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Psicologia: Teoria e Pesquisa

versão impressa ISSN 0102-3772versão On-line ISSN 1806-3446

Psic.: Teor. e Pesq. vol.32 no.spe Brasília  2016  Epub 03-Abr-2017

https://doi.org/10.1590/0102-3772e32ne224 

ARTIGO ORIGINAL

Construção e evidência de validade do Teste de Reação à Frustração Objetivo

Cristiane Faiad*  1 

Luiz Pasquali1 

Ricardo Primi2 

1Universidade de Brasília

2Universidade São Francisco, Itatiba-SP


Resumo

O objetivo deste artigo é apresentar o processo de construção e evidências iniciais de validade do Teste de Reação à Frustração Objetivo (TRFO). Construído a partir de uma versão projetiva da mesma medida, o instrumento consta de 31 situações pictóricas, consideradas frustrantes. Cada situação possui 11 possíveis respostas, que representam diferentes possibilidades de reação à frustração. Os itens foram construídos a partir da análise de respostas livres de 112 participantes. Essas respostas foram transformadas em frases que representam cada uma das 11 possíveis reações à frustração. Para análise de evidência de validade, baseado na estrutura interna, o TRFO foi aplicado em 1.766 participantes, de diferentes estados brasileiros. Todas as reações foram correlacionadas entre si, com variações de baixas a moderadas, corroborando os achados na literatura. Os dados sugerem que o TRFO é um instrumento promissor na avaliação de reações a frustração.

Palavras-chave: frustração; reação à frustração; teste; validação; construção de instrumento

Abstract

The aim of this article is to present the process of construction and initial validity evidence of the Brazilian Objective Test of Reaction to Frustation - TRFO. Constructed from a projective version, the instrument consists of 31 situations that pictorially portray different reactions to frustration. Each situation has 11 possible answers, which represent different possibilities of reactions to frustration. The items were constructed from the analysis of free responses of 112 participants. These responses were transformed into phrases that represent each of the 11 possible reactions to frustration. For the validity evidence analysis, based on the internal structure, the TRFO was applied to 1766 participants from different Brazilian states. All the reactions were co-related to each other with low to moderate variations, corroborating the findings in the literature. The data suggest that the TRFO is a promising instrument in the evaluation of reactions to frustration.

Keywords: frustration; reaction to frustration; scale; validation; construction of instrument

Na sociedade moderna, a complexidade e as demandas requeridas dos indivíduos são, às vezes, consideradas exorbitantes. Verifica-se que tais condições podem ser consideradas fontes contínuas de sentimentos negativos, como de revolta, desesperança e depressão. Se por um lado criam enormes oportunidades e possibilidades frente às situações desafiadoras, por outro lado podem não atender, de maneira satisfatória, a essas necessidades. E esses sentimentos, tidos como universais ou próprios da natureza humana e que dependem de conjunturas específicas, como a história de vida do indivíduo e do contexto em que o mesmo está inserido, podem ser aglutinados no conceito de frustração (Moura, 2004). Espera-se, contudo, que os indivíduos consigam superar suas dificuldades e obstáculos da melhor forma possível, em uma constante busca por sua sobrevivência e adaptabilidade ao meio.

Diferentes definições do construto frustração são identificadas na literatura. Há, contudo, concordância de que o fato de existir um obstáculo ou uma interferência no processo pela busca da satisfação de uma necessidade (Parrek, 1964), causando, então, alguma reação no organismo, é um processo de frustração. Para o presente estudo, a frustração é compreendida como um estado emocional negativo e não como um obstáculo ou evento. Esse estado emocional ou sentimento negativo advém da não satisfação de algo ou de uma necessidade que seja importante para o indivíduo, mesmo que este algo seja um objeto real ou fictício (Moura & Pasquali, 2006; Rosenzweig, 1976; Roudinesco & Plon, 1944).

Poucos são os registros de pesquisas recentes na literatura sobre o tema. Quando vinculado ao fenômeno da agressão, entretanto, tal conceito ganha maior significado e presença nos estudos científicos. Estudos sobre frustração, até a década de 1960, eram orientados quase exclusivamente para a identificação de processos envolvidos em respostas agressivas oriundas de situações de frustração (Anderson & Bushman, 2002; Baron & Richardson, 1994; Berkowitz, 1989; 1990; 2001; Dill & Anderson, 1995; Moura & Pasquali, 2006a; Pastore, 1952; Rodriguez, 2015; Tice, Bratslavsky & Baumeister, 2001). Nas últimas décadas, contudo, apesar de uma diminuição na ênfase causativa entre frustração-agressão, essa relação ainda continua sendo predominante na literatura sobre a temática (Moura, 2004), embora também relacionando a frustração e a agressão a outros temas.

