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Revista Brasileira de Ortopedia

Print version ISSN 0102-3616

Rev. bras. ortop. vol.45 no.4 São Paulo  2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-36162010000400017 

ARTIGO ORIGINAL

 

Avaliação radiográfica da osteotomia proximal de abertura gradual da tíbia

 

Radiographic assessment of the opening wedge proximal tibial osteotomy

 

 

Carlos Francisco Bittencourt SilvaI; Eduardo Kastrup Bittencourt CâmaraI; Luiz Antonio VieiraII; Fernando AdolphssonIII; Rodrigo Ribeiro Pinho RodarteIV

IMédico Residente do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia – (INTO), Rio de Janeiro, RJ (2006-2008)
IIChefe do Grupo de Joelho do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia – (INTO), Rio de Janeiro, RJ
IIIChefe do Grupo de Fixador Externo do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia – (INTO), Rio de Janeiro, RJ
IVMédico Ortopedista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia – (INTO), Rio de Janeiro, RJ

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar radiograficamente indivíduos submetidos à osteotomia de abertura gradual da tíbia proximal com o objetivo de analisar a inclinação tibial proximal no plano frontal e no plano sagital e a altura patelar.
MÉTODO: Foram incluídos no estudo 22 indivíduos operados no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) para correção do desvio angular em varo da tíbia pela técnica de osteotomia de abertura gradual (OAG) com fixador externo monolateral da Orthofix. Foram analisados pacientes submetidos à OAG com término de tratamento entre janeiro de 2000 e dezembro de 2006. A técnica utilizada para a mensuração dos valores foi obtida através de radiografias em AP com carga e perfil com flexão a 30º dos joelhos operados.
RESULTADOS: Não houve diferenças entre os valores dos índices de altura patelar e inclinação tibial pré-operatórios e pós-operatórios de significância estatística nos pacientes avaliados.
CONCLUSÃO: A osteotomia tibial de abertura gradual representa uma técnica que evita os problemas apresentados pela osteotomia tibial proximal alta, pois ela é realizada sem promover alterações do mecanismo extensor, desequilíbrio ligamentar ou distorções na tíbia proximal.

Descritores: Osteotomia; Osteoartrite. Tíbia/radiografia.


ABSTRACT

OBJETIVO: To radiographically evaluate patients who underwent opening wedge proximal tibial osteotomy in order to analyze the proximal tibial slope in the frontal plane, sagittal plane, and patellar height.
METHOD: The study included 22 patients operated on at the Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) for the correction of varus angular tibial deviation using the opening wedge osteotomy (OWO) technique with the Orthofix monolateral external fixator. We analyzed patients with OWO having completed treatment between January 2000 and December 2006. Values were measured by using X-rays of the anteroposterior profile with load and lateral profile with 30º flexion of the operated knees.
RESULTS: No statistically significant differences between the pre- and post-operative indices of tibial slope and patellar height in the patients were found.
CONCLUSION: Opening wedge proximal tibial osteotomy is a technique that avoids the problems presented by high tibial osteotomy, as it is done without promoting changes in the extensor mechanism, ligament imbalance or deformities in the proximal tibia.

Keywords: Osteotomy; Osteoarthritis; Tibia/radiography.


 

 

INTRODUÇÃO

As osteotomias da tíbia proximal no tratamento da osteoartrose do compartimento medial do joelho postergam a necessidade de uma artroplastia(1). O realinhamento dos membros inferiores tem sido tema de debate extenso na prática ortopédica. A osteotomia da tíbia para correção de desvios em varo no plano frontal é uma das mais comuns, podendo ser diferenciado em dois tipos quanto ao tempo de correção: imediata e gradual.

Vários autores advogam as vantagens nas duas técnicas, todavia alguns aspectos têm sido estudados como: inclinação tibial anteroposterior e a altura patelar(2). As alterações destes valores alteram a biomecânica do joelho e, por vezes, levam a resultados insatisfatórios e aumentam a dificuldade técnica nos pacientes que serão submetidos à artroplastia total do joelho. Logo em função desta demanda, na qual existe a necessidade de se minimizar as alterações estruturais em virtude de cirurgias futuras, surgiram técnicas como a descrita por Turi et al(3). Ela promove hemicalotase com abertura gradual medial através uso de fixador externo. Segundo Magyar et al(4,5), existe menor índice de complicações clínicas nesta técnica comparada às osteotomias de correção imediata. O tempo médio de hospitalização e o período médio de recuperação completo são menores(4-7) nas osteotomias de abertura gradual da tíbia que as de correção imediata (respectivamente, em média 1,4/cinco dias e três/cinco meses).

A escassa literatura sobre este aspecto morfométrico da população brasileira torna importante um detalhamento mais apurado sobre a incidência real destes fatores.

