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DELTA: Documentação de Estudos em Lingüística Teórica e Aplicada

Print version ISSN 0102-4450On-line version ISSN 1678-460X

DELTA vol.15 n.1 São Paulo Feb./July 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-44501999000100007 

DEBATE/DEBATE

A Metalinguagem Como Lugar Da Interpretação: Terminologia E Bases De Dados Informatizadas1

(The Metalanguage as Space of Interpretation: Terminology and Automatized databases)

 

Clarinda Rodrigues LUCAS (Universidade Estadual de Campinas)

 

 

ABSTRACT: The main objective of this work is to discuss the notion of metalanguage concerning the use of thesaurus (symbols systems, functions indicators, descriptors) utilized by indexers for article representation in computerized bibliographical databases. Our corpus comprises article abstracts and bibliographical database descriptors LILACS (Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde) and SOCIOFILE Sociological Abstracts. We aim at clarifying the effects of subjectivity in the functioning of indexing taking account the grounds for interpretation that allow different meanings.

RESUMO: A partir da afirmação de Pêcheux (1990) de que não há metalinguagem, na medida em que toda descrição está exposta ao equívoco da língua (da ordem do simbólico); de que há o outro na sociedade e na história e por isso há um real estranho à univocidade lógica, buscamos trabalhar a noção de metalinguagem referida ao uso dos tesauros (sistema de símbolos, indicadores de função, descritores) utilizados pelos indexadores para a representação dos artigos nas bases de dados informatizadas. Nosso corpus é composto por resumos de artigos e descritores das bases de dados bibliográficas LILACS (Literatura Latino-americana em Ciências da Saúde) e SOCIOFILE (Sociological Abstracts). Buscamos explicitar os efeitos da subjetividade no funcionamento da indexação, levando em conta os espaços de interpretação que dão lugar ao deslocamento dos sentidos.

KEY WORDS: Metalanguage; Computerized Bibliographical Databases; Indexing; Interpretation; Thesaurus.

PALAVRAS-CHAVE: Metalinguagem; Bases de Dados Bibliográficas Computadorizadas; Indexação; Interpretação; Tesauro.

 

 

0. Introdução

Esta reflexão toma como ponto de partida duas afirmações de Pêcheux (1990):

1) A de que "não há metalinguagem" na medida em que toda descrição (de objetos, de acontecimentos ou de arranjos discursivo-textuais) esta intrinsecamente exposta ao equívoco da língua (da ordem do simbólico), isto é, a capacidade de todo enunciado tornar-se outro, de haver deslocamento de sentido, de pontos de deriva, abrindo assim espaço para a interpretação;

2) A existência do outro nas sociedades e na história, apontando para a ligação entre este outro próprio ao linguageiro discursivo, correspondendo às filiações históricas ( as memórias organizadas, as relações sociais em redes de significação).

E o ponto de chegada dessas duas afirmações, como escrito por Pêcheux:

3) Há um real estranho à univocidade lógica, há um outro tipo de saber que não se reduz à ordem das "coisas a saber" (o sistema estrutural constituído pelos especialistas de todas as espécies e instituições).

Tendo em vista esta constatação de Pêcheux, buscamos verificar como o funcionamento da indexação se realiza e que efeitos produz, visto indexação pressupor a metalinguagem e estar apoiada numa construção da terminologia que visa elidir os efeitos da subjetividade. Objetivamos trabalhar a noção de metalinguagem como vista por Gardin (1973), e utilizada pelos indexadores das bases de dados informatizadas para a representação dos documentos. Nosso corpus será constituído pelos resumos e descritores de artigos indexados nas bases de dados bibliográficas LILACS (Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde) e SOCIOFILE (Sociological Abstracts). Buscamos observar o funcionamento da indexação, tendo em vista os espaços de interpretação que promovem o deslocamento dos sentidos, dando espaço dentro da própria terminologia à deriva e à interpretação.

