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Acta Botanica Brasilica

versão impressa ISSN 0102-3306

Acta Bot. Bras. vol.25 no.3 Feira de Santana jul./set. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062011000300021 

ARTIGOS ARTICLES

 

Avaliação da diversidade arbórea das ilhas do rio Paraguai na região de Cáceres, Pantanal Matogrossense, Brasil

 

Assessment of tree diversity on the islands of the Paraguay River, in the Caceres region, Pantanal, Brazil

 

 

Solange Kimie Ikeda CastrillonI, 1; Carolina Joana da SilvaI, II; José Ricardo Castrillon FernandezIII; Andrea Kyoko IkedaI

IUniversidade do Estado de Mato Grosso, Departamento de Ciências Biológicas, Cáceres, MT, Brasil
IIUniversidade Federal de São Carlos, Programa de Pós Graduação em Ecologia e Recursos Naturais, São Carlos, SP Brasil
IIIInstituto Tecnológico Federal de Mato Grosso, Cáceres, MT, Brasil

 

 


RESUMO

A diversidade de plantas está associada à heterogeneidade de habitats, à ampla distribuição de espécies, ao pulso de inundação que podem estar sendo controlados pela dinâmica fluvial e diferenças na origem geomorfológica. Este estudo avaliou a diversidade da vegetação arbórea em seis ilhas do rio Paraguai, entre Cáceres e a Estação Ecológica de Taiamã, Pantanal Matogrossense. Foram comparadas ilhas originárias de dois processos geomorfológicos: a partir do rompimento do colo do meandro e de sedimentação. Foram estabelecidas 22 parcelas (10 x 20 m) por ilha, distantes 50 m entre si, onde foram amostradas todas as árvores com DAP > 5cm. Foram alocadas 10 parcelas na parte central e 12 nas bordas das ilhas. O cluster construído a partir do coeficiente de Sorensen resultou em dendrogramas, baseados em ligações simples e distancia euclidiana dos índices de similaridade, onde se observam as hierarquias entre os grupos formados, considerando parcelas localizadas no centro e borda das ilhas e entre ilhas. Foram registradas 40 espécies pertencentes a 34 gêneros e 21 famílias. Os Índices de Diversidade de Shannon-Weaver variaram de H' 0,91 a 2,72. Houve diferença na composição florística das ilhas originárias do rompimento do colo de meandro e partir de sedimentação. Houve diferença na composição florística do centro e borda nas ilhas formadas por rompimento do colo de meandro.

Palavras-chave: pantanal, ilhas, vegetação arbórea, origem geomorfológica, pulso de inundação


ABSTRACT

Plant diversity on islands is associated with habitat heterogeneity, the distribution of a species, the flood pulse that may be influenced by fluvial dynamics and differences in geomorphologic origin. This study assessed the diversity of trees on six islands of the Paraguay River, between Caceres and Taimã Ecological Station, in the Pantanal, Brazil. Islands created by two geomorphologic processes were compared: sedimentation and islands formed when the necks of meanders erode. All of the trees with DBH > 5 cm were sampled from 22 (10 m x 20 m) plots (per island), which were 50 m from each other. Ten plots were allocated in the central parts and 12 on the edges of the islands in areas where there was erosion and sediment deposition. The cluster constructed from the Sorensen coefficient resulted in dendrograms based on single bonds and Euclidean distance of similarity indexes, where hierarchies were observed among the groups when considering the plots located in the center and on the edge of the islands, and between islands. Forty species belonging to 34 genera and 21 families were recorded. The Shannon-Weaver diversity indexes ranged from H' 1.08 to 2.77. There was a difference in the floristic composition on the islands that were formed when necks of meanders eroded compared to those formed by sedimentation. There was a difference in the floristic composition when comparing the center and edge of islands formed when necks of meanders eroded.

