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Acta Botanica Brasilica

versão impressa ISSN 0102-3306

Acta Bot. Bras. vol.24 no.4 Feira de Santana out./dez. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062010000400008 

ARTIGOS / ARTICLES

 

Diatomáceas (Bacillariophyceae) em marismas no sul do Brasil

 

Salt Marsh Diatoms (Bacillariophyceae) in South Brazil

 

 

Juliana Gonçalves da SilvaI,*; Lezilda Carvalho TorganI; Luciana de Souza CardosoII

IFundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Museu de Ciências Naturais, Porto Alegre, RS, Brasil
IIUniversidade Federal do Rio Grande do Sul. Departamento de Botânica, Porto Alegre, RS, Brasil

 

 


RESUMO

Nas marismas do sul do Brasil a comunidade de diatomáceas é desconhecida. Este estudo visa avaliar a composição, a riqueza e a β-diversidade desta comunidade com base em amostras coletadas em cinco pontos georeferenciados, entre as coordenadas 31º59'18.60"S - 52º14'58.50"W e 32º06'49.74"S - 52º09'22.57"W, em janeiro de 2002 e março de 2008, no estuário da laguna dos Patos. Esta comunidade esteve composta por 64% de diatomáceas salobras, 24% de marinhas e 16% de dulcícolas e esteve representada por 24 famílias, 36 gêneros e 50 táxons específicos e intra-específicos. Não houve variação na composição das espécies indicada pela diversidade-β (1,05). Com base na estimativa de riqueza Chao2, a comunidade de diatomáceas se mostrou representativa das marismas do estuário da laguna dos Patos. As espécies identificadas são apresentadas com suas medidas e ilustrações.

Palavras-chave: composição florística, riqueza, subtropical, β-diversidade


ABSTRACT

Salt marshes in South Brazil hold an unknown diatom community. This study aims to evaluate the composition, richness and β-diversity of the diatom community of salt marsh sediments in the Patos Lagoon Estuary. The samples were taken at five sites between 31º59'18.60"S - 52º14'58.50"W and 32º06'49.74"S - 52º09'22.57"W, in January 2002 and March 2008. The community was composed of 64% brackish, 24% marine and 16% freshwater diatoms and it was represented by 24 families, 36 genera and 50 specific and infra-specific taxa. There was no variation in the species composition indicated by β-diversity (1.05). Based on the Chao2 richness estimate, the diatom community is representative of the salt marsh in the Patos Lagoon Estuary. Measurements and illustrations of the species are presented.

Key words: floristic composition, richness, subtropical, β-diversity


 

 

Introdução

No Brasil, as marismas dominam a paisagem de margens sedimentares em estuários, lagunas e baías dos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Cerca de 70 km2 das margens e ilhas do estuário da laguna dos Patos (RS) são recobertos por marismas.

As diatomáceas auxiliam na estabilização do sedimento das marismas, por outro lado, a variedade de habitats relacionada à heterogênea altura topográfica das marismas (planos de lama, planos vegetados, canais e poças-de-maré) incrementa a diversidade do grupo. Segundo Round et al. (1990), as diatomáceas presentes no sedimento representam bem a diversidade deste grupo no sistema, pois este meio integra espacialmente táxons provindos do perifíton, plâncton e bentos.

Nas águas do estuário da laguna dos Patos, observam-se grandes variações de temperatura e salinidade, que são determinadas principalmente pela ação dos ventos, pela temperatura do ar e pelo regime de chuvas atuantes no período (Vilas Boas apud Seeliger & Costa, 1998). Em função desta dinâmica, pode-se observar grande flutuação na composição química da água, que tende a variar em função da mudança de salinidade (Niencheski & Windom, 1994).

