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ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo)

Print version ISSN 0102-6720

ABCD, arq. bras. cir. dig. vol.26 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-67202013000100011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Perfil evolutivo das varizes esofágicas pós esplenectomia associada à ligadura da veia gástrica esquerda e escleroterapia na hipertensão portal esquistossomótica

 

 

João Batista-Neto; Luciano Becker Tognetti ; Laércio Tenório Ribeiro; Maria do Carmo Balwani; Tadeu Muritiba; Elton Elton Correa Alves

Grupo de Cirurgia do Fígado, Vias Biliares, Pâncreas e Hipertensão Portal do Serviço de Cirurgia Geral e Especialidades do Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas, Maceió, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

RACIONAL: A esquistossomose mansônica afeta 200 milhões de pessoas em 70 países do mundo. Estima-se que 10% dos infectados evoluirão para a forma hepatoesplênica e, destes, 30% progredirão para hipertensão portal e varizes esofagogástricas, cuja expressão será através de hemorragia digestiva com mortalidade relevante no primeiro episódio hemorrágico. Múltiplas técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas para prevenir o ressangramento.
OBJETIVO: Avaliar o perfil evolutivo das varizes esofágicas após esplenectomia + ligadura da veia gástrica esquerda associada à escleroterapia endoscópica na hipertensão portal esquistossomótica.
MÉTODO: Estudo prospectivo, observacional, de pacientes esquistossomóticos com antecedentes de hemorragia digestiva alta, submetidos à esplenectomia + ligadura da veia gástrica esquerda e escleroterapia. As variáveis estudadas foram perfil evolutivo das varizes esofágicas antes e após a operação e índice de recidiva hemorrágica.
RESULTADOS: Amostra foi constituída por 30 pacientes distribuídos, quanto ao gênero, em 15 doentes para cada sexo. A idade variou de 19 a 74 anos (mediana=43 anos). Houve redução do grau, calibre e red spots em todos os pacientes (p<0,05). A erradicação das varizes com escleroterapia foi alcançada em 86,7% e exclusivamente com a operação em 15,4% dos pacientes.O tempo de seguimento médio foi de 28 meses, variando de dois a 76 meses. Foram realizadas de uma a sete sessões de escleroterapia e média de três por paciente para erradicar as varizes. Quatro pacientes (13,3%) não completaram o seguimento. A recidiva hemorrágica foi de 16,7%.
CONCLUSÃO: Houve redução do grau, calibre e dos red spots das varizes esofágicas em todos os pacientes.

DESCRITORES -  Hipertensão portal. Varizes esofágicas e gástricas. Esplenectomia. Esquistossomose.


 

 

INTRODUÇÃO

A esquistossomose mansônica afeta 200 milhões de pessoas em 70 países do mundo, e outros 600 milhões estão sob risco de serem infectados. Estima-se que 10% dos infectados evoluirão para a forma hepatoesplênica e destes, 30% progredirão para hipertensão portal e varizes esofagogástricas, cuja expressão será através de hemorragia digestiva em até 40% dos seus portadores, com mortalidade relevante no primeiro episódio hemorrágico15,32.

Múltiplas técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas para prevenir (profilaxia secundária) ressangramento, que pode ocorrer no ano subsequente em até 70% dos que tiveram seu primeiro episódio hemorrágico, se não forem tratados16.

A esplenectomia associada à ligadura da veia gástrica esquerda (ELVGE) é utilizada em esquistossomóticos hepatoesplênicos desde a década de 60, na nossa região e serviço15,28. A importância da veia gástrica esquerda para manutenção dos plexos varicosos gastroesofágicos foi demonstrada desde então. Sua ligadura continua sendo indicada nos casos de recidiva hemorrágica de esplenectomizados em que ela não tenha sido ligada3,25.

Com o domínio da técnica de escleroterapia das varizes esofágicas, através dos endoscópios flexíveis na década de 80, o nosso serviço23 iniciou o tratamento escleroterápico das varizes residuais após ELVGE, seguindo a intenção de erradicá-las com morbimortalidade menor que a da ligadura cirúrgica das varizes10,15,28 ou da desconexão azigoportal22,25, e obter índices similares de recidiva hemorrágica.

