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ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo)

Print version ISSN 0102-6720

ABCD, arq. bras. cir. dig. vol.25 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-67202012000100009 

ARTIGO ORIGINAL

 

Incidência da deficiência de vitamina B12 em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica pela técnica Fobi-Capella (Y-de-Roux)

 

 

Iara Ribeiro Carvalho; Izabella Tesoto Loscalzo; Mayteé Fernandes Borges de Freitas; Regina Esteves Jordão; Tatiane de Cássia Friano

Departamento de Alimentos e Nutrição da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

RACIONAL: Os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica podem desenvolver, ao longo do tempo, algumas complicações e a anemia é quadro importante decorrente da ressecção gástrica, levando à deficiência de ferro, ácido fólico ou vitamina B.
OBJETIVO: Verificar a incidência da deficiência de vitamina B12 e comparar dados antropométricos e bioquímicos do pré e pós-operatório (seis meses), em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica Fobi-Capella (Y de Roux).
MÉTODOS: Análise retrospectiva e descritiva de 91 prontuários de pacientes submetidos à operação. Foram coletadas informações pessoais, data do procedimento e valores do pré e pós-operatório (seis meses), redução de peso, co-morbidades, colesterol, triglicérides, glicemia, vitamina B12, hemoglobina e hematócrito. Para análise estatística foi utilizado nível de significância de 5% (p< 0,05).
RESULTADOS: Verificou-se que houve redução de peso de 25,0% em relação ao valor pré-operatório e a média do IMC foi de 41,2±4,89 Kg/m2 para 30,7±3,98 Kg/m2. As co-morbidades mais encontradas foram dispnéia (93,4%), doenças da coluna (61,5%), doença do refluxo gastroesofágico (57,1%) e apnéia do sono (42,9%). Em relação aos exames bioquímicos de colesterol, triglicérides e glicemia, verificou-se efeito positivo, alterando de 240,2±36,1 para 162,5±19,1, 215,7±78,1 para 101,0±21,3 e 178,7±55,0 para 96,8±15,3 (mg/dL), respectivamente. Quanto à vitamina B12, hemoglobina e hematócrito, não se encontrou nível de significância estatística em relação à deficiência do pré para o pós-operatório, entretanto, pôde-se observar diminuição dos níveis de vitamina B12 em 43 pacientes (47,2%).
CONCLUSÃO: A deficiência de vitamina B12 após seis meses do pós-operatório não pôde ser observada, o que pode ser atribuído ao uso de suplementação ou pouco tempo de seguimento.

Descritores: Obesidade mórbida. Cirurgia bariátrica. Deficiências nutricionais. Deficiência de vitamina B12.


 

 

INTRODUÇÃO

A obesidade é uma doença crônica, não contagiosa que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura corporal8. Está relacionada ao aumento do índice de mortalidade e acompanha múltiplas complicações, tais como diabete melito, hipertensão arterial, dislipidemias, doenças cardiovasculares e câncer7.

A cirurgia bariátrica como opção para o tratamento da obesidade é procedimento invasivo utilizado para reduzir a quantidade de alimento que entra ou que é absorvido no trato gastrointestinal16 e tem como principais benefícios a perda e manutenção do peso, controle das doenças associadas e consequente melhora da qualidade de vida26.

A técnica do by-pass gástrico de Fobi-Capella (em Y-de-Roux) tem mostrado melhores resultados em 24 meses após o procedimento10,12,24. Além disso, é utilizada mundialmente, sendo considerada padrão-ouro11.

Os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica podem desenvolver, ao longo do tempo, complicações como anorexia, diarréia e síndrome de dumping. Ao longo do tempo, aparecem complicações tardias, como, por exemplo, úlceras, osteoporose, desnutrição protéico-calórica, absorção comprometida de cálcio, ferro e vitaminas19,26. Além dessas, a anemia é quadro importante e decorrente da ressecção gástrica levando à deficiência de ferro, ácido fólico e vitamina B1219.

Diversos estudos3,21,22,25 têm demonstrado alta incidência de deficiência de vitamina B12 no período de um a nove anos, em pacientes submetidos à esta técnica.

Tendo em vista a falta de dados no período de seis meses de pós-operatório foi considerado de interesse estudar a deficiência desta vitamina e verificar a redução das co-morbidades associadas à obesidade.

 

MÉTODOS

O protocolo de trabalho desse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Paulista- UNIP em 12/06/2008 sob nº 064/08. Foi autorizado pelo CEP a não utilização do termo de consentimento livre e esclarecido, devido a se tratar de levantamento de prontuário clínico.

