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Psicologia: Teoria e Pesquisa

versão impressa ISSN 0102-3772versão On-line ISSN 1806-3446

Psic.: Teor. e Pesq. v.23 n.spe Brasília  2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722007000500008 

Criatividade no contexto educacional: três décadas de pesquisa1

 

Creativity in the educational context: three decades of research

 

 

Eunice M. L. Soriano de Alencar2

Universidade Católica de Brasília

 

 


RESUMO

O artigo apresenta um breve relato da trajetória da autora no estudo da criatividade no contexto educacional. Questões de pesquisa investigadas nas três últimas décadas, modelo que tem orientado a sua prática em programas de criatividade para estudantes, professores e outros profissionais de áreas diversas, além de alguns instrumentos construídos para a investigação de distintas variáveis relativas à criatividade, são descritos. O artigo finaliza com algumas considerações oriundas de seus estudos a respeito de criatividade.

Palavras-chave: criatividade; contexto educacional; habilidades criativas.


ABSTRACT

The article presents a brief report of the author's trajectory in the study of creativity in the educational context. Research questions investigated in the last three decades, the model that has guided the author's practice in creativity programs for students, teachers and other professionals from several areas, besides some instruments constructed to investigate distinct variables related to creativity are described. The article concludes with considerations derived from the author's studies on creativity.

Key words: creativity; educational context; creative abilities.


 

 

É o objetivo do artigo compartilhar com o leitor a nossa trajetória no estudo da criatividade no contexto educacional, tema que vem mobilizando o nosso interesse desde o final da década dos 1960, quando tivemos oportunidade de conhecer o que vinha sendo investigado a esse respeito em universidades e centros de pesquisa dos Estados Unidos. Serão apresentadas questões de pesquisa que têm sido alvo de nossas investigações, o modelo que tem orientado a nossa prática em programas de criatividade para estudantes e profissionais de áreas diversas e alguns instrumentos construídos para o estudo de distintas variáveis relativas à criatividade. O artigo finaliza com algumas considerações oriundas da nossa prática e estudo da criatividade.

Como ponto de partida, gostaríamos, entretanto, de lembrar que a necessidade de uma educação mais criativa tem sido ressaltada por autores diversos, como Cropley (1997, 2004), Guilford (1950, 1971, 1979), Rogers (1959), MacKinnon (1959, 1970) e Torrance (1965, 1970, 1987, 1993, 1995), nos últimos 50 anos. Estes e outros autores, como Alencar (1992, 1993; Alencar & Fleith, 2003a), Maslow (1969), May (1982) e Treffinger (1979), têm apontado distintas razões para a importância de se cultivar a criatividade e desenvolvê-la de forma mais plena ao longo da vida. Entre elas, poder-se-ia lembrar o reconhecimento de que a necessidade de criar é uma parte saudável do ser humano, sendo a atividade criativa acompanhada de sentimentos de satisfação e prazer, elementos fundamentais para o bem-estar emocional e saúde mental. Uma segunda razão diz respeito ao cenário atual, caracterizado por incerteza, complexidade, progresso e mudanças que vêm ocorrendo em um ritmo exponencial, gerando desafios e problemas imprevisíveis, que requerem soluções criativas. Uma terceira é que sufocar o desenvolvimento do potencial criador equivale a limitar as possibilidades de uma realização plena e a expressão de talentos diversos.

Questões de pesquisa

Nas três últimas décadas, desenvolvemos um elenco grande de estudos, sobretudo no contexto educacional, no sentido de responder a distintas questões, como as especificadas a seguir:

- São os professores capazes de identificar os seus alunos mais e menos criativos?

- Professores mais criativos têm alunos mais criativos?

- Quais são os atributos e características de alunos que se destacam por suas habilidades criativas?

- Quais são as características do aluno ideal segundo os professores?

- Em que extensão traços de personalidade que favorecem a expressão da criatividade têm sido considerados relevantes de serem reforçados e estimulados por parte do corpo docente?

- Qual a percepção que os alunos têm de seu nível de criatividade?

- Como avaliam o nível de criatividade de seus professores e colegas? Eles se consideram, por exemplo, como mais ou menos criativos de que seus colegas e professores? É possível mudar esta percepção? É possível, por exemplo, por meio de um programa de criatividade, mudar a percepção do aluno quanto a seu grau de criatividade?

- Como favorecer o desenvolvimento do potencial criador?

