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Revista Brasileira de Ortopedia

Print version ISSN 0102-3616

Rev. bras. ortop. vol.46 no.6 São Paulo  2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-36162011000600005 

ARTIGO ORIGINAL

 

Avaliação clínica e radiológica após procedimento de Salter e Ombrédanne na displasia de desenvolvimento do quadril

 

 

Válney Luiz da RochaI; André Luiz Coelho ThoméII; Daniel Labres da Silva CastroII; Leandro Zica de OliveiraII; Frederico Barra de MoraesIII

IChefe do Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital de Acidentados - Goiânia e do Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia, GO, Brasil
IIResidente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia, GO, Brasil
IIIMestre, Professor Assistente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia, GO, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o resultado clínico e radiológico em médio prazo do tratamento cirúrgico da displasia do desenvolvimento do quadril através da osteotomia do osso inominado de Salter e o encurtamento femoral de Ombrédanne.
MÉTODOS: Foram avaliados 14 pacientes, 18 quadris (sete quadris do lado direito e 11 do lado esquerdo), todos tratados cirurgicamente entre 1998 e 2008 pela técnica proposta. Foi realizada avaliação clínica e radiológica pelos critérios de Dutoit e Severin, respectivamente.
RESULTADOS: Nos sete quadris do lado direito o índice pré-operatório médio foi de 43,3º (40º a 50º), sendo corrigido cirurgicamente, em média, para 31,57º (24º a 42º), enquanto os 11 quadris do lado esquerdo tinham média pré-operatória de 42,1º (36º a 56º) evoluindo para 30,36º (20º a 44º), sendo que as avaliações dos índices acetabulares pré e pós-operatórios apresentaram significância estatística com P < 0,05. Na avaliação clínica foram encontrados sete quadris ótimos (38,9%), oito bons (44,4%), três regulares (16,7%) e nenhum ruim (0%). Agrupando quadris com avaliação boa e ótima como satisfatórios e os com avaliação ruim e regular como insatisfatórios, obtiveram-se resultados favoráveis em 83,3% dos casos. Não se obteve significância estatística entre a ocorrência de complicações e a idade do paciente, no momento da cirurgia, e o índice acetabular pré-operatório (p > 0,05). Como complicações, ocorreram uma subluxação, uma osteonecrose e uma osteonecrose associada à subluxação.
CONCLUSÃO: O procedimento combinado de Salter e Ombrédanne é uma opção viável para o tratamento da displasia de desenvolvimento do quadril após o início da marcha.

Descritores: Luxação Congênita do Quadril/cirurgia; Procedimentos Cirúrgicos Operatórios/métodos; Doenças do Desenvolvimento Ósseo; Quadril/crescimento & desenvolvimento


 

 

INTRODUÇÃO

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) envolve várias anormalidades, que vão da frouxidão ligamentar do quadril, levando à instabilidade, até a luxação em que ocorre a perda da relação anatômica entre a cabeça femoral e o acetábulo. A cabeça femoral pode permanecer esférica ou se encontrar achatada póstero-medialmente, e o acetábulo progressivamente se torna espesso, raso e oblíquo. Pode ser classificada em teratológica e típica, sendo a típica subdividida em quadril luxável, subluxado e luxado.

A etiologia da DDQ permanece desconhecida. Fatores étnicos e genéticos são importantes. Os fatores genéticos podem determinar a displasia acetabular, a frouxidão ligamentar, ou ambas, conforme relatado por Wynne-Davies(1). Fatores mecânicos, como a posição intrauterina e hábitos pós-natais, vêm somar-se aos fatores preexistentes. Em diversos trabalhos na literatura científica, a incidência da DDQ variou de 2 a 17 por 1.000(3). No Brasil, Volpon e Carvalho Filho(2) demonstraram uma incidência de 2,31 por 1.000.

