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ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo)

versión impresa ISSN 0102-6720

ABCD, arq. bras. cir. dig. vol.27 no.1 São Paulo enero/mar. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-67202014000100009 

Artigo Original

Videoapendicectomia por incisão única com material de videolaparoscopia convencional

Rodrigo Nascimento PINHEIRO

Renato Costa SOUSA

Fernanda Mesquita de Brito CASTRO

Roberta Oliveira de ALMEIDA

Gustavo de Castro GOUVEIA

Viviane Rezende de OLIVEIRA

2Instituto de Cirurgia Oncológica e Digestiva-ICOD e Instituto de Tumores de Brasília - ITB, Brasília, DF, Brasil

RESUMO

Racional

: Apendicite aguda é a emergência cirúrgica mais comum na prática diária, sendo em muitos centros, abordada por laparoscopia. Esforços têm sido voltados para o desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas, reduzindo o trauma tecidual e melhorando os resultados cosméticos, dentre essas, a "single incision laparoscopic surgery" (SILS).

Objetivo

: Apresentar técnica minimamente invasiva para apendicectomia com incisão única e com instrumentos convencionais.

Método

: Onze pacientes foram atendidos em serviço de emergência devido à dor abdominal em fossa ilíaca direita sugestiva de apendicite. Procedeu-se a investigação diagnóstica, incluindo exames físico, laboratoriais e de imagem (tomografia computadorizada com contraste venoso ou ecografia de abdome total), cujos resultados foram compatíveis com apendicite aguda. Assim, após consentimento, esses pacientes foram submetidos à apendicectomia por SILS, sob anestesia geral, com dois trocárteres de 10 mm e um de 5 mm, com uso de pinças laparoscópicas convencionais e ótica de 10 mm e 30 º. A base e o pedículo do apêndice foram ligados com clipes de titânio LT 400, sem intercorrências. Critérios de inclusão foram pacientes com apendicite aguda mas sem peritonite generalizada com índice de massa corpórea menor que 35 e ausência de comorbidades graves e ou sepse.

Resultados

: Foram operados sete homens e quatro mulheres com idade média de 25,7 anos com esta técnica. A duração média do procedimento foi de 37,2 min. Em relação aos achados cirúrgicos, três pacientes apresentavam apendicite em fase 1, quatro em fase 2 e quatro em fase 3. Todos evoluíram bem, sem complicações cirúrgicas e não houve necessidade de conversão da operação para técnica aberta ou mesmo para laparoscopia convencional.

Conclusão

: Apendicectomia por "single Incision Laparoscopic Surgery" é técnica viável e promissora, podendo ser realizada com instrumentos da laparoscopia convencionais.

Palavras-Chave: Laparoscopia; Apendicectomia; Apendicite; Cirurgia Laparoscópica

INTRODUÇÃO

Apendicectomia por videolaparoscopia, por suas vantagens em relação à técnica aberta, é considerada o tratamento padrão-ouro para apendicite aguda em muitos centros3 , 11 , 12. Desde a introdução da abordagem por laparoscopia, esforços têm sido voltados para o desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas, com redução do número e tamanho dos portais, reduzindo o trauma tecidual e melhorando os resultados cosméticos9.

SILS (Single Incision Laparoscopic Surgery) é uma nova técnica que utiliza uma única incisão, de preferência na cicatriz umbilical, para realização da operação laparoscópica, sem a necessidade de portais adicionais. Esse novo método tem sido utilizado em grande variedade de procedimentos laparoscópicas, incluindo laqueadura tubária26, histerectomia14, apendicectomia7 , 19, colecistectomia13, gastrectomia18, colectomia4 e nefrectomia17. Algumas vantagens têm sido observadas com a utilização de uma única incisão, como redução da dor pós-operatória e das complicações envolvendo dano tecidual nos locais dos portais, além de melhor resultado cosmético5.

Diversos equipamentos e materiais vêm sendo utilizados no sentido de facilitar e, ou viabilizar a realização desta modalidade técnica, mas não são indispensáveis ou imprescindíveis para tal.

O objetivo deste trabalho é apresentar a técnica e os resultados preliminares do uso da SILS em pacientes com apendicite aguda utilizando-se material e instrumental de videolaparoscopia convencional.

