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ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo)

Print version ISSN 0102-6720

ABCD, arq. bras. cir. dig. vol.25 no.2 São Paulo Apr./June 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-67202012000200007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Fatores associados com a gastrite crônica em pacientes com presença ou ausência do Helicobacter pylori

 

 

Lissa Chamse DdineI; Charif Chamse DdineI; Cíntia Corte Real RodriguesI; Vanessa Ramos KirstenII; Elisângela ColpoII

ICurso de Nutrição do Centro Universitário Franciscano - UNIFRA, Santa Maria, RS
IICurso de Nutrição Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA, Itaqui, RS, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

RACIONAL - A gastrite crônica é inflamação da mucosa ômago, que tem como principal fator etiológico o Helicobacter pylori.
OBJETIVO - Verificar fatores associados com a gastrite crônica em pacientes com presença e ausência do H. pylori, visando obter maior conhecimento sobre os fatores etiológicos, manifestações clínicas, hábitos alimentares e de vida nesses pacientes.
MÉTODOS - Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo com dados de prontuário de pacientes com gastrite crônica atendidos em ambulatório. A pesquisa foi realizada por meio de um questionário que investigava fatores etiológicos da gastrite crônica, bem como as manifestações clínicas das doenças, os hábitos alimentares e de vida, entre outros. Endoscopia digestiva e pesquisa do H. pylori foi a forma de diagnóstico da gastrite crônica. Para análise estatística foi utilizado o teste qui-quadrado.
RESULTADOS - Dos 94 pacientes avaliados a maioria era sintomático, apresentando pirose, eructações, dor epigástrica, plenitude gástrica e náuseas. Em 56,6% (n=54) dos individuos foi detectada a presença da bactéria e em 43,6% (n=40) não foi achado fator etiológico específico. Os resultados que se mostraram significativos foram em relação à distensão abdominal e refluxo gastroesofágico, observando-se aumento desses fatores em pacientes que tinham a bactéria. Além disso, tornou-se evidente que além do H. pylori outros fatores estão relacionados com a gastrite crônica como: utilização de medicamentos, tabaco, álcool e pacientes que apresentavam hábitos alimentares com alimentação inadequada, realização de refeições rápidas, e dialogar durante as refeições. Também foram verificados estarem relacionados ansiedade, estresse e doenças associadas que pudessem aumentar a secreção ácida.
CONCLUSÃO - Vários fatores etiológicos oriundos de hábitos alimentares e estilo de vida, como tabagismo, alcoolismo, ansiedade, estresse, doenças associadas e nutrição inadequada, interagem para o início das manifestações clínicas, e a presença ou ausência de H. pylori não mostrou diferenças significativas no estado clínico dos pacientes.

Descritores: Gastroenteropatias. Nutrição. Dietoterapia.


 

 

INTRODUÇÃO

A gastrite crônica é inflamação da mucosa do estômago, que tem como principal fator etiológico o Helicobacter pylori, com grande prevalência (cerca de 50% na população mundial). Tem distribuição universal e aumenta conforme a idade10.

Um em cada seis indivíduos infectados pela bactéria tem risco de desenvolver úlcera péptica; 1% a 3% da população dos EUA e 12% da população do Japão têm chances de desenvolver câncer de estômago ao longo da vida4.

Tendo em vista a epidemiologia, a infecção tem um padrão típico de transmissão interpessoal, com intensa prevalência em jovens de países desenvolvidos e também em populações de baixa renda. O índice de aquisição vem diminuindo em países desenvolvidos, sendo que indivíduos idosos têm maior prevalência que os jovens, podendo estar envolvido com a higiene adequada, limitando a transmissão4,17.

A infecção por H. pylori, em relação à sua prevalência, varia entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento - menor nos primeiros -, mas independentemente das regiões, as diferenças iniciam-se nas condições socioeconômicas da população11.

Não se definiu exatamente a razão exata da relação com o H. pylori e a gastrite crônica; contudo, acredita-se que seja pré-determinado pelos fatores socioeconômicos, ambientais e práticas culturais, além de possível predisposição genética. Diversos estudos sugerem que o fator genético tem menor influência que os fatores relacionados às condições de moradia6.

Há diversos estudos brasileiros sobre a infecção pelo H. pylori2,7,12, encontrando as seguintes prevalências: 59,5% no Rio de Janeiro (RJ); 76,3% em São Paulo (SP); 83% em Santa Maria (RS); 84,7% em Nossa Senhora do Livramento (MT); 85,18% em Botucatu (SP); 87% em Araçuaí (MG); 89,6% em Campinas (SP) e 96% em São Luís (MA)7.