A literatura retrata a frustração como uma característica individual, que está vinculada à aspectos da saúde do indivíduo e de seu ambiente de trabalho (Beghi, Spagnoli, Airoldi, Fiordelli, Appollonio, Bogliun, Zardi, Paleari, Gamba, Frattola & Da Prada, 2002; Callejon, 2011; Dyer, Abrahams, Mokoena, Lombard & van der Spuy, 2005; Ferreira & Capitão, 2010; Harlos, 2001; Krejèí, Kvapil & Semrád, 1996; Moura & Pasquali, 2006a; Schaubroeck, Jones & Xie, 2001; Shirayama, Shirayama, Iida, Kato, Kajimura, Watanabe, Sekimoto, Shirakawa, Okawa & Takahashi, 2003; Susskind, 2004).

Na área do trabalho, assim como na área da saúde, a maneira de lidar ou de enfrentar a frustração tem se evidenciado como um dos fatores relacionados a desempenho e bem-estar dos trabalhadores (Cebulak, 2001; Fox & Spector, 1999; Reis & Faiad, 2014; Swan, 1972; Vasilopoulos, Cucina & Hunter, 2007; Yates & Pilai, 1992). No contexto das organizações, uma característica comumente requerida em processos seletivos é que o indivíduo apresente uma adequada resistência ou tolerância à frustração. Contudo, raros são os estudos nacionais relacionados à tal temática.

Mesmo sendo considerado um fenômeno importante a ser investigado, não são encontradas medidas válidas voltadas à investigação da frustração. Esse cenário se agrava, especialmente no contexto de organizações de segurança pública, por exemplo, onde há maior necessidade de avaliação da frustração de policiais. Dado o grau de exigência na avaliação em processos seletivos e a carência de instrumentos de medida que venham a atender às demandas da avaliação (Santos, 2016), o ideal seria poder dispor de um teste que reunisse a riqueza de manifestações espontâneas típicas dos testes projetivos (Formiga & Mello, 2000; Miguel, 2014; Pinto, 2014), que permitisse aplicação coletiva e igualmente, a objetividade e a padronização necessárias. Assim, o presente artigo tem como objetivo apresentar o processo de construção e de evidências de validade do Teste de Reação à Frustração Objetivo. Esse instrumento foi construído a partir de uma versão projetiva, identificada como Teste de Reação à Frustração Projetivo (TRFP).

Nessa concepção, a frustração se refere a um sentimento negativo e a reação ou reações geradas pela frustração fazem parte do processo de adaptação do indivíduo à situação vivenciada. Propor, avaliar ou medir a frustração é compreender as possíveis reações que dela provêm.

Para o processo de construção do instrumento, utilizou-se o modelo proposto por Pasquali (2010), dividido em três pilares identificados como polos teórico, empírico e analítico. O primeiro polo compreende a proposição teórica do instrumento e construção dos itens. O segundo polo contempla o processo de aplicação do instrumento e o terceiro, para o presente estudo, a indicação das análises de evidências de validade do teste.

Procedimentos Teóricos

Inicialmente foram levantadas a definição constitutiva e a operacionalização sobre o construto de frustração. Esse construto tem sido usualmente definido como um fenômeno que ocorre quando um indivíduo é impedido de satisfazer uma necessidade ou um desejo, dada a existência de algum tipo de obstáculo ou problema. Uma reação afetiva é gerada, denominada reação à frustração ou resistência à frustração. Assim, a frustração se concretiza em uma reação afetiva negativa que ocorre quando o indivíduo passa por uma situação considerada frustrante, estressante, um problema ou impedimento, que acarreta a não realização de algo (Moura & Pasquali, 2006; Rosenzweig, 1976; Roudinesco & Plon, 1944).

A reação afetiva de frustração se manifesta em uma série de ações comportamentais na busca pela solução do problema que se interpõe na satisfação das necessidades do indivíduo. Tais reações podem se manifestar em comportamentos que buscam a solução do problema. Esses comportamentos podem ser: a) eliminação do problema (atacar, agredir, destruir, hostilizar); b) evitação do problema (fugir, ignorar, desviar, sublimar, descaracterizar); c) diálogo com o problema (entrar em acordo, procurar saídas alternativas, implorar).

