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Revista Brasileira de Ortopedia

Print version ISSN 0102-3616

Rev. bras. ortop. vol.47 no.6 São Paulo  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-36162012000600009 

ARTIGO ORIGINAL

 

Artroplastia unicompartimental do joelho: perspectivas e tendências atuais no Brasil

 

 

Gustavo Gonçalves ArlianiI; João Alberto Yazigi JúniorII; Felipe Bertelli AngeliniI; Fernando FerlinI; Andrea Canizares HernandesIII; Diego da Costa AsturI; Moises CohenIV

IMembro do Centro de Traumatologia do Esporte do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - São Paulo, SP, Brasil
IIMédico Residente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - São Paulo, SP, Brasil
IIIMédica Residente da Disciplina de Cirurgia da Mão e Membro Superior do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - São Paulo, SP, Brasil
IVProfessor Adjunto e Chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - São Paulo, SP, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: O objetivo deste estudo é avaliar as condutas e procedimentos realizados pelos cirurgiões de joelho do Brasil no tratamento da osteoartrose com artroplastia unicompartimental e osteotomia tibial alta do joelho.
MÉTODOS: Um questionário de 14 questões fechadas foi elaborado e aplicado a cirurgiões brasileiros de joelho durante os três dias do 43º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia.
RESULTADOS: Um total de 113 cirurgiões de joelho preencheram completamente o questionário e fizeram parte da amostra analisada. Neste estudo, a maioria dos cirurgiões realizava menos de cinco artroplastias unicompartimentais do joelho/ano (61,1%) e entre cinco e 15 osteotomias tibiais altas/ano (37,2%). A utilização de navegação computadorizada no intraoperatório é ainda infrequente em nosso meio, sendo realizada por apenas 0,9% dos especialistas. A opção pelo uso da artroplastia total do joelho em detrimento da parcial devido à falta de familiaridade com a técnica cirúrgica foi relatada por 65,5% dos cirurgiões. Quando arguidos sobre a possibilidade de crescimento no número de próteses unicompartimentais no Brasil com o aumento da familiaridade com a técnica pelos cirurgiões do País, 80,5% dos entrevistados responderam que acreditam nesta hipótese. Nesta amostra, constatamos que quanto maior a experiência do cirurgião maior o número de próteses unicompartimentais e osteotomias tibiais realizadas anualmente (r = 0,550 e r = 0,465, respectivamente, e p < 0,05).
CONCLUSÕES: Existem claras tendências em evolução no tratamento da osteoartrose unicompartimental com artroplastia parcial do joelho no Brasil. No entanto, mais estudos prospectivos controlados são necessários para avaliar o benefício clínico e científico destas tendências.

Descritores: Artroplastia do Joelho; Osteotomia; Osteoartrite; Articulação do Joelho


 

 

INTRODUÇÃO

A osteoartrose é uma condição caracterizada pela degeneração progressiva das diversas estruturas presentes na articulação do joelho, incluindo a cartilagem, superfície óssea, ligamentos, meniscos, sinóvia e cápsula articular(1,2).

Esta afecção é considerada um problema de saúde pública. Isto porque é a doença articular mais prevalente no mundo e a causa isolada mais comum de incapacidade em indivíduos com idade superior a 18 anos. Acomete mais que o dobro de pessoas que as doenças cardíacas e apresenta um aumento de sua prevalência e incidência com a idade(3,4).

Esta afecção, no momento, não apresenta cura conhecida, sendo o objetivo principal do tratamento a melhora da dor, função e qualidade de vida(5).

As modalidades de tratamento cirúrgico da osteoartrite do joelho envolvem a realização de osteotomias proximais da tíbia e distais do fêmur, artroplastias parciais e totais do joelho e artroscopias para lavagem e desbridamento articular(6-8).

O papel da artroplastia unicompartimental do joelho como opção no tratamento da osteoartrose é um tópico atualmente ainda bastante controverso. Apesar dos enormes avanços nos desenhos das próteses e nas técnicas cirúrgicas, esta modalidade de tratamento ainda é pouco utilizada atualmente, correspondendo somente entre oito a 15% do total de próteses de joelho utilizadas(9,10).

Nos últimos anos, ensaios clínicos randomizados e revisões sistemáticas foram realizados sobre este tema. No entanto, ainda não existe na literatura um consenso sobre diversos assuntos(11-13).

