauamé, afluente do Rio Branco. Tanto o ecossistema de savana quanto o de floresta, representado pelas matas ciliares, fazem parte da paisagem geral das savanas de Roraima (Barbosa & Miranda 2005) e foram amostrados neste estudo.

De acordo com a classificação de Koeppen, o clima da região é o "Awi", tropical chuvoso com 5-7 meses de estação seca. A precipitação média anual é de 1614mm sendo a maior concentração verificada entre os meses de maio e junho e a menor, entre dezembro e março (Barbosa 1997). O relevo é suavemente ondulado e os solos são predominantemente pertencentes ao grupo dos latossolos em mosaico com os podzólicos (Radambrasil 1975).

Coleta e análise de dados - Foram realizadas coletas mensais durante os meses de setembro de 2006 a maio de 2008. As áreas foram percorridas de forma a cobrir a maior extensão possível das diferentes fitofisionomias em cada expedição. Os exemplares coletados foram incorporados aos herbários MIRR (Museu Integrado de Roraima) e UFRR (Universidade Federal de Roraima), ambos em Boa Vista. Além disso, foram analisados materiais dos herbários UFRR e MIRR provenientes da área de estudo.

As identificações das espécies e categorias infra-específicas foram baseadas em comparações com coleções-tipo e/ou fotografias das mesmas, obras originais ou revisões e descrições encontradas na literatura.

Os padrões de distribuição geográfica de cada táxon foram definidos com base em seus limites de distribuição (Queiroz 2006). Para tanto, informações sobre a distribuição de cada táxon foram extraídas principalmente de revisões taxonômicas, ou quando inexistentes, de floras regionais (Cowan & Lindeman 1989; Barneby et al. 1998; 2001; Aymard et al. 1999). A partir destas informações foram estabelecidos os padrões de distribuição geográfica para os táxons nativos em quatro macrorregiões geográficas (adaptados de Kelloff & Funk 2004), sendo mais detalhadas para os táxons ocorrentes na América do Sul. A delimitação da região fitogeográfica Guayana seguiu Funk et al. (2007). O termo "cerrado" empregado refere-se exclusivamente às áreas de savana do Brasil Central, excluindo-se as savanas Rio Branco-Rupununi, de acordo com Pennington et al. (2006). Os dados referentes aos hábitos e as fitofisionomias onde os táxons ocorrem (savana, mata ciliar ou local alterado) foram obtidos das observações de campo e das informações contidas nas etiquetas das exsicatas analisadas.

 

Resultados e discussão

Foram encontrados 38 gêneros e 75 espécies de Leguminosae, das quais três apresentaram mais de um táxon infraespecífico, totalizando 80 táxons infragenéricos na área de estudo (Tab. 1). Papilionoideae foi a subfamília com maior número de representantes, tanto no número de gêneros (24), quanto de táxons infragenéricos (53). Na subfamília Caesalpiniodeae, foram encontrados oito gêneros e 17 táxons infragenéricos e em Mimosoideae, seis gêneros e dez táxons infragenéricos. Quatro espécies são exóticas em Roraima (Tab. 2) e seis táxons (indicados na Tab. 1 com asteriscos) são novas citações para a flora do Estado: Chamaecrista nictitans subsp. patellaria var. praetexta (Vogel) H.S. Irwin & Barneby, Centrosema pascuorum Mart. ex Benth., Indigofera suffruticosa Mill., Rhynchosia melanocarpa Grear, Stylosanthes capitata Vogel e Vigna juruana (Harms) Verdc. Os gêneros que apresentaram o maior número de espécies foram Aeschynomene e Chamaecrista, ambos com sete espécies. Aproximadamente 60% dos gêneros apresentaram somente uma espécie, sendo estas principalmente arbóreas.

 

 

Nas diferentes fitofisionomias da área de estudo, as leguminosas ocorreram como ervas (21 táxons - 26,25%), subarbustos (25 táxons - 31,25%), trepadeiras volúveis (6 táxons - 7,5%), arbustos (3 táxons - 3,75%), árvores (21 táxons - 26,25%), sendo que indivíduos de quatro espécies (5%) podem ocorrer como ervas ou subarbustos.

