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Revista Brasileira de Ortopedia

Print version ISSN 0102-3616

Rev. bras. ortop. vol.47 no.3 São Paulo  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-36162012000300003 

ARTIGO DE ATUALIZAÇÃO

 

Pseudoartrose do escafoide em esqueleto imaturo

 

 

Marcelo Barreto de LemosI; Ádria Simone Ferreira BentesII; Miguel Flores do Amaral NetoIII; Leandro de Freitas SpinelliIV; Antônio Lourenço SeveroV; Osvandré LechVI

IMédico Instrutor da Residência Médica e do Serviço de Cirurgia da Mão do Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Passo Fundo, RS, Brasil
IIFellow em Cirurgia da Mão do Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Passo Fundo, RS, Brasil
IIIMédico Residente do Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Passo Fundo, RS, Brasil
IVMédico Ortopedista e Traumatologista do Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Passo Fundo, RS, e Hospital das Clínicas de Porto Alegre da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Porto Alegre, RS, Brasil
VMédico Instrutor da Residência Médica e do Serviço Cirurgia da Mão do Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Passo Fundo, RS, Brasil
VIChefe do Serviço de Residência Médica e do Serviço de Cirurgia da Mão do Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Passo Fundo, RS, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

O presente trabalho abrange uma revisão da literatura sobre a pseudoartrose do escafoide em esqueleto imaturo, considerando-se sua epidemiologia, diagnóstico e tratamento, bem como suas controvérsias. O conhecimento do assunto permite que os pacientes sejam imediatamente tratados da forma mais adequada. A pseudoartrose do escafoide em pacientes esqueleticamente imaturos é uma condição rara sendo decorrente de erro ou falta do diagnóstico da fratura. Assim, um exame clínico e radiográfico cuidadoso deve ser realizado para confirmar ou descartar o diagnóstico. Vários métodos de tratamento são relatados e apresentam bons resultados, como tratamento conservador com gesso, enxerto ósseo sem osteossíntese, enxerto ósseo com fios de Kirschner, parafusos percutâneos e enxertos ósseos associados a parafusos de compressão. O tratamento atual, portanto, depende da característica da pseudoartrose e da experiência do cirurgião.

Descritores: Pseudoartrose; Osso Escafoide; Punho; Ferimentos e Lesões


 

 

INTRODUÇÃO

A pseudoartrose do escafoide em esqueleto imaturo tem sido descrita por alguns autores, mas devido à raridade da lesão a suspeita diagnóstica é difícil e o tratamento é controverso(1). A dificuldade na identificação da lesão decorre pela ausência ou erro no diagnóstico da fratura do escafoide, o que pode ocorrer devido às dificuldades radiológicas inerentes do esqueleto imaturo e à tendência em se observar, na maioria das vezes, somente a extremidade distal do rádio, onde o trauma é muito mais frequente(1-3).

As fraturas do escafoide em crianças são raras e representam 0,4% das fraturas do membro superior e 2,9% das fraturas do punho e da mão. A baixa incidência em crianças ocorre provavelmente devido à espessura da cartilagem que cobre e protege o centro de ossificação, sendo necessária uma energia considerável para que haja a fratura. Ao contrário do que ocorre em adultos, a fratura do escafoide em crianças afeta o polo distai em 59 a 87%, o polo médio em 12 a 36% e o proximal em 0 a 2%. E apresentam uma taxa muito baixa de pseudoartrose (0,8%)(1,2,4-6).

Taleisnik e Kelly(7) relatam que o suprimento vascular do escafoide não se altera com o crescimento. Tanto em adultos como em crianças o polo proximal do escafoide apresenta um suprimento vascular pobre devido ao fluxo sanguíneo intraósseo retrógrado, sendo assim possível a ocorrência de pseudoartrose(3,7).

A história natural da pseudoartrose do escafoide em esqueleto imaturo é desconhecida. As alterações biomecânicas visualizadas em punhos de adultos ainda não foram relatadas em crianças(8-10). Deve-se fazer diagnóstico diferencial com escafoide bipartido, o qual é normalmente bilateral, assintomático e não está relacionado a trauma anterior e são radiologicamente separados, de densidades semelhantes e bordas regulares(2,3).

Louis et al(11) estudaram 196 fetos de humanos e revisaram 11.280 radiografias de mãos de crianças e não encontraram nenhum exemplo de escafoide bipartido. Com isso, concluíram que esta condição é adquirida por trauma que resulta em uma pseudoartrose assintomática do escafoide.

No caso da apresentação tardia ou negligência no momento da lesão, na qual haja mobilidade contínua no foco da fratura, existe a possibilidade da ocorrência da pseudoartrose. Ao se realizar o diagnóstico, o paciente deve receber o tratamento adequado.

Classificação

As pseudoartroses do escafoide imaturo são classificadas, pela maioria dos autores, de acordo com Filan e Herbert(12), em quatro tipos: D1 - união fibrosa, D2 -pseudoartrose, D3 - pseudoartrose esclerótica, D4 necrose avascular. Essa classificação permite guiar o cirurgião quanto à forma de tratamento a ser utilizada(1,8,9,12) (Figura 1).

