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Revista Brasileira de Ortopedia

Print version ISSN 0102-3616

Rev. bras. ortop. vol.45 no.4 São Paulo  2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-36162010000400014 

ARTIGO ORIGINAL

 

Resultados da tenotomia dos músculos adutores do quadril na paralisia cerebral espástica

 

Adductors tenotomy in spastic cerebral palsy

 

 

Luiz Gabriel Betoni GuglielmettiI; Ruy Mesquita Maranhão SantosI; Rodrigo Góes Medea de MendonçaI; Helder Henzo YamadaII; Rodrigo Montezuma César de AssumpçãoIII; Patricia Maria de Moraes Barros FucsIV

IMédico Residentes do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – Pavilhão "Fernandinho Simonsen"
IIMédico Assistente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – Pavilhão "Fernandinho Simonsen"
IIIMédica Assistente e Chefe do Grupo das Doenças Neuromusculares do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – Pavilhão "Fernandinho Simonsen"
IVMédica Assistente e Chefe de Clínica Adjunto- Doutora Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – Pavilhão "Fernandinho Simonsen"

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliação radiográfica da evolução dos quadris submetidos à liberação de partes moles.
MÉTODOS: Avaliação retrospectiva de 101 pacientes com paralisia cerebral submetidos à liberação de partes moles, no período entre 1991 e 2006. Destes, 44 pacientes com critérios de inclusão, 23 do sexo masculino e 21 do feminino, 34 diparéticos e 10 tetraparéticos. Funcionalmente, 29 não andadores, cinco andadores domiciliares e 10 andadores comunitários. Foram mensurados o índice acetabular (IA) e índice de Reimers (IR) nas radiografias pré e pós-operatória, com tempo mínimo de seguimento de três anos. A idade média na cirurgia foi 6,4 anos.
RESULTADOS: Considerou-se bom resultado os quadris com diminuição ou aumento menor que 10% do IR (52% deste estudo). Observou-se melhora evidente do IR, além de apresentar piores resultados nos pacientes maiores de cinco anos de seguimento pós-operatório.
CONCLUSÃO:
Deve-se realizar a liberação de partes moles, o mais precocemente possível, independentemente da idade, condição deambulatória, tipo clínico, IR, IA e sexo, assim que apresentar abdução menor que 30 graus clinicamente, devido aos benefícios quanto à marcha, prevenção e tratamento da subluxação, higienização e alívio da dor.

Descritores: Paralisia cerebral; Luxação do quadril.


ABSTRACT

OBJETIVE: Radiographic evaluation of the evolution of hips that underwent soft-tissue release.
METHODS: Retrospective study of 101 spastic Cerebral Palsy patients who underwent soft-tissue release between 1991 and 2006. Forty-four patients met the inclusion criteria, 23 boys and 21 girls, 34 diparetic and 10 quadriparetic. Twenty-nine were non-ambulatory, 5 were ambulatory domestically and 10 ambulatory. Reimers' index (RI) and the acetabular index (AI) were measured, pre- and post-operatively, with a minimum follow-up of 3 years. The mean age at the time of surgery was 6.4 years.
RESULTS: Results were considered good if the RI was reduced or had increased less than 10%. Results were good for 52% of this study. We observed a clear improvement of IR, in addition to presenting the worst results, in patients older than five years in follow-up.
CONCLUSION: Soft-tissues releases should be done as soon as the patient clinically presents less than 30º of hip abduction, regardless the age, level of functioning, clinical type, RI, AI and sex, to help patients in the prevention and treatment of the subluxation, hygiene, and pain relief.

Keywords: Cerebral palsy; Hip dislocation.


 

 

INTRODUÇÃO

Crianças com Paralisia Cerebral podem apresentar subluxação ou luxação do quadril devido a espasticidade(1,2). Acredita-se que seja resultado do desequilíbrio muscular, causador de posições anômalas do quadril em adução, flexão e rotação interna(3). A gravidade dos deslocamentos do quadril é relacionada ao grau de espasticidade e de funcionalidade, sendo a prevalência de 80% (35 de 44 crianças) desta condição ser mais frequente em crianças não deambuladoras e com padrão tetraparético(4). Os efeitos secundários da subluxação e deslocamento espásticos incluem problemas no posicionamento, higiene pessoal, marcha e dor. Além disso, a posição em adução do quadril contribui para o desenvolvimento de obliquidade pélvica e subsequente escoliose(5,6).