- Qual o efeito de programas de criatividade em habilidades de pensamento criativo de alunos e professores?

- Os possíveis efeitos positivos de programas de criatividade permanecem ao longo do tempo ou desaparecem logo a seguir?

- Quais as características do professor facilitador e do professor inibidor da criatividade, segundo estudantes de pós-graduação?

- Que barreiras à promoção de condições favoráveis ao desenvolvimento e expressão da capacidade de criar dos alunos são apontadas por professores de distintos níveis de ensino?

- Quais são os antecedentes, ao nível de variáveis do contexto familiar e escolar, que contribuem para a criação nas ciências e nas artes?

As respostas a estas questões encontram-se em inúmeros artigos publicados em periódicos de distintos países e sintetizados principalmente em alguns livros de nossa autoria, como A Criança na Família e na Sociedade (Alencar, 1982), Psicologia da Criatividade (Alencar, 1986), Como Desenvolver o Potencial Criador (Alencar, 1992), Criatividade (Alencar, 1993), A Gerência da Criatividade (Alencar, 1996a), Criatividade e Educação de Superdotados (Alencar, 2001), Criatividade: Múltiplas Perspectivas (Alencar & Fleith, 2003a). Os principais resultados de pesquisas, obtidos até a última década, foram também publicados nos artigos Creativity in the Brazilian Educational Context: Two Decades of Research (Alencar, 1994) e Desenvolvendo o Potencial Criador: 25 Anos de Pesquisa (Alencar, 1998).

Ademais, com base em pesquisas realizadas, construímos um modelo para desenvolvimento da criatividade, apresentado na Figura 1, que contempla distintos aspectos, como habilidades de pensamento criativo – fluência, flexibilidade, originalidade; atributos de personalidade que favorecem a expressão da capacidade de criar – iniciativa, independência, autoconfiança, persistência, flexibilidade, entre outros; e promoção de um clima psicológico que reflita valores fortes de apoio à criatividade que se traduz nos seguintes princípios:

- Confiança na capacidade e competência de cada pessoa.

- Apoio à expressão de novas idéias.

- Provisão de incentivos à produção criativa.

- Implementação de atividades que ofereçam desafios e oportunidades de atuação criativa.

 

 

Esse modelo vem orientando o programa de criatividade que temos desenvolvido junto a públicos diversos, com vistas à promoção das habilidades criativas dos participantes, fortalecimento de traços de personalidade que se associam à criatividade, identificação de barreiras à expressão da capacidade de criar e apresentação de informações, técnicas e exercícios que favorecem a produção criativa. O que nos levou ao seu desenvolvimento foi a observação de várias práticas pedagógicas inibidoras à criatividade freqüentes em escolas brasileiras, como ensino voltado para o passado, enfatizando-se a reprodução e memorização do conhecimento; uso de exercícios que admitem apenas uma única resposta correta, fortalecendo-se a dicotomia certo-errado e cultivando-se em demasia o medo do erro e do fracasso; estandardização do conteúdo, aliado ao pressuposto de que todos devem aprender no mesmo ritmo e da mesma forma; não valorização por parte de muitos docentes de formas alternativas de resolver problemas; baixas expectativas com relação a capacidade do aluno de produzir idéias inovadoras; além da centralização da instrução no professor.

Estudos (Alencar, 1990a, 1990b; Alencar & Fleith, 1987; Alencar, Fleith & Rodrigues, 1990) realizados com vistas a avaliar a eficácia do referido programa indicaram ganhos significativos em várias medidas de pensamento criativo por parte de professores e alunos. Ademais, segundo professores que dele participaram, o programa contribuiu para o desenvolvimento de suas habilidades criativas, além de ter gerado mudanças em sua maneira de pensar, ensinar e perceber o aluno. Este passou a ser mais valorizado por suas idéias, produções e questionamentos.