 

 

Quadro clínico

O quadro clínico varia desde pacientes assintomáticos até sintomas como dor persistente e edema, com um exame físico demonstrando sensibilidade à palpação da tabaqueira anatômica e limitação da mobilidade do punho. História pregressa de trauma está presente na maioria dos casos relatados(1,10,13,14).

Diagnóstico por imagem

Radiografias nas incidências em anteroposterior e perfil são fundamentais no diagnóstico, sendo ainda possível sua complementação com as incidências específicas para o escafoide(8,9,13). Masquijo e Willis(1) referem que a presença de esclerose, formações císticas e reabsorção óssea definem a pseudoartrose na imagem radiográfica. Já Osterman e Mikulics(15) definem a pseudoartrose do escafoide quando não há consolidação com três meses após a lesão.

Radiografias iniciais negativas no momento da fratura do escafoide em crianças foram citadas por Evenski et (5), mostrando que 30% dos seus pacientes não apresentaram evidência radiográfica inicial de fratura, apesar de apresentarem suspeita clínica elevada. Estes pacientes mostraram radiografias positivas no decorrer do acompanhamento. Os autores recomendam, assim, que os médicos estejam mais atentos aos pacientes que apresentam dor à palpação do escafoide e à mobilidade do punho. Nestes casos, o paciente deve ser imobilizado por duas semanas até repetição do exame e novas radiografias.

Clarke et al(13) destacam a importância de um acompanhamento ortopédico adequado e exames radiológicos em uma criança com suspeita de fratura de escafoide, a fim de prevenir uma atrite progressiva e um tratamento cirúrgico para pseudoartrose do escafoide futuramente.

A tomografia computadorizada auxilia na visualização da forma e angulação do escafoide e a ressonância magnética ajuda na detecção de necrose do polo proximal do escafoide. Johnson et al(16) relatam que a ressonância magnética é sensível em crianças tanto quanto é em adultos para lesões do punho.

Tratamento e controvérsias

A maioria das fraturas do escafoide no esqueleto imaturo responde bem ao tratamento conservador com gesso. Diversos autores sugerem o uso do gesso curto por seis a oito semanas em crianças e por oito a 12 semanas em adolescentes. Entretanto, fraturas desviadas requerem tratamento cirúrgico para evitar consolidações viciosas ou pseudoartroses(2,6,17).

O tratamento da pseudoartrose do escafoide em adultos está bem estabelecido; porém, para crianças ainda há controvérsias quanto ao melhor protocolo a ser segui(2). Vários métodos são relatados como apresentando bons resultados, desde o tratamento conservador com gesso, enxerto ósseo sem osteossíntese, enxerto ósseo com fios de Kirschner, parafusos percutâneos e enxertos ósseos associados a parafusos de compressão(1,4).

Weber et al(18) propuseram o tratamento prolongado com imobilização gessada para pseudoartrose escafoide em seis crianças por período médio de cinco meses, quando houve a consolidação. Referem que a rigidez e a osteoporose não foram visualizadas em seus casos e a mobilidade total do punho foi obtida. Chloros et al(10) e Duteille et al(19) não concordam com o uso de gesso prolongado, pois, segundo eles, pode não prover a solução para os problemas potenciais da pseudoartrose do escafoide (encurtamento do escafoide) que podem potencialmente causar condições degenerativas do punho. Já Suzuki e Herbert(20) relataram dois casos de correção espontânea do escafoide após pseudoartrose, em quatro anos de acompanhamento, sem osteotomia de correção ou enxerto ósseo. Fabre et al(21) recomendam tratamento inicial com gesso, e, se após três meses não ocorrer melhora clínica nem radiológica, o tratamento cirúrgico torna-se a melhor opção.

Pick e Segal(22) descreveram um caso de fratura de escafoide em uma criança de oito anos de idade que, apesar de adequada imobilização, evoluiu para não consolidação. Porém, a lesão tornou-se totalmente assintomática sem nenhum tipo de tratamento. Radiologicamente, a pseudoartrose do escafoide assumiu a forma de um escafoide bipartido. Também Clarke et al(13) relataram o caso de uma criança de 11 anos de idade, que após dois anos da fratura teve consolidação espontânea do escafoide sem nenhum tipo de tratamento.

Henderson e Letts(23) avaliaram 20 casos de pseudoartrose de escafoide em esqueleto imaturo, em que todos foram tratados inicialmente com gesso por quatro meses sem sucesso. Então, os autores preconizaram o tratamento cirúrgico utilizando, em 11 casos, o parafuso de Herbert e enxerto ósseo; em seis casos, enxerto ósseo sem fixação; em dois casos, enxerto ósseo e fios de Kirschner; e, em um caso, somente o parafuso de Herbert. Assim, mostraram consolidação em todas as técnicas de tratamento cirúrgico em crianças, relatando apenas que os casos com enxerto ósseo isolado requerem maior tempo de imobilização. Os autores indicam, assim, o tratamento cirúrgico como melhor método para esse tipo de lesão.