O tratamento depende da idade do paciente, do grau de displasia acetabular e da porção proximal do fêmur. Uma opção cirúrgica para o tratamento da DDQ, após o início da marcha, é a associação entre a osteotomia do osso inominado de Salter e o encurtamento femoral de Ombrédanne. Essa associação pretende diminuir a pressão na cabeça femoral que será reduzida cirurgicamente para dentro do acetábulo, compensando a contratura de partes moles.

O objetivo deste trabalho é avaliar o resultado clínico e radiológico em médio prazo do tratamento cirúrgico da DDQ através do procedimento de Salter e osteotomia de encurtamento femoral de Ombrédanne.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram avaliados 14 pacientes, 18 quadris, todos tratados cirurgicamente entre 1998 e 2008 pela técnica de Salter e Ombrédanne. Nenhum paciente apresentava tratamento prévio para DDQ e também não realizaram fisioterapia ou reabilitação no pós-operatório. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital onde o trabalho se realizou.

A idade dos pacientes variou de dois a oito anos, todos do sexo feminino, sendo quatro com acometimento bilateral. Foram acometidos sete quadris do lado direito e 11 do lado esquerdo. O índice acetabular ideal tem um valor máximo aceitável de 30º (3). O tempo médio de imobilização pós-operatório com gesso pélvico-podálico foi de 2,5 meses. Nos casos bilaterais houve um intervalo médio de seis meses entre os dois procedimentos. Todos os casos foram operados pelo mesmo cirurgião ortopédico (Figura 1). Em nenhum caso se realizou tração prévia à cirurgia.

O material de osteossíntese utilizado nos procedimentos foi retirado, em média, após um ano de acompanhamento pós-operatório. A avaliação clínica e radiológica ocorreu com acompanhamento ambulatorial médio de 56 meses (26 a 132 meses).

Para a avaliação dos resultados, utilizaram-se critérios radiográficos e clínicos. As radiografias foram avaliadas pelos critérios de Severin(3), que levam em consideração os ângulos acetabular (AC) e CÊ de Wiberg(4), esfericidade da cabeça femoral, luxação ou subluxação do quadril e a presença ou não de artrose. O quadro clínico foi analisado pelos critérios de Dutoit et al(5) baseados na estabilidade e mobilidade do quadril, dor, claudicação e teste de Trendelenburg.

A análise estatística foi realizada de forma descritiva e analítica, utilizando-se os métodos t de Student, t de Student pareado, Qui-quadrado, Anova e Pearson, com o intuito de se estabelecer significância estatística entre os parâmetros clínicos e radiológicos.

 

RESULTADOS

Os quadris foram agrupados para análise de acordo com o lado acometido. Nos sete quadris do lado direito, o índice pré-operatório variou de 40º a 50º (média de 43,3º), sendo corrigido cirurgicamente, em média, para 31,57º (24º a 42º), enquanto os 11 quadris do lado esquerdo tinham média pré-operatória de 42,1º (36º a 56º), evoluindo para 30,36º (20º a 44º). Foi utilizado o teste t de Student pareado para a análise desses dados obtendo um resultado estatisticamente significante (p < 0,001) (Figura 2).

 

 

Na avaliação clínica, segundo Dutoit et al(5), foram encontrados sete quadris ótimos (38,9%), oito bons (44,4%), três regulares (16,7%) e nenhum ruim (0%). Agrupando quadris com avaliação boa e ótima como satisfatórios e os com avaliação ruim e regular como insatisfatórios, obtiveram-se resultados favoráveis em 83,3% dos casos (Tabela 1).

 

 

Na avaliação radiológica, foram encontrados seis quadris ótimos (33,3%) (Figura 3), 10 bons (55,6%), nenhum regular (0%) e dois ruins (11,2%). Agrupando quadris com avaliação boa e ótima como satisfatórios e os com avaliação ruim e regular como insatisfatórios, obtiveram- se resultados favoráveis em 88,9% dos casos (Tabela 2).