Apontamos, neste trabalho, os vários lugares de interpretação na metalinguagem. Sabemos, como escrevem Orlandi e Guimarães (1988), "que a relação entre as diferentes formações discursivas no texto pode ser de muitas e diferentes naturezas: de confronto, de sustentação mútua, de exclusão, de neutralidade aparente, de gradação, etc". Por conseguinte, ocorre a dispersão do texto e do sujeito, isto é, o cruzamento de múltiplas vozes nas constituições da textualidade e da subjetividade.

 

1. A Metalinguagem e Os Tesauros

Gardin (1973) propôs o uso do termo metalinguagem para o sistema de símbolos constituído pelos Tesauros e utilizado para representar o conteúdo dos documentos nas bases de dados bibliográficas. Para Gardin, a definição de análise de documentos (entendido aqui em sentido amplo, incluindo tanto textos em linguagem natural quanto textos de literatura científica) como a extração do significado de um texto sugere a referência a algo que é tomado de fora do texto e designado por símbolos que não são encontrados no texto. Os indexadores, os documentalistas fazem uso desses sistemas de símbolos representados pelos Tesauros, pelas Terminologias para representar o conteúdo dos artigos, dos textos e, os leitores, enquanto usuários das bases de dados, ao realizarem suas pesquisas também fazem uso desses vocabulários direta ou indiretamente. Nebodity (1983) descreve o processo de documentação sob o ponto de vista da terminologia como envolvendo a análise do conteúdo do documento, a formulação desse conteúdo em um conjunto de descritores (um vocabulário controlado) e a ordenação desses descritores de forma que os pesquisadores das bases de dados bibliográficas possam fazer suas pesquisas.

Visto de outro modo, Nebodity aponta para dois processos paralelos na indexação: por um lado o tratamento do texto do documento em linguagem natural , por outro, o tratamento do texto da descrição do índice, que ele caracteriza como sendo em linguagem mais ou menos artificial. Observa que em qualquer desses dois modos a tarefa do indexador é prover a interface correta entre a terminologia do documento, a terminologia do sistema de informação e a terminologia de quem indaga. Sem essa ideal compatibilidade de linguagens, Nebodity afirma que o processo de informação não funciona.

Os tesauros são constituídos por listas de termos autorizados: descritores e não descritores, de um domínio particular do conhecimento, tendo em vista relações semânticas e lógicas, sendo a sua construção apoiada no corpus discursivo da área que abrange, isto é, a seleção de termos é feita dentre os conceitos mais freqüentes, buscando assim assegurar a semelhança entre o vocabulário a ser utilizado para a representação dos artigos e o universo do conhecimento expresso nos textos. Desta forma os tesauros cristalizam os conceitos de determinada área de conhecimento, fixando-os, e dando-lhes autoridade. Ressaltamos da definição de tesauro o seu caráter de grade interpretativa, onde cada descritor é a síntese de um amplo espectro de significados, vindo de encontro a sua caracterização como metalinguagem.

 

2. O funcionamento da indexação e a metalinguagem

Tendo em vista a questão da impossibilidade da metalinguagem levantada por Pêcheux, observemos o resumo e os descritores (palavras-chave) que foram atribuídos pelos indexadores a um mesmo artigo respectivamente na base LILACS e SOCIOFILE:

Giffin, Karen. Violência de gênero, sexualidade e saúde/ Gender violence, sexuality, and health. In: Cadernos de Saúde Pública; v. 10 (suplement 1), p. 146-55, 1994.

Resumo original em português na base de dados LILACS:

Apresenta alguns resultados de um levantamento recente de estudos e dados internacionais sobre a violência contra a mulher, bem como sobre as conseqüências para a saúde destas formas de violência, onde o agressor é, mais freqüentemente, um conhecido íntimo. Desenvolve alguns argumentos sobre as raízes desta violência, abordando questões acerca da construção social da identidade de gênero e da sexualidade na tradição dualista, que separa mente e corpo, enfatiza elementos biológicos na sexualidade, e define homens e mulheres como seres radicalmente diferentes. Conclui com críticas à visão mais integral da sexualidade e dos seres humanos.