A atual configuração geomorfológica do estuário da laguna dos Patos é conseqüente de processos erosivos e deposicionais resultantes da ação morfodinâmica Holocênica (Villwock et al., 1986). A análise diatomológica é amplamente utilizada na interface de ambientes dulcícolas e salinos para identificar lagos isolados do mar em áreas de soerguimento, indicando transgressão de águas marinha e salobra, e localizar a posição da linha de litoral no passado (Battarbee, 1986).

Além disso, a comunidade de diatomáceas, através de atributos como diversidade de espécies e abundância de indivíduos, é uma excelente ferramenta para a gestão de alterações ambientais sobre os ecossistemas decorrentes de ações antropogênicas, funcionando como indicadoras de qualidade ambiental.

Nos últimos 150 anos, as marismas do município de Rio Grande têm sido gradativamente destruídas, aterradas e transformadas em área urbana (Seeliger & Costa, 1998), tornando urgente estudos básicos para conhecimento e conservação das comunidades que habitam este ambiente.

Nas marismas do sul do Brasil a comunidade diatomológica não é conhecida. Este trabalho pretende contribuir pioneiramente para o conhecimento de diatomáceas nos sedimentos de marisma tendo como objetivo avaliar a composição, estimar a riqueza e conhecer a sua distribuição.

 

Material e métodos

As amostragens foram efetuadas na margem leste do estuário da laguna dos Patos, nas proximidades do município de Rio Grande (Fig. 1), em cinco pontos georreferenciados. A área é caracterizada por faixas vegetadas, principalmente, por Spartina alterniflora Lois., Scirpus olneyi A. Gray, Scirpus maritimus L. e Spartina densiflora Brongn. (Cordazzo & Seeliger, 1995).

 

 

Sedimentos superficiais foram coletados com espátula em profundidades de 1 a 3 cm. Para tal, efetuaram-se duas expedições; na primeira, realizada em janeiro de 2002, coletou-se nos pontos 1 e 2; na segunda, realizada em de março de 2008, nos pontos 3, 4 e 5 (Tab. 1). Mensurações pontuais de temperatura, condutividade, salinidade e pH foram realizadas in situ, através de aparelhos HACH modelos 50150 e 50050.

As amostras foram oxidadas pelo método descrito por Van Der Werff (1955) e montadas em lâminas com a resina Naphrax como meio de inclusão. As diatomáceas foram observadas e fotografadas ao microscópio Zeiss Axioplan. Para a identificação das espécies e informações do habitat foram utilizadas as seguintes referências bibliográficas: Van Heurck (1896), Frenguelli (1929), Hustedt (1930), Frenguelli (1935), Hustedt (1937), Frenguelli (1938), Hendey (1964), Hustedt (1966), Patrick & Reimer (1966), Rosa (1982), Krammer & Lange-Bertalot (1985), Buselato-Toniolli (1986), Krammer & Lange-Bertalot (1986), Sündback & Medlin (1986), Krammer & Lange-Bertalot (1988), Moreira-Filho (1990), Round et al. (1990), Snoeijs et al. (1991), Snoeijs (1992), Hartley (1996), Metzeltin & Witkowski (1996), Lange-Bertalot (1998), Witkowski et al. (2000), Lange-Bertalot (2001), Danielidis & Mann (2003), Metzeltin et al. (2005), Siver et al. (2005).

O material estudado encontra-se tombado no Herbário Prof. Dr. Alarich Schultz (HAS) no Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (Tab. 1).

Para tornar os dados obtidos comparáveis a outros inventários e, também, avaliar o esforço amostral estimou-se a riqueza de espécies da comunidade amostrada pela segunda aproximação de Chao (Chao, 1987) através do software Estimates versão 8.0 (Colwell, 2006).

Medidas de heterogeneidade da comunidade de diatomáceas da marisma foram obtidas através do cálculo da diversidade-β (Whittaker, 1972) que revela heterogeneidades no gradiente espacial estudado através das diferentes associações de espécies nos habitats, assumidos neste estudo como os diferentes pontos amostrados. Este índice mede como as comunidades se alteram ao longo de gradientes ambientais (Whittaker, 1972). O índice utilizado foi o βw (Whittaker, 1960) através da fórmula βw = (S/α médio) -1 na qual, "S" é número total de espécies dos pontos amostrados, "α médio" é número médio de espécies do grupo de pontos amostrais.