Foram analisados retrospectiva e descritivamente os prontuários de pacientes adultos (>18 anos), submetidos à cirurgia bariátrica pela técnica de Fobi-Capella em Y-de-Roux, na Clínica Concon, situada na cidade de Valinhos, SP, Brasil. A coleta dos dados foi realizada em visitas à clínica realizadas no seguimento pós-operatório.

Durante o levantamento dos prontuários foram coletadas variáveis como: nome, idade, sexo, número do prontuário, data da operação, co-morbidades associadas, valores do pré e seis meses de pós-operatório dos exames bioquímicos, dentre eles hemoglobina, hematócrito, glicemia de jejum, colesterol total, triglicérides e níveis séricos de vitamina B12 e ainda dados antropométricos (peso e altura), para o cálculo do índice de massa corporal (IMC), para verificação do estado nutricional antes e após a operação.

Foram excluídos do estudo aqueles pacientes submetidos a outras técnicas cirúrgicas, os que não possuíam pelo menos um exame bioquímico delineado para este estudo no pré e pós-operatório, mulheres no pós-parto e pacientes com algum tipo de transtorno mental, que pudessem influenciar nos resultados desta pesquisa.

Os valores de referência dos exames bioquímicos, utilizados como ponto de corte, foram valores abaixo de 200 mg/dl para colesterol total, <150 mg/dl para triglicérides, >126 mg/dl para glicemia caracterizando diabete melito e >100 mg/dl e <125 mg/dl para intolerância à glicose, e, para mulheres <12 g/dl de hemoglobina e <37% de hematócrito, e para homens <13 g/dl hemoglobina e <45% hematócrito. Para vitamina B12 utilizou-se o valor de <250 mg/dl como referência2.

Para armazenamento dos dados foi utilizado o programa Epiinfo versão 3.5.1. Aplicou-se o teste de Mcnemar/Stuart-Maxwell para avaliar as mudanças ocorridas no pós-operatório, segundo os parâmetros analisados, considerando nível de significância estatística de 5% (p<0,05). Na análise estatística dos dados foi utilizado o software SAS System for Windows (Statistical Analysis System), versão 9.1.3.

 

RESULTADOS

Os prontuários dos pacientes que foram submetidos à cirurgia no período delineado, totalizaram 133 sendo que 13 não foram localizados e 29 excluídos, por obedecerem aos critérios de exclusão. Foram analisados 91 prontuários, sendo 84,6% mulheres e 15,4% homens com média de idade de 39,0 ± 10,1 anos.

Analisando os dados de peso, observou-se que em relação à perda houve redução média de 25,0% em relação ao pré-operatório no período de seis meses.

Na análise dos valores de peso e IMC pré e pós-operatório, nota-se redução média de 41,2 kg/m2 para 30,7 kg/m2 em seis meses. Valores relativos ao peso e índice de massa corporal pré e seis meses de pós-operatório foram: 1) peso (Kg): pré-operatório 79,4 - 170,6 (110,7±18,8) e em seis meses: 59,5 - 142,3 (82,6±15,2); 2) IMC (Kg/m2): pré-operatório 32,2 - 58,3 (41,2±4,89) e em seis meses: 24,3 - 42,1 (30,7±3,98).

A Figura 1 representa a evolução do IMC, ilustrando a porcentagem de pacientes que apresentavam valores >35 kg/m2 e <35 kg/m2 antes e após a operação, no qual se observa a redução do excesso de peso após seis meses da operação.

 

 

Na Tabela 1 estão descritas as co-morbidades relatadas pelos pacientes no pré-operatório.

 

 

Em relação aos dados do perfil lipídico, na Tabela 2 pode-se observar que 40,7% dos pacientes estavam com níveis de colesterol total aumentados no período pré-operatório, sendo que destes permaneceram alterados apenas 7,7%, redução de 81,1% com diferença significativa (p<0,0001).

 

 

Quanto ao valor de triglicérides no período pré-operatório 51,6% dos pacientes encontravam-se com níveis séricos aumentados, permanecendo alterados, no período pós-operatório 7,7%, mostrando redução média de 215,7 mg/dL para 101,0 mg/dL.

Para avaliar os dados de hemoglobina e hematócrito foi considerado como possível deficiência nutricional a redução dos níveis em conjunto (Tabela 4); observa-se na análise dos dados que houve aumento do número de pacientes que apresentaram valores reduzidos seis meses após a operação em relação ao pré-operatório. Na Tabela 4 mostra população que já apresentava anemia no período pré-operatório (8,8%).

