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Revista Brasileira de Ortopedia

Print version ISSN 0102-3616

Rev. bras. ortop. vol.47 no.3 São Paulo  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-36162012000300012 

ARTIGO ORIGINAL

 

Transplante osteocondral autólogo no tratamento de lesões condrais na patela

 

 

Moises CohenI; Joicemar Tarouco AmaroII; Ricardo de Souza Campos FernandesIII; Gustavo Gonçalves ArlianiIV; Diego da Costa AsturIV; Camila Cohen KalekaV; Abdalla SkafVI

IProfessor Adjunto e Chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - São Paulo, SP, Brasil
IIMédico Assistente do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte - São Paulo, SP, Brasil
IIIEstagiário do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte - São Paulo, SP, Brasil
IVMembro do Centro de Traumatologia do Esporte (CETE) do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - São Paulo, SP, Brasil
VMédica do Grupo do Joelho da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo - São Paulo, SP, Brasil
VIRadiologista da Clínica de Diagnóstico por Imagem do Hospital do Coração - São Paulo, SP, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: O objetivo primário deste estudo é avaliar a evolução clínica e funcional dos pacientes com lesão cartilaginosa de espessura total, sintomática da superfície articular da patela tratados com transplante osteocondral autólogo.
MÉTODOS: Este estudo prospectivo envolveu 17 pacientes, sendo realizado no período de junho de 2008 a março de 2011. Foram preenchidos no pré-operatório e com um ano de pós-operatório, os questionários específicos de Lysholm, Kujala e Fulkerson para avaliação do joelho acometido e o SF-36 para avaliação da qualidade de vida geral dos pacientes. Foi utilizado o teste não paramétrico pareado de Wilcoxon na análise estatística dos valores pré e pós-operatórios dos questionários e os dados foram analisados no programa SPSS for Windows versão 16.0 e uma significância de 5% foi adotada.
RESULTADOS: O Lysholm pré e pós-operatório médio foi de 54,59 e 75,76 pontos (p < 0,05). A pontuação do Fulkerson pré e pós-operatório médio foi de 52,53 e 78,41 pontos (p < 0,05).
CONCLUSÕES: Consideramos o transplante osteocondral autólogo um bom método de tratamento para as lesões condrais de espessura total sintomáticas da superfície articular da patela.

Descritores: Cartilagem articular; Patela; Ortopedia


 

 

INTRODUÇÃO

O tratamento das lesões da cartilagem articular permanece um grande desafio nos dias atuais. Isto devido à inerente característica de baixa capacidade de regeneração deste tecido(1). Trata-se de uma lesão relativamente comum e, em um estudo retrospectivo sobre 31.516 artroscopias realizadas, estas lesões ocorreram em 19.827 delas (63%) sendo que mais de 60% das lesões condrais encontradas foram classificadas como graus III ou IV(2). Estas podem causar desconforto, derrame no joelho e, eventualmente, podem contribuir para o desenvolvimento precoce da osteoartrose(3).

A patela é um osso sesamoide com a mais espessa cartilagem articular do corpo humano. Esta grande espessura aumenta a área e a distribuição das forças de contato da articulação femoropatelar(4-6). As forças geradas nesta articulação com atividades normais do dia a dia são altíssimas e podem atingir 6,5 vezes o peso corporal(7). Qualquer lesão de cartilagem de espessura total presente na patela impede a propagação normal destas forças, podendo causar aumento da lesão, dor e debilidade funcional(5). Como resultado, defeitos osteocondrais na patela apresentam um tratamento particularmente difícil e desafiador(8).

Nas últimas décadas, diversas técnicas foram desenvolvidas na tentativa de solucionar tais dificuldades, com variadas taxas de sucesso(1,8-17). Estas incluem uma enorme gama de opções de tratamento como microfraturas, implante autólogo de condrócitos, uso de aloenxerto e o transplante osteocondral autólogo (TOA). Esta última, no entanto, é a única técnica que utilizando material autólogo restaura imediatamente e de maneira estável a altura e o formato da superfície articular, reduzindo assim o preenchimento do defeito com fibrocartilagem(14).

O TOA envolve a remoção de pequenos blocos cilíndricos de cartilagem saudável com osso subcondral de áreas menos submetidas ao peso corporal e o transporte destes para o local do defeito. Devido a estas características, representa uma opção atrativa no tratamento dos defeitos cartilaginosos(8).

Apesar de muitos estudos já terem sido publicados a respeito da utilização, com sucesso, do TOA no tratamento de defeitos cartilaginosos nos côndilos femorais e tróclea, são raros aqueles que avaliaram o procedimento quando realizado na patela(8,11,12,17,18).