Key words: Pantanal, islands, arboreal vegetation, geomorphologic origin, flood pulse


 

 

Introdução

Diversos estudos têm avaliado os mecanismos que determinam as diferentes paisagens no Pantanal, tais como mudanças paleoclimáticas (Ab'Saber 1988), pulso de inundação (Junk et al. 1989), dinâmica fluvial e adaptação de espécies (Adámoli & Pott 1999). No Pantanal, localmente, as comunidades vegetais distribuem-se segundo a influência dos gradientes de inundação e no plano temporal, mudanças no leito fluvial iniciam processos sucessionais, que se manifestam na dinâmica da vegetação arbórea (Adámoli & Pott 1999).

A biota no sistema de rios alagáveis é controlada pelo pulso de cheias (Junk et al.1989). É provável que espécies arbóreas desempenhem um papel importante na estabilização do solo e mudanças no grau de hidromorfia, gerando condições favoráveis ao estabelecimento de novas espécies arbóreas, resultando em gradual avanço de formações florestais sobre as áreas mais abertas do Pantanal. Diversos fatores podem estar controlando a expansão das formações vegetais no pantanal, dentre eles, a inundação tem sido a mais estudada (Prance & Schaler 1982; Adámoli 1982; Nascimento & Nunes da Cunha 1989; Adámoli & Pott 1999; Damasceno Júnior et al. 1999; Pott & Adámoli 1999; Nunes da Cunha & Junk 1999; Nunes da Cunha & Junk 2001; Damasceno-Júnior 2004; Damasceno Júnior et al. 2005; Arieira & Nunes da Cunha 2006).

Outro fator sugerido por Prance & Schaler (1982) e Hamilton et al. (1996), é o impacto humano na vegetação do Pantanal com a introdução do gado e o uso do fogo durante os últimos 200 anos. Os autores acreditam que as atividades humanas têm influenciado a natureza e a distribuição da vegetação no Pantanal. Com relação à presença humana, existem citações sobre os "aterros dos bugres" que são ilhas para a permanência em época de cheia utilizada por grupos indígenas que ocuparam o Pantanal antes da colonização européia. Estes aterros são um dos poucos exemplos de aproveitamento sustentável em sistemas complexos como áreas alagáveis (Junk & Da Silva 1999).

As ilhas sempre foram locais de importantes pesquisas acerca da biodiversidade. A partir das ilhas oceânicas surgiram teorias como "A origem das espécies" em 1859 e a teoria de Biogeografia de Ilhas (MacArthur & Wilson 1967) que desencadeou estudos sobre o efeito área, que preconiza que quanto maior a ilha, maior o número de espécies presentes e mais lenta a extinção local, com o inverso ocorrendo em ilhas pequenas onde os recursos são mais finitos.

A riqueza de espécies em uma região é o resultado de muitos processos agindo através do espaço e tempo. A quantificação de outras variáveis, além da área, é fundamental para avaliação da diversidade e ao mesmo tempo tem alto poder explicativo (como idade ilha, distância, produtividade, energia e heterogeneidade ambiental), sendo necessária para construir uma previsão mais científica da riqueza de espécies em sistemas de ilhas (Triantis et al. 2008). Por exemplo, a heterogeneidade espacial de hidroperiodos das zonas úmidas temporárias tem um forte impacto sobre a riqueza de espécies de plantas vasculares, enquanto área de habitat não têm um impacto significativo (Brose 2001).

A margem do rio é um tipo de borda, constitui uma variável complexa, englobando maior umidade do solo, exposição ao sol e suscetibilidade a cheias ocasionais (Souza et al. 2003). Muitas vezes espécies podem estar distribuídas nas margens dos rios condicionadas principalmente pela maior luminosidade propiciada pela abertura do rio (Oliveira Filho et al. 1994).

No rio Paraguai, Pantanal de Cáceres, as ilhas ocorrem ao longo de setores mais retilíneos, tendo se originado, a partir do canal por barras de areia, afloramentos rochosos e de meandro em evolução. Em meandros e setores de transição a migração de braços de canal e subseqüentes rompimentos formaram ilhas com matas alagáveis (Wantzen et al. 2005). Entre a área urbana do município de Cáceres e a Estação Ecológica de Taiamã no rio Paraguai, Souza et al. (2007) verificaram ilhas formadas a partir do rompimento do colo do meandro e ilhas formadas pelo processo de sedimentação.