Descritores: violência, saúde da mulher, saúde pública.

Notamos que os descritores atribuídos ao artigo ressaltam o aspecto saúde, neste caso a da mulher e a pública. O público alvo dessa base de dados é formado por profissionais da área da saúde, portanto os descritores a serem utilizados já têm uma terminologia voltada para essa especificidade; com isto estamos querendo realçar que o aspecto social não é, inicialmente, o enfoque principal dessa base de dados. Outro assunto que mereceu realce foi a violência; entretanto os indexadores ignoraram os aspectos referidos no resumo à sexualidade, diferenças sexuais, construção social da identidade e maus-tratos conjugais, cujos termos estão disponíveis no Tesauro da base de dados LILACS. O mesmo texto traz o seguinte resumo na base de dados SOCIOFILE:

Although women have now gained a strong role in the labor force & in the public sphere, the social distribution of violence follows a traditional division: men are victims of violence in the public sphere while violence against women occurs in the domestic sphere. In explaining this violence, dualistic visions of gender as biologically determined are criticized & a view of sexuality as socially constructed on a biological nondeterminant basis is proposed.

Descritores: Battered-Women; Family-Violence; Sex-Differences; Violence; Victimization.

Neste resumo notamos que não há nenhuma referência à saúde, pública ou da mulher, omissão forte a sentidos que estão no título do artigo; os indexadores deram ênfase ao aspecto violência, presente em três dos termos que representam o artigo: violência na família, violência (geral) e indiretamente com os termos vitimização e mulheres espancadas. Observamos que no resumo é dado destaque à construção social da sexualidade, e também ao fato da distribuição social da violência: contra os homens ser pública e ser doméstica no caso das mulheres, aspectos estes ignorados pelos indexadores. O segundo artigo que vamos analisar é da base de dados SOCIOFILE:

Huggins,-Martha-K.; Mesquita,-Myriam-Castro-P. Exclusion, Civic Invisibility, and Murder: The Killing of Street Youth in Democratizing Brazil. American Sociological Association (ASA). 1995.

ABSTRACT: A sociological analysis of murder in public places, focusing on youth murders by strangers in Brazil as a function of the victim's societal exclusion, civic invisibility, & ocial stigmatizing, all nurtured by a "bystander culture"that creates impunity for the killings. This empirical study puts a human face on Brazil's youthful murder victims - the majority of whom are poor, dark-skinned males ages 15-17- & provides insight into their killers, who are usually on-& off-duty police of social class origins similar to their victims. Emphasis is on victim-generating sociostructural situations & the social creation of victims. It is concluded that the Brazilian image of poor urban youth as dangerous street children personalizes the social problem of youth murders & helps mute social consciousness about the relationship of murders to such structurally rooted social problems as unemployment, debt, hunger, & land & other wealth inequalities.

Descritores: Brasil; Homicídio, Juventude; Vitimologia, Fatores sócio-culturais.

Este artigo trabalha com a noção das crianças de rua como vítimas de problemas sociais e econômicos (desemprego, fome, morte, desigualdade de acesso aos bens), constatando que agentes e vítimas da violência provêm da mesma classe social. Aponta para a cumplicidade da sociedade como inibidora da busca dos reais motivos que levam as crianças a serem vítimas da violência. Este texto expressa como de fato a noção de pré-construído funciona remetendo uma palavra, expressão a uma construção anterior, exterior, sempre independente, como se todo um imaginário já estivesse dando os dados para uma determinada situação, os próprios autores apontam para a imagem da juventude urbana brasileira pobre como perigosas crianças de rua.

Notamos a ausência de descritor para o que o resumo apresenta como exclusão social, invisibilidade cívica; faltam também chamadas para os aspectos econômicos da geração das vitimas não abrangido pelo termo fatores socioculturais e para a relação imagem versus consciência social.

O terceiro texto que vamos analisar faz parte da base de dados SOCIOFILE :

Peralva, Angelina T. Ethnicité, violence et participation culturelle: un regard sur la jeunesse de Rio de Janeiro. In: International Sociological Association (ISA), 1994.