Construção do Teste de Reação à Frustração Objetivo - TRFO

O Teste de Reação à Frustração Objetivo (TRFO) teve origem a partir de sua versão Projetiva - TBRFP (Moura, 2008). A versão de 2008 teve como base inicial o Picture Frustration Test (PFT) construído por Rosenzweig, na década de 1930 (LaVoie, 1986; Nick, n.d.; Rosenzweig, 1963; 1976; 1978a; Rosenzweig, Ludwig & Adelman, 1975), com a proposta de avaliar o que o autor denominou “Resistência à Frustração”. O PFT fazia parte de uma bateria de testes de agressão e sua versão adulta foi criada em 1944, posteriormente adaptada para versão infantil (Rosenzweig, 1978b), ambas publicadas em diversos países. No Brasil, contudo, não há registros da data em que o teste foi traduzido e adaptado para o português, por Eva Nick (n.d.). O PFT também possui um formato objetivo, proposto por Moura e Pasquali em um estudo brasileiro em 2006.

Uma análise crítica do teste PFT, proposta por Moura (2004), mostrou que o instrumento possui como limitações: a) o problema da norma utilizada nos estudos de padronização para diversos países, análise também feita por Rauchfle (1971); b) a característica ultrapassada dos desenhos construídos de acordo com a realidade da década de 1930; c) o procedimento de inquérito inviável para aplicações coletivas; d) a falta de concordância entre os avaliadores no procedimento de correção; e) a teoria considerada ultrapassada para a compreensão do fenômeno; e f) o problema na avaliação do nível de consciência dos indivíduos ao responderem o teste. A partir dessa análise surgiu a proposta do TBRFP (Moura, 2008), base para o instrumento apresentado neste artigo.

Caracterização do teste TBRFP

O Teste Brasileiro de Reação à Frustração Projetivo (TBRFP) constitui-se de 31 desenhos. Cada desenho apresenta dois ou mais personagens que se encontram em situações consideradas frustrantes. Em cada uma das situações propostas, sempre há um personagem que se dirige a outro, pronunciando algo para os demais, que descrevem ou verbalizam o que está ocorrendo na situação. O fato sempre é pronunciado pelo personagem que se encontra à esquerda do desenho. Para responder à situação, espera-se que o sujeito respondente do teste se coloque no lugar do personagem que deve responder àquele que verbalizou algo, conforme modelo da Figura 1. A resposta do sujeito é emitida de forma escrita, em um espaço em branco. Ou seja, ao colocar no lugar da personagem que deve responder à situação, o sujeito se define em como responde ou reage a situações como essas, definindo sua tendência à reação a situações de frustração.

Figura 1 Reprodução da situação 1 do teste TBRFP 

Construção de Teste Brasileiro Objetivo de Reação à Frustração

O TBRFP foi utilizado como ponto de partida para a construção de uma versão objetiva do teste de reação à frustração. Um teste de caráter objetivo atenderia melhor às demandas estratégicas de uma avaliação coletiva, por exemplo, para uso em processos seletivos. Nesse sentido, projetou-se o presente instrumento de medida da frustração, tendo como base a proposta de Moura (2004) e Moura & Pasquali (2006a; 2006b), de objetivação de um teste projetivo, bem como a proposta de Bjerstedt (1965), de se trabalhar eficazmente diferentes formas de administração e correção com base no PFT.

O Teste Brasileiro Objetivo de Reação a Frustração - TBRFO tem como proposta a objetivação do teste TBRFP, mantendo apenas o estímulo projetivo eliciado pelos desenhos. O formato de respostas livres foi substituído por itens fechados ou frases que representam, previamente, cada uma das 11 possíveis reações à frustração. As 11 reações foram analisadas, em estudo anterior, com base em uma análise de conteúdo de respostas emitidas no teste projetivo, resultando em uma amostra de respostas verbais representativas dessas reações.

Participantes. Para o estudo de construção do instrumento, participaram 112 sujeitos, entre estudantes de um curso de formação de uma instituição de segurança pública federal, estudantes do ensino médio e estudantes de pós-graduação e graduação do curso de Psicologia da Universidade de Brasília, sendo 61 (54,5%) da cidade de Brasília e 51 (45,5%) da cidade de Porto Alegre. Os participantes tinham idade entre 16 e 66 anos (M = 29,87 e DP = 11,79), sendo 68 (60,7%) homens e 44 (39,3%) mulheres. Quanto ao nível de escolaridade, 9 (8%) tinham nível médio incompleto, 19 (17%) nível médio completo, 47 (42%) nível superior incompleto, 27 (24,1%) superior completo, 6 (5,4%) mestrandos e 2 (1,8%) doutorandos. Os participantes foram subdivididos em oito grupos, com 14 pessoas cada um, escolhidos aleatoriamente.