Este estudo avaliou a diversidade da vegetação arbórea em seis ilhas do rio Paraguai, originárias do rompimento do colo do meandro e do processo de sedimentação através das questões: Qual a composição florística e estrutura da vegetação arbórea? Existe similaridade da flora entre as ilhas? Há diferença na riqueza? Existe diferença na composição florística da borda e centro das ilhas? A distância entre as ilhas influencia a composição?

 

Material e métodos

O Pantanal é a mais espessa bacia de sedimentação quaternária do País. O pacote detrítico em seu interior detém de 400 a 500m de sedimentos acumulados. Está situado entre três grandes domínios morfoclimáticos e fitogeográficos sul-americanos, dos Cerrados, do Chaco e da Pré-Amazônia, funcionando como uma imensa depressão aluvial tampão e ao mesmo tempo como receptáculo de componentes bióticos provenientes das áreas circunvizinhas (Ab'Saber 2006).

A principal área de influência amazônica dentro do Pantanal, ligada ao vale do rio Paraguai, apresenta um interesse adicional, uma vez que é a única via possível de conexão florística atual, entre a Floresta Amazônica e as Florestas Meridionais. O rio Paraguai e os seus afluentes Sepotuba, Cabaçal e Jauru drenam áreas parcialmente cobertas por florestas de linhagem amazônica (Adámoli 1986). Na região da foz destes rios, encontra-se o Pantanal de Cáceres, próximo à área de estudo.

A vegetação desta região é classificada como Floresta Estacional Semi-Decidual Aluvial, uma formação encontrada com grande freqüência na depressão pantaneira, sempre margeando os rios da bacia do rio Paraguai, podendo ser regionalmente reconhecida como mata de galeria, mata ciliar, ripária e florestas inundáveis. Caracteriza-se por uma formação florestal ribeirinha que ocupa as acumulações fluviais quartenárias, sendo sua estrutura semelhante à floresta ciliar de outros rios, diferindo apenas florísticamente porque aparecem espécies de plantas vicariantes da Amazônia Ocidental (sensu Veloso et al. 1991).

O Pantanal de Cáceres se estende do sul da cidade de Cáceres - MT até a Ilha do Caracará. A princípio, comprimido entre a depressão do Alto Paraguai e a Província Serrana, é limitado a oeste, pela fronteira com a Bolívia, a leste, pelo curso do rio Paraguai, que descreve um arco voltado para o ocidente até a Morraria da Ïnsua, já nos limites daquele país (PCBAP 1997).

O clima do Pantanal de Cáceres, de acordo com a classificação de Koppen é do tipo Aw (quente e úmido), a precipitação anual de 1500 mm, com maior intensidade nos meses de janeiro, fevereiro e março. As temperaturas médias anuais das máximas e mínimas são em torno de 32ºC e 20º C, respectivamente. A alternância de estações chuvosas e secas define o clima de caráter estacional.

Os solos da área de estudo predominam o Gleissolo Eutrófico, com argila de alta capacidade de troca de cátions (Soares et al. 2006). As ilhas são submetidas à inundação anual por um período de aproximadamente 6 meses, normalmente entre os meses de novembro a abril (Ikeda- Castrillon 2011).

A unidade geomorfológica, Planícies e Pantanais Mato-grossenses, é caracterizada por deposição recente de sedimentos da Formação Pantanal, formada por solos hidromórficos em sua maioria e possui forte tendência para inundações periódicas e prolongadas. A Planície Fluvial é uma feição relacionada aos rios, principalmente o Paraguai e afluentes, estão modeladas em depósitos aluviais holocentricos e caracterizada por apresentarem diques marginais, ilhas e lagoas (Franco & Pinheiro 1982).

Souza (2007) em seu trabalho, observou as mudanças espaço-temporais do corredor fluvial, formado pela planície marginal (baías, lagoas, vazantes e ilhas fluviais) e da calha do rio Paraguai em três compartimentos entre área urbana do município de Cáceres e a Estação Ecológica de Taiamã. No primeiro compartimento na região mais próxima a cidade de Cáceres o rio possui padrão meandrante, dinâmica caracterizada pela erosão acelerada e deposição de sedimentos na calha e na planície de inundação, com presença de ilhas originárias do rompimento do colo do meandro. Em seguida o canal diminui a sinuosidade, tornando-se retilíneo e apenas retornando ao padrão meandrante no terceiro compartimento próximo a Taiamã, nestes últimos compartimentos verificam-se ilhas originárias do processo de sedimentação.

