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ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo)

Print version ISSN 0102-6720

ABCD, arq. bras. cir. dig. vol.25 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-67202012000100003 

ARTIGO ORIGINAL

 

Colonoscopias realizadas por médicos residentes em hospital universitário: análise consecutiva de 1000 casos

 

 

João Batista de Sousa; Silvana Marques e Silva; Maria Bianca de Lacerda Fernandes; Antonio Carlos dos Santos Nobrega; Romulo Medeiros de Almeida; Paulo Gonçalves de Oliveira

Serviço de Coloproctologia, Hospital Universitário de Brasília, Brasília, DF, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

RACIONAL: A colonoscopia tem indicação para diagnóstico em pacientes sintomáticos e é eficaz no rastreamento e vigiância de pacientes assintomáticos. Tem potencial terapêutico em diversas situções, principalmente na remoção das lesões polipóides. A proficiência e a competência do endoscopista é o esteio para o sucesso da colonoscopia diagnóstica e terapêutica.
OBJETIVO: Analisar as indicações, os achados diagnósticos, e as complicações de colonoscopias realizadas por médicos residentes em um hospital universitário.
MÉTODOS: Foram avaliadas 1.000 colonoscopias consecutivas realizadas por residentes de quarto ano, sob supervisão direta de colonoscopistas experientes. Foram obtidas informações sobre os dados demográficos dos pacientes, o preparo intestinal, as indicações para o procedimento, o sucesso do procedimento, os achados diagnósticos e as complicações.
RESULTADOS: Foram examinados total de 596 (59,6%) mulheres e 404 (40,4%) homens. A idade variou de três a 99 anos (média 53,8). O preparo intestinal foi realizado com solução de manitol a 10% em 978 pacientes (97,8%), sendo considerada adequada em 97,6% dos casos. Principais indicações foram: diagnóstico (56,4%), terapêutica (9,6%), rastreamento (17,3%) e vigilância (22%). Taxas de intubação do ceco e válvula ileocecal foram 90,3 e 58,6%, respectivamente. A colonoscopia foi normal em 45,8% dos casos. O diagnóstico mais comum foi diverticulose (18,5%), seguido por pólipos (17%) e neoplasias (6,8%). Achados consistentes com um processo inflamatório foram identificados em 122 pacientes (12,2%) e anomalias vasculares foram detectadas em 11 pacientes (1,1%). Outros diagnósticos representaram 3,9% dos casos. Houve dois casos (0,2%) de complicações (hematoma e hemorragia submucosa), ambos após polipectomia, sem necessidade de intervenção cirúrgica.
CONCLUSÃO: Os residentes sob supervisão e orientação de especialistas podem realizar colonoscopias com excelente resultado, baixo índice de complicações e com dados finais comparáveis aos obtidos por endoscopistas experientes.

Descritores: Competência profissional. Endoscopia. Colonoscopia.


 

 

INTRODUÇÃO 

O termo endoscópio vem do grego endon (interior) e skopein (vista)9. A colonoscopia flexível, começou com a introdução de instrumentos semi-rígidos e flexíveis para exame endoscópico do trato gastrointestinal. Em 1954, Hopkins e Kapany descreve o uso de um endoscópio flexível15, mas foi só em 1969 que a colonoscopia de fibra ótica foi introduzida para o exame do íleo terminal, cólon e reto.

A colonoscopia se destaca como um dos métodos de triagem mais abrangentes para a doença colorretal. Este método pode detectar alterações na mucosa, com maior sensibilidade e especificidade que o enema baritado29. As principais indicações para a realização de exame endoscópico do cólon incluem melhor avaliação de alterações observadas no exame de contraste ou outros exames de imagem, a investigação da causa de sangramento gastrointestinal, anemia por deficiência de ferro, diarréia de origem desconhecida, e detecção e acompanhamento de pacientes com câncer colorretal ou doença inflamatória do intestino1. Terapêutica comum nos meios endoscópicos incluem polipectomia, dilatação com balão de estenoses, e cuidados paliativos do câncer6. Preparo intestinal adequado é um pré-requisito para colonoscopia de qualidade boa e segura.

As principais complicações relatadas são hemorragia (geralmente secundária a procedimentos invasivos), perfuração e alterações cardiopulmonares associadas à sedação. Outras complicações incluem explosão durante a colonoscopia com eletrocautério, abscesso retroperitoneal, pneumotórax, obstrução colônica, bacteremia e infecções.