Instrumentos desenvolvidos para investigar questões de pesquisa

Para coleta de dados de pesquisas, além de testes padronizados de criatividade, como o Teste Torrance de Pensamento Criativo (Torrance, 1974), entrevista e observação, construímos e validamos vários instrumentos. Um deles foi o Inventário de Práticas Docentes que Promovem a Criatividade no Ensino Superior (Alencar & Fleith, 2004). Este foi construído com base em um instrumento anterior de nossa autoria (Alencar, 1995, 1997) e em um estudo a respeito de características do professor facilitador e do professor inibidor da criatividade de seus alunos (Alencar, 2000). O mesmo contém 38 itens e apresenta-se em três versões: uma a ser respondida pelo professor considerando seus comportamentos típicos em sala de aula; uma segunda versão a ser respondida pelo professor na perspectiva de seus alunos, ou seja, considerando como seriam as respostas de seus alunos ao avaliarem os seus comportamentos docentes em sala de aula; e uma terceira versão com os mesmos itens, porém a ser completada pelos estudantes, avaliando o referido professor. Questionários respondidos por 807 estudantes universitários foram utilizados no estudo de validação, tendo sido examinada a estrutura interna do inventário por meio de análise fatorial, que indicou os seguintes fatores: 1) Incentivo a Novas Idéias; 2) Clima para Expressão de Idéias; 3) Avaliação e Metodologia de Ensino; e 4) Interesse pela Aprendizagem do Aluno. Segue-se a relação de alguns itens que compõem o instrumento a ser respondido pelo professor:

Como professor da disciplina ____________________, é meu comportamento típico em sala de aula:

- Cultivar nos alunos o gosto pela descoberta e pela busca de novos conhecimentos.

- Fazer perguntas desafiadoras que motivem os alunos a pensar e raciocinar.

- Estimular a iniciativa dos alunos.

- Estimular os alunos a pensarem idéias novas relacionadas ao conteúdo da disciplina.

- Promover a autoconfiança dos alunos.

- Dar chances aos alunos para discordarem de meus pontos de vista.

- Despertar o interesse dos alunos pelo conteúdo ministrado.

Outro instrumento foi o Inventário de Barreiras à Criatividade Pessoal (Alencar, 1999), construído com base em estudos prévios a respeito de barreiras à criatividade pessoal (Alencar, Fleith & Virgolim, 1995; Alencar & Martinez, 1998; Alencar, Oliveira, Ribeiro & Brandão, 1996). Este é composto por 66 itens que são respondidos em uma escala de cinco pontos (1=discordo totalmente a 5=concordo totalmente). A validade de construto desse instrumento foi estabelecida, examinando-se a sua estrutura interna por meio de análise fatorial (análise dos componentes principais, com rotação oblíqua). Foram identificados quatro fatores, apresentados a seguir, com itens ilustrativos de cada um deles:

Inibição/Timidez

Eu seria mais criativo se...

Fosse menos tímido(a) para expor minhas idéias.

Não tivesse medo de expressar o que penso.

Falta de Tempo/Oportunidade

Tivesse mais oportunidade de por em prática as minhas idéias.

Tivesse mais tempo para elaborar minhas idéias.

Repressão Social

Não tivesse recebido uma educação rígida.

Tivesse tido mais oportunidade parar errar sem ser taxado(a) de burro(a) ou idiota.

Falta de Motivação

Tivesse entusiasmo.

Concentrasse mais nas tarefas que faço.

Em alguns estudos (Alencar, 1996b, 1997, 2002; Silva & Alencar, 2003), utilizamos também uma escala de um único item, que é respondido pelo aluno, considerando o seu nível de criatividade, de seus colegas e professores como especificado a seguir:

Como você se classifica em uma escala de criatividade?

Como você classificaria o nível de criatividade de seus professores?

Como você classificaria o nível de criatividade de seus colegas atuais?

( ) nada criativo

( ) muito pouco criativo

( ) pouco criativo

( ) criativo

( ) muito criativo

( ) muitíssimo criativo

( ) extremamente criativo

Para identificar barreiras percebidas pelos professores ao desenvolvimento da criatividade dos alunos, construímos (Alencar & Fleith, 2003b) um checklist composto por 18 itens relativos a distintos fatores que podem dificultar o professor a promover condições adequadas ao desenvolvimento e expressão da criatividade do aluno, como os seguintes:

- Alunos com dificuldade de aprendizagem em sala de aula.

- Baixo incentivo para inovar a prática docente.

- Desconhecimento de textos (livros e/ou artigos) a respeito de como implementar a criatividade em sala de aula.

- Extensão do programa a ser cumprido no decorrer no ano letivo.

- Falta de autonomia na forma de conduzir as atividades docentes.

- Insegurança para testar novas práticas pedagógicas.