 

Resultados e discussão

No sedimento das marismas do estuário da laguna dos Patos, foram registrados 50 táxons específicos e infra-específicos de diatomáceas, distribuídos em 24 famílias e 36 gêneros. Dentre estes 15 espécies são novos registros para o Estado. Os taxóns são apresentados a seguir.

Classe Coscinodiscophyceae

Ordem Thalassiosirales

Família Stephanodiscaceae

Cyclotella meneghiniana Kützing, 1844

Fig. 2A

Medidas: diâmetro 6-13 µm. Habitat: marinho e dulcícola.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm. 6045, 6048); (HAS 107851, lâm. 6067); (HAS 107853, lâm. 6070).

Cyclotella striata (Kützing) Grunow, 1880

Fig. 2B

Medidas: diâmetro 21-25 µm. Habitat: dulcícola e salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107851, lâm n. 6067); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Ordem Paraliales

Família Paraliaceae

Paralia sulcata (Ehrenberg) Cleve, 1873

Fig. 2C

Medidas: diâmetro 18-31 µm. Habitat: marinho.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6045, 6049).

Ordem Coscinodiscales

Família Heliopeltaceae

Actinoptychus senarius (Ehrenberg) Ehrenberg, 1843

Fig. 2D

Medidas: diâmetro 19 µm. Habitat: marinho.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6048).

Ordem Triceratiales

Família Triceratiaceae

Pleurosira laevis (Ehrenberg) Compère, 1982

Fig. 2E

Medidas: comprimento 44-75 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6048); (HAS 107851, lâm n. 6066).

Família Plagiogrammaceae

Dimeregramma minor (Gregory) Ralfs, 1861

Fig. 2F

Medidas: comprimento 24 µm; largura 8 µm; 13-14 estrias em 10 µm. Habitat: marinho.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107874, lâm n. 6056).

Ordem Biddulphiales

Família Biddulphiaceae

Terpsinoë americana (Bailey) Grunow, 1868

Fig. 2G

Medidas: comprimento 38-45 µm; largura 29-32 µm; 3 costas em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6048); (HAS 107850, lâm n. 6061, 6062); (HAS 107853, lâm n. 6071).

Ordem Cymatosirales

Família Cymatosiraceae

Cymatosira belgica Grunow, 1881

Fig. 2H

Medidas: comprimento 14 µm; largura 3 µm; 7 estrias em 10 µm. Habitat: marinho.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107874, lâm n. 6058).

Classe Fragillariophyceae

Ordem Fragillariales

Família Fragillariaceae

Martyana martyi (Héribaud) Round, 1990

Fig. 2I

Medidas: comprimento 10 µm; largura 4 µm de largura. Habitat: dulcícola.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6048); (HAS 107874, lâm n. 6056); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Tabularia fasciculata (Agardh) Snoeijs, 1986

Fig. 2J

Medidas: comprimento 55-70 µm; largura 5 µm de largura. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6048); (HAS 107851, lâm n. 6067).

Classe Bacillariophyceae

Ordem Mastogloiales

Família Mastogloiacae

Mastogloia pumila (Grunow) Cleve, 1895

Fig. 2K

Medidas: comprimento 27-35 µm; largura 8,5-9 µm; 27 estrias em 10 µm. Habitat: salobro e marinho.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6061); (HAS 107851, lâm n. 6067).

Ordem Cymbellales

Família Anomoeoneidaceae

Staurophora salina (Smith) Mereschkowsky, 1903

Fig. 2L

Medidas: comprimento 25-55 µm; largura 11-12 µm; 18 estrias em 10 µm. Habitat: marinho.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6061); (HAS 107851, lâm n. 6067); (HAS 107853, lâm n. 6071).