O exame colonoscópico pode ser procedimento tecnicamente difícil e a sua eficácia depende de variáveis tais como a capacidade do examinador, a qualidade da preparação do intestino e desconforto abdominal5. A qualidade de um serviço no tratamento do câncer colorretal pode ser avaliada com base nos resultados finais da colonoscopia23. Estudos sugerem que colonoscopistas adequadamente treinados devem atingir, pelo menos, uma taxa de 90% de acesso cecal.

Este estudo teve como objetivo relatar a experiência de um serviço de cirurgia colorretal no desempenho das colonoscopias realizadas por médicos residentes, traçar o perfil epidemiológico dos pacientes, as indicações para o procedimento, o sucesso do procedimento, os resultados principais e as taxas de complicações. 

 

MÉTODOS

Um total de 1.000 colonoscopias consecutivas realizadas por médicos residentes foram analisadas. Os exames foram realizados no centro de endoscopia no Hospital Universitário de Brasília, Brasília, DF, Brasil, por médicos residentes do 4 º ano sob supervisão direta de médicos especialistas, com experiência em endoscopia colorretal. Todos os residentes foram incluídos em um programa de residência de quatro anos, com foco em cirurgia geral durante os primeiros dois anos e em cirurgia colorretal, incluindo a formação endoscópica, nos últimos dois anos. Foram analisados os dados do paciente, demografia, a qualidade do preparo intestinal, as indicações para o procedimento, o sucesso do procedimento, achados endoscópicos e complicações relacionadas aele.

Midazolam (3 a 5 mg), com ou sem meperidina intravenosa (30 a 50 mg), foi utilizado para a sedação. Colonoscópios equipados com uma videocâmara (Olympus ® e Fujinon ®) foram utilizados para explorar o cólon. 

 

RESULTADOS

A idade da população do estudo variou de três a 99 anos, com média de 53,8. foram examinados. Foi examinado um total de 596 (59,6%) mulheres e 404 (40,4%) homens. O preparo foi realizado com solução de manitol a 10% em 978 (97,8%) dos pacientes. Outros agentes de limpeza incluíram lactulose e solução contendo polietilenoglicol. A limpeza para exame endoscópico foi considerada excelente pelo examinador em 8,7% dos casos, boa em 76,3%, regular em 12,6% e ruim em 2,4%.

As principais indicações para a realização das colonoscopias estão listados na Tabela 1.

 

 

O ceco foi alcançado em 90,3% dos casos e a válvula íleocecal em 58,6% dos pacientes.

Colonoscopia normal foi relatada em 45,8% dos casos. Diverticulose foi detectada em 18,5% dos pacientes onde 51,4% deles tinham doença segmentar e 48,6% doença difusa.

Pólipos foram identificados em 17,0% e doenças malignas em 6,8%. Os principais locais afetados são descritos na Tabela 2.

 

 

Alterações inflamatórias foram diagnosticadas em 12,2% dos casos. Destes, 20,4% apresentavam proctite; 18,8% ileíte; 18,8% pancolite; 17,2% colite; e 14,4% proctocolite. Outras foram verificadas em 5%, incluindo anormalidades vasculares e lipomas.

Complicações foram observadas em dois pacientes, ambos após polipectomia: um caso de hematoma submucoso e um caso de sangramento no pólipo pediculado. Nenhum necessitou intervenção cirúrgica. 

 

DISCUSSÃO 

A utilização da colonoscopia foi bem estabelecida para o diagnóstico e tratamento das doenças colorretais desde a sua primeira descrição em 1970 por Wolff e Shinya.  Ela tornou-se o método de escolha para a avaliação de pacientes com sinais e sintomas sugestivos de doença do cólon, sendo considerada o exame mais preciso para detectar o câncer colorretal28.

Precisão do diagnóstica e segurança terapêutica dependerá da qualidade do preparo intestinal26. Preparação inadequada está associada com maior duração do procedimento3, com aumento do risco de alterações não percebidas11, com incapacidade de concluir o procedimento, e outras consequências, tais como perfuração de cólon14.

A solução ideal para preparação do intestino ainda tem de ser definida. O agente de limpeza deve ser capaz de remover completamente o material fecal sólido e líquido, sem danos para a mucosa do cólon, ser fácil de administrar, bem tolerada pelos pacientes e sem efeitos adversos ou distúrbios hidroeletrolíticos26. No Brasil, a solução de manitol tem sido amplamente utilizada para a limpeza do cólon, sendo assim o agente de escolha na maioria dos centros. No presente estudo, o preparo intestinal foi considerado adequado para colonoscopia em 97,6% dos casos e insuficiente em apenas 2,4%. Hendry et al.14, em um estudo prospectivo, descreveram taxa de 16,9% de má preparação, com consequente aumento nos custos totais.