É nossa expectativa que esses e outros instrumentos já construídos possam contribuir para ampliar o conhecimento sobre facetas da criatividade e especialmente para o seu florescimento no contexto educacional. E ainda que o seu uso colabore para a promoção de mudanças que se fazem necessárias na educação formal, pois, como ressaltado por Castanho (2000, p. 76), "as escolas precisam mudar. Os tempos atuais exigem uma cultura ampla e criativa, que permeia toda a ação na sociedade, capilarizando-se por todas as instituições".

 

Considerações Finais

Os nossos estudos, realizados ao longo das últimas décadas, indicam que, apesar do reconhecimento crescente da importância de se promover a criatividade no contexto educacional, são ainda muito freqüentes idéias errôneas sobre criatividade. Além de se subestimar o importante papel de uma base sólida de conhecimento, motivação e esforço para a produção criativa, a concepção da criatividade como um talento natural, presente apenas em alguns poucos indivíduos, é compartilhada por muitos professores e alunos, como ilustrado na seguinte resposta de um estudante universitário, ao ser indagado sobre os fatores que contribuem para a expressão da criatividade pessoal:

Eu não me acho uma pessoa muito criativa. Eu não tenho muitas soluções para um problema, por exemplo. Tem um problema e as minhas soluções são as mais conservadoras possíveis. Então, no caso, eu acho que o que influenciou foi eu não ter nascido com esse talento. Mas eu tenho amigos que têm várias alternativas. São pessoas criativas. Eu acho que eles já são assim e sempre foram assim. Eu não nasci com isso.

Temos constatado também que muitos professores desconhecem que a criatividade é uma característica que difere de indivíduo para indivíduo apenas em grau, que todo ser humano é naturalmente criativo e que a extensão em que a criatividade floresce depende largamente do ambiente. Ignoram que, mesmo que a pessoa tenha todos os recursos internos necessários para pensar criativamente, sem algum apoio do ambiente dificilmente o potencial para criar que a pessoa traz dentro de si, se expressará. Desconhecem ainda que a capacidade de criar pode ser expandida a partir do fortalecimento de atitudes, comportamentos, valores, crenças e outros atributos pessoais que predispõem o indivíduo a pensar de uma maneira independente, flexível e imaginativa. Ademais, que a criatividade não é algo que acontece por acaso, podendo ser deliberadamente empregada, gerenciada, desenvolvida, cabendo à escola maximizar as oportunidades de expressão da criatividade nos processos de ensino e aprendizagem.

Vários dos nossos estudos indicaram também a dificuldade de professores para romperem com práticas passadas, incorporando intencionalmente novas estratégias ou procedimentos que promovam o desenvolvimento da capacidade de criar de seus alunos. Isto sugere a necessidade de uma formação continuada, de tal forma que o docente possa tirar maior proveito do que adquiriu, por exemplo, em uma oficina ou programa de criatividade, como o anteriormente apresentado. O que temos constatado ainda é que a criatividade não é um tema que vem sendo discutido na grande maioria dos cursos de formação de professores no Brasil.

Ademais, não poderíamos também deixar de sinalizar, em sintonia com Mumford (2003) e Russ (2003), que muitos foram os avanços no estudo da criatividade, tanto em termos de novas perspectivas teóricas para explicar diferentes aspectos da criatividade, como em termos de novos e variados métodos para estudar o fenômeno. Entretanto, o nosso conhecimento a seu respeito é ainda limitado, com uma literatura esparsa a respeito de vários tópicos, muitas questões em aberto e outras com respostas incompletas. Sabe-se que o fenômeno é complexo, multifacetado e plurideterminado. A sua expressão resulta de uma rede complexa de interações entre fatores do indivíduo e variáveis do contexto sócio-histórico-cultural que interfere na produção criativa, com impacto nas expressões criativas, nas oportunidades oferecidas para o desenvolvimento do talento criativo e ainda nas modalidades de expressão criativa, reconhecidas e valorizadas.

 

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1 Conferência proferida no VI Congreso Ibero-Americano de Superdotación, Talento y Creatividad, realizado em Mar Del Plata, Argentina, em junho de 2006. Nossos agradecimentos ao Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília e ao CNPq pelo apoio ao desenvolvimento de projetos de pesquisa que fundamentaram a preparação deste texto.
2 Endereço: Programa de Mestrado em Educação, Universidade Católica de Brasília, SGAN 916 Módulo B Asa Norte, Brasília, DF, Brasil 70790-160. E-mail: ealencar@pos.ucb.br

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