Instrumento inicial. Para a elaboração do TRFO foram construídos oito cadernos de resposta, intitulados Cadernos do TRFO, baseados nas 31 situações propostas no teste projetivo TBRFP. Cada caderno foi composto por três a quatro situações do teste e, em cada uma das situações, foram elaboradas sentenças, representando cada uma das 11 possíveis reações à frustração.

As sentenças foram elaboradas com base em três fontes: a) Teste Objetivo de Resistência à Frustração - TRFO (Moura & Pasquali, 2006a); b) manual do teste PFT, em sua versão brasileira de Eva Nick (n.d.); b) análise de respostas emitidas no teste PFT de Rosenzweig, por candidatos submetidos a um processo seletivo; c) frases elaboradas por dois pesquisadores, com base no conhecimento sobre o teste.

Cada caderno correspondeu à seguinte situação do teste: caderno 1 (situações 1, 2, 3 e 4); caderno 2 (situações 5, 6, 7 e 8); caderno 3 (situações 9, 10, 11 e 12); caderno 4 (situações 13, 14, 15 e 16); caderno 5 (situações 17, 18, 19 e 20); caderno 6 (situações 21, 22, 23 e 24); caderno 7 (situações 25, 26, 27 e 28) e caderno 8 (situações 29, 30 e 31). Todas as sentenças foram codificadas e agrupadas de forma a identificar, para cada uma das 31 situações do teste, uma variedade de respostas que abarcasse a proposta de codificação do TBRFP. As categorias de reações foram indicadas como: Ex, Ex’, Ex/, ex, In, In’, In/, in, Na, Na’, na, conforme descritas Tabela 1.

Tabela 1 Identificação e descrição das 11 reações à frustração propostas no TRFO 

Categoria ou Reação Símbolo Descrição da reação
1 Extraceptivo com ênfase no obstáculo Ex’ o indivíduo busca a solução do problema e deixa claro, em sua resposta, que a situação é, de fato, frustrante. O sujeito se irrita com o objeto ou situação frustrante e não sabe o que fazer. Pode chegar à hostilidade ou agressão, mas sempre com foco na situação e não em outra pessoa.
2 Extraceptivo contra um foco Ex o indivíduo busca a solução do problema e, para isso, agride uma pessoa ou algo que tenha causado a frustração, ou que se encontre na situação de frustração. Caracteriza-se como a agressão clássica, hostilidade.
3 Extraceptivo com desculpa Ex/ o indivíduo busca a solução do problema e acaba agredindo o outro, embora esse comportamento agressivo venha acompanhado de um pedido de desculpas por estar sendo agressivo. O indivíduo sabe que está sendo agressivo e desculpa-se por isso.
4 Extraceptivo para resolução ex o indivíduo busca a solução do problema e, para isso, pede ou exige que alguém tome alguma providência sobre a situação frustrante, ou que proponha solução para ela.
5 Intraceptivo com ênfase no obstáculo In’ o indivíduo busca a solução do problema e, para isso, pode reagir se responsabilizando pelo ocorrido, enfatizando em sua resposta que ele pode ter provocado ou provocou uma situação frustrante. Em alguns momentos, o sujeito se irrita consigo, com autocrítica.
6 Intraceptivo contra um foco In o indivíduo busca a solução do problema e, para isso, assume a responsabilidade pela situação frustrante, se desculpa e lamenta pelo ocorrido. Reconhece ser ele a causa da situação frustrante.
7 Intraceptivo com desculpa In/ o indivíduo se culpa pelo ocorrido, reconhece sua responsabilidade, mas tenta se explicar pelo fato, como forma de se defender. A pessoa descreve o motivo que a levou a assumir a culpa.
8 Intraceptivo para resolução in o indivíduo busca a solução do problema e se propõe a corrigir a situação, ou seja, ele mesmo se compromete a resolver o problema. A pessoa toma iniciativa para auxiliar alguém ou a si mesmo, com o intuito de resolver a situação; diz respeito à presteza.
9 Aceptivo com ênfase no obstáculo Na’ o indivíduo busca a solução do problema e, para isso, tenta minimizar a situação frustrante. O indivíduo procura ver a situação frustrante como um evento favorável, positivo e providencial.
10 Aceptivo contra um foco Na o indivíduo busca a solução do problema, embora para isso evite ou fuja dele. Tem a atitude de eximir o outro, o ambiente ou a ele mesmo de qualquer responsabilidade sobre a situação frustrante.
11 Aceptivo para resolução na o indivíduo busca a solução do problema e, para isso, afirma não haver problema com o fato ocorrido, pois, de qualquer modo, a situação se resolverá por si mesma ou irá se resolver com o passar do tempo.