Diferentes procedimentos cirúrgicos, incluindo cirurgias de partes moles e ósseas podem ser usadas para o tratamento dessas condições, dependendo da idade, gravidade e da alteração do quadril. Cirurgias de partes moles (ressecções musculares e tenotomias) agem na prevenção da subluxação e luxação do quadril espástico(7,8). Entretanto, existem dúvidas quanto à idade, as indicações dos procedimentos cirúrgicos e os músculos envolvidos, assim como a condução pós-operatória(9), também, quanto a durabilidade do resultado obtido.

O objetivo deste estudo foi avaliar de modo radiográfico a evolução do quadril de crianças com Paralisia Cerebral diparética e tetraparética, após realização de liberação de partes moles (tenotomia dos músculos adutores e grácil).

 

CASUÍSTICA E MÉTODOS

A metodologia consistiu na avaliação retrospectiva de 101 pacientes com diagnóstico de Paralisia Cerebral diparética e tetraparética, submetidos à cirurgia de liberação de partes moles (tenotomia dos músculos adutores e grácil), no período compreendido entre 1991 e 2006, pelo Grupo de Doenças Neuromusculares do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo –"Pavilhão Fernandinho Simonsen". Destes, 44 pacientes que respeitavam todos os critérios de inclusão (seguimento clínico e radiográfico completos), sendo 23 do sexo masculino (M) e 21 do sexo feminino (F), 34 diparéticos (Dipa) e 10 tetraparéticos (Tetra). Foi avaliada a situação da marcha pré-operatória, que consistiu em 29 não andadores (NA), cinco andadores domiciliares (AD) e 10 andadores comunitários (AC).

A idade média dos pacientes na ocasião da realização da cirurgia foi de 6,4 anos, variando entre um e 20 anos de idade.

Indicou-se a cirurgia para os pacientes com abdução menor que 30 graus, pesquisada com os quadris em extensão e ao reflexo do estiramento.

A análise radiográfica foi realizada utilizando-se como parâmetros o índice de Reimers (IR)(7) e o índice acetabular (IA)(10). O índice de Reimers(7) consiste na percentagem de migração da cabeça femoral, obtido através da percentagem de cabeça femoral lateral à linha de Perkins em relação ao diâmetro total da epífise femoral proximal. Reimers considerou que até três anos de idade, o quadril normal apresenta-se com a cabeça femoral completamente coberta pelo acetábulo. Dos quatro aos 16 anos, considerou normal até 5% lateral à linha de Perkins. Em pacientes com Paralisia Cerebral, considera-se subluxado o quadril com mais de 33% de migração, e luxado com 100%(7). Dividimos grupos para estratificar a condição radiográfica pré-operatória, sendo: normal IR < 20%, quadril em risco IR 20 – 32%, subluxação IR 33 – 89% e, luxação IR > 90%, conforme descrito por Terjesen et al(11).

Os parâmetros radiográficos foram medidos nas radiografias pré-operatória e na mais recente obtida, na incidência anteroposterior da bacia. O tempo mínimo entre a radiografia pré-operatória e a pós-operatória foi de três anos, máximo de 15 anos, com uma média de cinco anos e 11,5 meses (Figuras 1, 2, 3 e 4).

 

 

 

 

 

 

 

 

Realizou-se a tenotomia dos músculos adutores bilateralmente (adutor longo, curto e grácil) e os pacientes foram mantidos em gesso cruropodálico bilateral com barra de abdução por três semanas, seguido de tratamento fisioterápico.

Os critérios de avaliação dos resultados, segundo Kalen e Bleck(12) foram considerados bons resultados quando o IR diminuía ou aumentava até 10%; se aumentado mais de 10%, como mau resultado. Analisamos os quadris isoladamente e os pacientes como um todo, neste caso, considerando o lado mais afetado.

Para a avaliação das variáveis qualitativas entre si foram utilizados os testes do Qui-quadrado ou exato de Fisher. Já a análise das variáveis pré e pós-operatórias, para avaliação da evolução, foi utilizado o teste de McNemar. Os softwares utilizados foram o Epi-info 6.0 e o SPSS para Windows (v. 13), e considerou-se significância estatística quando p < 0,05.

 

RESULTADOS

O tempo de seguimento médio foi de 5,9 anos.

Do grupo de 44 pacientes (88 quadris), bom resultado foi obtido em 23 pacientes (52%) e mau resultado em 21 (48%). Quanto à função deambulatória, dos 10 pacientes AC, sete obtiveram bom resultado (70%); dos cinco AD, dois obtiveram bom resultado (40%), e dos 29 NA, 14 apresentaram bons resultados (48%), P = 0,417 (teste do Qui-quadrado) (Tabela 1).

