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Revista Brasileira de Ortopedia

Print version ISSN 0102-3616

Rev. bras. ortop. vol.46 no.3 São Paulo  2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-36162011000300011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Alterações radiográficas do tálus no pé torto congênito após liberação cirúrgica pela técnica de McKay

 

 

José Antonio PintoI; Andréa Canizares HernandesII; Thais Paula BuchaimII; Francesco Camara BlumettiIII; Carla ChertmanIV; Patrícia Corey YamaneV; Artur da Rocha Corrêa FernandesVI

IProfessor Adjunto e Chefe da Disciplina de Ortopedia Pediátrica do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, Brasil
IIMédica Residente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, Brasil
IIIMédico Assistente da Disciplina de Ortopedia Pediátrica do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, Brasil
IVMédica Especializanda do Setor de Cirurgia do Pé e Tornozelo da Disciplina de Ortopedia do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, Brasil
VMédica Assistente da Disciplina de Ortopedia Pediátrica do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, Brasil
VIProfessor Adjunto e Vice-Chefe do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar as alterações morfológicas do tálus após o tratamento cirúrgico do pé torto congênito pela técnica de McKay.
MÉTODO: Foram analisadas, retrospectivamente, radiografias em perfil com carga dos pés de 14 pacientes com pé torto congênito unilateral submetidos ao tratamento pela técnica de McKay por dupla incisão. Todos os pacientes foram operados pelo mesmo cirurgião, com média de 6,53 anos entre a cirurgia e a radiografia. Comparamos as características do tálus dos pés operados com os parâmetros radiográficos dos pés contralaterais. Avaliamos a presença de deformidade do dômus e da cabeça do tálus (avaliação da esfericidade); a altura e o comprimento do tálus; a presença e grau de subluxação do navicular; a alteração do ângulo de Gissane; e o padrão do trabeculado ósseo.
RESULTADOS: Alterações da cabeça do tálus ocorreram em 92,8% dos casos; do dômus em 92,8%; e do trabeculado em 100%. A relação entre o comprimento do tálus do pé operado sobre o contralateral variou de 0,61 a 0,88 (média de 0,79; DP = 0,09), e da altura de 0,57 a 0,98 (média de 0,82; DP = 0,12). O ângulo de Gissane aumentou em todos os pés operados, e todos apresentaram subluxação do navicular, com índice variando de 6,43 a 59,75% (média de 26,34%; DP = 16,66%).
CONCLUSÃO: Alterações talares ocorreram em 100% dos pés tratados pela técnica de McKay. Estabelecer parâmetros radiográficos para descrever e quantificar essas deformidades mostrou-se viável, através de técnicas simples e de fácil execução.

Descritores: Pé Torto/radiografia; Tálus; Procedimentos Cirúrgicos Operatórios; Morfologia


 

 

INTRODUÇÃO

O pé torto congênito equino-cavo-varo caracteriza-se por uma deformidade causada principalmente pelo desalinhamento e malformação dos ossos e articulações do retropé. Apresenta uma incidência populacional média de 1:1.000 nascidos vivos(1) e trata-se de uma das anomalias congênitas mais estudadas pela comunidade científica ortopédica.

Em uma busca conduzida na literatura internacional e nacional, encontramos aproximadamente 700 artigos publicados sobre o tema nos últimos 10 anos. Entretanto, quando abordamos especificamente as complicações que dizem respeito às deformidades radiográficas encontradas no tálus durante e após o tratamento, este número se reduz significativamente, resumindo-se a simples citações ou parágrafos dentro de trabalhos com outros enfoques.

Sabemos que geralmente as deformidades do tálus resultam de graus variáveis de necrose, complicação que geralmente passa despercebida durante o tratamento do pé torto congênito. Sua incidência aumenta quando o tratamento é cirúrgico, principalmente quando a técnica utilizada necessita de ampla liberação de partes moles. Entretanto, também encontramos descrições das deformidades do tálus do tipo flat top, classicamente relacionadas com a necrose, em pacientes submetidos ao tratamento não cirúrgico. Esta deformidade provavelmente é causada pela dorsiflexão forçada do pé, na tentativa de reduzir o equinismo, gerando um mecanismo de alavanca que deforma o molde cartilaginoso flexível deste osso(2).