A erradicação das varizes esofagianas após ELVGE sem escleroterapia alcança índices de 18,2%12. Em estudo prospectivo24 de 20 casos com avaliação aos 30, 60 e 90 dias após a ELVGE, encontrou-se redução parcial em todos os graus e calibres das varizes sem significado estatístico. Submetidas à escleroterapia, essas varizes são controladas em até 80-90% dos casos12,20,29,31. A associação de escleroterapia após o tratamento cirúrgico sem shunt é procedimento controverso, adotado por autores de grande experiência12,20,29,31 e considerado dispensável por outros6,17,24, que a utilizam apenas na recidiva hemorrágica.

O objetivo desse estudo prospectivo é analisar o perfil evolutivo endoscópico das varizes esofagianas após ELVGE associada à escleroterapia, motivado pela escassez de publicações na literatura.

 

MÉTODO

Os pacientes foram estudados em protocolo cirúrgico prospectivo, observacional e consecutivo no Serviço de Cirurgia Geral e Especialidades do Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas, Maceió, Brasil. O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa do mesmo hospital e todos os participantes autorizaram sua inclusão no projeto e assinaram o termo de consentimento informado.

Os critérios de inclusão dos pacientes foram: 1) ter o diagnóstico clínico, epidemiológico, ultrassonográfico e confirmação histológica de esquistossomose mansônica com antecedente recente de hemorragia digestiva alta por varizes exclusivamente esofágicas; 2) classificados como Child A ou B (MELD < 10); 3) terem marcadores virais para as hepatites B e C negativos.

Os critérios de exclusão foram portadores de: 1) alcoolismo crônico; 2) hepatite crônica; 3) hepatopatia mista; 4) trombose do sistema da veia porta ao Doppler; 5) dados clinicolaboratoriais não controláveis de insuficiência hepática, renal, cardíaca ou evidência ultrassonográfica/histopatológica de outra hepatopatia.

Todos os pacientes receberam tratamento pré-operatório para a esquistossomose com praziquantel. A profilaxia para sepse após esplenectomia foi feita com vacinação para pneumococo, meningogoco e Haemophilus influenzae.

Procedimento cirúrgico

Foi realizado acesso abdominal pela incisão subcostal de Kocher esquerda. Os principais passos cirúrgicos foram: 1) acesso à bolsa omental; 2) ligadura prévia da artéria esplênica na borda superior do pâncreas; 3) esplenectomia por técnica padronizada28; 4) completude da desvascularização da grande curvatura gástrica; 5) ligadura da veia gástrica esquerda, acessando-a em sua origem15; 6) biópsia hepática em cunha. A antibioticoprofilaxia foi feita com cefazolina na indução anestésica. Não houve infusão de plaquetas nos que apresentaram plaquetopenia até 30.000/cm3. Houve reserva das mesmas para índices inferiores, mas não houve necessidade de uso. Hemoglobina inferior a 7 g foi corrigida até alcançá-la no pré ou transoperatório com concentrado de hemácias.

Procedimento endoscópico

Foi realizada endoscopia digestiva alta no pré e pós-operatórios e as varizes foram classificadas segundo Paquet26 quanto ao grau e calibre. A presença de red spots ou gastropatia congestiva foram anotados e assim como quaisquer outras alterações da mucosa. As sessões de escleroterapia foram realizadas pelo menos 45 dias após a operação para completar ou tratar eletivamente as varizes residuais. A escleroterapia foi realizada com injeção da solução de ethanolamina diluída à 3%, intravaricosa, em sessões espaçadas a cada 15 dias ou mensais, até erradicação plena das varizes. O seguimento foi estabelecido de 6, 12, 24 meses, segundo cada caso e consecutivamente.

As variáveis estudadas (end point) foram: 1) perfil evolutivo endoscópico das varizes esofágicas no pré e pós-operatórios (mínimo de 45 dias após a ELVGE) quanto ao grau, calibre e presença ou não de red spots26; 2) evolução pós-escleroterapia; 3) índice de recidiva hemorrágica.