García-Mata(3) reportou quatro casos de pseudoartrose em crianças com idade inferior a 15 anos, tratadas cirurgicamente com enxerto ósseo isolado, recomendando a técnica para os casos em que se necessite reconstruir a forma e o comprimento do escafoide. Acredita que em crianças não há necessidade de osteossíntese por seu potencial de cura ser superior ao de adultos. Hamdi e Khelifi(24) e Maxted e Owen(25) acreditam que o uso de fios de Kirschner ao enxerto ósseo seja útil para alcançar a união e é uma importante adição para o procedimento. Waters e Stewart(14) recomendam enxerto ósseo vascularizado associado à fixação interna para necrose avascular e pseudoartrose do escafoide em esqueleto imaturo. Southcott e Rosman(26) indicam tratamento cirúrgico com enxerto ósseo do rádio por via anterior, enquanto Caputo et al(27) indicam a mesma técnica, porém por via dorsal.

Mintzer e Waters(28) e Mintzer et al(29) relataram os resultados de 13 casos de pseudoartrose do escafoide em esqueleto imaturo tratadas de modo cirúrgico. Quatro casos tratados com procedimento de Matti-Russe(30) e nove casos tratados com enxerto ósseo mais parafuso de Herbert. Todos os casos progrediram para união óssea. Eles também relatam que um pequeno parafuso de Herbert pode ser usado em um pequeno escafoide sem complicações. Fugioka et al(31) também relatam que o uso de parafuso canulado provê consolidação sem interferência no crescimento do escafoide. A maioria das séries mostra a idade superior a 11 anos como segura para utilização do parafuso compressivo, sem riscos de complicações.

Masquijo e Willis(1) relataram 23 casos de pseudoartrose em esqueleto imaturo tratados com sucesso por meio de uma abordagem cirúrgica com enxerto ósseo e fixação com parafuso compressivo (Herbert ou Acutrak®) e indicam tal procedimento para pseudoartroses instáveis em que a associação de enxerto ósseo e a fixação interna irão combinar as propriedades biológicas do enxerto e as vantagens mecânicas do parafuso compressivo. Já Jeon et al(8,9) recomendam fixação percutânea com parafuso de Herbert para pseudoartroses estáveis com mínima reabsorção óssea e sem deformidades. Slade et al(32) reportaram que em casos selecionados de união fibrosa ou não união com mínima esclerose, que possuem habilidade biológica para consolidação mas falta estabilidade mecânica para ocorrer cura, a fixação percutânea com parafuso de Herbert seja suficiente para consolidação. Finalmente, Toh et al(33) relataram 46 casos de pseudoartrose do escafoide em crianças, não considerando uma lesão rara em seu estudo, indicando tratamento cirúrgico com fixação interna como melhor opção.

 

CASO CLÍNICO

Paciente sexo feminino, 14 anos de idade, procurou o serviço por apresentar dor em punho direito na região da tabaqueira anatômica sem história de trauma; radiografias AP e perfil do punho evidenciaram pseudoartrose do escafoide (Figura 2). Submetida a tratamento cirúrgico utilizando enxerto ósseo vascularizado e fixação com parafuso de Herbert por via dorsal. Sendo acompanhada ambulatorialmente, as radiografias AP e perfil do punho direito mostraram consolidação do escafoide com três meses de pós-operatório (Figura 3).

 

 

 

 

No acompanhamento de um ano quanto à função pós-operatória do punho, foi avaliada pelo sistema de Green e O'Brien(34) sendo, portanto, classificada com função excelente por apresentar pontuação maior que 90 (Figura 4).

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pseudoartrose em pacientes esqueleticamente imaturos é um evento raro. Entretanto, deve-se dar atenção adequada a crianças com trauma no punho de forma a se evitar a ausência do diagnóstico da fratura do escafoide e seu tratamento correto no momento do trauma inicial. Ainda não há um padrão de tratamento a ser seguido. Existem diversos protocolos utilizados pelos mais diversos autores, todos referindo o sucesso do tratamento utilizado nos casos relatados. O tratamento atual, portanto, depende da característica da pseudoartrose e da experiência do cirurgião.

 

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Correspondência:
IOT
Rua Uruguai, 2.050 - Centro
99010-150 - Passo Fundo, RS, Brasil
E-mail: mblemos@terra.com.br ; ensino@iotrs.com.br

Trabalho recebido para publicação: 10/10/2011, aceito para publicação: 10/10/2011
Os autores declaram inexistência de conflito de interesses na realização deste trabalho

 

 

Trabalho realizado no Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Passo Fundo, RS.
Este artigo está disponível online nas versões Português e Inglês nos sites: www.rbo.org.br e www.scielo.br/rbort