As fitofisionomias de savana apresentaram a maior diversidade de leguminosas, com 56 táxons, onde foram encontradas todas as novas ocorrências para o estado, enquanto que nas matas ciliares foram registrados 19 táxons. De modo geral, no presente estudo, as espécies de leguminosas não-arbóreas predominaram em áreas campestres das savanas, enquanto que as espécies arbóreas são frequentemente encontradas no interior ou borda das matas ciliares. Em áreas alteradas ocorreram todas as espécies exóticas e Cassia moschata Kunth, nativa na região Neotropical.

A análise da distribuição geográfica dos 76 táxons nativos revelou a ocorrência de quatro padrões amplos de distribuição: 1) Pantropical (PAN) com dois táxons (2,63%); 2) Anfiatlântico (AfA), com três táxons (3,95%); 3) Neotropical (NEO), com 46 táxons (60,53%) e 4) América do Sul (AmS), com 25 táxons (32,89%). Para os táxons que ocorrem somente na América do Sul, ainda podem ser reconhecidos os seguintes padrões: 4.1) distribuição ampla na América do Sul (AmS Amplo), com nove táxons (11,85%); 4.2) distribuição coincidente com a bacia Amazônica, com extensões para a região fitogeográfica Guayana (AmS Norte), com oito táxons (10,52%) e 4.3) distribuição restrita ou predominante na região fitogeográfica Guayana (AmS Guayana), com oito táxons (10,52%) (Tab. 2).

A grande predominância de espécies de ampla distribuição na América distingue a área de estudo de alguns sítios de cerrado e caatinga estudados sob o aspecto fitogeográfico. Filardi et al. (2007) constataram que, dentre os 41 táxons de Leguminosae-Papilionoideae da Serra da Canastra, Minas Gerais, somente 14,6% apresentam o padrão neotropical, enquanto que para a área de estudo, tomando-se somente os táxons desta subfamília, este valor chega a 54,7%. Similarmente, Queiroz (2006), ao determinar o padrão de distribuição geográfica de 274 táxons de Leguminosae da Caatinga, apontou que apenas 14,23% dos táxons apresentam distribuição neotropical.

Os táxons registrados neste estudo que são restritos à região fitogeográfica Guayana ocorreram somente na mata ciliar e são árvores, duas Leguminosae-Caesalpinoideae [Martiodendron excelsum (Benth.) Gleason e Peltogyne paniculata subsp. pubescens (Benth.) M.F. Silva] e quatro Leguminosae-Papilionoideae [Dalbergia revoluta Ducke, Ormosia smithii Rudd, Swartzia dipetala Willd. ex Vogel e S. latifolia var. sylvestris Cowan]. A exceção foi Aeschynomene interrupta Benth., espécie arbustiva com flores lilases, que ocorre somente nas savanas Rio Branco-Rupununi (Brasil-Roraima e Guiana) (Fernandes 1996; Funk et al. 2007). Copaifera pubiflora Benth. é uma espécie arbórea amplamente encontrada na região Guayana, apresentando poucas extensões na Venezuela e Colômbia (Martins-da-Silva et al. 2008). Nenhum táxon endêmico de Roraima foi encontrado na área de estudo. Dalbergia guttembergii A.M. de Carvalho, restrita à região de savana de Roraima, foi citada para a região do Rio Cauamé por Carvalho (1997), porém não foi encontrada no presente estudo. Esta espécie é um arbusto escandente ou arvoreta, diferindo das duas espécies de Dalbegia encontradas na área pela presença de flores amarelas ou brancas.

Na área de estudo, comparando-se as informações de hábito com as de habitat e os padrões de distribuição geográfica dos táxons, observa-se que todos os 55 táxons herbáceos e subarbustivos nativos de Leguminosae ocorreram nas fitofisionomias de savana. Para estes táxons, o padrão de distribuição neotropical foi fortemente predominante: 100% nas subfamílias Caesalpinioideae e Mimosoideae e 73,5% em Papilionoideae. Todos os táxons herbáceos com hábito volúvel (trepadeiras) pertencem à Papilionoideae e ocorreram na fitofisionomia de savana, apresentando o padrão de distribuição neotropical como o predominante (50%). Com relação aos táxons arbustivo-arbóreos de Leguminosae, observa-se que todos ocorreram na fitofisionomia de mata ciliar, exceto Bowdichia virgilioides Kunth, que ocorre nas fitofisionomias de savana. Esta espécie é amplamente encontrada no cerrado brasileiro em diferentes fitofisionomias como matas ciliares, cerradão, cerrado stricto sensu, campo rupestre, entre outras (Ratter et al. 2006; Mendonça et al. 2008), bem como em florestas estacionais secas do leste da América do Sul (Oliveira-Filho et al. 2006). Para os 21 táxons arbustivo-arbóreos nativos, os padrões de distribuição geográfica predominantes foram AmS (Norte) e AmS (Guayana), ambos com oito táxons cada (38,1% cada), enquanto que os três táxons com distribuição neotropical representam somente 14,3%.