Evolução clínica/complicações

As complicações cirúrgicas foram divididas em relacionadas ao procedimento cirúrgico ou secundárias à hipertensão portal. Em relação à recidiva hemorrágica estabeleceu-se como recidiva o paciente que apresentasse hematêmese, melena ou sensação gustativa de sangue na boca, em qualquer fase da doença considerada controlada. Era realizada endoscopia para definir a causa.

Análise estatística

A análise estatística foi feita pelo teste t de Student pareado com IC = 95% para o grau e calibre das varizes esofágicas, sendo considerados significantes os resultados de p<0,05, através do programa de computador SPSS13. A presença de red spots ou sua ausência foi analisada pelo teste de exato de Fisher através do programa Epidat 3.1, sendo considerados significativos os resultados com de p<0,05.

 

RESULTADOS

A amostra constou de 30 pacientes, sendo 15 do sexo masculino e 15 do feminino, com mediana de idade de 43 anos (19 a 74 anos). O tempo médio de internação hospitalar foi de seis dias (quatro a 25 dias). O tempo de seguimento médio foi de 28 meses (dois a 76 meses) e realizado em 86,7% (26/30) dos doentes. Dois pacientes tiveram o laudo endoscópico do pré-operatório extraviado e quatro não completaram as sessões de escleroterapia.

Houve redução do grau e calibre das varizes em todos os doentes, com significância estatística (p<0,05 e Tabelas 1 e 2).

 

 

 

 

O aumento do número de pacientes portadores de varizes esofagianas graus 1 e 3 no pós-operatório deveu-se à redução do grau em pacientes portadores delas em graus mais elevados.

Houve erradicação total das varizes em 15,4% (4/26) dos pacientes na primeira endoscopia (mínimo de 45 dias) após a ELVGE, sem escleroterapia.

A escleroterapia das varizes esofágicas residuais após ELVGE foi completada em todos os doentes em que as varizes persistiram após a operação (84,6% - 22/26) e seu controle foi efetuado com uma a sete sessões de escleroterapia, média de três sessões por doente.

As complicações relacionadas ao procedimento cirúrgico foram: fístula pancreática, hérnia incisional e ligadura insuficiente do hilo - um doente para cada uma delas. Sete pacientes (23,3%) apresentaram complicações relacionadas à hipertensão portal: ascite (6), melena (2), insuficiência hepática (1) que morreu no 68º mês de seguimento; ginecomastia (1) que cedeu à supressão do diurético. Não houve mortalidade hospitalar.

Quanto à presença de red spots, obteve-se redução de 61,5% (n=16) para 15,4% (n=3), respectivamente no pré e pós-operatórios de ELVGE. Essa variação mostrou-se estatisticamente significativa, utilizando-se o teste exato de Fischer (p=0,0018 com IC=95%), ou seja, p<0,05. A recidiva hemorrágica total ocorreu em 16,7% (5/30), manifestada por sintomas leves que não exigiram transfusão.

 

DISCUSSÃO

O progresso da terapêutica endoscópica nos últimos 20 anos do século passado para varizes esofágicas proporcionou às escolas que adotam métodos cirúrgicos sem shunts em esquistossomóticos, a possibilidade de abordá-los cirurgicamente sem se expor à morbidade da ligadura cirúrgica intraesofagiana das varizes, embora fosse baixa1,2,6,7,10,11,15,21,23,25,27,30. Kelner15,16 sempre considerou que o tratamento cirúrgico da hipertensão portal esquistossomótica não necessitava de desconexões muito amplas, tipo desconexão azigoportal + esplenectomia, firmando-se na fisiopatologia da doença. Ele propôs que a esplenectomia associada à escleroterapia ou ligadura elástica, seriam procedimentos suficientes para obter resultados satisfatórios, podendo-se acrescentar a ligadura da veia gástrica esquerda, pois nenhuma técnica cura o paciente, sendo todas as opções paliativas. Não há consenso quanto a melhor técnica a ser usada na hipertensão portal esquistossomótica14,16,21,27, embora a Sociedade Brasileira de Hepatologia em consenso recente5 tenha indicado a desconexão azigoportal + esplenectomia como método ideal na profilaxia secundária para sangramento varicoso em esquistossomóticos. Não há estudos consistentes cientificamente em número suficiente para erradicar a controvérsia19.