 

 

Como complicações, ocorreram uma subluxação, uma osteonecrose e uma osteonecrose associada a subluxação, sendo o caso da subluxação isolada tratado com outro procedimento cirúrgico. Não houve casos de infecção, fratura, dismetria significante de MMI ou lesão neurovascular.

Tanto o quadro clínico - baseado nos critérios de Dutoit et al(5) - quanto o quadro radiológico - de acordo com Severin(3) - foram associados ao índice acetabular pré- operatório. Não se alcançou, porém, relevância estatística.

O quadro clínico e o radiológico foram associados entre si pelo teste do Qui-quadrado; entretanto, não foram obtidos resultados com valor estatístico.

Após a análise dos dados, observou-se que a avaliação dos índices acetabulares pré e pós-operatórios apresentou significância estatística com p < 0,05. Aplicando-se o teste t de Student, não foi obtida significância estatística entre a ocorrência de complicações e a idade do paciente no momento da cirurgia e o índice acetabular pré-operatório (p > 0,05).

 

DISCUSSÃO

O exame físico para identificar os casos de DDQ deve ser feito rotineiramente em todos os recém-nascidos. A manobra de Ortolani, descrita em 1948 por Marino Ortolani, quando positiva, permite o diagnóstico da DDQ; entretanto, a negatividade não afasta o diagnóstico, porque alguns quadris são instáveis, porém não luxados. A manobra provocativa de Barlow permite o diagnóstico da instabilidade do quadril. Por outro lado, em crianças acima de três meses, a manobra de Ortolani pode ser negativa, já que mesmo o quadril permanecendo luxado não é mais possível colocar a cabeça femoral no acetábulo. Em relação à manobra de Barlow, deve ser enfatizado que muitos recém-nascidos com positividade no primeiro exame tornam-se negativados após duas ou três semanas.

No quadril luxado o tratamento consiste na redução concêntrica e atraumática da cabeça femoral dentro do acetábulo. Antes do início da marcha esse tratamento pode ser conservador; entretanto, com a deambulação há uma tendência de interposição de tecidos moles (ligamento redondo, labrum e cápsula) nessa articulação e faz-se necessária a redução cruenta. Uma vez conseguida a redução, esta pode ser mantida através de procedimentos no acetábulo, no fêmur, nas partes moles ou em ambos. Lindstrom et al(6) demonstraram que, se a redução concêntrica é obtida e mantida, haverá remodelação do acetábulo, sendo mais acentuada até os quatro anos de idade e podendo ocorrer até os oito anos.

Severin(3) desenvolveu um sistema para classificação radiológica dos resultados dos procedimentos cirúrgicos para tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril, avaliando as deformidades tanto da cabeça quanto do colo e acetábulo, tendo como referência o ângulo CE de Wiberg e a presença de subluxação/luxação no pós-operatório.

Dutoit et al(5) desenvolveram um sistema de classificação clínica após a cirurgia, baseados na mobilidade e estabilidade articulares e presença de dor e/ou claudicação.

Salter(7) descreveu a osteotomia do osso inominado para o tratamento da luxação e subluxação congênita do quadril, promovendo um reposicionamento acetabular com a formação de um teto para o apoio da cabeça femoral após a redução.

Salter et al(8) descreveram que uma redução em que seja necessária a adoção de posição extrema, com hiperflexão/abdução do quadril, tendeu a provocar necrose avascular da cabeça femoral devido à hiperpressão entre a cabeça femoral e o acetábulo decorrente da ação da forte musculatura abdutora do quadril, promovendo interrupção do aporte sanguíneo à porção proximal do fêmur. Concluíram ainda que essa alteração evoluiu com complicações severas aos pacientes acometidos, com piora significativa de seu prognóstico. A partir dessa constatação, Klisic propôs a associação da osteotomia do osso inominado ao encurtamento femoral.

Klisic e Jankovic(9) analisaram, por um período mínimo de cinco anos, 60 quadris de crianças entre cinco e 15 anos, submetidos ao procedimento de Salter associado ao encurtamento femoral, com 3% de resultados excelentes (clínico e radiológico) e 60% de bons resultados.