Família Cymbellaceae

Cymbella grossestriata Müller, 1905

Fig. 2M

Medidas: comprimento 81-91 µm; largura 14-15 µm; 7 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6045); (HAS 107850, lâm n. 6063); (HAS 107851, lâm n. 6066).

Placoneis abundans Metzeltin, Lange-Bertalot & García-Rodriguez, 2005

Fig. 2N

Medidas: comprimento 28 µm; largura 11 µm; 12 estrias em 10 µm. Habitat: dulcícola.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6045).

Ordem Achnanthales

Família Achnanthaceae

Achnanthes curvirostrum Brun, 1895

Fig. 2O

Medidas: comprimento 37-40 µm; largura 14-15 µm; 12-13 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6062); (HAS 107851, lâm n. 6067); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Achnanthes parvula Kützing, 1844

Fig. 2P

Medidas: comprimento 30-47 µm; largura 8-10 µm; 9-10 estrias em 10 µm. Habitat: marinho.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6044, 6046, 6048, 6049); (HAS 107874, lâm n. 6056).

Família Cocconeidaceae

Cocconeis disculoides Hustedt, 1955

Fig. 3A

Medidas: comprimento 13-16 µm; largura 8-9 µm; 8 linhas de estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6046); (HAS 107850, lâm n. 6061, 6062); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Cocconeis placentula var. lineata (Ehrenberg) Van Heurck,1885

Fig. 3B

Medidas: comprimento 18-34 µm; largura 9,5-21 µm; 8 linhas de estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6062); (HAS 107851, lâm n. 6066); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Ordem Naviculales

Família Berkeleyaceae

Parlibellus crucicula (Smith) Witkowski, Lange-Bertalot & Metzeltin, 2000

Fig. 3C

Medidas: comprimento 36-39 µm; largura 11 µm; 19 estrias em 10 µm. Habitat: dulcícola e salobro.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6048).

Família Diasdesmidaceae

Luticola goeppertiana (Bleisch) Mann, 1990

Fig. 3D

Medidas: comprimento 15-20 µm; largura 6-8 µm; 15 estrias em 10 µm. Habitat: salobro e dulcícola.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6044); (HAS 107874, lâm n. 6058); (HAS 107850, lâm n. 6061); (HAS 107851, lâm n. 6067) (HAS 107853, lâm n. 6070).

Família Amphipleuraceae

Frustulia creuzburgensis (Krasske) Hustedt, 1957

Fig. 3E

Medidas: comprimento 32 µm; largura 7 µm de largura. Habitat: salobro e dulcícola.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6061).

Família Sellaphoraceae

Fallacia oculiformis (Hustedt) Mann, 1990

Fig. 3F

Medidas: comprimento 7-10 µm; largura 4-6 µm de largura. Habitat: salobro e marinho.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6061, 6062).

Família Pinnulariaceae

Caloneis bivittata var. lata Heiden, 1906

Fig. 3G

Medidas: comprimento 143 µm; largura 49 µm; 9 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6048).

Família Diploneidaceae

Diploneis didyma (Ehrenberg) Cleve, 1894

Fig. 3H

Medidas: comprimento 39-61 µm; largura 20-26 µm; 8 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6046); (HAS 107851, lâm n. 6067); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Diploneis smithii (Brébisson) Cleve, 1894

Fig. 3I

Medidas: comprimento 29-64 µm; largura 26-40 µm; 5-6 estrias em 10 µm. Habitat: salobro e marinho.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6045, 6048); (HAS 107850, lâm n.6061); (HAS 107851, lâm n. 6067); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Família Naviculaceae

Capartogramma crucicula (Grunow) Ross, 1963

Fig. 3J

Medidas: 34 µm; largura 12 µm; 25-26 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos,

Navicula peregrina (Ehrenberg) Kützing, 1844

Fig. 3K

Medidas: comprimento 88 µm; largura 16 µm; 7 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107853, lâm n. 6070).