Vários autores(2,8-10) descrevem a importância do uso da radiografia para a avaliação de joelhos artrósicos e a conduta frente a determinadas alterações encontradas objetivando a melhora dos resultados.

Vários fatores têm sido debatidos como causa de resultados insatisfatórios na osteotomia alta da tíbia proximal, entre eles: a alteração da altura patelar (patela baixa e patela alta) e alteração da inclinação tibial proximal no plano sagital (Slope).

A técnica mais adequada é aquela que agrega o menor índice de alterações nestes fatores, sendo a osteotomia de abertura gradual da tíbia técnica que pode contemplar estes pré-requisitos, propiciando menor demanda para a realização de artroplastia no futuro.

Nosso objetivo neste estudo foi avaliar radiograficamente indivíduos submetidos à osteotomia de abertura gradual da tíbia proximal a fim de analisar a inclinação tibial proximal no plano frontal e no plano sagital e a altura patelar, além de verificar a incidência de alterações na inclinação anteroposterior da tíbia proximal e da altura patelar na população submetida à osteotomia de abertura gradual da tíbia proximal.

 

METODOLOGIA

Foram incluídos, no estudo, indivíduos operados no INTO para correção do desvio angular em varo da tíbia pela técnica de osteotomia de abertura gradual (OAG) com fixador externo monolateral da Orthofix. Foram excluídos os indivíduos com fraturas prévias nos membros inferiores, artrites inflamatórias, lesão de partes moles ao nível do mecanismo extensor e cirurgias prévias no mecanismo extensor (realinhamento proximal e distal). Foram analisados no estudo 22 pacientes submetidos à OAG com término de tratamento já concluído entre janeiro de 2000 e dezembro de 2006.

As radiografias avaliadas foram de pacientes submetidos à hemicalotase conforme descrita por Turi et al(3). O procedimento foi realizado sob controle fluoroscópico e utilizado fixador externo (Orthofix). A incisão para a realização da hemicalotase foi realizada na região anteromedial proximal da tíbia ao nível da tuberosidade tibial de extensão de aproximadamente 3cm. Nos casos de deformidades maiores (> 15º) deve-se realizar a fibulectomia, para a proteção do nervo fibular e da articulação tibiofibular proximal. O arco de movimento foi permitido em todos os pacientes no dia após a cirurgia, conforme tolerado. Após o período de latência, iniciou a distração na velocidade de 1mm/dia (dividido em 0,25mm quatro vezes ao dia). O fixador externo era travado quando atingia a correção adequada através de radiografias e retirado quando a formação do calo e sua consolidação eram evidenciadas nas radiografias.

Os dados obtidos retrospectivamente e registrados em ficha foram: idade, sexo, peso, altura, altura patelar (comprimento do tendão patelar), índice de Insall e Salvati(10) (relação entre o comprimento do tendão patelar e o grande eixo da patela); índice de Caton (relação entre a distância da tangente ao planalto tibial até a borda inferior da superfície articular patelar e o comprimento da superfície articular patelar), índice de Blackburne e Peel(9) (relação entre a distância da extremidade inferior da superfície articular patelar até a borda anterior do planalto tibial e o comprimento da superfície articular patelar), método de Moore e Harvey(11) (ângulo entre a perpendicular à linha tangente da crista da tíbia e a linha tangente da superfície articular do planalto tibial) e inclinação anteroposterior(12) (Slope) medida através da cortical posterior. Estes dados dos pacientes foram obtidos analisando-se os registros nos prontuários e as radiografias no arquivo médico.

A técnica utilizada para a medição dos valores foi obtida através de radiografias em AP com carga e perfil com flexão a 30º dos joelhos operados. E avaliados por um médico (CB) supervisionado por membro do staff médico (RR)(13).

O estudo tem aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e foi desenvolvido com casos encaminhados para os Serviços de Cirurgia do Joelho e Fixador Externo deste Instituto.

Os resultados foram relacionados e estatisticamente analisados pelo SPSS 13.0. Em uma primeira etapa foram realizadas medidas de tendência central e dispersão para as variáveis obtidas. E em um segundo momento, em virtude das variáveis numéricas e pareadas, foi utilizada a correlação intraclasse para observar a correlação pré-operatória e pós-operatória entre os índices descritos.

 

RESULTADOS

Dentre os 22 pacientes do estudo (Tabela 1), sete eram femininos (31,8%) e 15 masculinos (68,2%). A idade média foi de 44,14 anos (desvio padrão 12,16 e mediana 45,5 anos). A altura média foi de 1,68m (desvio padrão 0,09 e mediana 1,68m) e a média do peso encontrada foi de 76,5kg (desvio padrão 15,4 e mediana 74,5kg). Também não foram encontradas fraturas intra-articulares nos casos avaliados. Em relação ao lado operado, 10 foram joelhos direitos (45,5%) e 12 esquerdos (54,5%).