Uma análise separando-se os táxons nativos pelo tipo de habitat revelou diferenças nos padrões de distribuição geográfica entre os que ocorrem na mata ciliar e os que habitam a savana. Observa-se que os táxons ocorrentes na mata ciliar apresentam distribuição predominantemente restrita ao norte da América do Sul, agrupando-se os padrões AmS Norte e Guayana (ca. 79%), diferentemente dos táxons encontrados na savana, que marcadamente têm um padrão de distribuição neotropical (ca. 77%).

Para as savanas de Roraima, foram levantados 92 táxons de Leguminosae (Miranda & Absy 1997; 2000), 29 pertencentes à subfamília Caesalpinioideae, nove à Mimosoideae e 56 à Papilionoideae. Nas duas últimas subfamílias, o número de táxons encontrados na área de estudo corresponde aproximadamente ao registrado para as savanas roraimenses, enquanto que em Caesalpinioideae este número é menor. Isto pode ser principalmente devido ao fato de que vários nomes citados nestas listagens são sinônimos, principalmente os citados sob Cassia s.l. Ainda para Roraima, Lewis & Owen (1989) encontraram 121 táxons no levantamento de Leguminosae na Ilha de Maracá. Desta forma, o número de táxons encontrados na área de estudo corresponde à cerca de 66% do número de táxons da Ilha de Maracá, que concentra diferentes formações florestais e savânicas nos seus 92.000 ha de extensão.

Uma comparação do número de táxons de Leguminosae-Papilionoideae encontrados na área de estudo com o de algumas áreas de savana e de florestas estacionais secas do Brasil já inventariadas, indica que, na área do Cauamé, há uma grande concentração de táxons em uma área comparativamente pequena, compatível ou mesmo superando outras regiões reconhecidamente ricas em táxons de Papilionoideae (Zappi et al. 2003; Queiroz 2004; Dutra et al. 2005; Silva 2005; Cardoso & Queiroz 2007; Filardi et al. 2007). Observa-se também que os principais gêneros de Leguminosae em número de espécies na área do Cauamé (Chamaecrista e Aeschynomene) são predominantemente campestres e também muito diversos nas áreas de cerrado e de caatinga, onde também marcadamente se destacam Mimosa e Senna (Mendonça et al. 1998; 2008; Queiroz 2006). Entretanto, gêneros como Arachis, Caesalpinia, Calliandra e Senegalia não foram encontrados na área estudada e ocorrem amplamente na caatinga e cerrado, onde apresentam um grande número de espécies (Mendonça et al. 1998; 2008; Queiroz 2006), ao contrário do que é encontrado para as savanas de Roraima (Miranda & Absy 1997; 2000).

Em conclusão, a área estudada representa um sítio diverso em táxons de Leguminosae, pois concentra cerca de 87% da diversidade da família citada para as savanas de Roraima. Além disso, a riqueza específica de Papilionoideae está entre as maiores referidas para áreas de savana do Brasil. Este elevado número de espécies de Leguminosae na região do Cauamé ressalta a necessidade de se intensificar coletas em outras regiões de savana do Estado, uma vez que esta vegetação ainda é muito pouco estudada floristicamente e considerada de baixa riqueza específica.

 

Agradecimentos

Os autores agradecem à Fundação Estadual do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia de Roraima pela concessão de uma bolsa DCR (FEMACT/CNPq) à primeira autora e pelo apoio institucional nas coletas de material; Christiane Costa (MIRR), Karuliny Maia (UFRR), Octaviano Grigio Jr. (MIRR), Roberto Serafim (MIRR) pelo valioso auxílio nas excursões de coleta e preparação do material; Christiane Costa pela gentileza em nos permitir publicar suas fotografias; aos dois assessores anônimos pela revisão do manuscrito. Este trabalho foi financiado pela CAPES/UFRR através do Programa de Auxílio à Pesquisa dos Recém Pós-Graduados - PROPESQUISA (Edital nº 19/2007- PRPPG).

 

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Recebido em 16/09/2008.
Aceito em 8/07/2009

 

 

1 Autor para correspondência: rodrigo@cbio.ufrr.br

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