Ferraz et al.12, referiram erradicação das varizes em 52,7%, quando associaram a escleroterapia à ELVGE, índice inferior ao deste estudo, 84,6%. Assinalaram, no entanto, a dificuldade de fazer os doentes retornarem para as sessões complementares da terapêutica endoscópica. Este fato foi também identificado neste estudo, embora em menor número (15,4%), talvez por ter sido prospectivo e consequentemente gerar maior adesão na relação médico/paciente. A erradicação das varizes sem escleroterapia no estudo citado12 foi de 18,2% das varizes esofagianas, similar ao deste (15,4%). Os red spots foram reduzidos de forma significativa de 61,5% para 15,4% nesta série, compatível com estudo recente9.

A recidiva hemorrágica neste estudo de 16,7%, foi compatível com outras séries12,21,29,31 e parece relacionada ao grau de fibrose4, mais intensamente marcado pela plaquetopenia33. Esta afirmação é contestada por outros autores2, que relacionam a gravidade da esquistossomose hepatoesplênica à obstrução sinusoidal intrahepática e não à fibrose.

Sakai29 há muito, referiu ser mais fácil o controle endoscópico das varizes esofágicas em esquistossomóticos esplenectomizados, que naqueles que não tinham sido operados8. Um estudo randomizado do grupo destes autores18 de desconexão azigoportal + esplenectomia com escleroterapia versus escleroterapia exclusiva em esquistossomóticos com antecedentes hemorrágicos, demonstrou que não havia significado estatístico na recidiva hemorrágica entre os dois grupos; porém, o doente submetido à escleroterapia exclusiva, tinha chance duas vezes maior de ter recidiva da hemorragia digestiva que aquele paciente que tinha sido operado.

Outros grupos6,17,24 que adotam métodos sem shunts, consideram não ser necessário a erradicação das varizes esofágicas residuais, exceto na recidiva hemorrágica. Evangelista Neto et al.9, consideram a pressão intravaricosa de 13 mmHg, conseguida com a ligadura da veia gástrica esquerda e esplenectomia associada, índice seguro para não indicar escleroterapia complementar, visto que a rotura varicosa só ocorre a partir de 20 mmHg. Conduta oposta a de Sakay24 e Ferreira et al.13, que consideram os índices de 13 mmHg de pressão varicosa ou de 15,5 cm/seg do fluxo portal ao Doppler como satisfatórios para instalação de terapêutica das varizes do esôfago, pela possibilidade elevada de hemorragia. Índices inferiores a esses eliminam a necessidade de tratamento varicoso, pois a hipertensão portal esquistossomótica parece depender do hiperfluxo2. O ponto de corte seguro da pressão varicosa, a partir do qual a maioria dos pacientes apresentariam hemorragia digestiva, ainda não foi definido18. Vultosas experiências nacionais complementam o tratamento cirúrgico com escleroterapia das varizes, pois só há sangramento esofágico se houver varizes4,9,12,13,20,21,23,29,31.

A ELVGE + escleroterapia na hipertensão portal esquistossomótica é método similar aos demais procedimentos cirúrgicos não derivativos quanto à recidiva hemorrágica e morbimortalidade.

 

CONCLUSÃO

A esplenectomia associada à ligadura da veia gástrica esquerda reduz o grau e calibre das varizes esofágicas em todos os doentes e, se associada à escleroterapia, erradica as varizes em 86%.

 

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Correspondência:
João Batista Neto,
e-mail: jbatista19@uol.com.br

Recebido para publicação: 04/10/2012
Aceito para publicação: 06/12/2012

Fonte de financiamento: não há
Conflito de interesses: não há

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