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ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo)

Print version ISSN 0102-6720On-line version ISSN 2317-6326

ABCD, arq. bras. cir. dig. vol.29 no.3 São Paulo July/Sept. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/0102-6720201600030006 

Artigo Original

PREVALÊNCIA DO HELICOBACTER PYLORI HÁ DEZ ANOS COMPARADA COM A ATUAL EM PACIENTES SUBMETIDOS À ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA

Sandra FRUGIS 1   2  

Nicolau Gregori CZECZKO1 

Osvaldo MALAFAIA1 

Artur Adolfo PARADA 1   2  

Paula Bechara POLETTI 1   2  

Thiago Festa SECCHI 2  

Matheus DEGIOVANI 2  

Alécio RAMPANAZZO-NETO 2  

Mariza D. D´AGOSTINO 2  

1Programa de Pós-Graduação em Princípios da Cirurgia, Faculdade Evangélica do Paraná/Hospital Universitário Evangélico de Curitiba/Instituto de Pesquisas Médicas, Curitiba, PR, Brasil

2Serviço de Endoscopia Digestiva, Centro de Diagnóstico e Terapêutica Endoscópica de São Paulo, Hospital 9 de Julho, São Paulo, SP, Brasil

RESUMO

Racional:

Helicobacter pylori vem sendo amplamente estudado desde 1982 estimando-se que 50% da população mundial esteja afetada. A literatura carece de estudos que mostrem a mudança de sua prevalência em uma mesma população ao longo do tempo.

Objetivo:

Comparar a prevalência do H.pylori no intervalo de 10 anos em população que realizou endoscopia digestiva alta no mesmo serviço de endoscopia.

Método:

Estudo observacional, retrospectivo e transversal, comparando a prevalência de H. pylori em duas amostras com intervalo de 10 anos (2004 e 2014) que realizaram endoscopia digestiva alta com biópsias e teste da urease para a pesquisa de H. pylori. Foram estudados pacientes em três meses consecutivos de 2004, comparados aos de três meses consecutivos de 2014. O número total de pacientes avaliados foi 2536, sendo 1406 em 2004 e 1130 em 2014.

Resultados:

Constatou-se resultado positivo para H.pylori em 17% da amostra como um todo. Houve queda significativa da prevalência de H.pylori de 19,3% em 2004 para 14,1% em 2014 (p<0.005).

Conclusão:

Houve redução de 5,2% da prevalência de H. pylori comparando-se dois períodos de três meses consecutivos com intervalo de 10 anos em duas amostras populacionais equivalentes.

DESCRITORES: Helicobacter pylori; Endoscopia; Teste da urease

INTRODUÇÃO

Micro-organismos gástricos foram observados há mais de 100 anos7, mas sua associação com doenças gástricas foi reconhecida partir 1982, quando Marshall e Warren identificaram e submeteram à cultura a bactéria gástrica Campylobacter pyloridis, mais tarde reclassificada como Helycobacter pylori (HP)7,21.

Essa bactéria gram-negativa, de aspecto espiralado, microaerófila, é bastante resistente, podendo permanecer viva por longos períodos de tempo fora do corpo humano, em água, vegetais e fezes. A contaminação nos reservatórios de abastecimento de água nos países em desenvolvimento pode servir como fonte ambiental de HP. Utilizando a técnica de reação em cadeia da polimerase, encontrou-se HP na maioria das amostras de água dos reservatórios de abastecimento em áreas endêmicas de infecção7. Em estudo realizado na Coréia do Sul, analisando fatores de risco para HP, constatou-se contaminação de 3% em água de fonte natural, 92% na de reservatórios da cidade e 66% em água engarrafada20.

HP tem sido diagnosticado por todo o mundo e em todas as faixas etárias. Estima-se que 50% da população mundial esteja afetada7. Ele foi isolado em animais, leite, verduras cruas, fezes, vômitos e água. Sua transmissão é oral-oral e fecal-oral entre humanos, observando-se maior prevalência na população de baixa renda, onde a contaminação se inicia durante a infância relacionada com condições precárias de habitação, alimentação e higiene1,12,20,27,29. Em países em desenvolvimento, onde a maioria das crianças é infectada antes dos 10 anos, a prevalência em adultos atinge 80% antes dos 50 anos7. Vários estudos apontam que houve redução da incidência e prevalência da HP progressivamente nos últimos 20 anos relacionada com a industrialização e melhora das condições sanitárias e socioculturais em diferentes países 1,16,20,24,27,28,29.

Essa bactéria é bioquimicamente caracterizada por ser urease dependente, sendo de importância para os testes diagnósticos invasivos e não invasivos,9,15,18,19,22,24,25,27,28,29.