Os oito cadernos continham as 31 situações do teste original TBRFP, acompanhadas de frases representativas de cada categoria do teste. Em cada categoria, foi apresentado um enunciado, solicitando ao participante que escolhesse, dentre três opções em forma de frases (a, b, c), aquela que melhor representasse seu modo de se expressar (agressivo, irritado, tranquilo) ao reagir a uma situação considerada frustrante. Além das três opções, havia uma quarta possibilidade (d), com espaço em aberto, para que o participante pudesse sugerir alguma outra possibilidade de fala. Assim, por exemplo, para a situação 1 do instrumento, havia até 11 possibilidades de respostas representando cada uma das categorias: Ex, Ex’ (vide exemplo na Figura 2), Ex, ex, In, In’, In, in, Na, Na’, na, apresentando, cada uma delas, quatro opções de escolha (modos de falar). O participante deveria escolher uma, dentre as quatro opções, para cada uma das situações. Dessa forma, foram definidas, para cada uma das 31 situações, conjuntos de respostas objetivas. Cada situação continha 11 opções de respostas, totalizando 341 itens ou variáveis.

Figura 2 Representação da Situação 1, do Caderno 1, para a reação Ex’ 

Procedimentos. Os respondentes foram abordados em sala de aula, com a permissão antecipada de cada instrutor/professor. A aplicação foi coletiva e realizada por um estagiário de psicologia, seguindo uma folha explicativa com todas as instruções que deveriam ser dadas antes da aplicação. Para os alunos de pós-graduação, a aplicação foi feita individualmente. Foram atendidos os requisitos éticos, com a assinatura prévia do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos participantes. Os oito cadernos foram distribuídos nas salas de forma aleatória. Os participantes levaram de 10 a 30 minutos para responder o caderno.

Resultados e Discussão. As respostas dos sujeitos foram analisadas em termos de ocorrência de cada opção escolhida. Os critérios de seleção das opções que compuseram o instrumento final foram: (1) a resposta que obteve maior frequência na escolha dos respondentes; (2) em caso de empate nas frequências de respostas, a opção foi definida por um juiz. Dessa forma, das quatro opções de respostas para cada categoria, apenas uma foi escolhida para melhor definir cada situação para compor o instrumento final, denominado TRFO.

Sobre as escolhas dos participantes em cada uma das situações observou-se uma grande variabilidade nas respostas. Foram avaliadas as opções, de cada uma das categorias, como forma de se adotar aquela que parece ter representado melhor seu modo de falar nas situações de 1 a 31 do teste. Essa opção, então, compôs o instrumento final, conforme demonstrado na Tabela 2.

Tabela 2 Percentual de escolha de opções nas situações 1, 2 e 3 do caderno do TRFO 

Categorias/Dimensões Frase da Situação 1 Frase da Situação 2 Frase da Situação 3
a b c d A b C d a B c D
Ex’ 7,1 21,4 64,3 7,1 28,6 28,6 42,9 0 35,7 21,4 42,9 0
Ex 14,3 21,4 64,3 0 42,9 35,7 21,4 0 42,9 28,6 28,6 0
Ex/ 42,9 42,9 14,3 0 7,1 71,4 14,3 7,1 46,2 30,8 23,1 0
ex 14,3 35,7 50,0 0 42,9 7,1 50,0 0 21,4 28,6 50,0 0
In’ 76,9 0 23,1 0 0 28,6 64,3 7,1 15,4 46,2 38,5 0
In 35,7 42,9 21,4 0 35,7 14,3 50,0 0 21,4 78,6 0 0
In/ 64,3 7,1 28,6 0 35,7 28,6 28,6 7,1 46,2 30,8 15,4 7,7
in 64,3 14,3 14,3 7,1 35,7 21,4 35,7 7,1 21,4 21,4 50,0 7,1
Na’ 14,3 50,0 35,7 0 35,7 0 64,3 0 35,7 28,6 28,6 7,1
Na/ 30,8 38,5 30,8 0 50,0 28,6 14,3 7,1 30,8 53,8 7,7 7,7
Na 46,2 46,2 0 7,7 28,6 42,9 28,6 0 23,1 46,2 23,1 7,7

Nota. Esta Tabela apresenta apenas parte das três primeiras situações do teste.