A elevada incidência desta lesão e a grande importância dos aspectos sociais e econômicos relacionados com a mesma, associadas a uma enorme divergência existente na literatura sobre o assunto, tornam de extrema relevância a avaliação das condutas e tendências existentes no País sobre o tema.

O objetivo deste estudo é avaliar as condutas e procedimentos realizados pelos cirurgiões de joelho do Brasil no tratamento da osteoartrose com artroplastia unicompartimental e osteotomia tibial alta do joelho. A partir dos resultados deste estudo poderemos delimitar as tendências nacionais sobre o assunto bem como orientar futuros estudos de qualidade.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Trata-se de um estudo do tipo descritivo com aplicação de questionário a uma amostra de cirurgiões de joelho do Brasil. O questionário foi elaborado e aprovado pelos autores de maneira que o mesmo estivesse bastante compreensivo e simples. Este consistia de 14 questões fechadas abordando tópicos como os anos de experiência e número anual de artroplastias unicompartimentais e osteotomias tibiais do joelho realizadas pelos cirurgiões e diversos aspectos relacionados com a indicação e tratamento utilizando estes métodos (Anexo 1).

O questionário foi aplicado a cirurgiões brasileiros de joelho durante os três dias do 43º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia do ano de 2011. Somente ortopedistas que realizavam cirurgias de joelho preencheram o referido questionário. No total, 126 questionários foram preenchidos, sendo que, destes, 13 foram excluídos, todos estes devido ao preenchimento incompleto do questionário. No total, foram 113 questionários completamente preenchidos. Para resolver eventuais dúvidas durante o preenchimento dos mesmos, três pesquisadores estiveram presentes durante todo o período de aplicação dos questionários.

A partir dos dados retirados do questionário foi realizada estatística descritiva das variáveis envolvidas para caracterização da amostra.

Os dados foram analisados no programa SPSS for Win dows versão 16.0 e uma significância de 5% foi adotada.

 

RESULTADOS

Um total de 113 cirurgiões de joelho preencheu completamente o questionário e fez parte da amostra analisada. A grande maioria dos participantes era oriunda da região Sudeste do País (72,6%). Em relação ao tempo de experiência dos cirurgiões obtivemos uma média de 13,7 anos. Os resultados sobre o número de artroplastias parciais e osteotomias tibiais do joelho realizadas por ano pelos cirurgiões de acordo com a experiência dos mesmos encontram-se nas Figuras 1 e 2. Neste estudo, a maioria dos cirurgiões realizava menos de cinco artroplastias unicompartimentais do joelho/ano (61,1%) e entre cinco e 15 osteotomias tibiais altas (37,2%). Os esportes mais autorizados pelos médicos após realização de artroplastia unicompartimental do joelho foram natação (96,5%) e tênis (51,3%), sendo o futebol desautorizado no pós-operatório por todos os cirurgiões participantes. Em relação aos métodos e ferramentas utilizadas na avaliação pré-operatória dos pacientes, os resultados encontram-se na Tabela 1. O método de fixação da artroplastia unicompartimental com cimento é o preferido, sendo realizado por 61,1% da amostra. A utilização de navegação computadorizada no intraoperatório é ainda infrequente em nosso meio, sendo realizada por apenas 0,9% dos especialistas. A escolha de pacientes com idade inferior a 65 anos para a realização da prótese unicompartimental do joelho foi considerada ideal pela maioria dos participantes (89,3%). A opção pelo uso da artroplastia total do joelho em detrimento da parcial devido à falta de familiaridade com a técnica cirúrgica da última foi relatada por 65,5% dos cirurgiões. A maioria da amostra (61,1%) acredita que os procedimentos cirúrgicos, artroplastia unicompartimental e osteotomia tibial alta não competem entre si, apresentando indicações diferentes. Quanto aos principais fatores responsáveis pela indicação cirúrgica de osteotomia tibial alta em detrimento da artroplastia unicompartimental do joelho, 95,6% e 74,3% dos médicos indicam o primeiro procedimento, respectivamente, para pacientes jovens (< 55 anos) e com alta demanda física. As principais vantagens da realização da artroplastia unicompartimental do joelho quando comparada com a prótese total da articulação, relatadas pelos cirurgiões, estão descritas na Tabela 2. Quando questionados sobre a validade da artroplastia unicompartimental do joelho como método de tratamento de artroses unicompartimentais, 84,1% dos participantes responderam que acreditavam neste procedimento como opção de tratamento. Já quando arguidos sobre a possibilidade de crescimento no número de próteses unicompartimentais no Brasil com o aumento da familiaridade com a técnica pelos cirurgiões do País, 80,5% dos entrevistados responderam que acreditam nesta hipótese. Nesta amostra, constatamos que quanto maior a experiência do cirurgião maior o número de próteses unicompartimentais e osteotomias tibiais realizadas (r = 0,550 e r = 0,465, respectivamente, e p < 0,05). Em nossa amostra, os profissionais que realizam o maior número de artroplastias unicompartimentais por ano são também os que mais realizam osteotomias tibiais altas (r = 0,561 e p < 0,001).