 

 

Quanto aos tipos de Paralisia Cerebral espástica, 34 pacientes eram diparéticos, obtendo bom resultado em 18 (53%). Já no grupo dos tetraparéticos, cinco (50%) apresentaram bom resultado. Foi avaliada, também, a idade do paciente na época da cirurgia; dividiu-se em dois grupos, os de quatro anos ou menos e o outro, formado por pacientes com mais de quatro anos. Bom resultado foi obtido em sete (50%) dos 14, do primeiro grupo citado acima, e 16 (53%) dos 30, do outro grupo, não demonstrando tendências prognósticas quanto a idade da cirurgia, p = 0,837 (Qui-quadrado), conforme representado na Figura 5.

 

 

Foram comparados os resultados dos pacientes com seguimento menor e maior ou igual a cinco anos. Observou-se que no grupo menor que cinco anos, 13 (65%) pacientes obtiveram bom resultado, enquanto no grupo maior que cinco anos, 10 (42%) apresentaram bom resultado, evidenciando piora radiográfica em longo prazo. A análise estatística quanto ao sexo (M e F), tipo de Paralisia Cerebral (Dipa e Tetra) (Figura 6), função deambulatória (AC, AD e NA), idade na cirurgia (menor ou igual a quatro anos e maior que quatro anos) e tempo de seguimento (menor que cinco anos e maior ou igual a cinco anos ) (Figura 7), comparados aos resultados (bom e ruim), não foi significativa (p > 0,05).

 

 

 

 

Os quadris foram avaliados individualmente e por paciente, considerando o pior lado. Em relação ao lado direito, 21 apresentavam inicialmente quadril normal, 10 em risco e 13 subluxados; dos normais, 10 (48%) obtiveram bom resultado; dos em risco, oito (80%) e dos subluxados, 12 (92%), apresentando significância estatística, p = 0,016 (Qui-quadrado). Não foi verificada tal significância no lado esquerdo, p = 0,853 (Qui-quadrado), porém evidenciou-se bom resultado em 11 (73%) dos quadris normais, 12 (80%) dos em risco e 10 (71%) dos subluxados (Tabelas 2 e 3). Avaliando o paciente, ao considerar o pior lado como resultado final (Tabela 4) obteve-se bom resultado em cinco (42%) dos quadris normais, oito (57%) dos em risco e em nove (50%) dos subluxados, p = 0,687 (Qui-quadrado).

 

 

 

 

 

 

Quando comparados quanto à apresentação (normal, risco e subluxado) inicial e final, obteve-se p > 0,05 (McNemar) em ambos os lados, não apresentando significância estatística (Tabelas 5, 6 e 7).

 

 

 

 

 

 

DISCUSSÃO

Os 44 pacientes selecionados, retrospectivamente, foram avaliados para demonstrar evidências de quando se deve realizar tenotomia dos músculos adutores, se há indícios prognósticos e para comparar com resultados da literatura. Deve-se considerar que a tenotomia dos músculos adutores não tem como objetivo somente a prevenção, mas, também, o tratamento do quadril subluxado. Existem outros benefícios como melhora da marcha e do ortostatismo, aumento da abdução, melhora da simetria do quadril, facilitação da higiene e alívio da dor(11).