Na escolha da opção mais adequada observou-se que houve empate em 16 itens e a decisão foi feita por dois pesquisadores especialistas no teste. Ademais, deve-se considerar que o uso de frases para definirem os tipos de reações mostrou que a diferença entre as porcentagens atribuídas nas escolhas das frases que melhor definiram cada uma das reações, em alguns casos, foi mínima, o que sugere a possibilidade de se criar diferentes versões do instrumento, em pesquisas futuras. Outro ponto é que a escolha das frases poderia ser assegurada por uma amostra maior que a utilizada, propiciando uma maior representatividade na escolha.

Definidas as opções, foram distribuídas de forma aleatória, para que a ordem das categorias não fosse a mesma. Essas respostas deram origem ao Teste de Reação à Frustração Objetivo - TRFO (Vide Figura 3).

Figura 3 Reprodução do item 1 do teste TRFO 

A Figura 3 reproduz a situação que é proposta no teste, no item 1. Essa figura identifica que cada uma das frases que representa uma reação ou categoria de reação foi considerada a de maior frequência na escolha do Caderno 1, conforme identificado na Tabela 2. No caso das opções Ex/ e na, optou-se pela letra “a”, por ter sido considerada a de melhor compreensão por parte dos pesquisadores no quesito desempate.

Pode-se concluir que o TRFO apresenta opções de respostas que representam uma amostra significativa de reações à frustração tipicamente identificadas, sendo que a avaliação do TRFO foi definida com as mesmas categorias propostas no TBRFP, conforme metodologia desenvolvida por Moura (2004) e Moura & Pasquali (2006a). Essas categorias foram apresentadas e definidas anteriormente. A partir das 11 opções do teste foi elaborado um crivo de correção (gabarito), como forma de avaliar as possíveis reações frente à frustração. Sendo assim, o TRFO é composto de 31 situações representadas por desenhos, cada uma dessas com 11 possibilidades de resposta. A partir da avaliação do instrumento com um crivo, são calculados os escores do indivíduo, que consistem na soma das ocorrências de cada uma das 11 reações nas 31 situações.

Estudos iniciais de evidências de validade do TRFO

O presente artigo propõe apresentar as evidências iniciais de validade, baseadas no conteúdo (representação teórica do construto) e na estrutura interna (AERA, 2014), na análise de correlações entre os itens do teste (Primi, Muniz & Hutz, 2009). Para isso, foi analisada a estrutura de correlação entre as reações do instrumento. Inicialmente foi realizada a limpeza do banco de dados por meio da análise de frequência e de distribuição das variáveis.

Participantes. O estudo de evidência inicial de validade do TRFO foi respondido por 1.766 participantes, das regiões Centro-Oeste (62,5%), Sudeste (29,84%), Norte (4,64%), Sul (1,02%), Nordeste (Salvador) (0,23%) e demais sem identificação da região. Dos participantes, 1.282 (72,6%) eram do sexo masculino e 455 (25,8%) do sexo feminino, com idade média de 29,77 anos (DP = 6,84).

Instrumento. Foi aplicado o instrumento TRFO, conforme descrição anterior. O instrumento se estrutura em 31 situações consideradas frustrantes, representadas por desenhos, que possibilitam a análise de 11 possíveis reações à frustração.

Procedimento. Foram realizadas aplicações coletivas, em salas de aula, por estudantes do curso de psicologia devidamente treinados. O processo ético foi atendido, sendo considerados apenas os protocolos com Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinados.

Resultados. Para análise do teste TRFO, foram criados 11 escores dos indivíduos, representando as categorias ou reação à frustração, com base nas 31 situações do TRFO. Os 11 escores foram definidos pela direção da resolução do problema (Extraceptiva, Intraceptiva ou Aceptiva) e a forma com que o indivíduo tentou solucionar o problema (reação com ênfase no obstáculo, reação contra um foco, reação com desculpa, reação para resolução). Para criação dos escores foi utilizado o crivo de correção do teste. Após o uso do crivo, foi analisada a frequência de ocorrência de cada uma das 11 reações para as 31 situações do instrumento, contabilizando um escore final. Feito isso, foram calculadas as medidas de tendência central e de dispersão para esses 11 escores, conforme mostrado na Tabela 3.