 

 

 

 

Conforme mostra a Tabela 5, pode-se verificar que no período pré-operatório 23,1% dos pacientes estavam com níveis séricos de vitamina B12 reduzidos e observou-se que 76,9% dos que apresentavam níveis normais no pré-operatório, após seis meses 15,4% passaram a ter valores abaixo dos normais. Setenta pacientes que estavam com os níveis séricos normais, após seis meses 14 tinham deficiência; dos 21 que estavam alterados no pré-operatório, 15 ficaram normais no pós-operatório e seis mantiveram-se alterados. Demonstra-se diminuição dos níveis séricos desta vitamina em 43 (47,2%) dos pacientes, com média dos valores de 509,6±330,2 mg/dL no pré passando para 298,2±148,4 mg/dL após seis meses. Os valores encontrados não foram estatisticamente significantes devido à exclusão do fator tempo pós-cirúrgico.

 

 

DISCUSSÃO

Em relação à perda de peso houve redução média de 25,0% em relação ao pré-operatório no período de seis meses. O resultado encontrado condiz com o estudo de Garrido13, que avaliou a perda ponderal de pacientes que foram submetidos à mesma técnica cirúrgica avaliada nesta pesquisa, no qual encontrou média de 27,0% neste mesmo período. Porém, Valezi29 em seu trabalho que analisou 250 pacientes obesos mórbidos que foram submetidos à mesma operação, observou perda de peso média de 35,0% a 40,0% do peso pré-operatório após 12 a 24 meses. Com esses dados, é possível notar que a redução do peso é maior no período inicial pós-cirúrgico, tendendo à perda mais lenta após alguns meses.

O peso e IMC pré e pós-operatórios, tiveram redução média de 41,2 kg/m2 para 30,7 kg/m2. Este resultado está de acordo com Santos23 que avaliou 15 pacientes antes e seis meses após operá-los com esta técnica e obteve redução média de 55,1 kg/m2 para 39,7 kg/m2.

As co-morbidades relatadas pelos pacientes no pré-operatório segundo Valezi29 foram artropatia, hipertensão arterial e diabete melito. A perda de peso que se segue à cirurgia bariátrica é acompanhada por melhora acentuada da maioria das co-morbidades relacionadas à obesidade (diabete, intolerância à glicose, hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia).

Em relação aos dados do perfil lipídico segundo o estudo de White30 foi verificado que sua amostra tinha 73,0% de hipercolesterolemia no pré, sendo que destes, 33,0% normalizaram no pós-operatório. Estes dados também foram encontrados na presente pesquisa.

Quanto ao valor dos triglicerídeos no período pré-operatório, 51,6% dos pacientes deste estudo encontravam-se com níveis séricos aumentados, permanecendo 7,7% alterados no período pós-operatório, mostrando redução média de 215,7 mg/dL para 101,0 mg/dL. Segundo Carvalho6, estes níveis apresentaram queda de 49,2% em comparação aos valores iniciais, atingindo média de 111,4 mg/dL após seis meses do pós-operatório.

A obesidade tem forte efeito no metabolismo das lipoproteínas, sendo que o peso elevado é um determinante de altos níveis lipídicos15. Metanálise avaliando o efeito da perda de peso sobre os níveis plasmáticos de lipídeos em indivíduos obesos com elevadas concentrações de lipoproteínas indicou que para cada um quilo de perda de peso, o colesterol total reduziu em 2,0 mg/dL e os níveis de triglicerídeos em 0,6 mg/dL, o que sustenta o efeito benéfico da perda de peso sobre o perfil lipídico9.

Possível explicação para a melhora da glicemia seria a imediata e severa privação de nutrientes que ocorre após a operação6. De acordo com Carvalho6, que estudou 47 pacientes obesos submetidos à esta operação, onde 15 apresentavam diabete e cinco intolerância a glicose. Após um ano de operados, os 20 pacientes apresentaram níveis normais de glicemia de jejum e hemoglobina glicosilada (Tabela 3).

A hemoglobina desempenha papel fundamental na ligação do oxigênio às células vermelhas na circulação, e o hematócrito é a percentagem de sangue que é ocupado pelas células vermelhas. Concentrações reduzidas irão indicar anemia que poderá se manifestar pela deficiência avançada de ferro dietético, mas também por perda sanguínea mesmo na ausência de deficiências de ferro27. Os dados de hemoglobina e hematócrito foram coletados para verificar a possível deficiência de vitamina B12 que está ligada à diminuição de seus níveis séricos. Para avaliar esses dados foi considerado como possível deficiência nutricional a redução dos níveis deles em conjunto, mostrando aumento do número de pacientes que apresentaram valores reduzidos seis meses após a operação em relação ao pré-operatório. No estudo de Santos23 que analisou 15 pacientes após seis meses, todos permaneceram dentro dos valores normais de referência, sem o diagnóstico de anemia e Rhode22 demonstrou prevalência de anemia de 37,0% durante período de 20 meses pós-operatório, sendo mais frequente entre as mulheres. Neste mesmo estudo foi demonstrado deficiência de ferro em 47,0% dos pacientes estudados. Esta casuística já apresentava anemia no período pré-operatório em 8,8%1.