 

 

 

 

 

 

 

 

DISCUSSÃO

Foram encontrados na literatura alguns estudos com o objetivo de avaliar as perspectivas e tendências na indicação e tratamento de pacientes com artroplastia unicompartimental do joelho(10,14,15). No entanto, não foram encontrados estudos semelhantes na literatura nacional. Um estudo recente foi realizado no Brasil, porém, com o intuito de avaliar os métodos de tratamento utilizados no entorse lateral do tornozelo(16).

Avaliando a frequência dos ortopedistas participantes por região do País, notamos um predomínio de participantes da região Sudeste. Acreditamos que isto possa ter ocorrido em função da existência de um maior número de especialistas em cirurgia do joelho nesta região do Brasil e devido à localização do Congresso onde foi realizada a captação dos participantes (São Paulo).

Esta pesquisa observou que a maioria dos cirurgiões de joelho do País realizam menos de cinco artroplastias unicompartimentais do joelho por ano. Já a maioria dos ortopedistas do Reino Unido realizam entre cinco e 15 destas artroplastias/ano como apresentado em um estudo semelhante realizado em 2010. Neste mesmo estudo, 20% dos participantes relataram que acreditam que um cirurgião deva realizar no mínimo 15 próteses parciais/ano para manter suas habilidades cirúrgicas neste procedimento(14). Entretanto, outro estudo mostrou que a curva de aprendizado não tem influência significante no resultado das próteses unicompartimentais, com a persistência de taxas de complicações substanciais mesmo com a melhora da técnica cirúrgica(17). Estes resultados mostram que este método de tratamento ainda é pouco utilizado no mundo, sendo ainda menos utilizado no Brasil. Um estudo realizado na Alemanha constatou que somente 12,3% das próteses utilizadas neste país eram artroplastias parciais(15). Outro estudo mostrou que apenas oito a 15% das próteses realizadas no Reino Unido eram artroplastias parciais, embora 47,6% dos pacientes submetidos a cirurgia tivessem indicação para este procedimento(10). Talvez isto ocorra pela falta de familiaridade da maioria dos cirurgiões com o procedimento, visto que 65,5% dos participantes reconheceram a troca de indicação da artroplastia parcial pela total devido a este motivo, mesmo a maioria acreditando que a prótese parcial do joelho é uma boa opção de tratamento nos casos de artrose unicompartimental. Estes dados também foram encontrados em outro estudo semelhante(14).

Em relação à prática esportiva após artroplastia unicompartimental do joelho, os esportes com maior aceitação por parte dos médicos brasileiros foram a natação e o tênis. No Reino Unido, o golfe e o tênis foram os esportes menos desaconselhados pelos ortopedistas locais(14). Estudos prévios mostraram que a maioria dos pacientes submetidos à artroplastia parcial do joelho retornaram a prática de esportes de baixo impacto (95 a 96,7%), sendo que a maioria dos pacientes submetidos à prótese unicompartimental passam a praticar esporte após a cirurgia por um período superior ao realizado antes da realização da prótese. No entanto, a variedade de modalidades esportivas praticadas pelos pacientes diminui após a realização do implante(18,19).