Além do H. pylori, há diversos fatores etiológicos que podem estar envolvidos no desenvolvimento da gastrite crônica. O uso crônico de bebidas alcoólicas, por exemplo, pode causar eritema e erosões, sendo que as lesões que são produzidas pela ingestão do álcool resultam no rompimento da barreira da mucosa gástrica e, como consequência, a retrodifusão dos íons H+ 17.

Inúmeros estudos evidenciam que o álcool e medicamentos são agentes nocivos para a mucosa gástrica e exercem seus efeitos típicos, como também os episódios de refluxo, ocorrendo lesão gástrica crônica14.

Ao todo, os fatores etiológicos da gastrite crônica se resumem à dieta inapropriada, tabagismo, alcoolismo, medicamentos e ingestão de substâncias corrosivas, estresse por traumas, procedimentos cirúrgicos, septicemia, insuficiência hepática, irradiação do estômago e infecções sistêmicas e também o H. pylori9

O presente estudo tem como objetivo verificar os fatores associados com o diagnóstico de gastrite crônica e a presença ou ausência do H. pylori.

 

MÉTODOS

Este trabalho foi realizado após a aprovação pelos comitês de ética das instituições sob protocolo n. 057.2011.2, seguindo as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos contidas na Resolução nº 196/96.

Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo com dados de prontuário de pacientes com gastrite crônica atendidos em ambulatório Santa Maria, RS, Brasil. A coleta de dados foi realizada no período de março a maio de 2011.

Os fatores de inclusão deste estudo foram pacientes acima de 18 anos que frequentam o ambulatório de gastroenterologia e que apresentavam diagnóstico de gastrite crônica após realização de endoscopia digestiva alta.

Os de exclusão foram pacientes com outras doenças do trato gastrointestinal.

A pesquisa foi realizada por meio de um questionário que averiguou os fatores etiológicos da gastrite crônica no início do tratamento, bem como as manifestações clínicas da doença, os hábitos alimentares e de vida, histórico da doença na família, alterações no peso e uso de medicamentos. Os dados foram tabulados no programa SPSS e foram considerados estatisticamente significativos quando p< 0,05 (qui-quadrado).

 

RESULTADOS

Fizeram parte do estudo 94 pacientes com gastrite crônica com média de idade de 48±16 anos, sendo 67,8% (n= 61) mulheres e 32,2% (n= 33) homens.

A endoscopia digestiva foi a forma de diagnótico da gastrite crônica e de verificar se o agente causador foi o H. pylori, sendo que 56,6% (n=54) dos indivíduos foram detectados com a bactéria e 43,6% (n=40) não apresentavam fator etiológico específico. Entretanto, de acordo com os dados preliminares dos pacientes, fatores como tabagismo, etilismo e ingestão de refeições de forma rápida poderiam estar envolvidos na patogenia da doença. Dos pacientes com gastrite crônica analisados, 16% (n=15) eram assintomáticos.

Em relação aos pacientes que apresentavam sintomas, as principais manifestações clínicas foram pirose em 40,5% (n=38) dos pacientes, eructações em 43,6% (n=40), náuseas em 33% (n=31), vômitos em 9,6% (n=9) e 55,3% (n=52) dor abdominal. Os episódios de diarréia ocorreram em 10,6% (n=10), causando perda de peso conforme a duração e intensidade, e a anorexia foi algo presente em poucos pacientes, 4% (n=4).

Quanto ao hábito intestinal, 58,5% (n=54) apresentaram hábitos preservados. Dos pacientes que não tinham funcionamento intestinal normal, a maioria era de indivíduos com constipação.

Fatores relacionados com a doença tais como pirose, dor abdominal, eructações, diarréia, hábito intestinal preservado, náuseas e vômitos, não apresentaram diferença significativa (p>0,05) com a existência ou não do H. pylori. Entretanto, a distensão abdominal e o refluxo gastroesofágico diferiram estatisticamente nos pacientes que apresentavam o H. pylori em relação aos que não apresentavam, ou seja, pacientes com a presença da bactéria têm 3,5 vezes mais risco de apresentar distensão abdominal e quatro vezes mais risco de apresentarem refluxo gastroesofágico (Tabela 1). A presença dos sintomas típicos da gastrite crônica foi observada pelo médico na primeira consulta. 

 

 

Intolerâncias alimentares foram observadas em 48,9% (n=46) dos pacientes. Eram geralmente aos alimentos gordurosos, feijão, laticínios, pimentão, comidas muito temperadas, condimentos, ovos e bebidas alcoólicas.

Cinquenta e oito por centro dos pacientes (n=55) relataram o hábito de realizar as refeições de forma rápida. Além disso, 50% (n=47) referiram que têm o hábito de dialogar durante as refeições.