Navicula recens (Lange-Bertalot) Lange-Bertalot, 1985

Fig. 3L

Medidas: comprimento 41-51 µm; largura 7-10 µm; 9-11 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6045); (HAS 107850, lâm n. 6061, 6062); (HAS 107851, lâm n. 6067); (HAS 107853, lâm n. 6071).

Seminavis strigosa (Hustedt) Danieldis & Economou-Amilli, 2003

Fig. 3M

Medidas: comprimento 25-30 µm; largura 4-5 µm; 16 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6062).

Chamaepinnularia truncata (Dieter König) Witkowski, Lange-Bertalot & Metzeltin, 2000

Fig. 3N

Medidas: comprimento 15-20 µm; largura 6,5-7 µm; 18-19 estrias. Habitat: salobro.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6061, 6062).

Hippodonta hungarica (Grunow) Lange-Bertalot, Metzeltin & Witkowski, 1996

Fig. 3O

Medidas: comprimento 15-21 µm; largura 6 µm de largura. Habitat: dulcícola.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107851, lâm n. 6067); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Ordem Thalassiophysales

Família Catenulaceae

Catenula adhaerens (Mereschkowsky) Mereschkowsky, 1902

Fig. 4A

Medidas: comprimento 11-15 µm; largura 2-5 µm de largura. Habitat: salobro e marinho.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6046); (HAS 107874, lâm n. 6056, 6058); (HAS 107850, lâm n. 6062); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Amphora crucifera Cleve, 1922

Fig. 4B

Medidas: comprimento 44-55 µm; largura 9-10 µm; 13 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107874, lâm n. 6056); (HAS 107851, lâm n. 6067); (HAS 107853, lâm n. 6071).

Amphora pseudoholsatica Nagumo & Kobaysi, 1990

Fig. 4C

Medidas: comprimento 16-38 µm; largura 4-7,5 µm; 10 a11 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6044); (HAS 107850, lâm n. 6061, 6062); (HAS 107851, lâm n. 6067); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Ordem Bacillariales

Família Bacillariaceae

Bacillaria paxillifer (Müller) Hendey, 1951

Fig. 4D

Medidas: comprimento 101-110 µm; largura 6-6,5 µm de largura. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6061); (HAS 107851, lâm n. 6067); (HAS 107853, lâm n. 6071).

Hantzschia amphioxys (Ehrenberg) Grunow, 1880

Fig. 4E

Medidas: comprimento 27-40 µm; largura 4-7 µm de largura. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107874, lâm n. 6056, 6058).

Tryblionella apiculata Gregory, 1857

Fig. 4F

Medidas: comprimento 47-62 µm; largura 7,5-9 µm; 14-15 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6044, 6048); (HAS 107850, lâm n. 6063); (HAS 107851, lâm n. 6067).

Tryblionella circunsuta (Bailey) Ralfs, 1861

Fig. 4G

Medidas: comprimento 143-1 Van Heurck 66 µm; largura 58-60 µm de largura. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6045, 6048).

Tryblionella perversa Grunow, 1990

Fig. 4H

Medidas: comprimento 33-38 µm; largura 16 µm de largura. Habitat: marinho e salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107853, lâm n. 6070, 6071).

Tryblionella victoriae Grunow, 1862

Fig. 4I

Medidas: comprimento 36-37 µm; largura 16 µm; 6 fíbulas em 10 µm; 6 estrias em 10 µm. Habitat: marinho.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6045); (HAS 107850, lâm n. 6063); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Nitzschia filiformis (Smith) Van Heurck, 1896

Fig. 4J

Medidas: comprimento 46-80 µm; largura 4-6 µm; 7-8 fíbulas em 10 µm; 30-33 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos,

Nitzschia prolongata Hustedt, 1938

Fig. 4K

Medidas: comprimento 79-120 µm; largura 4-6 µm; 6-7 fíbulas em 10 µm; 20-22 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6045, 6048); (HAS 107850, lâm n. 6061).