Segundo Paniz18, os testes para diagnosticar deficiência de vitamina B12 variam largamente no que diz respeito à sensibilidade e à especificidade. Dessa forma, muitas dificuldades diagnósticas laboratoriais têm sido encontradas e ainda não se estabeleceu consenso para um teste que fosse considerado padrão-ouro para o diagnóstico dessa deficiência.

A acidez e hidrólise péptica ajudam a liberar a vitamina ligada ao alimento. No duodeno essa se liga ao fator intrínseco (liberado pelas células parietais). O complexo fator intrínseco-vitamina B12 é então absorvido no íleo terminal. Depois da operação de Fobi-Capela, mais que 30,0% dos pacientes podem desenvolver deficiência dentro de um e nove anos17. Possíveis fatores que contribuem para essa deficiência incluem acloridria, reduzido consumo de B12 devido à intolerância aos alimentos de principal fonte (carne e leite) e redução na secreção do fator intrínseco necessário a sua absorção25.

Nesta casuística no período pré-operatório, 23,1% dos pacientes estavam-se com níveis séricos de vitamina B12 reduzidos. Observou-se que 76,9% dos que apresentavam níveis normais no pré-operatório, após seis meses, 15,4% passaram a ter valores abaixo dos considerados normais. Segundo Batista1, o déficit nutricional que acarreta esta situação pode ser justificado pela falta de alimentação balanceada no período pré-operatório. Há consumo excessivo de alimentos pobres em nutrientes causando quadro de deficiência nutricional.

Em estudo realizado por Brolin3 observou-se que a suplementação de multivitamínicos reduziu a incidência de deficiência de ácido fólico, mas não preveniu a deficiência de ferro e vitamina B12. Este mesmo estudo, demonstrou deficiência de vitamina B12 em 15,4% dos pacientes após oito meses da realização da operação. Esta redução normalmente desenvolve-se após o primeiro ano pós-cirúrgico, mas também pode aparecer antes dos primeiros seis meses3,5.

Na literatura, a prevalência da deficiência da vitamina B12 é estimada entre 12,0% e 70,0%, e ocorre na maioria das vezes após o primeiro ano após Fobi-Capela3,22. Em termos globais, nos estudos que avaliaram 957 pacientes, a frequência estimada foi de 25,0% nos primeiros dois anos14. A incidência aumenta mais tarde, para cerca de 36,0% a 70,0%4. O déficit menor no primeiro ano pode ser explicado pelas reservas deste micronutriente (2000mg) em comparação com as necessidades diárias (2-3mg/dia). Alguns casos de anemia megaloblástica foram relatados, mas são raros. Dos cerca de 350 pacientes, apenas 0,8% apresentaram anemia e macrocitose sem nenhum desenvolvimento da anemia megaloblástica3.

As necessidades diárias de vitamina B12 são de 2,4 micrograma/dia e a quantidade ofertada na maioria dos multivitamínicos para adultos é de aproximadamente 6 mcg. Não é uma quantidade adequada para a manutenção de níveis normais após a operação5. A correção de baixos níveis séricos desta vitamina são atingidos com a oferta de 350 a 500 mcg/dia, na sua forma cristalina administrada por via sublingual ou por meio de 100 mcg via intramuscular quando a via oral não é eficaz22,17. Não há recomendação específica para vitamina B12, porém recomendações publicadas propõem a suplementação de 500 a 600 mcg/dia nos multivitamínicos ou 25.000 UI na forma sublingual20.

 

CONCLUSÕES

A deficiência de vitamina B12 após seis meses não pôde ser observada, o que pode ser atribuído ao pouco tempo pós-cirúrgico avaliado e/ou influência do uso de suplementação. A operação tem efeito positivo nos parâmetros de colesterol, triglicérides e glicemia, porém tende a provocar déficits nutricionais importantes que podem levar à deficiência de vitamina B12 em maior longo prazo.

 

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Correspondência:
Adriana Matheus de Oliveira Bondezan
e-mail: itesoto@fea.unicamp.br

Fonte de financiamento: não há
Conflito de interesses: não há

 

 

Trabalho realizado no Departamento de Alimentos e Nutrição da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, Brasil.