Resumo na base de dados SOCIOFILE:

An inquiry into the many ways urban violence impacts the major proportion of youth in metropolitan Rio de Janeiro, Brazil. The need for cultural participation is strongly expressed by numerous forms of violence. However, violence is not na ethnic issue. It is noted that attempts by black movements to mobilize poor black youth on the basis of identity have not succeeded.

Descritores: Rio de Janeiro, Brasil; Juventude; Crime urbano; Violência; Juvenile-Offenders; Delinqüência juvenil; Estudos em violência.

Aspectos psicológicos: Juventude, Rio de Janeiro (Brasil), impacto da violência urbana.

Dentre os termos atribuídos ao artigo na base de dados não há qualquer referência a estudos étnicos, a movimentos raciais ou à participação cultural ou identidade cultural , aspectos esses presentes no resumo do artigo. Todo destaque é dado para a violência.

A partir das rápidas análises acima, verificamos que os três planos que se cruzam no funcionamento da indexação produzem equívocos, ambigüidades; isto é, no funcionamento da indexação temos: a) o título do artigo e seu resumo (o original e o que aparece na base de dados), b) o thesauros, e c) a comunidade usuária da base de dados. Estes três planos são atravessados pelo sujeito que realiza a indexação, sujeito este que, atravessado pelo real, pela história, pela língua, atua como intérprete, dentro de suas condições de produção específicas, dentro de sua interdiscursividade.

O indexador é também um intérprete - lê o texto, conclui do que trata, busca os descritores que melhor representem a sua interpretação. Parret (1988) escreveu que a interpretação, ao nível da leitura ou de comentário caracteriza-se como um esforço de estruturação de uma riqueza inicial e inesgotável; resultando num novo texto, fonte ele próprio de novas interpretações, criador de intertextualidade e, por outro lado, o lugar da interpretação na metalinguagem, vinculado a sua vocação científica, é o da estabilização dos conteúdos, do artificial, do arbitrário. Os nossos exemplos atestam o funcionamento da indexação no entremeio da interpretação e da busca da metalinguagem. Notamos que o indexador enquanto busca os sentidos que representem os textos, e realiza a escolha dentre os descritores que indicam os assuntos (descritores estes já previstos nos tesauros, nas linguagens documentárias, entendidas como metalinguagem) é um sujeito afetado pelo interdiscurso, pelo jogo da repetição e do mesmo.

 

3. Memória, interdiscurso e sujeito

Sabemos que a memória - o interdiscurso - apresenta-se como um espaço móvel de divisões, de disjunções, de deslocamentos e de retomadas, lugar de conflitos e de regularização. Um espaço onde ocorrem "desdobramentos, discussões, polêmicas e contra-discursos."(Pêcheux).Gostaríamos de relacionar estas questões sobre a estruturação do discursivo como constitutivo de uma certa memória social com as linguagens documentárias utilizadas pelos indexadores como ferramenta de leitura para fins de indexação.

A sedimentação dos processos de significação se faz historicamente, produzindo a institucionalização do discurso dominante; dessa institucionalização, dirá Orlandi (1988), decorre a legitimidade, e o sentido legitimado fixa-se como centro: o sentido oficial, literal. Com efeito, quando nos deparamos com um descritor, sabemos que ele é resultado de um jogo de poder da e na linguagem, já que os sentidos têm história. O controle terminológico, a determinação dos sentidos, sua desambigüização, são mecanismos de controle dos sentidos, para que eles não sejam vulneráveis a interpretações outras que não aquelas previstas e desejadas, legitimadas por determinada comunidade. O tesauro busca o controle terminológico e a normalização da representação dos conceitos/informação de uma área de conhecimento, a partir de um conjunto de definições dos termos específicos da área considerada

A partir dessa observação e com os olhos nos exemplos das bases de dados SOCIOFILE e LILACS, constatamos que, apesar de um Thesauro poder explicitar o que é um termo X ou Y, o sujeito que indexa, mesmo fazendo uso de uma terminologia que contextualize os sentidos das palavras, continuará a ser um sujeito afetado pelo complexo das formações discursivas historicamente determinadas. Pêcheux (1990) afirma que só há a possibilidade de uma metalinguagem quando há interdição de interpretação. Orlandi (1996) dirá que esta interdição à interpretação resulta em espaços discursivos estabilizados. Do que estamos observando, sobressai a noção da metalinguagem como redutora, disciplinadora, estabilizadora de sentidos, remetendo ao que Pêcheux (1990) chamou de univocidade lógica.

 

4. Considerações finais

Tendo em vista a metáfora utilizada por Tarsky (1944) para definir metalinguagem: "Uma metalinguagem é uma linguagem que serve para falar de uma outra linguagem", isto é, uma segunda linguagem para falar da primeira linguagem e a afirmação de Rey-Debove (1978) da metalinguagem ser não somente uma construção científica mas sim a língua natural, ela mesma convertida em metalinguagem natural, podemos fazer algumas colocações apoiados no que Orlandi (1996) escreveu sobre "o modo como as palavras fazem sentido, tem a ver com a língua, com o sujeito, com a história. Não há discurso (sentido) sem sujeito e não há sujeito sem ideologia".

Na perspectiva de Orlandi (idem) os princípios da significação sempre estão presentes: nem as definições, nem a metalinguagem formal escapam desses princípios. A última das línguas é sempre ainda a linguagem natural, ou seja, a língua materna. Observa Orlandi que, para pôr a metalinguagem em funcionamento o homem se serve da língua natural. Há um gesto mínimo de interpretação do sujeito, diante de um sinal como 4, isto é, ao reconhecê-lo como um sinal que significa algo, e uma memória discursiva, num discurso específico já há a interpretação.

Observamos em nossas análises que o funcionamento da indexação, pressupondo a metalinguagem, dá lugar à imprevisibilidade, à instabilidade dos sentidos. Por decorrência, a metalinguagem não pode ser arbitrária, nem autônoma, ela não pode ser concebida, como uma relação de validade universal, pois sendo a produção de sentidos o lugar, por excelência, do mal entendido, da disputa, não cabe pressupor qualquer consenso a priori entre os protagonistas da linguagem. O que nos leva a concluir, reafirmando Pêcheux (1990), que a metalinguagem não dá conta do Outro nas sociedades e na história, dos espaços da interpretação, do real.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GARDIN, J.C. (1973) Document analysis and linguistic theory. Journal od Documentation, London, v. 29, n. 2.         [ Links ]

NEBODITY, W. (1983) La terminología y su aplicación a la clasificación, indización y preparación de resúmenes analíticos. Revista de la UNESCO de Ciencia de la Información, Bibliotecologia y Archiv, v. 5, n.4.         [ Links ]

ORLANDI, E. P. & E. GUIMARÃES. (1988) Unidade e dispersão: uma questão do sujeito e do discurso. In: Discurso e leitura. São Paulo: Cortez, Campinas: Ed. da UNICAMP.         [ Links ]

_____ (1990) Terra à vista. São Paulo: Cortez, Campinas: Ed. da UNICAMP,         [ Links ]

_____ Interpretação. Petrópolis: Vozes, 1996.         [ Links ]

PARRET, H. (1988) Pragmática. Campinas: Ed. da UNICAMP.         [ Links ]

PÊCHEUX, M. (1988) Semântica e discurso. Campinas: Ed. da UNICAMP.         [ Links ]

_____ (1990) O discurso: estrutura ou acontecimento. Campinas: Pontes.         [ Links ]

REY -DEBOVE, J. (1978) Le métalangage. Paris: Le Robert.         [ Links ]

TARSKY, A. (1944) The semantic conception of truth and the foundations of semantics. Philosophy and Phenomenological Research, 4, 341-376.         [ Links ]

 

 

1 Trabalho apresentado no Colóquio Internacional " Métalangage et terminologie", realizado em Grenoble, França, de 14 a 15 maio de 1998.

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