Em relação aos hábitos alimentares, o consumo de líquidos durante as refeições foi presente em 62,8% (n=59) e 58,6% (n=55) respectivamente aos pacientes com e sem a bactéria, e apresentavam distensão abdominal. Hábitos como o de consumir líquidos durante as refeições, dificuldade de mastigação, realizar as refeições de forma rápida, dialogar durante a refeição e ingerir chimarrão não obtiveram diferença estatística (p>0,05) quando relacionados com a existência do H. pylori (Tabela 2).

 

 

Quarenta e um pacientes (43,6%) relataram ter hábito de ingerir chimarrão diariamente e várias vezes ao dia. Os que não tinham este hábito, o motivo foi não apreciar ou apresentar intolerância.

A dificuldade de mastigação e deglutição foi relatada por 8,5% (n=8) dos pacientes, sendo estes, indivíduos idosos.

O uso do tabaco em pacientes com gastrite crônica foi 26,6% (n=25) e 20,2% (n=19) ingeriam bebidas alcoólicas.

Os pacientes foram avaliados pelo médico responsável sobre a presença de estresse e/ou ansiedade. Trinta e cinco pacientes (37,4%) apresentavam algum grau de estresse e 60 (64%) foram considerados ansiosos, e com alteração de hábitos alimentares. Os pacientes que foram considerados ansiosos tinham o hábito de realizar as refeições de forma rápida.

Somente 6% (n=6,4) relataram realizar automedicação antes de procurar o ambulatório, tais como antiinflamatórios não esteróides, corticóides, ácido acetilsalicílico/aspirina.

Fatores como o estresse, ansiedade, álcool, tabaco e medicamento não obtiveram diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) quando comparados com a existência do H. pylori (Tabela 3).

 

 

Em relação à alteração do peso corporal apenas 12,7% (n=12) obtiveram alterações, sendo relacionados com episódios de vômito, diarreia, ou simplesmente por estarem acima do peso ideal e em acompanhamento nutricional. Os pacientes não tinham histórico familiar de gastrite crônica e nem histórico de operações prévias no trato gastrointestinal.

O estado nutricional dos pacientes não foi realizado pelo médico responsável no consultório; entretanto, eles referiram ter acompanhamento nutricional e, 18% (n=17) disseram estar com diagnóstico nutricional de obesidade.

Além disso, 10% (n=10) relataram apresentar diagnóstico de diabete melito e 16 (17%) apresentavam hipertensão arterial. As doenças associadas, tais como hipertensão arterial, diabete melito e obesidade, não apresentaram diferenças estatísticas (p>0,05) quando comparados com a existência do H.Pylori (qui-quadrado -Tabela 4).

 

 

DISCUSSÃO

Embora existam muitos fatores causais para o desencadeamento da gastrite crônica, há alguns que se destacam como a infecção por H. pylori. Ela coloniza a mucosa gástrica humana e estabelece infecção crônica que está fortemente associada à gastrite16. Assim a endoscopia tem papel fundamental para definir o diagnóstico e o fator desencadeador10. Ele induz infecção crônica grave e compartilha com a sífilis e a tuberculose certas características de um longo período de latência. A infecção normalmente é adquirida na infância, e adultos tendem a se contaminar por meio de crianças4.

A gastrite crônica do tipo bacteriano que se relaciona com o H. pylori é a de maior prevalência. Muitos estudos realizam tentativas de explicar os diversos mecanismos que são considerados essenciais ao sucesso do H. pylori em colonizar o estômago humano, um ambiente muito hostil. Embora predominante, a presença do H. pylori não é fator único no surgimento dessa doença; há também outros fatores, como ambientais e a pré-disposição genética dos pacientes1,5.

Esta infecção pode ser obtida em qualquer faixa etária, desde a infância até a fase adulta do ser humano. Estudos soro epidemiológicos demonstram que isto ocorre na maioria das vezes na infância, e que esta taxa de prevalência se eleva progressivamente com o ganho de idade. Como essa infecção pode se prolongar por anos ou até décadas, a curva de soro prevalência gera um efeito cumulativo na taxa desta infecção17.

A transmissão parece acontecer normalmente através do contato entre pessoa/pessoa, podendo ser por meio de contaminação fecal/oral ou oral/oral, e também por água contaminada17.

Presume-se que os prováveis receptores da H. pylori são os carboidratos das mucinas gástricas que desenvolvem um papel muito importante na proteção da mucosa gástrica1.

A colonização do estômago por H. pylori induz a gastrite crônica e está relacionada com o surgimento de úlceras gástricas e duodenais, carcinoma gástrico e linfoma gástrico15.