Existem algumas formas de definir o resultado. Segundo Kalen e Bleck(12), bom resultado ocorre quando há diminuição ou aumento menor que 10% do IR. Silver et al(13) consideraram insatisfatório, os pacientes que necessitaram nova cirurgia para adquirir estabilidade do quadril (partes moles ou óssea). Turkey e Lee(9) adicionaram a esta, que IR maior que 80% como resultado insatisfatório. Miller et al(14) classificaram como satisfatório quando IR menor ou igual a 39% e insatisfatório quando maior que 40%. As três classificações citadas acima merecem críticas. Segundo a classificação de Miller et al(14), um quadril com diminuição evidente do IR, porém se mantendo maior que 40% é considerado como resultado insatisfatório. De acordo com Silver et al(13), um paciente que realiza tenotomia dos músculos adutores, já com quadril gravemente displásico que, provavelmente, sofrerá cirurgia de partes ósseas em breve, é considerado como insatisfatório. Segundo Kalen e Bleck(12), um paciente com quadril normal, que apresenta aumento do IR maior que 10%, porém se mantendo com quadril normal, é considerado resultado ruim. Baseado nesta análise, utilizou-se no presente estudo a classificação de Kalen e Bleck(12), porém, também foi avaliada a situação inicial em relação à final (Tabelas 5, 6 e 7). Ao avaliar o lado direito, observou-se bom resultado em 92% dos subluxados, 80 % dos em risco e em apenas 48% dos normais. Porém, ao avaliar a situação do quadril inicial com a final, observamos que dos 21 quadris normais, 14 mantiveram-se normais, seis foram para o grupo em risco e apenas um subluxou (Tabela 5), demonstrando a importância de avaliarmos os resultados através de diferentes métodos. Estes bons resultados se repetem ao avaliar o lado esquerdo (Tabela 6). Comparando tais resultados com a literatura, há concordância com a conclusão de Presedo et al(15) que a liberação de partes moles, efetivamente, pode tratar e prevenir a subluxação dos quadris com Paralisia Cerebral. Obviamente, avaliando o paciente considerando o pior quadril, temos resultados inferiores, como observado em outras publicações(11) (Tabelas 4 e 7). Vale mencionar que é impossível estabelecer um grupo controle neste estudo, pois existem outras indicações para esta cirurgia além da prevenção da subluxação. Mediu-se no presente estudo o índice acetabular, encontrando uma média de 23,82 graus no período pré-operatório. Não foi encontrada diferença estatística ao comparar os resultados dos pacientes com IA < 27,5 com os IA > 27,5, apresentando uma discreta tendência a melhores resultados nos quadris com IA menor, tal como demonstrado por Terjesen et al(11).

Deve-se considerar que ambas mensurações radiográficas são sujeitas a variações quando medida por diferentes observadores ou mesmo pelo próprio mensurador. Parrott et al(16) concluíram que se deve aceitar aproximadamente 8% de desvio padrão para o IR e quatro graus para o IA.

Em relação à idade dos pacientes na época da cirurgia, Kalen e Bleck(12) encontraram melhores resultados em pacientes mais jovens, e recomendaram que seja realizada antes dos cinco anos. Sharrard et al(17) e Onimus et al(18), também encontraram tais resultados. Por outro lado, o presente estudo não encontrou diferença entre os pacientes operados antes e após os quatro anos de idade, de acordo com outros trabalhos (Silver et al(13), Cottalorda et al(19), Turker e Lee(9), Terjesen(11) e Presedo et al(15)).

Não foi evidenciada significância estatística em relação ao estado deambulatório inicial, tal como os resultados de Silver et al(13) e Cottalorda et al(19). No presente estudo, porém, foi observado bom resultado em 70% dos deambuladores comunitários contra 40% nos deambuladores domiciliares e 48% dos não deambuladores, demonstrando uma tendência ao melhor resultado nos deambuladores comunitários.

O tempo de seguimento é variável importante para análise dos resultados, sendo frequentemente discutido em publicações anteriores. Reimers et al(7) e Onimus et al(18) apresentaram um seguimento médio de três anos. Kalen e Bleck(12), Silver et al(13), Miller et al(14), quatro a cinco anos. Turker e Lee(9) demonstraram que bons resultados deterioravam com um seguimento mais longo. Terjesen et al(11) recomendaram um seguimento mínimo de seis anos para avaliação dos resultados. Espera-se tal piora devido ao fato de que a evolução para subluxação não estabiliza até a maturidade esquelética(9). Baseado nestes dados, dividimos nosso pacientes em dois grupos, o primeiro com seguimento maior ou igual a cinco anos e um segundo com seguimento menor que cinco anos. Foi observada, realmente, uma tendência a piores resultados para os pacientes com maior tempo de seguimento, porém, sem significância estatística (Figura 7).

 

CONCLUSÃO

Os resultados radiográficos obtidos no presente estudo permitem concluir que se deve realizar a cirurgia de partes moles o mais precocemente possível, independentemente da idade, condição deambulatória, tipo de espasticidade, IA, IR e sexo, nos pacientes com Paralisia Cerebral que clinicamente apresentem abdução do quadril menor de 30 graus devido aos benefícios quanto à marcha, higiene, alívio da dor, prevenção e tratamento da subluxação.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência:
Patricia Maria de Moraes Barros Fucs
Rua Dr. Cesário Motta Jr., 112
01227-900 – São Paulo, SP
E-mail: dot.neuromuscular@santacasasp.org.br

 

 

Declaramos inexistência de conflito de interesses neste artigo
Trabalho realizado no Grupo das Doenças Neuromusculares do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – Pavilhão "Fernandinho Simonsen". Diretor: Prof. Dr. Osmar Avanzi