MÉTODO

Onze pacientes, quatro homens e três mulheres com idade média de 25,7 anos (12-44), foram atendidos entre maio de 2010 e janeiro de 2011, devido à dor abdominal em fossa ilíaca direita sugestiva de apendicite. Procedeu-se com a investigação diagnóstica com exames físico, laboratoriais e de imagem. O exame físico foi realizado com palpação abdominal e presença do sinal de Blumberg ou mesmo dor abdominal sem irritação. As análises clínicas solicitadas para confirmar o diagnóstico ou afastar hipóteses diferenciais foram: EAS, hemograma, beta-HCG em mulheres de idade fértil, eletrólitos, coagulograma. Os exames de imagens solicitados foram: ecografia de abdome total e/ou tomografia de abdome e pelve com contraste venoso.

Critérios de escolha de pacientes foram adotados no sentido de evitar prolongamento do tempo cirúrgico e manter a segurança. Tais critérios podem ser enumerados como ausência de peritonite difusa, IMC (índice de massa corpórea) menor que 35 e ausência de comorbidades e, ou sepse.

Técnica operatória

Todos os pacientes foram operados sob anestesia geral. O acesso escolhido foi a cicatriz umbilical, com uma incisão linear ou em "S" itálico intraumbilical, esta última, proporcionando maior flexibilidade da pele e área de triangulação. Utilizaram-se dois trocárteres de 10 mm e um de 5 mm, pinças laparoscópicas convencionais e ótica 30º de 10 mm (Figura 1). Foi realizado pneumoperitônio por técnica fechada. Após a incisão (linear ou em "S"), foram dissecadas áreas circulares subcutâneas periumbilicais e próximas à aponeurose, onde foram introduzidos os trocárteres em punção direta (proporcionando afastamento dos instrumentos e maior triangulação). Foi realizado inventário da cavidade peritoneal e confirmado o diagnóstico. Seguiu-se a apreensão do apêndice com a mão esquerda do cirurgião e posterior dissecção do pedículo com liberação de aderências e do peritônio. A base e o pedículo do apêndice foram ligados com clipes de titânio LT 400 (Figura 2). Após ressecção, a peça cirúrgica foi acondicionada em bolsa confeccionada com luva de látex. Retirada a peça, foram realizadas higienização e hemostasia. Caso necessário, foi realizado o fechamento da aponeurose em seus sítios de punção de 10 mm e fechamento da pele com pontos simples e fios da preferencia do cirurgião. O curativo foi realizado com pequena esfera de gazes e esparadrapo.

FIGURA 1 A) Posição dos trocárteres através de incisão umbilical única (linear ou em "S" itálico); B) fotografia dos trocárteres posicionados; C) aspecto imediato da ferida operatória 

FIGURA 2 Clampeamento do apêndice 

Foram anotados o tempo cirúrgico, as intercorrências e achados adversos.

RESULTADOS

O exame físico mostrou dor abdominal com sinais de irritação peritoneal em todos em todos os pacientes. Os resultados das análises clínicas foram compatíveis com apendicite aguda e foram afastados diagnósticos diferenciais como infecção urinária e gravidez tópica ou ectópica. Os exames de imagens mostraram sinais sugestivos de apendicite aguda ou processo inflamatório em fossa ilíaca direita.

Em relação aos achados e dados cirúrgicos, três pacientes apresentavam apendicite em fase 1, quatro em fase 2 e quatro, em fase 3. Todos evoluíram bem, sem complicações, exceto duas infecções de ferida operatória nos paciente em fase 3, compatível com a infecção cavitária já instalada. Não houve necessidade de conversão para operação laparotômica ou mesmo para procedimento laparoscópico convencional (Tabela 1, Figura 1).

TABELA 1 Características dos pacientes submetidos à apendicectomia por SILS 

Gênero Idade (anos) Tempo de operação (min) Fase da apendicite Complicações
Feminino 20 40 1 --
Masculino 15 40 2 --
Masculino 39 50 3 --
Feminino 20 35 2 --
Feminino 38 35 1 --
Masculino 44 40 3 Infecção de ferida operatória
Masculino 13 35 2 --
Masculino 13 35 3 Infecção de ferida operatória
Masculino 40 35 3 --
Masculino 12 30 1 --
Feminino 29 35 2 --