Klisic et al(10) acompanharam 225 quadris submetidos à osteotomia do osso inominado (procedimentos de Salter, Pemberton ou Chiari) associada ao encurtamento femoral em crianças entre sete e 15 anos de idade, com longo seguimento, tendo resultados gerais satisfatórios, com boa função e ausência de dor.

Santili(11), em um estudo de 42 quadris, tratados entre os dois anos e um mês e 10 anos e três meses de idade, com a redução cruenta e osteotomia de Salter associada ao encurtamento femoral, referiu 47,6% de resultados excelentes e 40,5% de resultados bons. Neste trabalho, os resultados satisfatórios (bons e ótimos) clínica e radiologicamente atingidos foram, respectivamente, 83,33% e 88,88%.

Dos 18 quadris incluídos neste trabalho, foram obtidos resultados clínicos e radiológicos satisfatórios em 83,33% e 88,9%, respectivamente, havendo, dessa forma, concordância com os resultados das outras séries.

Levando-se em conta a frequência, o grau de incapacidade, a duração dos sintomas e a morbidade, a osteonecrose é a mais temível complicação do tratamento da DDQ. A osteonecrose ocorre apenas nos pacientes que receberam alguma forma de tratamento incruento ou cruento. O posicionamento do quadril em abdução maior que 70º ou rotação medial forçada é causa frequente de osteonecrose. Tal fato pode ocorrer mesmo no quadril normal, oposto àquele que está sendo tratado. Portanto, imobilizações dos quadris em posição adequada e técnica de redução incruenta ou cruenta cuidadosa, obedecendo aos princípios básicos, podem diminuir o risco dessa grave complicação.

Com base na literatura científica(12) é sabido que a osteotomia de Salter não é isenta de complicações, tais como: infecção superficial e profunda, osteocondrites, subluxação, reluxação, condrólise, praxia do nervo ciático e necrose avascular. Com o intuito de reduzir as complicações relacionadas à osteotomia acetabular isoladas, já mencionadas, preferiu-se associar a osteotomia de Salter ao encurtamento femoral. Neste trabalho, houve, como complicações, uma subluxação, uma osteonecrose e uma osteonecrose associada à subluxação, sendo o caso da subluxação isolada tratado com outro procedimento cirúrgico. Não houve casos de infecção, fratura, dismetria significante de MMII ou lesão neurovascular.

Alguns autores como Galpin et al(13), Browne(14) e Gibson e Benson(15) preferem a osteotomia femoral como complementação da redução aberta. Outros autores como Karakas et al(16) e Williamson et al(17) associam a osteotomia femoral com a osteotomia de Salter pós redução aberta.

Saleh et al(18) demonstraram que a remodelação pélvica após osteotomia do osso inominado não era observada em pacientes com maturidade esquelética. Neste estudo, a osteotomia foi realizada em pacientes entre 2,23 e 7,78 anos (idade pós-marcha); todavia, não houve influência nos resultados clínicos e radiográficos a médio prazo, de acordo com o descrito por Volpon e Carvalho Filho(2).

 

CONCLUSÃO

Conclui-se que o procedimento de Salter associado com a osteotomia de encurtamento femoral é uma opção viável para o tratamento da DDQ após o início da marcha, com resultados satisfatórios tanto clínica e quanto radiologicamente, apresentando baixo índice de complicações.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência:
Dr. Frederico Barra de Moraes
Departamento de Ortopedia e Traumatologia e Cirurgia Plástica do HC-FMUFG
Primeira Avenida, Sem Número, 3° andar, Setor Universitário
74605-085 - Goiânia, GO
E-mail: frederico_barra@yahoo.com.br

Trabalho recebido para publicação: 31/05/2010, aceito para publicação: 22/06/2011.

 

 

Trabalho realizado no Serviço de Ortopedia Pediátrica do Departamento de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia, GO.
Os autores declaram inexistência de conflito de interesses na realização deste trabalho
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