Wexner28 em 13.580 colonoscopias, relata procedimentos para diagnóstico em 62,4% e terapêutico em 37,6%.  A análise desta série apresentou 54,4% e 9,6%, respectivamente. Vale ressaltar que nesse estudo foi considerado como indicação terapêutica apenas os exames em que essa necessidade foi previamente estabelecida.

A colonoscopia é procedimento operador-dependente que varia de acordo com a experiência do endoscopista23.  A taxa de intubação cecal pode ser usada como medida de qualidade da colonoscopia12. Revisão realizada no Reino Unido4 relatou taxa de conclusão de 77,1% para o ceco, enquanto que Nahas et al.18 avaliando 2.567 colonoscopias descreveram 93,95% de acesso ao ceco. Resultados semelhantes foram obtidos por Thomas Gibson23 e Sieg et al.21, que relataram taxas de intubação cecal de 93% e 97%, respectivamente. Wexner28 descreveu exame completo em 92%, e atribuiu a colonoscopia incompleta nos demais à dor intestinal, má preparação, procedimentos abdominais ou ginecológicos anteriores, estenoses ou lesões obstrutivas, redundância do cólon e doença diverticular extensa. De acordo com Clark et al.8, a intubação ileal e biópsia permanece como a maneira mais confiável para demonstrar a conclusão da colonoscopia; colonoscopistas, portanto, devem procuram dominar essas habilidades. Neste estudo, o ceco foi alcançado em 90,3% dos exames e íleo terminal em 58,6%.

Na presente análise, 45,8% dos exames foram normais. As alterações mais comuns foram diverticulose (18,5%) e pólipos (17%). Nahas et al.18 relatou taxa de 42,4% da colonoscopias normais, 15,7% de pólipos e 12,8% de doença diverticular.

Apenas dois pacientes tiveram complicações nesta série (0,2%), com um caso de hematoma submucosa e um de hemorragia (0,1%) em pólipo pedículo. Sangramento e perfuração são as complicações mais comuns que ocorrem após a polipectomia endoscópica, sendo responsável em geral por 2% e 0,5% dos casos, respectivamente29. Em 1975, Overholt20 comenta 15 estudos, envolvendo a remoção de 3793 pólipos e encontrou sangramento em 0,9%, perfuração em 0,23%, laparotomia em 0,31% e mortalidade de 0,03%. Em pesquisa realizada pela Sociedade Americana de Endoscopia2 avaliando 25,298 colonoscopias, o sangramento ocorreu em 0,9% e perfuração em 0,2% dos casos.  Após polipectomia (n=6214), estas taxas foram de 1,7 e 0,32%, respectivamente. Clark et al.8 relataram sangramento em 0,2% e perfuração em 0,1%, com risco aumentado de hemorragia quando a colonoscopia era terapêutica e realizada por endoscopistas inexperientes.  Wexner et al.27 avaliando 2,069 colonoscopias mostrou hemorragia em 0,097% e perfuração em 0,145% dos casos.Em outro estudo28, o mesmo autor relatou sangramento em 0,07% e perfuração em 0,07%, com correção cirúrgica em 0,05% dos casos. Habr-Gama e Waye13 mostraram perfuração em 0,17% e sangramento em 0,03% dos pacientes submetidos à colonoscopia diagnóstica e 0,3% e 1,4% para colonoscopia terapêutica, respectivamente. Vernava e Longo24 relataram sangramento entre 0,2% e 3%, e perfuração entre 0,5% a 3% dos casos.

MacRae et al.17 e Ettersperger10 publicaram mortalidade de 0,06 e 0,3%, respectivamente. Habr-Gama e Waye13 referem mortalidade de 0,02% e 0,03% para colonoscopia diagnóstica e terapêutica, respectivamente. Wexner et al.27, Clark et al.8, e Nahas et al.18 relataram mortalidade de zero, o que é consistente com os resultados aqui apresentados. Estes achados endoscópicos foram semelhantes aos previamente relatados na literatura. As colonoscopias foram realizadas com sucesso e com baixos índices de complicações. 

 

CONCLUSÃO

Os residentes sob supervisão e orientação de especialistas podem realizar colonoscopias com excelente resultado, baixo índice de complicações e com dados finais comparáveis aos obtidos por endoscopistas experientes.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência:
João Batista de Sousa
e-mail: sousajb@unb.br

Fonte de financiamento: não há
Conflito de interesses: não há

 

 

Trabalho realizado no Serviço de Coloproctologia, Hospital Universitário de Brasília, Brasília, DF, Brasil.