DISCUSSÃO

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica mais comum na prática diária. Esta doença pode ocorrer em qualquer idade e requer tratamento cirúrgico em todos os casos diagnosticados. De acordo com os achados inflamatórios, a apendicite pode ser classificada em grau 0, normal; 1, hiperemia e edema; 2, exsudato fibrinoso; 3, necrose segmentar; 4A, abscesso; 4B, peritonite regional; 4C, necrose da base do apêndice; 5, peritonite difusa8. Muitas vezes a operação é feita por videolaparoscopia devido suas vantagens em relação à laparotomia, como maior acurácia diagnóstica, menor risco de infecção da ferida operatória, menor tempo de permanência no hospital, retorno mais rápido do paciente às atividades, menor incidência de íleo adinâmico e menor risco de hérnia incisional10 , 22. Estes riscos são ainda menores quando se utiliza uma única incisão. Este é o motivo do aumento no interesse por técnicas ainda menos invasivas em vários procedimentos cirúrgicos, incluindo a apendicectomia por SILS25.

Pelosi et al.15, em 1992, descreveram pela primeira vez a apendicectomia por laparoscopia com única incisão em criança. Valla et al.23, em 1997, apresentaram uma série de casos com 200 pacientes pediátricos submetidos à apendicectomia laparoscópica por única incisão com exteriorização do apêndice. Ates et al.1, em 2007, descreveram a técnica totalmente intra-abdominal de apendicectomia por incisão única. Desde, então, muitas variantes técnicas têm sido descritas, mas ainda não existe padronização definida.

O recente interesse por SILS tem conduzido vários cirurgiões a utilizarem ferramentas convencionais já existentes para realização da laparoscopia por incisão única, e, por sua vez, a indústria tem desenvolvido grande variedade de novos instrumentos para facilitar esses procedimentos. Alguns tipos de portais já são comercializados, como o Triport (Advanced Surgical Concepts, Wicklow, Ireland), o SILS port (Covidien, Norwalk, Conn), o Uni-X Single Port System (Pnavel Systems, Inc., Morganville, New Jersey), o Anchorport (Surgiquest Inc., Orange) e o Gelport (Applied Medical, Rancho Santa Margarita, Califórnia)6. Entretanto, observa-se que SILS pode ser realizada com a tecnologia existente, sem novos instrumentos, e por cirurgiões com experiência em laparoscopia convencional com competência ou treinamento específico.

O maior desafio a ser superado na SILS é evitar o conflito entre os instrumentos e a ótica, e reduzir o estresse no ato cirúrgico, devido ao limitado espaço da incisão única, o que dificulta o trabalho do cirurgião e de seu auxiliar. Por essa razão tem sido proposto em alguns trabalhos o uso de câmera endoscópica e pinças semi-flexíveis, tornando o procedimento supostamente mais confortável9. Além disso, existem algumas dificuldades ou problemas no acesso à cavidade abdominal por única incisão, como um pequeno anel umbilical, IMC alto, aderências por operações prévias, disponibilidade do portal, falta de instrumentos com angulação, o pequeno comprimento dos instrumentos, imagem inadequada, incisão pequena para extração da peça cirúrgica, vazamento do pneumoperitônio20.

As vantagens da apendicectomia por SILS estão relacionadas principalmente ao melhor resultado estético, ao reduzir o número de incisões cutâneas para uma única incisão sobre cicatriz natural - a umbilical -, deixando sequela quase invisível alguns meses após o procedimento cirúrgico e preservando a imagem corporal. Além disso, acredita-se que SILS proporcione menor dor pós-operatória através da eliminação da lesão muscular e menor dano tecidual pela não introdução dos outros portais, além de menor risco de sangramento por lesão dos vasos epigástricos2 , 16 , 21 , 24.

Nesta casuística inicial, observou-se que, com o material e equipamentos existentes, foi possível desempenhar o referido procedimento em tempo adequado e com segurança, mas com equipe experiente.

Vale lembrar que critérios de escolha para este grupo inicial de pacientes foram adotados no sentido de evitar prolongamento do tempo cirúrgico e manter a segurança. Foram eles: ausência de peritonite difusa, índice de massa corpórea menor que 35, ausência de comorbidades e, ou sepse.

CONCLUSÃO

A apendicectomia por SILS é viável e promissora, podendo ser realizada com instrumentos convencionais de laparoscopia.

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Recebido: 10 de Setembro de 2013; Aceito: 10 de Dezembro de 2013

Correspondência: Renato Costa Sousa ou Rodrigo N Pinheiro E-mails: renato.costa.sousa@hotmail.com e rodrigo@cancerdf.com.br

Fonte de financiamento: não há

Conflito de interesses: não há