O objetivo primário deste estudo é avaliar a evolução clínica e funcional dos pacientes com lesão cartilaginosa de espessura total sintomática da superfície articular da patela tratados com transplante osteocondral autólogo.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Este estudo prospectivo com uma série de casos consecutivos envolveu 17 pacientes submetidos ao transplante osteocondral autólogo para tratamento de lesões cartilaginosas de espessura total da patela. O estudo foi realizado no período de junho de 2008 a março de 2011.

Os critérios de inclusão do estudo foram: idade menor que 60 anos; presença de sintomatologia (dor anterior no joelho) e exame físico de lesão condral na patela; lesões condrais graus III ou IV pela classificação da International Cartilage Repair Society (ICRS) e lesão cartilaginosa com tamanho de 1 a 4cm2(19).

Os critérios de exclusão foram: lesões menores que 1cm2 ou maiores que 4cm2, necessidade de reconstrução concomitante do ligamento cruzado anterior (LCA), infecção, artrite reumatoide e deficiência meniscal.

Foram preenchidos no pré-operatório e com um ano de pós-operatório, os questionários específicos de Lysholm, Kujala e Fulkerson para avaliação do joelho acometido e o SF-36 para avaliação da qualidade de vida geral dos pacientes. O tempo médio de seguimento clínico foi de 19,8 meses (mínimo de 12 meses e máximo de 33 meses).

Cuidadoso exame físico foi realizado para avaliação de instabilidade femoropatelar, inclinação patelar, crepitação e alinhamento patelar. Além disso, todos os pacientes foram submetidos a radiografias em anteroposterior, perfil com 30º de flexão e posição de Merchant para avaliação da inclinação e altura patelar pelo método de Caton Deschamps; tomografia computadorizada e ressonância magnética (RM) foram realizadas para avaliação da morfologia troclear e patelar, mensuração do TA-GT, bem como caracterização das lesões condrais existentes. Estes exames físicos e suplementares visavam uma avaliação global da articulação femoropatelar, bem como definição dos procedimentos cirúrgicos a serem implementados.

Após o procedimento cirúrgico, foi realizada ressonância magnética do joelho operado em todos os casos com 12 meses de pós-operatório, a fim da avaliar o tecido de reparação da cartilagem, o grau de preenchimento, a incorporação do cilindro osteocondral enxertado, a congruência do enxerto com a cartilagem adjacente e o sítio doador.

A idade dos pacientes variou entre 16 e 59 anos (média 38,06 ± 13,38 anos). Quanto ao sexo, oito eram do feminino e nove (52,9%), do masculino. Em relação ao lado acometido, oito joelhos eram do lado direito e nove (52,9%), do esquerdo.

Descrição do procedimento cirúrgico

Todos os procedimentos cirúrgicos foram realizados pelo mesmo cirurgião sênior (M.C.). Inicialmente, foi realizada artroscopia para exame global da articulação e confirmação do diagnóstico clínico-radiológico de lesão cartilaginosa da face articular da patela.

Uma vez confirmado o diagnóstico, era interrompida a artroscopia e criada uma via de acesso parapatelar longitudinal, desde o ápice da patela até o seu limite inferior, sendo esta medial ou lateral dependendo da faceta patelar acometida (Figura 1A). Após dissecção por planos e identificação da cápsula articular, a artrotomia era realizada e feita a eversão da patela para perfeita visualização de sua superfície articular, utilizando-se um fio de Kirschner como alavanca para facilitar a apresentação da lesão (Figura 1B).

Nesse instante, com guia de diâmetro milimetrado, era aferido o tamanho da lesão para posterior determinação do tamanho do cilindro osteocondral doador (Figura 1C).

O instrumento utilizado para a coleta do enxerto da área doadora era milimetricamente maior do que aquele que serviria para perfurar a área receptora. Nesse momento, com o instrumento adequado, o fundo da lesão cartilaginosa previamente medida era perfurado com broca, no diâmetro previamente aferido (Figura 1D e 1E). Em média, o comprimento do cilindro osteocondral era de 10 milímetros. Em seguida, procedia-se à dilatação do túnel receptor, com instrumento próprio, e à coleta do enxerto osteocondral, com o joelho em extensão, em uma localização periférica e sem exposição à carga, acima da área articular femoropatelar (Figuras 1F e 1G). Todas as perfurações foram realizadas perpendicularmente à superfície articular. Na sequência, era feita a inserção do cilindro osteocondral (Figura 1H), até que este estivesse completamente nivelado com o restante da cartilagem articular patelar (Figuras 1I e 1J).