A vascularização do tálus se dá exclusivamente através de vasos que penetram no osso através de inserções capsulares e ligamentares, o que o torna particularmente suscetível à necrose avascular. Seu suprimento arterial extraósseo provém basicamente de ramos das artérias tibial posterior, tibial anterior e fibular(3). Estes vasos formam vários plexos anastomóticos ao redor do tálus. O ramo calcâneo da artéria tibial posterior forma uma rede com o ramo fibular que irriga a tuberosidade posterior do tálus. A maior artéria do canal do tarso, também proveniente da tibial posterior, forma um rico plexo vascular com a artéria do seio do tarso (que apresenta contribuições da artéria tibial anterior e fibular). Estas anastomoses ocorrem dentro do canal do tarso e irrigam a maior parte do corpo central e da região lateral do tálus. Um ramo deltoideo menor surge na origem da artéria do canal do tarso e corre entre as partes talotibial e talocalcaneana do ligamento deltoide para suprir a parte medial do corpo do tálus. A artéria tibial anterior emite ramos para a cabeça e colo do tálus, com contribuições da artéria fibular e do ramo deltoideo da artéria tibial posterior.

Conhecendo-se o aporte circulatório do tálus, pode-se concluir que as técnicas mais lesivas são aquelas que preconizam a liberação peritalar, principalmente com a secção do ligamento deltoide. A técnica de McKay e Simons consiste na liberação subtalar completa com secção opcional do ligamento interósseo talocalcaneano, alongamento dos tendões flexores, secção completa do ligamento deltoide superficial e parcial do profundo e secção dos ligamentos bifurcado, calcaneonavicular plantar e talonavicular dorsal. Este procedimento pode ser realizado utilizando-se a incisão do tipo Cincinatti clássica ou uma dupla via lateral e medial(4). Nestas circunstâncias, o conhecimento anatômico preciso é necessário, para que as chances de osteonecrose sejam minimizadas.

 

OBJETIVO

O objetivo do nosso trabalho foi analisar as alterações morfológicas do tálus decorrentes do tratamento cirúrgico do pé torto congênito por meio da liberação peritalar.

 

MATERIAL E MÉTODO

Foram analisados, retrospectivamente, os prontuários de 76 pacientes com pé torto congênito provenientes de um hospital da rede pública de São Paulo. De forma a padronizar nossa amostra, incluímos apenas pacientes com pé torto congênito unilateral submetidos ao tratamento cirúrgico pela técnica de McKay, por dupla incisão, no período de 1996 a 2008. Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo médico ortopedista. Um total de 14 pacientes satisfizeram os critérios de inclusão e foram avaliados neste trabalho. Suas características gerais estão sumarizadas na Tabela 1.

 

 

Para a avaliação radiográfica, utilizamos os últimos exames disponíveis nos prontuários dos pacientes. Foram analisadas as incidências de perfil com carga dos dois pés. O tempo médio entre a cirurgia e a radiografia controle utilizada na pesquisa foi de 6,53 anos (de dois a 12 anos). As características morfológicas do tálus dos pés operados foram comparadas aos parâmetros radiográficos dos pés normais contralaterais, sendo avaliada a presença de deformidade do dômus e da cabeça do tálus, a altura e o comprimento do tálus, a presença e grau de subluxação do navicular, a alteração do ângulo de Gissane e o padrão do trabeculado ósseo.

Para analisar a deformidade no dômus do tálus, avaliamos a esfericidade da articulação tibiotalar, utilizando uma régua de círculos concêntricos de acordo com o método de Mose. Os pés estudados foram subdivididos em três grupos, sendo eles: A) normal, permitindo boa mobilidade da articulação; B) levemente achatado; C) grosseiramente alterado ou plano (Figura 1).

Para avaliação da deformidade da cabeça, os pés foram divididos em três grupos de acordo com a esfericidade da articulação talonavicular: A) convexa; B) plana; C) côncava (Figura 2).

Não encontramos na literatura estudada nenhum parâmetro preestabelecido para avaliação da altura ou do comprimento do tálus. Após testarmos diversas técnicas para realização de tais medidas, com auxílio de um médico radiologista, encontramos maior facilidade na padronização e reprodutibilidade entre as diferentes radiografias com as seguintes técnicas:

Mensuração da altura (Figura 3):

 

 

1.  Identificar o ápice do processo lateral do tálus (ponto 1);

2.  Traçar reta paralela ao solo tangenciando este ponto (reta 2);

3.  A partir do ponto 1, traçar reta perpendicular à reta 2 (reta 3) até ponto de intersecção com superfície articular do dômus talar (ponto 4);

4.  A altura do tálus é dada pelo comprimento da reta 2 do ponto 1 ao ponto

Mensuração do comprimento (Figura 4):

 

 

1.  Identificar ponto mais superior (ponto 1) e ponto mais inferior (ponto 2) da superfície articular do tálus da articulação talonavicular na radiografia em perfil;

2.  Traçar reta ligando pontos 1 e 2 (reta 3);

3.  Identificar ponto médio da reta 3 (ponto 4);

4.  Identificar ponto mais posterior do processo posterior do tálus, não incluindo o os trigonum (ponto 5);

5.  Traçar reta (reta 6) a partir do ponto 5, tangenciando o ponto 4 até intersecção com superfície articular do tálus na articulação talonavicular (ponto 7);

6.  A distância do ponto 5 ao ponto 7 constitui o comprimento do tálus.

Foi realizada a mensuração da altura e do comprimento no pé acometido e no contralateral. A relação simples percentual foi então obtida entre tais medidas.