Foram mapeadas e sorteadas para estudo seis ilhas no rio Paraguai entre a cidade de Cáceres-MT a Estação Ecológica de Taiamã, no Pantanal Matogrossense.As seis ilhas estão localizadas entre as coordenadas 16º08'05,3" S e 57º43'49,3" W e 16º48'57,4" S e 57° 37'46,9' W. As três primeiras (1, 2 e 3), estão localizadas mais próximas à Cáceres, são ilhas formadas a partir do rompimento do colo meandro do rio e possuem as seguintes áreas respectivamente: 155,27, 199,23 e 74,36 ha e as ilhas formadas por sedimentação (4, 5 e 6) com áreas: 13,80, 25,26 e 15, 53 ha e estão mais próximas da Estação Ecológica de Taiamã (Fig. 1).

 

 

A localização das parcelas teve o objetivo de amostrar diferenças entre locais. Foram estabelecidas 22 parcelas (10 x 20 m) por ilha. Foram alocadas 10 no interior (centro) e 12 na borda da ilha. As parcelas de borda foram alocadas de três em três, próximas as margens do rio no sentido norte/sul e leste/oeste distantes 50 metros entre si e considerando uma borda de 100m. A partir do centro das ilhas foram alocadas quatro parcelas no sentido norte/sul e seis parcelas em um ângulo de 240º em relação ao centro, três para cada lado, distantes 50 metros entre si (Fig.2). O total da área amostral foi de 2,64 ha.

 

 

Foram levantados indivíduos com DAP (Diâmetro a Altura do Peito) > 5 cm e altura > 3 m. Para a estrutura e composição da comunidade arbórea das ilhas foram utilizados parâmetros fitossociológicos, com suas fórmulas, segundo proposição de Muller-Dombois & Ellenberg (1974), calculados através do programa o programa Mata Nativa 2.0 (CIENTEC 2006).

A classificação das espécies segundo as famílias botânicas seguiu o sistema do "Angiosperm Phylogeny Group III" (APG III 2009). O material botânico coletado foi identificado com auxílio de bibliografia especializada e por comparação com o material do Herbário do Pantanal (HPAN) da Universidade do Estado de Mato Grosso, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e apoio técnico do Herbário da Universidade Federal de Mato Grosso. Posteriormente este material foi depositado no HPAN, com duplicatas encaminhadas aos Herbários da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal de Mato Grosso.

Para inquirir e comparar a diversidade e a similaridade florística entre as ilhas do rio Paraguai, foi utilizado o índice de diversidade de Shannon e o índice de similaridade de SØrensen (Ss), este índice, baseado na presença e ausência de espécies, enfatiza as espécies comuns às áreas, dando peso maior para estas espécies (Kent & Coker 1996). O intervalo de confiança do índice de Shannon foi calculado pelo método de Jackknife (Heltshe & Forrester 1983).

A análise da similaridade foi feita através da classificação aglomerativa por UPGMA (Unweighted Pair Groups Method using Arithmetic Averages) (James & McCulloch 1990). A classificação por UPGMA resultou em dendrogramas, baseados em ligações simples e distancia euclidiana dos índices de similaridade, onde se observam as hierarquias entre os grupos formados, considerando as ilhas e parcelas localizadas no centro e borda.

Para avaliar a riqueza entre as ilhas de diferentes origens foi utilizada ANOVA (dados log tranformados) calculada pelo programa BioEstat 5.0 (Ayres et al. 2003). A construção dos gráficos foi realizada por meio do software Microsoft Excel.

O teste de Mantel foi utilizado para testar a presença de auto-correlação espacial entre as variáveis dependentes (representada pela matriz de similaridade florística de Sorensen) e independentes (distância geográfica euclidiana entre unidades amostrais). As análises foram gerados com o pacote estatístico R (R Development Core Team 2010).