A recomendação do American College of Gastroenterology em 2007 é que se faça o teste para HP com urease em pacientes com quadro de dispepsia, úlcera ativa ou passado de úlcera; nos linfomas; nos em uso crônico de inibidor de bomba de prótons e de anti-inflamatórios não esteroides3; em anêmicos com deficiência de vitamina B12 e ferro; e pacientes assintomáticos com história familiar de câncer gástrico ou com familiares tratados de HP 4,9,10,23,24,29. No Brasil, o III Consenso Brasileiro de HP em 2012, teve como um dos objetivos divulgar e orientar medidas higienodietéticas à população, desenvolver estratégias junto ao Ministério da Saúde para melhorar as condições de saneamento e água dos reservatórios e orientar profissionais de saúde quanto à prevenção, diagnóstico e tratamento do HP2,3,4,6,9,11,12,14,25,30.

Na cidade de São Paulo, SP, Brasil, a população total estimada em 2015 era de 11.968.000 pessoas. O estudo da prevalência de HP em dois períodos com intervalo de 10 anos, em população com características semelhantes, pode trazer informações sobre como essa infecção vem se comportando ao longo do tempo e ajudar a traçar os objetivos na sua profilaxia e tratamento. É provável que, assim como em outros países, possa ser detectada modificação nessa prevalência de acordo com a mudança das condições higienodietéticas de cada região7,20,29.

Assim, este estudo epidemiológico tem como objetivo a comparação da prevalência do HP no intervalo de 10 anos em população que realizou endoscopia digestiva alta em um mesmo serviço de endoscopia e com as mesmas características populacionais.

MÉTODO

Foi realizado estudo observacional, retrospectivo e transversal, comparando a prevalência do HP em dois grupos de pacientes, em intervalo de 10 anos (2004 e 2014) e que realizaram endoscopia digestiva alta com biópsias e teste da urease para a pesquisa de HP sistematicamente no Serviço de Endoscopia Digestiva, Centro de Diagnóstico e Terapêutica Endoscópica de São Paulo, Hospital 9 de Julho, São Paulo, SP, Brasil.

O total de pacientes que realizou endoscopia digestiva alta no ano de 2004 foi de 6121 pacientes, e no ano de 2014 de 6352. Foram avaliados os que realizaram exames em três meses consecutivos (janeiro, fevereiro e março) dos anos de 2004 (n=1406) e 2014 (n=1130), no total de 2536 pacientes. Foram excluídos pacientes em uso de anticoagulantes e os impossibilitados da realização de biópsias. Todas as endoscopias foram realizadas com sedação por citrato de fentanila e midazolam.

Foram realizadas sistematicamente três biópsias (antro, incisura angular e corpo) e teste da urease em todas as endoscopias. Foram analisadas as seguintes variáveis: ano, gênero, resultado do teste de HP, idade, aspecto macroscópico da mucosa (endoscopia normal ou com alterações patológicas).

Análise estatística

Os dados foram submetidos ao teste de Qui-quadrado de Pearson.

RESULTADOS

Os dados coletados estão resumidos na Tabela 1.

TABELA 1 Análise descritiva dos dados  

Variáveis Número total de pacientes n=2536(100%) Pacientes HP+ n=432(100%) Pacientes HP- n=2104(100%)
Ano
Total 2004 1406 (100%) 272 (19,3%) 1134 (80,7%)
Total 2014 1130 (100%) 160 (14,1%) 970 (85,9%)
Gênero
Total feminino 1624 (100%) 256 (15,7%) 1368 (84,3%)
Total masculino 912 (100%) 176 (19,3%) 736 (80,7%)
Resultado de HP - Amostra total
2536 (100%) 432(17,0%) 2104(83,0%)
Idade
2536 (100%) 432(100%) 2104(100%)
< até 10 anos 09 (0,4%) 01 (0,2%) 08 (0,4%)
11 a 20 anos 69 (2,7%) 04 (1,0%) 65 (3,1%)
21 a 30 anos 377 (14,8%) 61 (14,2%) 316(15,0%)
31 a 40 anos 526 (20,7%) 80 (18,5%) 446(21,2%)
41 a 50 anos 484 (19,2%) 190(43,8%) 294(14,0%)
51 a 60 anos 534 (21,0%) 45 (10,4%) 489(23,3%)
Acima de 61 anos 537 (21,2%) 51 (11,9%) 486(23,0%)
Endoscopia normal / com alteração
Total - Endoscopia normal 134 (100%) 22 (16,5%) 112 (83,5%)
Total - Endoscopia com alteração 2402 (100%) 410 (17,0%) 1992 (83,0%)

Em 2004 houve prevalência para HP igual a 19,3%; já para 2014 ela caiu para 14,1%.

A proporção de mulheres na amostra total (64%) foi maior do que a de homens (36%). Das 1624 mulheres, 256 (15,7%) apresentaram HP+ e 1368 (84,3%) HP-. Dos 912 homens 176 (19,3%) apresentaram HP+ e 736 (80,7%) HP-.

Na amostra como um todo (n=2536) houve 17% (n=432) de resultados positivos para HP. Em 2004 houve prevalência dele em 19,3% (n=272), e em 2014 essa prevalência caiu para 14,1% (n=160), p<0,005 (Tabela 2).