A alteração morfológica do tálus na articulação subtalar foi avaliada realizando-se a medida do ângulo de Gissane, que consiste no ângulo entre a reta que tangencia a faceta articular anterior e a reta que tangencia a faceta articular posterior do tálus. O ângulo foi medido em ambos os pés de cada paciente e, a seguir, foi calculada a diferença entre o pé acometido e o pé normal.

Para análise do grau de subluxação do navicular na articulação talonavicular, estabelecemos um índice, calculado da seguinte maneira (Figura 5):

 

 

1. Identificar ponto mais superior (ponto 1) e ponto mais inferior (ponto 2) da superfície articular do tálus da articulação talonavicular na radiografia em perfil;

2. Traçar reta ligando pontos 1 e 2 (reta 3);

3. Traçar reta perpendicular à reta 3, tangenciando ponto mais inferior do navicular (ponto 4);

4. No ponto de intersecção das retas, encontra-se o ponto 5;

5. O índice é calculado fazendo-se a relação da distância entre os pontos 2 e 5, sobre a distância entre os pontos 1 e 2.

Para avaliação do padrão do trabeculado ósseo do tálus dos pés operados em relação aos pés normais, subdividimos os casos em três grupos, de acordo com o sentido predominante das trabéculas ósseas nas radiografias estudadas: A) horizontal: predominância de trabéculas horizontais; padrão compatível com tálus normal; B) misto: presença de trabéculas verticais e horizontais, igualmente distribuídas; C) vertical: predominância de trabéculas orientadas verticalmente.

 

RESULTADOS

Os resultados da avaliação radiográfica estão ilustrados na Tabela 2.

Das 14 radiografias avaliadas, 85,71% (12 pacientes) apresentavam achatamento da cabeça do tálus operado em relação ao contralateral, 7,14% (um paciente) apresentavam convexidade e 7,14% (um paciente) apresentavam concavidade.

Quanto à deformidade do dômus talar do pé operado, encontramos 71,43% (10 pacientes) dos casos com forma elíptica, 21,43% (três pacientes) com forma plana e 7,14% (um paciente) com forma esférica.

Todos os casos apresentaram redução de pelo menos 10% do comprimento, sendo que, destes, metade apresentou redução de pelo menos 20%. A relação do comprimento do tálus do pé operado sobre o contralateral variou de 0,61 a 0,88, com média de 0,7929 (DP = 0,0905).

A altura do tálus dos pés operados foi menor do que a do contralateral em todos os casos avaliados, sendo que a relação variou de 0,57 a 0,98, com média de 0,8171 (DP = 0,11796), havendo uma redução de pelo menos 10% na maioria dos casos (71,43%).

Nos pés operados, nenhum tálus apresentou padrão trabecular normal (predominantemente horizontal), sendo que 57,14% deles apresentaram padrão misto (vertical e horizontal) e 42,86% apresentaram padrão predominantemente vertical.

O ângulo de Gissane apresentou-se aumentado em todos os pés operados, quando comparados ao contralateral. Esse aumento variou de 2 a 40º, com média de 20,64º, sendo que em 10 casos (71,43%), esse aumento foi de pelo menos 20%.

Todos os casos apresentaram algum grau de subluxação do navicular na articulação talonavicular, sendo que seu índice variou de 6,43 a 59,75%, com média de 26,34% (DP = 16,66%). Dos 14 pés operados avaliados, nove (64,28%) apresentaram pelo menos 20% de ascensão do navicular.

 

DISCUSSÃO

A literatura descreve inúmeras complicações em cirurgias de liberação extensa de partes moles no tratamento do pé torto congênito. No entanto, não existem critérios radiográficos bem definidos para o diagnóstico da necrose e outras alterações do tálus nesta doença. Desta forma, estabelecemos nossos próprios parâmetros radiográficos, baseados nas características morfológicas atípicas encontradas.