Tabela 3 Estatística descritiva das 11 reações, nas 31 situações propostas no TRFO (N = 1.766) 

Estatísticas Ex’ Ex ex Ex/ In’ In in In/ Na’ Na na
N 1457 903 1526 1407 1401 1628 1744 1615 1520 1675 1708
SR 309 863 240 359 365 138 22 151 246 91 58
Média 2,55 1,03 2,23 1,84 1,65 2,88 6,52 2,44 2,13 3,47 3,74
DP 2,07 1,48 1,65 1,56 1,38 1,89 2,91 1,55 1,60 2,06 1,98
Mediana 2,0 1,0 2,0 2,0 1,0 3,0 7,0 2,0 2,0 3,0 4,0
Assimetria 0,85 2,59 0,76 1,06 1,02 0,72 0,16 0,57 0,96 0,69 0,39
EP Assimetria 0,06 0,06 0,06 0,06 0,06 0,06 0,06 0,06 0,06 0,06 0,06
Curtose 0,55 11,21 0,30 1,36 1,43 0,67 -0,23 0,03 1,23 0,70 -0,08
EP Curto 0,12 0,12 0,12 0,12 0,12 0,12 0,12 0,12 0,12 0,12 0,12
Mínimo 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
Máximo 11 13 9 10 9 13 18 8 9 12 11
P 0,08 0,03 0,07 0,05 0,05 0,09 0,21 0,08 0,07 0,11 0,12

Dado. P: proporção de ocorrência = Média/31. SR: Sem Reação

Os dados mostram que a reação de maior ocorrência é a Extraceptiva para resolução do problema (in), seguida da Aceptiva para resolução (na) e da Aceptiva contra um foco (Na). O maior número de não respostas é apresentado na reação Extraceptiva contra um foco (Ex) e a de menor é a reação Intraceptiva para resolução (in) e, nesses casos, os dados representam a quantidade de não ocorrência da reação ao longo do instrumento. A análise das médias e proporção de ocorrência mostra que as reações possuem a seguinte ordem de aparição: in (6,52; 21%), na (3,74; 12%), Na (3,47; 11%), In (2,88; 9%), Ex’ (2,55; 8%), In/ (2,44; 8%), ex (2,23; 7%), Na’ (2,13; 7%), Ex/ (1,84; 5%), In’ (1,65; 5%), Ex (1,03; 3%).

Os dados expõem que a amostra apresentou ocorrência em todas as reações propostas, apontando serem elas possíveis respostas a situações frustrantes. Rosenzweig (1949) considerou que uma das limitações em avaliar as reações à frustração era que, quando o indivíduo apresentasse um escore maior em uma reação, por exemplo, implicaria que os demais escores, em outras reações, seria menor. Tal dado foi visto, inicialmente, como uma limitação no momento de interpretar os dados estatisticamente. O autor considerou a importância de investir em estudos experimentais e clínicos para uma análise mais crítica das categorias propostas no instrumento. Estudos posteriores de validade (Rosenzweig, 1963; 1976; 1978b; Parrek, 1964) e o presente estudo mostram que há um padrão de resposta no teste, ou seja, que o indivíduo de fato apresenta uma reação que predomina em seu modo de reagir diante de situações frustrantes, mas que outras reações, mesmo que em menor intensidade, também fazem parte desse modo de reagir. Nesse sentido, entende-se que há uma situação que é predominante no modo de reagir de um indivíduo e as demais aparecem como potenciais respostas que surgem de acordo com a situação frustrante.

Quanto à análise da dispersão das reações, observou-se que, embora a distribuição não tenha sido normal em todas as reações, o grande número de sujeitos da amostra torna esse parâmetro menos impactante nas análises. Observou-se que houve uma melhor distribuição normal na reação in.

Análise de Correlação entre as reações do TRFO

Os dados da Tabela 4 apresentam as correlações entre reações do TRFO. As reações Extraceptivas (Ex’, Ex, ex, Ex/) correlacionaram-se positivamente entre si; as reações Extraceptivas correlacionaram-se negativamente com as reações Intraceptivas (In’, IN, in, In/), com exceção de Ex e In/. Houve correlação negativa entre as reações Extraceptivas e Intraceptivas com as reações Aceptivas (Na’, Na, na), corroborando a proposta teórica do instrumento.

Tabela 4 Matriz de correlações do TRFO (N = 1.766) 

Reação Ex’ Ex ex Ex/ In’ In in In/ Na’ Na na
Ex’ -
Ex 0,34*** -
ex 0,13*** 0,20*** -
Ex/ 0,32*** 0,32*** 0,16*** -
In’ -0,07*** -
In -0,16*** -0,12*** -0,20*** -0,15*** 0,12*** -
in -0,28*** -0,38*** -0,07*** -0,28*** -0,22*** -0,19*** -
In/ 0,08*** -0,10*** -0,07*** -0,12*** -
Na’ -0,29*** -0,15*** -0,15*** -0,12*** -0,10*** - -
Na -0,29*** -0,26*** -0,28*** -0,35*** -0,11*** -0,08*** - -
na -0,38*** -0,32*** -0,26*** -0,32*** -0,10*** 0,12*** -0,10*** 0,12*** 0,19*** -