Nitzschia rhopalodioides Hustedt, 1955

Fig. 4L

Medidas: comprimento 64 µm; largura 10 µm; 5 fíbulas em 10 µm. Habitat: marinho.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6062).

Nitzschia scalpelliformis (Grunow) Grunow, 1880

Fig. 4M

Medidas: comprimento 39-98 µm; largura 4,5-5 µm; 8-9 fíbulas em 10 µm; 22-25 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6061, 6062); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Nitzschia subcohaerens var. scotica (Grunow) Van Heurck, 1896

Fig. 4N

Medidas: comprimento 40 µm; largura 5 µm; 8 fíbulas em 10 µm; 30 estrias em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6045).

Denticula kuetzingii Grunow, 1862

Fig. 4O

Medidas: comprimento 11-12 µm; largura 3 µm; 87 estrias em 10 µm. Habitat: dulcícola.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107874, lâm n. 6056); (HAS 107853, lâm n. 6071).

Ordem Rhopalodiales

Família Rhopalodiaceae

Epithemia adnata (Kützing) Brébisson, 1838

Fig. 4P

Medidas: comprimento 46-55 µm; largura 8-9 µm; 6 costas em 10 µm; 6 estrias em 10 µm. Habitat: salobro e dulcícola.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107851, lâm n. 6066, 6067); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Rhopalodia brebissonii Krammer, 1987

Fig. 4Q

Medidas: comprimento 23-33 µm; largura 5-7 µm; 3 costas em 10 µm. Habitat: salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107850, lâm n. 6061, 6062); (HAS 107851, lâm n. 6067).

Rhopalodia rumrichae Krammer, 1987

Fig. 4R

Medidas: comprimento 21-33 µm; largura 9-13 µm; 3 costas em 10 µm. Habitat: dulcícola.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6044, 6048); (HAS 107850, lâm n. 6062); (HAS 107851, lâm n. 6067); (HAS 107853, lâm n. 6070).

Ordem Surirellales

Família Surirellaceae

Surirella rorata Frenguelli, 1935

Fig. 4S

Medidas: comprimento 80-168 µm; largura 45-96 µm; 11 projeções aliformes em 100 µm. Habitat: marinho e salobro.

Material examinado: BRASIL. Rio Grande do Sul: Rio Grande, laguna dos Patos, (HAS 107873, lâm n. 6046, 6049); (HAS 107851, lâm n. 6065).

A comunidade esteve composta por 60% de diatomáceas salobras, 24% marinhas e 16% dulcícolas. A representatividade das espécies de habitat salobro demonstrou uma comunidade adaptada à variação de salinidade das marismas.

Nos trabalhos realizados em outros ambientes estuarinos brasileiros e sul-americanos foram citados 20 táxons (40%) registrados nas marismas do estuário da laguna dos Patos, quais sejam: Cyclotella meneghiniana, Nitzschia scalpelliformis (como Nitzschia obtusa var. scalpelliformis), Paralia sulcata e Terpsinoë americana para o estuário do Rio Paripe - Pernambuco (Moura et al., 2007); Catenula adhaerens, Nitzschia scalpelliformis e Tabularia fasciculata (Sylvestre et al., 2001) para a Lagoa de Araruama - Rio de Janeiro; Diploneis smithii, Hantzschia amphioxys e Paralia sulcata (como Melosira sulcata) para a Baía Sul Santa Catarina (Mosimann, 1988); Achnanthes curvirostrum, Capartogramma crucicula, Cyclotella striata, Dimeregramma minor, Diploneis didyma, Diploneis smithii, Hantzschia amphioxys, Mastogloia pumila, Paralia sulcata, Terpsinoë americana, Tryblionella circunsuta (como Nitzshia circunsuta) e Tryblionella perversa (como Nitzschia perversa) para o estuário do Rio Ratones - Santa Catarina (Fernandes et. al., 1990); Actinoptychus senarius, Cyclotella meneghiniana, Cyclotella striata, Navicula peregrina, Paralia sulcata e Terpsinoë americana para o Complexo estuarino Tramandaí-Armazém (Rosa & Callegaro, 1988; Rosa & Werner, 1993; Rosa et al., 1994); Actinoptychus senarius, Cocconeis placentula, Cyclotella meneghiniana, Cyclotella striata, Hantzschia amphioxys, Navicula peregrina, Nitzschia filliformis e Rhopalodia brebissoni para o estuário do Río de la Plata - Argentina e Uruguai (Licursi et al., 2006).