Há relatos de alterações na forma do tálus após o tratamento do pé torto congênito, tanto com a técnica cirúrgica quanto com a não cirúrgica(5-7). Em 1981, Ponseti et al(8) relataram alterações do comprimento total e forma do dômus e cabeça do tálus, em seu consagrado protocolo de tratamento com gessos seriados. Cummings et al(9) relataram alterações do tipo bone-within-the-bone, achatamento do dômus e hipoplasia do colo e cabeça talar, após o tratamento cirúrgico pela técnica de McKay. Diversos outros autores também relataram um número variável de alterações talares com diferentes técnicas de tratamento.

Observamos uma incidência aumentada (100%) de alterações radiográficas do tálus, quando comparada à incidência habitual previamente descrita (27-74%)(7-10). Provavelmente, este fato é consequência da técnica empregada pelo cirurgião na época, que consistia na técnica de McKay com liberação peritalar extensa e importante lesão do suprimento arterial do tálus.

Devido à escassez de trabalhos descritivos anatômicos radiográficos da deformidade talar no pé torto congênito, propusemos alguns parâmetros para uma avaliação mais exata desta complicação. Estes parâmetros são a altura e comprimento do tálus, grau de subluxação talonavicular, ângulo de Gissane, características da deformidade da cabeça e do dômus do tálus e padrão do trabeculado ósseo. O ângulo de Gissane já é uma medida consagrada na Ortopedia. A altura e comprimento do tálus, assim como o grau de subluxação talonavicular, foram medidos utilizando-se um sistema de retas traçadas a partir de pontos anatômicos objetivos e comparados por meio de porcentagem simples sobre as medidas dos pés contralaterais. Este método foi idealizado de forma conjunta com um médico radiologista especializado no estudo do sistema musculoesquelético.

Os demais parâmetros, ou seja, as características da deformidade da cabeça e dômus do tálus e o padrão de seu trabeculado ósseo, são constatados por observação direta, em comparação com a anatomia normal do pé não afetado. No caso da deformidade da cabeça e dômus talar, os parâmetros podem ainda ser aferidos objetivamente, por meio de um instrumento tão simples como a régua de círculos concêntricos de Mose. Acreditamos que estes sejam parâmetros simples e objetivos, de fácil aplicação e provavelmente com bom índice de reprodutibilidade.

Um possível fator limitante de nosso trabalho talvez seja o pequeno número absoluto de pacientes incluídos, além da falta de correlação clínica dos resultados radiográficos, a qual pretendemos realizar em estudo posterior.

Kalenderer et al(11) constataram alterações significativas do comprimento e altura do tálus em todos os pacientes de sua série, assim como deformidades do dômus e da articulação talonavicular em sua grande maioria. Entretanto, não houve correlação clínico-radiográfica significativa destas alterações, uma vez que todos os seus pacientes obtiveram resultados bons, sem limitações às atividades e com satisfação dos mesmos e de seus pais quanto à função e cosmética. Segev et al(12) também encontraram alterações significativas no tamanho do tálus em pés tratados conservadoramente, sem comprometimento clínico equiparável.

Consideramos de grande importância a quantificação e o estabelecimento de parâmetros descritivos da deformidade do tálus, devido à sua implicação clínica. O achatamento do dômus talar altera a articulação tibiotársica com consequente diminuição da flexoextensão do pé. A deformidade e subluxação talonavicular está associada a uma diminuição da mobilidade do mediopé. A longo prazo, pode se estabelecer a osteoartrose, que pode evoluir com dor e limitação funcional.

Entretanto, não podemos afirmar que estas alterações sejam o resultado de uma necrose avascular, uma vez que podem representar simplesmente mais uma das características da doença. Um elemento que favorece esta teoria é o fato de que algumas destas deformidades ocorrem tanto em pés submetidos ao tratamento conservador quanto ao tratamento cirúrgico. Além disso, estas alterações não se enquadram nas características normalmente observadas na osteonecrose do tálus, representadas pelo aumento da densidade, fragmentação e colapso(9).

 

CONCLUSÃO

As alterações talares foram observadas em 100% dos pés tratados pela técnica de McKay nesta amostra. O estabelecimento de parâmetros radiográficos para descrever e quantificar as deformidades do tálus mostrou-se viável, por meio de técnicas simples e de fácil execução.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência:
Andréa Canizares Hernandes
Rua Borges Lagoa, 783, 5º andar - Vila Clementino
04038-032 - São Paulo, SP
E-mail: andrea_epm70@ig.com.br

Trabalho recebido para publicação: 02/06/2010, aceito para publicação: 29/11/2010.

 

 

Trabalho desenvolvido na Disciplina de Ortopedia Pediátrica do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina.