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Lua Nova: Revista de Cultura e Política

versão impressa ISSN 0102-6445versão On-line ISSN 1807-0175

Lua Nova  no.97 São Paulo jan./abr. 2016

https://doi.org/10.1590/0102-6445007-008/97 

Apresentação

APRESENTAÇÃO

BRUNO KONDER COMPARATO1 

1Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Paulo (NIFESP), Guarulhos, SP. Brasil. E-mail < bruno.comparato@unifesp.br >


O número 97 da revista Lua Nova se compõe de nove artigos relacionados com os temas da cidadania, dos direitos e da memória.

Num artigo sobre as visões de nação na Constituinte boliviana, Sue A. S. Iamamoto mostra como as diferentes posições ideológicas influenciaram o debate sobre o conceito de nação no país vizinho. Literalmente atravessando a fronteira, Ana Luiza Lacerda e Carlos Frederico P. S. Gama investigaram formas de violência e exclusão a que são submetidos os solicitantes de refúgio no Brasil, e sugerem, no artigo, que a nova identidade dessas pessoas, formada no encontro com a diferença, exige uma negociação constante. Ainda na temática da cidadania, embora partindo de outra perspectiva, Danila M. de Alencar Battaus e Emerson Ademir B. de Oliveira contribuem com uma reflexão sobre o direito à cidade no contexto da política urbana estabelecida na Constituição Federal de 1988 e no Estatuto da Cidade (Lei federal no 10.257, de 2001).

Em seguida, Bernardo Bianchi propõe uma discussão mais teórica sobre o conceito de revolução e sua articulação com a questão do tempo histórico, tomando por base o pensamento utópico liberal de Sieyès. No seu artigo sobre poder e direito em Foucault, Josué Pereira da Silva propõe uma releitura da obra Vigiar e punir, que permanece atual após quatro décadas da sua publicação. Rafael Lazzarotto Simioni também se apoia nos escritos de Foucault e os confronta com o pensamento de Niklas Luhmann para refletir sobre a articulação entre os conceitos de arquivo, história e memória. A reflexão sobre a memória também está no centro da contribuição de Cristiano Paixão e Giovanna Maria Frisso, que, a partir da discussão da memória do holocausto, esperam que o debate atual sobre a memória do período ditatorial no Brasil possa contribuir para a democracia do país. Frederico de Almeida se baseia em evidências empíricas sobre as elites jurídicas brasileiras para elucidar as relações existentes entre o campo jurídico e o campo do poder.

Por fim, André Botelho e Maurício Hoelz argumentam no seu artigo sobre Mário de Andrade que é a ideia de sacrifício que melhor permite articular as diferentes dimensões entre a trajetória e a obra do líder modernista.

Todos os artigos foram enviados espontaneamente por seus autores e receberam uma avaliação positiva dos nossos pareceristas, a quem muito agradecemos.

Temos também o prazer de anunciar três mudanças importantes que certamente vão contribuir bastante no sentido de tornar a revista Lua Nova mais afinada com os tempos atuais. A primeira delas é que, a partir do próximo número, a revista passará a ser editada com o apoio da plataforma eletrônica do Sistema SciELO de Publicação, que confere maior transparência e agilidade aos editores e permite aos autores acompanhar mais de perto o processo de submissão e edição de seus textos. A segunda grande mudança é que já neste número a revista Lua Nova deixa de ter sua versão impressa e passa a ser veiculada apenas no formato digital, podendo ser acessada pelo portal do Cedec ou pelos portais da SciELO e da Capes. Por fim, para nos ajudar a enfrentar os novos desafios que incluem a necessidade de aumentar a sua interlocução internacional, a revista Lua Nova agregou um novo integrante em seu comitê de redação, Pedro Meira Nascimento, professor na Universidade de Princeton. Além disso, Bruno Konder Comparato passa a ser o editor no lugar de Rossana Rocha Reis, a quem muito agradecemos. Ambos continuam no Comitê de Redação junto com Elide Rugai Bastos.

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