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Revista Brasileira de Ortopedia

Print version ISSN 0102-3616On-line version ISSN 1982-4378

Rev. bras. ortop. vol.43 no.6 São Paulo June 2008

https://doi.org/10.1590/S0102-36162008000600007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Infecção por micobactéria após videoartroscopia: o glutaraldeído pode ser o culpado? Estudo experimental in vitro*

 

Mycobacterial Infection after videoarthroscopy: could glutaraldehyde be the culprit? An in vitro experimental study

 

 

Lúcio Honório de Carvalho JúniorI; Marcelo Lobo PereiraII; Lincoln Paiva CostaII; Matheus Braga Jacques GonçalvesIII; Luiz Fernando Machado SoaresIII; Rogério Luciano SantosIV; Ronaldo Percopi de AndradeV; Eurípedes de Alvarenga BarbosaVI

IDoutor, Professor do Departamento do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina da UFMG, Membro do Grupo do Joelho do Hospital Madre Teresa de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG), Brasil
IIResidente do Hospital Madre Teresa - Belo Horizonte (MG), Brasil
IIIMembro do Grupo do Joelho do Hospital Madre Teresa - Belo Horizonte (MG), Brasil
IVMédico estagiário do Grupo do Joelho do Hospital Madre Teresa - Belo Horizonte (MG), Brasil
VChefe do Grupo de Cirurgia do Ombro e Cotovelo e do Serviço de Ortopedia do Hospital Madre Teresa - Belo Horizonte (MG), Brasil
VIMédico Patologista Clínico do Hospital Madre Teresa - Belo Horizonte (MG), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Os autores avaliaram in vitro o poder de degermação do glutaraldeído a 2,2% por 30 minutos, nas lâminas de shaver de 3,2mm de diâmetro, usadas em videoartroscopias.
MÉTODOS: Foram utilizadas 40 lâminas, de 3,2mm, subdivididas em quatro grupos. Grupo I: 10 lâminas esterilizadas em óxido de etileno foram colocadas de forma estéril no meio de cultura Brain-heart infusion (BHI). Grupo II: 10 lâminas esterilizadas em óxido de etileno foram deliberadamente contaminadas pelas bactérias Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Streptococcus faecalis e Mycobacterium fortuitum e posteriormente colocadas no meio de cultura BHI. Grupo III: 10 lâminas esterilizadas em óxido de etileno foram contaminadas pelas mesmas bactérias e posteriormente imersas por 30 minutos em glutaraldeído e, após limpeza com soro fisiológico, colocadas no meio de cultura. Grupo IV: 10 lâminas esterilizadas em óxido de etileno foram utilizadas em artroscopias, posteriormente lavadas e imersas em glutaraldeído, também colocadas em meio de cultura. Nos meios onde houve crescimento bacteriano, este foi verificado em 72 horas de incubação, sendo esse tempo prolongado para sete dias para recuperação da micobactéria.
RESULTADOS: Não houve crescimento de germes nos meios de cultura dos grupos I, III e IV, mas houve crescimento em todas as amostras do grupo II.
CONCLUSÃO: A solução de glutaraldeído a 2,2%, dentro do prazo de validade, utilizada por 30 minutos, mostrou-se eficaz, in vitro, na degermação de lâminas de shaver de 3,2mm de diâmetro, mesmo quando deliberadamente contaminadas por micobactéria de crescimento rápido.

Descritores: Esterilização/métodos; Glutaral/análise; Artroscopia/métodos; Estudos experimentais


ABSTRACT

OBJECTIVE: The authors made an in vitro assessment of the degermation power of 2.2% glutaraldehyde for 30 minutes in 3.2 mm diameter shaver blades used in videoarthroscopy.
METHODS: 40 3.2 mm blades were used after being subdivided into four groups: Group I - 10 blades sterilized with ethylene oxide were placed in sterile state in a Brain-heart infusion (BHI) culture medium; Group II - ten blades sterilized with ethylene oxide were deliberately contaminated with Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Streptococcus faecalis, and Mycobacterium fortuitum and later placed in a BHI culture medium; Group III - 10 blades sterilized with ethylene oxide were contaminated by the same bacteria and later immersed in glutaraldehyde for 30 minutes, and after they were cleaned with saline solution, they were placed in the culture medium; Group IV - 10 blades sterilized with ethylene oxide were used in arthroscopic procedures , then washed an immersed in glutaraldehyde, and also placed in the culture medium. In the media were bacterial growth did occur, such growth was seen within 72 hours of incubation, such period being extended to seven days to retrieve mycobacteria.
RESULTS: There was no germ growth in the culture media of Groups I, III, and IV, but bacteria grew in all samples of Group II.
CONCLUSION: The 2.2% glutaraldehyde solution, within the validity period, used for 30 minutes, showed to be effective "in vitro", in the degermation of 3.2 mm Shaver blades even when they were deliberately contaminated by fast-growing mycobacteria.