TABELA 2   Resultado de HP vs. ano 

*p<0,005; HP=Helicobacter pylori

Na Figura 1A observa-se a distribuição do total de pacientes (n=2536) por faixa etária. Na Figura 1B a distribuição somente dos HP+ (n=432, 17% da amostra total) distribuídos pelas mesmas faixas etárias.

FIGURA 1 Distribuição da idade vs. presença de HP 

Em 2004 do total de 1406 pacientes 1134 pacientes apresentaram HP-, sendo que 51 com endoscopia normal (4,5%) e 1083 apresentando alguma alteração (95,5%). Dos 272 pacientes com HP+, sete tinham endoscopia normal (2,6%) e 265 relacionados com alguma doença (97,4%). O total de endoscopias normais em 2004 foi de 58 pacientes (Tabela 3).

Em 2014 do total de 1130 pacientes 970 apresentaram HP-, sendo 71 com endoscopia normal (7,3%) e 899 com alterações (92,7%). Dos 160 com HP+, cinco tinham endoscopia normal (3,2%) e 155 com alguma doença (96,8%). O total de endoscopias normais em 2014 foi de 76 pacientes (Tabela 3).

Observou-se aumento de endoscopias normais e HP- em período de 10 anos (4,5% em 2004 e 7,3% em 2014). Houve redução significativa de HP+ em pacientes com endoscopia com alguma doença (97,4% em 2004 e 96,8% em 2014) no mesmo período (Tabela 3). Houve redução de 5,2% da prevalência de HP+ (de 19,3% em 2004 para 14,1% em 2014) sendo estatisticamente significativa (p<0,005). A amostra foi composta em sua maioria por mulheres (64%). A maior incidência de HP+ nesta amostra ocorreu entre 41 e 50 anos (43,87%).

Do total de 2536 endoscopias nos dois anos, apenas 134 foram normais sem nenhuma alteração na mucosa (Figura 2).

FIGURA 2 Distribuição dos pacientes HP+ e HP- e normais em 2004 e 2014 

TABELA 3 Endoscopia normal, com alterações e HP+/- em 2004+2014, 2004 e 2014 

DISCUSSÃO

A variação da prevalência de HP em diferentes regiões do mundo está relacionada principalmente aos fatores socioeconômicos7,16,20,25,29. Observa-se que em países desenvolvidos ela é mais baixa desde a infância, e as regiões que apresentaram crescimento socioeconômico nos últimos 20 anos diminuíram significativamente a prevalência20,29.

Em países em desenvolvimento a maioria das crianças é infectada antes dos 10 anos e a prevalência em adultos atinge 80% antes dos 50 anos; em países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, a incidência de HP é rara em menores de 10 anos e aumenta para 10% entre 18 e 30 anos7,29.

Isso é atribuído ao fato de que em sociedades desenvolvidas, a população tem acesso a saneamento, alimentação, higiene, saúde (médica e odontológica) e orientação para prevenção e tratamento de doenças11,12,14,17,18,19,26,29,30

Como o HP é das infecções mais comuns em humanos, e como consequência dessa infecção crônica podem ser desencadeadas doenças graves com considerável morbidade1,3,4,5,8,13,19,20,30, o estudo comparativo de sua prevalência em regiões distintas ao longo dos anos é de grande importância para analisar se as melhorias de saúde da população se traduzem em redução da prevalência, assim como orientar as estratégias e diretrizes de prevenção e tratamento específicos para cada região proporcional ao seu grau de desenvolvimento socioeconômico e cultural 2,7,11,12,14,20,26,28,29.

Em relação à população estudada de São Paulo em serviço privado, a prevalência de HP caiu significantemente em uma década, e houve também redução de sua incidência em pacientes com endoscopias com alguma doença.

É possível que estes achados sejam consequência da maior conscientização da população sobre a qualidade da alimentação, os cuidados com a saúde preventiva (médica e odontológica) e a disciplina no seguimento das orientações médicas. Também pode-se acreditar que um fator relevante para essa evolução favorável seja o amplo acesso a informação que vem ocorrendo nos últimos anos. Se essas condições não se modificarem ao longo do tempo e até melhorarem, haverá perspectiva de queda ainda maior dessa prevalência, como atualmente já ocorre nos países desenvolvidos.

Serão necessários mais estudos em regiões de diferentes níveis de desenvolvimento socioeconômico, para verificar o comportamento da prevalência de HP na população nos próximos anos.

CONCLUSÃO

Foi constatada redução significativa da prevalência de HP comparando-se dois períodos de três meses consecutivos com intervalo de 10 anos, em duas amostras populacionais semelhantes. Houve redução de 5,2% da prevalência de HP+, caindo de 19,3% em 2004 para 14,1% em 2014.

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Fonte de financiamento: não há

Recebido: 14 de Janeiro de 2016; Aceito: 20 de Maio de 2016

Correspondência: Sandra Frugis E-mail: sanfrugis@terra.com.br

Conflito de interesses: não há

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