 

Resultados e discussão

Estrutura e Composição florística

Nas seis ilhas do rio Paraguai, foram encontradas 40 espécies distribuídas em 34 gêneros e 21 famílias. A espécie mais abundante foi Sapium obovatum, contribuindo com 40,79% dos indivíduos, seguida por Laetia americana (9,02 %), Psidium nutans (6,7%), Zygia inaequalis (6,44%), Albizia polyantha (3,69%) (Tab.1). As famílias mais importantes com relação ao número de espécies são: Euphorbiaceae (5), Myrtaceae (5), Fabaceae-Mimosoideae (4) e Salicaceae (3). Do total das famílias amostradas, 11 foram representadas por uma única espécie.

A curva de incremento de espécies não variou entre as ilhas, sendo que apenas na ilha um houve um acréscimo nas ultimas parcelas, entretanto o número de espécies era superior a 80% em todas as ilhas na metade da área amostral (Fig. 3).

Os maiores Valores de Importância (VI) encontrados entre as espécies foram: Sapium obovatum (108,852), Laetia americana (17,49), Albizia inundata (16,25), Zygia inaequalis (14,66) e Psidium nutans (13,98) em seguida arvores mortas em pé representaram um VI de (13,35). Teoricamente, as espécies mais importantes em termos de VI, são aquelas que apresentam maior sucesso em explorar os recursos de seus habitats (Felfili et al. 1998).

Os indivíduos mortos em pé neste levantamento representaram 3,43% do número total de indivíduos. Damasceno Junior et al. (2004) realizaram um estudo em mata alagável no rio Paraguai em Corumbá, para verificar a mortalidade da vegetação após uma cheia excepcional em 1995 registrou a taxa de mortalidade total foi de 4,1%, sendo maior nas faixas topográficas mais altas, indicando que lugares onde as inundações são mais raras são mais afetados pelas grandes cheias. A quantidade de indivíduos mortos em pé nas ilhas pode estar igualmente relacionada à cheia excepcional no ano de 2007 na região deste trabalho.

O número de espécies arbóreas que encontrado nas ilhas, está mais próximo ao número de espécies encontradas no levantamento da mata ciliar do rio Paraguai próximo a Corumbá por Damasceno Junior (2005) que encontrou 37 espécies, 35 gêneros e 23 famílias em 1,08 ha. São comuns aos dois trabalhos 13 espécies, provavelmente não existe alta similaridade devido à família Arecaceae que não foi levantada nesta pesquisa e a diferença topográfica entre as ilhas e as margens do rio. A espécie com maior valor de importância também se diferiu, sendo que é notável o alto valor de Sapium obovatum (108,8) nas ilhas do Pantanal de Cáceres, diferindo da espécie com maior VI as margens do rio Paraguai em Corumbá Inga vera, igualmente com alto valor de importância (VI = 116,9).

O número de espécies deste trabalho também se assemelha ao levantamento realizado nos cerradões do Pantanal por Salis et al. (2006), que ao verificar a distribuição e abundância de espécies arbóreas em cerradões no Pantanal, registrou para as seis áreas levantadas uma elevada heterogeneidade entre os cerradões, pois os valores foram bastante variáveis como o número de espécies (27 a 43) entretanto ao considerar as seis áreas de estudo conjuntamente, foram encontradas 86 espécies. Outro levantamento realizado no Pantanal em um fragmento de Floresta estacional decidual em Corumbá foram levantadas 79 espécies (Salis et al. 2004).

Ambientes com condições extremas, como baixa disponibilidade de água e nutrientes ou com excesso de água e nutrientes, tendem a aumentar a dominância ecológica de algumas espécies (Ashton 1990). Neste estudo verificou-se que S. obovatum é uma espécie dominante, de ampla ocorrência, freqüente em todas ilhas e obteve maior VI em quatro ilhas (Figura 4).