Para os ambientes de marismas da Inglaterra (Round, 1960), Estados Unidos da América (Sullivan 1975, 1982; Sherrod, 1999), Dinamarca (Szkornik et al.,2006) e Canadá (Roe et al., 2009), que podem ser considerados ambientes homólogos as marismas do sul do Brasil foram citados também 20 táxons (40%) aqui registrados, quais sejam: Actinoptychus senarius, Bacillaria paxillifer (como Bacillaria paradoxa), Cocconeis placentula, Cyclotella meneghiniana, Cyclotella striata, Cymatosira belgica, Dimeregramma minor, Diploneis didyma, Diploneis smithii, Fallacia oculiformis (como Navicula oculiformis), Frustulia creuzburgensis, Hantzschia amphioxys, Mastogloia pumila, Navicula peregrina, Nitzschia filliformis, Nitzschia scalpelliformis (como Nitszchia obtusa var. scalpelliformis), Paralia sulcata (como Melosira sulcata), Staurophora salina (como Stauroneis salina), Tabularia fasciculata (como Fragilaria fasciculata, Synedra tabulata e Synedra fasciculata), Tryblionella perversa (como Nitzschia perversa).

Em relação ao número de espécies, os gêneros mais bem representados foram Nitzschia (5 spp.) e Tryblionella (4 spp.). A classe mais bem representada foi Bacillariophyceae com 40 táxons; seguida por Coscinodiscophyceae com 8 táxons e Fragilariophyceae com 2 táxons. As ordens mais bem representadas foram Naviculales com 13 táxons e Bacillariales com 12 táxons. As famílias com maior número de espécies foram Bacillariaceae com 12 spp. e Naviculaceae com 6 spp.

A riqueza estimada para a comunidade foi de 53,5 espécies, com intervalo de confiança entre 45 e 62 espécies. A riqueza observada neste levantamento, 50 espécies, está dentro do intervalo de valores esperados indicando que o esforço amostral foi adequado. A distribuição dos táxons encontra-se na Tabela 2.

Diferenças na composição de diatomáceas dos cinco pontos amostrados eram esperadas, tanto por cada um representar uma comunidade espacialmente distante do outro, quanto por dois destes pontos haverem sido amostrados temporalmente distantes dos outros três. Estas hipóteses foram avaliadas através da análise da diversidade-β.

A diversidade-β para este levantamento tem valor mínimo 1,0 e máximo 5,5 e o valor calculado 1,05 indicou pequena variação. Este resultado demonstra que a comunidade estava bem distribuída e semelhante na área de estudo.

 

Agradecimentos

À Dra Svetlana Medeanic, do Centro de Estudos Costeiros, Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul pelo fornecimento de amostras e apoio nas coletas. Ao professor Jorge Luiz Waechter do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul pelos esclarecimentos em ecologia vegetal. À Fundação de Amparo a Pesquisa no Rio Grande do Sul - FAPERGS e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela concessão de bolsa aos autores (Proc. 08511147 e 07511644).

 

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Recebido em 12/11/2009.
Aceito em 19/08/2010

 

 

* Autor para correspondência: biologa.juliana@gmail.com

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