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Lua Nova: Revista de Cultura e Política

versão impressa ISSN 0102-6445versão On-line ISSN 1807-0175

Lua Nova  no.101 São Paulo mai./ago. 2017

https://doi.org/10.1590/0102-007008/101 

APRESENTAÇÃO

APRESENTAÇÃO

Bruno Konder Comparato1 

1Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Guarulhos, SP. Brasil. E-mail <bruno.comparato@unifesp.br>


O número 101 da revista Lua Nova se inicia com um dossiê que marca os 100 anos da Revolução Russa de 1917 e aborda temas como comunismo, democracia e direitos. Embora já tenham sido muito tratados em outros periódicos da área de Ciências Sociais, e já tenhamos publicado um dossiê sobre os 90 anos da Revolução Russa - no número 75 de Lua Nova, resultado de um seminário internacional promovido em novembro de 2007 pelo Cedec, pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo -, o assunto está longe de ter sido completamente explorado.

Trazemos aqui quatro artigos que apresentam aspectos e visões pouco usuais sobre o pensamento marxista e o impacto da Revolução Russa no debate intelectual e político brasileiro. No primeiro deles, Petrônio Domingues apresenta as reviravoltas da candidatura do comunista Minervino de Oliveira em 1929, o primeiro negro a disputar a presidência da República. Em seguida, Marco Paulo de Lucca-Silveira discute os dilemas da adesão à democracia por intelectuais comunistas brasileiros liderados por Carlos Nelson Coutinho nas décadas de 1970 e 1980. Justamente o pensamento de um dos intelectuais desse grupo, Leandro Konder, é abordado no terceiro artigo, de autoria de André Luis de Oliveira Mendonça e Katia Reis de Souza, que destacam a relevância e atualidade da concepção de dialética desse autor para compreendermos o atual avanço da direita no mundo. Por fim, um artigo de Alysson Leandro Mascaro fecha o dossiê com uma crítica marxista aos direitos humanos, afirmando que, para realizar o conteúdo neles prescrito, a sua forma de existência jurídica teria de ser destruída.

No quinto artigo, Daiane Eccel explora as cartas trocadas entre Hannah Arendt e Eric Voegelin e argumenta que são decisivas para esclarecer as posições de ambos no debate teórico sobre o totalitarismo. E para discorrer sobre os domínios da força, reunimos, em sequência, três artigos sobre a temática do Estado. Em “Fracasso estatal e soberania”, Cristiano Garcia Mendes e Aureo de Toledo Gomes discutem a construção discursiva dos Estados falidos na política externa estadunidense. No artigo subsequente, Oscar Medeiros Filho discute os desafios da construção de uma identidade regional de defesa para a América do Sul. O terceiro artigo desta série, o oitavo deste número, de autoria de Mário Henrique Castro Benevides, aborda a ação discursiva do Estado no Brasil a partir dos conceitos de desenvolvimento, regionalização e poder.

Por fim, este número se encerra com uma reflexão de Ana Rodrigues Cavalcanti Alves e Louise Claudino Maciel sobre as contribuições teóricas de Georg Simmel e Norbert Elias para a constituição de uma sociologia do indivíduo a partir do conceito de individualidade.

Todos os artigos foram enviados espontaneamente por seus autores e avaliados por pareceristas, a quem muito agradecemos.

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