Reabilitação pós-operatória

No pós-operatório imediato, foi seguido o protocolo de reabilitação de Bobic(20) e Hangody et al(21) para todos os pacientes. Este envolvia pronta liberação de exercícios para amplitude de movimento, tanto no solo quanto na água. O treino de marcha na piscina funda foi iniciado imediatamente e após três a quatro semanas de exercícios em bicicleta ergométrica, conforme tolerância, fortalecimento muscular progressivo e treinamento sensório-motor e alongamento. A carga parcial no membro operado foi mantida por duas a três semanas, sendo a corrida somente liberada após quatro a seis meses e esportes de contato após seis meses.

 

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Foi utilizado o teste não paramétrico pareado de Wilcoxon na análise estatística dos valores pré e pós-operatórios dos questionários de Lysholm, Fulkerson, Kujala e SF-36.

Na avaliação da correlação dos questionários específicos do joelho (Lysholm, Fulkerson, Kujala) e subescalas do SF-36 foi utilizado o teste das correlações de Spearman.

Os dados foram analisados no programa SPSS for Windows versão 16.0 e uma significância de 5% foi adotada.

 

RESULTADOS

Em todos os casos, utilizou-se apenas uma unidade de enxerto osteocondral de 10 x 15mm, com exceção de um caso, que apresentava uma lesão de maior dimensão em que foram utilizados dois cilindros osteocondrais.

No total, foram realizados, em pacientes distintos, sete procedimentos associados ao tratamento da lesão cartilaginosa com transplante osteocondral autólogo. Em um caso foi realizada a reconstrução concomitante do ligamento patelofemoral medial, devido à lesão traumática. Nos demais seis casos, optamos por realizar o release lateral, visto que os pacientes apresentavam excessiva inclinação lateral da patela associada à lesão condral e consequente sobrecarga na faceta lateral.

De acordo com a localização anatômica da lesão, em nove casos (53%) a faceta lateral estava acometida; em sete casos, a lesão estava localizada na faceta medial; e, em um caso, a localização era central na patela.

Os resultados funcionais estão descritos na Tabela 1. O Lysholm pré-operatório médio foi de 54,59 ± 25,99 (9-98) pontos e o pós-operatório médio foi de 75,76 ± 18,89 (36-100) pontos (p < 0,05). A pontuação do Fulkerson pré-operatória média foi de 52,53 ± 25,80 (293) pontos e a pós-operatória média foi de 78,41 ± 18,76 (21-100) pontos (p < 0,05). A pontuação de Kujala pré-operatória média foi de 49,82 ± 22,04 (12-81) pontos e a pós-operatória média foi de 73,47 ± 17,66 (43-100) pontos (p < 0,05). As avaliações pré e pós-operatórias das subescalas do SF-36 encontram-se na Tabela 2.

 

 

 

 

Quando realizada a correlação entre as avaliações específicas do joelho e as subescalas do SF-36 houve correlação entre os melhores resultados obtidos na pontuação de Kujala com alteração da dor e do estado geral da saúde dos pacientes (p < 0,05) (Tabela 3).

 

 

Não houve complicações nos 17 casos operados durante o período de acompanhamento.

 

DISCUSSÃO

Em geral, o tratamento de defeitos osteocondrais na patela representa um enorme desafio para o ortopedista. Isto se deve tanto às características intrínsecas da articulação femoropatelar como sua orientação, morfologia, mobilidade e solicitação mecânica, bem como pelo baixo potencial de regeneração da cartilagem(22).

Muitas técnicas foram desenvolvidas para o tratamento destas lesões. Microfraturas são usadas para estimular a cicatrização da lesão; no entanto, esta técnica origina, no local lesionado, um tecido fibrocartilaginoso de qualidade funcional inferior à cartilagem hialina e que se deteriora com o tempo(23). Já o tratamento utilizando transplante autólogo de condrócitos produz uma cartilagem semelhante à hialina; entretanto, a técnica é financeiramente dispendiosa e requer um centro especializado de cultura in vitro de células, além de um extenso período de isenção de carga mecânica e reabilitação e a necessidade de dois procedimentos cirúrgicos(24,25).

O transplante osteocondral autólogo, introduzido em 1964 por Wagner(26), é capaz de produzir, em um único procedimento, uma congruência imediata da cartilagem articular através do plugue osteocondral enxertado tornando possível a transmissão precoce de carga mecânica no local.