*** Valor significativo p < 0,001

A Tabela 4 mostra, ainda, que há correlação negativa entre as reações Aceptiva (Na’) e Extraceptiva (Ex’), ambas com ênfase na situação (r = - 0,29). Esse dado mostra que, quanto maior a tendência do indivíduo em ver a situação frustrante como algo favorável ou providencial, menor a tendência em se mostrar irritado diante dos fatos. Já em relação à reação Aceptiva contra um foco (na), os dados mostram que, quanto maior a tendência do indivíduo em esperar que as coisas se resolvam com o tempo, maior também é sua tendência em mostrar-se irritado (Ex’) com o meio (r = 0,38).

Considerações Finais sobre o TRFO

Inicialmente, pode-se afirmar que o instrumento objetivo apresenta evidência de validade conteúdo. O levantamento de todas as possibilidades de reações à frustração no teste constitui uma amostra representativa dos comportamentos (Pacico & Hutz, 2015) que expressam o construto frustração, de acordo com o universo de comportamentos delimitados pela proposta de Rosenzweig (1945; 1976). Ainda conforme o AERA (2014), essa validade se comprova na análise lógica ou empírica, quando o conteúdo do teste representa o conteúdo do domínio avaliado.

A proposta do TRFO indicou que é um instrumento que busca atender grande parte da demanda de avaliação dessa medida, principalmente no uso em aplicações coletivas (Moura, 2007; Moura & Pasquali, 2006a). A medida objetiva, nesse sentido, surge como um diferencial em comparação com a proposta projetiva, pois permite otimizar o tempo de correção com o uso do crivo, bem como assegurar uma maior objetividade e definir maior clareza nos processos seletivos, por exemplo. A partir da reformulação da proposta de categorização das respostas do teste PFT (Rosenzweig, 1945; 1976) e adequação dos desenhos e de sua estrutura, é possível afirmar que o TRFO pode ser considerado uma medida promissora de reações à frustração, pois, mesmo tendo como base o teste PFT (Rosenzweig, 1945), considera-se que ele se refere a uma proposta inovadora, com nova roupagem teórica, estrutural e avaliativa.

A proposta de se avaliar a frustração por meio das reações identifica, para a prática da avaliação psicológica, que apresentar alta ou baixa resistência à frustração (terminologias estas amplamente utilizadas, principalmente na área de seleção de pessoal) não se resume a uma única possibilidade de ação do indivíduo. A partir das 11 possibilidades de reação, deve-se avaliar o que é esperado do indivíduo como a maior tendência (o maior escore) dentre as reações.

Sugere-se que futuros estudos contribuam na análise de evidências de validade do instrumento. A validade de critério pode ser analisada na comparação das reações de frustração com dados de desempenho no trabalho, principalmente quando avaliadas no contexto de processos seletivos. Outro importante investimento pode estar na identificação de reações mais ou menos adequadas de um candidato no contexto do trabalho, visto que essa medida tem sido exigida em processos seletivos, embora sem embasamento científico.

Futuras pesquisas poderiam investir, ainda, na relação entre as reações à frustração e o processo de regulação das emoções. Gondim e cols. (2015), ao tratarem do processo de regulação das emoções, afirmam que há diferenças nas estratégias que são mobilizadas na busca por uma adaptação de resposta emocional à uma situação social, seja ela positiva ou negativa (Aldao, 2013). Assim, ao se identificar a frustração como uma emoção negativa, passível de diferentes tipos de reações, a possibilidade de minimizar a intensidade dessa reação (down regulation), conforme apontado por Santana e Gondim (2016) seria uma importante contribuição no contexto do trabalho.

Os dados de evidências baseadas nas correlações entre as reações corroboram os achados de Moura (2004) na comparação entre as categorias no teste TORF e apresentam-se como um indicador de evidência de validade, baseada na análise da estrutura interna. A validade se baseia na correspondência entre a estrutura de correlações entre os indicadores (nesse caso, as reações) e a estrutura prevista pela teoria se confirmou. Dados psicométricos iniciais mostraram ser um instrumento promissor, a ser mais bem explorado em futuras pesquisas, que apresentem novas evidências de validade do instrumento, principalmente aplicadas a diferentes contextos da avaliação psicológica.

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Recebido: 08 de Setembro de 2016; Aceito: 13 de Dezembro de 2016

* Endereço para correspondência: crisfaiad@gmail.com

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