Keywords: Sterilization/methods; Glutaral/analysis; Arthroscopy/methods


 

 

INTRODUÇÃO

A videoartroscopiaé procedimento corriqueiro nos mais diversos hospitais, possibilitando rápida recuperação pela mínima agressão cirúrgica ao paciente. Durante sua realização utilizam-se diversos dispositivos de pequeno diâmetro, entre eles um "barbeador" (shaver) acoplado a sistema de aspiração que permite raspagem e sucção simultâneos. A lâmina desse último geralmente é descartável e de uso único, podendo, contudo, ser reaproveitada, em caso de necessidade, para um segundo ou terceiro procedimento(1).

Seu reaproveitamento envolve nova esterilização, geralmente realizada com óxido de etileno ou, eventualmente, autoclavagem. É possível ainda sua degermação utilizando imersão em glutaraldeído. O tempo de imersão pode variar dependendo do objetivo, contudo, nunca é inferior a 30 minutos(1).

Relatos recentes têm divulgado o aparecimento de abscessos tardios em videolaparoscopias e mamoplastias com implantes que utilizam processos semelhantes de degermação. O germe envolvido nesses relatos é um grupo de micobactéria de crescimento rápido (MCR - m. abcessus/m. fortuitum/m. chelonae)(2-4).

A legislação brasileira permitia, até dezembro de 2007, que materiais descartáveis tubulares com diâmetro maior do que 3,0 mm fossem submetidos a processo de degermação de alto nível por imersão em glutaraldeído(5).

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais publicou Portaria em 16/7/2007, segundo a qual, em seu Inciso II do artigo 3º da Resolução nº 860, de 22/3/2006, todos os estabelecimentos de Saúde do Estado deveriam suspender a esterilização por meios químicos para artigos críticos, entre eles, as lâminas de shaver utilizadas nas videoartroscopias. A mesma Secretaria estabeleceu prazo de 180 dias, a partir da data da publicação, para que tais medidas fossem implementadas(5).

O objetivo deste estudo é avaliar, in vitro, o poder de degermação do glutaraldeído a 2,2% por 30 minutos, nas lâminas descartáveis utilizadas em videoartroscopias.

 

MÉTODOS

Foram utilizadas 40 lâminas idênticas, de 3,2 milímetros de diâmetro, de videoartroscopia, subdivididas em quatro grupos: Grupo 1: após esterilização em óxido de etileno, 10 lâminas foram colocadas de forma estéril no meio de cultura Brain-heart infusion (BHI), em tubo de ensaio especial que permitia a submersão de toda a lâmina de shaver. Grupo 2: após esterilização em óxido de etileno, 10 lâminas foram deliberadamente contaminadas por imersão durante 30 segundos em tubo de ensaio contendo suspensão bacteriana individual de Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Streptococcus faecalis e Mycobacterium fortuitum (duas lâminas para cada tipo) e posteriormente colocadas no meio de cultura BHI. Grupo 3: após esterilização em óxido de etileno, 10 lâminas foram, da mesma forma que no grupo anterior, contaminadas por imersão durante 30 segundos, pelas mesmas bactérias supracitadas (duas lâminas para cada tipo), imersas por 30 minutos em solução de glutaraldeído a 2,2%, lavadas com soro fisiológico (SF) a 0,9% por dois minutos e colocadas no meio de cultura BHI. Grupo 4: após esterilização em óxido de etileno, 10 lâminas foram utilizadas em 10 videoartroscopias em 10 diferentes pacientes, lavadas com soro fisiológico (SF) a 0,9%, por dois minutos, imersas por 30 minutos em glutaraldeído a 2,2% e novamente lavadas com soro fisiológico (SF) a 0,9% por dois minutos, sendo então colocadas no meio de cultura BHI.