Diversidade e riqueza

O Índice de Diversidade de Shannon variou nas ilhas entre 0,91 a 2,72 (Tab. 2) apresentou valores intermediários quando comparados a outros levantamentos no Pantanal, como observado em uma mata de Vochysia divergens com o valor de 1,56 (Nascimento & Nunes da Cunha 1989), em formações arbóreas com H' entre 1,75 e 3,0 (Salis et al.1999) e mata inundável H' = 2,7 (Damasceno Junior, et al. 2004). Também próximo ao H' = 2,9 verificado por Ariela & Nunes da Cunha (2006), realizado em um cambarazal no Pantanal. Os valores de diversidade obtidos nas ilhas sugerem baixa riqueza e diferença de densidade entre as populações, assim como em outros estudos realizados em áreas inundáveis. No pantanal diversos estudos têm enfatizado a importância do regime de inundação na distribuição das comunidades e demonstram que algumas unidades de paisagem são diretamente influenciadas pelo período de inundação que está submetido a partir da diferenciação topográfica em que se encontram (Pott & Adámoli, 1999; Nunes da Cunha & Junk 2001; Da Silva et al. 2001, Damasceno Júnior et al. 2005; Arieira & Nunes da Cunha 2006).

 

 

Nas ilhas originárias do rompimento de colo de barranco o índice de diversidade foi maior que nas ilhas originárias da sedimentação, embora comparativamente com outras regiões não inundáveis sejam baixos, pois estão relacionados à dominância de determinadas populações. A ilha seis, formada por sedimentação, possui H'com valor próximo aos encontrados nas ilhas formadas por rompimento de colo de meandro, devido à alta equitabilidade. A riqueza foi significativamente diferente entre as ilhas, sendo que nas ilhas formadas por rompimento de colo de meandro (Ilhas RC= 5,8±2,9) foi maior que nas ilhas formadas por sedimentação (IS= 2,4± 1,7) (ANOVA F = 63,53 e p< 0,0001) (Fig. 5).

 

 

No rio Paraguai, Damasceno Junior & Bezerra (2004) realizaram um trabalho sobre a estrutura da vegetação ilha da lagoa do Castelo em Corumbá, MS e foram encontradas 18 espécies pertencentes a 12 famílias botânicas. O índice de diversidade (H') para espécies foi de 2,21, entretanto a vegetação daquela ilha é de mata decídua, não havendo espécies em comum com este trabalho.

Neste estudo como demonstra o cluster (Fig. 6), algumas ilhas apresentaram altos índices de similaridade, por exemplo, as ilhas 1 e 2 com Índice de Sorensen = 0,89. Houve uma divisão em dois grupos, originárias dos dois processos: a partir do rompimento do colo do meandro ilhas 1, 2 e 3 e as formadas a partir de sedimentação (ilhas 4, 5 e 6).

 

 

Em geral as espécies foram de ampla ocorrência. Sapium obovatum foi a espécie com maior freqüência nas ilhas e parcelas. 17 espécies foram exclusivas das ilhas 1,2 e 3 formadas a partir do rompimento do colo de meandro. Nas ilhas formadas a partir do processo de sedimentação foram exclusivas quatro espécies (Tab. 3). Oito espécies apareceram em apenas uma das ilhas o que contribuiu para dissimilaridade. No rio Paraná, estudos em ilhas formadas por processos de coalescência de barras, realizados por Corradini et al. (2008), observaram o controle que a geomorfologia, especificamente do relevo, exerce sobre a vegetação, verificando uma sucessão de estratos de vegetação ripária e a relação com a morfologia da superfície.

Houve distinção na composição de espécies entre as parcelas de centro e de borda das ilhas apenas para as ilhas formadas a partir do rompimento de colo de meandro, sendo que considerando todas as parcelas Alchornea discolor, Coccoloba sp., Croton sellowii, Myrcia sp., Picramnia sp., Spondias monbin, Triplaris americana são espécies exclusivas das bordas destas ilhas e Agonandra brasiliensis e Licania sp exclusivas do centro (Fig. 7). As ilhas formadas pelo rompimento de colo de meandro possuem diferenças na composição florística entre locais entre centro e borda, o que demonstra uma heterogeneidade de ambientes que podem estar influenciando na distribuição da vegetação arbórea destas ilhas. Variações na topografia e no solo dentro de uma região criam um mosaico de heterogeneidade de partes de habitat que formam a paisagem local. As variações hídricas do solo, vinculadas a topografia local, constituem o principal fator na base da elevada heterogeneidade das florestas de galeria (Oliveira-Filho et al. 1994).