As ferramentas utilizadas na avaliação pré-operatória dos pacientes ainda é fonte de bastante controvérsia. Em nossa amostra, as radiografias anteroposterior (AP) dos joelhos e a radiografia panorâmica dos membros inferiores foram os exames subsidiários preferidos. No Reino Unido, as radiografias AP dos joelho e a artroscopia foram os procedimentos mais citados pelos participantes. Em ambos os estudos somente 30% dos participantes revelaram solicitar radiografias posteroanteriores (PA) dos joelhos com 30 graus de flexão (Rosenberg) na avaliação pré-operatória, apesar de esta ferramenta mostrar-se melhor na avaliação da extensão de processos degenerativos desta articulação(14). Apesar de a metade dos cirurgiões solicitarem radiografias axiais para avaliação da articulação patelofemoral, um estudo defende que a presença de alterações degenerativas na porção medial desta articulação não pode ser considerada contraindicação para a realização de artroplastia unicompartimental do joelho. Visto que resultados iguais foram obtidos após este procedimento em pacientes com e sem degeneração desta parte da articulação patelofemoral(20).

O método de fixação para a prótese unicompartimental do joelho mudou muito pouco ao longo dos últimos anos. Apesar da recente introdução dos componentes não cimentados, a fixação com cimento ainda é a mais popular no Brasil (61,1%). Esta popularidade é ainda maior em algumas partes do planeta, podendo atingir até 96% da preferência dos ortopedistas. Embora um estudo retrospectivo comparando estes dois métodos de fixação tenha mostrado melhores resultados nos escores clínicos em pacientes submetidos a artroplastias não cimentadas, ainda são necessários estudos de maior qualidade, como ensaios clínicos randomizados, para elucidar este assunto(21).

A utilização de navegação computadorizada no intraoperatório é ainda infrequente em nosso meio, sendo realizada por apenas 0,9% dos especialistas. No Reino Unido, 8,5% dos cirurgiões utilizam este método no intraoperatório(14). No entanto, até o presente momento, não há evidências de melhores resultados a longo prazo de implantes realizados com auxílio desta tecnologia(22,23).

A idade ideal para realização da artroplastia parcial do joelho ainda é assunto controverso. Nesta amostra, 89,3% dos participantes consideram a idade inferior a 65 anos ideal para a realização deste procedimento. No Reino Unido, no entanto, 50% dos cirurgiões acreditam não haver limite de idade para esta modalidade de tratamento(14). Atualmente, o paciente considerado ideal para a realização de uma prótese parcial do joelho é aquele com idade superior a 55 anos com baixa demanda física, artrose unicompartimental e bom alinhamento e arco de movimento da articulação(24).

As principais indicações de osteotomia tibial alta, segundo a maioria dos participantes, é idade inferior a 55 anos e a alta demanda física do paciente. Achados semelhantes foram encontrados em outro estudo presente na literatura(14).

Quando comparada com a artroplastia total do joelho, as principais vantagens apontadas pelos cirurgiões brasileiros para a prótese parcial foram o retardo para realização da prótese total do joelho e a presença de menor morbidade no pós-operatório. Outro estudo apontou a presença de maior arco de movimento no período pós-operatório como a principal vantagem apontada pelos cirurgiões de joelho do Reino Unido(14). Os estudos presentes na literatura comparando estes dois tipos de tratamento ainda não apresentam um consenso. Um estudo demonstrou a presença de um maior arco de movimento pós-operatório e menor período de internação hospitalar em pacientes submetidos a artroplastias parciais do joelho(25). Já outro estudo publicado recentemente não mostrou diferenças entre os resultados obtidos após tratamento com artroplastias totais e parciais do joelho(26).

 

CONCLUSÃO

Este estudo demonstra que apesar do pequeno número de próteses parciais realizados no País, existem claras tendências em evolução no tratamento da osteoartrose unicompartimental com artroplastia parcial do joelho no Brasil. No entanto, mais estudos prospectivos controlados são necessários para avaliar o benefício clínico e científico destas tendências.

 

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Correspondência:
Rua Borges Lagoa,783 - 5º andar - Vila Clementino
04038-032 - São Paulo, SP
E-mail: ggarliani@hotmail.com

Trabalho recebido para publicação: 20/01/2012, aceito para publicação: 14/02/2012.
Os autores declaram inexistência de conflito de interesses na realização deste trabalho

 

 

Trabalho realizado no Centro de Traumatologia do Esporte - Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo.

 

 


Anexo 1 - Clique para ampliar

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