 

 

No pré-operatório, a altura patelar média foi de 49,59mm (desvio padrão 10,07 e mediana 50mm) e as médias dos índices foram de Insall e Salvati 1,16 (desvio padrão 0,22 e mediana 1,17), Blackburne e Peel 0,98 (desvio padrão 0,19 e mediana 1,0) e Caton 0,90 (desvio padrão 0,17 e mediana 0,93). O ângulo de inclinação do platô tibial médio foi de 10,14º (desvio padrão 6,065 e mediana 8,0).

No pós-operatório a altura patelar média foi de 47,36mm (desvio padrão 7,83 e mediana 48,5) e as médias dos índices foram de Insall e Salvati 1,11 (desvio padrão 0,19 e mediana 1,10), Blackburne e Peel 0,92 (desvio padrão 0,13 e mediana 0,94) e Caton 0,87 (desvio padrão 0,11 e mediana 0,86). O ângulo de inclinação do platô tibial médio foi de 10,73º (desvio padrão 6,281 e mediana 10,0).

O coeficiente de correlação intraclasse (Tabela 2) encontrado foi de: 0,903 para altura patelar (p < 0,001), 0,880 para Insall e Salvati (p < 0,001), 0,575 para Blackburne e Peel (p = 0,028), 0,306 para Caton e Deschamps (p = 0,20) e 0,904 para o Slope tibial (p < 0,001).

 

 

DISCUSSÃO

Os pacientes com artrose medial submetidos à osteotomia tibial evolutivamente podem ter a necessidade de serem operados novamente para convertê-los em artroplastia do joelho(14). A taxa de conversão de osteotomia tibial para artroplastia total do joelho encontra-se entre 20 a 50% após 10 anos(15).

Alguns autores(14,16-18) referem que os resultados da artroplastia total de joelho pós-osteotomia não se aproximam aos resultados da artroplastia primária.

Os cirurgiões de joelho, ao realizarem artroplastia total de joelho após osteotomia tibial alta(19,20), podem encontrar um espaço articular muito "apertado", desequilíbrio ligamentar, tendão patelar muito curto, rotação e inclinação tibiais difíceis de determinar no peroperatório, além de existir perdas ósseas e hipercorreções prévias. Segundo Closkey e Windsor(21), os resultados insatisfatórios de artroplastia total do joelho após osteotomia tibial podem ter causa em alterações na altura patelar e que a técnica utilizada na osteotomia tibial alta prévia pode influenciar o resultado final na conversão para artroplastia(22).

Bae et al(23) sugerem que a eversão patelar durante a cirurgia pode ser difícil, devido à patela baixa, aderências infrapatelares e ao redor da osteotomia, sendo necessários procedimentos proximais (tipo rectus snip, VY turndown) ou, mais comumente, distais (osteotomia da tuberosidade anterior da tíbia).

O desequilíbrio ligamentar, nos pacientes a serem submetidos à substituição prostética total do joelho pós-osteotomia tibial alta, pode ser ocasionado por insuficiência do ligamento cruzado posterior. Segundo Akasaki et al(24), a artroplastia tem sido utilizada para promover alívio efetivo nos casos de falência da osteotomia, e observaram que os resultados dos pacientes submetidos a substituição do ligamento cruzado posterior foram clinicamente superiores que os mantidos. Desta forma sugerem a utilização de próteses com substituição do ligamento cruzado posterior nos pacientes submetidos à osteotomia tibial prévia.

Brouwer et al(25) observaram que, por motivos álgicos, em 27 pacientes submetidos à osteotomia de abertura (60% dos casos) foi necessária a retirada do implante (placa de Puddu), e em 11 pacientes submetidos à osteotomia de fechamento com grampos (23% dos casos) apresentando valor estatisticamente significativo (p < 0,001). Em outros trabalhos(26,27), observou-se que em pacientes submetidos à osteotomia de cunha de abertura houve redução na altura patelar quando comparados com os submetidos à cunha de fechamento. Ainda no trabalho de Brower et al(26) a inclinação tibial proximal anteroposterior aumentou no grupo de abertura e reduziu no de fechamento. Em contrapartida, Billings et al(27) não encontraram casos de patela baixa nas osteotomias tibiais altas de fechamento lateral, sugerindo que o uso de um sistema calibrado de corte tibial, fixação rígida e mobilização precoce seriam os responsáveis pelo resultado encontrado.

Scuderi et al(2) sugerem que os fatores responsáveis pela patela baixa na osteotomia tibial alta seriam: tecido cicatricial na circunvizinhança do tendão patelar por imobilização, formação de osso no sítio da osteotomia, alteração da inclinação tibial e elevação do platô tibial após osteotomia tibial alta. Observaram também taxa de incidência de patela baixa em até 89% dos casos.