A manipulação das lâminas foi feita em câmara de fluxo laminar, utilizando equipamentos de proteção individual, inclusive máscara específica para micobactérias e óculos.

Após incubação por 14 horas, as lâminas foram retiradas dos tubos e a solução de BHI distribuída em outros tubos de ensaio medindo 18 x 180mm. Centrifugados a 3.500 rotações por minuto durante cinco minutos, produziram "sedimento", que foi semeado em meios específicos que contemplavam as exigências de crescimento de cada uma das bactérias e respectivas provas bioquímicas de validação: Staphylococcus aureus (ágar sangue, manitol e chocolate, catalase, coagulase e Dnase), Pseudomonas aeruginosa (ágar-McConkey, Pessoa e Silva, produção de piocianina e oxidase), Escherichia coli (ágar sangue, ágar-McConkey, Pessoa e Silva), Streptococcus faecalis (ágar sangue, CAMP-teste, BHI a 6,5%, bile-esculina) e Mycobacterium fortuitum (ágar sangue e Loweinstein-Jeensen).

As colorações realizadas nas diferentes etapas do processo (caracterização da pureza do inóculo, isolamento da colônia recuperada após incubação e conferência da concentração da suspensão bacteriana) foram feitas pelo gram e observadas ao microscópio ótico convencional.

Nos meios onde houve crescimento bacteriano, este foi verificado em 72 horas de incubação, sendo esse tempo prolongado para sete dias para recuperação da micobactéria.

Foi obtido consentimento pós-informado por escrito dos 10 pacientes do grupo 4. O projeto de pesquisa foi apresentado e aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa do Hospital Madre Teresa de Belo Horizonte.

 

RESULTADOS

Após análise das culturas, incubadas por sete dias, não se observou crescimento em nenhuma das amostras do grupo 1.

Após incubação e nova semeadura nos meios específicos já citados, houve crescimento de germes em todas as amostras do grupo 2. Os germes recuperados foram avaliados e confirmou-se serem aqueles originalmente semeados.

Conforme detalhado em "Métodos", após permanecerem por 30 minutos em solução de glutaraldeído a 2,2%, semeados no meio BHI, centrifugados e novamente semeados em meio de cultura específico e analisados por até sete dias após a semeadura, não houve crescimento de germes nos meios de cultura do grupo 3 e do grupo 4.

 

DISCUSSÃO

Desinfecção ou degermação é o método de eliminação de microorganismos patogênicos, com exceção de esporos. Quando de alto nível (como a obtida por glutaraldeído, água oxigenada, hipoclorito de sódio, ácido acético ou pasteurização), bactérias esporuladas e vírus lentos resistem ao procedimento. Desinfecção ou degermação de nível médio destrói bactérias em forma vegetativa, alguns vírus (como o de herpes) e a maioria dos fungos. Na desinfecção de baixo nível são destruídas bactérias em forma vegetativa, alguns vírus e alguns fungos(6).

Na escala decrescente de resistência aos métodos de esterilização/degermação atualmente utilizados, podemos citar: 1) príons (como os causadores da doença de Creutzefeld-Jacob); 2) bactérias esporuladas (Bacillus sp., Clostridium sp.); 3) micobactérias (tuberculose e aquelas de crescimento rápido); 4) vírus não lipídicos (poliovírus, rinovírus); 5) fungos (Candida sp.); 6) bactérias vegetativas (Enterococcus sp., Pseudomonas sp., Staphylococcus sp.); e 7) vírus lipídicos (HBV, HIV)(6).

O M. fortuitum é um microorganismo ubíquo, capaz de produzir doença em humanos sob condições apropriadas. As infecções associadas a ele incluem doença pulmonar, endocardite, otite média, mastoidite e ceratite. Outros tipos de infecções causadas por Mycobacterium (abcessus/fortuitum/chelonae) foram identificados em procedimentos cirúrgicos estéticos como liposucção e lipoescultura, administração parenteral de vitaminas, extrato de córtex adrenal, lidocaína, silicone, tratamento de acupuntura, colocação de piercing mamilar e banhos em piscinas, uma vez que essa bactéria já foi encontrada em água tratada nas caixas d'água de hospitais(7-14). Sua presença nesses locais implica desdobramentos preocupantes, uma vez que foi fonte de problemas em vários setores de serviços de saúde, sendo associadas com fluidos de hemodiálise e soluções desinfetantes(6-7,13). No Brasil são poucos os casos publicados de infecções por MCR, sendo encontrados casos após correções de miopia e após cirurgias plásticas. Podem envolver praticamente qualquer tecido, órgão ou sistema do corpo humano, sendo mais freqüente o acometimento da pele e do subcutâneo. Não existem relatos de transmissão pessoa a pessoa, sendo as fontes ambientais as mais importantes(15).