Os alimentos interferem de forma fundamental na produção de substâncias e alterações da motilidade gástrica. Os muito quentes acarretam congestão da mucosa gástrica que eleva a secreção ácida e diminui o tempo de evacuação13.

Outro fator são as bebidas alcoólicas que estimulam o ácido gástrico também aumentando a secreção ácida. Os refrigerantes à base de cola diminuem a pressão sob o esfíncter esofagiano inferior ocorrendo o refluxo gastroesofágico13. A nicotina do cigarro também diminui essa pressão facilitando o refluxo gastroesofágico, propiciando modificações no conteúdo gástrico e aumentando a resposta da secreção ácida à gastrina. Diminui também a atuação de medicamentos utilizados como antiácidos durante a noite13.

Os condimentos picantes aumentam a secreção gástrica e ocasionam irritações constantes na mucosa. A pimenta vermelha e a páprica contêm uma substância irritante da mucosa, que eleva a secreção ácida e a perda de potássio, chamada capsaicina. A pimenta preta causa irritação gástrica, elevando as secreções ácidas e a dispepsia. A pimenta do chilli e mostarda causam o eritema e lesão gástrica13.

Os caldos com grandes quantidades de purina são excitantes da mucosa gastrointestinal e agem elevando a secreção ácida. Os carboidratos concentrados acabam resultando na estimulação dos osmorreceptores, e atuam no retardo do esvaziamento gástrico. Alimentos com elevados níveis de gordura agem no retardo do esvaziamento gástrico13.

As intolerâncias alimentares geram sintomas dispépticos como plenitude gástrica, eructações, pirose, náusea e saciedade precoce, o que ocasiona má alimentação desses pacientes podendo ocorrer perda de peso por alimentação insuficiente.

A relação do álcool com a prevalência de gastrite crônica e a infecção por H. pylori já foi estudada em pacientes etilistas, a bactéria foi encontrada em 14 dos 18 indivíduos. Após quatro semanas da abstinência não houve alterações na histologia, demonstrando que o álcool não pode ser considerado o principal agente causador da gastrite8. Ele além de agir retardando o esvaziamento gástrico também agride de forma direta a mucosa, resultando em reação necroinflamatória. Sua ingestão rotineira leva ao aumento da resistência da mucosa causada pela elevada síntese de prostaglandina endógena, desequilibrando o processo10.

Os fatores psicossomáticos ou de estímulos ambientais podem agir estimulando ou inibindo a motilidade gástrica13. A probabilidade dos pacientes com gastrite crônica e presença da H. pylori de terem distensão abdominal é maior do que os indivíduos com ausência da bactéria.

Os antiinflamatórios são muito utilizados atualmente e levam à diminuição dos fatores defensivos, principalmente a diminuição do fluxo sanguíneo submucoso causando a isquemia da mucosa10.

A falta de tempo atualmente é um grande fator para a dieta e digestão inadequada dos indivíduos, levando as pessoas a realizarem as refeições rapidamente e dialogarem durante o as refeições. Com isso alimentos são mal digeridos e consequentemente mal absorvidos, irritando a muscosa gástrica e se tornando mais um agravante para o surgimento da gastrite e, junto à pressa durante o dia, alia-se a má higienização dos alimentos, aumentando o contágio com o H. pylori.

Em um estudo sobre pacientes assintomáticos com diagnóstico de gastrite crônica, foi realizada a endoscopia do antro e corpo do estômago para averiguar se havia a presença de H. pylori; concluiu-se que a infecção ocorre em estômago de pessoas aparentemente normais e tem aumento da prevalência com o avançar da idade. Também, todos os indivíduos que tinham a bactéria estavam com gastrite, demonstrando o papel causal dela na lesão histológica3.

Estudos têm demonstrado que alimentação equilibrada, rica em frutas e hortaliças ricas em antixodantes, como as vitaminas C, E e carotenóides estão relacionadas com a diminuição da lesão gástrica5,18.

 

CONCLUSÃO

Vários fatores etiológicos oriundos de hábitos alimentares e estilo de vida, como tabagismo, alcoolismo, ansiedade, estresse, doenças associadas e nutrição inadequada, interagem para o início das manifestações clínicas, e a presença e ausência de H. pylori não mostrou diferenças significativas no estado clínico dos pacientes.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência:
Elisângela Colpo,
e-mail: elicolpo@yahoo.com.br

Fonte de financiamento: não há
Conflito de interesses: não há
Recebido para publicação: 11/10/2011
Aceito para publicação: 16/02/2012

 

 

Trabalho realizado no 1Curso de Nutrição do Centro Universitário Franciscano - UNIFRA, Santa Maria, RS e 2Curso de Nutrição Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA, Itaqui, RS, Brasil.

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