Nho et al(8) demonstraram, em seu estudo incluindo 22 casos de TOA no tratamento de lesões da cartilagem patelar, variação da pontuação no International Knee Documentation Comittee (IKDC) de 47,1 no pré-operatório para 74,4 no seguimento pós-operatório; a escala de avaliação para joelho das atividades de vida diária (Activities of Daily Living of the Knee Outcome Survey -ADL) variou de 60,1 no pré-operatório para 84,7, enquanto o ShortForm-36 (SF-36) variou de 64,0 para 79,4 no pós-operatório. Neste mesmo estudo, foi realizada ressonância magnética de 14 casos, quatro meses após a cirurgia, demonstrando bom preenchimento da cartilagem (67-100%) e boa incorporação do cilindro osteocondral (71%). Este estudo concluiu que a TOA patelar é um tratamento eficaz para lesão condral focal de patela e sugeriu que pacientes com mau alinhamento patelar apresentam pior prognóstico comparados aos com alinhamento normal. Nosso estudo apresentou resultados bem semelhantes nas avaliações do SF-36 e escalas específicas do joelho, e também observamos boa incorporação do cilindro osteocondral na RM em todos os casos (Figuras 1 -A e B, Figuras 3 -A e B e Figuras 4 -A e B).

 

 

 

 

 

 

Atik et al(12) relataram sucesso em 85% dos casos de lesão da cartilagem patelar tratados com mosaicoplastia, tendo variação da pontuação Lysholm de 56 pontos no pré-operatório para 86 no pós-operatório.

Jakob et al(27) em estudo retrospectivo, com 51 pacientes com lesões da cartilagem de espessura completa da patela tratados com TOA (seguimento mínimo de dois anos), encontraram, de acordo com os critérios de avaliação da ICRS (Internacional Cartilage Repair Society), 86% dos casos com uma melhora significativa na função do joelho, sendo que os bons resultados subiram para 91% no último seguimento.

No nosso estudo, obtivemos variação de pontuação média no Lysholm de 55 pontos no pré-operatório para 76 pontos no pós-operatório. Acreditamos que os maiores valores obtidos por Atik et al(12) e Jakob et al(27) estejam relacionados com o maior período de acompanhamento pós-operatório do estudo e a idade dos pacientes tratados com TOA patelar, visto que, em nosso estudo, alguns casos eram pacientes de mais idade com lesões degenerativas.

Hangody e Fules(11) apresentaram sua experiência clínica de 10 anos com mosaicoplastia, demonstrando 79% de bons e excelentes resultados em 118 procedimentos na articulação patelofemoral, resultados estes inferiores aos obtidos nos procedimentos nos cóndilos femorais (92% de bons resultados).

Bentley et al(17) relataram, em estudo prospectivo e randomizado realizado em 2003, cinco casos em que foi realizada mosaicoplastia na patela, com evolução desfavorável. Neste estudo, o autor sugere que a grande diferença entre a espessura da cartilagem doadora e receptora comprometeria a incorporação do enxerto, tornando esta técnica contraindicada para tratamento de lesões na patela.

Em um estudo recente, Figueroa et al(28) concluíram, em um estudo prospectivo com 10 pacientes, que o TOA patelar é uma boa alternativa para o tratamento de lesões da cartilagem patelar de espessura completa, oferecendo bons resultados clínicos, funcionais e de imagem a médio prazo (seguimento de três anos).

Um dos pontos fracos do nosso estudo é o pequeno número de casos tratados com TOA patelar, a ausência de um grupo de controle para efeito comparativo e o tempo de acompanhamento curto.

 

CONCLUSÃO

Baseado nos resultados do presente estudo, consideramos o transplante osteocondral autólogo um bom método de tratamento para as lesões condrais de espessura total sintomáticas da superfície articular da patela. No entanto, novos estudos prospectivos de qualidade com amostra e período de acompanhamento maiores devem ser realizados para compararmos os resultados desta técnica com as demais existentes na literatura.

 

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Correspondência:
Rua Borges Lagoa, 783 - 5º andar - Vila Clementino
04038-032 - São Paulo, SP
E-mail: m.cohen@uol.com.br

Trabalho recebido para publicação: 08/05/2011, aceito para publicação: 31/08/2011
Os autores declaram inexistência de conflito de interesses na realização deste trabalho

 

 

Trabalho realizado no Centro de Traumatologia do Esporte - Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo e no Instituto Cohen de Ortopedia Reabilitação e Medicina do Esporte.
Este artigo está disponível online nas versões Português e Inglês nos sites: www.rbo.org.br e www.scielo.br/rbort