 

 

O teste de Mantel apontou correlação entre as distâncias geográficas das ilhas e a similaridade florística (Mantel: r = 0.6138; p=0.0264), isto se deve pela proximidade geográfica de ilhas com a mesma formação e com alta similaridade florística. Puhakka et al. (1993) estudando a sucessão florestal que segue a migração de rios na baixa selva peruana, sugerem que devido aos bosques ribeirinhos sucessionais apresentarem uma origem geomorfológica comum, habitats similares se repetem ao longo dos cursos dos rios. Por esta razão, sugerem a importância de se estudar a similaridade das comunidades de plantas próximas a cursos de rios. Alguns autores tem verificado que a perturbação pelo fluxo dos rios e erosão dos sedimentos e deposição influencia os padrões de vegetação ciliar, resultando na associação estreita entre a composição da vegetação e da idade e as características geomorfológicas (Rozenblit et al. 2007).

Neste estudo verificou-se que a maior diversidade, riqueza e abundancia esta relacionada às ilhas formadas por rompimento de colo de meandro que possuem áreas maiores. A maior diversidade, riqueza e abundância pode ser justificada por Wantzen et al. (2005) que realizaram um levantamento de habitats ao longo do rio Paraguai a Estação Ecológica de Taiamã e sugerem que em meandros e setores de transição, como no caso da localização destas três ilhas, ocorre maior diversidade de unidades funcionais, que pode estar refletindo na diversidade das espécies e nos padrões de distribuição.

São múltiplos os fatores que estão atuando conjuntamente nas ilhas do Pantanal contribuindo para a diversidade arbórea atual. Para detectar o mecanismo de manutenção das comunidades nas ilhas, é necessário um acompanhamento de longo prazo através de monitoramento para determinar se os indivíduos estabelecidos estão se mantendo ou se ocorre uma renovação contínua dos indivíduos.

Segundo Silva et al. (2008), todo o segmento entre a cidade de Cáceres e Estação Ecológica de Taiamã está em processo de ajuste fluvial, desencadeado por provável aumento no aporte de sedimentos arenosos, ruptura do equilíbrio do sistema aparentemente foi causada pelo aporte excessivo de areia, cuja origem pode ser conseqüência de mudança climática ou da ocupação da bacia, ou ainda ter participação de ambos os fatores. Em relação às comunidades arbóreas estudadas ao longo do rio Paraguai os impactos causados na bacia podem colocar em risco a diversidade local, sendo importante considerar o estudo de Franz et al. (2009) que sugerem que os padrões de distribuição e ecologia de endemismos diferem consideravelmente de padrões de biodiversidade global e deve ser tratada adequadamente em estratégias de conservação. Nicho de pequenas amplitudes e as exigências específicas do habitat de endemismos de distribuição muito localizada tornam estas comunidades altamente vulneráveis às alterações climáticas.

 

Agradecimentos

À Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e Fundação de Amparo a Pesquisa de Mato Grosso (FAPEMAT) pelo apoio logístico e financiamento. Aos pesquisadores Jeanine Felfili (in memorian), Manoel Cláudio Silva Junior, José Eduardo dos Santos, Luis Eduardo Moschini, Elisabete Zanin, Yuri Tavares Rocha, Temilze Duarte, Sandra Neves e Wilkison Lopes pelos comentários a esta pesquisa. Pela contribuição na identificação das espécies agradecemos à Maria Antonia Carnielo, curadora do HPAN (Herbário do Pantanal) da Universidade do Estado de Mato Grosso aos pesquisadores Arnildo Pott, Vali Pott e Geraldo Damasceno Júnior da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Libério Amorim Neto, técnico do Herbário Central da Universidade Federal de Mato Grosso.

 

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Recebido em 31/03/2010
Aceito em 30/06/2011

 

 

1 Autor para correspondência: ikedacastrillon@gmail.com

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