A capacidade de esterilização ou de degermação de alto nível de qualquer solução desinfetante depende da sua capacidade de penetrar adequadamente na superfície a ser tratada e da prévia retirada por limpeza mecânica de remanescentes teciduais que possam manter o patógeno dentro do objeto. Esses são os pré-requisitos a serem observados quando da reesterilização de cânulas ou lâminas de videoartroscopia. Todas aquelas providas de sistema de válvulas ou ainda extremamente finas que não permitam adequada limpeza de sua luz não são passíveis de esterilização ou degermação de alto nível pela utilização do glutaraldeído(16). A lâmina de shaver de 3,2 milímetros não se enquadra em nenhuma dessas limitações.

Comunicados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária alertam que 30 minutos de imersão no glutaraldeído não seriam suficientes para a eliminação de esporos bacterianos. Tal preocupação é irrelevante em relação às bactérias testadas, visto que nenhuma delas forma esporos, inclusive o grupo das micobactérias(17).

A qualidade das lâminas de shaver quando reutilizadas possivelmente fica comprometida, visto que originalmente foram confeccionadas como material de uso único. Atentos a isso e à possibilidade de transmissão de doenças, Johnson et al analisaram 12.505 artroscopias reutilizando materiais após 15 minutos de imersão em solução de glutaraldeído a 2,0%. Encontraram infecção pós-operatória em 0,04% dos casos; em 80% destes, após a artroscopia se realizou procedimento por artrotomia. Esse percentual é menor do que o esperado para qualquer cirurgia limpa(18). King et al, usando óxido de etileno como recurso de esterilização, encontraram níveis elevados de proteínas "estranhas" em 48% das lâminas reutilizadas e 63% delas com ácidos nucléicos também "estranhos"(19).

Retta et al, testando a forma esporulada do bacillus athrophaeus, desenvolveram modelo matemático para avaliar como o glutaraldeído poderia ser eficaz para destruir tais esporos. Para tal, o tempo de uso, a concentração e a temperatura do gluraraldeído teriam de ser aumentados(20).

Apesar da efetividade sobre várias bactérias (esporuladas ou não), algumas são capazes de desenvolver resistência ao glutaraldeído. Atentos a esse risco, Walsh et al sugerem que, face a essa eventualidade, mudanças no pH ou na concentração poderiam ser suficientes para eliminar tal resistência. Outra opção seria o uso de outro aldeído (orto-ftalaldeído), sabidamente efetivo nessa eventualidade, inclusive contra bactérias esporuladas(21).

Como todo estudo in vitro, os achados deste trabalho não podem ser imediatamente aplicadas à situação in vivo, onde diversos são os fatores que podem interferir na resposta agressor-hospedeiro.

 

CONCLUSÃO

A solução de glutaraldeído a 2,2%, dentro do prazo de validade, utilizada por 30 minutos, mostrou-se eficaz, in vitro, na desinfecção de lâminas de shaver de 3,2 milímetros de diâmetro, mesmo quando deliberadamente contaminadas por micobactéria de crescimento rápido.

 

NOTA DO EDITOR

A Resolução nº 2.606, da Anvisa, datada de 11-6-08, proíbe o uso do glutaraldeído como meio de degermação de materiais cirúrgicos. Este trabalho deve ser considerado como experimental e a sua conclusão não implica respaldo da RBO à sua aplicação prática.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Rua Olavo Carsalade Vilela, 264
Residencial Ipê da Serra, Nova Lima
34000-000 - Minas Gerais (MG), Brasil
E-mail: luciohcj@medicina.ufmg.br

Recebido em 12/2/08.
Aprovado para publicação em 19/6/08.

 

 

Declaração de inexistência de conflitos de interesse: Declaramos para os devidos fins que não há qualquer conflito de interesse que impeça a publicação deste artigo.
* Trabalho realizado no Hospital Madre Teresa de Belo Horizonte (MG), Brasil.

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