Aglietti et al(28) observaram taxa de recorrência do varo em 14% dos casos por eles estudados (61 casos) e em 19% dos casos demonstraram patela baixa acentuada (Caton < 0,6), sugerindo que este fato ocorreu principalmente pela imobilização pós-operatória (p = 0,04).

Outro fator postulado(29) que pode ter um papel importante na geração de patela baixa seria a perda do Slope levando a encurtamento relativo. Chae et al(29) sugerem que para evitar a perda do Slope a relação entre o espaço anterior e posterior deve obedecer à razão de dois terços. Ao contrário de Kaper et al(30), não encontramos casos de patela baixa ou perda do Slope, alguns fatores podem ser causa de patela baixa, que são evitados nesta técnica. Outros fatores foram implicados na alteração da inclinação tibial pós-osteotomia tibial alta, entre eles: precisão na inclinação da osteotomia e a placa posicionada muito anteriormente agregada ao fator de o sítio ser proximal à inserção do mecanismo extensor, pequenos desvios na técnica podem provocar alterações diretas nos índices avaliados. A perda da inclinação após osteotomia de tibial alta (fechamento) produz elevação relativa do ligamento cruzado posterior.

Lemon et al(31) sugerem que a presença de tecido fibroso retropatelar, nos casos nos quais são realizadas ressecção completa da gordura retropatelar em uma artroplastia total de joelho pode ser a responsável por uma patela baixa. Contudo Grelsamer et al(32) sugerem que este fato provavelmente deva-se à alterações da altura da linha articular. Eles acrescentam a importância da utilização dos índices para avaliação da altura patelar como Insall e Salvati para a diferenciação da patela baixa da pseudopatela baixa(18), onde não há encurtamento do tendão patelar. Ele alerta também que a medição com os índices de Blackburne e Peel e Caton e Deschamps estão alterados também na pseudopatela baixa(18), não devendo, pois, serem utilizados isoladamente para determinar a retração do tendão patelar. Barnett et al(33) sugerem que, como se trata de um índice que usa uma linha traçada pelo platô tibial, pode levar a uma redução da acurácia(34-36).

No nosso trabalho não encontramos correlação significativamente estatística quando observamos o índice de Caton Deschamps. Kesmezacar et al(37) afirmam que o índice de Caton tem alterações devido à desvios do fragmento proximal reduzindo a sua acurácia, uma vez que a altura e a distância patelares permanecem inalteradas.

Nakamura et al(38) afirmaram que a técnica de osteotomia de abertura gradual através da hemicalotase não promoveu alterações na altura patelar e na inclinação anteroposterior da tíbia proximal quando comparados a pacientes submetidos à osteotomia tibial alta (p < 0,001) após um ano de cirurgia. Ele sugere que este fato deve-se à osteotomia ser distal ao tendão patelar e a possibilidade de corrigir o posicionamento do fixador externo de forma mais simples. O acompanhamento radiológico seriado também permite evitar hipocorreções ou hipercorreções indesejáveis. A compreensão do paciente acerca do procedimento é fundamental para evitar complicações(39) como consolidação precoce do regenerado.

Segundo Weale et al(40) há um menor índice de outras complicações nesta técnica porém ele relatou um caso de osteomielite crônica nos pinos do fixador, fato este que deve ser levado em conta em cirurgias de conversão para artroplastia.

Conforme Nakamura et al(38), não encontramos diferenças entre os valores pré e pós-operatórios (com significância estatística) na altura patelar ou no Slope tibial, nos pacientes submetidos à osteotomia de abertura gradual.

 

CONCLUSÃO

Vários fatores aumentam a dificuldade técnica para a realização de artroplastia total de joelho nos pacientes submetidos à osteotomia tibial alta. Patela baixa, alteração do Slope (inclinação tibial no plano sagital) e alinhamento em valgo promovem alterações no tracking (excursão) patelar, dificuldade de eversão da patela durante ato operatório e distorção da anatomia da tíbia proximal.

Não houve diferenças entre os valores dos índices de altura patelar e inclinação tibial pré-operatórios e pós-operatórios de significância estatística nos pacientes avaliados.

A técnica permite a manutenção da altura patelar e sem alterações no Slope tibial sendo bastante interessante nos pacientes com osteoartrose medial do joelho, mesmo com deformidades acentuadas(> 15º), com necessidade de correção do momento adutor e ainda não elegíveis para correção com artroplastia total do joelho.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência:
Praia de Icaraí, 111, Ap. 401, Icaraí
24230-001 – Niterói, RJ
E-mail: cfbittencourt@yahoo.com.br

 

 

Declaramos inexistência de conflito de interesses neste artigo
Trabalho realizado no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia – (INTO), Rio de Janeiro, RJ.